Blog

  • Arrecadação da Previdência cresce mais de 15% em 2006

    De janeiro a outubro deste ano, a arrecadação da Previdência atingiu R$ 104,23 bilhões, valor 15,55% superior ao recolhido no mesmo período de 2005. Somente no mês passado foram recolhidos valores 19,68% maiores que os arrecadados em outubro do ano passado. Esse resultado se deve ao incremento da massa salarial em 2006, do crescimento do número de empresas que aderiram ao Simples pela mudança na legislação que tirou empreendimentos de pequeno porte da informalidade, além dos recolhimentos feitos pelos órgãos públicos.

    De janeiro a outubro deste ano, a arrecadação da Previdência atingiu R$ 104,23 bilhões, valor 15,55% superior ao recolhido no mesmo período de 2005. Somente no mês passado foram recolhidos valores 19,68% maiores que os arrecadados em outubro do ano passado. Esse resultado se deve ao incremento da massa salarial em 2006, do crescimento do número de empresas que aderiram ao Simples pela mudança na legislação que tirou empreendimentos de pequeno porte da informalidade, além dos recolhimentos feitos pelos órgãos públicos. Contribuiu também positivamente para o resultado as ações de melhoria de gestão empreendidas pela Secretaria da Receita Previdenciária.



    De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), houve aumento de 12% da massa salarial até setembro deste ano, o que explica um dos fatores para a maior arrecadação previdenciária em 2006. A expansão do emprego formal também foi medida pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, que registra saldo positivo no número dos postos de trabalho há nove meses consecutivos.



    Já no caso das empresas incluídas no Sistema Simples (arrecadação de impostos e contribuições das micro e empresas de pequeno porte) houve crescimento de 19,45% na arrecadação, alcançando R$ 3,61 bilhões este ano. Conforme o secretário-adjunto da Receita Federal, Ricardo Pinheiro, esse aumento se deve à mudança na legislação que alterou o valor máximo do faturamento das empresas que podem ser incorporadas ao Simples.



    Segundo estabelece a Lei nº 11.307/06, para se enquadrar nesse sistema de arrecadação, a microempresa deve ter faturamento bruto anual limite de R$ 240 mil e a empresa de pequeno porte de R$ 2,4 milhões o dobro dos valores determinados na antiga legislação. Essa alteração provocou a adesão de mais empresas ao Simples, incidindo no volume da arrecadação previdenciária. Somente em 2006, 201.703 empresas aderiram ao sistema.



    Outro fator com peso significativo na arrecadação da Previdência foram os recolhimentos dos órgãos públicos. O incremento foi de quase 20% passando de R$ 3,75 bilhões entre janeiro e outubro de 2005 para R$ 4,49 bilhões no mesmo período de 2006.



    Arrecadação previdenciária de janeiro a outubro de 2006





    Recolhimento de R$ 104, 23 bilhões 15,55% superior ao mesmo período de 2005;

    Crescimento de 12% da massa salarial este ano contribuindo para o incremento da arrecadação previdenciária;

    Aumento de 19,45% na arrecadação das empresas optantes pelo Sistema Simples passando de R$ 3 bilhões para R$ 3,61 bilhões entre 2005 e 2006;

    Somente em outubro houve incremento de R$ 19,68% na arrecadação da Previdência em relação ao mesmo mês do ano passado.


    Secretaria-Geral da Presidência da República, 4 de dezembro de 2006.

  • CAE vota nesta terça-feira projeto que cria Super-Receita

    Os senadores da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) reúnem-se na terça-feira (5), às 10h, para votar uma pauta com 30 itens, sendo o primeiro deles o projeto de lei que institui a Secretaria da Receita Federal do Brasil, conhecida como Super-Receita. O parecer favorável ao projeto, do senador Rodolpho Tourinho (PFL-BA), recebeu vista coletiva na última reunião da comissão.


    O projeto (PLC 20/06) funde a Secretaria da Receita Federal, do Ministério da Fazenda (SRF), com a Secretaria da Receita Previdenciária, do Ministério da Previdência e Assistência Social (SRP).

    Os senadores da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) reúnem-se na terça-feira (5), às 10h, para votar uma pauta com 30 itens, sendo o primeiro deles o projeto de lei que institui a Secretaria da Receita Federal do Brasil, conhecida como Super-Receita. O parecer favorável ao projeto, do senador Rodolpho Tourinho (PFL-BA), recebeu vista coletiva na última reunião da comissão.


    O projeto (PLC 20/06) funde a Secretaria da Receita Federal, do Ministério da Fazenda (SRF), com a Secretaria da Receita Previdenciária, do Ministério da Previdência e Assistência Social (SRP). Depois de aprovado na CAE, o projeto ainda será submetido à apreciação da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e ao Plenário.


    Segundo Tourinho, que aperfeiçoou seu parecer a partir de acertos com o governo nas últimas semanas, o projeto promove uma significativa alteração na organização administrativa do setor de arrecadação e fiscalização de tributos de competência da União. O novo órgão será dirigido pelo secretário da Receita Federal do Brasil e terá competência para arrecadar, fiscalizar, administrar, lançar e normatizar o recolhimento de quase a totalidade dos impostos e contribuições que cabem à União.


    A Super-Receita também poderá fiscalizar contribuições devidas a terceiros que tenham a mesma base utilizada para o cálculo das contribuições incidentes sobre a remuneração paga, devida ou creditada a segurados do Regime Geral de Previdência Social (RGPS), bem como das contribuições incidentes sobre outras bases a título de substituição, mediante retributação de 3,5% do total arrecadado, conforme explicou o relator do projeto.


    A Super-Receita foi proposta pelo Executivo por medida provisória (MP), em 2005, mas perdeu sua eficácia por não ter sido votada pelo Congresso em tempo hábil. O relator disse que, na justificação de motivos da exposição interministerial, o governo garante que, ao reorganizar a administração fazendária da União em um mesmo órgão, o projeto vai simplificar, dar maior eficiência e ampliar o processo de arrecadação de tributos, sem que disso decorra aumento da carga tributária.


    Agência Senado, 4 de dezembro de 2006.

  • Veja na Sinopse o resumo dos principais fatos do dia

    A movimentação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para fazer coalizões para o seu próximo governo são destaque da primeira edição da Sinopse desta segunda-feira.

    A movimentação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para fazer coalizões para o seu próximo governo são destaque da primeira edição da Sinopse desta segunda-feira.

  • Clipping CNC: balança comercial tem menor superávit desde maio deste ano

    O superávit da balança comercial brasileira atinge US$ 3,194 bilhões em novembro –  o menor desde maio deste ano. Veja mais no Clipping CNC.

    O superávit da balança comercial brasileira atinge US$ 3,194 bilhões em novembro –  o menor desde maio deste ano. Veja mais no Clipping CNC.

  • Cenário econômico: divulgação da ata do Copom e de índices de inflação esta semana

    Na agenda econômica da semana, os destaques são a divulgação, na quinta-feira, da ata do Copom, de três índices de inflação (IPC, amanhã, IGP-DI, na quarta, e IPCA, na sexta) e a expectativa do mercado quanto ao pacote de medidas que o governo divulgará no próximo dia 15. Ainda nesta semana o IBGE também divulga o resultado da produção industrial de outubro e a Anfavea, os indicadores da indústria automobilística.


     

    Na agenda econômica da semana, os destaques são a divulgação, na quinta-feira, da ata do Copom, de três índices de inflação (IPC, amanhã, IGP-DI, na quarta, e IPCA, na sexta) e a expectativa do mercado quanto ao pacote de medidas que o governo divulgará no próximo dia 15. Ainda nesta semana o IBGE também divulga o resultado da produção industrial de outubro e a Anfavea, os indicadores da indústria automobilística.


     

  • Governo recua no corte de gastos

    Não existe mais acordo dentro do governo para a fixação, em lei, de um redutor para os gastos correntes da União nos próximos anos. A medida chegou a ser anunciada por integrantes do Ministério da Fazenda como parte da política fiscal de longo prazo que está sendo discutida com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas os defensores da idéia estão perdendo espaço nas discussões, segundo fontes governamentais.

    Não existe mais acordo dentro do governo para a fixação, em lei, de um redutor para os gastos correntes da União nos próximos anos. A medida chegou a ser anunciada por integrantes do Ministério da Fazenda como parte da política fiscal de longo prazo que está sendo discutida com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas os defensores da idéia estão perdendo espaço nas discussões, segundo fontes governamentais. Na semana passada, pela primeira vez, acendeu o sinal de que o programa fiscal a ser apresentado pelo governo não terá a dimensão inicialmente divulgada.


    A equipe econômica também não está satisfeita com o encaminhamento de várias questões na área fiscal. Entre elas, a proposta de redução do superávit primário, defendida pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Os técnicos acham um erro a redução do superávit no próximo ano, mesmo que seja para fazer investimentos dentro do Projeto Piloto de Investimentos (PPI), que reúne obras consideradas prioritárias e de elevado retorno econômico. Dilma quer elevar o PPI dos 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB), previsto na proposta orçamentária de 2007, para 0,5% do PIB, e descontar esse porcentual do superávit primário, que, assim, passaria de 4,25% do PIB (meta estabelecida para todo o setor público) para 3,75% do PIB.


    Nas discussões internas, o secretário do Tesouro Nacional, Carlos Kawall, já manifestou sua oposição à idéia de reduzir o superávit, que representa a economia de gastos feita pelo governo para garantir o pagamento dos juros e reduzir a dívida pública. Kawall conta com o apoio do secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Bernard Appy. A área técnica da Fazenda defende a manutenção do superávit primário de 4,25% do PIB com o argumento de que a dívida pública interna brasileira ainda é muito elevada e a prioridade agora deve ser reduzi-la como proporção do PIB, melhorar o seu perfil e o prazo de vencimento.


    Os técnicos entendem que a diminuição do superávit daria uma sinalização inadequada ao mercado, o que dificultaria a queda da taxa de juros e, em conseqüência, da relação dívida/PIB. O Ministério do Planejamento também tem se manifestado contrariamente à idéia durante as discussões, segundo as mesmas fontes. O argumento utilizado é mais pragmático, ao mostrar que nem sequer existem bons projetos já detalhados no âmbito do PPI que possam absorver investimentos no montante de R$ 11 bilhões ao ano, ou seja, 0,5% do PIB. No ano passado, o governo gastou só R$ 1,2 bilhão com o PPI e, este ano, o gasto poderá chegar a R$ 3 bilhões. Assim, investir mais poderá significar escolher projetos inadequados ou que sejam de retorno duvidoso.


    A reforma da Previdência Social é outro tema que está colocando a equipe econômica em rota oposta ao Palácio do Planalto. O secretário Bernard Appy tem insistido, durante as discussões internas, segundo as mesmas fontes, que o tema seja, ao menos, colocado em discussão para a sociedade. Neste caso, o obstáculo é o próprio presidente Lula, que tem demonstrado a seus ministros mais próximos o desejo de não incluir a questão no ‘pacote’ de ajuste fiscal de longo prazo.


    Existem divergências também dentro do governo sobre o pacote fiscal. Uma fonte disse que há um entendimento de que as despesas correntes precisam, daqui para frente, aumentar em ritmo menor do que o crescimento do PIB. Mas não há um consenso de como essa regra será colocada em prática.


    Bernard Appy defende a fixação, em lei, de um redutor, nos moldes daquele que foi colocado no projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2007, que terminou sendo abandonado na elaboração da proposta orçamentária. Pelo projeto da LDO, as despesas correntes cairiam, em 2007, 0,1% do PIB em relação ao ano anterior.


    Uma parte expressiva dos técnicos envolvidos nas discussões entende que fixar, em lei, um redutor das despesas correntes poderá criar sérios problemas para o governo no futuro, se os instrumentos legais necessários para obter a queda das despesas não forem aprovados pelo Congresso. Como exemplo, as fontes citam os gastos com pessoal. O Executivo consegue controlar as suas despesas com o funcionalismo, mas não tem ingerência nas despesas dos Poderes Legislativo e Judiciário. A proposta da área econômica é aprovar uma lei complementar que permita que a despesas com pessoal seja corrigida apenas pelo IPCA, durante alguns anos.


    Outro exemplo citado refere-se aos gastos do governo com a área da saúde, que aumentam todo ano, por determinação constitucional, no mesmo ritmo da variação nominal do PIB. Se esses gastos continuarem crescendo nessa toada, outras despesas terão de ser cortadas com muita força para que o total dos gastos correntes aumente em velocidade menor do que o PIB.


     




     

  • Desoneração obriga governo a cortar R$ 4 bi

    A equipe econômica terá que cortar cerca de R$ 4 bilhões do Orçamento de 2007 para financiar as medidas de desoneração tributária que estão em estudo no pacote de estímulo ao crescimento pedido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


    Amanhã, o ministro Guido Mantega (Fazenda) se reúne novamente com o presidente para discutir, desta vez, as medidas de redução de despesas que farão parte do pacote.


    Além dos cortes, a equipe econômica também levará propostas para conter alta dos gastos públicos.

    A equipe econômica terá que cortar cerca de R$ 4 bilhões do Orçamento de 2007 para financiar as medidas de desoneração tributária que estão em estudo no pacote de estímulo ao crescimento pedido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


    Amanhã, o ministro Guido Mantega (Fazenda) se reúne novamente com o presidente para discutir, desta vez, as medidas de redução de despesas que farão parte do pacote.


    Além dos cortes, a equipe econômica também levará propostas para conter alta dos gastos públicos. Entre elas, uma regra para reajustar os salários dos servidores, que não devem ter ganhos acima da inflação, e para gastos com o funcionamento da máquina pública.


    O capítulo dos cortes de gastos será o último a ser discutido pelo governo. Nas últimas duas semanas, o presidente Lula se concentrou na discussão das obras de infra-estrutura que deverão ser prioridade no segundo mandato e na desoneração tributária. A agenda fiscal entra no debate num momento em que o governo vem sendo cobrado por só anunciar bondades e não tratar das medidas de cortes de gastos.


    O pacote de desoneração, segundo Mantega, garantirá entre R$ 10 bilhões e R$ 12 bilhões em benefícios para empresas. Mas na conta o governo inclui os impostos de que estará abrindo mão, mas que não entram efetivamente no caixa.


    É o caso da redução no prazo que as empresas têm para compensar créditos de PIS e Cofins (contribuições que financiam a seguridade social) que acumulam na compra de materiais de construção para a ampliação ou construção de uma nova fábrica. Hoje, essa compensação é feita em 20 ou 25 anos. O governo já anunciou que vai reduzi-la para um ano ou um ano e meio, mas o benefício só valerá para novos investimentos.


    Assim, a estimativa de um impacto de R$ 2,3 bilhões em conseqüência da medida é puramente virtual. Como os investimentos não existem ainda, a Receita Federal também não arrecada o PIS/Cofins na construção dessas novas fábricas.


    Entre as desonerações que terão que ser compensadas com cortes no Orçamento, está a ampliação do número de máquinas e equipamentos que não pagam o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). Atualmente, a lista inclui 800 produtos e deve ser ampliada para 850. Nesse caso, a Receita já recolhe o tributo sobre essas máquinas e estará abrindo mão, de fato, de recursos.


    A mudança no prazo de recolhimento da contribuição patronal ao INSS e do PIS/Cofins pode ter impacto na arrecadação, mas só se o governo ampliar em mais de um mês o pagamento. Se a data de recolhimento do PIS/Cofins, que hoje é no dia 2 do mês, for feita até o dia 30, não haverá impacto.


    Crescimento


    Além de isenções fiscais virtuais, a necessidade de cortes diminui se houver crescimento econômico. Para 2007, o projeto de Orçamento prevê aumento de 4,75% do PIB. Isso significa que, em valores absolutos, a Receita também arrecadará mais. Com isso, o governo cobre parte das bondades tributárias sem precisar cortar gastos.


    A agenda que o governo retoma agora é muito parecida com o que propôs o ex-ministro Antonio Palocci Filho (Fazenda) em 2005. Naquela época, quando falou num plano de ajuste de longo prazo, que reduzisse as despesas correntes, foi torpedeado pela ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), que considerou o plano “rudimentar”.


     


     

  • Superávit da balança comercial é o menor desde maio deste ano

    O saldo da balança comercial em novembro, de US$ 3,194 bilhões, foi o menor desde maio deste ano. É a comprovação de que as importações vêm crescendo acima das exportações. Chegaram ao mês passado com uma média diária de US$ 433,6 milhões, recorde no País. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior já admite que o valor das importações deverá romper, no ano que vem, a barreira dos US$ 100 bilhões.


    Segundo o secretário de Comércio Exterior, Armando Meziat, o avanço das compras do Brasil no exterior reflete a valorização cambial.

    O saldo da balança comercial em novembro, de US$ 3,194 bilhões, foi o menor desde maio deste ano. É a comprovação de que as importações vêm crescendo acima das exportações. Chegaram ao mês passado com uma média diária de US$ 433,6 milhões, recorde no País. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior já admite que o valor das importações deverá romper, no ano que vem, a barreira dos US$ 100 bilhões.


    Segundo o secretário de Comércio Exterior, Armando Meziat, o avanço das compras do Brasil no exterior reflete a valorização cambial. Ele destaca, contudo, que itens ligados à produção e investimentos são a maior parte das importações. Assim, matérias-primas e bens intermediários representaram 51,6% das importações de janeiro a novembro e bens de capital, 20,8%.


    Ele reconhece, também, que há significativo crescimento na importação de bens duráveis (55,1%), com destaque para automóveis, cujo crescimento já alcança 130,2% no acumulado de 11 meses. ‘Qualquer importação é positiva’, comentou o secretário. De acordo com ele, assim como a compra de bens de capital permite a expansão e aperfeiçoamento da capacidade produtiva brasileira, a de produtos finais favorece o consumidor.


    O secretário também afirma que, além do câmbio, o crescimento da demanda interna exige maior importação de mercadorias. E quanto maior a importação menor a pressão sobre o câmbio, acrescenta Meziat. Na prática, o aumento resulta na saída de mais dólares para pagar as compras no exterior, o que tende a equilibrar o câmbio.


    Apesar do crescimento de 25,6% das importações de janeiro a novembro deste ano – acima do crescimento de 16,6% nas exportações – o saldo comercial em 11 meses ainda apresenta um ligeiro crescimento, de 1,7%.


    Como o valor das vendas externas (US$ 125,236 bilhões, até novembro) ainda é bem maior do que o das importações (US$ 84,162 bilhões), o crescimento absoluto das exportações foi um pouco maior.


    Os técnicos do ministério calculam que as exportações baterão US$ 135 bilhões este ano, enquanto a estimativa para as importações é de US$ 91 bilhões. Para a Fundação Centro de Estudos para o Comércio Exterior (Funcex), os resultados positivos da balança comercial têm de ser analisados com realismo. ‘O que o Brasil teve de vantagem e oportunidade este ano foi acidental. Os preços melhoraram muito, o que nos garantiu um desempenho muito bom’, diz Roberto Gianetti da Fonseca, presidente da Funcex.


    O crescimento de 16% das exportações, diz embute um aumento de 12% nos preços e de 3,5% na quantidade. De acordo com Gianetti, a expansão das exportações, em volume, está abaixo do crescimento do comércio mundial, atualmente em torno de 8%. Como não há garantia de que os preços vão continuar subindo e de que haverá expansão nas quantidades exportadas, o empresário estima que o desempenho da balança comercial em 2007 pode ser muito fraco.

     


     


     




     

  • Empresas têm prazo menor para recolher IR sobre salário e 13º

    As empresas terão menos prazo para recolher o Imposto de Renda descontado dos salários pagos a seus funcionários neste mês. A antecipação recairá basicamente sobre dois grandes pagamentos que as empresas fazem: o salário de novembro, que será pago até quarta-feira, dia 6, e a segunda parcela do 13º salário, que será paga até dia 20 deste mês.


    O governo decidiu antecipar esses recolhimentos para não “perder” receita em 2006.

    As empresas terão menos prazo para recolher o Imposto de Renda descontado dos salários pagos a seus funcionários neste mês. A antecipação recairá basicamente sobre dois grandes pagamentos que as empresas fazem: o salário de novembro, que será pago até quarta-feira, dia 6, e a segunda parcela do 13º salário, que será paga até dia 20 deste mês.


    O governo decidiu antecipar esses recolhimentos para não “perder” receita em 2006. Explica-se: até dezembro do ano passado, o fato gerador do IR retido na fonte era semanal, com o recolhimento à Receita Federal sendo feito até o terceiro dia útil subseqüente.


    Assim, geralmente o IR retido na fonte durante uma semana era repassado à Receita até a quarta-feira seguinte.


    Para dar mais fôlego ao fluxo de caixa das empresas, no final do ano passado a lei nº 11.196 ampliou o prazo de recolhimento do IR retido na fonte para mensal. Assim, em janeiro deste ano a Receita recebeu “apenas” o imposto retido na fonte referente aos pagamentos realizados na última semana de dezembro de 2005.


    Como as empresas não fazem grandes pagamentos na última semana de dezembro, a Receita não recebeu praticamente nada de IR sobre rendimentos do trabalho no primeiro mês deste ano.


    Prova disso é que a receita geral do IR retido na fonte (rendimentos do trabalho e de capital, remessas ao exterior e outros rendimentos) caiu 57,56% no primeiro mês do ano em relação a dezembro de 2005.


    Individualmente, a arrecadação do imposto sobre rendimentos do trabalho caiu 55,4% no mesmo período. O IR retido na fonte sobre outros rendimentos teve queda de 45,4% na mesma comparação.


    Menos receita


    Se a sistemática de recolhimento mensal fosse adotada “integralmente” neste mês, a Receita fecharia o ano com “apenas” o recolhimento de 11 meses, ou seja, com menos recursos em caixa.


    Para “recuperar” parte desse imposto que entraria no caixa da Receita “apenas” em janeiro de 2007, a lei 11.196 traz regras de transição para este mês e para dezembro de 2007.


    A regra para este mês determina que as empresas recolham, ainda em 2006, o IR retido na fonte incidente sobre os rendimentos do trabalho pagos no primeiro e no segundo decêndios (ver quadro acima). Em resumo, as empresas terão de recolher neste mês, excepcionalmente, um imposto que estavam habituadas, desde fevereiro, a repassar ao governo apenas no mês seguinte.


    Com essa exigência, a Receita fechará o ano recebendo o imposto retido correspondente a pagamentos feitos durante 11 meses e 20 dias.


    Para 2007, a lei determina o recolhimento, em dezembro, apenas do IR retido na fonte sobre os fatos geradores ocorridos no primeiro decêndio do mês. Esse recolhimento abrangerá o imposto retido sobre os salários de novembro, pagos no quinto dia útil de dezembro.


    O IR retido sobre os fatos geradores do segundo (a segunda parcela do 13º salário) e do terceiro decêndios será recolhido até o dia 10 de janeiro de 2008.


     

  • Vale tudo na guerra do Natal

    Na disputa pelo bolso do consumidor no Natal, as grandes redes de varejo começaram esta semana a investir em promoções e esticar os prazos de pagamento no crediário. A estratégia é atrair inclusive quem está endividado, mas pretende acertar débitos com a primeira parcela do 13º salário, pago no último dia 30.


    A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) já registrou uma movimentação maior de cancelamentos de dívida na última semana. Em novembro os acertos de carnês atrasados cresceram 2,2% em relação a outubro.

    Na disputa pelo bolso do consumidor no Natal, as grandes redes de varejo começaram esta semana a investir em promoções e esticar os prazos de pagamento no crediário. A estratégia é atrair inclusive quem está endividado, mas pretende acertar débitos com a primeira parcela do 13º salário, pago no último dia 30.


    A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) já registrou uma movimentação maior de cancelamentos de dívida na última semana. Em novembro os acertos de carnês atrasados cresceram 2,2% em relação a outubro. Mas, na comparação com novembro de 2005, o cancelamento de dívidas ainda apresenta queda de 2,4% e a inadimplência, uma pequena alta de 1,6%. ‘Esse aumento não preocupa e em dezembro um número maior de pessoas deve acertar pendências’, diz o economista Emílio Alfieri, da ACSP.


    Na Lojas Cem, por exemplo, o pagamento de prestações atrasadas aumentou 20% no fim de novembro e a rede desde ontem esticou o prazo de pagamento do crediário de 10 para 12 vezes sem juros . ‘É hábito do consumidor saldar dívidas e entrar em outro crediário em seguida’, diz o supervisor-geral da rede, Valdemir Colleone.


    O Carrefour começa a vender, a partir de domingo, todos os produtos eletroeletrônicos, de bazar e têxteis em 12 vezes sem juros. Antes. o prazo valia só para algumas ofertas. O Wal-Mart aumentou de seis vezes para 10 vezes o parcelamento sem juros nos cartões e investe em promoções de informática.


    O movimento de vendas no comércio em novembro manteve o ritmo dos meses anteriores. As consultas ao Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) cresceram 4,4% em relação a novembro de 2005. Já as consultas ao Usecheque, indicador das vendas à vista, tiveram alta de 3,9% na mesma comparação. ‘Na média, o crescimento das vendas à vista e a prazo foi de 4,2% , o que pode ser considerado morno’, diz Alfieri.


    Mais da metade do 13º salário deve ser usada no pagamento de dívidas, revela uma pesquisa da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). Segundo o levantamento, 63% dos entrevistados vão quitar dívidas e apenas 15% vão comprar presentes com esse reforço no pagamento.


    Mas, de qualquer maneira, o comércio espera, a partir de hoje, um aumento significativo de vendas .É o primeiro final de semana de dezembro, dizem os lojistas, e a primeira parcela do pagamento do 13º salário já está no bolso do consumidor. ‘O final de semana será o termômetro do Natal’, diz Valdemir Colleone das Lojas Cem.


    Ele reforçou as promoções e espera um crescimento de 7% nas vendas de dezembro em relação ao ano passado. Na região da 25 de Março, a expectativa é grande. ‘A oferta de crédito foi ampliada, o consumidor terá para gastar a primeira parte do 13º e no dia 5 é data de pagamento. São vários coincidências favoráveis’, diz o presidente da União dos Lojistas da 25, Miguel Giorgi Junior.


    A Armarinhos Fernando, por exemplo, calcula que hoje cerca de 5,5 mil consumidores devem entrar na sua loja. Em um sábado comum o movimento é em torno de 3 mil pessoas.