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  • Vendas de Natal voltam a cair no Rio

    O faturamento de Natal deste ano está 2,1% abaixo do verificado em 2005, que já havia apresentado queda de 1,2% ante o ano precedente, de acordo com a pesquisa divulgada ontem pela Federação do Comércio do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ). Entre os empresários entrevistados, 45,1% promoverão liquidação dos seus estoques em janeiro de 2007. Segundo a pesquisa, o volume de produtos vendidos (56,6%) no Natal foi o menor desde 2001. O desempenho negativo foi observado no segmento de CDs (10,3%), por fazer parte do ranking de mercadorias mais pirateadas, e os acessórios (-5,4%).

    O faturamento de Natal deste ano está 2,1% abaixo do verificado em 2005, que já havia apresentado queda de 1,2% ante o ano precedente, de acordo com a pesquisa divulgada ontem pela Federação do Comércio do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ). Entre os empresários entrevistados, 45,1% promoverão liquidação dos seus estoques em janeiro de 2007. Segundo a pesquisa, o volume de produtos vendidos (56,6%) no Natal foi o menor desde 2001. O desempenho negativo foi observado no segmento de CDs (10,3%), por fazer parte do ranking de mercadorias mais pirateadas, e os acessórios (-5,4%). Apenas o setor de eletroeletrônico registrou alta na receita, de 2,9%. Na entrevista realizada com consumidores, a forma de pagamento mais utilizada foi o cartão de crédito, com 70,7%, seguido pelo pagamento à vista e o cheque pré-datado (23,3%), carnê ou débito programado (5,8%). O valor do tíquete médio por consumidor aumentou 9,34%, passando de R$107,15 no Natal de 2005 para R$ 117,16 este ano. Para a pesquisa da Fecomércio-RJ, foram entrevistados 650 donos de estabelecimentos comerciais de nove setores.

  • Vendas de Natal crescem 5% no Mato Grosso, segundo da Fecomércio-MT

    A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso acaba de divulgar pesquisa que revela um aumento de 5% nas vendas que antecedem o Natal, na comparação com dezembro de 2005. O mês de novembro surpreendeu, ficando melhor que 2005, com elevação de 4% nos negócios. De acordo com o Departamento de Pesquisas Econômicas da entidade, o desempenho do mês é considerável, mas no acumulado do ano o saldo é negativo, na ordem de 10,31%, em relação ao período de janeiro a dezembro do ano passado.

    A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso acaba de divulgar pesquisa que revela um aumento de 5% nas vendas que antecedem o Natal, na comparação com dezembro de 2005. O mês de novembro surpreendeu, ficando melhor que 2005, com elevação de 4% nos negócios. De acordo com o Departamento de Pesquisas Econômicas da entidade, o desempenho do mês é considerável, mas no acumulado do ano o saldo é negativo, na ordem de 10,31%, em relação ao período de janeiro a dezembro do ano passado.


     “Os consumidores resolveram, antecipar suas compras, o que não é uma tendência, e o aumento nas vendas de novembro, foi superior, em relação ao ano passado. Se isto for somado ao percentual de dezembro, teremos um resultado de quase 10% de crescimento, nos últimos dois meses do ano”, afirma o presidente da Fecomércio-MT, Pedro Nadaf. O empresário destaca também que o setor soma resultados negativos há 24 meses, pois em 2005 foi 8,63% inferior, tomando-se por base 2004. A última alta registrada foi de 2004, em relação a 2003, que teve um percentual positivo de 10,26%.


    As taxas de juros e o mal desempenho na produção agrícola regional e no extrativismo de madeira são alguns dos motivos para o fechamento negativo das vendas no ano e para a estagnação dos empregos no estado. A Fecomércio/MT trabalhou com dados estatísticos do levantamento feito com trezentas empresas do setor de 11 municípios do estado.


     

  • Assinado acordo para reajuste do salário mínino

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou hoje, durante cerimônia no Palácio do Planalto, o acordo que reajusta de R$ 350 para R$ 380,00 o valor do salário mínimo e corrige em 4,5% a tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). A negociação prevê uma política de reajuste de longo prazo do salário mínimo conforme a variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes, acrescido da inflação do período.


    O presidente elogiou a negociação sobre o tema com as centrais sindicais: “É uma discussão histórica”, destacou.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou hoje, durante cerimônia no Palácio do Planalto, o acordo que reajusta de R$ 350 para R$ 380,00 o valor do salário mínimo e corrige em 4,5% a tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). A negociação prevê uma política de reajuste de longo prazo do salário mínimo conforme a variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes, acrescido da inflação do período.


    O presidente elogiou a negociação sobre o tema com as centrais sindicais: “É uma discussão histórica”, destacou. Lula também destacou que toda vez que forem apresentadas propostas visando ao crescimento econômico deve haver uma vinculação com a distribuição de renda. O presidente sinalizou ainda que não irá aceitar novamente que o Congresso tente dar um aumento maior ao salário mínimo do que o que foi acordado. De acordo com o Ministério do Trabalho, o reajuste do salário mínimo vai injetar R$ 8,5 bilhões na economia brasileira no próximo ano.


     

  • Consumidor fecha 2006 com otimismo, segundo pesquisa da FGV

    O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) apresentou alta de 2,2% de novembro para dezembro (de 109,3 para 111,7 pontos), de acordo com a Fundação Getúlio Vargas. No mesmo intervalo de 2005 o índice havia apresentado alta de 0,6%, para 103,6 pontos.

    O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) apresentou alta de 2,2% de novembro para dezembro (de 109,3 para 111,7 pontos), de acordo com a Fundação Getúlio Vargas. No mesmo intervalo de 2005 o índice havia apresentado alta de 0,6%, para 103,6 pontos. O consumidor está mais otimista tanto em relação à atual situação econômica quanto em relação às expectativas de futuro: em relação ao presente o ICC avançou 3,3%, de 103,7 para 107,1 pontos; já o indicador de expectativas teve aumento de 1,5% – de 112,4 para 114,1 pontos.


     


    A proporção de consumidores que avaliam a situação financeira atual da sua família como boa aumentou de 16,4% para 18,8%, enquanto a dos que consideram ruim diminuiu de 15,6% para 13,8%. Em relação às perspectivas para os próximos seis meses, houve aumento de 36,1% para 39,4% da parcela dos consumidores que esperam melhora na situação financeira familiar. O índice recuou de 3% para 2,8% entre os que dizem acreditar em piora.

  • Procon-SP: juro mensal de empréstimos e do cheque especial recuam em 2006

    O juro mensal médio dos empréstimos recuou 0,03 ponto percentual de 2005 para 2006 – de 5,39% para 5,36% ao mês, respectivamente; já as taxas relativas ao uso do cheque especial apresentaram queda de 0,05 ponto percentual, passando de 8,25% para 8,20% ao mês.

    O juro mensal médio dos empréstimos recuou 0,03 ponto percentual de 2005 para 2006 – de 5,39% para 5,36% ao mês, respectivamente; já as taxas relativas ao uso do cheque especial apresentaram queda de 0,05 ponto percentual, passando de 8,25% para 8,20% ao mês. Estes são os principais resultados da pesquisa que o Procon-SP realizou junto a 10 instituições financeiras (HSBC, Banespa, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Itaú, Santander, Nossa Caixa, Banco Real e Unibanco).


     


    No empréstimo pessoal, o ano iniciou com uma taxa média, entre os bancos pesquisados, de 5,42%. No cheque especial, no início do ano os juros estavam, na média, em 8,31% ao mês.

  • Fecomércio-RJ: liquidações no comércio do Rio em 2007

    Pesquisa da Federação do Comércio do Rio de Janeiro revela que os empresários da Região Metropolitana do Rio de Janeiro vão começar o próximo ano com promoções: 45,1% dos entrevistados pretendem liquidar estoques de mercadorias em janeiro de 2007. O levantamento foi realizado em 26 de dezembro, com 650 gerentes dos setores de Roupas, Calçados, Acessórios, Lembranças, Brinquedos, CDs, Artigos de Perfumaria, Eletroeletrônicos e Telefonia Celular – ramos de atividades que historicamente estão no topo da lista de intenção de compras dos consumidores.

    Pesquisa da Federação do Comércio do Rio de Janeiro revela que os empresários da Região Metropolitana do Rio de Janeiro vão começar o próximo ano com promoções: 45,1% dos entrevistados pretendem liquidar estoques de mercadorias em janeiro de 2007. O levantamento foi realizado em 26 de dezembro, com 650 gerentes dos setores de Roupas, Calçados, Acessórios, Lembranças, Brinquedos, CDs, Artigos de Perfumaria, Eletroeletrônicos e Telefonia Celular – ramos de atividades que historicamente estão no topo da lista de intenção de compras dos consumidores.


    O setor de roupas é o que mais vai apostar na queima dos estoques. Ao revés, telefonia celular é o que menos oferecerá promoções. Com o balanço de Natal aquém das expectativas – o volume do estoque vendido, 56,6%, foi o menor desde 2001-, as promoções ganham fôlego; o estudo apurou ainda queda de 2,1% na estimativa de faturamento do Natal na Região Metropolitana, retração mais acentuada do que o -1,2% de 2005.


    O resultado negativo, segundo a Fecomércio-RJ, pode ter ligação com o comércio informal e a pirataria, tendo em vista que os piores desempenhos foram observados nos segmentos de CDs (-10,3%) e acessórios (-5,4%) – muitas vezes comprados no mercado informal. Apenas o setor de eletroeletrônicos registrou alta na receita, de 2,9%. A forma de pagamento mais utilizada foi o cartão de crédito (segundo 70,7% dos entrevistados), seguido por pagamento à vista (23,3%) e cheque pré-datado, carnê ou débito programado (5,8%).


     

  • Comissão aprova inspeção periódica em tanques e gasodutos

    A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável aprovou na semana passada, com emenda, a obrigatoriedade de inspeção periódica dos tanques de armazenamento de combustíveis automotivos e dos gasodutos subterrâneos, situados em propriedades públicas e privadas.

    A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável aprovou na semana passada, com emenda, a obrigatoriedade de inspeção periódica dos tanques de armazenamento de combustíveis automotivos e dos gasodutos subterrâneos, situados em propriedades públicas e privadas. A medida está prevista no Projeto de Lei 2154/03, de autoria do Deputado Coronel Alves (PL-AP).


    A emenda feita pelo relator, deputado Jorge Pinheiro (PL-DF), determina que a inspeção seja feita a cada dois anos em tanques novos e anualmente em tanques antigos, ou seja, aqueles construídos “com materiais sujeitos à corrosão pelo contato com o combustível nele depositado ou com o solo”. O relator ressaltou o fato de as falhas em tanques de postos de abastecimento e em oleodutos oferecerem riscos à população e ao patrimônio público e privado, como explosões e incêndios.


    Laudo técnico

    A inspeção deverá ser realizada por empresas públicas ou privadas credenciadas por órgão competente. Elas deverão emitir laudos técnicos, que permanecerão na entidade vistoriada à disposição do público. A entidade cujos tanques ou gasodutos forem vistoriados deverá fixar em local de fácil visualização a data em que foi realizada a vistoria.


    As empresas credenciadas para realização da inspeção não poderão manter vínculos com distribuidores de combustíveis, fabricantes de tubos, gasodutos, tanques de armazenamento e outros itens empregados em postos de revenda de combustíveis e oleodutos. Todos os custos decorrentes das vistorias serão bancados pelas empresas ou entidades vistoriadas.


    Tramitação

    O projeto foi rejeitado anteriormente pela Comissão de Minas e Energia. O texto seguirá agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e, em seguida, pelo Plenário.


    Agência Câmara, 26 de dezembro de 2006.

  • Projeto estimula concorrência para financiamento imobiliário

    O início da nova legislatura no Senado, em fevereiro de 2007, pode trazer novidades para o mercado imobiliário. Tramita na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) projeto de lei (PLS 298/06) que permite ao mutuário trocar a instituição financeira responsável pelo financiamento. A proposta é de iniciativa do senador Paulo Paim (PT-RS).


    O projeto acrescenta dispositivo à Lei nº 10.931/04, editada com o objetivo de reduzir os riscos envolvidos nessas operações e expandir o crédito imobiliário.

    O início da nova legislatura no Senado, em fevereiro de 2007, pode trazer novidades para o mercado imobiliário. Tramita na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) projeto de lei (PLS 298/06) que permite ao mutuário trocar a instituição financeira responsável pelo financiamento. A proposta é de iniciativa do senador Paulo Paim (PT-RS).


    O projeto acrescenta dispositivo à Lei nº 10.931/04, editada com o objetivo de reduzir os riscos envolvidos nessas operações e expandir o crédito imobiliário. A medida sugerida por Paim possibilita ao mutuário a troca de um financiamento imobiliário por outro de menor custo. Assim, uma nova instituição financeira quitaria a dívida em nome do mutuário, que, simultaneamente, celebraria novo contrato de financiamento com a instituição pagadora.


    Para estimular a concorrência nessa área, Paim propõe ainda que a nova instituição financeira possa computar o saldo credor assumido para efeito do cumprimento da exigência de aplicação dos recursos captados em depósitos de poupança. Na CAE, o projeto tem como relator o senador Romero Jucá (PMDB-RR).


    Agência Senado, 27 de dezembro de 2006.

  • Congresso Nacional: recesso vai até 31 de janeiro

    Com a aprovação do Orçamento na última sexta-feira (22), o Congresso Nacional entrou em recesso até 31 de janeiro. Durante esse período, as atividades parlamentares estarão a cargo da Comissão Representativa, composta por oito senadores, 17 deputados e seus suplentes.


    No dia 1º de janeiro, o Congresso vai se reunir para a cerimônia de posse do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva.

    Com a aprovação do Orçamento na última sexta-feira (22), o Congresso Nacional entrou em recesso até 31 de janeiro. Durante esse período, as atividades parlamentares estarão a cargo da Comissão Representativa, composta por oito senadores, 17 deputados e seus suplentes.


    No dia 1º de janeiro, o Congresso vai se reunir para a cerimônia de posse do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva. Em 1º de fevereiro, será realizada a posse dos parlamentares eleitos em outubro, data em que se inicia a próxima legislatura.


    Os deputados que integram como titulares a comissão representativa são: Gilmar Machado (MG), Rubens Otoni (GO) e Walter Pinheiro (BA), do PT; Mauro Benevides (CE), Pedro Chaves (GO) e Tadeu Filipelli (DF), do PMDB; Alberto Fraga (DF) e Francisco Rodrigues (RR), do bloco PFL/Prona; Bismarck Maia (CE) e Ronaldo Dimas (TO), do PSDB; Feu Rosa (ES) e Márcio Reinaldo Moreira (MG), do PP; Jackson Barreto (SE), do PTB; Luciano Castro (RR), do PL; Gonzaga Patriota (PE), do PSB; Miro Teixeira (RJ), do PDT; e Agnelo Queiroz (DF), do PCdoB.


    Agência Câmara, 27 de dezembro de 2006.

  • Shoppings faturam R$ 58,3 bilhões

    JULIANO WLADIMIR CAPATO

    DO JORNAL DO COMMERCIO




    As vendas nos shoppings de todo o Brasil cresceram 5% neste Natal em relação a igual período do ano passado. O desempenho fez o faturamento real do setor (descontado a inflação), ao longo do ano, passar de R$ 55,3 bilhões em 2005 para R$ 58,3 bilhões em 2006, uma alta de 5,42%.

    JULIANO WLADIMIR CAPATO

    DO JORNAL DO COMMERCIO




    As vendas nos shoppings de todo o Brasil cresceram 5% neste Natal em relação a igual período do ano passado. O desempenho fez o faturamento real do setor (descontado a inflação), ao longo do ano, passar de R$ 55,3 bilhões em 2005 para R$ 58,3 bilhões em 2006, uma alta de 5,42%. De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Lojistas de Shoppings (Alshop), Nabil Sahyoun, o aumento só não foi maior devido à grande concorrência das lojas de rua, os chamados “shoppings a céu aberto”; ao fechamento dos estabelecimentos durante os jogos da seleção brasileira na Copa do Mundo de Futebol; ao reajuste das tarifas públicas e ao crescimento nas vendas dos setores imobiliário e automotivo.


    Durante a Copa, muitas lojas fecharam duas horas antes dos jogos e reabriram, em média, duas horas depois. “Isto prejudicou o faturamento, pois a população não ia aos shoppings neste horário. Já com a compra de imóveis e carros, há uma tendência normal de gastos menores dos consumidores no comércio”, declarou Sahyoun.


    Conforme o executivo, mesmo com estes fatores negativos, o crescimento é considerado bom, tanto que ao longo deste ano foram abertas 2.634 novas lojas. “Juntos, os novos pontos de venda somaram R$ 1,8 bilhão em faturamento”, disse. Com as inaugurações, os 622 shoppings tradicionais, temáticos, outlets, de atacado e rotativos passaram a contar com 76.922 lojas em 2006, ante 74.288 lojas em 601 empreendimentos, em 2005.


    Por regiões, o Sudeste ainda possui o maior número de lojas, com 43.887, mais de três vezes a quantidade do segundo colocado, o Sul, com 14.188 lojas. O Nordeste possui 11.783, o Centro-Oeste, 5.817; e o Norte, 1.247. Ao se levar em conta a divisão dos shoppings por regiões, o Sudeste também lidera o ranking nacional, com 335 centros de compras em atividade. O Sul vem logo depois, com 130, seguido pelo Nordeste, 102; Centro-Oeste, 42; e Norte, 13.


    Com relação ao número de empregos, o setor possui 831.400 trabalhadores diretos. Somente no final deste ano, foram oferecidas 85 mil vagas temporárias. Segundo Sahyoun, em média, 25% das novas ocupações tornam-se efetivas e, para o próximo ano, deverão ser criados 30 mil postos de trabalho.


    Para 2007, o presidente da Alshop aguarda incremento de R$ 4,1 bilhões na receita do setor, prevendo encerrar o ano com R$ 62,4 bilhões em faturamento real e entre 632 e 636 shoppings em funcionamento após a inauguração de dez a 14 novos empreendimentos no período. “Sinais da economia em 2007 já trazem a expectativa de bons resultados. A segunda gestão do presidente Lula deverá estar mais experiente administrativa e politicamente. Aliada à redução das taxas de juros, os lojistas esperam o cumprimento de compromissos como as reformas tributárias, administrativa, política e previdenciária”, afirmou.


    NATAL DOS IMPORTADOS. O presidente da Alshop destacou a forte procura neste Natal pelos produtos importados, entre eles, mercadorias dos setores brinquedos, informática e eletrônicos.


    Nas lojas de brinquedos, por exemplo, nas quais 70% dos produtos são importados, especialmente aqueles com mais tecnologia, o faturamento deste ano foi 8% maior se comparado a igual período de 2005. “As vendas de computadores também tiveram bom desempenho. A queda do dólar e a democratização dos produtos ocasionaram a redução dos preços finais ao consumidor em cerca de 25%”, calculou Sahyoun.


    Além dos importados, também foram registradas boas vendas de mercadorias nacionais como eletrônicos, televisores, eletrodomésticos, telefones celulares, produtos para cama, mesa e banho, livros, jóias e bijuterias. Sobre o setor de vestuário, responsável por 50% da oferta de produtos nas lojas dos shoppings, o aumento nas vendas foi de 10% neste Natal. O tíquete médio girou na casa dos R$ 50. Com as lojas de grife, o valor médio das compras pulou para R$ 150.


    As vendas de calçados aumentaram em torno de 12% este ano. O valor médio das vendas de marcas mais acessíveis foi de R$ 80. Já nos estabelecimentos de grife, os consumidores gastaram, aproximadamente, R$ 150, em média. O último mês do ano representa 25% do faturamento de alguns lojistas de roupas e calçados.


    De acordo com Sahyoun, as grandes redes tiveram o melhor desempenho nos shoppings, pois representam 30% das lojas em operação. Os 70% restantes são prestadoras de serviços e estabelecimentos de menor porte. “Os lojistas tiveram boas vendas e estão preparados para mais, pois os locais permanecerão lotados até o próximo dia 31devido às tradicionais liquidações e saldões pós-Natal. Além disso, não podemos nos esquecer das trocas e, por conseqüências, das novas vendas”, disse.


    Esta semana, conforme Sahyoun, os lojistas estão esperançosos com aumento da procura por lingeries, roupas, camisas, sapatos e outros produtos brancos para o Réveillon.


    INVESTIMENOS. O presidente da Alshop comentou ainda sobre a aposta de grandes grupos nacionais e estrangeiros no setor, como o investimento de R$ 600 milhões pela americana Developers Diversifield, em parceria com a portuguesa Sonae Sierra e Inplanta Engenharia. “Outras associações como a dos fundos canadenses Cadillac Fairview e Ivanhoe Cambridge com as brasileiras Multiplan e Ancar envolvem recursos cujos valores parciais somam algo em torno de R$ 160 milhões”. A Multiplan e a Ancar controlam e administram 20 grandes centros de compras no país.


    De acordo com Sahyoun, nos próximos quatro anos, serão investidos R$ 5,95 bilhões em capital nacional e estrangeiro para construir 89 novos shoppings. Deste total, 61 empreendimentos já estão com obras em andamento. O restante ainda está em fase de projetos.