Blog

  • Chegam sábado novas regras para execução de título extrajudicial

    Entra em vigor, no próximo sábado, a legislação que estabelece nova sistemática para a execução de títulos extrajudiciais. Sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em dezembro, a Lei 11.382 altera dispositivos do Código de Processo Civil (CPC), ampliando as chances dos credores receberem os valores que lhe são devidos. A expectativa de especialistas em Direito Processual é a de que a norma contribua significativamente para a redução das demandas atualmente em tramitação no Judiciário.

    Entra em vigor, no próximo sábado, a legislação que estabelece nova sistemática para a execução de títulos extrajudiciais. Sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em dezembro, a Lei 11.382 altera dispositivos do Código de Processo Civil (CPC), ampliando as chances dos credores receberem os valores que lhe são devidos. A expectativa de especialistas em Direito Processual é a de que a norma contribua significativamente para a redução das demandas atualmente em tramitação no Judiciário. Na avaliação deles, o conjunto legal é positivo, embora haja aspectos técnicos que precisam ser revistos.


    Para o advogado Elias Marques, da banca Barbosa, Müssnich & Aragão Advogados, porém, é a favor da nova legislação. A inovação mais importante da norma, na avaliação dele, é a que permite o credor requerer um certificado da existência da ação, ao protocolá-la no ofício do Judiciário, para averbar os cartórios onde provavelmente o devedor teria bens inscritos. A medida, instituída no artigo 615 – A do CPC, visa a impedir que o devedor se desfaça do patrimônio antes de o processo começar a ser instruído. “A averbação presume que a alienação de qualquer bem do devedor representa fraude”, afirmou o especialista, acrescentando outros aspectos da norma.


    Entre eles o que está relacionado à possibilidade de o próprio credor aceitar o bem do devedor como forma de pagamento do débito devido, se vier a ser penhorado. Com a medida, leilões públicas ficam dispensáveis. Ainda pela nova legislação, o credor poderá vender o bem por iniciativa particular. Nesse caso, o bem poderá ser alienado através de um corretor e por um valor que esteja de acordo com o que está sendo discutido no processo. Todo o procedimento é acompanhado pelo juiz da causa.


    Ponto importante relativo também destacado por Marques relacionado à penhora diz respeito à possibilidade de isso ser realizado pela Internet. Embora já seja feita pela Justiça, principalmente a do Trabalho, a medida não conta com respaldo legal. “Na lei existe, aliás, orientação para que os juízes dêem preferência à penhora online e não por ofício”, comentou Marques, lembrando outro aspecto da Lei 11.382 relacionado à nomeação dos bens.


    Pela legislação prestes a entrar em vigor, o credor é quem indicará o patrimônio caso o devedor não efetue o pagamento em até três dias. Atualmente, é o devedor quem lista os bens. “Isso pode tornar a execução mais eficaz e mais rápida. Hoje, existe uma fase para a nomeação de bens, que é a mais demorada. É muito comum a indicação de bens sem liquedez e sem valor algum”, afirmou.


    Opinião diferente tem a advogada Maria Andrea Ferreira dos Santos – do escritório Pompeu, Longo, Kignel & Cipullo – Advogados. Embora considere a Lei 11.382 positiva, ela critica o dispositivo que permite os credores imporem os bens a serem penhorados. Na avaliação dela, a mudança cerceou o direito de defesa do devedor.


    “Existe um dispositivo no Código de Processo Civil que diz que a execução, sempre que possível, deve tramitar de modo menos oneroso ao devedor, permanecendo, assim, o direito de defesa. As modificações, no entanto, retiraram essas faculdades do devedor em prol do credor”, argumentou a especialista, reconhecendo, porém, que a alteração resulta de conduta desleal em omitir o patrimônio, muitas vezes adotada pelos devedores no decorrer do processo de execução.


    A advogada ressalta dispositivo que autoriza os devedores utilizarem seguro garantia como forma de pagamento. No rol de aspectos positivos da nova legislação, o advogado Daniel Coelho, da banca escritório Veirano Advogados, destaca o dispositivo que permite o parcelamento da dívida.


    A medida pode ser adotada na fase inicial do processo, quando o devedor reconhece a dívida. Nesse caso, ele deve solicitar o parcelamento ao juiz. Se for concedido, o devedor deverá efetuar o pagamento de 30% do montante devido. A dívida poderá ser paga em até seis vezes, corrigidos. “A lei é positiva para o próprio devedor”, comentou o advogado.


    Nem todos os advogados, entretanto, fazem a mesma avaliação. Rodrigo Barioni, do Barioni e Carvalho Advogados, acredita que o parcelamento só deva ser feito mediante a apresentação de uma garantia. De acordo com ele, se o devedor for réu em outra ação de execução cujos bens forem penhorados, o credor cujo débito fora parcelado ficará sem receber nada, caso o pagamento mensal não seja efetuado. “Este credor perde a preferência (na penhora). Por essa razão, há necessidade de haver garantias”, afirmou.


     


    EMBARGOS. Um artigo importante de Lei 11.382 é o 739-A. De acordo com o dispositivo, os embargos à execução não deverão ter mais efeitos suspensivos, ao não ser nos casos em que o juiz da causa o considerar necessário ou quando houver perigo de dano irreparável.


    Embora concordem que a medida poderá trazer celeridade, advogados criticam o fato de o “novo embargo” impedir a interposição de apelação na forma como é feita hoje. “Mesmo quando a decisão do embargo for contra o devedor, o credor terá que apresentar garantia a título de caução, pois se devedor ganhar, ele terá que o ressarcir”, afirmou o advogado Daniel Coelho.


    Na avaliação da juíza Flávia Viveiro de Castro, da 1ª Vara Cível da Capital do Rio de Janeiro, a mudança é positiva, uma vez que poderá reduzir o número de recursos utilizados com finalidade de protelar o processo. “Estimo que hoje, em 70% dos casos, os embargos à execução são utilizados como forma de se ganhar tempo. Com a nova lei isso não vai ocorrer”, afirmou a magistrada, ressaltando que a Lei 11.382 visa a estabelecer novo dever para o devedor, o “de agir lealmente” no decorrer do processo.


     


     

  • Comércio cresce 0,56% em novembro



    Em novembro, as vendas do comércio varejista cresceram, em volume, 0,56% na comparação livre de influências sazonais com outubro (0,50%), diz o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

    Foi o quatro mês consecutivo de expansão do setor, que acumulou, nesse período, incremento de 6%. De janeiro a novembro, as vendas subiram 6,25%.



    Em novembro, as vendas do comércio varejista cresceram, em volume, 0,56% na comparação livre de influências sazonais com outubro (0,50%), diz o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

    Foi o quatro mês consecutivo de expansão do setor, que acumulou, nesse período, incremento de 6%. De janeiro a novembro, as vendas subiram 6,25%. Em relação a novembro de 2005, houve alta de 9,22%.

    Apesar do bom desempenho, o comércio viveu no fim do ano uma fase de desaceleração: a alta verificada em outubro e novembro ficou aquém dos resultados obtidos em agosto e setembro -altas de 2,71% e 2,11%, respectivamente.

    Para Nilo Lopes de Macedo, economista da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE, o setor “passa por um período de arrefecimento” das vendas, depois da forte expansão de setembro, impulsionada, em parte, pela antecipação do 13º dos beneficiários do INSS.

    Macedo avalia que dois fatores foram determinantes para alavancar o comércio: a inflação baixa e os juros menores. Já o economista da CNC (Confederação Nacional do Comércio), Carlos Thadeu de Freitas, diz que o crédito foi o principal motor do varejo em 2006.

    Também impulsionaram o setor, afirma, a expansão da massa salarial, inflação declinante e a queda do dólar, que barateou importados e permitiu o aumento do consumo. O IPCA fechou 2006 em 3,14% -menor nível desde 1998-, e a taxa Selic real (descontada a inflação) chegou a 11,7%.

    Para 2007, Freitas estima que o comércio crescerá de 5% a 6%, mantendo a trajetória contínua de recuperação iniciada em 2004. Em 2005, as vendas do varejo subiram 4,84%. No ano anterior, 9,25%.


    Desaceleração

    O economista avalia, porém, que o varejo começará o ano com resultados menos vibrantes graças ao comprometimento da renda com impostos, mensalidades e outras despesas típicas de início de ano.

    Setorialmente, o destaque de novembro foi o ramo de tecidos, vestuário e calçados, com alta de 5,74% ante outubro. Outra novidade foi a retomada do comércio de combustíveis. Puxadas por preços mais baixos, as vendas subiram 2,05%.

    Já as vendas de supermercados e demais lojas de alimentos, atividade de maior peso no comércio, aumentaram 0,22% em relação a outubro.

    Os dados do IBGE mostram ainda que no Nordeste as vendas aumentaram mais que no resto do país. Na Bahia, por exemplo, houve expansão de 9,5%. No Maranhão, de 18,26%.


     


     

  • Indústria mostra queda na renda e no emprego

    O emprego industrial apresentou queda de 0,2% em novembro ante outubro, reforçando o quadro de estagnação na ocupação do setor, segundo os dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e estatística (IBGE). De janeiro a novembro do ano passado, o número de empregados no setor caiu também 0,2% ante igual período de 2005, o que para o economista André Macedo, da coordenação de indústria do instituto, revela um quadro de “estabilidade”.

    O emprego industrial apresentou queda de 0,2% em novembro ante outubro, reforçando o quadro de estagnação na ocupação do setor, segundo os dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e estatística (IBGE). De janeiro a novembro do ano passado, o número de empregados no setor caiu também 0,2% ante igual período de 2005, o que para o economista André Macedo, da coordenação de indústria do instituto, revela um quadro de “estabilidade”. Segundo ele, o emprego não cresce porque os segmentos mais empregadores são os que apresentam piores resultados na produção.


    A folha de pagamento real na indústria teve queda de 4,2% em novembro ante outubro e aumento de 0,6% ante novembro de 2005. “Provavelmente essa estabilidade (no emprego) ocorreu porque os setores mais empregadores sejam os que não estão com resultados satisfatórios na produção, como vestuário e calçados”, avalia.


    Na comparação de novembro com igual mês de 2005, para a qual há dados setoriais, os ramos com queda mais forte no número de ocupados foram calçados e artigos de couro (13%) e vestuário (5,3%). Esses são exatamente os segmentos que vêm sofrendo mais com o câmbio, seja pela dificuldade de exportar ou pela concorrência de similares importados e mais baratos.


    Os economistas do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) avaliam em relatório que o mercado de trabalho industrial em novembro mostra um “quadro desfavorável”. Segundo o Iedi, “com isso, o cenário de estagnação da ocupação da indústria se apresenta definitivamente como a marca registrada do ano de 2006”.


    Para o Iedi, a justificativa para esse cenário desfavorável é mais geográfica que setorial. Segundo o relatório, o desempenho do mercado de trabalho de janeiro a novembro de 2006 teria sido melhor se o restante do País tivesse o mesmo desempenho do centro industrial brasileiro, na Região Sudeste.


    No Sudeste, assim como em São Paulo, o emprego industrial cresceu 0,7% em novembro ante outubro. Já no Sul, houve queda acumulada de 4,5%. Outra contribuição de queda no emprego da indústria veio do Nordeste (1,1% de janeiro a novembro). Para o Iedi, o quadro do emprego industrial em 2007 será mais favorável.


    Renda


    A queda no valor da folha de pagamento real da indústria em novembro em relação a outubro foi puxada pela indústria de transformação, com 4,4%, segundo Macedo. A indústria extrativa teve aumento de 2,5% no valor da folha no período. Segundo ele, esse é o máximo de detalhamento a que é possível chegar no indicador em relação ao mês anterior, já que não há dados setoriais.


    A folha apresentou aumento de 1,4% ante novembro de 2005, mas o crescimento foi bem inferior ao de outubro ante igual mês do ano anterior (5,3%). No acumulado de janeiro a novembro de 2006, a folha industrial cresceu 1,3%.


     

  • PEC que limita número de MPs anuais continua a tramitar

    A proposta de emenda à Constituição (PEC) 11/06, de autoria do senador José Jorge (PFL-PE), que limita a dez o número anual de medidas provisórias que o presidente da República poderá editar, é uma das que continuam a tramitar na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) na nova Legislatura, que se inicia dia 1º de fevereiro.

    A proposta de emenda à Constituição (PEC) 11/06, de autoria do senador José Jorge (PFL-PE), que limita a dez o número anual de medidas provisórias que o presidente da República poderá editar, é uma das que continuam a tramitar na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) na nova Legislatura, que se inicia dia 1º de fevereiro. A proposta não será arquivada porque o artigo 332 do Regimento Interno do Senado ressalva que continuam a tramitar as proposições apresentadas por senadores em seu último ano de mandato.


    Também são preservadas, de acordo com o regimento externo, as propostas originárias da Câmara; as de autoria de senadores que permaneçam no Senado ou que tenham sido reeleitos; e as que têm parecer favorável das comissões, entre outras.


    A PEC modifica o artigo 62 da Constituição. Em sua justificativa ao projeto, o senador argumentou que os trabalhos do Legislativo ficam prejudicados com o número elevado de medidas provisórias encaminhadas ao Congresso, que trancam a pauta quando não são analisadas em até 45 dias e paralisam as atividades do Plenário muitas vezes por meses.


    “Isso demanda uma reação drástica por parte de nós, parlamentares”, disse José Jorge.


    Entre as outras matérias que continuam a ser avaliadas pela CCJ está a PEC 21/06, do senador Paulo Paim (PT-RS), que altera o artigo 14 da Constituição para permitir a candidatura de pessoas não filiadas a partidos políticos, a chamada candidatura avulsa, como nos Estados Unidos e na Itália. Assim, passaria a ser condição para elegibilidade “a filiação a partido político ou, nos termos da lei, o apoiamento do número de eleitores necessário à candidatura avulsa”.


    Para Paim, a recente crise política e ética do Brasil expôs as mazelas do sistema político brasileiro, que tem o “monopólio da representação política nas mãos dos partidos ou dos grupos que dominam as máquinas partidárias”.


    “Essa flexibilidade ajuda a que os sistemas políticos contemplem uma maior abertura à participação da sociedade; contribuem para que a sociedade política e a sociedade civil possam aproximar-se, ou diminuir a distância que as separa e traz complicações à própria legitimidade das instituições”, justificou Paim.


    Outra proposta a ser analisada, a PEC 23/06, do senador Edison Lobão (PFL-MA), acrescenta inciso para vedar à União, aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios, a instituição de tributos sobre gêneros essenciais à alimentação humana básica. Desta forma, esses gêneros essenciais, que seriam definidos por lei complementar, receberiam imunidade tributária


    “Ao lado de certos bens essenciais – como moradia, educação, saneamento básico, saúde, salários justos, entre outros -, o Estado deve garantir a todo brasileiro a maior acessibilidade possível aos alimentos considerados indispensáveis para o ser humano”, justificou o parlamentar.


    Também será avaliado na CCJ o projeto de lei do Senado 309/06, do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), que obriga os estabelecimentos de educação básica, superior e profissional da rede federal, estadual e municipal a ceder salas de aula e demais instalações necessárias ao funcionamento de classes de alfabetização de jovens e adultos desenvolvidos por redes públicas e entidades da sociedade civil.


    – O projeto tem como objetivo, salvaguardada a autonomia de muitos destes estabelecimentos para regular a matéria, assegurar que os analfabetos do Brasil contem com os espaços pedagógicos disponíveis para estudar nas universidades, nos centros de educação tecnológica, nas unidades de ensino médio e fundamental da rede federal, estadual e municipal – justificou Cristovam.


    Agência Senado, 15 de janeiro de 2007.

  • Leis Complementares instituem Sudam e Sudene

    Lei Complementar nº 124/2007, de 3 de janeiro de 2007

    Publicada no DOU de 4.1.2007


    Institui, na forma do art.

    Lei Complementar nº 124/2007, de 3 de janeiro de 2007

    Publicada no DOU de 4.1.2007


    Institui, na forma do art. 43 da Constituição Federal, a Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia – SUDAM; estabelece sua composição, natureza jurídica, objetivos, área de competência e instrumentos de ação; dispõe sobre o Fundo de Desenvolvimento da Amazônia – FDA; altera a Medida Provisória no 2.157-5, de 24 de agosto de 2001; revoga a Lei Complementar no 67, de 13 de junho de 1991; e dá outras providências.

    (Com mensagem de veto)


    A Sudam substituirá a ADA, Agência de Desenvolvimento da Amazônia.

    Abrangerá os Estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Rondônia, Tocantins, Pará e parte do Maranhão. O objetivo da Superintendência é elaborar um Plano Regional de Desenvolvimento da Amazônia, que será submetido ao Congresso Nacional. O Plano Regional compreenderá programas, projetos e ações necessárias para atingir os objetivos e metas de desenvolvimento econômico e social da Amazônia, com identificação das respectivas fontes de financiamento. Ele terá vigência de quatro anos, será revisado anualmente e tramitará juntamente com o Plano Plurianual – PPA.




    Lei Complementar nº 125/2007, de 3 de janeiro de 2007

    Publicada no DOU de 4.1.2007


    Institui, na forma do art. 43 da Constituição Federal, a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste – SUDENE; estabelece sua composição, natureza jurídica, objetivos, áreas de atuação, instrumentos de ação; altera a Lei no 7.827, de 27 de setembro de 1989, e a Medida Provisória no 2.156, de 24 de agosto de 2001; revoga a Lei Complementar no 66, de 12 de junho de 1991; e dá outras providências.

    (Com mensagem de veto)


    A nova Sudene, Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste, será vinculada ao Ministério da Integração Nacional. Ela vai substituir a Agência de Desenvolvimento do Nordeste (Adene). Tem como objetivo promover o desenvolvimento includente e sustentável de sua área de atuação e integração competitiva da base produtiva regional na economia nacional e internacional. Esse objetivo deve ser focado na diminuição das desigualdades na distribuição de renda, geração emprego e renda, redução das taxas de mortalidade materno-infantil e de analfabetismo, além de atuação para a universalização do saneamento básico e do ensino infantil, fundamental e médio, garantindo a sustentabilidade ambiental.


    CNC, 15 de janeiro de 2007.

  • Projeto abre mercado para empresas de resseguros

    Brasília – O presidente em exercício José Alencar sancionou hoje (15) o projeto de lei complementar que prevê a abertura do mercado nacional de resseguros (seguro feito pelas empresas seguradoras).


    Na solenidade no Palácio do Planalto, o ministro interino da Fazenda, Bernard Appy, afirmou que a abertura tornará o segmento mais competitivo e reduzirá os custos do resseguro. “O projeto cria condições para haver concorrência no mercado de resseguros do país e preserva os interesses nacionais”, afirmou.

    Brasília – O presidente em exercício José Alencar sancionou hoje (15) o projeto de lei complementar que prevê a abertura do mercado nacional de resseguros (seguro feito pelas empresas seguradoras).


    Na solenidade no Palácio do Planalto, o ministro interino da Fazenda, Bernard Appy, afirmou que a abertura tornará o segmento mais competitivo e reduzirá os custos do resseguro. “O projeto cria condições para haver concorrência no mercado de resseguros do país e preserva os interesses nacionais”, afirmou.


    De acordo com a nova lei, empresas privadas brasileiras e estrangeiras poderão participar do setor, atualmente controlado pela estatal IRB-Brasil Re S.A.


    Ele destacou que o governo precisará melhorar a eficiência do IRB, que continuará operando, para que possa “disputar em condições de igualdade o fornecimento de resseguros”. O IRB é a maior entidade resseguradora da América Latina.


    Já o presidente José Alencar lembrou que o Brasil era um dos poucos países que tinha o setor de resseguros administrado por uma estatal, o que impedia a participação de grandes especialistas. Ele citou vantagens da lei complementar, como criação de mais empresas, e afirmou que abertura será “novo tempo para o desenvolvimento da atividade”.


    Alencar explicou que o governo vetou parcialmente a lei por motivos técnicos e constitucionais.


    As mudanças entrarão em vigor seis meses depois da publicação da lei. O gerente de estratégia do IRB, Sebastião Furtado Pena, argumentou que o prazo mais adequado seria de um ano, pois os contratos mantidos pela empresa têm vigência anual. Segundo ele, a direção do IRB já fez contato com o relator para sugerir a mudança


    Agência Brasil, 15 de janeiro de 2007.

  • Adelmir Santana assume hoje a Presidência do Conselho Deliberativo Nacional do Sebrae

    O senador Adelmir Santana, presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac do Distrito Federal, assume hoje o cargo de presidente do Conselho Deliberativo Nacional (CDN) do Sebrae, para o biênio 2007/2008, às 17h, no Hotel Blue Tree, em Brasília. À frente do novo cargo – e também no Senado Federal, Adelmir Santana promete defender e regulamentação da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, bem como a aprovação das reformas política, tributária, trabalhista e sindical.

    O senador Adelmir Santana, presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac do Distrito Federal, assume hoje o cargo de presidente do Conselho Deliberativo Nacional (CDN) do Sebrae, para o biênio 2007/2008, às 17h, no Hotel Blue Tree, em Brasília. À frente do novo cargo – e também no Senado Federal, Adelmir Santana promete defender e regulamentação da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, bem como a aprovação das reformas política, tributária, trabalhista e sindical. Estarão presentes à cerimônia, entre outros convidados e autoridades, o presidente da República em exercício, José Alencar, e o presidente da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Antonio Oliveira Santos.


    “Sabendo do importante papel da Lei Geral nos próximos anos para a redução da carga tributária, a formalização dos negócios e a construção de um melhor ambiente para o desenvolvimento das micro e pequenas empresas, com geração de emprego e renda para o país, não medirei esforços para defendê-la”, afirma o empresário, que pretende alinhar as atividades no Senado com a posição de defesa e de fomento da micro e pequena empresa, missão do Sebrae Nacional.


    “No Conselho Deliberativo Nacional do Sebrae tenho o compromisso de lutar pela regulamentação da Lei Geral, dar continuidade ao processo de revolução no atendimento iniciado pela gestão anterior do CDN e ampliar o Sistema de Gestão Orientada para Resultados (Geor), garantindo transparência e avanços nos serviços do Sebrae para a sociedade”, explica. 


    Santana assumiu em 3 de janeiro o mandato de senador pelo Distrito Federal, substituindo o ex-senador Paulo Octávio, que renunciou em 1º de janeiro para tomar posse como vice-governador do Distrito Federal. Seu mandato vai até 2010. Formado em Administração, Santana chegou em Brasília em 1964, foi funcionário público, atuou na indústria farmacêutica e, em 1986, ingressou como empresário no comércio farmacêutico.


     

  • Inflação fica em 3,1%, a menor desde 98

    Com taxa de 0,48% em dezembro, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) fechou 2006 em 3,14%. O índice oficial de inflação ficou abaixo do centro da meta do governo para o ano (4,5%) e no menor nível desde 1998 (1,65%), disse o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

    Com taxa de 0,48% em dezembro, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) fechou 2006 em 3,14%. O índice oficial de inflação ficou abaixo do centro da meta do governo para o ano (4,5%) e no menor nível desde 1998 (1,65%), disse o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). No governo Lula, só em 2003 a inflação não ficou dentro da meta, que em 2006 tinha um intervalo de tolerância de dois pontos para cima ou para baixo.

     

    Uma combinação de juros altos, dólar em queda, preços dos alimentos contidos e reajustes menores de serviços públicos (alguns até com deflação) fez o índice recuar. Em 2005, o IPCA ficou em 5,69% -a meta oficial também era de 4,5%, com dois pontos de tolerância.

     

    Para Eulina Nunes dos Santos, do IBGE, o resultado do IPCA marca “o fim de uma cultura inflacionária no país”.

     

    “Conforme a inflação vai diminuindo, tende a convergir para taxas mais baixas. Esse é o próprio sentido do regime de metas de inflação. O que se viu, de fato, em 2006 foi um processo de desindexação”, disse ela.

     

    O efeito do dólar mais barato, afirmou ela, “permeou todo o índice”, mas pôde ser sentido mais fortemente em itens de higiene e limpeza, alimentos atrelados a commodities, eletroeletrônicos, eletroportáteis e artigos de residência. A moeda americana recuou 8% em relação ao real em 2006.

     

    Vilões da inflação durante anos, os preços administrados subiram menos em 2006 sob efeito dos IGPs (Índice Gerais de Preço) mais baixos em 2005 -esses contratos são corrigidos pela inflação passada.

     

    A energia, por exemplo, subiu só 0,28% em 2006, ante 8,03% em 2005. A telefonia fixa teve queda de 0,83% -havia tido alta de 6,68% em 2005. A exceção foi a gasolina. Subiu 2,94%, apesar de não ter havido reajuste na refinaria.

     

    “Ao carregarem inflação passada menor, os preços administrados ficaram muito mais baixos. E a expectativa é que neste ano fiquem no mesmo patamar, com alta de 4% a 4,5%, menos do que os 9% de 2005”, disse Alexandre Sant’Anna, economista da ARX Capital.

     

    Já os alimentos, disse Nunes dos Santos, foram beneficiados pela boa safra agrícola e pelo câmbio. O grupo alimentação subiu 1,22% em 2006 e ajudou a conter o IPCA -o feijão-preto, por exemplo, caiu 34,11%. Em 2005, o índice do grupo havia sido de 1,43%.



    Para o economista Carlos Thadeu de Freitas Filho, do grupo de Conjuntura da UFRJ, a inflação ficou comportada em 2006 não apenas por causa do câmbio e dos preços administrados: houve uma forte contribuição do consumo, que se manteve contido. “Não houve uma explosão de consumo. Isso ajudou muito.”



    Sobre as perspectivas para 2007, os especialistas alertam que o ano já começa com duas pressões importantes à vista: o reajuste do álcool e os aumentos dos preços de produtos “in natura” por conta das chuvas que afetaram o Sudeste.



    Diante desses impactos, Freitas Filho corrigiu sua projeção para o IPCA de janeiro de 0,41% para 0,52%.



    Apesar das pressões, disse Sant’Anna, a projeção para o ano não está comprometida, e os índices devem cair no segundo trimestre, especialmente se vier uma redução dos combustíveis, hoje mais caros do que a referência internacional.



    A Tendências prevê um IPCA de 4,1% em 2007. “Haverá uma aceleração, mas a taxa ficará abaixo da meta. É que o câmbio vai ficar estável e não vai contribuir tanto neste ano”, disse Gian Barbosa, economista da consultoria.

     



     

  • Indexação prevista no pacote pode comprometer Orçamento

    O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) vai recorrer à indexação na tentativa de segurar o aumento das despesas públicas nos próximos anos. A indexação, comum nos tempos de inflação alta, é uma regra de aumento automático de um valor, conforme o crescimento de um índice.


    Pelo PAC, o limite para gastos com salário de funcionários públicos será elevado a cada ano conforme a variação da inflação, acrescida de um aumento real de 1,5%.

    O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) vai recorrer à indexação na tentativa de segurar o aumento das despesas públicas nos próximos anos. A indexação, comum nos tempos de inflação alta, é uma regra de aumento automático de um valor, conforme o crescimento de um índice.


    Pelo PAC, o limite para gastos com salário de funcionários públicos será elevado a cada ano conforme a variação da inflação, acrescida de um aumento real de 1,5%. O salário mínimo também terá aumento pela inflação, somada à taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes, conforme ficou acertado entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e as centrais sindicais. Ambas as regras terão de ser submetidas ao Congresso.


    Os economistas do governo acreditam que, com essas regras automáticas para fixar os valores das principais despesas do governo, haverá maior disciplina nesses gastos que cresceram fortemente no primeiro governo Lula. O salário mínimo, por exemplo, vai subir 8,57% em 2007. Se a nova regra já estivesse em vigor, o reajuste teria sido algo perto de 6,5%. O mesmo vale para os gastos com pessoal: em vez de aumentar 10,5% em 2007, o aumento da folha teria sido de cerca de 5,5%.


    A estratégia, porém, é vista como arriscada e de eficiência duvidosa por economistas que já passaram pelo governo e conhecem as engrenagens da máquina pública. Primeiro, porque há sério risco de essas regras, em vez de fixarem um valor máximo para salários e gastos com Previdência, funcionarem na prática como um piso a partir do qual os novos valores serão negociados.


    Segundo, porque essas regras criam uma amarra que automaticamente eleva as despesas e engessam ainda mais o Orçamento. Se o cenário econômico mundial mudar e vier uma crise, o governo terá de cortar investimentos e aumentar impostos, pois as outras despesas não poderão ser cortadas.


    ‘O governo está correndo um risco danado, porque a reindexação dificilmente funcionará como limitador para as despesas’, comentou o economista Gustavo Loyola, sócio da Tendências Consultoria Integrada. A julgar pelos anos anteriores, ele tem dúvidas se o governo resistirá a pressões por aumentos maiores do que os previstos.


    O economista-chefe da corretora Convenção, Fernando Montero, também questiona se as regras propostas para limitar as despesas serão de fato seguidas. ‘É difícil acreditar, porque já é a terceira regra que temos para corrigir o salário mínimo’, lembrou. ‘Primeiro era a inflação, depois a inflação mais o crescimento do PIB per capita, agora é inflação mais PIB.


    ‘O governo está comprando um problema para o futuro’, disse o consultor Raul Velloso, para quem essas regras apenas adiam as medidas para o equilíbrio das contas públicas. ‘Lula parece ter optado por correr o risco de não fazer o ajuste. Ele pode até dar sorte, mas achar que o sacrifício pode ser indefinidamente adiado é desconhecer que a economia passa por ciclos.’ O mínimo nunca deixou de ser indexado, pois a Constituição manda que seu valor seja preservado perante a inflação, embora não detalhe como.


    No entanto, os gastos com pessoal estão, até o momento, sem uma regra de correção automática. No primeiro governo Lula, essa flexibilidade serviu para elevar a folha em 40,7%.


    A indexação à inflação, com previsão de aumento real de 1,5%, seria uma forma de disciplina, reconhece Montero. Mas, observa Velloso, há uma série de fatores que poderão jogar por água abaixo qualquer tentativa de manter a folha de pagamentos nesses limites.


    O primeiro empecilho são os poderes autônomos (Judiciário e Legislativo). A intenção do governo com o PAC é também convencê-los a segurar os reajustes e contratações de forma que a folha só cresça o correspondente à inflação acrescida de 1,5%. No entanto, para obrigá-los de fato, seria necessária uma alteração na Constituição, reduzindo a autonomia dos Poderes. Ou seja, o Congresso teria de aprovar uma emenda constitucional reduzindo a própria autonomia, e o Judiciário teria de concordar. Uma alternativa seria aplicar o limite ao total da folha dos três Poderes. Nesse caso, o Executivo teria de fazer um tremendo arrocho salarial, para compensar os gastos extras dos outros Poderes.


    Outro risco ao cumprimento dessa meta é o chamado crescimento vegetativo, que faz com que o valor da folha de pagamentos cresça mesmo em anos em que não há contratação nem aumentos salariais. Esse efeito é causado por fatores como promoções e decisões da Justiça do Trabalho contrárias ao governo. Hoje, o crescimento vegetativo já está em 1,5% ao ano.


     


     

  • Reforma tributária será prioridade da Fiesp

    O presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, reúne-se amanhã, em Brasília, com a diretoria do CAP (Comitê de Assuntos Políticos), órgão da entidade responsável em acompanhar assuntos legislativos, para eleger as prioridades deste ano no Congresso.

    A ênfase será nos projetos que tramitam no Congresso considerados urgentes para a retomada do crescimento econômico do país.

    Já se sabe que a Fiesp irá eleger a reforma tributária como o carro-chefe deste ano.

    O presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, reúne-se amanhã, em Brasília, com a diretoria do CAP (Comitê de Assuntos Políticos), órgão da entidade responsável em acompanhar assuntos legislativos, para eleger as prioridades deste ano no Congresso.

    A ênfase será nos projetos que tramitam no Congresso considerados urgentes para a retomada do crescimento econômico do país.

    Já se sabe que a Fiesp irá eleger a reforma tributária como o carro-chefe deste ano. Aprovar uma reforma tributária que desburocratize os tributos, incentive a produção e aumente a competitividade do produto brasileiro no exterior será o principal tema da Fiesp na nova legislatura.

    O CAP não irá tratar apenas de tributos. Infra-estrutura, questões ambientais e comércio exterior também estão na pauta.

    Os diretores do comitê -José Henrique Nunes Barreto, Mário César Martins Camargo, Nilton Torres Bastos, Benedito da Silva Ferreira, César Luiz de Godoy Pereira e Guilherme Cunha Costa, responsável pelas relações institucionais e governamentais da Fiesp- receberam a incumbência, de Skaf, de cuidar atentamente de um conjunto de 20 assuntos que estão na mesa de discussão da capital federal.

    Entre eles, está o fim do adicional de 10% na multa de 40% do FGTS que os empresários pagam quando demitem um funcionário sem justa causa.

    O CAP foi criado em agosto do ano passado com o objetivo de defender os interesses dos empresários paulistas no Congresso, além de facilitar o diálogo da entidade com os parlamentares.

    O comitê já obteve importantes vitórias no ano passado: a aprovação da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, da lei de diretrizes nacionais para o saneamento básico, da Lei do Gás e do pacote cambial. Também positiva foi a rejeição das MPs 293 e 294, que aumentavam o poder de interferência do governo em centrais sindicais e nas relações de trabalho.

    Skaf também irá criar na próxima semana um comitê semelhante para tratar assuntos do legislativo estadual.