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  • Inflação acelera na primeira prévia do IGP-M de janeiro

    Na primeira prévia de janeiro, a inflação medida pelo IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) chegou a 0,32%, de acordo com FGV (Fundação Getulio Vargas).Em dezembro do ano passado, a variação foi de 0,18%.

    Na primeira prévia de janeiro, a inflação medida pelo IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) chegou a 0,32%, de acordo com FGV (Fundação Getulio Vargas).Em dezembro do ano passado, a variação foi de 0,18%. A primeira prévia do IGP-M do ano compreendeu o intervalo entre os dias 21 e 31 do mês de dezembro.


     


    Já o IPA (Índice de Preços por Atacado) variou 0,22% no período, enquanto em dezembro a taxa foi de 0,23%. O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) acelerou de


    0,03%, na primeira prévia de dezembro, para 0,55%, em janeiro. Destaques: hortaliças e legumes (-2,48% para 3,32%) e frutas (-1,53% para 0,73%). Transportes avançaram de 0,09% para 1,17%.


     


    O INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) apresentou no período taxa de 0,37%, ante 0,26%, no mês anterior. O índice que representa o custo da Mão-de-Obra registrou variação de 0,55% em janeiro. Na apuração comparativa ao mesmo intervalo do mês anterior, o índice variou 0,09%.


     

  • Inflação de São Paulo inicia o ano com 1,07%

    A inflação começou 2007 em alta na cidade de São Paulo. Após 1,04% no fechamento de dezembro, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) avançou para 1,07% na primeira prévia de janeiro. O índice, divulgado ontem pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) da USP, ficou acima das expectativas dos analistas consultados pela Agência Estado, que variavam de 0,87% a 1%.


    A inflação de 1,07% na primeira quadrissemana de janeiro surpreendeu o pesquisador do IPC-Fipe, Juarez Rizzieri. Tanto que ele projeta, agora, que o indicador vai fechar o mês com uma alta próxima a 0,5%.

    A inflação começou 2007 em alta na cidade de São Paulo. Após 1,04% no fechamento de dezembro, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) avançou para 1,07% na primeira prévia de janeiro. O índice, divulgado ontem pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) da USP, ficou acima das expectativas dos analistas consultados pela Agência Estado, que variavam de 0,87% a 1%.


    A inflação de 1,07% na primeira quadrissemana de janeiro surpreendeu o pesquisador do IPC-Fipe, Juarez Rizzieri. Tanto que ele projeta, agora, que o indicador vai fechar o mês com uma alta próxima a 0,5%. Na semana passada, sua previsão era de que o índice ficaria entre 0,3% e 0,5%.


    De acordo com Rizzieri, a expectativa de que os grupos Vestuário e, principalmente, Transportes começassem a desacelerar no início deste ano vem sendo observada. Porém, além de um impacto maior para o grupo Educação, os alimentos mostraram contribuição mais alta que a esperada no início de 2007.


    O grupo Alimentação passou de deflação de 0,07%, no fim de dezembro, para alta de 0,41% na primeira quadrissemana de janeiro. Dentro deste conjunto de preços, o destaque foi o comportamento dos produtos in natura, que, no período, passaram de uma deflação de 1,37% para uma alta de 0,17%.


    Para 2007, o pesquisador da Fipe manteve a projeção de 3,5%. Na semana passada, Rizzieri havia comentado que a inflação deste ano poderia terminar até um pouco mais acima desta taxa, em 3,7%. Hoje, no entanto, ele ressaltou que o índice pode chegar até a 4% no acumulado até dezembro.


    A alta dos preços do grupo Transportes em São Paulo representou 0,62 ponto porcentual do IPC-Fipe da primeira quadrissemana de janeiro (1,07%), levando-se em consideração os itens que mais contribuíram para a inflação do período. Apesar de menor do que em dezembro, a variação de preços dos ônibus, no início do ano, foi de 10,39%, o que significa 0,44 ponto porcentual para o IPC-Fipe. De longe, este foi o principal vilão do custo de vida do paulistano, já que o segundo colocado, Viagem (Excursão), teve impacto de 0,06 ponto porcentual, ao subir 8,32%.


    Juros


    Na avaliação de Rizzieri, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central deve reduzir o ritmo de corte dos juros este mês para 0,25 ponto porcentual. Se sua previsão estiver correta, a taxa básica de juros (Selic) passará dos atuais 13,25% para 13% ao ano.


    Na opinião do pesquisador da Fipe, a expectativa de uma taxa de inflação levemente mais alta este ano em relação a 2006 pode ser uma estratégia do governo para forçar um pouco o crescimento da atividade econômica. ‘Ao fomentar a demanda, o País cresce mais, mas a inflação aparece.’

  • Inflação medida pelo IGP-DI atingiu 3,79% em 2006

    Pressionada pela alta de preços das commodities no atacado em 2006, a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu 3,79%, mais que o triplo de 2005 (1,22%). Mesmo com a aceleração entre um ano e outro, o indicador de 2006 foi a quarta menor taxa da história do índice, criado na década de 40 e usado para reajustar a dívida dos estados com a União.


    Para a Fundação Getúlio Vargas (FGV), isso reflete o cenário atual no país, de inflação baixa e sustentável.

    Pressionada pela alta de preços das commodities no atacado em 2006, a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu 3,79%, mais que o triplo de 2005 (1,22%). Mesmo com a aceleração entre um ano e outro, o indicador de 2006 foi a quarta menor taxa da história do índice, criado na década de 40 e usado para reajustar a dívida dos estados com a União.


    Para a Fundação Getúlio Vargas (FGV), isso reflete o cenário atual no país, de inflação baixa e sustentável. A taxa anual também foi puxada para baixo pela desaceleração mensal do IGP-DI, de novembro para dezembro (de 0,57% para 0,26%), influenciada pela queda do preço da soja (-0,01%).


    O coordenador de Análises Econômicas da FGV, Salomão Quadros, considera muito positivo duas das menores taxas anuais da história do índice terem sido consecutivas. Ele lembrou que o resultado de 2005 foi excessivamente baixo, o menor da série histórica e beneficiado pela forte valorização do real ante o dólar naquele ano.


    No ano passado, os preços do atacado subiram 4,29%, em 2005 caíram 0,97%. Isso porque o impacto da inflação das commodities afetou principalmente o setor atacadista. “O atacado foi o que mais influenciou o IGP-DI de 2006”, afirmou Quadros.


    Porém, o aumento de preços das commodities já começa a perder força. De novembro para dezembro, a inflação no setor atacadista se desacelerou (de 0,75% para 0,11%), devido à elevação menos intensa no preço do milho (de 13,89% para 7,39%).


    Em trajetória oposta ao resultado anual do atacado, a variação de preços no varejo foi menor em 2006: 2,05%, quase metade da inflação para o consumidor em 2005 (4,05%). Isso porque houve deflação nos preços dos alimentos (-0,51%), principalmente in natura (-6,54%). Mas, na passagem de novembro para dezembro a elevação de preços para o consumidor subiu mais fortemente (de 0,24% para 0,63%), pressionada pelo fim da deflação nos transportes (de -0,16% para 3,42%). Na construção civil, a inflação no setor subiu 5,04%, abaixo de 2005 (6,84%). De novembro para dezembro, houve aceleração de preços (de 0,23% para 0,36%).


    São Paulo 


    O custo de vida do paulistano subiu 2,57% no ano passado, menor variação desde 1998, quando registrou alta de apenas 0,49%. No acumulado de 2005, a inflação havia atingido 4,55%. Os dados fazem parte do Índice do Custo de Vida (ICV), calculado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A maior alta individual entre os produtos e serviços que fazem parte da pesquisa do Dieese veio do transporte coletivo, que apresentou no ano aumento de 12,92%. Com isso, o grupo transportes fechou 2006 com inflação de 4,41%.


     


     


     




     


     


     

  • Procon: juro para crédito pessoal tem leve queda

    A taxa média dos bancos para empréstimo pessoal teve leve queda em janeiro, segundo levantamento da Fundação Procon-SP. A pesquisa aponta que a taxa média entre as instituições pesquisadas foi de 5,3% ao mês, ante 5,37% ao mês apurado em dezembro de 2006, o que corresponde a uma diminuição de 0,07 ponto percentual.


    Esta pequena queda foi puxada pelos decréscimos nas taxas verificadas nos bancos Real e HSBC – as únicas instituições, segundo a pesquisa, que apresentaram baixa na taxa de juros em janeiro.

    A taxa média dos bancos para empréstimo pessoal teve leve queda em janeiro, segundo levantamento da Fundação Procon-SP. A pesquisa aponta que a taxa média entre as instituições pesquisadas foi de 5,3% ao mês, ante 5,37% ao mês apurado em dezembro de 2006, o que corresponde a uma diminuição de 0,07 ponto percentual.


    Esta pequena queda foi puxada pelos decréscimos nas taxas verificadas nos bancos Real e HSBC – as únicas instituições, segundo a pesquisa, que apresentaram baixa na taxa de juros em janeiro. O HSBC, que tem a menor taxa praticada, alterou de 4,7% ao mês para 4,18% ao mês, com baixa de 0,52 ponto. E o Real, que pratica a maior taxa entre os bancos, teve decréscimo de 0,2 ponto, e o juro passou de 6,5% para 6,3% ao mês. O Bradesco teve elevação na taxa – subiu de 5,57% ao mês em dezembro, para 5,59% ao mês em janeiro. Os demais bancos não alteraram suas taxas.


    No cheque especial, a pesquisa do Procon apurou estabilidade entre as instituições financeiras com taxa média de 8,15% ao mês, a mesma taxa praticada em dezembro do ano passado. A menor taxa para cheque especial é cobrada na Caixa Econômica Federal (7,2% ao mês) e a maior, no banco Itaú (8,47%).


    A pesquisa foi realizada no dia último dia 3 entre dez instituições financeiras: Bradesco, Itaú, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Banespa, HSBC, Real, Santander, Nossa Caixa e Unibanco.


     

  • Prejuízo com cheque cresceu 6,93% em 2006

    O comércio amargou maior prejuízo com cheques sem fundo em 2006. O índice de cheques devolvidos por falta de fundos medido pelo Telecheque chegou a 2,47% em 2006, enquanto no ano anterior havia sido de 2,31%. O indicador refere-se ao valor dos cheques e não ao número de unidades emitidas. De acordo com a companhia de análise de crédito, o indicador de 2,47% significa que, no ano passado, a cada R$ 100 emitidos, R$ 2,47 voltaram por falta de fundos, contra R$ 2,31 em 2005 (2,31%).

    O comércio amargou maior prejuízo com cheques sem fundo em 2006. O índice de cheques devolvidos por falta de fundos medido pelo Telecheque chegou a 2,47% em 2006, enquanto no ano anterior havia sido de 2,31%. O indicador refere-se ao valor dos cheques e não ao número de unidades emitidas. De acordo com a companhia de análise de crédito, o indicador de 2,47% significa que, no ano passado, a cada R$ 100 emitidos, R$ 2,47 voltaram por falta de fundos, contra R$ 2,31 em 2005 (2,31%). O valor representa alta de 6,93% no valor emitido em 2006.


    Na avaliação da Telecheque, embora o índice médio de inadimplência nas transações com cheques em 2006 tenha subido, foi observada queda gradativa neste indicador já no segundo semestre do ano passado. No acumulado entre julho e dezembro, houve declínio de 6,55% em relação ao igual período de 2005. Segundo a empresa, este movimento de baixa deve “se acentuar” no primeiro semestre de 2007.


    “A oferta massiva de crédito ao longo de 2005, em que foi destaque o “boom” do empréstimo consignado, produziu um cenário com elevados índices de inadimplência em diversos meios de pagamento, principalmente no primeiro semestre do ano passado”, explicou, em comunicado o vice-presidente da Telecheque, José Antônio Praxedes Neto. “Mas, agora, notamos um movimento inverso, em que há maior incentivo às renegociações de dívidas, receio do consumidor na tomada de crédito e maior cuidado do mercado financeiro na liberação de crédito. A combinação desses fatores deve nos levar a indicadores mais baixos de inadimplência nos próximos meses, nos quais os consumidores devem se mostrar bem mais prudentes”, acrescentou.


    valor


    Ainda de acordo com a pesquisa, houve crescimento do valor médio dos cheques transacionados no varejo no ano passado. O resultado passou de R$ 114, em 2005, para R$ 132, em 2006, o que representou aumento de 15,63%.


    Entre os estados pesquisados, 11 registraram queda no índice de cheques sem fundos no ano passado, em comparação com 2005. Os destaques foram Alagoas e Mato Grosso, onde a inadimplência caiu 20,81% e 14,23%, respectivamente. São Paulo e Rio de Janeiro também apresentaram quedas: os paulistas, com -4,07%, e os fluminenses com -7,43%.


    Já entre os estados que registraram alta, o destaque foi o Rio Grande do Norte, onde o crescimento da inadimplência chegou a 66,67%. Em seguida, ficou o Maranhão, com elevação de 40,24%.


    Os maranhenses também lideraram o ranking dos índices de cheques sem fundos mais altos em 2006. O indicador do estado atingiu 3,52% e foi seguido por Amazonas (3,42%) e Pará (3,13%). Na outra ponta, as menores ocorrências ficaram por conta dos estados de Santa Catarina (índice de 1,69%), Goiás (1,73%) e Alagoas (1,75%). São Paulo e Rio de Janeiro ficaram na zona intermediária, com índices de 2,12% e 2,74%, respectivamente.


     

     




     

  • Varejo tem crescimento modesto, diz estudo

    O setor varejista no Brasil tem um dos crescimentos “mais modestos” da América Latina, inferior ao obtido nos mercados da Argentina, do Chile e da Venezuela. A afirmação é do estudo “2007 Global Powers of Retailing” (“Poderosos Globais do Varejo 2007”), com ranking com 250 empresas do segmento elaborado pela Deloitte e obtido pela Folha.


    Apenas uma empresa brasileira, a Casas Bahia, entrou na lista das 250 redes com maior faturamento no mundo.

    O setor varejista no Brasil tem um dos crescimentos “mais modestos” da América Latina, inferior ao obtido nos mercados da Argentina, do Chile e da Venezuela. A afirmação é do estudo “2007 Global Powers of Retailing” (“Poderosos Globais do Varejo 2007”), com ranking com 250 empresas do segmento elaborado pela Deloitte e obtido pela Folha.


    Apenas uma empresa brasileira, a Casas Bahia, entrou na lista das 250 redes com maior faturamento no mundo. Com receita de cerca de US$ 4,8 bilhões em 2005, a cadeia de móveis e eletrodomésticos ficou na 138ª colocação -no ano anterior, ela ocupava a 198ª posição, com US$ 3 bilhões.


    O Wal-Mart continua a ser a rede de varejo mais poderosa do mundo. Ela obteve US$ 312,4 bilhões em receita em 2005 e permaneceu na primeira posição.


    O levantamento contabilizou os desempenhos das companhias no ano fiscal de 2005 (encerrado em julho do ano passado) e inclui as diversas áreas do comércio, como construção civil, alimentos, eletrônicos e decoração.


    A presença mais marcante do Brasil no estudo se resume à posição da cadeia da família Klein no ranking global – algo visto com um certo otimismo pela consultoria. “Já fico feliz de os brasileiros aparecerem”, diz Altair Rossatto, sócio da Deloitte para o atendimento de varejo e bens de consumo.


    “Estamos falando de um mercado muito competitivo, com empresas de atuação global, administração profissionalizada, que exploram algumas regiões onde há crescimento econômico. É um grupo seleto mesmo, difícil de pertencer”.


    O Pão de Açúcar, com R$ 16,1 bilhões (US$ 6,6 bilhões), a maior rede de supermercados do país, não aparece no estudo.


    A venda de metade dos negócios do grupo para a cadeia francesa Casino em 2005 -motivado pela necessidade de o grupo capitalizar-se, de maneira barata, para fazer investimentos- fez a Deloitte optar por somar os resultados da brasileira no desempenho do Casino.


    Para analistas do setor, fatores ligados à expansão do consumo em determinados países, como China, Índia e Rússia, motivaram o crescimento de empresas instaladas nessas regiões. O Brasil não tem uma empresa global de varejo.


    A deflação nos preços em certas economias -como a ocorrida no varejo brasileiro- também afetaram o resultado, porém de forma negativa. Quanto maior a erosão nos preços, mais produtos as empresas precisam vender para fazer a receita subir.


    Na avaliação da Deloitte, a elevada taxa de juros no país também contribui de forma negativa para o desempenho das redes. Altas taxas espantam o investimento e também inibem o consumo.


    Segundo o levantamento, as vendas totais das 250 empresas somaram US$ 3 trilhões no ano fiscal de 2005, 6% acima do verificado no ano anterior. Na lista, após o Wal-Mart, estão o Carrefour e a Home Depot.

  • Corrente de comércio cresce 113% em 4 anos

    A soma de exportações e importações do Brasil mais do que dobrou nos últimos quatro anos, aumentando de US$ 107,6 bilhões em 2002 para US$ 228,9 bilhões em 2006. O crescimento da chamada corrente de comércio mostra a intensificação da abertura da economia brasileira, um dos fatores mais importantes para explicar a maior estabilidade do câmbio. 


    O grau de abertura, porém, ainda é baixo se comparado a outros emergentes.

    A soma de exportações e importações do Brasil mais do que dobrou nos últimos quatro anos, aumentando de US$ 107,6 bilhões em 2002 para US$ 228,9 bilhões em 2006. O crescimento da chamada corrente de comércio mostra a intensificação da abertura da economia brasileira, um dos fatores mais importantes para explicar a maior estabilidade do câmbio. 


    O grau de abertura, porém, ainda é baixo se comparado a outros emergentes. Segundo estimativas do diretor de pesquisa macroeconômica do Bradesco, a soma de exportações e importações fechou 2006 equivalendo a 23,9% do Produto Interno Bruto (PIB), bem abaixo dos 34,7% da Índia, dos 41% da Rússia e dos 65,2% da China. 


    Ainda que a corrente de comércio brasileira não deva atingir níveis asiáticos nesta década, Barros prevê que ela pode superar o equivalente a 30% do PIB em cinco anos. É um patamar bastante elevado para os padrões do país, que em 1996 tinha exportações e importações de apenas 13% do PIB. 


    Barros estima um aumento de 11% da corrente neste ano, para US$ 254,7 bilhões, com as exportações crescendo cerca de 8% e as importações, o dobro disso. O saldo deve ficar em torno de US$ 40 bilhões, diz. Em 2006, o superávit foi de US$ 46 bilhões. 


    Ele considera o aumento da corrente uma notícia muito favorável. Para Barros, uma moeda que oscila pouco – ele prevê um dólar de R$ 2,20 no fim do ano – é positiva também para os exportadores. Com um câmbio mais previsível, é mais fácil para as empresas se planejarem, avalia. “Isso também diminui o custo de hedge”, diz, referindo-se às operações de proteção contra a volatilidade da moeda. 


    “Há muito exportador que prefere um câmbio mais valorizado e estável a uma taxa desvalorizada, mas que oscila muito”, afirma o economista Caio Megale, sócio da Mauá Investimentos. “O empresário consegue se programar melhor com um dólar menos volátil.” 


    Para este ano, a maior parte dos analistas espera alguma desaceleração da economia global, mas não um desaquecimento abrupto. As exportações tendem a continuar em alta, ainda que a um ritmo inferior à elevação de 16,2% de 2006. O diretor de pesquisa para a América Latina do WestLB, Ricardo Amorim, diz que a queda recente dos preços das commodities é um ajuste temporário. Ele projeta um aumento das exportações de 12,7%, de US$ 118,3 bilhões para US$ 155 bilhões. As importações devem crescer a um ritmo bem mais forte – Amorim estima alta de 21%, de US$ 91,4 bilhões para US$ 110,6 bilhões, resultando num saldo de US$ 44,4 bilhões. O câmbio valorizado favorece as compras externas, que também devem ser impulsionadas pela crescimento mais forte do PIB. 


    Com a expectativa de um dólar mais estável, a corrente de comércio deve crescer em 2007 como proporção do PIB. Barros estima uma corrente de 24,8% do PIB, acima dos 23,9% de 2006, mas ainda inferior aos 26,4% de 2004 e 24,1% de 2005. Nesses dois anos, a soma de exportações e importações recuou em relação ao PIB devido à valorização do câmbio, que inflou o valor do PIB em dólar. 


    Barros vê como saudável o forte aumento das compras externas, apontando a “forte correlação entre exportações e importações”. Importar mais ajuda a exportar mais, diz. “As importações são fundamentais na redução de custos e no aumento da eficiência das empresas.” Barros afirma que o momento é de fato doloroso para alguns setores que sofrem com a concorrência de produtos estrangeiros, mas que, do ponto de vista “sistêmico”, o processo é saudável para a economia. Ele lembra que o crescimento das importações eleva a produtividade das empresas e ajuda no controle da inflação. 


    Amorim dá um exemplo de como uma corrente elevada contribui para a estabilidade do câmbio: se for necessário aumentar o saldo comercial em US$ 25 bilhões – por conta de uma contração da liquidez internacional, por exemplo -, a desvalorização da moeda requerida para conseguir esse objetivo será bem menor com uma corrente de US$ 250 bilhões do que de US$ 125 bilhões – no primeiro caso, os US$ 25 bilhões equivalem a 10% da soma de exportações e importações, e no segundo, a 20%. 


    José Augusto de Castro, vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), reconhece a importância de um câmbio menos volátil para o planejamento das empresas, mas diz que a estabilidade seria positiva se o dólar estivesse num nível mais desvalorizado que o atual. A atual cotação do dólar, de cerca de R$ 2,15, prejudica a competitividade de muitos exportadores. 


    Por acreditar num cenário externo mais adverso, com perspectivas piores para commodities, Castro aposta numa expansão de apenas 0,5% das exportações neste ano. As importações, por sua vez, devem crescer 11%, estima a AEB. Com isso, a corrente de comércio ficaria um pouco menor que US$ 240 bilhões neste ano. 

  • Rendimentos de maiores de 75 anos podem ser isentos de IR

    Tramita na Câmara o Projeto de Lei 7510/06, do Senado, que isenta do Imposto de Renda todo rendimento recebido por pessoas físicas com idades a partir de 75 anos. A exceção fica para os rendimentos de aplicações financeiras sujeitos à retenção definitiva do imposto na fonte.

    Tramita na Câmara o Projeto de Lei 7510/06, do Senado, que isenta do Imposto de Renda todo rendimento recebido por pessoas físicas com idades a partir de 75 anos. A exceção fica para os rendimentos de aplicações financeiras sujeitos à retenção definitiva do imposto na fonte. De acordo com o texto, o Poder Executivo estimará a renúncia fiscal decorrente da medida.


    O autor do projeto, senador Luiz Otavio (PMDB-PA), argumentou que a preocupação com os idosos se justifica não apenas devido ao envelhecimento da população brasileira, mas, sobretudo, pela deficiência no amparo a esse segmento, exatamente no período da vida em que mais necessita de cuidados. Ele lembrou que, nos próximos 20 anos, os idosos brasileiros poderão ultrapassar 30 milhões de pessoas, representando cerca de 13% da população total.


    “Temos falhado gravemente, tanto a sociedade civil como o governo, na prestação do amparo devido aos nossos idosos”, avalia Luiz Otavio. Entre os problemas que atingem a população mais velha, ele citou “os gastos elevados com remédios e tratamentos médicos; rendimentos minguados ou inexistentes; falta de condições dignas de habitação e alimentação; maus- tratos e abandono material e emocional”.


    Ampliação dos beneficiados

    Originalmente, a proposta do senador Luiz Otavio previa o benefício para os maiores de 80 anos, como uma forma de atenuar as dificuldades financeiras pelas quais passam, em geral, os idosos nessa faixa etária.


    Porém, uma emenda do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), relator do projeto na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, estendeu a isenção aos maiores de 75 anos. Ele argumentou que, como a expectativa de vida média do brasileiro é estimada em 71 anos, o texto original atenderia a um número muito reduzido de pessoas.


    Tramitação

    O projeto, que tramita em regime de prioridade, será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania. Em seguida, deverá ser votado em Plenário.


    Agência Câmara, 10 de janeiro de 2007.


     

  • Senado abre trabalhos em fevereiro com 25 novos senadores

    No próximo 1º de fevereiro, 20 novos senadores e senadoras assumem seus mandatos no Senado Federal. Todos foram eleitos nas eleições de 2006. Sete senadores foram reeleitos.

    No próximo 1º de fevereiro, 20 novos senadores e senadoras assumem seus mandatos no Senado Federal. Todos foram eleitos nas eleições de 2006. Sete senadores foram reeleitos. Os 20 que ingressam se somam aos cinco que já tomaram posse em substituição a senadores que deixaram a Casa para assumir cargos no Executivo em 1º de janeiro, para os quais foram eleitos em outubro, perfazendo um total de 25 novos nomes no Senado, uma renovação de 30%.


    Região Norte


    Os novos senadores da região Norte do país são Alfredo Nascimento (PL-AM), Expedito Júnior (PPS-RO), Mário Couto (PSDB-PA) e Kátia Abreu (PFL-TO). Outro novato é o senador José Nery (PSOL-PA), que assumiu o cargo no lugar na senadora Ana Júlia Carepa (PT), eleita governadora do Pará. Os senadores Tião Viana (PT-AC), Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) e José Sarney (PMDB-AP) foram reeleitos.


    O Amazonas elegeu Alfredo Nascimento, 54 anos, com 629 mil votos (47,49% dos votos válidos). Uma de suas bandeiras deverá ser a manutenção e a estabilidade da Zona Franca de Manaus. Além de prefeito de Manaus, o senador eleito já foi ministro dos Transportes, em 2004. Exerceu ainda o cargo de superintendente da Zona Franca de Manaus. Presidente do PL do Amazonas, Alfredo Nascimento é casado e formado em Letras e Matemática e especialista em Administração de Pessoal, Administração de Materiais e Auditoria em Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Ele assume o cargo no lugar de Gilberto Mestrinho (PMDB), que não obteve a reeleição.


    Em Rondônia foi eleito senador Expedito Júnior, com mais de 267 mil votos (39,58%). Ele entra na vaga deixada por Amir Lando (PMDB). Expedito já atuou no Congresso Nacional como deputado federal em três ocasiões. Em 1986, tornou-se um dos mais jovens deputados federais do país, participando inclusive da elaboração da Constituição federal. Em 1994, elegeu-se novamente deputado federal, reelegendo-se em 1998, no qual permaneceu até 2003.


    No Pará, Mário Couto foi eleito ao derrotar nas urnas o senador Luiz Otávio (PMDB). Nascido na Ilha de Marajó, Mário Couto é filho de um casal de comerciantes da Vila de Salvaterra, município de Soure, o maior da ilha, conhecido como a capital marajoara. Engenheiro, Mário Couto começou sua vida política depois de ter ocupado a chefia do antigo Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER) no Pará. Ele obteve mais de 1,4 milhão de votos (51,87%) nas eleições de 2006. Cumpriu quatro mandatos como deputado estadual e foi presidente da Assembléia Legislativa do Estado do Pará. Ele tem 60 anos de idade e seis filhos.


    O Pará começa 2007 com mais um novato, o senador José Nery, suplente de Ana Júlia Carepa (PT). Cearense radicado no Pará há 22 anos, o sindicalista José Nery, 45 anos, foi eleito três vezes vereador de Abaetetuba (PA), nas proximidades de Belém. Em 2005, filiou-se ao recém-formado PSOL, o que garante a continuidade da representação do partido no Senado.


    O Tocantins elegeu Kátia Abreu, com 325 mil votos (51,08% dos votos válidos). Atualmente cumprindo mandato de deputada federal, Kátia Abreu derrotou nas urnas Eduardo Siqueira Campos (PSDB), que tentava a reeleição. Empresária rural e psicóloga, coordena a Frente Parlamentar da Agricultura do Congresso Nacional e pertence à bancada ruralista da Câmara. Também participou da Frente Parlamentar em Defesa da Televisão Pública e, em 2001, integrou a CPI da Mortalidade Materna.


    Região Nordeste


    Os novos senadores nordestinos são Epitácio Cafeteira (PTB-MA), João Vicente Claudino (PTB-PI), Inácio Arruda (PCdoB-CE), Rosalba Ciarlini Rosado (PFL-RN), Cícero Lucena (PSDB-PB), Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), Fernando Collor de Mello (PRTB-AL) e João Durval Carneiro (PDT-BA). Outro nem tão novato é o senador João Tenório (PSDB-AL), que assumiu o cargo no lugar de Teotônio Vilela Filho (PSDB), eleito governador. Tenório já havia substituído temporariamente o senador Teotônio em outras oportunidades. Agora assume definitivamente o mandato. A senadora Maria do Carmo Alves (PFL-SE) foi reeleita.


    Com mais de 40 anos de vida pública, Epitácio Cafeteira volta ao Senado eleito com mais de um milhão de votos (39,37% dos votos válidos) para representar o Maranhão pelos próximos oito anos. Cafeteira foi prefeito de São Luís de 1965 a 1969; deputado federal de 1967 a 1987; governador de 1986 a 1990 e senador entre os anos de 1991 e 1999. Cafeteira assume a vaga de João Alberto Souza (PMDB).


    O Piauí elegeu João Vicente Claudino com mais de 926 mil votos (65,44%). Ele entra na vaga de Alberto Silva (PMDB), eleito deputado federal. Empresário das áreas de indústria e comércio, Claudino tem 43 anos, é casado e pai de cinco filhos. Novato na política, concorreu a um mandato eletivo pela primeira vez. Foi secretário estadual de Indústria, Comércio e Tecnologia (1995-1998) durante o governo do então governador Mão Santa (PMDB).


    Inácio Arruda foi eleito no Ceará com mais de 1,9 milhão de votos (52,25%). Aos 49 anos, Inácio é deputado federal e marcou sua atividade política na liderança de movimentos em prol da reforma urbana de Fortaleza, tendo sido o primeiro presidente da Federação de Bairros e Favelas da capital cearense. É casado e tem três filhos. É funcionário público do Tribunal de Justiça do estado. Ele entra na vaga de Luiz Pontes (PSDB).


    O Rio Grande do Norte elegeu com mais de 645 mil votos (44,18%) Rosalba Ciarlini Rosado para o Senado. Ela derrotou nas eleições o atual senador Fernando Bezerra (PTB). A médica pediatra já dirigiu o maior hospital público de Mossoró, a segunda cidade do Rio Grande do Norte. Pouco tempo depois foi eleita prefeita da cidade e, quatro anos mais tarde, reconduzida ao posto.


    Na Paraíba, o ex-prefeito de João Pessoa Cícero Lucena foi eleito, aos 49 anos, com mais de 803 mil votos (48,25%). Ele entra no lugar de Ney Suassuna (PMDB). O primeiro cargo eletivo de Lucena, conquistado nas eleições de 1989, foi de vice-governador na chapa do ex-senador Ronaldo Cunha Lima. Passou a exercer o cargo de governador com o afastamento de Cunha Lima para concorrer às eleições de 1994. Em 1996, Lucena candidatou-se a prefeito de João Pessoa, sendo eleito no segundo turno da disputa. Um segundo mandato no cargo foi conquistado já no primeiro turno das eleições de 2000. Lucena foi ministro do governo Fernando Henrique Cardoso e secretário de Planejamento do governo da Paraíba. É casado e natural de São José de Piranhas (PB).


    Em Pernambuco, Jarbas Vasconcelos foi eleito com mais de dois milhões de votos (56,14% dos votos válidos). Ele assume a vaga de José Jorge (PFL). O peemedebista chega ao Senado aos 64 anos, após cumprir dois mandatos consecutivos de governador. Em 1998, elegeu-se para o cargo com mais de um milhão de votos de diferença para o segundo colocado, sendo reeleito em 2002. Natural de Vicência (PE), Jarbas Vasconcelos é divorciado e ingressou no MDB em 1966 e conquistou seu primeiro cargo eletivo pela legenda (deputado estadual) em 1970. Foi eleito deputado federal em 1974 e 1982. Chegou à Prefeitura do Recife, pelo voto direto, nas eleições de 1985 e 1992.


    O ex-presidente Fernando Collor de Mello foi eleito senador em Alagoas com mais de 550 mil votos (44,04%). Ele assume a vaga deixada por Heloísa Helena (PSOL). Afastado da vida pública desde 1992, quando renunciou ao cargo de presidente da República, Fernando Collor, 57 anos, é casado, jornalista e nasceu no Rio de Janeiro. Iniciou sua carreira política como prefeito nomeado de Maceió (1980-1982). Na galeria de ex-presidentes da República, figura como o primeiro eleito pelo voto popular após 25 anos de regime militar. No final de 1992, Collor foi afastado da presidência da República e substituído pelo seu vice, Itamar Franco.


    O senador João Tenório assumiu a vaga deixada pelo senador Teotônio Vilela Filho, do qual é suplente, já tendo assumido o cargo em outras oportunidades. João Tenório é empresário em Alagoas, onde produz cana-de-açúcar, álcool e cocos.


    Na Bahia, João Durval Carneiro foi eleito com mais de 2,6 milhões de votos (46,97%). Ele entra no lugar de Rodolpho Tourinho (PFL). Natural de Feira de Santana, João Durval é formado em odontologia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e exerceu a profissão de odontólogo até a decisão de dedicar-se inteiramente à política. Em 1954, foi eleito vereador em Feira de Santana, sendo reeleito em 1958. Em 1962, concorreu à prefeitura do município, sendo derrotado. Quatro anos depois, voltou ao mesmo pleito e saiu vitorioso. Depois de cumprir seu primeiro mandato como prefeito, foi nomeado diretor do Centro de Desenvolvimento Industrial (Cedin). Elegeu-se consecutivamente deputado federal em 1975 e 1979. Em 1982, João Durval foi escolhido para substituir o candidato ao governo do estado, Clériston Andrade, morto durante a campanha em um acidente de helicóptero, tendo sido eleito.


    Região Sul


    No Sul, Raimundo Colombo (PFL-SC) foi eleito. Alvaro Dias (PSDB-PR) e Pedro Simon (PMDB-RS) foram reeleitos. O senador Neuto de Conto (PMDB-SC) assumiu no lugar de Leonel Pavan (PSDB), do qual é suplente. Pavan foi eleito vice-governador.


    O pecuarista Raimundo Colombo é o novo senador por Santa Catarina. Ele entra na vaga de Jorge Bornhausen, também do PFL, que não disputou as eleições em 2006. Colombo preside o diretório catarinense de seu partido e também já foi deputado federal e estadual, secretário estadual de desenvolvimento Social e prefeito, por duas vezes, de sua cidade natal, Lages. O novo senador foi eleito com 1,73 milhões de votos, que correspondem a 58,58% dos votos válidos.


    Neuto de Conto é formado em Contabilidade e empresário da agroindústria. Ele chegou ao Senado defendendo uma reforma política imediata e mudanças na legislação eleitoral, principalmente em relação ao instituto da reeleição.


    Região Centro-Oeste


    Foram eleitos em 2006 para o Senado Marisa Serrano (PSDB-MS), Marconi Perillo (PSDB-GO), Joaquim Roriz (PMDB-DF) e Jayme Campos (PFL-MT). O suplente Adelmir Santana (PFL-DF) já assumiu no lugar de Paulo Octávio, eleito vice-governador.


    A primeira mulher eleita senadora pelo Mato Grosso do Sul é Marisa Serrano. Ela teve 607 mil votos, 53,2% do total de votos válidos. A senadora entrará no lugar de Juvêncio da Fonseca (PSDB), que concorreu para deputado estadual, mas não foi eleito. Marisa Serrano é natural de Bela Vista (MS) e foi vice-prefeita de Campo Grande. Ela é formada em Letras e Pedagogia.


    Marconi Perillo foi eleito em Goiás com 2,03 milhões de votos (75,82% dos votos válidos). Ele vai ocupar a vaga deixada por Maguito Vilela (PMDB), que disputou o governo estadual, mas não foi eleito. Perillo governou Goiás por dois mandatos, entre 1999 e 2006 e também já foi deputado estadual e federal.


    Joaquim Roriz foi eleito senador pelo Distrito Federal com 657 mil votos (51,83% dos votos válidos). Ele entrará no lugar de Valmir Amaral (PTB-DF), que não concorreu a nenhum cargo em 2006. Goiano, Roriz governou o DF por quatro mandatos: entre 1988 e 1990, por indicação do então presidente José Sarney; depois foi eleito pelo voto popular em 1990, 1998 e 2002. O novo senador iniciou sua carreira política em Goiás, onde foi vice-governador, prefeito da capital, deputado estadual e federal e vereador em Luziânia, sua cidade natal.


    Adelmir Santana é morador do Distrito Federal há 42 anos. O parlamentar é administrador de empresas, com experiência em laboratórios farmacêuticos multinacionais. Proprietário de uma rede de drogarias, é dirigente do Sistema Fecomércio-DF.


    Jayme Campos representará o estado do Mato Grosso a partir de fevereiro, pois obteve 781 mil votos, ou 61,16% dos votos válidos. Ele entrará no lugar de Antero Paes de Barros (PSDB-MT), que disputou o governo estadual, mas não foi eleito. Nascido em Várzea Grande (MT), é produtor agropecuário. Jayme Campos foi governador de Mato grosso entre 1991 e 1994 e prefeito de sua cidade natal por três vezes.


    Região Sudeste


    No Sudeste, Eliseu Resende (PFL-MG), Francisco Dornelles (PFL-RJ) e Renato Casagrande (PSB-ES) foram eleitos. Eduardo Suplicy (PT-SP) foi reeleito. Paulo Duque (PMDB-RJ) assumiu no lugar de Sérgio Cabral, do qual era segundo suplente. Cabral foi eleito governador.


    O novo senador por Minas Gerais é Eliseu Resende, que ocupará a vaga deixada por Aelton Freitas (PL), eleito deputado federal. Eliseu tem 77 anos, e foi eleito com 5,05 milhões de votos, ou 60,89% dos votos válidos.Desde 1995 é deputado federal e já ocupou duas vezes o cargo de ministro: entre 1979 e 1982, durante o governo Figueiredo, esteve à frente do Ministério dos Transportes; em 1993, quando o presidente era Itamar Franco, Eliseu foi ministro da Fazenda.


    Outro deputado federal que assume o mandato de senador em fevereiro é Francisco Dornelles (PFL-RJ). Ele ocupará o lugar do senador Roberto Saturnino (PT-RJ), que não disputou as eleições de 2006. Desde 1987 Dornelles tem mandato na Câmara. Ele também já esteve à frente de três ministérios: Fazenda em 1985 (governo Figueiredo), Indústria, Comércio e Turismo (de 1996 a 1998) e do Trabalho e Emprego (entre 1999 e 2002), esses últimos durante o governo de Fernando Henrique Cardoso.


    Aos 79 anos, Paulo Duque chega ao Senado com a experiência de oito mandatos de deputado estadual (de 1962 a 1998) e da atuação política no diretório municipal do PMDB do Rio de Janeiro. Segundo suplente na chapa de Sérgio Cabral, Duque assume a vaga porque o primeiro suplente, Regis Fichtner, foi nomeado chefe do Gabinete Civil no governo de Sérgio Cabral.


    Renato Casagrande (PSB) é o novo senador pelo Espírito Santo. Ele ocupará a vaga de João Batista Motta (PSDB-ES). Casagrande está atualmente em seu primeiro mandato de deputado. Na Câmara, é o líder de seu partido. Foi vice-governador de seu estado entre 1995 e 1998, além de ter sido secretário estadual de Agricultura. Casagrande foi eleito com 1,03 milhão de votos (62,37% dos votos válidos).


    Agência Senado, 10 de janeiro de 2007.

  • Governo economiza mais de R$ 1 bi com pregão eletrônico

    O governo federal economizou R$ 1,1 bilhão com o uso do pregão eletrônico, entre janeiro e novembro de 2006. O valor é a diferença de 11,7% entre o preço de referência – o preço máximo aceito pela administração – e o que efetivamente foi contratado, após a disputa on-line entre fornecedores. O movimento, no período, chegou a 8,6 bilhões.


    Além de gerar economia, o pregão eletrônico foi a modalidade de compra mais utilizada no ano passado, respondendo por 59,1% do valor das licitações. Já a concorrência foi o segundo modelo mais usado, com uma participação de R$ 3,2 bilhões.

    O governo federal economizou R$ 1,1 bilhão com o uso do pregão eletrônico, entre janeiro e novembro de 2006. O valor é a diferença de 11,7% entre o preço de referência – o preço máximo aceito pela administração – e o que efetivamente foi contratado, após a disputa on-line entre fornecedores. O movimento, no período, chegou a 8,6 bilhões.


    Além de gerar economia, o pregão eletrônico foi a modalidade de compra mais utilizada no ano passado, respondendo por 59,1% do valor das licitações. Já a concorrência foi o segundo modelo mais usado, com uma participação de R$ 3,2 bilhões. Posteriormente, aparece o pregão presencial com R$ 2,4 bilhões em aquisições. O valor total das licitações realizadas somou R$ 14,2 bilhões, incluindo carta-convite, concorrência internacional e tomada de preços.


    O pregão, somando as formas presencial e eletrônica, respondeu por R$ 11 bilhões em aquisições – 75,8% do contratado. Em número de processos de compras, foram 21.055 pregões eletrônicos – 63,6% dos procedimentos licitatórios realizados de janeiro a novembro desse ano – e 2.255 pregões presenciais – 6,8% dos processos.


    Segundo o secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna, o pregão eletrônico simplifica os processos de compras e é mais barato para a administração pública e para o fornecedor. Ele reduz o custo de participação dos fornecedores pois não exige deslocamento de funcionários e, com o aumento da concorrência, o governo obtém preços menores.


    Santanna lembrou que o pregão eletrônico é mais seguro, pois dificulta a formação dos cartéis. Outro benefício é a agilidade: “É mais simples, pois nas outras modalidades a administração precisa examinar a documentação de todos os concorrentes e no pregão eletrônico só é verificada a documentação do vencedor. Se esta não estiver de acordo, é analisada a do segundo colocado.” Assim, o pregão eletrônico é mais rápido, demora cerca de 17 dias contra os 22 dias da carta-convite, 90 dias da tomada de preços e cerca de 120 dias da modalidade concorrência.


    O que é o pregão


    O pregão eletrônico funciona como um leilão reverso, no qual a disputa ocorre com o envio de lances pela internet. Vence quem oferecer o menor preço.Nem todas as compras, porém, podem ser feitas por pregão. Ele é aplicável, conforme a lei, apenas para bens e serviços comuns, aqueles com especificação conhecida no mercado, como computadores e medicamentos. Obras de engenharia e serviços de consultoria complexos, por exemplo, não podem ser contratados, como determina a Lei de Licitações 8.666 de 1993.


    Presidência da República, 11 de janeiro de 2007.