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  • Exportadores podem deixar dólares no exterior

    O Senado aprovou nesta terça-feira (28) o parecer elaborado pelo senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) para a medida provisória (MP 315/06) que acabou com a obrigatoriedade dos exportadores trazerem para o Brasil a totalidade dos pagamentos em moeda estrangeira recebidos no exterior.



    Aprovada na íntegra, sem emendas, a MP permite que sejam mantidos em instituição financeira no exterior até 30% dos recursos provenientes de recebimentos de exportações brasileiras de mercadorias e de serviços realizadas por pessoas físicas ou jurídicas.



    De acordo com a MP, o Conselho Monetário Naci

    O Senado aprovou nesta terça-feira (28) o parecer elaborado pelo senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) para a medida provisória (MP 315/06) que acabou com a obrigatoriedade dos exportadores trazerem para o Brasil a totalidade dos pagamentos em moeda estrangeira recebidos no exterior.



    Aprovada na íntegra, sem emendas, a MP permite que sejam mantidos em instituição financeira no exterior até 30% dos recursos provenientes de recebimentos de exportações brasileiras de mercadorias e de serviços realizadas por pessoas físicas ou jurídicas.



    De acordo com a MP, o Conselho Monetário Nacional (CMN) é o responsável pela regulamentação da forma e das condições para a aplicação do benefício, ficando vedado o tratamento diferenciado por setor ou atividade econômica. O CMN também poderá estabelecer formas simplificadas de contratação de operações simultâneas de compra e venda de moeda estrangeira, relacionadas a recursos provenientes de exportações e transitando obrigatoriamente por conta bancária no Brasil.


    Agência Senado, 28 de novembro de 2006.

  • CCJ aprova súmula vinculante

    A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou nesta terça-feira (28/11/) substitutivo ao Projeto de Lei 6636/06, do Senado e da Comissão Especial Mista da Reforma do Judiciário, que disciplina a edição, a revisão e o cancelamento da súmula vinculante pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

    A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou nesta terça-feira (28/11/) substitutivo ao Projeto de Lei 6636/06, do Senado e da Comissão Especial Mista da Reforma do Judiciário, que disciplina a edição, a revisão e o cancelamento da súmula vinculante pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O parecer é de autoria do deputado Maurício Rands (PP-PE).


    Sugestões incorporadas

    O substitutivo do relator atende a sugestões encaminhadas pelos deputados Antônio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA) e Luis Antônio Fleury (PTB-SP), e também pelo STF, pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e pela Associação dos Magistrados do Brasil (AMB).


    O relator, acatando tais sugestões, concordou em “redefinir o rol dos legitimados ativos para propor súmulas vinculantes”: retirou a competência da AGU, das procuradorias estaduais e das entidades da administração pública indireta, inclusive empresas estatais. Em conseqüência, se a Petrobras, por exemplo, quiser editar, revisar ou cancelar alguma súmula vinculante, precisará fazê-lo por meio da intermediação do próprio presidente da República.


    Defensoria Pública

    Maurício Rands manteve, no substitutivo, a competência da Defensoria Pública da União para propor a edição, revisão ou cancelamento de súmula vinculante. Da mesma forma, o substitutivo manteve essa atribuição para os municípios, mas somente quando tratar-se de matéria que envolva processo em curso no STF no qual o município seja parte.


    O substitutivo de Rands representa o consenso da CCJ em relação à súmula vinculante. A matéria segue agora para análise do Plenário.


    Entenda:


    Súmula vinculante – Mecanismo que impede juízes de instâncias inferiores de decidir de maneira diferente do Supremo Tribunal Federal nas questões nas quais este já tenha firmado entendimento definitivo – expresso por meio de súmula.


    Súmula – Pronunciamento emitido por um tribunal superior, indicando seu entendimento sobre alguma matéria (geralmente controversa). Em outra definição, trata-se do resumo da orientação jurisprudencial de um tribunal para casos análogos.


    CNC, 29 de novembro de 2006.

     


     

  • Ciência e Tecnologia pode votar extinção do Ecad

    A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática pode votar hoje o substitutivo do deputado João Batista (PP-SP) ao Projeto de Lei 2850/03, que trata dos direitos autorais do compositor musical.

    A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática pode votar hoje o substitutivo do deputado João Batista (PP-SP) ao Projeto de Lei 2850/03, que trata dos direitos autorais do compositor musical. O substitutivo extingue o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) e, em seu lugar, cria o Centro de Arrecadação e Distribuição de Direitos Autorais (Cadda), sujeito a regras mais rígidas.


    Com o objetivo de evitar irregularidades, esse novo órgão terá seus gastos limitados a 20% da receita apurada com direito autoral, além de passar por uma auditoria periódica independente de suas contas.


    O projeto original, da Comissão de Legislação Participativa, também previa a criação de uma entidade assistencial de amparo aos compositores. João Batista considera, no entanto, que a existência de mais uma organização poderia facilitar a prática de fraudes.


    Fundo

    O substitutivo exige que 2% da arrecadação bruta do Cadda seja destinada a um fundo privado dirigido a projetos sociais em benefício dos autores associados. Esse fundo também receberá os créditos arrecadados e não reclamados após três anos.


    O substitutivo contém, ainda, regras sobre a edição de obra musical, que não é tratada na legislação atual. Outra inovação do texto é a possibilidade de o compositor requerer os valores relativos a seus direitos diretamente ao Cadda, sem necessidade de filiação a associações.


    O projeto original criava uma nova lei sobre direitos autorais, enquanto o substitutivo apenas modifica a lei atual (9610/98).


    Agência Câmara, 29 de novembro de 2006.




     

  • Plenário aprova recriação da Sudene

    O Plenário aprovou nesta terça-feira, por 368 votos e uma abstenção, o Projeto de Lei Complementar 76/03, do Poder Executivo, que recria a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), vinculada ao Ministério da Integração Nacional após a conseqüente extinção da Agência de Desenvolvimento do Nordeste (Adene). A matéria foi aprovada na forma do substitutivo do Senado, com algumas exclusões feitas pelo relator na comissão especial, deputado Zezéu Ribeiro (PT-BA).

    O Plenário aprovou nesta terça-feira, por 368 votos e uma abstenção, o Projeto de Lei Complementar 76/03, do Poder Executivo, que recria a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), vinculada ao Ministério da Integração Nacional após a conseqüente extinção da Agência de Desenvolvimento do Nordeste (Adene). A matéria foi aprovada na forma do substitutivo do Senado, com algumas exclusões feitas pelo relator na comissão especial, deputado Zezéu Ribeiro (PT-BA). O projeto será agora sancionado pelo presidente da República.


    A área de atuação da nova Sudene abrangerá os estados da região Nordeste e municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo. Quaisquer municípios dessa área criados por desmembramento serão igualmente considerados como integrantes da área de atuação da superintendência.


    Em uma das alterações feitas pelo relator está a representação dos municípios, dos empresários e dos trabalhadores, em número de três para cada grupo, no Conselho Deliberativo da Sudene. O Senado propunha um conselho sem representantes desses setores. Integrarão ainda o conselho os governadores dos estados abrangidos; o superintendente; o presidente do Banco do Nordeste do Brasil (BNB); e os ministros da Fazenda, da Integração Nacional e do Planejamento, Orçamento e Gestão.


    Comitês

    Para promover a integração das ações de apoio financeiro aos projetos da região, o Conselho Deliberativo da Sudene criará o Comitê Regional das Instituições Financeiras Federais, de caráter consultivo. Ele será presidido pelo superintendente e integrado por representantes da administração superior dos bancos do Brasil (BB), do Nordeste (BNB), Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Caixa Econômica Federal (CEF).


    Já a integração das ações dos órgãos e entidades federais na área de atuação da Sudene poderá acontecer por meio do Comitê Regional de Articulação dos Órgãos e Entidades Federais, também de caráter consultivo, e composto por representantes das entidades federais de atuação regionalizada.


    Quanto ao Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), o relator também retirou do texto diversas regulamentações. Ele manteve, entretanto, o fim do limite de 10% de recursos anuais destinados ao fundo para o financiamento de empreendimentos não-governamentais, assim como o fim do limite mínimo de chuvas (índice pluviométrico) a partir do qual uma região pode ser considerada pertencente ao semi-árido.


    Os bancos gestores do FNE terão mais atribuições em relação às propostas de financiamento, como analisar a viabilidade econômica e financeira do empreendimento com base na correlação custo/benefício e na capacidade futura de reembolso do financiamento pretendido.


    BNB-Par

    Para ampliar a atuação do Banco do Nordeste no mercado de capitais regional, o projeto autoriza a instituição a criar o Banco de Investimentos BNB-Par como sua subsidiária integral. As rotinas, os procedimentos e os critérios de decisão serão estabelecidos pelo Conselho Deliberativo da Sudene.


    Plano Regional

    O projeto institui ainda o Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste com vários objetivos, entre os quais diminuir as desigualdades na distribuição de renda; gerar emprego e renda; reduzir as taxas de mortalidade materno-infantil e de analfabetismo; universalizar o saneamento básico e o ensino infantil, fundamental e médio; e garantir a sustentabilidade ambiental.


    Esse plano compreenderá programas, projetos e ações necessárias para atingir os objetivos, terá vigência de quatro anos, será revisado anualmente e tramitará juntamente com o Plano Plurianual (PPA). Sua metas serão anuais e quadrienais.


    A Sudene avaliará o cumprimento do plano regional por meio de relatórios que deverão ser encaminhados à Comissão Mista de Orçamento e às demais comissões temáticas pertinentes do Congresso Nacional.


    Agência Câmara, 29 de novembro de 2006.


     




     

  • Câmara aprova incentivo fiscal para o esporte

    O Plenário aprovou ontem (28/11/) o Projeto de Lei 1367/03, do deputado Bismarck Maia (PSDB-CE), que inclui a atividade esportiva entre as que podem receber doações com dedução no Imposto de Renda.


    A matéria foi aprovada na forma do substitutivo do deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), apresentado em nome da Comissão de Finanças e Tributação. A proposta segue agora para o Senado.


    O ministro do Esporte, Orlando Silva, disse na Câmara, que as empresas precisam ter consciência do valor que tem o esporte, a fim de investir cada vez mais no setor.

    O Plenário aprovou ontem (28/11/) o Projeto de Lei 1367/03, do deputado Bismarck Maia (PSDB-CE), que inclui a atividade esportiva entre as que podem receber doações com dedução no Imposto de Renda.


    A matéria foi aprovada na forma do substitutivo do deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), apresentado em nome da Comissão de Finanças e Tributação. A proposta segue agora para o Senado.


    O ministro do Esporte, Orlando Silva, disse na Câmara, que as empresas precisam ter consciência do valor que tem o esporte, a fim de investir cada vez mais no setor. Silva se manifestou em encontro promovido pela Comissão de Turismo e Desporto para discutir o PL 6999/06, do Poder Executivo, que cria incentivos fiscais para investimentos em atividades esportivas.


    Estiveram presentes ao encontro o presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro, Vital Severino Neto; o representante do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) Bernard Rajzman; e o representante dos atletas olímpicos Lars Grael. Diversos outros atletas acompanharam a reunião.


    Agência Câmara, 28 de novembro de 2006.


     


     

  • IGP-M sobe para 0,75% em novembro

    Divulgado hoje pela Fundação Getúlio Vargas, o Índice Geral de Preços do Mercado acelerou para 0,75% em novembro, ante 0,47% em outubro. No ano, o IGP-M acumula alta de 3,5%. A variação é a mesma na comparação com os últimos doze meses.


    A alta de novembro foi puxada principalmente pelo comportamento dos preços no atacado (IPA), que pularam de 0,65% no mês passado para 1,02% este mês. No varejo, o IPC teve alta de 0,27%, ante avanço de 0,10%. Já o Índice Nacional da Construção Civil (INCC) subiu 0,23% no período, ante alta de 0,18% de outubro.


     

    Divulgado hoje pela Fundação Getúlio Vargas, o Índice Geral de Preços do Mercado acelerou para 0,75% em novembro, ante 0,47% em outubro. No ano, o IGP-M acumula alta de 3,5%. A variação é a mesma na comparação com os últimos doze meses.


    A alta de novembro foi puxada principalmente pelo comportamento dos preços no atacado (IPA), que pularam de 0,65% no mês passado para 1,02% este mês. No varejo, o IPC teve alta de 0,27%, ante avanço de 0,10%. Já o Índice Nacional da Construção Civil (INCC) subiu 0,23% no período, ante alta de 0,18% de outubro.


     

  • Seminário aponta necessidade de cooperação entre países emergentes – Brasil, Rússia, Índia e China (Bric)

    O seminário “Bric: Oportunidades e desafios”, promovido pela Presidência da Câmara, evidenciou o consenso entre especialistas, políticos e empresários de que é necessária a conjugação de esforços no âmbito dos principais países em desenvolvimento para serem alcançados o crescimento econômico e, simultanemente, a superação das desigualdades sociais.


    O termo Bric, cunhado em estudo do banco de investimentos Goldman Sachs publicado no início dos anos 2000, refere-se a Brasil, Rússia, Índia e China, os quatro maiores países em desenvolvimento do mundo.

    O seminário “Bric: Oportunidades e desafios”, promovido pela Presidência da Câmara, evidenciou o consenso entre especialistas, políticos e empresários de que é necessária a conjugação de esforços no âmbito dos principais países em desenvolvimento para serem alcançados o crescimento econômico e, simultanemente, a superação das desigualdades sociais.


    O termo Bric, cunhado em estudo do banco de investimentos Goldman Sachs publicado no início dos anos 2000, refere-se a Brasil, Rússia, Índia e China, os quatro maiores países em desenvolvimento do mundo. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, afirmou que a integração comercial dos Brics e ainda da África do Sul, que também participou do seminário, implica vencer desafios comuns como a infra-estrutura deficitária, o baixo nível de educação da população e a desigualdade social.


    Nesse cenário, de acordo com o ministro, é preciso que as experiências bem-sucedidas em cada um dos países no enfrentamento dessas questões sejam reproduzidas nos demais.


    Afinidades

    O presidente da Câmara, Aldo Rebelo, defendeu a conjugação de esforços na busca do desenvolvimento sustentável dos Brics. Para ele, esses países consolidam “a experiência das economias mais dinâmicas do mundo na história recente”. Aldo acrescentou que o compartilhamento de experiências para ampliar o crescimento econômico e social não é apenas uma opção dos Brics, mas sim uma exigência para a construção de “um mundo mais equilibrado” em termos de comércio internacional.


    Aldo Rebelo lembrou que essas cinco nações reúnem mais de 2,6 bilhões de habitantes – quase metade da população mundial – e conhecem uma “dinâmica de desenvolvimento econômico que não pode ser tributada apenas à casualidade”.


    Já o ministro Furlan destacou que as economias dos cinco países se complementam. Para ele, o aumento exponencial do comércio exterior brasileiro em direção aos países em desenvolvimento nos últimos anos sinaliza uma estratégia correta, que deveria ser intensificada. A montagem de aviões da Embraer na China e a atuação da indústria brasileira de carrocerias Marcopolo na África do Sul denotam, segundo ele, a promissora expansão do capital nacional. Para o ministro, “daqui a alguns anos, as cinco nações serão o coração da economia mundial”, disse.


    Maturidade

    O empresário Ivoncy Ioschpe, presidente do Conselho Iochpe Maxion S.A. (empresa fabricante de rodas e chassis para veículos), destacou as vantagens do sistema político brasileiro em relação aos demais integrantes do Bric. O empresário lembrou que o Brasil experimentou uma transição democrática que resultou na consolidação de um sistema político amadurecido. Como símbolo dessa maturidade política, ele citou a Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar 101/00), que proporcionou transparência e controle aos gastos do governo.


    Ioschpe lamentou, no entanto, que a economia brasileira tenha encontrado, a partir da década de 80, obstáculos até agora intransponíveis, como o sistema educacional deficiente. “O impulso natural do empresário para investir não consegue se concretizar porque a economia não cresce”, disse.


    Mesmo assim, o empresário relativizou o crescimento das economias da China, da Índia e da Rússia porque, em sua opinião, a estabilidade econômica não prescinde da estabilidade política e social. Essa incerteza em relação ao futuro político dos três países, na avaliação dele, impede que os empresários lhes destinem investimentos de longo prazo. “O Brasil está muito bem colocado”, sintetizou. “Não precisamos mais parar de crescer para resolver nossos gargalos”.


    Grupo mapeou economias dos Brics até 2050


    Com base em projeções demográficas e modelos de acumulação de capital e crescimento de produtividade, o grupo Goldman Sachs mapeou as economias dos Brics (Brasil, Rússia, Índia e China) até o ano de 2050. Se os resultados correrem como esperado, em menos de 40 anos as quatro economias juntas poderão ser maiores que as dos G6 (Estados Unidos, Japão, Inglaterra, Alemanha, França e Itália).


    Nos próximos anos, a estimativa é que os Brics concentrem mais de 40% da população mundial e acumulem um Produto Interno Bruto (PIB) de mais de US$ 85 trilhões (R$ 183,6 trilhões). Esses quatro países não formam um bloco político (como a União Européia), nem uma aliança de comércio formal (como o Mercosul e a Área de Livre Comércio das Américas – Alca) e tampouco uma aliança militar (como a Organização do Atlântico Norte – Otan). A estratégia desses países tem sido formar alianças por meio de tratados de comércio e cooperação, desde o ano de 2002.


    Outro aspecto considerado positivo pelo estudo do Goldman Sachs é que as economias dos Brics se complementam, o que favorece o comércio multilateral. O principal item da produção brasileira está no setor de alimentos, enquanto a Rússia produz petróleo. Os negócios de serviços e de manufatura estão localizados principalmente na Índia e na China.


    A inclusão de quase 1 bilhão de novos consumidores no mercado em tão pouco tempo deverá ter forte impacto sobre a demanda de uma gama crescente de bens e serviços. Em larga medida, a força dos Brics provém da enorme fatia da população mundial concentrada nos quatro países. Neles, vivem 2,7 bilhões de habitantes, o equivalente a 40% da humanidade.


    Agência Câmara, 28 de novembro de 2006.

  • Comitê refaz estimativa de arrecadação com correção do IR

    Comissão Mista de Orçamento do Congresso aprovou, ontem, uma reestimativa da arrecadação prevista na proposta orçamentária da União para 2007, já considerando uma possível correção de 5% na tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física. Mesmo com essa desoneração, líquida de transferências obrigatórias a Estados e municípios, a receita primária (não-financeira) do Orçamento fiscal e da seguridade sobe R$ 9,073 bilhões, indo a R$ 510,648 bilhões.

    Comissão Mista de Orçamento do Congresso aprovou, ontem, uma reestimativa da arrecadação prevista na proposta orçamentária da União para 2007, já considerando uma possível correção de 5% na tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física. Mesmo com essa desoneração, líquida de transferências obrigatórias a Estados e municípios, a receita primária (não-financeira) do Orçamento fiscal e da seguridade sobe R$ 9,073 bilhões, indo a R$ 510,648 bilhões. Esse número, porém, não leva em conta possíveis perdas da União com o Supersimples, regime tributário que vigorá a partir de julho de 2007 para micro e pequenas empresas. 


    Pelos cálculos do governo, que também ignorou tal risco no projeto original, o regime criado pela Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas pode resultar em renúncia fiscal de até R$ 2,7 bilhões no próximo ano. O Congresso preferiu, no entanto, trabalhar com a hipótese de que a formalização de empresas que hoje operam na informalidade, sem pagar nenhum imposto, compensará a queda no volume arrecadado junto aquelas já registradas. 


    “Uma centena de milhares, ou mais, de novas empresas virão à luz, dado o prazo que medeia a sanção da lei e sua entrada em vigor, adiada para o segundo semestre”, diz o relatório assinado pelos parlamentares do comitê. 


    A possível correção da tabela do IRPF em 5% implica renúncia em torno de R$ 1,3 bilhão em 2007, dos quais cerca de R$ 700 milhões referentes à parte que fica com a União (o resto refere-se ao que vai para Estados e Municípios). Sem essa desoneração, portanto, a receita líquida subiria R$ 9,7 bilhões. 


    Diferente do Supersimples,cuja criação já foi aprovada pelo Legislativo, a mudança das faixas de tributação do IRPF ainda depende da apresentação e da aprovação de um projeto de lei. Ainda assim, foi considerada na reestimativa de receita, a pedido do relator-geral da proposta orçamentária, senador Valdir Raupp (PMDB-RO). 


    O senador assim agiu porque quer a inclusão da medida no pacote de desoneração tributária que está sendo estudado pelo governo. Com esse objetivo, reuniu-se para negociar, ontem à noite, com o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, e o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Bernard Appy. A reunião não foi conclusiva e uma nova foi marcada para hoje, informou Raupp. 


    O projeto original de Orçamento encaminhado pelo Executivo, em agosto, já prevê uma reserva suficiente para atender emendas parlamentares individuais à programação de despesa. Por isso, os R$ 9,07 bilhões adicionados à estimativa de receita líquida servirão, principalmente, para atender emendas coletivas (de bancada e de comissão). Uma parte de R$ 400 milhões, no entanto, terá que ser usada para aumento das dotações relativas à Lei Kandir No Ao aprovar o relatório preliminar de Valdir Raupp, a Comissão Mista do Orçamento decidiu elevar de R$ 3,9 bilhões para R$ 5,2 bilhões os recursos reservados no Orçamento de 2007 para ressarcimento das perdas dos Estados com a desoneração tributária promovida pela Lei Kandir em favor das exportações de produtos primários e semi-elaborados. Como ocorreu no Orçamento de 2006, no entanto, desse incremento total de R$ 1,3 bilhões, R$ 900 milhões ficarão condicionados a um eventual excesso de arrecadação (além daquele já elevado pelo Congresso). 


    O fato de a arrecadação, na prática, sempre superar inclusive a reestimada pelo Congresso foi um dos fatores que levou o comitê a aprovar um acréscimo de R$ 9,07 bilhões sobre o projeto original. 


    Ontem à noite, por decisão do plenário, o Congresso alterou suas regras internas de tramitação do Orçamento. As modificações da nova resolução, de autoria do deputado Ricardo Barros (PP-PR), ainda não se aplicam, porém, ao de 2007, só ao de 2008. Independente disso, o tamanho da comissão mista, hoje formada por 84 parlamentares, mudará logo no início da próxima legislatura, caindo a menos da metade, para 40 membros. A nova norma também reduz o poder do relator-geral, criando um cargo de relator específico para a receita, além de reforçar as relatoriais setoriais. 


    Lula avisa a governadores que “não vai bulir” na Lei Fiscal


    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um discurso duro ontem na Confederação Nacional das Indústrias em defesa da estabilidade econômica. Diante de uma platéia de empresários, políticos e governadores, Lula reconheceu as dificuldades dos Estados para investir, sobretudo em obras de infra-estrutura, mas vetou qualquer possibilidade de mudar a Lei de Responsabilidade Fiscal. “Não me venham os governadores dizer que tem que mudar a LRF, que nem discutirmos isso. Discutam qualquer coisa com os companheiros, qualquer coisa. Mas voltar à irresponsabilidade que esse país, já teve, não voltaremos”, prometeu o presidente. 


    Lula afirmou que seria necessário um bando de mágicos para fazer o país crescer com a limitações de investimentos impostas pela LRF, pelo superávit primário e pela falência de Estados e municípios. Mas assegurou que seu governo vai fazer o país voltar a crescer, sem voltar a inflação e nem “bulir na LRF”. 


    O presidente também foi duro com o Congresso. Diante dos presidentes da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP) e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), Lula afirmou que todos, inclusive os políticos, têm que contribuir com a busca da estabilidade. Atacou especialmente a aprovação pelo Senado do 13 salário para o Bolsa Família e a tentativa da oposição de conceder um reajuste de 17% para os aposentados que ganham acima de um salário mínimo. 


    À tarde, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, criticou a proposta de renegociação das dívidas dos Estados apresentada ao presidente pelo prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT). O motivo da sua oposição é a quebra de um dos princípios da LRF, que proíbe a reestruturação dessa dívida com a União: “Temos de encontrar outro tipo de solução que não abra a porteira porque, depois, passa a boiada inteira. Sou contra rever a LRF”. 


    Uma alternativa defendida por Mantega para que a União possa auxiliar os Estados com mais dificuldades é a mudança do modelo de cobrança da dívida ativa que permita estimular o recebimento. Como exemplo, o ministro citou a possibilidade de dar desconto ou mais facilidades para negociar esses créditos tributários que ainda não puderam ser recuperados. “O governo federal pode ajudar criando uma regra que muda o procedimento da dívida ativa. Está em curso uma mudança importante. Todo o sistema será reformatado”, comentou. 


    De acordo com a proposta de Pimentel, as dívidas dos Estados com a União seriam renegociadas por 30 anos, com a troca do indexador IGP-DI pelo IPCA. Com isso, seria reduzido o percentual das receitas correntes comprometidas com os pagamentos. Em 1997, a União já tinha federalizado as dívidas de muitos Estados e os contratos, de 30 anos, previam correção pelo IGP-DI mais juros de 6% ao ano. Naquela oportunidade, o Tesouro emitiu títulos para cobrir os passivos. Em outubro, o estoque desses papéis estava em R$ 260 bilhões ou 24,3% da dívida mobiliária federal. 


    “Não funciona porque é rever os princípios da Lei de Responsabilidade Fiscal. Mudar o indexador já significa isso porque é reestruturar a dívida. Sou contrário a isso. Temos de buscar outro tipo de solução”, afirmou Mantega. 


    Os senadores, muitos deles ex-governadores, receberam com cautela a proposta de Pimentel. Todos admitem que muitos Estados estão sem fôlego financeiro para investimentos. Portanto, é preciso encontrar uma solução. Álvaro Dias (PSDB-PR), afirmou que a idéia da proposta apresentada a Lula é correta, mas ponderou que todos os detalhes têm de ser analisados com cuidado. 


    O líder do PFL, José Agripino (RN), alertou para a necessidade de se evitar mais aumentos da carga tributária se os Estados conseguirem uma renegociação de suas dívidas. Na sua opinião, os pagamentos que vêm sendo feitos há dez anos são parte da receita da União. Portanto, uma eventual redução nesse fluxo poderia levar o governo federal a elevar a carga tributária. 




      


     


     


     




     

  • Mesmo com Selic a 13,25%, país segue líder em juro real

    Somente se o Banco Central decidisse reduzir hoje a taxa básica Selic em 2,5 pontos percentuais o Brasil deixaria o topo do ranking dos países com maiores juros reais do planeta. Como é improvável que isso ocorra, o país não terá sua liderança ameaçada.


    Confirmada a projeção da maioria do mercado financeiro, a taxa Selic será cortada hoje de 13,75% para 13,25% anuais. Uma redução desse porte levará os juros reais brasileiros para 8,7% anuais.

    Somente se o Banco Central decidisse reduzir hoje a taxa básica Selic em 2,5 pontos percentuais o Brasil deixaria o topo do ranking dos países com maiores juros reais do planeta. Como é improvável que isso ocorra, o país não terá sua liderança ameaçada.


    Confirmada a projeção da maioria do mercado financeiro, a taxa Selic será cortada hoje de 13,75% para 13,25% anuais. Uma redução desse porte levará os juros reais brasileiros para 8,7% anuais. Se a Selic cair apenas 0,25 ponto percentual, como aguarda uma parcela dos investidores e analistas, os juros reais ficarão em 8,9%.


    O ranking elaborado pela UpTrend Consultoria Econômica traz a Turquia em segundo lugar, com taxa real de 6,8%.


    Para chegar aos juros reais, foi utilizada a taxa básica de cada país e descontada dela a projeção para a inflação 12 meses à frente.


    O México é o país latino-americano que mais se aproxima do Brasil. Mas conta com juros reais de apenas 2,7%.


    Os juros reais são importantes por serem utilizados pelo setor produtivo como parâmetro na hora do planejamento e na decisão de seus investimentos futuros.


    “O Brasil vai se manter com tranqüilidade no topo do ranking dos juros reais. E no curto prazo isso deve mudar pouco”, diz Jason Freitas Vieira, economista-chefe da UpTrend Consultoria Econômica. “O Banco Central é muito conservador”, afirma o economista. Para ele, a Selic cairá apenas 0,25 ponto nesta reunião do Copom.


    O Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) iniciou sua última reunião do ano ontem e a encerrará hoje, provavelmente no início da noite.


    “Nossa avaliação é a de que o BC irá reduzir a taxa Selic em 0,5 ponto. Mas cabe ressaltar que a hipótese da redução do ritmo para 0,25 ponto não pode ser classificada como grande surpresa e não muda a nossa perspectiva de que a Selic alcançará o patamar de 12% ainda no terceiro trimestre de 2007”, afirma a Modal Asset, em relatório assinado por Alexandre Póvoa.

    No mercado futuro de juros, as taxas tiveram recuo nos últimos dias.


    A taxa do contrato DI (Depósito Interfinanceiro, que mostra as projeções para os juros) que vence no fim deste mês recuou de 13,62% há uma semana para 13,48% ontem no pregão da BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros).




     

  • Desemprego e renda recuam em São Paulo

    O desemprego na região metropolitana de São Paulo caiu em outubro à menor taxa para o mês desde 1996, mas a renda dos trabalhadores também sofreu redução e rompeu com a trajetória de crescimento iniciada em maio.


    Segundo levantamento feito pela Fundação Seade e pelo Dieese, divulgado ontem, a taxa de desemprego total diminuiu para 14,6% em outubro, ante 15,3% em setembro.


    Em termos absolutos, representa um contingente de 1,478 milhão de pessoas sem emprego na região metropolitana da maior cidade do País.

    O desemprego na região metropolitana de São Paulo caiu em outubro à menor taxa para o mês desde 1996, mas a renda dos trabalhadores também sofreu redução e rompeu com a trajetória de crescimento iniciada em maio.


    Segundo levantamento feito pela Fundação Seade e pelo Dieese, divulgado ontem, a taxa de desemprego total diminuiu para 14,6% em outubro, ante 15,3% em setembro.


    Em termos absolutos, representa um contingente de 1,478 milhão de pessoas sem emprego na região metropolitana da maior cidade do País. “Embora ainda elevado, é o menor patamar registrado em outubro desde 1998”, informou o relatório Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) das entidades.


    Na comparação com setembro, o número total de desempregados foi reduzido em 67 mil. Foram abertos no mês passado 94 mil postos de trabalho na região, acima do número de 27 mil pessoas que entraram no mercado de trabalho no período.


    O setor de serviços criou 68 mil vagas em outubro. Conforme o levantamento, o dado reflete o crescimento “do número de autônomos, de assalariados com carteira assinada do setor privado e de empregados no setor público”.


    Em contrapartida à queda no número de desempregados, a renda dos que trabalham sofreu redução, a primeira desde maio. O rendimento médio real dos ocupa-dos e assalariados, entre agosto e setembro (pago em outubro), caiu 0,6% e 0,3%, respectivamente, correspondendo a R$ 1.145 e R$ 1.207.


    A pesquisa foi feita com base numa amostra de aproximadamente três mil domicílios na região metropolitana de São Paulo.