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  • Senac de Santa Catarina fecha parceria para qualificação de profissionais de Turismo

    O Senac de Santa Catarina acaba de fechar uma parceria com a Universidade do Extremo Sul Catarinense para promover ações voltadas ao incremento do turismo na região Sul.


    As duas entidades pretendem oferecer cursos, palestras, seminários e encontros voltados para a capacitação de profissionais para atuar no segmento de turismo e hospitalidade, um mercado que gera aproximadamente 120 mil empregos em Santa Catarina e cerca de R$ 30 milhões em tributos.


     

    O Senac de Santa Catarina acaba de fechar uma parceria com a Universidade do Extremo Sul Catarinense para promover ações voltadas ao incremento do turismo na região Sul.


    As duas entidades pretendem oferecer cursos, palestras, seminários e encontros voltados para a capacitação de profissionais para atuar no segmento de turismo e hospitalidade, um mercado que gera aproximadamente 120 mil empregos em Santa Catarina e cerca de R$ 30 milhões em tributos.


     

  • Comissão aprova projeto sobre venda fracionada de remédios

    A Comissão de Defesa do Consumidor aprovou por unanimidade o substitutivo do deputado Iris Simões (PTB-PR) ao Projeto de Lei 7029/06, do Poder Executivo, que regula as condições de fracionamento de remédios.

    A Comissão de Defesa do Consumidor aprovou por unanimidade o substitutivo do deputado Iris Simões (PTB-PR) ao Projeto de Lei 7029/06, do Poder Executivo, que regula as condições de fracionamento de remédios. A proposta determina as condições gerais para o processo de venda de medicamentos em quantidades menores que as disponibilizadas pela indústria farmacêutica para atender ao interesse do consumidor.


    De acordo com o governo, a quantidade de medicamentos contida na embalagem do fabricante nem sempre corresponde às reais necessidades do usuário desses produtos e atende, muitas vezes, “a limitações tecnológicas dos equipamentos utilizados no processo produtivo ou mesmo a interesses meramente comerciais”.


    Prejuízos

    O relator ressaltou o argumento do governo de que “não raras vezes o consumidor e usuário de medicamentos vê-se obrigado a adquirir a medicação em quantidade além da realmente necessária”. Nesses casos, por causa de dois ou três comprimidos, o consumidor tem que comprar uma caixa de medicamento a mais para completar a quantidade adequada ao seu tratamento.


    Iris Simões enfatizou que é preciso impor às empresas titulares de registro, fabricantes ou importadoras de medicamentos, às farmácias e demais agentes, a responsabilidade solidária de zelar pela manutenção da qualidade, segurança e eficácia dos remédios em todas as etapas de produção até chegar ao consumidor final. “Devemos ir mais além nas medidas de proteção ao consumidor”, destacou.


    Controle

    Segundo o relator, “não se pode obrigar os produtores a fracionarem todos os seus produtos indistintamente, pois alguns medicamentos, como os de uso contínuo e os antibióticos, se não forem administrados corretamente poderão trazer graves e irreparáveis danos aos consumidores”. Ele enfatizou ainda que a lei deve assegurar “que a venda fracionável somente pode ser realizada mediante efetivo controle da prescrição”.


    O substitutivo detalha as medidas que devem ser tomadas pelo farmacêutico responsável pelo fracionamento e determina que “a prescrição deve ser restituída ao usuário devidamente carimbada em cada item dispensado e assinada pelo farmacêutico”.


    O texto do relator define ainda regras para o acondicionamento dos medicamentos antes e depois do fracionamento, especificando o tipo de embalagem e as condições nas quais os remédios devem ser guardados. No texto original, as regras específicas para o processo seriam definidas em regulamentação posterior.


    Tramitação

    O projeto segue para análise em caráter conclusivo pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.


    Agência Câmara. 18 de dezembro de 2006.

  • Comissão rejeita carga menor para transporte manual

    A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio rejeitou na semana passada o Projeto de Lei 7309/06, do deputado Vadinho Baião (PT-MG), que estipula em 30 quilos o limite máximo que um empregado pode carregar como transporte manual de ensacados. O peso máximo de remoção permitido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) é de 60 quilos.

    A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio rejeitou na semana passada o Projeto de Lei 7309/06, do deputado Vadinho Baião (PT-MG), que estipula em 30 quilos o limite máximo que um empregado pode carregar como transporte manual de ensacados. O peso máximo de remoção permitido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) é de 60 quilos. O relator, deputado Joel de Hollanda (PFL-PE), apresentou parecer pela rejeição da proposta.


    Na opinião de Hollanda, a medida poderá ser prejudicial e criar mais gastos para as empresas. “Se um trabalhador movimenta atualmente um saco de 60 quilos e passar a transportar apenas a metade do peso, serão necessários mais trabalhadores para efetuar o mesmo serviço. Haverá uma queda da produtividade com o encarecimento do custo da obra”, argumenta.


    Tramitação

    O PL 7309/06 tramita em caráter conclusivo e será analisado agora pelas comissões de Trabalho, Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.




    Agência Câmara, 19 de dezembro de 2006.

  • Jornada de trabalho dos farmacêuticos em análise na CAE

    Hoje, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal, esteve em pauta o projeto que dispõe sobre a duração do trabalho dos farmacêuticos.

    Hoje, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal, esteve em pauta o projeto que dispõe sobre a duração do trabalho dos farmacêuticos. A matéria é de autoria do Deputado José Carlos Coutinho (PFL-RJ) e tem como relator o Senador Aelton Freitas (PL-MG), cujo parecer é contrário ao projeto.


    No decorrer da reunião, o Senador Romeu Tuma (PFL-SP) apresentou o Requerimento 61/2006-CAE, que solicita “a realização de audiência pública, em conjunto com a Comissão de Assuntos Sociais, para instruir o PLC nº 113, de 2005, que trata sobre a duração do trabalho dos farmacêuticos”.


    Ao final do encontro, foram adiadas a discussão e a votação do Requerimento.


    CNC, 19 de dezembro de 2006.


     

  • CAE vota projeto que assegura garantias ao contribuinte

    A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) reúne-se nesta terça-feira (19) para votar uma pauta com 32 itens, sendo o primeiro deles o projeto de lei complementar que dispõe sobre os direitos e as garantias do contribuinte. A matéria recebeu pedido de vista coletiva na semana passada.


    O PLS 646/99 – Complementar, de autoria do senador Jorge Bornhausen (PFL-SC), tem parecer favorável do relator, senador Rodolpho Tourinho (PFL-BA), nos termos de um substitutivo.

    A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) reúne-se nesta terça-feira (19) para votar uma pauta com 32 itens, sendo o primeiro deles o projeto de lei complementar que dispõe sobre os direitos e as garantias do contribuinte. A matéria recebeu pedido de vista coletiva na semana passada.


    O PLS 646/99 – Complementar, de autoria do senador Jorge Bornhausen (PFL-SC), tem parecer favorável do relator, senador Rodolpho Tourinho (PFL-BA), nos termos de um substitutivo. A matéria já foi votada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e, se aprovada na CAE, ainda terá de ser votada pelo Plenário, por não ter decisão terminativa na comissão.


    O projeto estabelece normas gerais sobre direitos e garantias aplicáveis na relação tributária do contribuinte com as administrações fazendárias da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. E abrange pessoas físicas ou jurídicas em qualquer situação de sujeição passiva tributária, inclusive a responsabilidade, a substituição, a solidariedade e a sucessão tributárias, bem como os agentes de retenção dos tributos, os representantes legais ou voluntários e os legalmente obrigados a colaborar com o fisco.


    A proposta tem um capítulo com 12 artigos dispondo sobre os direitos do contribuinte e outro, com 13 artigos, que trata dos deveres da administração fazendária, além de outros dispositivos que se referem a consultas em matéria tributária e defesa do contribuinte. Em seu parecer, Tourinho explicou que fez adaptações ao projeto com vistas a atualizá-lo devido às mudanças de ordem política, legislativa e administrativa e adaptá-lo ao panorama da política tributária vigente.


    Segundo o relator, o art. 20 do projeto contém uma norma essencial para valorizar o direito do contribuinte à plena informação, de conhecer os tributos que incidem sobre os produtos que compra. Essa norma é, segundo Tourinho, essencial para que o cidadão adquira consciência de que contribui para a prestação dos serviços públicos e para o financiamento do Estado brasileiro. Segundo o relator, a periodicidade dessa divulgação deve ser anual, pois se trata de trabalho complexo que dificilmente poderia ser realizado a cada seis meses.


    O senador explicou também que o artigo 26 do projeto garante ao contribuinte o direito de fruir benefícios e incentivos fiscais ou financeiros, de ter acesso a linhas oficiais de crédito e também de participar de licitações, mesmo que tenha processo administrativo ou judicial pendente. Para evitar a má utilização dessa norma por contribuintes inadimplentes, observou, Tourinho disse que acolheu a emenda 32 e rejeitou a emenda 31, garantindo, dessa forma, que esse direito valha apenas para quem tem débitos pendentes cuja exigibilidade esteja suspensa.


    Agência Senado, 19 de dezembro de 2006.




     

  • Congresso promove sessão para promulgação do Fundeb

    Em sessão do Congresso Nacional convocada para esta terça-feira (19), às 15h, deverá ser promulgada a proposta de emenda à Constituição (PEC 9/2006) que cria o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais de Educação (Fundeb). O ato está previsto para ocorrer logo após a sessão do Senado, marcada para as 14h, em homenagem aos dez anos de promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB).

    Em sessão do Congresso Nacional convocada para esta terça-feira (19), às 15h, deverá ser promulgada a proposta de emenda à Constituição (PEC 9/2006) que cria o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais de Educação (Fundeb). O ato está previsto para ocorrer logo após a sessão do Senado, marcada para as 14h, em homenagem aos dez anos de promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB).


    Aprovado em julho passado pelo Senado, a expectativa é de que o Fundeb amplie de 31 milhões para 48 milhões o número de crianças atendidas pela educação básica no país. O novo fundo irá substituir o atual Fundef, em vigor desde 1998. A principal diferença entre os fundos é que, enquanto o Fundef se destina apenas ao ensino fundamental, o Fundeb estenderá seus recursos a todo o ensino básico, que inclui a educação infantil e o ensino médio.


    A partir da promulgação da PEC 9/2006, será criado no âmbito de cada estado e do Distrito Federal, com vigência para os próximos 14 anos, fundo contábil composto por 20% das receitas do Imposto sobre Transmissão de Bens e Direitos Causa Mortis (ITCD), do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), do Imposto sobre Propriedade e Veículos Automotores (IPVA), dos Fundos de Participação dos Estados (FPE) e dos Municípios (FPM), do Imposto sobre Produtos Industrializados destinados à exportação (PIP-Exp), da transferência da União aos estados e municípios resultante da compensação pela desoneração de ICMS (Lei Kandir) e do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR).


    Após a sessão de promulgação do Fundeb, será realizada a sessão deliberativa do Senado.


    Agência Senado, 19 de dezembro de 2006.

  • Presidente Lula sanciona súmula vinculante e outras leis da reforma do Judiciário

    Após aprovação pela Câmara dos Deputados, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sanciona, nesta terça-feira (19/12), três novas leis que integram a proposta de reforma do Judiciário, que tem por objetivo tornar mais ágeis os processos judiciais. O primeiro deles é o PL 6636/06, que regulamenta a utilização da súmula vinculante pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mecanismo que obriga as instâncias inferiores da Justiça a seguirem as orientações adotadas pelo Supremo.

    Após aprovação pela Câmara dos Deputados, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sanciona, nesta terça-feira (19/12), três novas leis que integram a proposta de reforma do Judiciário, que tem por objetivo tornar mais ágeis os processos judiciais. O primeiro deles é o PL 6636/06, que regulamenta a utilização da súmula vinculante pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mecanismo que obriga as instâncias inferiores da Justiça a seguirem as orientações adotadas pelo Supremo. Também será sancionado o PL 5828, que trata da informatização do processo judicial, e o PL 6648/06, que limita a análise de recursos extraordinários pelo STF às questões de repercussão geral, consideradas relevantes para o conjunto da sociedade.


    O principal objetivo é desobstruir os trabalhos da Justiça, reduzindo o número de processos que tramitam nos tribunais, sobretudo no STF, já que a aplicação da súmula vai diminuir os recursos contra decisões que já têm parecer do Supremo. Para uma súmula ter efeito vinculante são necessários dois terços dos votos, o que corresponde à aprovação de sete dos onze ministros do Tribunal. A União, no entanto, continua tendo poder de propor a edição, revisão e cancelamento de uma súmula, assim como os governadores. A legitimidade dos municípios e da Defensoria Pública fica mantida, mas o município só poderá propor a edição, revisão e cancelamento de uma súmula se for parte ativa do processo em curso no Supremo.


    O mecanismo da repercussão geral vai permitir que o STF recuse processos que possam ser decididos em outras instâncias, dedicando-se às questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico. Já a informatização dos procedimentos judiciais vai permitir que juízes de todo o País trabalhem com a versão eletrônica dos autos, o que vai simplificar e agilizar a rotina, além de gerar uma economia anual de cerca de R$ 800 milhões, segundo estimativa do Conselho Nacional de Justiça.


    Os três projetos foram encaminhados ao Congresso pela Comissão Especial Mista encarregada de regulamentar a reforma do Judiciário e receberam total apoio do governo federal. Em dezembro de 2004, o Executivo enviou 26 projetos de lei que compõem a reforma infraconstitucional, dos quais sete já foram transformados em lei. A reforma é uma prioridade do atual governo para agilizar a tramitação dos processos e racionalizar os recursos dos procedimentos judiciais.


    Os sete projetos sancionados anteriormente e que já entraram em vigor são:


    Lei 11.232 – Execução Civil – Em vigor desde junho, a lei agiliza a tramitação das ações de cobrança, que lideram o volume de processos nos tribunais brasileiros, unindo as fases de conhecimento e de execução em um único processo. A lei prevê a exigência de pagamento da dívida logo no início do processo de execução e determina que o devedor não poderá mais oferecer bens à penhora, evitando discussões sobre a idoneidade desses bens. Caso o pagamento não seja imediato, será aplicada, automaticamente, uma multa de 10% do valor da causa.


    Lei 11.187 – Agravos – Já em vigor, a lei determina que os agravos (recursos de decisões judiciais interpostos no meio do processo) só serão julgados no momento da apelação, salvo em casos de possíveis lesões. Essa racionalização é uma etapa importante para agilizar o processo e evitar recursos protelatórios.


    Lei 11.277 – Ações Repetitivas – A proposta estabelece que ações de igual matéria, sob responsabilidade de um mesmo juiz, desde que este tenha decisão formada de improcedência em relação à causa, sejam extintas sem necessidade de ouvir as partes. A medida vale apenas quando a matéria for unicamente de direito, ou seja, quando não há questão de fato em discussão, valorizando as decisões dos juízes de primeira instância.


    Lei 11.276 – Súmula impeditiva de recursos – A lei determina que o juiz de primeira instância não aceitará apelação se a sentença estiver em conformidade com matéria sumulada pelo STF ou pelo Superior Tribunal de Justiça. A proposta vai reduzir os recursos propostos junto aos tribunais sem ferir a autonomia dos magistrados, que estarão livres para decidir de forma diferenciada daquela prevista nas súmulas dos tribunais superiores.


    Lei 11.280 – Prazo para pedido de vistas – A lei cria regras para acelerar o julgamento dos processos, a exemplo da imposição de prazos para vistas de um processo e a possibilidade de um juiz decretar a sua prescrição, ou seja, as ações que continuavam tramitando até que uma das partes apontasse a prescrição, poderão ser finalizadas pelo próprio juiz.


    Lei 11.382 – Execução de títulos extrajudiciais – Altera os procedimentos para execução dos títulos extrajudiciais, como a permissão para que o autor da ação de cobrança obtenha a certidão para impedir que os bens do devedor sejam vendidos antes do pagamento da dívida.


    PLS 155/04 – Separação, divórcio, inventário e partilha pela via administrativa A lei permite que esses procedimentos sejam realizados em cartório, sem passar pelo Poder Judiciário.


    Presidência da República, 19 de dezembro de 2006.

  • Confaz tem pressa em sistema para o Supersimples

    O Conselho Nacional de Secretários de Fazenda (Confaz) quer dar início imediato aos trabalhos para implementação do sistema que integrará seis impostos federais, um estadual e um municipal, chamado de Supersimples.

    O Conselho Nacional de Secretários de Fazenda (Confaz) quer dar início imediato aos trabalhos para implementação do sistema que integrará seis impostos federais, um estadual e um municipal, chamado de Supersimples. Por isso, em reunião ocorrida na última sexta-feira, o conselho decidiu fazer, já em janeiro, uma reunião extraordinária para eleger os dois nomes que representarão os secretários estaduais de Fazenda no comitê gestor do Supersimples.


    “Temos pressa para conseguir construir um sistema seguro, abrangente e transparente, que dê aos municípios e estados a informação exata de qual é a receita que cabe a cada um. O espaço de tempo é curto”, disse a coordenadora do Confaz, Lina Vieira.


    Vigência 


    Como o Supersimples passa a vigorar em 1º de julho de 2007, ela teme que não haja tempo para criar um sistema eletrônico sofisticado o suficiente para conter informações detalhadas dos contribuintes.


    Lina Vieira, que também é secretária de Tributação do Rio Grande do Norte, diz que estados e municípios esperam que a Receita Federal (responsável pelo novo sistema) deixe claro quanto dos recolhimentos referem-se ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS, um tributo estadual) e ao Imposto Sobre Serviços (ISS, tributo municipal), para que as transferências sejam justas.


    “Se não for assim, caminharemos para o fim do pacto federativo”, avalia, ao criticar a centralização da arrecadação em um único ente. “Hoje conheço o meu contribuinte e sei que quanto ele recolhe de impostos e quanto vou receber”. Segundo Lina, na reunião de sexta-feira ficou decidido que um dos nomes indicados para o comitê gestor representará as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e o outro, as regiões Sul e Sudeste


    Para compor o primeiro grupo, será indicado um secretário da Bahia ou de Pernambuco. “Porque foram estados que participaram ativamente das discussões em torno da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa”, explica Lina Vieira.


     


     


     


     

  • Ceticismo com pacote domina o mercado

    O pacote econômico para o segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é aguardado com ceticismo por economistas de bancos e consultorias. A falta de medidas mais contundentes para conter as despesas públicas no curto prazo é a principal causa.


    ‘Os anúncios estão desencontrados e falta um pronunciamento oficial, mas os sinais até agora são ruins’, resumiu o economista Joel Bogdanski, do Banco Itaú.

    O pacote econômico para o segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é aguardado com ceticismo por economistas de bancos e consultorias. A falta de medidas mais contundentes para conter as despesas públicas no curto prazo é a principal causa.


    ‘Os anúncios estão desencontrados e falta um pronunciamento oficial, mas os sinais até agora são ruins’, resumiu o economista Joel Bogdanski, do Banco Itaú. ‘O único ponto positivo era o redutor dos gastos públicos, que, aparentemente, foi abandonado’, disse Guilherme Loureiro, da Tendências Consultoria Integrada, referindo-se ao mecanismo que obrigaria as despesas a cair 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB) a partir de 2008.


    Pelo lado das ‘bondades’, já está claro que o governo vai cortar impostos para investimentos e fortalecer a infra-estrutura e a construção civil. No total, essas medidas deverão custar R$ 12 bilhões ao cofre federal.


    Pelo lado das ‘maldades’, por enquanto, não há sinais de forte contenção de gastos. O governo pretende propor um limite para o crescimento dos salários no serviço público, que passaria a ser equivalente à inflação acrescida de aumento real de 1,5%. Mas essa proposta precisaria passar pelo Congresso, que se auto-concedeu um aumento de 91%.


    Já se discutiu a possibilidade de limitar os gastos com saúde, mas a decisão foi adiada para 2007. A reforma da Previdência, que a maioria dos analistas considera crucial para indicar que as contas públicas continuarão equilibradas, também ficou para o ano que vem.


    É exatamente isso que tem deixado os especialistas em alerta. A sensação é que falta ao governo disposição para frear a gastança. ‘Faltam sinais mais claros de que o governo não vai continuar gastando dessa forma se quiser investir mais’, disse Loureiro.


    Ele achou preocupante o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ter admitido que será difícil ao governo fixar um salário mínimo menor que R$ 375,00 em 2005. ‘Era para dizer que a regra é clara e o mínimo tem de ser de R$ 367,00’, frisou.


    Se fosse aplicada a regra fixada pelo Congresso, de aumentar o mínimo pela inflação acrescida da expansão do PIB per capita, o valor seria R$ 367,00. Mas o próprio governo propôs R$ 375,00, com base em sua estimativa otimista (e errada) de que o PIB cresceria 4% este ano. A tendência é que o crescimento fique abaixo de 3%, mas agora ficou politicamente difícil cortar o valor do mínimo.


    ‘Estamos muito preocupados com a evolução das contas públicas e avaliamos que há risco sério para os próximos anos’, disse Bogdanski. ‘O ano de 2007 dará um sinal definitivo de como será o governo Lula no segundo mandato. Nos últimos quatro anos, a administração fiscal não foi de boa qualidade, mas esperamos que o governo entenda que não há alternativa senão cortar gastos.’


    O economista-chefe do Banco Fator, José Francisco Lima Gonçalves, tem posição mais moderada. ‘Não adianta esperarmos reformas tributária e da Previdência porque elas não têm patrocinador’, disse. ‘O que está sendo preparado pelo governo é um remendo, mas é com remendos que, às vezes, a gente sai do buraco.’


    Ele aposta que o fato de Lula não ter um sucessor à vista facilitará um entendimento com a oposição, abrindo caminho para, por exemplo, reduzir o peso do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o setor produtivo.


    O entendimento com governadores é outro fator que preocupa Loureiro. Ele acha positivo um acordo em torno da reforma tributária. ‘A questão é quanto isso vai custar’, disse. Os sinais, novamente, não são alvissareiros. Existe pressão para que o Tesouro reveja as condições de financiamento das dívidas de Estados e municípios, que deverá significar menos juros para governadores e prefeitos, aumentando a conta para o cofre federal.


     




     

  • Microcrédito tem nível recorde este ano

    Entre operações contratadas, em análise e aprovadas, o banco concedeu R$ 80 milhões. A carteira do Programa de Microcrédito (PMC) do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) atingiu este ano nível recorde de R$ 80 milhões, entre operações contratadas, aprovadas, em análise e enquadradas. Desse total, R$ 75,3 milhões são projetos contratados e em fase de contratação, reunindo 20 operações a microempreendedores nas diferentes regiões do País.

    Entre operações contratadas, em análise e aprovadas, o banco concedeu R$ 80 milhões. A carteira do Programa de Microcrédito (PMC) do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) atingiu este ano nível recorde de R$ 80 milhões, entre operações contratadas, aprovadas, em análise e enquadradas. Desse total, R$ 75,3 milhões são projetos contratados e em fase de contratação, reunindo 20 operações a microempreendedores nas diferentes regiões do País.


    Entre essas encontram-se as três últimas operações aprovadas pelo banco nesta semana: à organização Viva Cred, no Estado do Rio de Janeiro, no valor de R$ 2,25 milhões; à Agência de Fomento do Estado da Bahia (Desenbahia), no total de R$ 12 milhões; e ao Centro de Apoio aos Pequenos Empreendimentos do Estado de Pernambuco (Ceape-PE), no valor de R$ 1 milhão.


    De acordo com comunicado da instituição, também os desembolsos de microcrédito do BNDES atingiram em 2006 valores sem precedentes, tendo acumulado no período janeiro/novembro deste ano R$ 16 milhões, com onze diferentes operações. Até o final de dezembro, as liberações de financiamentos de microcrédito alcançarão R$ 17 milhões. Trata-se da maior quantia já liberada desde que o banco começou a operar com programas de microcrédito produtivo, em 1996.Entre 1997 e 2002, ou seja, num período de seis anos, o pico de desembolso foi de R$ 12 milhões, registrado em 2002. A partir da reestruturação em 2003, que resultou no atual PMC, com maior democratização do crédito a evolução dos desembolsos foi crescente. A tendência de crescimento deverá se manter em 2007, diz a instituição, com a esperada ampliação do alcance do microcrédito no País. Nesse sentido, o BNDES aprovou medidas para aumentar a participação das cooperativas de crédito no PMC. Assim, passou a incluir as cooperativas singulares de crédito como agentes repassadores de microcrédito e permitiu que cooperativas centrais não-credenciadas como agente financeiro do BNDES possam solicitar recursos para operações de 2 piso.


    O banco de fomento estima que, com essas medidas, cerca de 200 cooperativas singulares de crédito passem a acessar os recursos do PMC. O programa envolve operações de pequeno porte, capazes de mudar a vida do brasileiro mais simples do interior do Brasil. O alcance do PMC pode ser avaliado pelo valor médio dos contratos, que variam de R$ 600,00 na região Nordeste a R$ 2,5 mil na região Sul.


    Além de permitir maior acesso ao crédito e contribuir para a inclusão bancária da população de baixa renda, o microcrédito é importante instrumento de geração de empregos. Pelos cálculos do diretor da área de Inclusão Social do BNDES, Elvio Gaspar, a atual carteira de microcrédito do banco de fomento será responsável pela geração e manutenção de 1,4 milhão de postos de trabalho nos próximos cinco anos. O BNDES adotou medida para o fortalecimento das entidades que operam com o programa de microcrédito: foi aprovada a linha de apoio a projetos de desenvolvimento institucional (PDI), com recursos não-reembolsáveis do Fundo Social do banco e dotação orçamentária de R$ 10 milhões.