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  • Com ajustes, PIB deve crescer 4,5% em 2007, acredita a Fiesp

    Em um cenário de alteração da política econômica, o que inclui redução do gasto público e da taxa de juros com conseqüente desvalorização cambial, a economia brasileira deve crescer 4,5% no próximo ano, segundo estudo divulgado ontem pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

    Em um cenário de alteração da política econômica, o que inclui redução do gasto público e da taxa de juros com conseqüente desvalorização cambial, a economia brasileira deve crescer 4,5% no próximo ano, segundo estudo divulgado ontem pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O resultado será melhor que a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) estimada para este ano pela Federação, de 2,7%, mas ficará abaixo da média mundial de 4,5% prevista para 2007 e dos 5% almejados pelo governo para o ano.


    Sem as mudanças defendidas pela Fiesp, no entanto, a projeção é de que a atividade econômica cresça apenas 3% no próximo ano. Embora tenha dito que não gosta de “fulanizar” o debate, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, não poupou críticas ao presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles. Ao receber o prêmio de “Brasileiro do Ano na Economia” da Revista Isto É na segunda-feira, Meirelles disse que, após reduzir o risco-país e colocar a inflação dentro da meta, poderia “começar a discutir o crescimento”.


    “É uma piada. O Brasil já passou da fase de discutir o crescimento. Temos que agir. Crescimento não é resultado de bons índices econômicos. O México também tem risco-país baixo e inflação controlada e não cresce. Crescimento é meta a ser perseguida”, disse Skaf.


    A Fiesp também desmitificou a idéia de que o abastecimento de energia elétrica no Brasil seja um entrave ao crescimento. De acordo com o diretor do Departamento de Infra-estrutura da Fiesp, Saturnino Sérgio da Silva, se os projetos estruturantes de energia hidrelétrica forem levados adiante não haverá o risco de falta de energia a partir de 2009. “Além disso, a Petrobras tem projeto de regaseificação de Gás Natural Liquefeito (GNL) no Rio de Janeiro e no Nordeste para 2008 e as negociações com a Bolívia caminham bem”, disse.


    O estudo da Fiesp também indica que a taxa de juros básica deve encerrar o próximo ano em 9%, em um cenário otimista, ou em 12%, em um cenário conservador. O emprego deverá crescer 3,1% no primeiro caso ou 0,7%, no segundo, enquanto o Indicador do Nível de Atividade (INA) poderá subir 3% em 2007, no cenário “A”, ou 5,4%, no cenário “B”.


    Projetos para 2007


    O presidente da Fiesp anunciou que irá criar em 2007 o Comitê de Segurança Institucional para cuidar de questões como a paralisação do Portocel, maior terminal exportador de celulose do mundo. “Enquanto estiver paralisado pela inaceitável invasão, orquestrada irresponsavelmente por grupos políticos nacionais e internacionais, o referido terminal estará deixando de contribuir com a balança comercial do Brasil no montante de US$ 7 milhões diários. Não podemos seguir sob a ameaça de arruaceiros e criminosos comuns”, escreveu Skaf, em carta enviada ontem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


    O presidente da Fiesp também defendeu que as Organizações Não Governamentais (ONGs) sejam obrigadas a revelar a origem e o uso dos recursos recebidos. “É preciso transparência. O Brasil merece e a sociedade também”, afirmou. Em 2007, a Fiesp também pretende estender as atividades das suas Câmaras de Mediação e Conciliação, criadas na segunda-feira para reduzir a morosidade do Judiciário. Elas são uma espécie de fórum de entendimento para empresas que estejam enfrentando problemas contratuais. Também a partir do ano que vem, todas as reuniões da Fiesp serão transmitidas pela internet, informou Skaf.


    O dirigente pediu a parlamentares que façam um projeto de lei para alterar a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, que vai hoje à sanção presidencial. “Para que a lei fosse aprovada, toleramos algumas distorções, que agora precisam ser reparadas. Uma delas é a forma de cálculo que, de tão complicada, oferece até um programa simplificado como alternativa. Outro item é a fiscalização municipal, governamental e federal sobre o mesmo tema e com interpretações diferentes”, defendeu.


    Comércio Exterior


    Embora estime a manutenção do superávit comercial brasileiro em 2007, em torno de US$ 45 bilhões, a Fiesp quer dar ênfase na relação comercial entre Brasil e Estados Unidos no ano que vem. “A economia dos Estados Unidos, a mais dinâmica do planeta, importa US$ 1,8 trilhão do mundo e o Brasil tem participação muito pequena. Faltam acordos comerciais e a resolução de questões como a demora na concessão de vistos de negócios, a agilização de aduanas, entre outros”, disse o diretor-adjunto do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp, Carlos Antonio Cavalcanti.


     


     

     


     




     

  • Governo amplia gastos de 2006 em R$ 2,77 bi e reduz superávit

    O governo federal ampliou em R$ 2,77 bilhões os gastos com custeio e investimentos neste ano, de acordo com decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicado ontem no Diário Oficial da União. Os gastos , que eram de R$ 85,9 bilhões, passaram a R$ 88,7 bilhões.


    No mesmo decreto, Lula reduziu a meta para o superávit primário do governo central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) em 0,05 ponto porcentual .

    O governo federal ampliou em R$ 2,77 bilhões os gastos com custeio e investimentos neste ano, de acordo com decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicado ontem no Diário Oficial da União. Os gastos , que eram de R$ 85,9 bilhões, passaram a R$ 88,7 bilhões.


    No mesmo decreto, Lula reduziu a meta para o superávit primário do governo central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) em 0,05 ponto porcentual . A meta cai de 2,40% do Produto Interno Bruto (PIB) para 2,35%.


    A redução da meta do superávit primário permitiu a ampliação dos gastos, segundo informa o novo relatório de avaliação das receitas e despesas encaminhado pelo governo ao Congresso Nacional. O relatório diz que a redução da meta só foi possível porque os Estados e municípios ampliaram o resultado primário para 1,1% do PIB.


    Como a meta do resultado das empresas estatais foi mantida em 0,8% do PIB, o superávit do governo federal (governo central mais estatais) ficará em 3,15% do PIB, como determina a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Somado ao resultado de 1,1% do PIB dos Estados e municípios, a meta de superávit primário para todo o setor público, de 4,25% do PIB neste ano, será cumprida.


    Houve também elevação da estimativa da receita administrada pela Secretaria da Receita Federal em R$ 867,2 milhões, decorrente de ‘falha nos cancelamentos de compensações de tributos realizados’.


    A previsão da receita líquida do Tesouro para este ano aumentou R$ 1,13 bilhão e a das despesas obrigatórias (pessoal, Previdência, etc.) foi reduzida em R$ 611,9 milhões


    Distribuição dos Recursos


    O decreto estabelece que os Poderes Legislativo, Judiciário e o Ministério Público terão mais R$ 35 milhões para gastar este ano em custeio e investimento e o Executivo, mais R$ 2,74 bilhões. Os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Planejamento, Paulo Bernardo, é que definirão a distribuição dos recursos entre os vários ministérios, como ocorreu nos decretos anteriores.


    Ocorre que existem dois tipos diferentes de liberação: uma orçamentária e outra financeira. A orçamentária equivale à autorização para que a despesa seja realizada (ou empenhada, no jargão técnico). A financeira representa o repasse efetivo do dinheiro para pagamento.Só essa segunda liberação, quando o dinheiro sai do caixa do Tesouro Nacional, afeta o resultado primário.


    O Executivo tem autorizado mais recursos para ‘empenho’ do que para ‘pagamento’. Hoje, o governo dispõe de uma reserva de R$ 6,8 bilhões – dinheiro em caixa que ainda não foi distribuído aos ministérios para pagamentos. Essa gordura poderá ser gasta em dezembro ou ser mantida em caixa para o caso de as estatais federais não cumprirem a meta de superávit de 0,80% do PIB.


    Em reportagem publicada ontem pelo Estado, uma radiografia da execução do Orçamento mostrava que 102 programas do governo gastaram menos de 30% do previsto.


    No período de 12 meses terminado em outubro, as estatais acumulavam um superávit de apenas 0,53% do PIB. Em valores, são R$ 5,6 bilhões menos do que está previsto no decreto de ontem.


    Mesmo que essa diferença se reduza, os analistas prevêem que o superávit das estatais dificilmente vai superar os 0,70% do PIB. Nesse caso, o governo central terá de elevar o seu superávit primário para compensar a frustração das estatais. É para isso que serve a reserva financeira.

  • Furlan fala em tom de despedida

    Embora o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, não confirme sua saída do governo, o evento promovido ontem para divulgar o balanço de quatro anos de sua gestão foi marcado por um tom de despedida.

    Embora o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, não confirme sua saída do governo, o evento promovido ontem para divulgar o balanço de quatro anos de sua gestão foi marcado por um tom de despedida. O ministro, que chegou acompanhado da esposa Ana Maria Furlan, se emocionou várias vezes e fez desabafos.


    Para mostrar as dificuldades com a máquina pública, Furlan contou, com voz embargada, durante entrevista à imprensa ao lado do presidente demissionário do Banco do Brasil, Rossano Maranhão, que, em abril de 2003 ligou para o BB e para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para solicitar mais recursos para linha de crédito ao exportador. ‘O BB me garantiu na hora mais R$ 500 milhões. O outro ficou de dar resposta no dia seguinte e eu estou esperando até hoje.’


    Nas conversas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro tem condicionado sua permanência à subordinação do BNDES, de fato, ao seu ministério. Desde que assumiu, Furlan nunca teve influência na política do banco, cujos presidentes sempre se reportaram diretamente a Lula.


    Para os jornalistas e funcionários do ministério, o ministro tem dito que ainda não tomou uma decisão. ‘Ninguém escapa de uma boa cantada’, responde com bom humor. Mas a confirmação do presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, no cargo incomodou Furlan. Na sua avaliação, a manutenção de Okamoto, que sofreu denúncias de corrupção, sinaliza a distância entre a prática e o discurso do presidente, de montar uma equipe mais técnica e de menos amigos para o segundo mandato.


    Antes de começar a entrevista, Furlan tropeçou no auditório e caiu. Ao se levantar, previu, em tom de brincadeira, as manchetes dos jornais: ‘Cai ministro do Desenvolvimento’. Depois, na solenidade, ele agradeceu ao presidente Lula e a todos os auxiliares, citando vários deles.


    ‘Quero agradecer à minha esposa, que bravamente suportou os 400 dias de viagens ao exterior e tantos outros momentos em que estive ausente, aos meus dois filhos, aos meus netos e até mesmo aos meus pais, que sempre me apóiam mesmo quando querem que eu faça outra coisa’, disse, enxugando as lágrimas. Foi aplaudido de pé pela sua equipe e funcionários do Banco do Brasil que participaram do evento. ‘Foi muito prazeroso conviver com todos vocês.’


    PACOTE


    Antes da solenidade, Furlan informou que o pacote de medidas a ser anunciado na próxima semana pelo presidente Lula incluirá incentivos fiscais para a indústria de TV digital, semicondutores e softwares e a ampliação dos benefícios previstos na ‘MP do Bem’ e no programa Computador para Todos.


    Segundo ele, haverá ampliação dos valores dos computadores que recebem isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), do PIS e da Cofins. Hoje, são concedidos benefícios fiscais para a compra de computadores de até R$ 2,5 mil e para notebooks de até R$ 3 mil. O governo também vai reduzir a exigência de que as empresas exportem no mínimo 80% da produção para ter isenção fiscal na compra de máquinas e equipamentos.


    FRASES


    Luiz Fernando Furlan

    Ministro do Desenvolvimento

    ‘Ninguém escapa de uma boa cantada’


    ‘Quero agradecer à minha esposa, que suportou os 400 dias de viagens ao exterior e tantos outros momentos em que estive ausente, aos meus dois filhos, aos meus netos e até mesmo aos meus pais, que sempre me apóiam, mesmo quando querem que eu faça outra coisa’


     


     


     


     


     


     




     

  • Brasil cresce menos que emergentes até 2008

    O crescimento do Brasil ficará mais uma vez abaixo da média dos países em desenvolvimento, de acordo com relatório do Banco Mundial. O órgão prevê que o Brasil feche o ano de 2006 com expansão de 3,5% no PIB -a previsão do Ipea, órgão ligado ao Ministério do Planejamento, é de crescimento de 2,8% neste ano. Já os países em desenvolvimento crescerão, na média, 7% em 2006.


    O Banco Mundial projeta que o Brasil crescerá 3,4% em 2007 e 3,8% no ano seguinte, o que coloca o Brasil atrás dos países em desenvolvimento também nesses anos.

    O crescimento do Brasil ficará mais uma vez abaixo da média dos países em desenvolvimento, de acordo com relatório do Banco Mundial. O órgão prevê que o Brasil feche o ano de 2006 com expansão de 3,5% no PIB -a previsão do Ipea, órgão ligado ao Ministério do Planejamento, é de crescimento de 2,8% neste ano. Já os países em desenvolvimento crescerão, na média, 7% em 2006.


    O Banco Mundial projeta que o Brasil crescerá 3,4% em 2007 e 3,8% no ano seguinte, o que coloca o Brasil atrás dos países em desenvolvimento também nesses anos. Para o ano que vem e 2008, a previsão do órgão para os países em desenvolvimento é de expansão de 6,4% e 6,1%, respectivamente.


    De acordo com o documento, os fatores que limitam o crescimento do Brasil são as altas taxas de juros e o real valorizado. O relatório, intitulado “Perspectiva Econômica Global 2007”, diz que os países desenvolvidos crescerão em média 3,1% neste ano.


    Já em 2007, a expansão recuará para 2,4% e ficará em 2,8% no ano seguinte.


    O Banco Mundial diz no texto que a globalização vai acelerar a alta da renda per capita no mundo nos próximos 25 anos e que os países em desenvolvimento vão desempenhar papel central nesta expansão.


    ÁSIA


    O crescimento econômico da China deve registrar uma desaceleração nos próximos dois anos, mas mesmo assim ficará em patamares altos e servirá para dar impulso às demais economias asiáticas, informou hoje o Bird (Banco Mundial). A economia chinesa deve crescer 9,6% em 2007 e 8,7% em 2008, segundo o banco. Para este ano, a estimativa é de um crescimento de 10,4%.


     


    “O crescimento contínuo e sólido na demanda por importações da China, o crescimento das exportações para mercados em fase de rápida expansão em países em desenvolvimento e outros ganhos competitivos em participação de mercado devem amenizar a demanda menor por parte da Europa e dos EUA”, diz o relatório.


     

     

  • Estados terão nota eletrônica com financiamento federal

    A Secretaria de Fazenda de São Paulo anunciou as 50 próximas empresas que participarão da 2ª fase do projeto da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), entre elas, TIM, Cosipa e Ambev (ver lista completa ao lado). Assim, São Paulo e estados como o Rio Grande do Sul, servirão de modelo para a expansão do projeto no País.

    A Secretaria de Fazenda de São Paulo anunciou as 50 próximas empresas que participarão da 2ª fase do projeto da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), entre elas, TIM, Cosipa e Ambev (ver lista completa ao lado). Assim, São Paulo e estados como o Rio Grande do Sul, servirão de modelo para a expansão do projeto no País. Neste sentido, todos os estados assinaram um protocolo com a Receita Federal para implementar a NF-e e o governo federal já articula financiamento que pode chegar a R$ 1 bilhão, permitindo a todas as secretarias de Fazenda reformularem seus sistemas de informática para receber o sistema.


    As informações são da coordenadora do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), Lina Vieira. “A implantação depende da agilidade de cada estado em reformular sua legislação e sua área de informática. Por isso, a União está intercedendo junto ao Banco Interamericano (BID) e ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para viabilizar os recursos necessários já no começo do próximo ano”, revela.


    Os resultados obtidos por São Paulo na 1ª fase do projeto, que incluiu 19 empresas de seis estados, foram bastante positivos. Essa é a avaliação do agente fiscal de rendas e integrante da equipe de NF-e de São Paulo, Marcelo Fernandes. “Desde setembro já recebemos mais de 30 mil notas eletrônicas com validade jurídica”.


    Como forma de incentivar o uso da NF-e, o critério de seleção para as empresas da 2ª fase foi, além de fazer uma solicitação, ter algum tipo de relação comercial com as empresas que já estavam credenciadas na 1ª fase. Assim, de acordo com Fernandes, cria-se uma rede que motiva o uso da nota eletrônica. “As emissões de notas eletrônicas das empresas selecionadas começam no início de 2007. A partir de abril queremos começar com as operações de emissão de notas fiscais eletrônicas com validade jurídica”, diz.


    A Robert Bosch é uma das empresas que participa da 1ª fase de implantação da NF-e. A empresa emitirá a nota eletrônica em seus faturamentos a partir deste mês. Segundo informações da assessoria de imprensa, nesta etapa inicial, estão abrangidas as operações com um cliente também participante do projeto piloto. “A partir do ano de 2007, nosso desafio será a emissão da Nota Fiscal Eletrônica para a totalidade dos clientes da empresa”, afirmou a Bosch por meio de nota.


    Segundo a empresa, além dos benefícios previstos pelo Fisco tais como redução de custos de impressão, envio e armazenagem de documentos fiscais e redução do consumo de papel, com o acesso às informações da operação em tempo real, o Fisco aprimorará seus processos de controle fiscal, garantindo a legalidade e a transparência nas operações.


    Já a Companhia Energética Santa Elisa foi uma das empresas selecionadas para participar da segunda fase do projeto. Segundo o responsável pela área fiscal da empresa, Sebastião Botelho, a emissão da NF-e irá dar mais segurança nas vendas da empresa. “Como vendemos álcool para distribuidores que muitas vezes não conhecemos, existe a ocorrência de compras feitas para a entrega em um determinado local, mas que é feita em outro. Isso pode gerar problemas para a empresa. Com a NF-e, isso será reduzido sensivelmente”.


    Ambiente fiscal


    Para o sócio diretor da Almeida Camargo Advogados, Coriolano Camargo, apesar do esforço para implantar a NF-e, ela não deve prosperar rapidamente no País. “Não temos clima fiscal adequado. Isso só será possível quando houver reforma que minimize a guerra fiscal”. Tanto que, segundo ele, o governador do Paraná já disse que a NF-e não seria implantada “tão cedo” no estado. Em contato com a Secretaria de Fazenda paranaense, o chefe-de-gabinete da receita estadual, Nelson Akitoshi Yto, respondeu apenas “confirmo o governador”.


     


     


     




     

     

  • Emprego recua e folha de pagamento sobe

    O desempenho ruim da produção industrial neste ano mantém efeitos negativos sobre o emprego no setor. A ocupação na indústria caiu 0,2% em outubro em relação a setembro e cresceu apenas 0,2% em relação a igual mês do ano passado, segundo divulgou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    O desempenho ruim da produção industrial neste ano mantém efeitos negativos sobre o emprego no setor. A ocupação na indústria caiu 0,2% em outubro em relação a setembro e cresceu apenas 0,2% em relação a igual mês do ano passado, segundo divulgou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


    A melhor notícia da pesquisa de emprego e salário na indústria de outubro diz respeito aos dados da folha de pagamento real, que cresceu 2% ante mês anterior – a maior expansão nessa base de comparação desde fevereiro – e 5,3% ante outubro do ano passado, neste caso o melhor resultado desde agosto de 2005.


    Para André Macedo, economista da Coordenação de Indústria do IBGE, o rendimento do trabalhador industrial tem crescido não apenas por causa das recomposições dos salários, mas também pelo “melhor comportamento” dos preços em 2006 em relação ao ano passado.


    A apresentação dos dados relativos ao mercado de trabalho industrial estava marcada para hoje cedo, mas uma falha operacional na área de informática do IBGE “disparou” as informações para alguns usuários e a divulgação foi antecipada. Situação semelhante ocorreu em setembro com outro indicador do órgão, o IPCA-15, cujos resultados também foram revelados um dia antes por causa de problemas operacionais.


    Macedo disse que os resultados do emprego na indústria mostram um crescimento “muito discreto” na ocupação do setor ao longo deste ano. Segundo o economista, os dados de média móvel trimestral, considerados o principal indicador de tendência, mostram que a ocupação na indústria cresceu apenas 0,9% no trimestre encerrado em outubro, ante o trimestre terminado em março. No mesmo período, a produção industrial cresceu, na média móvel trimestral, 1,5%. No trimestre encerrado em outubro ante o terminado em setembro, a variação no emprego industrial, de acordo com a média móvel trimestral, foi zero.


    “O pequeno crescimento no emprego é um resultado muito moldado pela produção, não dá para esperar que a ocupação responda de forma diferente”, disse Macedo. Segundo ele, a produção teria que crescer com mais vigor para aumentar mais aceleradamente o número de contratações.


    Macedo observou também que, na comparação com outubro do ano passado, os dados da ocupação em outubro deste ano mostram que, exceto no caso de alimentos e bebidas, os segmentos que estão elevando o número de contratações estão vinculados às commodities, automóveis ou informática, e não são os mais empregadores. Por sua vez, segmentos que usam mão-de-obra intensiva como vestuário e calçados permanecem com problemas na produção e têm reduzido o número de empregados.


    A análise é compartilhada pelos economistas do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) que, em documento de análise sobre os resultados da pesquisa, observam que o emprego industrial não cresce com mais vigor porque os setores que vêm liderando a “fraca expansão industrial brasileira” (extrativo mineral, açúcar e álcool e setores mais intensivos em tecnologia, como informática) empregam relativamente pouco, ao passo que setores mais empregadores, mais disseminados regionalmente e com maior poder de difusão “ainda vivem uma crise” (vestuário, têxtil, calçados e couros, madeira e máquinas e equipamentos para agricultura).


    Segundo o Iedi, “mesmo o ensaio de leve recuperação no setor não teve impacto sobre a ocupação industrial” e, além disso, “pouco se pode esperar do emprego industrial para o restante do ano de 2006, se tanto, teremos um crescimento zero na ocupação do setor”.

  • Empresário pode usar site para vender mais no Natal

    Ainda dá tempo de aumentar as vendas para o Natal. Depois de promover mais de 340 oficinas, exibição de vídeos e consultorias, o Sebrae em São Paulo continua suas ações via internet.

    Ainda dá tempo de aumentar as vendas para o Natal. Depois de promover mais de 340 oficinas, exibição de vídeos e consultorias, o Sebrae em São Paulo continua suas ações via internet. Até a próxima quarta-feira, os interessados podem acessar o hot site do Natal Empreendedor (www.sebraesp.com.br/natal-empreendedor), a partir de qualquer cidade brasileira, para tirar dúvidas, assistir a filmes e ver apresentações sobre os temas Atendimento, Vitrinismo, Embalagens, Lidando com a Inadimplência, Trabalho Temporário, Propaganda e Marketing.


    Até meados de novembro, o serviço teve mais de 23 mil acessos e mais de 2 mil downloads. A expectativa é que até o fim de dezembro o site chegue a 30 mil acessos. “É um serviço de utilidade para a população e necessário em épocas como essa, quando não há tempo livre para cursos longos. As dicas são práticas e simples e isso ajuda a serem implantadas de imediato”, afirma Manfredo Archimor Paes, responsável pelo portal.


    O hot site traz 100 dicas de Natal. As dicas estão divididas por assuntos: comércio eletrônico, compra e venda, decoração, propaganda e marketing e recursos humanos. Em comércio eletrônico, por exemplo, o Sebrae paulista informa como criar um site que tenha audiência. Nas dicas de propaganda e marketing, uma delas é como investir corretamente para haver retorno nas vendas para multiplicar o investimento.


    Informações importantes sobre os temas abordados nas palestras, dicas sobre como proceder no período pós-Natal com estoques, fidelização de clientes e política de trocas de mercadoria também já estão disponíveis no hot site. No endereço, o empreendedor encontrará ainda uma seqüência de filmes sobre os temas das oficinas, que mostram, por exemplo, como montar embalagens criativas de baixo custo ou como harmonizar sua vitrine para encantar o cliente. Há também artigos, notícias e idéias práticas que podem ajudar os empresários a fortalecer suas vendas no Natal.


    PÓS-NATAL. As preocupações dos comerciantes, no entanto, não terminam no dia de Natal. Gustavo Carrer, consultor de Marketing do Sebrae São Paulo e um dos organizadores do projeto Natal Empreendedor, comenta que o maior problema é a falta de planejamento. “O planejamento permeia todos os outros itens do empreendimento e para o pós-Natal é preciso prever questões relativas à devolução de produtos, estoque parado, descontrole no fluxo de caixa e outros fatores que são contornáveis em grandes empresas, mas podem representar a quebra de uma pequena”, diz. Para isso está programada para janeiro a entrada de dicas pós-Natal no portal Sebrae em São Paulo, que abordará esses temas.


    Em recente pesquisa desenvolvida pelo site www.varejista.com.br constatou-se que 44% dos lojistas em shoppings da cidade não estão atentos à vitrine, o que é preocupante, pois se trata da porta de entrada do cliente. “Vitrinismo, assim como outros temas abordados no site e nas oficinas, foram escolhidos a partir de uma ampla pesquisa do Sebrae junto aos empresários, quando verificamos essa carência”, diz Carrer.


    O Natal foi escolhido para implementar esse projeto-piloto por diversos fatores: é a principal data para o comércio e o resultado vai refletir no ano todo para o lojista; é o início das férias escolares e as crianças consomem mais por ficarem mais tempo em casa; começa o verão, com lançamentos de moda, brinquedos, produtos de praia etc.; e o 13º salário injeta dinheiro no comércio.

  • CineSesc Gurupi é inaugurado com produções nacionais

    O Sesc de Tocantins acaba de inaugurar, no município de Gurupi, a cerca de 250 km da capital, Palmas, o primeiro CineSesc do Estado. A solenidade de abertura do novo espaço, que estreou com a exibição do documentário Ilha das Flores, do cineasta Jorge Furtado, foi realizada em 30 de novembro.

    O Sesc de Tocantins acaba de inaugurar, no município de Gurupi, a cerca de 250 km da capital, Palmas, o primeiro CineSesc do Estado. A solenidade de abertura do novo espaço, que estreou com a exibição do documentário Ilha das Flores, do cineasta Jorge Furtado, foi realizada em 30 de novembro.


    O projeto do novo espaço cultural foi idealizado em 2003, e as obras de construção tiveram início no ano seguinte. A sala, climatizada, com capacidade para 100 pessoas, conta com uma tela de 18 metros quadrados e som estéreo.


    Para o presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac de Tocantins, Hugo de Carvalho, “o Sesc Tocantins dá a sua contribuição para a formação de platéia e incentiva o cidadão a conhecer o mundo das artes, e essa é uma missão que muito orgulha a quem faz parte desse processo cultural”. 


    Num primeiro momento serão exibidos filmes nacionais gratuitamente, para crianças e adultos, como o infantil O Cavalinho Azul e o documentário Paulinho da Viola. Para este mês estão previstas ainda a exibição dos filmes Três Zuretas, as Histórias de Oscar Wilde, Senta Pua e Narradores de Javé, entre outras produções brasileiras.

     

    Além dos filmes, o CineSesc Gurupi estará oferecendo a seus visitantes a exposição 50 anos de Vera Cruz, apresentando fotos históricas do cinema nacional e dos Estúdios Vera Cruz, onde foram produzidas grandes obras da sétima arte.

  • IBGE: queda no nível de emprego na indústria e mudança do PIB nacional

    O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) informou hoje que o nível de emprego na indústria caiu 0,2% em outubro, na comparação com setembro, considerando ajuste sazonal. Já em agosto o emprego industrial registrou avanço de 0,5%. Na comparação com outubro de 2005, o índice apresentou acréscimo de 0,2%. No ano, o indicador registra recuo de 0,3% e o acumulado nos últimos 12 meses revela queda de 0,4%.


    No entanto, na análise comparativa a outubro do ano passado, 9 dos 14 locais pesquisados apresentaram aumento no contingente de trabalhadores.

    O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) informou hoje que o nível de emprego na indústria caiu 0,2% em outubro, na comparação com setembro, considerando ajuste sazonal. Já em agosto o emprego industrial registrou avanço de 0,5%. Na comparação com outubro de 2005, o índice apresentou acréscimo de 0,2%. No ano, o indicador registra recuo de 0,3% e o acumulado nos últimos 12 meses revela queda de 0,4%.


    No entanto, na análise comparativa a outubro do ano passado, 9 dos 14 locais pesquisados apresentaram aumento no contingente de trabalhadores. A principais influências foram registradas nas regiões Norte e Centro-Oeste (8,8%), em São Paulo (0,6%) e na região Nordeste (0,9%).


    PIB brasileiro


    Outros dados importantes divulgados pelo Instituto: as principais capitais brasileiras perdem espaço na produção de riqueza no país – uma queda de 31,9% em 1999 para 27,9% em 2004 no PIB brasileiro. No sentido contrário, a participação dos municípios que não pertencem às regiões metropolitanas das grandes capitais viram sua participação no PIB nacional crescer de 46% em 1999 para 49,4% em 2004.


     

  • Serasa: inadimplência cresce 2,6% em novembro

    De acordo com pesquisa divulgada hoje pela Serasa, a inadimplência dos consumidores em novembro cresceu 2,6% na comparação com outubro, quando foi registrada alta de 5% sobre setembro. A inadimplência também registrou aumento de 2,5% na comparação com novembro do ano passado.

    De acordo com pesquisa divulgada hoje pela Serasa, a inadimplência dos consumidores em novembro cresceu 2,6% na comparação com outubro, quando foi registrada alta de 5% sobre setembro. A inadimplência também registrou aumento de 2,5% na comparação com novembro do ano passado. No acumulado dos 11 meses deste ano, o levantamento da empresa de análise de crédito mostrou aumento de 11,3% em relação ao mesmo período de 2005. 


     


    O comprometimento da renda da população com as dívidas contraídas junto ao varejo, aos bancos e às financeiras tem favorecido a alta da inadimplência, segundo a Serasa. Já o aumento da renda do consumidor (beneficiada, sobretudo, pelo reajuste do salário mínimo e pela inflação baixa) e a redução das taxas de juros atenuaram um crescimento maior da inadimplência. No ranking de representatividade na inadimplência dos consumidores, as dívidas com os bancos assumiram o primeiro lugar; dívidas com cartões de crédito e financeiras ficaram em segundo lugar na escala.