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  • Jarbas Vasconcelos será o relator da cláusula de barreira

    O presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), designou o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) para relatar a proposta de emenda à Constituição (PEC) apresentada nesta terça-feira (6) pelo senador Marco Maciel (PFL-PE) que institui a cláusula de desempenho ou cláusula de barreira para conceder tratamento diferenciado a partidos políticos de acordo com a votação obtida nas eleições.

    O presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), designou o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) para relatar a proposta de emenda à Constituição (PEC) apresentada nesta terça-feira (6) pelo senador Marco Maciel (PFL-PE) que institui a cláusula de desempenho ou cláusula de barreira para conceder tratamento diferenciado a partidos políticos de acordo com a votação obtida nas eleições. Antonio Carlos disse ainda que a votação dessa matéria deverá ser acompanhada de uma discussão mais ampla da reforma política.


    A prioridade para discussão do assunto também foi defendida pelos senadores Eduardo Azeredo (PSDB-MG), Valter Pereira (PMDB-MS), Aloizio Mercadante (PT-SP) e Valdir Raupp (PMDB-RO).


    Agência Senado, 7 de fevereiro de 2007.

  • Projetos querem reduzir aquecimento global

    O ex-ministro do Meio Ambiente Sarney Filho (PV-MA) apresentou à Câmara, em nome do Partido Verde, quatro propostas destinadas a reduzir a participação do Brasil no aquecimento global. Na semana passada, o tema foi alvo de preocupação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), da Organização das Nações Unidas (ONU), realizado em Paris. A ONU afirmou que a temperatura média do planeta se elevará de 1,8ºC a 4ºC até 2100, elevando o nível do mar de 18 a 59 centímetros e piorando ciclones, secas e enchentes.

    O ex-ministro do Meio Ambiente Sarney Filho (PV-MA) apresentou à Câmara, em nome do Partido Verde, quatro propostas destinadas a reduzir a participação do Brasil no aquecimento global. Na semana passada, o tema foi alvo de preocupação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), da Organização das Nações Unidas (ONU), realizado em Paris. A ONU afirmou que a temperatura média do planeta se elevará de 1,8ºC a 4ºC até 2100, elevando o nível do mar de 18 a 59 centímetros e piorando ciclones, secas e enchentes. A expectativa é que o Pólo Norte derreta até aquele ano.


    Uma das propostas apresentadas pelo Partido Verde reforça a meta, já prevista no Protocolo de Quioto, de redução de emissão de gases pelo Brasil. A idéia é reduzir a emissão em 5,2% até 2012, em relação aos níveis detectados em 1990. Outra proposta estabelece medidas que devem ser tomadas pela União, estados, municípios e suas empresas e autarquias, como economia de água e de energia e a introdução de auditorias ambientais periódicas. A terceira determina medidas ecológicas no Congresso Nacional (Câmara e Senado), como a troca de carros movidos a gasolina por bicombustíveis e a adoção de critérios ambientais nas licitações; por fim, a última proposta trata apenas da Câmara, que deverá economizar recursos naturais como água, energia e papel.


    PSB

    A discussão sobre o aquecimento global promete encontrar bastante espaço na Câmara. O presidente da Casa, Arlindo Chinaglia, anunciou, durante a Ordem do Dia, a intenção de criar uma comissão no âmbito da Presidência para acompanhar o problema do aquecimento global.


    No início desta semana, o deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) propôs a criação da Comissão Especial de Estudos sobre as Mudanças Climáticas. A intenção é que o grupo possa avaliar a legislação atual e definir novas propostas de enfrentamento ao aquecimento global. “A Câmara não pode estar ausente desse grande debate. Precisa apresentar proposições para que o Brasil aproveite os instrumentos do Protocolo de Quioto, do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, do comércio de carbono, que incentive novas formas de produção de combustíveis renováveis e que seja mais rigoroso para evitar o desmatamento da floresta amazônica”. Para Rollemberg, um dos principais desafios para o País é reduzir o desmatamento da Amazônia, hoje a maior fonte brasileira de emissões de gases estufa.


    PSDB

    Na semana passada, o líder do PSDB, deputado Antonio Carlos Pannunzio (SP), disse, após reunião com integrantes do partido, que o combate ao aquecimento global é uma das prioridades definidas pelo partido. “É necessário que o Parlamento discuta esse tema com seriedade”, afirmou. Ele destacou a necessidade de pressionar os países que ainda não aderiram ao Protocolo de Quioto, como os Estados Unidos.


    Queimadas

    Durante o Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática da ONU, o Brasil foi citado como um dos maiores poluidores, entre os países de economia emergente, por causa das queimadas na Amazônia e das atividades da agricultura e pecuária. No ranking dos maiores poluidores estão China, Índia, Rússia e Estados Unidos, devido às atividades industriais e ao uso de combustíveis fósseis, como a gasolina e o óleo diesel.




     

     

     

     


     

  • Protocolo de Kyoto: primeiro passo, hoje considerado tímido

    Depois da divulgação do estudo do Painel Intergovernamental em Mudança do Clima (IPCC), as metas estabelecidas em 1997 pelo Protocolo de Kyoto – tratado internacional com compromissos rígidos para a redução da emissão dos gases que provocam o efeito estufa – passaram a ser consideradas acanhadas, segundo avaliação da consultora legislativa do Senado Carmen Rachel S. M. Faria.


    – Kyoto nas atuais circunstâncias é muito tímido, especialmente em função dos novos resultados divulgados.

    Depois da divulgação do estudo do Painel Intergovernamental em Mudança do Clima (IPCC), as metas estabelecidas em 1997 pelo Protocolo de Kyoto – tratado internacional com compromissos rígidos para a redução da emissão dos gases que provocam o efeito estufa – passaram a ser consideradas acanhadas, segundo avaliação da consultora legislativa do Senado Carmen Rachel S. M. Faria.


    – Kyoto nas atuais circunstâncias é muito tímido, especialmente em função dos novos resultados divulgados. É preciso pensar seriamente no que fazer a partir do quadro atual – analisou.


    O protocolo, discutido e negociado no Japão, entrou em vigor em 16 de fevereiro de 2005. No total, 168 países são signatários. O texto do tratado foi o resultado de discussões em eventos anteriores, como a ECO-92, realizada no Rio de Janeiro em 1992. No protocolo, foi proposto um cronograma que obriga os países desenvolvidos a reduzirem a quantidade de gases poluentes, entre 2008 e 2012, em pelo menos 5,2% em relação aos níveis emitidos em 1990.


    Pela proposta, os países signatários terão que alcançar, entre outros pontos, eficiência energética em setores da economia; proteção e aumento de sumidouros de gases de efeito estufa; promoção de práticas sustentáveis de manejo florestal; pesquisa, promoção, desenvolvimento e aumento do uso de formas novas e renováveis de energia, de tecnologias de seqüestro de dióxido de carbono e de tecnologias ambientalmente seguras; e redução e eliminação de imperfeições de mercado, de incentivos fiscais, de isenções tributárias e tarifárias e de subsídios para os setores emissores de gases de efeito estufa.


    Os Estados Unidos, país que lidera a lista dos maiores emissores de gás carbônico (36% do total), negaram-se a ratificar o Protocolo de Kyoto. De acordo com a alegação do presidente George W. Bush, os compromissos previstos pelo tratado interfeririam negativamente na economia norte-americana. A Austrália também não assinou o compromisso.


    Os países em desenvolvimento, à época, não se submeteram a nenhuma meta.


    Créditos de carbono


    Com a assinatura do protocolo, foi lançada uma alternativa para ajudar os países signatários considerados desenvolvidos a atingirem a meta de redução de emissão dos gases que causam o efeito estufa – o mercado de créditos de carbono. Ao atingir a meta de redução de gases poluentes até 2012, um país passa a ter crédito nesse mercado, mecanismo que irá permitir negociações com outras nações.


    Para não comprometer as economias desses países, o protocolo estabeleceu que, além de cortar localmente suas emissões, os países desenvolvidos podem também alcançar suas metas pela compra de créditos de carbono. Um meio de obter esses créditos é a partir do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), investimento em energia limpa em países em desenvolvimento como o Brasil.


    Os créditos podem ainda ser gerados pela implementação conjunta de projetos limpos entre os próprios países desenvolvidos. Também já existe um mercado de compra de créditos de carbono fora do âmbito de Kyoto, com grupos se organizando sem necessariamente ser signatário ou se adiantando para a comercialização, já que o acordo só foi ratificado no final de 2005, após a adesão da Rússia, uma das maiores emissoras de poluentes ao lado dos Estados Unidos.


    Agência Senado, 7 de fevereiro de 2007

  • PSB deve propor código de defesa do contribuinte

    Com a notícia de que mais da metade das emendas feitas pelo Senado ao projeto da Super-Receita (PL 6272/05) serão rejeitadas, por tratarem de alterações no Código Tributário Nacional, a bancada do PSB, que tinha interesse na aprovação de vários pontos, deve propor que essas sugestões sejam incorporadas a um projeto para a criação do Código de Defesa do Contribuinte.


    O líder interino do governo, deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), que sugeriu o código, considera o momento propício para o início dessa discussão.


    Super-Receita

    O partido ainda deve apresentar destaques para a

    Com a notícia de que mais da metade das emendas feitas pelo Senado ao projeto da Super-Receita (PL 6272/05) serão rejeitadas, por tratarem de alterações no Código Tributário Nacional, a bancada do PSB, que tinha interesse na aprovação de vários pontos, deve propor que essas sugestões sejam incorporadas a um projeto para a criação do Código de Defesa do Contribuinte.


    O líder interino do governo, deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), que sugeriu o código, considera o momento propício para o início dessa discussão.


    Super-Receita

    O partido ainda deve apresentar destaques para a votação da Super-Receita. A proposta é o primeiro item da pauta de hoje do Plenário. O deputado Ciro Gomes (PSB-CE), que sugeriu a discussão sobre o tema, criticou a unificação da administração dos tributos e contribuições a cargo da Receita Federal e das contribuições sociais do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Para Ciro, pode haver interesses empresariais na aprovação do projeto.


    Na reunião de líderes marcada para esta tarde, deverá ser definido que as emendas do Senado vão ser consideradas anti-regimentais.


    Cobranças indevidas

    O PSB também quer definir prazo para a devolução de impostos e cobranças indevidas. O líder Márcio França (SP) assinalou não ser razoável que o contribuinte tenha prazo para pagar e o governo não tenha prazo para devolver a cobrança indevida. Mas essa mudança está entre as que não poderão ocorrer neste momento, uma vez que precisa ser feita por um projeto de lei complementar.


    Bloco

    A reunião para reafirmar o bloco PSB-PCdoB-PDT-PAN-PMN-PHS, que estava marcada para hoje, ficou para amanhã, às 11 horas, no plenário 13. Segundo Márcio França, outros partidos estão sendo convidados a integrar o grupo, que já reúne 70 parlamentares.


    Agência Câmara, 7 de fevereiro de 2007.

  • Contingenciamento deve chegar a R$ 15 bilhões, revela presidente da Comissão do Orçamento

    Deve ser anunciado na próxima terça-feira (13) decreto do governo estabelecendo um contingenciamento que pode alcançar montante ao redor de R$ 15 bilhões dos recursos do Orçamento para 2007. A informação foi transmitida à Agência Senado pelo presidente da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO), deputado Gilmar Machado (PT-MG), nesta quarta-feira (7).


    As despesas enquadradas no PPI vinham representando cerca de 0,20% do PIB, ou R$ 4 bilhões por ano.

    Deve ser anunciado na próxima terça-feira (13) decreto do governo estabelecendo um contingenciamento que pode alcançar montante ao redor de R$ 15 bilhões dos recursos do Orçamento para 2007. A informação foi transmitida à Agência Senado pelo presidente da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO), deputado Gilmar Machado (PT-MG), nesta quarta-feira (7).


    As despesas enquadradas no PPI vinham representando cerca de 0,20% do PIB, ou R$ 4 bilhões por ano. Com o PAC, o orçamento do PPI foi elevado para 0,50% do PIB entre 2007 e 2010, o que significa gastos de R$ 12 bilhões ao ano em projetos de infra-estrutura eleitos como prioritários (portos, estradas, ferrovias e metrôs, entre outros). Nessa modalidade de investimentos, os gastos podem ser excluídos do cálculo da meta de superávit primário (economia para pagamento de juros da dívida pública) de 4,5% do PIB.


    Em entrevista após participar de debate que encerrou, na manhã desta quarta-feira, o Seminário Nacional de Gestores em Políticas Públicas de Juventude, o deputado disse ainda que o Orçamento deve ser sancionado pelo presidente da República entre estas quarta e quinta-feiras (8). O ato presidencial sempre é aguardado com expectativa, em razão de possíveis vetos sobre despesas programadas.


    Ainda sobre o contingenciamento, o deputado disse acreditar que as despesas bloqueadas acabarão liberadas ao longo do ano – após a sanção do Orçamento, o governo sempre edita decreto com limites orçamentários e financeiros para os gastos que estejam abaixo dos valores autorizados pela lei aprovada pelo Congresso, para liberar à medida em quereceitas vão se confirmando.


    – Com as obras do PAC em execução, o crescimento será efetivamente acelerado e teremos um aumentode receitas condizente com os gastos totais previstos na lei orçamentária – avaliou.


    Sucessão na CMO

    Machado permanecerá na presidência da CMO até o final de março, quando se encerra o mandato anual previsto para o cargo. O deputado deverá ser sucedido pelo senador José Maranhão (PMDB-PB), de acordo com decisão já anunciada pela bancada do PMDB no Senado.


    Como o Senado ficou com a relatoria do projeto Orçamentário para 2007, função desempenhada pelo senador Valdir Raupp (PMDB-RO), agora o posto será ocupado por um deputado. Pelo critério de distribuição de cargos, de acordo com os tamanhos das bancadas partidárias, o relator também deveria ser do PMDB, mas a prática da alternância no cargo com outro partido governista sempre prevalece. Machado, no entanto, não informou se o próximo relator sairá do PT.


    -Ainda estamos conversando – disse.


    Agência Senado, 7 de fevereiro de 2007.




     

  • Eleitos em reunião conjunta os presidentes das comissões

    Em reunião conjunta realizada no Plenário do Senado, as dez comissões permanentes da Casa aprovaram, por aclamação, os nomes dos seus novos presidentes.A escolha dos presidentes das subcomissões e a criação de novas subcomissões ocorrerão em reuniões específicas, apartir desta quarta-feira (7).


    Comissão de Assuntos Econômicos (CAE)


    Presidente – Aloizio Mercadante (PT-SP)

    Vice-presidente – Eliseu Rezende (PFL-MG)

     

    Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ)


    Presidente – Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA)

    Vice-presidente – Válter Pereira (PMDB

    Em reunião conjunta realizada no Plenário do Senado, as dez comissões permanentes da Casa aprovaram, por aclamação, os nomes dos seus novos presidentes.A escolha dos presidentes das subcomissões e a criação de novas subcomissões ocorrerão em reuniões específicas, apartir desta quarta-feira (7).


    Comissão de Assuntos Econômicos (CAE)


    Presidente – Aloizio Mercadante (PT-SP)

    Vice-presidente – Eliseu Rezende (PFL-MG)

     

    Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ)


    Presidente – Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA)

    Vice-presidente – Válter Pereira (PMDB-MS)

     

    Comissão de Assuntos Sociais (CAS)


    Presidente – Patricia Saboya Gomes (PSB-CE)

    Vice-presidente – Rosalba Ciarlini (PFL-RN)

     

    Comissão de Educação (CE)


    Presidente – Cristovam Buarque (PDT-DF)

    Vice-presidente – Gilvam Borges (PMDB-AP)

     

    Comissão de Serviços de Infra-estrutura (CI)


    Presidente – Marconi Perillo (PSDB-GO)

    Vice-presidente – Delcídio Amaral (PT-MS)

     

    Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE)


    Presidente – Heráclito Fortes (PFL-PI)

    Vice-presidente – Eduardo Azeredo (PSDB-MG)

     

    Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA)


    Presidente – Leomar Quintanilha (PMDB-TO)

    Vice-presidente – Marisa Serrano (PSDB-MS)

     

    Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH)


    Presidente – Paulo Paim (PT-RS)

    Vice-presidente – Cícero Lucena (PSDB-PB)

     

    Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR)


    Presidente – Lúcia Vânia (PSDB-GO)

    Vice-presidente – Jonas Pinheiro (PFL-MT)

     

    Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA)


    Presidente – Joaquim Roriz (PMDB-DF)

    Vice-presidente – Expedito Júnior (PR-RO)

     

    Imediatamente após a eleição, os presidentes da CCJ, Antonio Carlos Magalhães, e da CRE, Heráclito Fortes, anunciaram para as 10h desta quarta-feira (7), reuniões para dar início aos trabalhos. Heráclito antecipou que o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) deverá ser o presidente da subcomissão da Amazônia da CRE. A reunião da CMA está marcada para as 11h30 desta quarta, com o objetivo de criar novas subcomissões, segundo o seu presidente, Leomar Quintanilha.


    O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), elogiou a disposição dos presidentes de comissões em iniciar logo as atividades. Ele lembrou que está propondo um agenda de cem dias envolvendo o Poder Legislativo e o Executivo, para concretizar as prioridades da convergência política que se criou com a instalação do segundo governo de Luiz Inácio Lula da Silva, a posse dos novos parlamentares e as eleições no parlamento.


    – Seria muito bom que essa convergência prossiga guiando as comissões – pregou Renan.


    Agência Senado, 6 de fevereiro de 2007.

  • Senado cria subcomissão para tratar da elevação da temperatura da Terra

    Depois do anúncio assustador e agora cientificamente embasado de que a temperatura da Terra está se elevando e que há 90% de certeza de que essa elevação está sendo causada pela atividade humana, o Senado decidiu criar uma subcomissão, no âmbito da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), para debater o tema.

    Depois do anúncio assustador e agora cientificamente embasado de que a temperatura da Terra está se elevando e que há 90% de certeza de que essa elevação está sendo causada pela atividade humana, o Senado decidiu criar uma subcomissão, no âmbito da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), para debater o tema. Os autores do requerimento foram os senadores Sibá Machado (PT-AC) e Renato Casagrande (PSB-ES), e coube a este último assumir a presidência da subcomissão.


    – Temos que manter esse tema vivo, acompanhar e fiscalizar as ações do governo e até mesmo da sociedade. Também vamos propor projetos de lei que incentivem a proteção ao meio ambiente e a geração de energia limpa – explicou Casagrande.


    O senador ressaltou ainda a necessidade de se cobrar medidas efetivas e urgentes para redução da emissão de gases tóxicos nos países desenvolvidos, que, por apresentarem maior número de indústrias, são os maiores emissores desse tipo de poluente.


    – É necessário cobrar maior comprometimento dos países ricos, e o Brasil, que tem uma matriz energética limpa, tem muito que ensinar ao mundo – argumentou.


    O presidente da CMA, senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO), destacou que o Senado está “antenado” para o problema e que, com a criação da subcomissão, a Casa vai atuar de maneira enfática, tanto fiscalizando as ações do governo para contornar o problema quanto na realização de audiências públicas com cientistas e técnicos para debater medidas de proteção do meio ambiente.


    Alerta


    A constatação da elevação da temperatura foi divulgada no último dia 2 pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, da sigla em inglês), em Paris. O relatório, elaborado por 600 especialistas de 40 países, traz mapas com projeções de mudanças no clima até 2090. De acordo com os cientistas, há 90% de certeza de que essa elevação esteja ocorrendo por conta da atividade humana, com o lançamento de gases poluentes à atmosfera, como o monóxido e o dióxido de carbono, o enxofre e o metano. Por causa dessa elevação, o clima sofrerá mudanças – como as que já vêm ocorrendo – e será possível observar o crescimento de secas nas regiões dos trópicos, ondas de calor na Europa, derretimento das calotas polares e outros eventos como furacões.


    O aquecimento, diz o estudo, é a maior ameaça à sobrevivência do Planeta, e por isso, são necessárias ações governamentais mais incisivas do que aquelas que vêm sendo discutidas na Convenção sobre Mudança do Clima da Organização das Nações Unidas ou do que já foi estabelecido pelo Protocolo de Kyoto, em 1997. O estudo recente prevê um cenário de catástrofe. Segundo o relatório, a emissão de gás carbônico na atmosfera, principal responsável pelo efeito estufa, saltou de 23,3 bilhões de toneladas em 1990 para emissões anuais de 26,4 bilhões de 2002 a 2005.


    – A grande importância desse estudo, especialmente porque existiam grupos contrários à idéia de que o excesso de gases poluentes poderia causar o aquecimento terrestre, é a certeza quase absoluta, mais de 90%, de que esse agravamento é resultado da ação humana – explicou a consultora legislativa da área de meio ambiente do Senado, Carmen Rachel S.M. Faria.


    A temperatura média da Terra, atualmente em 14,5 graus, aumentará 0,1 grau por década mesmo que as emissões se estabilizem. Se a poluição continuar, em 2040, a temperatura média do planeta passará de 15 graus. Para 2100, a previsão é que a temperatura média chegue a 16,5 graus, e na pior das hipóteses, a 19 graus. Assim, o Ártico poderá derreter por completo.


    IPCC


    O IPCC – autor do estudo – é um painel vinculado às Nações Unidas que reúne mais de 2.500 pesquisadores que analisam mudanças climáticas. Criado em 1988, o Painel tem o objetivo de avaliar e compilar as informações científicas, técnicas e socioeconômicas relevantes para a compreensão da mudança do clima, seus impactos e as opções para tentar reverter o quadro ou o que é necessário fazer para adaptação às mudanças. A cada cinco anos, o IPCC lança um relatório baseado na revisão de pesquisas desses cientistas, provenientes de todo o mundo, inclusive do Brasil. Outros já foram divulgados em 1990, em 1995 e em 2001.


    O documento divulgado pelo IPCC foi o primeiro de uma série de quatro, a serem lançados até o final do ano. Os cientistas dividiram-se em três grupos: o primeiro avalia os aspectos científicos do sistema do clima e da mudança do clima; o segundo avalia a vulnerabilidade socioeconômica e dos sistemas naturais em conseqüências da mudança do clima e as opções para a Humanidade se adaptar à nova realidade; e o terceiro avalia opções para limitar emissões de gás-estufa e outras maneiras de acabar com a mudança do clima. Sendo assim, o grupo II vai expor seus resultados em Bruxelas, no dia 6 de abril; o grupo III, em Bangkok, no dia 4 de maio; e vai haver uma síntese do trabalho, em Valença, no dia 16 de novembro.


    Agência Senado, 7 de fevereiro de 2007.


     

  • As armas legais do Brasil

    Ives Gandra da Silva Martins – Professor emérito das Universidades Mackenzie, UNIFMU, UNIFIEO, Paulista e da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército-ECEME


    Enquanto a China cresce admiravelmente e chega a US$ 2,680 bilhões de PIB anual, com avanço de 10,8% -em 1994 o PIB chinês era menor que o do Brasil-, continuamos amargando um baixo crescimento, sem possibilidades de protagonizar o prometido “espetáculo do crescimento” , em face da timidez do PAC proposto pelo governo.

    Ives Gandra da Silva Martins – Professor emérito das Universidades Mackenzie, UNIFMU, UNIFIEO, Paulista e da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército-ECEME


    Enquanto a China cresce admiravelmente e chega a US$ 2,680 bilhões de PIB anual, com avanço de 10,8% -em 1994 o PIB chinês era menor que o do Brasil-, continuamos amargando um baixo crescimento, sem possibilidades de protagonizar o prometido “espetáculo do crescimento” , em face da timidez do PAC proposto pelo governo. Estou convencido de que o Brasil não cresce por culpa do Estado, ou melhor, da Federação brasileira, que, decididamente, não cabe dentro do PIB.


    O País foi colocado numa camisa de força, em grande parte em virtude da desidratação legislativa de que os detentores do poder, em todas as esferas da Federação, estão acometidos há longo tempo. Tudo se regulamenta. Em Davos, no mês de janeiro, detectou-se que o excesso de regulamentação é que não nos permite chegar aos patamares de desenvolvimento a que outras nações emergentes chegaram. O excesso de normas gera interpretações e conflitos; tudo é inseguro em matéria jurídica.


    O sistema tributário é um caos. Quanto mais estudo a legislação dos países desenvolvidos (União Européia e Estados Unidos), mais me convenço de que conseguimos superar, em complexidade, o direito das mais avançadas nações do mundo, que, por serem mais antigas e pelo estágio de desenvolvimento em que se encontram, deveriam ter, necessariamente, legislações mais extensas. É que, nestes países, onde se pode simplificar, simplifica-se, enquanto, no Brasil, as autoridades tributárias têm vocação para complicar, esperando com isso aumentar a arrecadação, à custa dos incautos e desnorteados contribuintes, ainda que indevidamente. Como partem do princípio de que todos os governantes são honestos e todos os contribuintes sonegadores, regulamentam tanto e geram tais dificuldades, que terminam por exibir ao mundo o mais complexo, o mais inseguro e o mais absurdo sistema tributário jamais visto em qualquer nação. Tendo em conta a baixa qualidade dos serviços públicos prestados e o nível de carga tributária, de longe, o Brasil é o país que mais sufoca seus cidadãos com tributos.


    O problema, todavia, não reside apenas na complexidade do sistema, mas nas autoridades encarregadas de executá-lo. As autoridades fiscais e previdenciárias geram abundância de regulamentação hermenêutica e autuam fantasticamente os contribuintes não iniciados no caos normativo que criam.


    Ouvia de um sério investidor estrangeiro -que agiu de acordo com a orientação das autoridades competentes, as quais, depois, mudaram de opinião quanto ao conteúdo da lei, iniciando ação fiscal contra sua empresa, apesar de ela ter seguido rigorosamente a resposta expendida em consulta fiscal- que, dos diversos países em que a empresa está estabelecida, o Brasil é o que oferece maior insegurança jurídica. Ao ponto de, sempre que a autoridade erra, o contribuinte ter que pagar a conta.


    Acresce-se a tradicional postura do Ministério Público, de entender que o cidadão está sujeito à caótica interpretação, que as autoridades emanam quanto à legislação brasileira, à excessiva inflação legislativa e à estupenda multiplicação de obrigações desnecessárias que o “regulamentarismo brasileiro” impõe. E a não observância de uma simples vírgula do “coquetel normativo” existente, gera ações civis públicas, interdições e outras medidas que, como fiscais da lei, entendem ser de sua responsabilidade propor. São, de rigor, os preservadores do atraso jurídico que conforma a “retrógrada democracia brasileira”, em que o Estado é tudo, o governo absoluto e o cidadão um mero “administrado”, cujo único “direito” é seguir as normas editadas ora num sentido, ora noutro, à moda do “joão bobo” de nossas brincadeiras da infância.

    O Poder Judiciário, por outro lado, cada vez se refugia mais na “jurisprudência defensiva”, em que fazer justiça é menos importante que verificar se os carimbos, as certidões, as autenticações estão corretas. Desta forma, muitas vezes, o cidadão vê seu direito fulminado, porque não juntou, num recurso, cópia autenticada de documento, cujo original já se encontra nos autos, tornando-se vítima de múltiplas e não razoáveis exigências decorrentes de leis processuais emanadas, nos moldes dos glosadores medievais, pelos legisladores do século XXI, de criatividade digna de um Steven Spielberg.


    Por fim, nesta atividade de inchar a legislação e as obrigações que recaem sobre o cidadão, todos os Poderes, cujos integrantes se multiplicam como cogumelos e que são sustentados pelos contribuintes, sentem-se cada vez mais “donos do Poder” e não “servidores públicos”, visto que, na concepção da maioria daqueles que estão enquistados na burocracia e na política, são os cidadãos que devem servir ao Poder e não este, à sociedade.


    Por esta razão, com a inflação legislativa, com a desidratação regulatória e com os preconceitos do Estado contra os verdadeiros geradores de desenvolvimento (empresários, trabalhadores e profissionais liberais), sem falar no triste espetáculo das negociações de cargos e de corrupção, o Brasil não corre nenhum risco de melhorar. Continuaremos a ser esquecidos, como ocorreu em Davos, e a ser substituídos por outros países emergentes, em que a burocracia e as autoridades têm mais visão de futuro e maior amor à sua pátria. Continuamos caminhando para o passado, substituindo o progresso pela excessiva regulamentação e o desenvolvimento, pela desconfiança oficial quanto a tudo o que cidadão cria.


    Triste conjuntura, a brasileira, atual.


     




     

  • Confiança do consumidor tem queda em janeiro

    A confiança do consumidor brasileiro diminuiu em janeiro em relação a dezembro, segundo o Índice Nacional de Confiança (INC), divulgado ontem pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP). De acordo com a entidade, o INC marcou 134 pontos em janeiro, ante 141 pontos registrados em dezembro. No entanto, a confiança do consumidor cresceu em relação a janeiro do ano passado, quando o INC marcou 130 pontos. 


    Na amostragem por regiões, apenas a Região Norte/Centro-Oeste apresentou crescimento da confiança, com o INC passando de 146 pontos, em dezembro, para 151 pontos em janeiro.

    A confiança do consumidor brasileiro diminuiu em janeiro em relação a dezembro, segundo o Índice Nacional de Confiança (INC), divulgado ontem pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP). De acordo com a entidade, o INC marcou 134 pontos em janeiro, ante 141 pontos registrados em dezembro. No entanto, a confiança do consumidor cresceu em relação a janeiro do ano passado, quando o INC marcou 130 pontos. 


    Na amostragem por regiões, apenas a Região Norte/Centro-Oeste apresentou crescimento da confiança, com o INC passando de 146 pontos, em dezembro, para 151 pontos em janeiro. A maior queda ficou com a Região Nordeste, onde o índice caiu 13 pontos, para 123. Em seguida, aparece a Região Sul, com recuo de 12 pontos, e a Região Sudeste, que registrou queda de 4 pontos. 


    Para o presidente da ACSP, Guilherme Afif Domingos, o desemprego e o endividamento ainda são fatores constantes na justificativa da queda do INC. Mesmo assim, ele afirma que “a confiança do consumidor na situação econômica e financeira pessoal ainda se mantém em nível elevado”. 


    Com relação ao futuro, 44% dos entrevistados acredita que a situação econômica de sua região deve continuar forte, enquanto 14% prevêem desaquecimento. A pesquisa foi realizada em 70 municípios brasileiros. 


     

  • Efeito câmbio segura expansão industrial

    Três segmentos da indústria contribuíram especialmente para que o setor não registrasse expansão maior em 2006, e todos têm em comum o câmbio como principal entrave para o crescimento. O principal impacto negativo para a indústria em 2006 foi dado pela atividade de madeira, com queda de 6,9% na produção. Em seguida, as principais influências de queda, pela ordem, foram dadas por vestuário (-2%) e outros produtos químicos (-0,9%).


    A produção industrial cresceu 2,8% em 2006, desempenho inferior à expansão de 3,1% em 2005.

    Três segmentos da indústria contribuíram especialmente para que o setor não registrasse expansão maior em 2006, e todos têm em comum o câmbio como principal entrave para o crescimento. O principal impacto negativo para a indústria em 2006 foi dado pela atividade de madeira, com queda de 6,9% na produção. Em seguida, as principais influências de queda, pela ordem, foram dadas por vestuário (-2%) e outros produtos químicos (-0,9%).


    A produção industrial cresceu 2,8% em 2006, desempenho inferior à expansão de 3,1% em 2005. O peso desses segmentos na estrutura da pesquisa industrial mensal do IBGE, aliado aos recuos na produção, determinou a influência negativa.


    A gerente de análises e estatísticas da coordenação de indústria do IBGE, Isabella Nunes, explica que, no caso da madeira, a queda na produção em 2006 foi determinada pelo câmbio, já que essa atividade é exportadora, e pelo aumento da fiscalização ambiental.


    O economista-chefe do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), Edgard Pereira, explica que o câmbio está reduzindo a competitividade dos produtores de madeira, que dependem do mercado externo. “As exportações perderam muita força, porque há pouca rentabilidade”, disse.


    Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, as exportações de madeira compensada caíram 17,2% em 2006 ante 2005, em cima de uma queda forte (-12,0%) que já tinha ocorrido em 2005 ante 2004.


    Sobre a indústria do vestuário, Isabella lembra que este é um dos setores mais afetados pelo câmbio. Pereira também destaca os problemas que o dólar baixo tem representado para essa atividade, que vem enfrentando uma concorrência desleal de produtos vindos sobretudo da China, mas também de países como a Índia.


    As importações do segmento de vestuário e outras confecções aumentaram 64% em 2006 ante 2005. O crescimento ocorreu sobre uma base já muito elevada, pois em 2005 as importações tinham aumentado 54,6% ante 2004. Somente em dezembro de 2006, o aumento das importações de vestuário chegou a 116% na comparação com igual mês de 2005.


    Já a queda na produção de produtos químicos ocorreu de forma predominante em herbicidas e filmes e papéis fotográficos, explica Isabella. Ela observa que o mau desempenho do segmento está relacionado à crise agrícola de 2005, que respingou sobre 2006; no caso dos materiais fotográficos, o problema foi a substituição das máquinas tradicionais pelas digitais.


    Pereira, do Iedi, garante que também neste caso há influência negativa do câmbio. Segundo ele, há hoje muita importação de herbicidas da China, a custos muito baixos, o que torna muito difícil a situação dos fabricantes brasileiros.