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  • Fecomércio-PE: alta de 4,4% no comércio varejista de Recife, em outubro

    O comércio varejista na Região Metropolitana do Recife cresceu 4,4% em outubro, na comparação com setembro. A informação consta da pesquisa que a Federação do Comércio de Pernambuco acaba de divulgar, e os números sinalizam para resultados favoráveis até o fim do ano. De acordo com o estudo, o montante dos salários teve alta de 2,95% e o nível de emprego aumentou cerca de 0,75%. O faturamento no acumulado do ano cresceu 5,4%.

    O comércio varejista na Região Metropolitana do Recife cresceu 4,4% em outubro, na comparação com setembro. A informação consta da pesquisa que a Federação do Comércio de Pernambuco acaba de divulgar, e os números sinalizam para resultados favoráveis até o fim do ano. De acordo com o estudo, o montante dos salários teve alta de 2,95% e o nível de emprego aumentou cerca de 0,75%. O faturamento no acumulado do ano cresceu 5,4%. Os motivos das boas vendas: crédito mais fácil, estabilidade nos preços e nas taxas de juros médios ao consumidor.


    A Fecomércio-PE também divulgou os dados da Sondagem de Opinião dos consumidores para as vendas de fim de ano: 75% dos consumidores da Região Metropolitana do Recife pretendem comprar presentes com valor médio de R$ 285,00. O levantamento ouviu 613 consumidores, sendo 417 do comércio tradicional e 196 de shopping centers.

  • A hora do crescimento

    O Brasil precisa crescer, e crescer rapidamente, afirma Orlando Diniz, presidente da Federação de Comércio do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ), entidade que reúne 61 sindicatos patronais, responsáveis por cerca de 2,5 milhões de empregos formais. Para isso, de acordo com ele, é necessário fortalecer a classe média e vencer o desafio da exclusão social. “Devemos simplificar e diminuir a carga tributária, que afasta os novos investimentos.

    O Brasil precisa crescer, e crescer rapidamente, afirma Orlando Diniz, presidente da Federação de Comércio do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ), entidade que reúne 61 sindicatos patronais, responsáveis por cerca de 2,5 milhões de empregos formais. Para isso, de acordo com ele, é necessário fortalecer a classe média e vencer o desafio da exclusão social. “Devemos simplificar e diminuir a carga tributária, que afasta os novos investimentos. Não podemos mais conviver com a falta de planejamento estratégico e temos que formatar uma visão de nação a médio e longo prazos”, diz.


    Segundo Orlando Diniz, é indispensável que sejam feitas as reformas estruturais que vêm sendo adiadas e inseridos conceitos modernos de gestão na máquina pública. “Vejo a sociedade como cliente e o Estado como fornecedor. Será que o cliente está satisfeito com os serviços oferecidos? Estamos satisfeitos com a saúde, a educação, a segurança? Para o País entrar, efetivamente, na rota do crescimento sustentado, é necessária uma nova visão de Estado”, assinala, acrescentando que a pequena e a microempresa devem receber mais atenção, sob a forma de maior acesso ao crédito, redução e simplificação da carga tributária, desburocratização, promoção do associativismo e dos arranjos produtivos locais, além do incentivo para parcerias com outras entidades empresariais. “O setor terciário é fundamental e precisa de menos falação e mais ação. Gosto de sujeito, verbo e predicado”, resume


    Visão de Brasil


    “A estabilidade monetária foi uma grande conquista. A inflação, com a qual convivemos por décadas, era um imposto perverso que atingia a todos: o setor produtivo, os assalariados e os mais pobres. Todos perdiam. Quando olhamos para o passado, é difícil acreditar que conseguimos sobreviver a tamanho descontrole. Os ajustes efetuados fizeram bem aos nervos do público interno edos investidores externos. Mas o controle da inflação não garante crescimento. Reduz, sim, as incertezas, porque minora a volatibilidade, que atua na contramão dos investimentos. Agora a hora é outra e novas tarefas se impõem. O Brasil precisa crescer, e crescer rapidamente. Para isto, não precisamos de milagres. Precisamos fortalecer a classe média e vencer o desafio da exclusão social; devemos simplificar e diminuir a carga tributária, que afasta os novos investimentos. Não podemos mais conviver com a falta de um planejamento estratégico, temos que formatar uma visão de nação a médio e longo prazos. Definidas as prioridades estratégicas, a alocação dos recursos orçamentários é mandatária e seu cumprimento deve ser perseguido de forma sistemática e consistente. O cenário econômico mundial ainda permanece positivo, mas não se sabe até quando o céu de brigadeiro se mantém. Não podemos perder a chance do “cavalo que passa encilhado” à nossa frente”.


    Visão de Estado


    “Temos que repensar o tamanho do Estado. A máquina burocrática, tal como está, não garante um Estado eficiente e forte. Precisamos realizar, de uma vez por todas, as reformas estruturais que adiamos e inserir conceitos modernos de gestão na máquina pública. O Brasil precisa de oxigênio. Vejo a sociedade como cliente e o Estado como fornecedor. Será que o cliente está satisfeito com os serviços oferecidos? Estamos satisfeitos com a saúde, a educação, a segurança? Para o país poder entrar, efetivamente, na rota do crescimento sustentado, é necessária uma nova visão de Estado. A Índia e a China realizaram uma mudança drástica nos seus modelos conceituais de Estado. Suas histórias de sucesso comprovam o acerto da decisão. A roda existe; a hora é de fazê-la andar.”


    Rio de Janeiro


    “O Rio de Janeiro é uma cidade-estado. Trinta e oito por cento de todo o turismo externo que chega ao Brasil tem o Rio como porta de entrada, um endereço referencial. Esta cidade é um exemplo de resistência e não devemos abusar da sorte. Não vou, porém, fazer parte do coro das lamentações incessantes. Problemas existem, mas também existem soluções. Vamos atrás delas com disciplina e determinação, acredito no otimismo teimoso. Quanto ao Estado do Rio de Janeiro, uma questão primordial se impõe: definir sua vocação. Devemos ser um centro de excelência do turismo? Da saúde? Um centro financeiro? Definir a nossa vocação e trabalhar para implementá-la é uma tarefa para ontem. Outra tarefa importante é estimular o interior do estado na busca do desenvolvimento sustentável. A capital e o interior merecem a equidade do olhar atento e cuidadoso do Poder Público. É preciso eliminar o diferencial entre a cidade e o estado.


    Educação


    “Vamos pegar todos os adjetivos qualificativos positivos e colar na palavra educação. O mundo viveu uma revolução educacional nos últimos 50 anos. Educar é mais que transmitir a educação formal, é aprender a aprender, é aprender fazendo. No mundo moderno, a relação entre professor e aluno é alimentada com sinergia, a distância do passado foi substituída por pontes. Ambos, professor e aluno, são importantes. No Brasil, a educação precisa e pode ser melhorada, ainda convivemos com carências. Precisamos estipular metas, investir em centros de excelência e pesquisa; estimular a parceria entre o setor público e o mundo empresarial. A troca de informações entre estes dois setores deve ser a bússola para um projeto educacional brasileiro, que tenha condições de enfrentar as demandas crescentes de um mundo globalizado. Na educação tudo é importante: o fundamental, o técnico, o universitário. Mas não posso deixar de lembrar que sem um ensino básico-fundamental forte e estruturado, todas as outras áreas passam a ser um sonho de verão. O fundamental é fundamental”.


    A Federação do Comércio – RJ e sua missão


    “A Fecomércio é composta por 61 sindicatos patronais, que agregam milhares de empresas de médio e pequeno portes. Representamos todo o setor de comércio de bens, serviços e turismo, que responde por mais de 90% dos estabelecimentos comerciais do estado e gera cerca de 2,5 milhões de empregos formais. Nossa missão é promover e incentivar o crescimento empresarial, em harmonia com o desenvolvimento sustentável da sociedade. Devemos assegurar um ambiente de negócios favorável, o fortalecimento dos sindicatos filiados e o desenvolvimento da empresa comercial. Para atender estas premissas, implementamos ações em diferentes frentes como a parlamentar, a governamental, além de trabalhos de pesquisa e mapeamento do setor em todo o estado. As pesquisasde preço, comércio e consumo viraram fonte de informação para a tomada de decisões. Temos orgulho em dizer que a Fecomércio conhece seu caminho e sabe para onde quer e pode ir.”


    A Importância do Setor Terciário na Economia


    “A importância do comércio de bens, serviços e turismo, ou seja, do setor terciário, na economia é hiper relevante. O setor contribui, e muito, para a geração de empregos no país e, conseqüentemente, para o crescimento econômico. O emprego é uma alavanca fundamental para o aumento de renda, maior acesso ao crédito e à inclusão social. Segundo o Ministério do Trabalho, de janeiro a setembro deste ano, somente o setor de comércio e serviços produziu 54.728 empregos formais, que correspondem a 65% dos empregos gerados no Brasil no período. Se contra fatos não se deve opor argumentos, este número responde sozinho pela importância do setor terciário na economia brasileira. Mas se queremos aumentar o poder de fogo do setor e respeitar a sua vocação de relevância – e, aliás, este é um fenômeno mundial -, precisamos dar maior atenção à pequena e microempresas, isto porque elas são 99% do cenário econômico terciário. Neste caso, atenção significa acesso ao crédito, redução e simplificação da carga tributária, desburocratização, promoção do associativismo e dos arranjos produtivos locais, além do incentivo para parcerias com outras entidades empresariais. O setor terciário é fundamental e precisa de menos falação e mais ação. Gosto de sujeito, verbo e predicado.”


    O Empreendedor no Brasil 


    “É um dos meus temas favoritos: o indivíduo que tem a coragem de ousar e fazer. Devemos bater palmas para o empreendedor, independentemente do motivo que o faz abrir um negócio. O nosso papel é estimular a formalidade e ajudar este indivíduo a alcançar o sucesso. Uma reforma tributária, trabalhista e previdenciária ajudaria, e muito, o indivíduo que quer abrir seu próprio negócio; alias, estas reformas são fundamentais e urgentes para todos os setores da nossa economia. Outro fator importante para que uma empresa sobreviva e se desenvolva é a informação. Qualquer empresário tem que conhecer muito bem o seu mercado de consumo, as melhores técnicas de gestão, a conjuntura nacional e internacional. A informação é o pulo do gato em qualquer negócio.”




     

  • Mantega acha difícil mínimo de R$ 367 passar no Congresso

    O governo está com dificuldades para voltar atrás na estimativa inicial de elevar o salário mínimo de R$ 350 para R$ 375 em 1007, como consta na proposta de Orçamento de 2007 enviada ao Congresso em agosto e que foi alterada no mês passado.Com desempenho da economia mais fraco que o previsto em 2006, o governo recuou e propôs que o salário mínimo seja reajustado para R$ 367, mas o assunto ainda será discutido com os congressistas.

    O governo está com dificuldades para voltar atrás na estimativa inicial de elevar o salário mínimo de R$ 350 para R$ 375 em 1007, como consta na proposta de Orçamento de 2007 enviada ao Congresso em agosto e que foi alterada no mês passado.Com desempenho da economia mais fraco que o previsto em 2006, o governo recuou e propôs que o salário mínimo seja reajustado para R$ 367, mas o assunto ainda será discutido com os congressistas. A nova proposta já considera menor expectativa de inflação e de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano.


    Ontem, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, admitiu a dificuldade de reduzir o reajuste, mas afirmou que a questão ainda não está fechada no governo e disse ainda que, pessoalmente, defende uma política de reajuste anual para o mínimo que mantenha ganhos acima da inflação, mas menores do que o aumento do PIB.


    “Ficou difícil voltar atrás, mas eu sustento que o certo é R$ 367”, afirmou. Mantega participou de reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outros ministros para discutir o assunto.


    Mantega disse que sua proposta tem como objetivo não sobrecarregar as contas da Previdência Social -o maior gasto do governo – e que sobrem recursos para investimentos. “No contexto em que estamos, um salário mínimo de R$ 367 representa aumento real, ou seja, aumento acima da inflação de 4%. Considero um aumento consistente”, disse. A justificativa do ministro para manter a nova proposta de reajuste é que o governo está obedecendo à regra prevista em lei de reajustar o mínimo de acordo com a inflação mais a variação do PIB per capita.


    Inicialmente, o governo previa expansão do PIB neste ano de 4,5%, mas a estimativa foi reduzida para 3,75%, o que gerou a diferença no reajuste do mínimo. Essa previsão já foi revista para 3,2% no final do mês passado.


    O governo, porém, terá que negociar a mudança de planos com o Congresso. O relator do Orçamento, senador Valdir Raupp (PMDB-RO), manteve em seu relatório o aumento para R$ 375. Além disso, as centrais sindicais pressionam para que o governo eleve o salário mínimo para R$ 420.


    “O governo está sustentando a regra, só que saiu (aumento para) R$ 375 quando ainda havia projeção mais alta de PIB e inflação. Agora ficou difícil de voltar atrás”, disse o ministro. Mantega avalia que o reajuste pode ser mais modesto porque o poder aquisitivo das pessoas com faixa de renda mais baixa está crescendo.


    “Corrigir de acordo com a inflação mais o PIB é o correto, o mais adequado, tendo em vista que em outros anos já houve aumento considerável. Para as faixas de renda que recebem o mínimo, a inflação é mais baixa do que a média nacional, o que significa que o poder aquisitivo está aumentando para os detentores de salário mínimo.”


    Correção Real


    Neste ano, a correção real do mínimo foi de 13%. Se prevalecer a proposta do Executivo, o ganho acima da inflação será de 2,27%.


    “Então a política permanente devia discutir aumento real todo ano, porém abaixo do crescimento do PIB, de modo a pressionar menos a Previdência. O que eu defendo é aumento real abaixo do PIB, para sobrar recursos para investimentos, porque isso é bom para todo mundo, inclusive para os trabalhadores, porque vai representar mais empregos, a melhor forma de fazer justiça social”, disse mantega.




     

  • Centrais se unem para pressionar o Planalto

    Sindicalistas realizam uma marcha a Brasília para reivindicar reajuste para R$ 420. Cerca de 10 mil trabalhadores são esperados amanhã em Brasília durante a 3ª Marcha Nacional pela Valorização do Salário Mínimo. A manifestação, organizada por seis centrais sindicais (CUT, CGTB, CGT, CAT, Força Sindical e SDS), vai tentar pressionar o governo federal por um reajuste do salário mínimo dos atuais R$ 350 para R$ 420 e, ainda, a antecipação do pagamento para março do próximo ano.

    Sindicalistas realizam uma marcha a Brasília para reivindicar reajuste para R$ 420. Cerca de 10 mil trabalhadores são esperados amanhã em Brasília durante a 3ª Marcha Nacional pela Valorização do Salário Mínimo. A manifestação, organizada por seis centrais sindicais (CUT, CGTB, CGT, CAT, Força Sindical e SDS), vai tentar pressionar o governo federal por um reajuste do salário mínimo dos atuais R$ 350 para R$ 420 e, ainda, a antecipação do pagamento para março do próximo ano. Os sindicalistas também vão insistir na correção de 7,7% na tabela de descontos do Imposto de Renda da Pessoa Física. Eles acusam o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de permitir a defasagem na correção da tabela.

    O secretário Geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Quintino Marques Severo, disse ontem, em Brasília durante uma reunião preparatória da organização da marcha dos sindicalistas, que “o momento é de pressionar por um aumento do salário mínimo superior ao defendido pela equipe econômica do governo”.


    A reivindicação das centrais não agradou a equipe econômica do governo, que estuda duas propostas bem inferiores ao valor exigido pelos sindicatos. O senador Valdir Raupp (PMDB/RO), relator-geral do Orçamento de 2007, afirmou na semana passada, que há um consenso entre governistas em elevar o piso para R$ 375. O outro aumento em análise, mais modesto, fixa o salário mínimo em R$ 367.


    Sobre o reajuste na tabela do Imposto de Renda, o ministro da Fazenda, Güido Mantega, já se adiantou e disse que a previsão para o próximo ano é de apenas 3%. Raupp, no entanto, defende uma correção de 5%.


    As reivindicações dos sindicalistas serão discutidas com ministros e lideranças partidárias nesta quinta-feira, quando terá início o processo de negociação das propostas.


    Para Artur Henrique da Silva Santos, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), o aumento do mínimo “favorece o crescimento econômico e a distribuição de renda”. O valor do piso indicado pela centrais representa um reajuste nominal de 20% e um aumento real de 16,6% . Segundo Artur Henrique, cerca de 40 milhões de trabalhadores, no mercado formal e informal, recebem hoje até dois salários mínimos. “Por isso somos importantes para o desenvolvimento do País”, argumenta.


    Mesmo se manter o aumento com base na proposta do Orçamento de 2007, de R$ 375, o governo terá um reajuste superior a determinação da Lei de Diretrizes Orçamentárias. De acordo com a LDO, o mínimo teria de ser definido pela inflação de abril de 2006 a março de 2007, com acréscimo da variação real do Produto Interno Bruto (PIB).


    Se as negociações e a marcha não produzirem um resultado favorável para os sindicatos, o presidente da CUT prometeu continuar a promover atividades isoladas nos estados. “Vamos continuar com nossos objetivos até criarmos um clima de negociação”, prometeu.


    O presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), aposta que a reunião com ministros irá facilitar num entendimento comum entre o governo e os trabalhadores. O pedetista, contudo, não descarta a hipótese das centrais realizarem após as negociações paralisações e passeatas nos estados.


     


     

  • Governo desiste de redutor de gastos

    O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse ontem que o governo desistiu de estabelecer um redutor geral de despesas como proporção do Produto Interno Bruto (PIB), conforme o Estado antecipou em sua edição de domingo.

    O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse ontem que o governo desistiu de estabelecer um redutor geral de despesas como proporção do Produto Interno Bruto (PIB), conforme o Estado antecipou em sua edição de domingo. Segundo ele, a idéia agora é criar regras específicas para cada uma das rubricas de gastos com as quais o governo tem de se deparar a cada ano, com destaque para os reajustes do salário mínimo e do funcionalismo.


    ‘Falando talvez de maneira excessivamente franca, achamos que aplicar um redutor geral como proporção do PIB para conter gastos não é a melhor forma de fazer isso, pois cria mais um patamar de engessamento orçamentário. O que estamos discutindo é a criação de um conjunto de regras que possibilitará que os gastos cresçam menos do que o PIB em termos reais, mas sem fixar isso em 0,1 ou 0,2 ponto porcentual do PIB’, explicou Bernardo, referindo-se aos limites que chegaram a ser propostos na LDO.


    O ministro disse ainda, em teleconferência com investidores promovida pela Tendências Consultoria, que tais regras trazem mais previsibilidade para o gasto público. E que a não imposição de limites globais de gasto pode levar a uma redução maior do que os parâmetros debatidos no âmbito da LDO.


    ‘É muito mais fácil aferir se a despesa de pessoal só pode crescer, por exemplo, inflação e mais 2% ao ano. Ou que o salário mínimo vai crescer tantos por cento, desde que não seja maior do que o PIB’, disse. ‘O resultado disso pode ser uma economia de 0,1% ou 0,2% do PIB, mas pode ser mais do que isso.’


    LONGO PRAZO


    O ministro insistiu na definição de uma política de longo prazo para os reajustes do salário mínimo. ‘Temos uma política transitória, ano a ano na LDO. Nos últimos anos tivemos reajustes reais que, hoje, parece consensual no governo, não temos condições de manter no mesmo nível’, exemplificou. As centrais sindicais, disse, serão chamadas a participar do debate.


    Até o momento, acreditava-se que o governo insistiria em aplicar, como parte do chamado pacote de estímulo ao crescimento, um redutor de todos os gastos correntes do governo como proporção do PIB, nos moldes da LDO. Representantes da equipe econômica deram até mesmo indicações públicas nesse sentido.


     


     




     

  • Brasil perde competitividade entre grandes emergentes

    O Brasil ocupa a última posição no ranking de competitividade elaborado pela Câmara Americana de Comércio (Amcham), denominado BRIC-M, que reúne também Rússia, Índia, China e México. A pesquisa leva em conta a legislação, a percepção da corrupção e o desempenho da economia, entre outros indicadores dos cinco países. A China aparece em primeiro lugar no ranking, seguida da Índia (2º) e Rússia (3º).

    O Brasil ocupa a última posição no ranking de competitividade elaborado pela Câmara Americana de Comércio (Amcham), denominado BRIC-M, que reúne também Rússia, Índia, China e México. A pesquisa leva em conta a legislação, a percepção da corrupção e o desempenho da economia, entre outros indicadores dos cinco países. A China aparece em primeiro lugar no ranking, seguida da Índia (2º) e Rússia (3º). Brasil e México empataram no quarto lugar.


    Os cinco países são considerados os principais emergentes, com potencial para impulsionar a economia mundial nas próximas décadas e ultrapassar o G-6 – formado por Estados Unidos, União Européia (UE), Japão, Austrália, Brasil e Índia – até 2050.


    O desempenho insatisfatório do Brasil, compartilhado com o México, se deve aos elevados custos fiscais, institucionais e operacionais, aponta o levantamento da Amcham feito em parceria com o Movimento Brasil Competitivo (MBC) e divulgado ontem.


    Segundo o presidente da Comissão de Estratégia e Competitividade da Amcham, e presidente do MBC, José Fernando Mattos, o Brasil melhorou apenas na comparação consigo mesmo. Esse resultado, embora positivo, não atrai investimentos da mesma forma que os demais países. “A velocidade da melhoria dos indicadores no Brasil não é suficiente para manter o país no grupo dos BRIC-M). O índice de competitividade tem relação íntima com o crescimento do PIB”, Afirmou Mattos.


    No Brasil, houve piora em 14 dos 24 indicadores utilizados para avaliar a sua competitividade em relação aos demais países emergentes. Entre eles estão o risco soberano, intenção de investimentos diretos estrangeiros, transparência da política governamental, custo de energia, infra-estrutura de escoamento de mercadorias e empreendedorismo.


    Apenas dois indicadores brasileiros apresentaram melhora em relação aos concorrentes: as leis trabalhistas e o funcionamento da Justiça, nos quais o Brasil passou da quinta para a quarta posição.


    O estudo destaca que no caso do funcionamento da Justiça, o desempenho do Brasil não foi aprimorado por mérito próprio, mas porque a situação na Índia se agravou. Já no caso das leis trabalhistas, indicador que mede a dificuldade dos empresários para contratar e demitir funcionários, o país registrou melhora frente aos concorrentes diretos e também em relação ao restante do mundo. Apesar disso, ainda ocupa a 103ª posição no ranking global, que avalia 175 economias.


    Em outros oito índices, as posições do Brasil foram mantidas de 2000 a 2006. É o caso, por exemplo, da taxa de juros real e da carga tributária – ambos em 5º lugar.


    De acordo com Mattos, entretanto, para que o país tenha um desempenho melhor, são fundamentais a melhoria do ambiente institucional, o aprofundamento do processo de reformas, a redução e melhoria dos gastos públicos, a diminuição da burocracia e a redução da carga tributária. “Essas questões são fundamentais para que o país atraia mais investimentos, tanto nacionais quanto estrangeiros”, considerou.


     


     




     

  • Pesquisa: otimismo moderado de empresários para 2007

    Os empresários têm otimismo moderado em relação à economia do país para 2007. É o que revela a pesquisa “Perspectiva Empresarial” feita pelo Serasa com executivos de 1.032 empresas dos setores da indústria, comércio, serviços e instituições financeiras, entre os dias 28 de outubro e 8 de novembro. De acordo com o assessor econômico do Serasa, Carlos Henrique de Almeida, os empresários acreditam nas declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que o crescimento econômico será o centro do novo mandato.


    “A pesquisa aponta otimismo moderado.

    Os empresários têm otimismo moderado em relação à economia do país para 2007. É o que revela a pesquisa “Perspectiva Empresarial” feita pelo Serasa com executivos de 1.032 empresas dos setores da indústria, comércio, serviços e instituições financeiras, entre os dias 28 de outubro e 8 de novembro. De acordo com o assessor econômico do Serasa, Carlos Henrique de Almeida, os empresários acreditam nas declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que o crescimento econômico será o centro do novo mandato.


    “A pesquisa aponta otimismo moderado. Os empresários estão dando mais um voto de confiança nas declarações do presidente de que, neste segundo mandato, o centro será o crescimento econômico”, disse Almeida. A pesquisa foi realizada após a definição das eleições, “já com a definição da continuidade do governo Lula”, conforme as palavras do assessor econômico do Serasa.


    Para Almeida, os fatores que acentuam os ânimos estão relacionados à redução das taxas de juro e a crescente oferta de crédito. “A maior oferta de crédito, junto com a redução da taxa de juro, tem sido o maior financiador da economia brasileira”, ressaltou. Segundo o assessor econômico, o setor aguarda definições estruturais do governo para consolidarem suas perspectivas. “As condições estão criadas, mas os empresários estão aguardando uma melhor definição das reformas estruturais”, acrescentou Almeida.


    O Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, que pode fechar abaixo dos 3%, é um dos fatores que levam o empresário a projetar, em 2007, crescimento mais elevado. A pesquisa da entidade diz que 64% dos entrevistados acreditam em crescimento do PIB – oito pontos percentuais a mais do que verificado no ano de 2005 em relação a este ano, quando 56% acreditavam no incremento. “Diante de uma base fraca como 2006, qualquer crescimento que vier agora já é alguma coisa. Mas nada de “encher os olhos”, até por este ano ter frustrado as expectativas iniciais”, afirmou Almeida.


    Dentro desta perspectiva, os empresários de instituições financeiras lideram a lista de otimismo, com 75% prevendo crescimento. Do outro lado, o setor industrial, que teve um ano aquém das expectativas, está no pé da lista – 62% estão otimistas. Executivos das regiões Nordeste e Sudeste apostam mais no crescimento – 74% e 66% respectivamente – do que os do Sul e Centro-Oeste, em que 62% têm opinião positiva.


    A crise do agronegócio e a valorização do real são apontados como motivos para o índice menor de expectativa otimista. A região Norte aparece com apenas 39% dos entrevistados que acreditam no crescimento. O negativismo decorre, principalmente, da queda das exportações na Zona Franca de Manaus.


     

  • IPC-S tem deflação em seis das sete capitais pesquisadas

    O Índice de Preços ao Consumidor-Semanal, medido pela Fundação Getúlio Vargas, registrou desaceleração de preços em seis das sete capitais pesquisadas.


    São Paulo teve alta de 0,30% no período encerrado em 30 de novembro, ante 0,31% apurado na semana anterior; Belo Horizonte caiu de 0,40% para 0,27%; Em Brasília, o IPC-S foi de 0,78% para 0,61%; em Porto Alegre, de 0,48% para 0,32%; e, no Rio de Janeiro, de 0,24% para 0,07%. Salvador foi a única capital pesquisada que manteve a taxa da apuração anterior: 0,46%.


     

    O Índice de Preços ao Consumidor-Semanal, medido pela Fundação Getúlio Vargas, registrou desaceleração de preços em seis das sete capitais pesquisadas.


    São Paulo teve alta de 0,30% no período encerrado em 30 de novembro, ante 0,31% apurado na semana anterior; Belo Horizonte caiu de 0,40% para 0,27%; Em Brasília, o IPC-S foi de 0,78% para 0,61%; em Porto Alegre, de 0,48% para 0,32%; e, no Rio de Janeiro, de 0,24% para 0,07%. Salvador foi a única capital pesquisada que manteve a taxa da apuração anterior: 0,46%.


     

  • Exploração de gás na Bolívia é tema de debate na Câmara

    O novo acordo firmado pelo Brasil para exploração e produção de gás nos campos de San Alberto e San Antonio, na Bolívia, é o tema da audiência pública que será realizada na Câmara nesta quarta-feira (6). O debate será promovido pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; de Relações Exteriores e de Defesa Nacional; e de Minas e Energia.

    O novo acordo firmado pelo Brasil para exploração e produção de gás nos campos de San Alberto e San Antonio, na Bolívia, é o tema da audiência pública que será realizada na Câmara nesta quarta-feira (6). O debate será promovido pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; de Relações Exteriores e de Defesa Nacional; e de Minas e Energia.


    Participantes

    Foram convidados o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau; o diretor do Departamento da América do Sul do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Ênio Cordeiro; e o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli de Azevedo.


    A audiência será realizada a partir das 10h30, no plenário 5.


    Agência Câmara, 4 de dezembro de 2006.

  • Projeto antecipa adição de biodiesel

    Infra-Estrutura aprecia indicações de autoridades e projeto que antecipa adição de biodiesel



    A Comissão de Serviços de Infra-Estrutura (CI) reúne-se na próxima terça-feira (5) para a apreciar, entre outras matérias, a recondução de Francisco Oliveira Filho ao cargo de diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a indicação de Wagner de Carvalho Garcia para o cargo de diretor na mesma ANTT.



    Além disso, a CI também apreciará o projeto de lei do Senado 121/06, de autoria do senador César Borges (PFL-BA), que antecipa o prazo para adição do percentual mínimo

    Infra-Estrutura aprecia indicações de autoridades e projeto que antecipa adição de biodiesel



    A Comissão de Serviços de Infra-Estrutura (CI) reúne-se na próxima terça-feira (5) para a apreciar, entre outras matérias, a recondução de Francisco Oliveira Filho ao cargo de diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a indicação de Wagner de Carvalho Garcia para o cargo de diretor na mesma ANTT.



    Além disso, a CI também apreciará o projeto de lei do Senado 121/06, de autoria do senador César Borges (PFL-BA), que antecipa o prazo para adição do percentual mínimo de biodiesel ao óleo diesel. Deve ainda ser apreciado o projeto de lei (PLS 416/05), de autoria do senador Osmar Dias (PDT-PR), que altera o Código Brasileiro de Aeronáutica para estimular a utilização de combustível de origem vegetal na aviação brasileira.


    Agência Senado, 4 de dezembro de 2006.