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  • Comércio eletrônico cresceu 76% em 2006, aponta estudo

    Levantamento da empresa de marketing on-line e-Bit registra que as vendas do comércio eletrônico no Brasil tiveram forte crescimento em 2006: 76%, chegando a R$ 4,4 bilhões. A estimativa da empresa era de R$ 4,3 bilhões para o ano passado. O estudo não incluiu as vendas de passagens aéreas, automóveis e leilão virtual.

    Levantamento da empresa de marketing on-line e-Bit registra que as vendas do comércio eletrônico no Brasil tiveram forte crescimento em 2006: 76%, chegando a R$ 4,4 bilhões. A estimativa da empresa era de R$ 4,3 bilhões para o ano passado. O estudo não incluiu as vendas de passagens aéreas, automóveis e leilão virtual. O número de consumidores que fazem compras pela internet também apresentou crescimento em 2006, com alta de 46%, chegando a compor um universo de 7 milhões de brasileiros.


    Dezembro foi o melhor mês para o comércio eletrônico – assim como acontece no varejo tradicional, quando o faturamento alcançou quase R$ 600 milhões. O crescimento, de acordo com a empresa, deve continuar este ano: a projeção é de que o faturamento alcance R$ 6,4 bilhões, uma alta de 45% na comparação com o ano anterior.

  • Orçamento deve ser enviado à sanção até o final da semana

    A secretaria-geral da Mesa do Senado deverá enviar até o final desta semana à sanção do presidente da República a Lei Orçamentária da União para 2007. A revisão da redação final está sendo realizada pela Consultoria de Orçamento do Senado – um trabalho minucioso, já que foram feitas várias modificações no relatório da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização, elaborado pelo senador Valdir Raupp (PMDB-RO), emsua votação pelo Congresso no último dia 22.


    Após receber o projeto de lei orçamentária, o presidente da República tem 15 dias úteis para sancioná-lo.

    A secretaria-geral da Mesa do Senado deverá enviar até o final desta semana à sanção do presidente da República a Lei Orçamentária da União para 2007. A revisão da redação final está sendo realizada pela Consultoria de Orçamento do Senado – um trabalho minucioso, já que foram feitas várias modificações no relatório da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização, elaborado pelo senador Valdir Raupp (PMDB-RO), emsua votação pelo Congresso no último dia 22.


    Após receber o projeto de lei orçamentária, o presidente da República tem 15 dias úteis para sancioná-lo. Em caso de vetos a dispositivos do texto, a comunicação ao Congresso deve ser feita no prazo de 48 horas.


    O texto a ser enviado à sanção presidencial prevê investimentos da ordem de R$ 76,7 bilhões, dos quais R$ 27 bilhões como investimentos diretos do governo, além de outros R$ 49,7 bilhões por intermédio dos orçamentos das empresas estatais.O orçamento global para 2007 chega ao montante de R$ 1,58 trilhão e contempla previsão de arrecadação total bruta primária próxima de R$ 616 bilhões. A proposta elaborada por Raupp também fixou o salário mínimo em R$ 380 a partir de abril deste ano.


    Agência Senado, 8 de janeiro de 2007.




     

  • Chinaglia enviará propostas de gestão a deputados

    O líder do governo e candidato à Presidência da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), enviará nesta semana a todos os deputados uma carta com suas propostas de gestão para a Casa. Em anúncio feito ontem à imprensa, Chinaglia afirmou que o principal objetivo de sua administração, caso eleito, será a valorização do Legislativo.

    O líder do governo e candidato à Presidência da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), enviará nesta semana a todos os deputados uma carta com suas propostas de gestão para a Casa. Em anúncio feito ontem à imprensa, Chinaglia afirmou que o principal objetivo de sua administração, caso eleito, será a valorização do Legislativo. “É preciso valorizar o Parlamento, pois em todo o mundo a desvalorização do Legislativo resultou em ditadura”, disse.


    Chinaglia informou que está otimista em relação ao apoio do PMDB, mas ressaltou que aguarda a reunião do partido, prevista para a tarde de hoje, na qual será definido o nome que a legenda apoiará ou se o PMDB lançará candidato próprio.


    Agência Câmara, 9 de janeiro de 2007.

  • Congresso tem mais de cem vetos presidenciais pendentes

    No dia 7 de fevereiro, de acordo com a pauta do Congresso Nacional, vence o prazo de tramitação de nove vetos presidenciais. Entre esses, o Veto Parcial 13/06 ao Projeto de Lei de Conversão (PLV) 3/06 (oriundo da medida provisória 272/05), que trata do aumento das remunerações dos servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que se enquadram nas carreiras previdenciária, do Seguro Social, de perícia médica e de supervisor médico-pericial. Os novos vetos se somarão a 105 outros, pendentes de deliberação.


    O Congresso tem a prerrogativa constitucional (arts.

    No dia 7 de fevereiro, de acordo com a pauta do Congresso Nacional, vence o prazo de tramitação de nove vetos presidenciais. Entre esses, o Veto Parcial 13/06 ao Projeto de Lei de Conversão (PLV) 3/06 (oriundo da medida provisória 272/05), que trata do aumento das remunerações dos servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que se enquadram nas carreiras previdenciária, do Seguro Social, de perícia médica e de supervisor médico-pericial. Os novos vetos se somarão a 105 outros, pendentes de deliberação.


    O Congresso tem a prerrogativa constitucional (arts. 66 e 67) de discordar do presidente da República quando este se recusa a sancionar um projeto, no todo ou em parte, sob o argumento de inconstitucionalidade ou contrariedade ao interesse público. A manutenção ou rejeição do veto depende de deliberação dos deputados e senadores, em sessão conjunta, por escrutínio secreto.


    Para o veto ser rejeitado, é necessária maioria absoluta dos membros de cada uma das Casas (41 senadores e 257 deputados). A matéria cujo veto for rejeitado é enviada ao presidente da República, para promulgação.


    Porém, a Constituição estabelece que a sessão conjunta para apreciação do veto deverá ser realizada no prazo de 30 dias a contar de seu recebimento. Esgotado sem deliberação esse prazo, diz a Carta Magna que o veto será colocado na ordem do dia da sessão imediata, sobrestadas as demais proposições, até sua votação final, ressalvadas as matérias de relevância e urgência. Essa determinação não tem sido cumprida.


    Proposta de mudança


    A deliberação sobre vetos tem sido um problema no que se refere à “eficácia constitucional no âmbito do processo legislativo”, como observou o senador Marco Maciel (PFL-PE) em outubro de 2005. “Tanto isso é verdade que, sem pretendermos analisar as razões, resta sem deliberação um grande número de vetos, alguns apostos há vários anos”, disse ele.


    Atento ao fato de a Carta de 1988 não ter resolvido adequadamente o assunto, em sua opinião, o parlamentar apresentou proposta de emenda à Constituição (PEC 57/05) para permitir que os vetos sejam apreciados separadamente no Senado Federal e na Câmara dos Deputados, o que tornaria menos demorado o processo. A matéria aguarda designação do relator na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).


    Maciel observou que as reuniões do Congresso têm sido pouco freqüentes, geralmente por obstrução de algum partido ou grupo de parlamentares ou simplesmente por falta de quórum. Ele acrescentou que conferir celeridade ao processo de apreciação dos vetos é proporcionar ao país maior segurança jurídica.


    Em agosto de 2005, o Congresso Nacional derrubou pela última vez vetos do presidente da República. O presidente Lula considerou inconstitucionais os projetos de lei que concediam aumento aos servidores da Câmara e do Senado. O presidente do Congresso, senador Renan Calheiros, argumentou, no entanto, que o Legislativo possuía os recursos necessários para conceder o reajuste.


    Em 2006, apesar de nenhum veto ter sido derrubado, algumas decisões do chefe do Executivo referentes às deliberações do Congresso causaram polêmica no Senado. Foi o caso, por exemplo, do veto ao reajuste de 16,67% para aposentados e pensionistas e do veto à repactuação das dívidas rurais no Nordeste (o projeto foi convertido em medida provisória).


    Agência Senado, 8 de janeiro de 2007.

  • Caminhos do retrocesso

    Antonio Oliveira Santos Presidente da Confederação Nacional do Comércio


    Ninguém pode negar que o presidente Lula teve um desempenho positivo, em seu primeiro mandato, tendo em vista a reafirmação dos princípios democráticos que presidiram as eleições de 2006 e a consagração popular de sua eleição, com mais de 58 milhões de votos.

    Antonio Oliveira Santos Presidente da Confederação Nacional do Comércio


    Ninguém pode negar que o presidente Lula teve um desempenho positivo, em seu primeiro mandato, tendo em vista a reafirmação dos princípios democráticos que presidiram as eleições de 2006 e a consagração popular de sua eleição, com mais de 58 milhões de votos. O crescimento da economia nacional não foi auspicioso, mas é de se levar em conta a pesada herança fiscal que recebeu do Governo anterior e a crise política marcada por denúncias e escândalos, envolvendo membros do Governo, parlamentares e comissões de inquérito. Vários de seus colaboradores mais diretos foram afastados por denúncias de corrupção, além do envolvimento do PT, o partido de sua maior sustentação. Mas a verdade é que todos esses acontecimentos na área política não comprometeram a popularidade do presidente, especialmente nas classes de menor renda da população. O que não significa dizer que os problemas mais graves tenham sido resolvidos, como, por exemplo, a elevada carga tributária, que continuou aumentando, pelo simples fato de que o atual Governo continua gastando mais do que arrecada.


    Em todo esse tempo, tem-se discutido muita coisa, mas ninguém discute seriamente a necessidade de reduzir o tamanho do Estado, para poder reduzir a carga tributária, responsável pelo “freio de mão” que não deixa a economia deslanchar. Ao contrário, o presidente da República declarou, recentemente, que não vai reduzir o número de Ministérios e vai deslanchar um Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que certamente exigirá recursos cuja disponibilidade não está configurada.


    No Congresso Nacional só se discutem futilidades: aumento de salários para os congressistas, super-reajuste do salário mínimo, aumentar ou diminuir o superávit primário, alocação de bilhões de reais para as emendas dos parlamentares, além de projetos ridículos, que propõem:


    1. a obrigação de os estabelecimentos comerciais transmitirem eletronicamente as transações feitas por cartões de crédito;


    2. remuneração básica para a profissão de garçon;


    3. identificação de ligação a cobrar;


    4. sinalização reflexiva nas motocicletas;


    5. regulamentação da profissão de auxiliar de motorista autônomo de veículo rodoviário;


    6. folhetos obrigatórios em locais públicos sobre gordura trans;


    7. proibição de determinado tipo de herbicida;


    8. desconto obrigatório nas mensalidades de alunos que se dedicarem a pesquisas;


    9. criação de selo de qualidade ambiental;


    10. beneficio fiscal a firmas que utilizam plástico biodegradável;


    11. comercialização do pão francês a peso;


    12. imposto sobre serviço de transporte interestadual;


    13. auxilio financeiro da União às exportações estaduais e municipais, além da provocação racista do Estatuto da Igualdade Social.


    Ao lado dessa miuçalha improdutiva, estão os projetos das grandes reformas da Previdência Social, Agrária, Política, Trabalhista, Tributária, Ensino Universitário etc. Pergunta-se: alguém sabe qual o conteúdo e o alcance dessas reformas?


    Nem a sociedade, nem o Executivo, nem o Congresso Nacional sabem que formas definitivas dar a essas reformas. Elas não foram estudadas em profundidade, nem avaliadas com responsabilidade. Se os projetos que estão em curso no Congresso forem aprovados, qualquer um dos aqui mencionados, o Brasil vai dar um passo para trás. Será a Reforma do Retrocesso.

  • Parece super simples, mas não é

    A APROVAÇÃO quase unânime do Supersimples é sintomática do nível insuportável a que chegaram a nossa kafkiana burocracia tributária e a barafunda cruzada dos impostos municipais, estaduais e federais, cujos efeitos mais danosos vinham recaindo justamente sobre as micro e pequenas empresas, as mais vulneráveis.

    A simplificação, a desburocratização e a unificação dos impostos, a par de uma redução da tributação -que seriam a tradução econômica da modernidade-, não poderiam ter chegado em melhor hora.

    A APROVAÇÃO quase unânime do Supersimples é sintomática do nível insuportável a que chegaram a nossa kafkiana burocracia tributária e a barafunda cruzada dos impostos municipais, estaduais e federais, cujos efeitos mais danosos vinham recaindo justamente sobre as micro e pequenas empresas, as mais vulneráveis.

    A simplificação, a desburocratização e a unificação dos impostos, a par de uma redução da tributação -que seriam a tradução econômica da modernidade-, não poderiam ter chegado em melhor hora. Para todos, ou, ao menos, para quase todos.

    Sim, pois, na verdade, o Supersimples não é tão simples quanto parece, nem o sentido de modernidade que lhe é atribuído é tão exemplar assim.

    Ninguém diz, mas há muitos perdedores com a nova lei, sobre os quais pouco se tem falado e que não se transformaram em perdedores porque eram adversários; pelo contrário, alguns foram aliados de primeira hora de tudo o quanto neste país se pensou e se aspirou acerca de desenvolvimento e modernidade.

    Referimo-nos ao Sesc (Serviço Social do Comércio) e ao Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial), duramente atingidos ao se isentar as micro e pequenas empresas da contribuição que faziam para sua manutenção. Embora outros dos chamados “S” também sofram prejuízos, o impacto é maior para as entidades do comércio e serviços, setor em que predominam as empresas de pequeno porte.

    Não vamos entrar na análise da burla constitucional dessa isenção -os recursos das entidades são garantidos pelo artigo 240 da Constituição, portanto invioláveis-, num magistral gesto de cortesia feito com o chapéu alheio pelo Executivo, com o aval do Legislativo, além de contundente manifestação de desapreço para com os “S”, os quais certamente não têm para eles nenhuma relevância, mesmo que lhes dediquem homenagens protocolares de aniversário.

    É o que explicaria também o fato de nem mesmo levarem em consideração a vitória clara dessas entidades na Justiça em demanda contra outra descabida isenção feita pela receita federal no antigo Simples, que nem sequer a previa.

    Mais que vencer no campo legal, contudo, importa a essas entidades vencer no plano dos valores, pois seus compromissos com a sociedade brasileira vão muito além da letra da lei. A modernidade é um desses valores -por ironia, a mesma modernidade que parece ter inspirado o Supersimples, de tão nefasto efeito sobre elas.

    Não precisamos nos estender aqui sobre o relevante papel desempenhado pelo Sesc no desenvolvimento da cultura e da educação em nosso país -que não passa despercebido pelo cidadão medianamente informado e, menos ainda, pelos milhares de pessoas que diariamente se beneficiam de suas realizações.

    Cabe assinalar apenas que é a crença no papel transformador da cultura -papel provocativo e emulador, eu diria- que confere a essa instituição lugar de destaque entre aquelas que apontam para a modernidade. Modernidade que transparece em todos os seus programas, os quais têm merecido, de renomadas organizações internacionais, o reconhecimento que aqui tem sido cada vez mais raro.

    O mesmo se pode dizer do Senac, formando e qualificando trabalhadores para o setor terciário, inclusive para as micro e pequenas empresas. Quem perde mais com o Supersimples, entretanto, são os próprios trabalhadores dessas empresas, nas quais, aliás, se encontram os menores salários. Eles passam a constituir uma nova categoria de excluídos: aqueles que perderam seu direito ao Sesc e Senac porque suas empresas foram “beneficiadas” pelo Supersimples com a isenção.

    As empresas, em contrapartida, abdicam de sua responsabilidade social, vital para a redução das desigualdades sociais e para o desenvolvimento do país. Era contribuindo com 1,5% (calculados sobre a folha de pagamento) para o Sesc e 1% para o Senac que elas assumiam sua parcela de responsabilidade para com a sociedade brasileira, inspiradas pelo ideário das lideranças empresariais que fundaram os “S”, ideário que infelizmente parece esfumar-se nas mãos de algumas lideranças de hoje.

    De qualquer modo, Inês dorme, mas ainda não é morta. O Supersimples só entrará em vigor dentro de seis meses. É prazo suficiente para que seus autores reflitam e possam, talvez movidos agora por um genuíno espírito de modernidade, encontrar uma forma de reparar os danos provocados pelo atual texto da lei. Não se faz a omelete sem quebrar os ovos, é verdade; mas que omelete há de ser essa, quando se joga a gema fora?


    DANILO SANTOS DE MIRANDA, 63, sociólogo, especialista em ação cultural, é diretor do Departamento Regional do Sesc (Serviço Social do Comércio) no Estado de São Paulo.


     

  • Refis 3: começa a confissão de débitos

    Os contribuintes podem, a partir de hoje, informar à Receita Federal o valor dos débitos junto ao parcelamento excepcional (Paex), mais conhecido como Refis 3. O prazo vai até o dia 16 de fevereiro, às 20h. A confissão de débitos vale apenas para quem já aderiu ao Refis 3, mas que não informou os valores estimados devidos.


    Para fazer isso, o contribuinte precisa preencher ou retificar uma Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) na página da Receita.

    Os contribuintes podem, a partir de hoje, informar à Receita Federal o valor dos débitos junto ao parcelamento excepcional (Paex), mais conhecido como Refis 3. O prazo vai até o dia 16 de fevereiro, às 20h. A confissão de débitos vale apenas para quem já aderiu ao Refis 3, mas que não informou os valores estimados devidos.


    Para fazer isso, o contribuinte precisa preencher ou retificar uma Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) na página da Receita. As empresas que não são obrigadas a entregar esse documento devem fazer a confissão da dívida por meio da Declaração Paex.


    A Medida Provisória 303 permitiu o novo Refis 3, que foi iniciado em agosto encerrado no dia 15 de etembro. As empresas puderam por meio desse programa parcelar em até 130 meses os débitos tributários e previdenciários existentes até 31 de dezembro de 2005. A parcela mínima era de R$ 2 mil – e R$ 200 para pequenas e microempresas.Aderiram ao programa de parcelamentos de débitos da Receita e da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) 222 mil empresas. No caso dos débitos da Previdência, a adesão foi feita por 25,5 mil empresas.


    Malha Fina


    A Receita também liberou ontem a consulta ao primeiro lote residual da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), ano-base 2005, retida na malha fina. Foram processadas 250.994 declarações para liberação no próximo dia 15. Para a consulta, basta acessar o endereço eletrônico www.receita.fazenda.gov.br ou ligar para o Receitafone 0300 780300 e informar o número do CPF.


     

  • Brasil vai manter política fiscal

    O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, transmitiu ontem aos principais bancos centrais industrializados a mensagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a ser anunciado no final do mês, não vai arranhar sua política de estabilidade macroeconômica. Meirelles disse que o objetivo é levar a economia a crescer acima dos 3,8% já previstos sem o PAC para este ano, respeitando três pontos fundamentais: responsabilidade fiscal, inflação na meta e programa social e distribuição de renda.

    O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, transmitiu ontem aos principais bancos centrais industrializados a mensagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a ser anunciado no final do mês, não vai arranhar sua política de estabilidade macroeconômica. Meirelles disse que o objetivo é levar a economia a crescer acima dos 3,8% já previstos sem o PAC para este ano, respeitando três pontos fundamentais: responsabilidade fiscal, inflação na meta e programa social e distribuição de renda.


    O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Rodrigo Rato, fez novas sugestões ontem, depois de já ter recomendado anteontem ao governo quebrar de vez certa rigidez na economia. Desta vez, Rato sugeriu a Meirelles que o governo brasileira “reduza a arrecadação e corte despesas”, com ênfase no segundo, a fim de deixar mais recursos para o setor privado fazer investimentos. 




    O diretor do FMI argumentou que nos países que mais crescem hoje, como o Chile, o total das despesas primárias públicas é de cerca de 20% do Produto Interno Bruto (PIB) e que na China é menos ainda. Já no Brasil essa despesa é de 34% do PIB, ou seja, quase o dobro. 




    Para o FMI, o tamanho do governo do Brasil é muito grande hoje. E não há outro remédio. Para diminuir a arrecadação, é preciso gastar menos, e para gastar menos é necessário reduzir o tamanho da máquina estatal. Além de reforma tributária, Rato tem recomendado as reformas da Previdência, trabalhista, fiscal, flexibilidade no orçamento, mais concorrência no setor financeiro, martelando algo que não é palatável para boa parte de apoiadores de Lula. 




    Segundo fonte, a resposta de Meirelles foi de que essas reformas sao uma questão política para a sociedade, tanto mais que será necessário explicar por que o funcionário vai ter que trabalhar mais antes de se aposentar, por exemplo. 




    A primeira grande reunião do ano do G-10, reunindo os principais bancos centrais, com alguns emergentes importantes desta vez contou com o presidente do Federal Reserve, o BC americano, Ben Bernanke. Raramente o presidente do Fed se desloca para essas reuniões periódicas no Banco de Compensações Internacional (BIS), em Basiléia (Suíça). 




    Os banqueiros examinaram tentativas passadas de países tentarem crescer fazendo aumentar a inflação. A constatação foi de que, hoje, as nações que mais crescem no mundo têm inflação baixa. Dados do BIS ilustram a tese: a China teve inflação de 1,5% e crescimento de cerca de 10%, a Coréia de 2,5% de inflação e expansão econômica de 5%. Como sempre, há exceção para desmentir a regra: vem justamente da Argentina, com inflação de 12,8% e crescimento de 8,4%, quase três vezes mais que o do Brasil. “Conclui-se que o Brasil está no caminho certo, na medida em que país estabilizou a economia”, contou Meirelles. “Com a estabilidade, o Brasil já aumenta o patamar de crescimento. Outras medidas certamente serão necessárias para que Brasil cresça a taxas mais elevadas. Isso é o que está sendo discutido pelo governo no PAC.” 




    Banqueiros fizeram várias indagações sobre medidas para destravar a produção. Meirelles respondeu que isso está sendo objeto de discussão no governo e que não podia anunciá-las. 




    Mas ele insistiu que o PAC “não significaria irresponsabilidade fiscal ou monetária, pois o Brasil hoje não admite e não contempla desequilíbrios em sua economia, como inflação elevada ou déficit fiscais e comerciais elevados”. Esta é a mensagem que Lula levará à elite econômica global, que se reunirá no Fórum Mundial de Economia em Davos (Suíça), dentro de duas semanas. 




    O porta-voz do G-10, Jean-Claude Trichet, que é o presidente do Banco Central Europeu (BCE), deixou claro que as autoridades monetárias estão bastante otimistas sobre as perspectivas da economia para este ano, uma das “mais encorajadoras que temos observado”. 




    A mensagem em direção das economias emergentes foi de que aproveitem a atual conjuntura benigna da economia global para avançar em reformas estruturais. Disse que estabilidade monetária, solidez fiscal e reformas estruturais compensam. 

  • Gasto público aumenta 88,8% acima da inflação desde 1995

    Como presidentes, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva foram pródigos em aumentar as despesas públicas. A competição para ver quem gastou mais nos últimos 12 anos termina de certo modo empatada. No primeiro mandato do petista, as despesas não-financeiras (que não incluem pagamento de juros) do governo federal cresceram a uma média anual de 5,8% acima da inflação, um ritmo superior aos 5,2% da segunda administração do tucano, mas inferior aos 7,4% da primeira, mostram números do economista Raul Velloso.

    Como presidentes, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva foram pródigos em aumentar as despesas públicas. A competição para ver quem gastou mais nos últimos 12 anos termina de certo modo empatada. No primeiro mandato do petista, as despesas não-financeiras (que não incluem pagamento de juros) do governo federal cresceram a uma média anual de 5,8% acima da inflação, um ritmo superior aos 5,2% da segunda administração do tucano, mas inferior aos 7,4% da primeira, mostram números do economista Raul Velloso. De 1995 a 2006, essas despesas subiram 88,8% em termos reais. 


    No caso do primeiro mandato de FHC, a conta não inclui a variação dos gastos em 1995 em relação a 1994, ano em que houve hiperinflação no primeiro semestre e mudança de moeda. “O resultado fica muito distorcido por causa desses fatores”, afirma Velloso. 


    Ele vê com reservas a política fiscal dos dois presidentes, que levaram ao aumento significativo de gastos correntes (aposentadorias, pessoal, custeio da máquina, programas como o Bolsa Família), à elevação da carga tributária e à contenção do investimento. Para ele, não é possível dizer quem foi melhor ou pior do ponto de vista das contas públicas. 


    Velloso ressalva que, apesar do saldo final ruim, tanto FHC quanto Lula tomaram algumas medidas importantes na área fiscal, como a instituição da idade mínima para a aposentadoria do setor público, adotada pelo tucano, e a cobrança da contribuição previdenciária dos servidores inativos, promovida pelo petista. Atos relevantes, mas com impacto de longo prazo. Os gastos não-financeiros aumentaram de 14,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em 1999 para estimados 19,7% do PIB em 2006. 


    Nos últimos 12 anos, o que mais chama a atenção é o aumento dos gastos com benefícios previdenciários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). No governo Lula, eles cresceram 8,9% ao ano, em média, acima da variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), percentual idêntico ao do primeiro mandato de FHC, mas superior aos 5,7% do segundo governo do tucano. 


    Quando se analisam os gastos com aposentadorias como proporção do PIB, é possível notar uma aceleração forte no governo Lula. Isso se deve, lembra Velloso, aos reajustes expressivos concedidos pelo petista ao salário mínimo, que corrige dois terços dos 24 milhões de benefícios do INSS. 


    Nos oito anos de FHC, as despesas previdenciárias aumentaram 1,4 ponto percentual do PIB, de 5% para 6,4% do PIB. Lula levou quatro anos para elevá-las em 1,6 ponto – em 2006, Velloso estima que os gastos do INSS consumiram o correspondente a 8% do PIB. Como os resultados do ano fechado ainda não foram divulgados, ele estimou os números de 2006 com base na premissa de que o governo federal teve um superávit primário (a economia para pagar juros) de 2,4% do PIB e nas projeções do relatório de execução orçamentária do quinto bimestre. A meta de 4,25% do PIB é para o setor público consolidado, que inclui Estados, municípios e estatais. 


    No primeiro mandato, FHC controlou com mão de ferro os gastos com pessoal, que recuaram em média 0,07% ao ano, descontada a inflação. Em 1996, essas despesas caíram 2,3% em termos reais e em 1997, 5,3%. Em 1998, porém, houve aumento de 7,4%. 


    Velloso diz que Fernando Henrique segurou especialmente os salários dos funcionários civis do Executivo. No segundo mandato do tucano, a expansão de gastos com pessoal foi mais homogênea, com uma média anual de 5,1%. 


    Os gastos com pessoal despencaram 8,2% em termos reais no primeiro ano de mandato de Lula, basicamente por conta da ajuda da inflação. Com a manutenção dos salários nominais em 2003, a inflação, que chegou a atingir 17% no acumulado em 12 meses até maio daquele ano, corroeu o valor real. 


    Esse resultado puxa para baixo a média de aumento real de gastos no primeiro mandato de Lula para 2,1%. Em 2006, com os reajustes concedidos a diversas categorias, as despesas com pessoal devem ter subido 9,6% acima da inflação. Se FHC segurou mais as despesas com os funcionários civis do Executivo, Lula foi mais severo com os vencimentos dos militares, diz Velloso. 


    Outro grupo importante de despesas é o de investimento e outros gastos correntes (onde estão os gastos de custeio da máquina e programas como o Bolsa Família). Segundo Velloso, essa é a variável de ajuste nas contas públicas, porque aí se concentram as despesas sobre as quais o governo tem de fato controle – embora parte delas também seja obrigatória, como com saúde e educação. “Nos anos em que é necessário fazer um aperto mais forte, o investimento é que sofre mais.” 


    De 1996 para cá, as despesas não-financeiras só caíram em termos reais em 1999 (queda de 1,2%) e em 2003 (recuo de 2,5%). Não por coincidência, os anos de menor investimento – 0,38% do PIB em 1999 e 0,42% do PIB em 2003. 


    A análise das contas públicas nos últimos 12 anos mostra que FHC investiu mais do que Lula. No primeiro mandato do tucano, a média ficou em 0,57% do PIB por ano, número que subiu para 0,82% do PIB no segundo. No governo Lula, a média estimada foi de 0,54% do PIB. O aumento dos gastos correntes reduz o espaço para investimento, diz Velloso. Em 2006, ano eleitoral, o petista acelerou os investimentos, gastando o equivalente a 0,74% do PIB, segundo a organização não-governamental Contas Abertas. 


    O ex-diretor do Banco Central (BC) Alexandre Schwartsman, economista-chefe do ABN Amro para a América Latina, diz que a política fiscal do segundo mandato de FHC e a do primeiro de Lula são de fato muito parecidas. Os superávits primários foram obtidos com o expediente de aumento simultâneo de gastos e receitas e contenção de investimento. Ele nota, porém, que há uma diferença grande em relação ao que ocorreu nos primeiros quatro anos do tucano. No período, o resultado primário do governo foi fraco, chegando a mostrar déficit em 1997, de 0,3% do PIB. 


    O consultor Amir Khair ressalta que Lula termina seu primeiro mandato com um resultado nominal (que inclui os gastos com juros) bem melhor do que nos dois mandatos de FHC. Enquanto o déficit nos oito anos de governo tucano ficou na média em 7,1% do PIB por ano, o petista conseguiu reduzir o rombo para 3,5%. 


    “A qualidade do gasto público também foi melhor no governo Lula”, afirma ele, por considerar que o petista deu prioridade a despesas que levam à redistribuição de renda, como o Bolsa Família e aumentos do salário mínimo. 


    Velloso vê com reservas medidas como os reajustes elevados do salário mínimo. Como eles têm impacto nas contas da Previdência, elevam os gastos correntes, diminuindo o espaço para o investimento. “Além disso, aumentar o salário mínimo não é a melhor maneira de reduzir a pobreza”, diz, ponderando que quem recebe o piso não está entre os mais pobres. 


     


     


     




     

  • Balança tem saldo de US$ 617 milhões

    A balança comercial registrou superávit de US$ 617 milhões na primeira semana de janeiro, resultado de exportações no valor de US$ 2,023 bilhões e importações de US$ 1,406 bilhão. Ao contrário do comportamento do ano passado, quando as importações mostram-se mais fortes que as exportações, a média diária das vendas e das compras internacionais começaram o ano na mesma intensidade.

    A balança comercial registrou superávit de US$ 617 milhões na primeira semana de janeiro, resultado de exportações no valor de US$ 2,023 bilhões e importações de US$ 1,406 bilhão. Ao contrário do comportamento do ano passado, quando as importações mostram-se mais fortes que as exportações, a média diária das vendas e das compras internacionais começaram o ano na mesma intensidade. Tanto a média diária das exportações quanto a das importações tiveram crescimento de 20% na comparação com janeiro de 2006.


    Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, a média diária das vendas externas na primeira semana de janeiro, com apenas quatro dias úteis, foi de US$ 505,8 milhões, enquanto que, em janeiro de 2006, foi de US$ 421,4 milhões. O crescimento das exportações foi registrado nas três categorias de produtos: manufaturados, semimanufaturados e básicos. As vendas de semimanufaturados subiram 58,2%, por conta de catodos de cobre, açúcar em bruto, alumínio em bruto, couros e peles, ferro-ligas e ferro fundido.


    Os embarques de produtos básicos aumentaram 14,8% no mesmo período de comparação, principalmente milho em grão, minério de ferro, fumo em folhas, carne bovina, soja em grão, farelo de soja e café em grão. Os manufaturados tiveram alta 14,4%, em razão de suco de laranja congelado, álcool etílico, polímeros plásticos, tubos de ferro fundido, aparelhos transmissores e receptores, fio-máquina de ferro e aço, açúcar refinado e calçados.


    Nas importações, a média diária na primeira semana de janeiro de 2007 foi de US$ 351,5 milhões, ante US$ 293,2 milhões em janeiro do ano passado. Os dados do governo mostram que aumentaram as importações com adubos e fertilizantes, farmacêuticos, siderúrgicos, plásticos e obras, químicos orgânicos e inorgânicos, borracha e obras e automóveis e partes.