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  • Fecomércio-SP registra alta de 3% nas vendas do comércio, no Natal

    Pesquisa divulgada hoje pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo revela que as vendas do comércio varejista cresceram 3% no Natal deste ano, na capital paulista. Segundo a entidade, o resultado superou as expectativas dos empresários do setor, que acreditavam em uma alta de 2% nas vendas, na principal data de compras do ano.


    Para o presidente da Fecomércio de São Paulo, Abram Szajman, a alta, apesar de superior à esperada, foi modesta: “O crescimento nas vendas deste Natal refletiu a lenta evolução da renda, do emprego e da queda nas taxas de juros”.

    Pesquisa divulgada hoje pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo revela que as vendas do comércio varejista cresceram 3% no Natal deste ano, na capital paulista. Segundo a entidade, o resultado superou as expectativas dos empresários do setor, que acreditavam em uma alta de 2% nas vendas, na principal data de compras do ano.


    Para o presidente da Fecomércio de São Paulo, Abram Szajman, a alta, apesar de superior à esperada, foi modesta: “O crescimento nas vendas deste Natal refletiu a lenta evolução da renda, do emprego e da queda nas taxas de juros”.

  • IPC-S: inflação de 2,06% em 2006

    Calculado pela Fundação Getúlio Vargas desde janeiro de 2003, o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) encerrou o ano em alta de 2,06% – o que representa menos da metade dos 4,93% registrados em 2005.


    Dos grupos que compõem o IPC-S, o de Habitação foi o que registrou a maior desaceleração, caindo de 5,12% em 2005 para 1,27% em 2006. Os preços dos produtos do grupo Alimentação também sofreram forte retração: 0,51%, em média.

    Calculado pela Fundação Getúlio Vargas desde janeiro de 2003, o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) encerrou o ano em alta de 2,06% – o que representa menos da metade dos 4,93% registrados em 2005.


    Dos grupos que compõem o IPC-S, o de Habitação foi o que registrou a maior desaceleração, caindo de 5,12% em 2005 para 1,27% em 2006. Os preços dos produtos do grupo Alimentação também sofreram forte retração: 0,51%, em média. O item Transportes teve alta de 6,17% no ano passado, ante 9,22% apurados em 2005.


    Os demais grupos que compõem o IPC-S acumularam as seguintes variações em 2006: Vestuário (0,95%); Saúde e Cuidados Pessoais (5,45%); Educação, Leitura e Recreação (2,80%); e Despesas Pessoais (3,73%).


    O Índice de Preços do Consumidor Semanal abrange as famílias com rendimentos entre um e 30 salários mínimos dos municípios do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador e Distrito Federal.

  • Adelmir Santana vai defender livre iniciativa

    O empresário Adelmir Santana (PFL-DF), que assume a vaga do senador Paulo Octávio (PFL-DF) – eleito vice-governador do Distrito Federal – anunciou, logo após o resultado das eleições de outubro de 2006, que vai seguir, no Congresso, uma linha de defesa institucional voltada para a livre iniciativa.

    O empresário Adelmir Santana (PFL-DF), que assume a vaga do senador Paulo Octávio (PFL-DF) – eleito vice-governador do Distrito Federal – anunciou, logo após o resultado das eleições de outubro de 2006, que vai seguir, no Congresso, uma linha de defesa institucional voltada para a livre iniciativa. Morador do DF há 42 anos, o parlamentar disse ainda que irá lutar para assegurar recursos destinados ao desenvolvimento de Brasília e de suas cidades-satélites, e irá defender propostas que visem ao enxugamento da máquina administrativa.


    -Vamos caminhar em direção às reformas tributária, política, fiscal, trabalhista, sindical. Temos que diminuir o tamanho do Estado e a burocracia para facilitar investimentos e desenvolvimento – sustentou.


    Administrador de empresas, com experiência em laboratórios farmacêuticos multinacionais, Adelmir Santana é proprietário de uma rede de drogarias e dirigente do Sistema Fecomércio-DF. No Senado, disse, vai também trabalhar pela unicidade sindical e apresentar projetos destinados a dar maior impulso à atividade comercial.


    Agência Senado, 2 de janeiro de 2007.

  • Mutuário do SFH poderá contratar seguro externo

    Os mutuários do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) poderão passar a ter o direito de contratar cobertura securitária em apólice diferente do Seguro Habitacional do SFH, sem a interveniência da instituição concedente do crédito, desde que a operação preveja, obrigatoriamente, no mínimo, a cobertura relativa aos riscos de morte e invalidez permanente. O benefício está previsto em projeto de lei (PLS 24/06) do senador Paulo Paim (PT-RS) que está tramitando na Comissão de Assuntos Econômicos.


    A proposta altera a Medida Provisória 2.197-43/01.

    Os mutuários do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) poderão passar a ter o direito de contratar cobertura securitária em apólice diferente do Seguro Habitacional do SFH, sem a interveniência da instituição concedente do crédito, desde que a operação preveja, obrigatoriamente, no mínimo, a cobertura relativa aos riscos de morte e invalidez permanente. O benefício está previsto em projeto de lei (PLS 24/06) do senador Paulo Paim (PT-RS) que está tramitando na Comissão de Assuntos Econômicos.


    A proposta altera a Medida Provisória 2.197-43/01. Pelo texto em vigor, somente os agentes financeiros do SFH poderão contratar financiamentos com cobertura securitária diferente da do próprio Seguro Obrigatório do Sistema Financeiro da Habitação.


    Em sua justificativa, Paim lembra que atualmente a contratação de apólice de seguro do SFH é obrigatória, mas por não estar submetida ao contrato assinado pelos mutuários – que prevê taxa efetiva máxima de juros de 12% ao ano – é bastante onerosa, encarecendo a prestação mensal paga.


    “Durante anos, a única opção para os mutuários era a empresa seguradora ligada à própria Caixa Econômica Federal, que cobrava percentuais bastante altos pelo serviço, em alguns anos superiores a 60% da mensalidade”, afirma Paim, na justificativa ao seu projeto.


    O senador pelo Rio Grande do Sul lembra que, como resultado dessa determinação, vários mutuários entraram na Justiça para pleitear o direito de contratar livremente uma seguradora de sua conveniência, com custos “expressivamente”menores para as mesmas coberturas. Paim destaca ainda, em sua justificativa, que a MP 2.197-43/01 permitiu aos agentes financeiros do SFH contratar financiamentos onde a cobertura securitária fosse diferente da do Seguro Habitacional do Sistema Financeiro da Habitacional, mas os mutuários continuaram sem esse direito.


    “Não é por outro motivo que diversos deles (mutuários) continuam recorrendo ao Judiciário para fazer valer tal prerrogativa. Para sanar essa falha, ampliando o alcance social a que se propõe o SFH, é que propomos a presente norma”, explica o parlamentar.


    Agência Senado, 2 de janeiro de 2006.

  • Projeto permite ao locatário optar por seguro-fiança

    De autoria do senador licenciado Hélio Costa (atual ministro das Comunicações), o projeto de lei do Senado (PLS) nº 163/05 assegura ao locatário de imóvel urbano o direito de optar por seguro de fiança locatícia como garantia do contrato de locação.

    De autoria do senador licenciado Hélio Costa (atual ministro das Comunicações), o projeto de lei do Senado (PLS) nº 163/05 assegura ao locatário de imóvel urbano o direito de optar por seguro de fiança locatícia como garantia do contrato de locação. O projeto está na pauta da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), onde recebeu parecer favorável do relator, senador Rodolpho Tourinho (PFL-BA).



    A proposta de Hélio Costa acrescenta dispositivo à chamada Lei do Inquilinato (Lei nº 8.245/91), para garantir ao locatário a possibilidade de escolha pelo seguro de fiança, que não poderá ser recusado pelo locador.



    Na justificativa do projeto, o senador licenciado informa que a legislação permite atualmente três tipos de garantias para contratos de locação de imóveis urbanos: caução, fiança e seguro de fiança locatícia. Entretanto, a modalidade de garantia a ser adotado fica a critério do locador.



    Para Hélio Costa, a modalidade mais escolhida pelos locadores é a fiança, que “normalmente é prestada a título de favor”, constrangendo os locatários a procurarem parentes e amigos para serem fiadores. O atual ministro das Comunicações lembra, na justificação da proposta, que o seguro de fiança locatícia assegura ao locador o recebimento dos aluguéis devidos no caso de inadimplência do locatário.


    Agência Senado, 2 de janeiro de 2007.

  • Para Lula, violência no Rio mostra degradação da sociedade

    Em seu discurso no parlatório do Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lembrou os ataques do crime organizado no Rio de Janeiro, dizendo estar convencido de que são o resultado de um processo de degradação da sociedade brasileira, “quem sabe por problemas que devem ser resolvidos dentro da nossa própria casa”.

    Em seu discurso no parlatório do Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lembrou os ataques do crime organizado no Rio de Janeiro, dizendo estar convencido de que são o resultado de um processo de degradação da sociedade brasileira, “quem sabe por problemas que devem ser resolvidos dentro da nossa própria casa”. Para ele, se dentro da família houver desagregação, se pai e filho não se entenderem, não haverá solução.


    “A sociedade como um todo também precisa ajudar o Estado a resolver essa questão, porque eu sei que ninguém concorda com essa barbaridade feita alguns fascínoras e não deve ser tratada como crime comum”, afirmou.


    Mais difíceis

    Lula afirmou que os próximos quatro anos serão mais compensadores e mais difíceis que os últimos quatro. “Tenho noção de que já conquistamos muito, mas que, diante de décadas de carências do povo, temos a noção de que falta muito para que os brasileiros possam trabalhar, tirar férias e que seus filhos possam estudar com um ensino de qualidade”, disse.


    Minorias

    O presidente agradeceu aos trabalhadores brasileiros, que “ajudaram a consolidar a democracia e saíram às ruas para conquistar o que queriam há tempos”. “Quando fui dirigente sindical, a gente tinha dificuldade de entrar no Congresso. No Palácio do Planalto, então, nem pensar. Este palácio precisa aprender a receber as minorias”, disse.


    Lula destacou o novo aumento do salário mínimo. “Foi um dos maiores dos últimos anos”, disse, enfatizando que os trabalhadores hoje têm o Palácio do Planalto como sua própria casa. O presidente ressaltou ainda que seu governo será feito “ouvindo” a todos.


    Agência Câmara, 1 de janeiro de 2007.

  • Aldo e Chinaglia reafirmam candidaturas durante almoço

    O presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), e o líder do governo, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), candidatos à Presidência da Casa no início da próxima legislatura, estiveram em almoço (2/1) no qual o deputado Ricardo Berzoini (PT-SP) reassumiu o comando do PT, três meses após se afastar do cargo em razão de suspeita de estar envolvido no episódio da tentativa de compra do dossiê contra políticos do PSDB nas últimas eleições.


    A sucessão da presidência da Câmara foi um dos principais assuntos discutidos durante o almoço, ao qual compareceram parlamentares e ministros do p

    O presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), e o líder do governo, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), candidatos à Presidência da Casa no início da próxima legislatura, estiveram em almoço (2/1) no qual o deputado Ricardo Berzoini (PT-SP) reassumiu o comando do PT, três meses após se afastar do cargo em razão de suspeita de estar envolvido no episódio da tentativa de compra do dossiê contra políticos do PSDB nas últimas eleições.


    A sucessão da presidência da Câmara foi um dos principais assuntos discutidos durante o almoço, ao qual compareceram parlamentares e ministros do partido e da base aliada.


    Berzoini, Chinaglia e Rebelo conversaram por cerca de 30 minutos. Mas ao final, mesmo com o pedido de acordo por uma candidatura única, e a um mês da eleição para a Presidência da Câmara, os dois candidatos na disputa não recuaram de suas posições.


    O presidente da Câmara, Aldo Rebelo, anunciou que tem apoios tanto no governo quanto na oposição. “A minha candidatura hoje pertence aos partidos e aos deputados da base do governo e da oposição que a ela manifestaram apoio”, afirmou.


    O líder do governo, Arlindo Chinaglia, considerou as duas candidaturas legítimas. “Eu acho que temos que trabalhar com os fatos. Acho que o deputado Aldo tem todo direito e legitimidade, como as bancadas que me apóiam também têm e eu também tenho. Portanto é prematuro fazer uma definição a priori”, disse.


    Candidatura única

    Já o ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, também presente ao almoço, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem conversado com os dois candidatos da base aliada em busca de um entendimento por uma candidatura única que considera ideal para o sucesso da coalizão política.


    Tarso arriscou um prazo para a definição. “Reafirmo que ambos têm total legitimidade para apresentar suas candidaturas. Mas tenho a absoluta certeza de que no fim da segunda semana de janeiro, ou até o dia 20, por aí, teremos uma candidatura única”, ressaltou.


    O presidente do PT, Ricardo Berzoini, disse confiar na boa relação que o partido mantém com o PCdoB para chegar a um acordo que não coloque em risco a coalizão da base do governo. Mas não descartou a disputa. “O PT não tem por que declarar que abre mão, nem que não abre. O PT participa do processo político. A disputa não está descartada, mas não é desejável. Desejável é ter um candidato único da base e se possível um candidato único da Câmara”, declarou.


    A eleição para a presidência da Câmara será realizada no dia 1º de fevereiro.


    Agência Câmara, 3 de janeiro de 2007.

  • Presidente Lula assina MP que regulamenta o Fundeb

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou na manhã de quinta-feira (28/12) a medida provisória que regulamenta a Lei do Fundo

    de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais de Educação (Fundeb). O novo fundo entrará em vigor em 2007 e, quando totalmente implantado, em 2010, garantirá cerca de R$ 55,8 bilhões para o ensino a 48,1 milhões de estudantes, da pré-escola ao ensino médio.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou na manhã de quinta-feira (28/12) a medida provisória que regulamenta a Lei do Fundo

    de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais de Educação (Fundeb). O novo fundo entrará em vigor em 2007 e, quando totalmente implantado, em 2010, garantirá cerca de R$ 55,8 bilhões para o ensino a 48,1 milhões de estudantes, da pré-escola ao ensino médio. Deste total, R$ 50,7 bilhões serão aportados por estados e municípios e R$ 5,1 bilhões da União, beneficiando 860 mil alunos de creches, cerca de 4,1 milhões da pré-escola, 34,1 milhões do ensino fundamental e 9 milhões do ensino médio.


    O Fundeb substitui e amplia a abrangência do atual Fundo de

    Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef), implantado em 1998 e restrito ao ensino fundamental.


    Com vigência de 14 anos, o fundo terá novas fontes de recursos e uma

    participação gradual e maior de impostos federais, estaduais e

    municipais. A estimativa do Ministério da Educação (MEC) é de que já em 2007 a União repasse ao Fundeb R$ 2 bilhões, valor que crescerá para R$ 3 bilhões em 2008, R$ 4,5 bilhões em 2009 e R$ 5,1 bilhões em 2010.


    A distribuição dos recursos terá como base o número de alunos da

    educação básica. Será estabelecido um valor mínimo por estudante,

    dependendo da etapa e modalidade de ensino, garantindo um mínimo de qualidade de ensino aos alunos dos estados mais pobres da Federação. Pelo menos 60% dos recursos do Fundeb, repassados a estados e municípios, deverão ser aplicados na remuneração do Magistério (direção, administração escolar, planejamento, inspeção, supervisão e orientação educacional). O restante poderá ser utilizado para manutenção e desenvolvimento da educação; construção, ampliação e reforma de escolas; aquisição de equipamentos e material didático; transporte escolar e formação de profissionais, entre outros.


    Segundo o ministro da Educação, Fernando Haddad, o Fundeb vem

    completar o tripé que sustenta a educação no País, ao abranger a questão do financiamento. Os dois outros itens, avaliação e formação de professores, já vêm recebendo atenção do governo federal, com a

    divulgação dos resultados de cada escola obtidos na Prova Brasil e a

    implantação da Universidade Aberta do Brasil, respectivamente.


    Presidência da República, 2 de janeiro de 2007.

  • Estimativa de crescimento do PIB em 2006 é reduzida para 2,74%

    Pesquisa semanal do Banco Central – divulgada hoje no boletim Focus – registra que na última semana de 2006 as apostas para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) foram reduzidas de 2,76% para 2,74% pelos analistas do mercado financeiro. No começo de dezembro do ano passado, a previsão de crescimento era de 2,86%. Já a projeção para 2007 é de uma alta de 3,5%. A estimativa do BC é de crescimento do PIB na ordem de 3,8% em 2007, com expansão em todos os setores da economia, à exceção de serviços.

    Pesquisa semanal do Banco Central – divulgada hoje no boletim Focus – registra que na última semana de 2006 as apostas para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) foram reduzidas de 2,76% para 2,74% pelos analistas do mercado financeiro. No começo de dezembro do ano passado, a previsão de crescimento era de 2,86%. Já a projeção para 2007 é de uma alta de 3,5%. A estimativa do BC é de crescimento do PIB na ordem de 3,8% em 2007, com expansão em todos os setores da economia, à exceção de serviços.


    Também foi mantida na última semana de 2006 a expectativa do mercado em relação à taxa básica de juros (Selic) para 2007: 11,75%. A taxa atual é de 13,25%, e o mercado espera para janeiro um corte de 0,25%. A previsão de inflação para o primeiro mês do ano foi mantida em 0,40%, no caso do IPCA e IGP-M, e reduzida de 0,40% para 0,38% para o IGP-DI. Para o IPC-Fipe, a previsão permaneceu em 0,44%.

  • No primeiro ano, PIB abaixo de 5%

    Após um ano com crescimento econômico frustrante, a expectativa para 2007 é de leve melhora no desempenho do Produto Interno Bruto (PIB). A promessa de crescimento de 5% no primeiro ano do segundo mandato do governo Lula está mais uma vez longe de ser cumprida, na avaliação de especialistas. A projeção média de 100 analistas de mercado, pelo Relatório Focus, do Banco Central, é de uma alta de 3,5% do PIB este ano, mas há economistas ainda menos otimistas.

    Após um ano com crescimento econômico frustrante, a expectativa para 2007 é de leve melhora no desempenho do Produto Interno Bruto (PIB). A promessa de crescimento de 5% no primeiro ano do segundo mandato do governo Lula está mais uma vez longe de ser cumprida, na avaliação de especialistas. A projeção média de 100 analistas de mercado, pelo Relatório Focus, do Banco Central, é de uma alta de 3,5% do PIB este ano, mas há economistas ainda menos otimistas. O próprio BC já divulgou sua estimativa de que o PIB cresça 3,8% em 2007, com expansão em todos os setores da economia, à exceção de serviços.


    No terceiro trimestre de 2006, o PIB cresceu apenas 0,5% em relação ao trimestre imediatamente anterior, na série com ajuste sazonal, e 3,2% comparação com o terceiro trimestre de 2005. Nos 12 meses até setembro, o PIB cresceu apenas 2,3%. Apesar da boa notícia de alta de 6% dos investimentos entre janeiro e setembro de 2006, ainda não é possível prever uma expansão muito expressiva do PIB em 2007.


     


    ciclo positivo.”É verdade que entramos em um ciclo de crescimento positivo e contínuo e não vejo chances de aborto em 2008 ou 2009, mas não vejo grande chance de aceleração do PIB em 2007. Nossa estimativa é de uma alta de 2,8% do PIB este ano. A economia continuará crescendo, mas não vai ser um estouro da boiada”, afirma o professor do Ibmec e economista da MB Associados, Sérgio Vale. Ele define sua expectativa em relação a 2007 como realista e aponta que projeções mais próximas dos 4% são otimistas demais e dificilmente serão concretizadas.


    A expectativa por um crescimento em torno dos 3% é compartilhada pela professora da FGV Management Virene Roxo Matesco. Para a economista, não foram criadas as condições necessárias para uma expansão mais significativa do PIB e o preço será mais um ano de crescimento fraco.


    “Para alcançar altas e continuadas taxas de crescimento da economia e da renda per capita ao longo do tempo é necessário, antes de tudo, elevar a participação da formação bruta de capital fixo no PIB para níveis superiores a 25%. O Brasil não foi preparado para crescer acima de 3%, não basta o governo querer. Não houve investimento”, aponta Virene.


    Tampouco está mais animado o professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP) Fábio Kanczuk. Para avançar o crescimento em um ritmo superior ao atual, e de forma sustentada, é preciso fazer reformas, defende. “O principal é mexer no tamanho do Estado. Começam a aparecer sinais que o pacote econômico que será anunciado em janeiro trará poucas novidades e talvez troque seis por meia dúzia”, diz ele, que não acredita em alta do PIB muito além de 3%.


    O mercado interno será o principal motor da economia brasileira em 2007, puxado pela indústria e pelo varejo, na avaliação de Kanczuk. Entre os setores citados por ele como os de maior potencial, estão a construção civil, vestuário e calçado, setor automobilístico, alimentos e higiene e limpeza. “O ano de 2007 será determinado pelo mercado interno”, destaca.


    Agropecuária em alta e indústria com o dólar de freio


    Após dois anos de crise, a agropecuária manterá em 2007 a recuperação já apresentada em 2006. A demanda mundial deve permanecer forte, com expectativa de bons preços para a maior parte das commodities. O milho e a carne bovina devem ser as commodities de maior destaque. A estimativa de Sérgio Vale é de uma alta de 3% na agropecuária em 2007, confirmando a franca recuperação.


    O desempenho da indústria também tende a melhorar em 2007, impulsionado pela melhoria da renda, expansão do emprego e do crédito. Um dos destaques será a construção civil, que favorecida pelo crédito e pelas medidas de desoneração tributária do governo deve acelerar sua expansão este ano.


    O câmbio apreciado, embora estável, será a principal razão para a moderada aceleração da produção industrial em 2007. Se por um lado vai mais uma vez prejudicar o desempenho das exportações em volume, por outro continuará afetando a competitividade da economia, deslocando a produção doméstica por bens importados. A projeção da MB Associados é de aumento de 3,5% do PIB da indústria em 2007, após uma alta estimada em 3% em 2006.


    UFRJ prevê 3,8% e faz contraponto em tom otimista

    Com um tom mais otimista, o Grupo de Conjuntura do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) considera que é possível atingir uma taxa de crescimento de 3,8% do PIB em 2007. Para isso, as condições são um cenário externo ainda favorável, uma taxa de câmbio estável, certa folga da capacidade produtiva da economia por causa do aumento do investimento em curso, uma inflação novamente abaixo do centro da meta e a continuidade da redução da taxa Selic, que deve chegar a 11,25% em dezembro, segundo projeção do grupo.


    Em documento, no entanto, o grupo destaca que a restrição mais forte ao crescimento em 2007 continuará sendo a apreciação cambial e a conseqüente contribuição negativa das exportações líquidas para o PIB. A avaliação é de que, diante do atual nível de utilização da capacidade instalada (inferior ao de 2004), o aumento do investimento em curso e a perspectiva de uma expansão não muito elevada em 2007, não se espera que o aumento do PIB seja contido por restrição de oferta.


    “A expectativa é de que o desempenho do PIB continue fraco. O resultado em 2007 deve ser melhor que o de 2006, mas ficará muito aquém dos 5% prometidos pelo governo. Acredito que a alta deve ficar em torno dos 3,5%, que é o limite de crescimento sem pressionar a demanda”, explica o professor do Ibmec Antonio Carlos Assumpção.


    Para ele, há capacidade ociosa na economia permitindo a ampliação da produção industrial e a esperada queda dos juros deve estimular a demanda doméstica. O componente do PIB de maior destaque deve ser o consumo.