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  • Diminui o medo de perder emprego

    O medo do brasileiro de perder o emprego diminuiu em dezembro, conforme pesquisa trimestral divulgada na última quinta-feira pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que mediu o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec).

    O medo do brasileiro de perder o emprego diminuiu em dezembro, conforme pesquisa trimestral divulgada na última quinta-feira pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que mediu o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec). A entidade destacou que o Indicador de Medo de Desemprego atingiu 108,9 pontos neste mês, o que representou novo recorde da série, iniciada em 1996.


    De acordo com o gerente-executivo da Unidade de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, o resultado, apesar de representar alta de 4,1% sobre setembro de 2006 e de 14,9% sobre dezembro de 2005, é considerado bastante positivo, pois a interpretação do Indicador de Medo do Desemprego é diferente dos demais índices que compõem o Inec. “Quanto maior o indicador, menor o medo do desemprego”, explicou Castelo Branco.


    Quanto à expectativa para os próximos seis meses, os consumidores se mostraram um pouco mais divididos sobre o assunto neste intervalo de tempo. Para 44%, o desemprego vai aumentar, contra 32% que esperam diminuição e 24% que aguardam manutenção do cenário.


    O mesmo foi verificado quanto à expectativa de inflação no mesmo período. Segundo a CNI, 44% esperam aumento, 20% diminuição e 35% manutenção.


    De acordo com Castelo Branco, esta interpretação não preocupa e tampouco representa uma tendência, já que o cenário econômico brasileiro atual é de inflação baixa, que mantém o poder de compra da população, juntamente com o aumento da renda, e estimula as expectativas positivas em geral. Isto, segundo a CNI, foi apresentado pelo Inec de dezembro, que avançou 9,8% sobre dezembro de 2005 e 1,2% sobre setembro de 2006.


    Outro dado da pesquisa aponta que o brasileiro está mais otimista com seu futuro do que em trimestres anteriores. Segundo a CNI, o Inec atingiu 111,9 pontos neste mês, crescimento de 9,8% ante dezembro de 2005 e de 1,2% sobre setembro de 2006.


    Na avaliação da CNI, o forte crescimento apurado em dezembro de 2005 foi motivado pelas expectativas positivas da população quanto à evolução da renda, influenciada pelo aumento do salário mínimo e dos benefícios sociais, além da inflação estável. Quanto à comparação com setembro, a entidade destacou que a elevação é normal, por causa do otimismo com 2007.


    Outro fato importante destacado pela entidade foi a alta de 8%, em dezembro de 2006, sobre a média dos meses de dezembro, que é de 103,8 pontos. Em dezembro de 2003, por exemplo, o Inec atingiu 105,4 pontos.


    Renda. O indicador relativo à expectativa da renda do consumidor em geral atingiu 117,1 pontos, resultado 14,3% superior ao de dezembro de 2005 e 5,1% superior ao recorde anterior da série, registrado em setembro de 2006, de 111,4 pontos. Da mesma forma, o índice relativo à expectativa de evolução da própria renda também evidencia o otimismo do consumidor: alcançou 113,9 pontos, uma expansão de 10,5% sobre o de dezembro de 2005 e 5,3% superior ao valor recorde anterior, de setembro de 2006 (110,8 pontos).


    Quanto à 2007, os consumidores brasileiros também mostraram otimismo. O índice de perspectivas para o ano alcançou 121,5 pontos, resultado 7,3% superior ao registrado em dezembro de 2005 e 8,6% maior que o de setembro de 2006. Entre os entrevistados, 49% responderam que esperam um ano “bom”; 46% um ano “muito bom”; 3% “ruim”; e 2% “muito ruim”.

    O índice que mede a satisfação com a vida atingiu 104,4 pontos em dezembro. Na comparação com dezembro de 2005, houve alta de 5%. Já em relação a setembro de 2006, houve crescimento de 2,1%.


    Compras. Segundo a CNI, os consumidores pretendem aumentar suas compras no próximo trimestre. O indicador de compras alcançou 103,6 pontos e manteve-se praticamente estável na comparação com setembro (aumento de apenas 0,5%), mas apresentou a quinta variação positiva trimestral consecutiva e cresceu 5,9% ante dezembro de 2005.


    O Inec é calculado pela CNI a partir dos dados obtidos por sondagem trimestral do Ibope, conduzida em todo o território nacional. A pesquisa do quarto trimestre foi feita com 2.002 pessoas entre os dias 7 e 10 deste mês.


     


     

  • Vendas pela internet crescem 30%

    As vendas pela internet devem ter aumento de 30% em dezembro comparado aos meses anteriores de 2006, impulsionado pelas compras de Natal, segundo pesquisa realizada pelo WEBTraffic, empresa de tecnologia em marketing on-line. A comemoração religiosa é responsável por cerca de 18% do faturamento do ano inteiro e o resultado positivo coroa o acréscimo das vendas on-line este ano, que de acordo com dados da e-bit, deve atingir um faturamento na casa dos R$ 4,3 bilhões, crescimento nominal de mais de 70% em relação a 2005.

    As vendas pela internet devem ter aumento de 30% em dezembro comparado aos meses anteriores de 2006, impulsionado pelas compras de Natal, segundo pesquisa realizada pelo WEBTraffic, empresa de tecnologia em marketing on-line. A comemoração religiosa é responsável por cerca de 18% do faturamento do ano inteiro e o resultado positivo coroa o acréscimo das vendas on-line este ano, que de acordo com dados da e-bit, deve atingir um faturamento na casa dos R$ 4,3 bilhões, crescimento nominal de mais de 70% em relação a 2005.


    O presidente da WEBTraffic, Eric Daniel, afirmou que a aumento do número de usuários com acesso à rede, crescimento na confiança dos clientes na segurança dos sites e a agilidade do meio são fatores que explicam os dados favoráveis. “A venda pela internet foi acolhida pelo consumidor. O cliente não tem que enfrentar fila nem trânsito para comprar um presente de qualidade com bom preço. Os usuários que já faziam suas operações pela rede estão aumentando a freqüência de compras”.


    Segundo ele, atualmente, não existe elitização no acesso ou nas compras via computador e a internet já é considerada um veículo de massa, com penetração em todas as classes sociais. “As lojas têm produtos para todos os tipos de cliente. Encontramos produtos de primeira linha, de segunda linha, mais baratos que nas lojas convencionais, com facilidade de pagamento e acesso ao produto sem ter que comprar sem sair de casa”.


    Este público compra mais itens eletroeletrônicos e de informática e o cartão de crédito é o meio de pagamento mais utilizado – usado em 60% das operações, segundo as administradoras de cartões -, seguido por boletos bancários, depósitos e transferência bancárias.


    O Magazine Luiza calcula crescimento acima do mercado no Natal, com aumento de 100% nas vendas deste ano, em comparação com o ano passado. O gerente de E-commerce do Magazine Luiza, Flávio Dias Fonseca, contou que os produtos mais vendidos são celulares e itens de informática, com destaque para microcomputadores, notebooks e monitores de LCD. As vendas de brinquedos também tiveram crescimento importante.


    “O mercado está crescendo, a penetração da banda larga e a diversidade dos meios de pagamento deram força para as vendas”, afirmou. Além disso, a empresa investiu em ofertas e promoções com parcelamento em até 12 vezes, sem juros, nos cartões de crédito, para compras a partir de R$ 299 e 10% de desconto na compra de produtos, por meio de boleto bancário. O desconto foi dado para incentivar as compras à vista com o boleto, já que os pagamentos com cartão de crédito chegam a 85%.


    A Livraria Siciliano também deve conseguir resultados positivos no fim de ano. A venda do Natal pode ultrapassar a registrada em 2005 em 30% e, em todo ano, deve crescer 36%. Segundo o coordenador de e-commerce, Diego Cola, a concorrência do setor é muito acirrada e a luta pelo cliente acaba sendo ganha pelo menor preço.


    Para disputar o mercado com as gigantes do setor – como a Americanas.com que não divulga número de faturamento – , a rede deixou de vender apenas livros e agora oferece também CDs e DVDs. Os livros ainda são o carro-chefe e, por isso, ao contrário das outras varejistas, a Siciliano alcança seu pico de vendas no primeiro trimestre do ano, graças as compras escolares no período de volta às aulas.


     

     

  • Tabela do IR terá correção de 4,5% em 2007

    Na maior derrota já sofrida pela atual equipe econômica, o governo concordou ontem em elevar o salário mínimo para R$ 380 e corrigir a tabela do Imposto de Renda em 4,5% em 2007. As medidas comprometeram o Orçamento do próximo ano e o pacote de estímulo ao crescimento econômico.


    Conforme acordo fechado na madrugada entre as centrais sindicais e os ministros Luiz Marinho (Trabalho) e Nelson Machado (Previdência), o mínimo será reajustado em abril de 2007.

    Na maior derrota já sofrida pela atual equipe econômica, o governo concordou ontem em elevar o salário mínimo para R$ 380 e corrigir a tabela do Imposto de Renda em 4,5% em 2007. As medidas comprometeram o Orçamento do próximo ano e o pacote de estímulo ao crescimento econômico.


    Conforme acordo fechado na madrugada entre as centrais sindicais e os ministros Luiz Marinho (Trabalho) e Nelson Machado (Previdência), o mínimo será reajustado em abril de 2007. A cada ano, o aumento será antecipado em um mês, até a data chegar a 1ª de janeiro, em 2010.


    De 2008 em diante, o índice de reajuste será a soma do crescimento econômico de dois anos antes e a inflação medida pelo INPC dos 11 meses desde o reajuste anterior. Ou seja, o primeiro aumento real baseado na nova regra deverá ficar em torno dos 2,8% estimados para o crescimento do Produto Interno Bruto neste ano.


    Também até 2010, quando se encerra o segundo mandato do presidente Lula, a tabela do IR das pessoas físicas terá correções anuais de 4,5%, equivalentes à atual meta de inflação perseguida pelo Banco Central. Até então, previam-se correções de 3% em 2007 e 2008.


    Ao chancelar o acordo com as centrais, Lula desautorizou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que, apoiado por Paulo Bernardo (Planejamento), trabalhou por um reajuste menor do mínimo e contra a correção da tabela do IR. Ainda ontem à tarde, no Senado, Mantega chegou a dizer que não havia decisão de governo sobre o mínimo de R$ 380.


    Mantega defendia que o salário subisse de R$ 350 para R$ 367 no próximo ano, em vez dos R$ 375 previstos no projeto de Orçamento do próximo ano, em tramitação no Congresso. O argumento é que esse seria o valor correto se aplicada a legislação atual -reajuste pela variação da renda per capita mais inflação. No início da noite, porém, Marinho e Machado foram ao Congresso para acertar com o relator do Orçamento, senador Valdir Raupp (PMDB-RO), os novos valores para o mínimo e a tabela do IR. O novo texto da lei orçamentária deverá ser votado até o final da semana pelo Congresso.


    Impacto


    O impacto das duas medidas tornará ainda mais difícil para o governo cumprir seu objetivo de reduzir as despesas permanentes para ampliar os investimentos em infra-estrutura.


    De acordo com as estimativas oficiais, os R$ 5 acrescentados à proposta inicial de reajuste do salário mínimo elevarão os gastos do ano que vem em cerca de R$ 900 milhões (descontado o ganho de arrecadação, a conta fica em R$ 850 milhões), enquanto a correção mais generosa da tabela do Imposto de Renda reduzirá a receita em R$ 200 milhões.


    Para acomodar às pressas os novos valores no texto do Orçamento, Raupp já indicou que recorrerá ao mais tradicional expediente do Congresso: uma reestimativa da arrecadação esperada para 2007. O artifício deverá levar o governo federal a, como também é praxe, promover um bloqueio de gastos no início do ano -e, sempre segundo os costumes orçamentários, as vítimas principais serão os investimentos.

     


     


     

  • Mantega foi derrotado, dizem representantes de sindicalistas

    Sindicalistas que participaram da reunião que resultou em um novo valor para o salário mínimo (R$ 380) e na correção da tabela do Imposto de Renda afirmaram ontem que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi “derrotado”.

    Cerca de 30 representantes de sete centrais sindicais -CUT, Força Sindical, CGT, CAT, CGTB, SDS e Nova Central-, os ministros Luiz Marinho (Trabalho) e Nelson Machado (Previdência), secretários e técnicos das duas pastas participaram da reunião que selou o reajuste após cinco horas e meia de negociação.

    Mantega era um dos representantes do governo que mais resistia

    Sindicalistas que participaram da reunião que resultou em um novo valor para o salário mínimo (R$ 380) e na correção da tabela do Imposto de Renda afirmaram ontem que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi “derrotado”.

    Cerca de 30 representantes de sete centrais sindicais -CUT, Força Sindical, CGT, CAT, CGTB, SDS e Nova Central-, os ministros Luiz Marinho (Trabalho) e Nelson Machado (Previdência), secretários e técnicos das duas pastas participaram da reunião que selou o reajuste após cinco horas e meia de negociação.

    Mantega era um dos representantes do governo que mais resistia a aumento superior a R$ 367. Há uma semana, disse que não poderia haver “aumento grande por causa do impacto nas contas da Previdência”.

    Mantega chegou a negar, no Senado, que o governo havia fechado posição no reajuste. “O ministro pode dizer o que quiser, mas foi derrotado”, afirmou Paulo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical.

    “O fato é que Mantega nos atropelou nas negociações. Foi negociar direto com o Congresso um mínimo de R$ 375 e ficou nos “bombardeando’”, disse. As negociações foram acompanhadas de perto pelo presidente. “Marinho e Lula conversaram várias vezes pelo celular até por volta da meia-noite. O acordo seria levado ao presidente para que ele batesse o martelo”, afirmou Paulinho.

    Para a CUT, o acordo está selado e é positivo. “Foi negociado acordo que traz avanços, como a política de valorização combinando reajuste pela inflação e pelo PIB”, disse Artur Henrique da Silva Santos, presidente da central. A assinatura deve ocorrer na terça-feira.


     

  • Governo central tem déficit em novembro

    O governo central, que reúne o Tesouro Nacional, o Banco Central a Previdência Social, registrou déficit de R$ 157 milhões em novembro, o primeiro desde dezembro de 2005. O número ficou abaixo das projeções de analistas econômicos, que projetavam resultados positivos em torno de R$ 1 bilhão. O secretário do Tesouro, Carlos Kawall, disse que não houve surpresas para o governo, que esperava um número próximo do equilíbrio. 




    “O resultado veio em linha com o cumprimento da meta de superávit primário de 4,25% do PIB em 2006”, afirmou.

    O governo central, que reúne o Tesouro Nacional, o Banco Central a Previdência Social, registrou déficit de R$ 157 milhões em novembro, o primeiro desde dezembro de 2005. O número ficou abaixo das projeções de analistas econômicos, que projetavam resultados positivos em torno de R$ 1 bilhão. O secretário do Tesouro, Carlos Kawall, disse que não houve surpresas para o governo, que esperava um número próximo do equilíbrio. 




    “O resultado veio em linha com o cumprimento da meta de superávit primário de 4,25% do PIB em 2006”, afirmou. Segundo ele, existe certa folga para o cumprimento da meta e, se for necessário, serão feitos os ajustes nesse fim de ano. 




    Kawall disse que, de janeiro a outubro, o setor público federal (Tesouro, Previdência e estatais) havia feito um superávit de R$ 66,2 bilhões, frente uma meta nominal de R$ 65,1 bilhões para o período. Sobre novembro, o que se tem conhecimento, até agora, é o resultado do governo central – que registrou déficit de R$ 157 milhões. Ajustado por esse número negativo, o superávit acumulado altera pouco, ficando em R$ 66 bilhões, com uma folga de R$ 1 bilhão em relação à meta. 




    Amanhã, lembrou Kawall, o BC divulgará as estatísticas mais completas do superávit primário, incluindo as estatais federais. “Vamos aguardar o número. Se as estatais derem uma contribuição mais positiva, o Tesouro pode gastar mais um pouco em dezembro.” Se o desempenho não for positivo, afirmou, o Tesouro terá que fazer um aperto maior nos gastos. 




    No resultado de janeiro a outubro, as estatais mostraram desempenho aquém do esperado. O governo central produziu um superávit primário R$ 8,8 bilhões acima do que estava previsto, enquanto as estatais apresentaram um primário R$ 7,8 bilhões abaixo da meta. No consolidado federal, o governo central compensou o fraco resultado das estatais. 




    Kawall disse que o fato de o governo ter antecipado o pagamento da primeira parcela do 13º salário dos aposentados em setembro faz com que, em dezembro, a despesa fique menor em cerca de 0,3 ponto percentual do PIB – o que facilita o cumprimento da meta para o ano. 




    Segundo ele, o superávit acumulado no ano está abaixo do resultado correspondente de 2005 apenas por causa da antecipação do 13º. De janeiro a novembro desse ano, o primário chega a 2,94% do PIB, ante 3,23% do PIB em idêntico período de 2005. A diferença é de 0,29 ponto do PIB, muito parecida com a antecipação de gasto provocada pelo pagamento do 13º em setembro. 




    Os dados divulgados pelo Tesouro mostram que, na comparação do PIB, o governo aumentou sua arrecadação, e também os gastos. A receita cresceu de 24,56% para 25,6% do PIB, sempre na comparação dos períodos de janeiro a novembro de 2005 e de 2006. A despesa total cresceu de 17,09% para 18,26% do PIB. 




    O déficit da Previdência em novembro, de R$ 2,886 bilhões, caiu em relação a outubro, quando somou R$ 3,043 bilhões. Houve crescimento de R$ 108 milhões na receita bruta, puxada pela contribuição do Simples, e queda de R$ 56 milhões na despesa com benefícios. 




     

  • Mantega confirma que governo reduzirá superávit primário

    Em depoimento ontem no Senado, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, confirmou que a meta do superávit primário do governo central (economia para o pagamento dos juros) nos próximos anos será reduzida. Ao responder a uma pergunta do líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM), Mantega admitiu que o governo vai descontar, pela primeira vez, os gastos com o Projeto Piloto de Investimentos (PPI) da meta do superávit. ‘De quanto será a redução?’, quis saber Virgílio.

    Em depoimento ontem no Senado, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, confirmou que a meta do superávit primário do governo central (economia para o pagamento dos juros) nos próximos anos será reduzida. Ao responder a uma pergunta do líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM), Mantega admitiu que o governo vai descontar, pela primeira vez, os gastos com o Projeto Piloto de Investimentos (PPI) da meta do superávit. ‘De quanto será a redução?’, quis saber Virgílio. ‘Teoricamente todo o PPI pode ser deduzido do superávit’, respondeu Mantega.


    A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) autoriza o governo a abater do superávit primário do governo central (Tesouro, Previdência e Banco Central) todas as despesas com o PPI. Até hoje essa regra não foi utilizada, embora já tenha dois anos. O superávit do governo central previsto para 2007 é de 2,45% do Produto Interno Bruto (PIB) e a meta para todo o setor público é de 4,25% do PIB.


    Na defesa do uso do PPI para reduzir o superávit, Mantega disse que o governo da Inglaterra utiliza mecanismo semelhante. O ministro lembrou também que o PPI foi exaustivamente discutido com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Ele confirmou que o governo vai elevar os recursos para o PPI no próximo ano. ‘Estamos caminhando para elevar o PPI para 0,5% do PIB.’ A proposta orçamentária prevê 0,2% do PIB.


    Mantega admitiu que o governo não tem investido todos os recursos destinados ao PPI, mas disse que este ano a execução ficará próxima a 0,1% do PIB, ante uma previsão do Orçamento de 0,15% do PIB. Em seguida, o ministro fez uma profissão de fé: ‘Se eu continuar à frente do Ministério, cada vez mais a meta do PPI será alcançada’, garantiu.


    Mesmo admitindo a redução do superávit, o ministro da Fazenda garantiu que o governo Lula, no segundo mandato, manterá o compromisso com o equilíbrio das contas públicas e com a responsabilidade fiscal. ‘O fundamental é que o governo continue perseguindo a redução da dívida pública em relação ao PIB.’


    Mantega foi convidado a ir ao Senado para apresentar as linhas gerais da política econômica no segundo mandato de Lula. Ele disse que a política de metas de inflação será mantida, mas anunciou uma ‘flexibilização’ da política monetária.


    Segundo Mantega, não há necessidade de uma política monetária ‘mais severa’ neste momento, porque a inflação está abaixo da meta prevista para 2007. ‘A meta de 4,5% é adequada porque permite que a taxa de juros continue em queda e, assim, crescimento maior.’


    No segundo mandato, segundo Mantega, o governo perseguirá ‘tenazmente’ um crescimento mais robusto da economia. Por isso, segundo o ministro, o pacote de medidas dará ênfase à desoneração dos investimentos. Na parte fiscal, a idéia é controlar o ritmo de crescimento das despesas correntes, para abrir espaço a mais investimentos públicos e redução da carga tributária.


    O ministro argumentou que o fundamental, neste momento, é dar previsibilidade para o comportamento das despesas. Fonte da área econômica revelaram que serão propostas apenas duas regras para as despesas públicas. A primeira prevê que a folha dos servidores dos três Poderes será corrigida pelo IPCA, mais aumento real de 1,5% ao ano. A segunda prevê que o salário mínimo será corrigido pelo IPCA mais um aumento equivalente ao crescimento real do PIB. Com essas regras, que valerão para o segundo mandato, a equipe econômica prevê que as despesas correntes crescerão 3,5% ao ano, bem inferior aos 9% do primeiro mandato.


     


     

  • IPCA-15 do ano é o menor desde 98

    O Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) fechou 2006 em 2,96%, a menor taxa anual apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) desde o 1,66% de 1998. O IPCA-15 é uma espécie de prévia do IPCA, referência para as metas de inflação do governo, que deverá variar 3% no ano, segundo a coordenadora de índices de preços do instituto, Eulina Nunes dos Santos.

    O Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) fechou 2006 em 2,96%, a menor taxa anual apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) desde o 1,66% de 1998. O IPCA-15 é uma espécie de prévia do IPCA, referência para as metas de inflação do governo, que deverá variar 3% no ano, segundo a coordenadora de índices de preços do instituto, Eulina Nunes dos Santos. O centro da meta definida pelo Banco Central (BC) para o ano é de 4,5%.


    O IPCA-15 e o IPCA, cujas taxas de dezembro e anual serão apresentadas em janeiro, são calculados com a mesma metodologia, mas com período de coleta diferente. Em dezembro, a variação do IPCA-15 foi de 0,35%, abaixo do resultado de 0,37% em novembro.


    Eulina disse que o resultado do IPCA de dezembro poderá ser semelhante ao IPCA-15 do mês. ‘Podemos imaginar, com os resultados do IPCA-15, que os alimentos provavelmente virão abaixo do resultado de novembro e a pressão dos transportes será mais profunda no IPCA de dezembro’, disse.


    A taxa de dezembro teve como principal contribuição individual de alta os reajustes dos ônibus urbanos (aumento de 2,01% e influência de 0,07 ponto porcentual). Os grupos que mais contribuíram para a taxa foram alimentos (alta de 0,48% e 0,10 ponto percentual de contribuição), transportes (0,46% e 0,10 ponto percentual) e vestuário (1,02% e 0,06 ponto percentual).


    Dólar


    No ano, o IPCA-15 contou com o dólar como fator fundamental para conter a inflação, segundo Eulina. Itens importantes nas despesas familiares tiveram variação reduzida ou deflação no acumulado de 2006, como alimentos (1,07%), energia elétrica (0,14%), higiene pessoal (0,53%), telefone fixo (- 0,85%), limpeza (- 2,35%), álcool (- 1,58%) e telefone fixo (0,85%. As maiores altas foram apuradas em ônibus urbanos (5,43%), habitação (3,05%), vestuário (5,44%), saúde, cuidados pessoais (5,91%) e despesas pessoais (7,07%).


    Thadeu de Freitas, economista do Ibmec e ex-diretor do BC, concorda que o dólar baixo foi crucial para conter a inflação em 2006 e será também no próximo ano.


    Para ele, o resultado do IPCA-15 no ano, bem abaixo da meta, mostra que o BC ‘não teve mira boa para a meta’ e reduziu os juros básicos (Selic) de maneira muito mais lenta do que o necessário, pressionando os juros reais (Selic menos inflação em 12 meses).


     


     

  • Em dez anos, renda do trabalhador cai 12,7%, aponta IBGE

    O rendimento médio do trabalhador brasileiro caiu 12,7% entre 1995 e 2005, período em que houve aumento na participação da mulher no mercado de trabalho, o envelhecimento da população e a diminuição, ainda que insuficiente, da defasagem escolar no país. Os dados constam de levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre indicadores socioeconômicos divulgado ontem. 


    De acordo com a pesquisa, ao longo destes dez anos verificou-se uma redução das diferenças no mercado de trabalho brasileiro.

    O rendimento médio do trabalhador brasileiro caiu 12,7% entre 1995 e 2005, período em que houve aumento na participação da mulher no mercado de trabalho, o envelhecimento da população e a diminuição, ainda que insuficiente, da defasagem escolar no país. Os dados constam de levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre indicadores socioeconômicos divulgado ontem. 


    De acordo com a pesquisa, ao longo destes dez anos verificou-se uma redução das diferenças no mercado de trabalho brasileiro. Em 1995, o rendimento dos 10% mais ricos do país era 21,2 vezes maior que a renda dos 40% mais pobres. Já em 2005, a relação caiu para 15,8 vezes. Houve também durante o período um aumento no número de trabalhadores com carteira assinada. Por outro lado, o rendimento dos empregados sem carteira aumentou 5,1%, passando de R$ 466,40 para R$ 490,20. Entre 2004 e 2005, houve um ligeiro aumento na proporção de mulheres em cargos de direção no país, com destaque para a região de Brasília, onde as mulheres respondem por 8% do universo de dirigentes em geral. 


    Segundo o IBGE, o Brasil já tem quase 18,1 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, o equivalente a 9,9% da população. Em relação a 1995, o número de idosos cresceu em mais de cinco milhões. A parcela de idosos que mais aumentou no período foi a de pessoas com 80 anos ou mais de idade. No ano passado, 2,4 milhões de brasileiros se enquadravam nesta faixa etária. A população brasileira de idosos já supera a de países com destacados programas de assistência à terceira idade, como Itália, França e Espanha. 


    Segundo a pesquisa, as famílias brasileiras estão cada vez menores. No período de 1995 a 2005, o percentual de família formadas por casal com filhos caiu de 56,6% para 48,5%. De acordo com o instituto, a mudança no padrão da organização das famílias brasileiras é observada em decorrência da queda na fecundidade e do crescimento no número de famílias chefiadas por mulheres. Fatores como o crescimento da participação das mulheres no mercado de trabalho podem ter ocasionado mudanças na estrutura das famílias brasileiras: o número das que eram chefiadas por mulheres cresceu 35%, no período. Esse aumento vem ocorrendo mesmo nas famílias onde há a presença do cônjuge. 


    O IBGE revelou que a defasagem escolar diminuiu no país entre 1995 e 2005, mas ainda é considerada muito elevada, se comparada com padrões internacionais. No ano passado, 14,4% dos jovens entre 18 e 24 anos ainda estavam cursando o ensino fundamental e 37,3% o ensino médio. A taxa de analfabetismo funcional – pessoas que possuem menos de quatro anos de estudos completos, de acordo com o conceito do IBGE – ficou em 23,5% em 2005. A taxa de frequência escolar dos jovens de 15 a 17 anos, por sua vez, ficou em 81,7% – aumento de 15% em comparação a 1995. 


    “Os números ainda são muito elevados, embora estejam melhorando. A gente tem um problema de qualificação no Brasil. O tempo médio na escola é muito elevado. Apenas 53% concluem a oitava série e 88,7% acabam a quarta série”, ressaltou a coordenadora-chefe de indicadores sociais do IBGE, Ana Lúcia Saboya. A desigualdade de acesso à escola permanece e é acentuada entre os jovens. Em 2005, a freqüência escolar estava praticamente universalizada em todo o país, na faixa etária de 7 a 15 anos. Já entre as pessoas com 15 anos ou mais de idade, a taxa era de 11% em 2005. 

      


     


     


     

  • Fecomércio-SP prevê aumento de vendas modesto no Natal

    Pesquisa da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP) mostrou leve alta de 2% no faturamento com as vendas de Natal, na comparação com o mesmo período de 2005. A sondagem, que foi realizada nos dias 15, 16 e 18 de dezembro com 120 empresários do comércio na capital paulista, indicou que as lojas de bens duráveis tiveram queda de 0,6% no faturamento, enquanto as de semiduráveis apresentaram alta de 2,1% no período.


    O desempenho do comércio no Natal deste ano foi considerado “modesto” pela Fecomércio-SP.

    Pesquisa da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP) mostrou leve alta de 2% no faturamento com as vendas de Natal, na comparação com o mesmo período de 2005. A sondagem, que foi realizada nos dias 15, 16 e 18 de dezembro com 120 empresários do comércio na capital paulista, indicou que as lojas de bens duráveis tiveram queda de 0,6% no faturamento, enquanto as de semiduráveis apresentaram alta de 2,1% no período.


    O desempenho do comércio no Natal deste ano foi considerado “modesto” pela Fecomércio-SP. O presidente da entidade, Abram Szajman, criticou o fraco crescimento da renda e as altas taxas de juros para o consumidor. “Dessa forma, o consumo continuou a ser sustentado pela oferta de crédito. Isso limita a expansão das vendas, uma vez que a grande maioria dos consumidores precisa endividar-se para ir às compras”, disse, acrescentando que “vendas maiores dependem de crescimento efetivo da renda, mais empregos e juros menores”.


    O levantamento da Fecomércio-SP captou um aumento do ceticismo dos empresários com relação ao desempenho das vendas no Natal. A maioria (66%) manteve os estoques em níveis iguais ou inferiores aos do ano passado, enquanto um terço (33%) apostou em vendas maiores. No ano passado, 39% afirmaram aumentar os estoques e 60% indicaram que mantiveram ou diminuíram os estoques.


    Segundo a entidade, o otimismo dos empresários também pode ser visto com relação à contratação de temporários: 28% abriram vagas, contra 72% dos empresários que mantiveram o quadro de funcionários inalterado. Dos que contrataram, 80% informaram que chamaram até dois funcionários extras. A Fecomércio-SP destacou, no entanto, que 67% das empresas indicaram que costumam efetivar os temporários.


    Apenas uma pequena parcela (7%) dos empresários disse que investiu em ações publicitárias para aumentar as vendas de Natal, resultado muito inferior ao verificado em 2005, quando 35% dos comerciantes informaram investir em publicidade.


    Um destaque da pesquisa foi o aumento da participação do pagamento à vista como forma de pagamento, que passou de 17% no ano passado para 41% neste ano. Em seguida, apareceu o cartão de crédito (28% dos entrevistados, ante 33% em 2005); seguida pelo parcelamento no cartão (19% dos empresários, ante 22% no ano passado).


     

     

  • Inadimplência das empresas cresce 6,5% até novembro

    A inadimplência das empresas cresceu 6,5% no acumulado de janeiro a novembro deste ano, em relação a igual período do ano passado, segundo o Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Jurídica. Os principais motivos para a alta no ano foram a permanência da taxa de juros real em patamar elevado, o crescente número de consumidores endividados, a menor rentabilidade das empresas exportadoras devido à valorização do real e a concorrência com os produtos importados, segundo a Serasa.

    A inadimplência das empresas cresceu 6,5% no acumulado de janeiro a novembro deste ano, em relação a igual período do ano passado, segundo o Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Jurídica. Os principais motivos para a alta no ano foram a permanência da taxa de juros real em patamar elevado, o crescente número de consumidores endividados, a menor rentabilidade das empresas exportadoras devido à valorização do real e a concorrência com os produtos importados, segundo a Serasa.


    Em novembro de 2006, a alta na inadimplência das pessoas jurídicas foi de 3,6% na comparação com outubro deste ano. Quando comparada a novembro de 2005, no entanto, o número de dívidas vencidas das empresas recuou 7,4%.


    De acordo com o indicador, os cheques sem fundo ultrapassaram os títulos protestados na representatividade da inadimplência das empresas, chegando a 39,5% este ano. Em novembro do ano passado, o peso dos cheques sem fundo das pessoas jurídicas foi de 39,1%. O segundo índice na representatividade do indicador foi o de títulos protestados, quem em novembro deste ano teve um peso de 39,2% na inadimplência das empresas. No décimo primeiro mês de 2005, a participação dos protestos havia sido de 40,7%.


    Com o menor percentual, ficaram as dívidas com os bancos que registraram pouca influência no peso da inadimplência das pessoas jurídicas, 21,3% em novembro de 2006, superando a participação de igual período do ano passado, que foi de 20,2%. O valor médio das dívidas calculadas pelos bancos chegou a R$ 3.697,24.


    Cheques 


    Com base nos cálculos realizados pela Serasa, o indicador de dividas com cheques sem fundo nos 11 meses de 2006 permaneceu praticamente estável quando comparado a igual período do ano passado. A queda foi de apenas 0,7%. Já o valor das dívidas com os bancos aumentou 16,3%. O valor médio dos títulos protestados também registrou estabilidade no acumulado de janeiro a novembro de 2006, frente ao igual período de 2005. A queda ficou em 0,4%.


     


    Para o assessor econômico da Serasa, Carlos Henrique de Almeida, a variação percentual do número de inadimplências este ano é considerada normal, pois reflete o desenvolvimento econômico em que se encontra o país, na busca por taxas de juros mais acessíveis seguido da estruturação das empresas para fornecer melhores condições de pagamento ao consumidor.


    Segundo os técnicos da Serasa, a concessão de crédito sem metodologia adequada contribuiu para a maior inadimplência nos negócios. Cabe lembrar que o crédito para as empresas, com recursos livres, cresceu no acumulado do ano, até outubro, 15,3%. Assim, ainda há uma relação muito positiva para o crédito.