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  • Duque de Caxias poderá ter escola técnica do petróleo

    A Câmara analisa o Projeto de Lei 7463/06, do deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ), que autoriza o Poder Executivo a criar a Escola Técnica Federal do Petróleo de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. A escola será um instituição de ensino médio profissionalizante, que vai formar técnicos para atender ao setor petroquímico da região.

    A Câmara analisa o Projeto de Lei 7463/06, do deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ), que autoriza o Poder Executivo a criar a Escola Técnica Federal do Petróleo de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. A escola será um instituição de ensino médio profissionalizante, que vai formar técnicos para atender ao setor petroquímico da região. De acordo com o projeto, a instituição será criada quando forem definidos seus cargos e funções e depois que houver previsão de verbas no Orçamento Geral da União.

    Segundo Picciani, a instalação da escola é importante porque a Refinaria de Duque de Caxias (Reduc) é a maior no ramo de petróleo do Brasil. A Reduc ocupa uma área de 13 milhões de m² e fatura anualmente cerca de 3 bilhões de dólares (R$ 6,45 bilhões). A refinaria abastece os estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio Grande do Sul, e exporta para os Estados Unidos, Peru, Uruguai, Argentina, Chile e Colômbia. Sua capacidade de refino é de 242 mil barris de petróleo por dia.

    Funciona em Duque de Caxias, também, o Pólo Gás-Químico do Rio de Janeiro. “A criação da escola técnica ampliará a qualificação profissional da população”, afirma o deputado.


    Tramitação

    O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Educação e Cultura; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.


    Agência Câmara, 17 de novembro de 2006.

  • Febrac lança novo portal na internet

    Para facilitar a comunicação entre associados e sindicatos, além de modernizar e fortalecer o segmento de asseio e conservação no país, a Federação Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços de Limpeza e Conservação (Febrac) lançou em 13 de setembro o novo portal da entidade, no endereço www.febrac.org.br.

    Para facilitar a comunicação entre associados e sindicatos, além de modernizar e fortalecer o segmento de asseio e conservação no país, a Federação Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços de Limpeza e Conservação (Febrac) lançou em 13 de setembro o novo portal da entidade, no endereço www.febrac.org.br.


    Entre as novas ferramentas à disposição dos internautas, o portal Febrac apresenta uma estrutura chamada E-Serviços, no qual serão disponibilizadas informações importantes para o setor, como estudos tributários, planilhas de custos, convenções coletivas e atas das Assembléias Geral e Extraordinária. No mesmo espaço estarão disponíveis, para sindicatos e associações do segmento, produtos e serviços customizados: inicialmente será disponibilizado vale-refeição e alimentação, e no futuro serão implantados o crédito consignado, comunicação fixa e móvel, entre outras alternativas.

  • Sinopse: um resumo dos principais assuntos do dia

    Leia na Sinopse os dados sobre emprego, vendas do comércio e taxas de juros, entre outros, que serão notícia nos jornais de amanhã.

    Leia na Sinopse os dados sobre emprego, vendas do comércio e taxas de juros, entre outros, que serão notícia nos jornais de amanhã.

  • Senac abre prazo de inscrições para pós-graduação à distância e oferece novo curso

    O Senac abriu as inscrições este mês para novas turmas para 2007 de seus cursos de pós-graduação à distância lato sensu, através da Rede EAD de ensino, reconhecida em 2004 pelo Ministério da Educação com conceito máximo.

    O Senac abriu as inscrições este mês para novas turmas para 2007 de seus cursos de pós-graduação à distância lato sensu, através da Rede EAD de ensino, reconhecida em 2004 pelo Ministério da Educação com conceito máximo. A novidade é o curso de Artes Visuais: Cultura e Criação, voltado para um público com formação ou atuação em artes visuais, arquitetura, cinema, comunicação, fotografia, design, moda, figurino e áreas conexas.


    O objetivo da nova pós-graduação – prevista para entrar no ar no segundo semestre de 2007 – é instrumentalizar e desenvolver a prática dos profissionais das áreas contempladas pelo curso. A entidade oferece ainda especialização em Educação à Distância, Educação Ambiental e Gestão Educacional, previstos para ter início em abril do próximo ano. 


    Para inscrições e outras informações: www.pos-ead.senac.br   


     


     


         

  • Fecomércio-PE e Previdência Social assinam acordo para agendamento de exames médico-periciais

    Em 13 de novembro, a Federação do Comércio do Estado de Pernambuco assinou um acordo de cooperação com o Ministério da Previdência Social para facilitar o agendamento de exames médico-periciais aos associados da entidade.

    Em 13 de novembro, a Federação do Comércio do Estado de Pernambuco assinou um acordo de cooperação com o Ministério da Previdência Social para facilitar o agendamento de exames médico-periciais aos associados da entidade. A parceria permite que o agendamento dos exames, que garantem o benefício do auxílio-doença, seja feito nas próprias empresas filiadas à Fecomércio-PE.


    “Nossa meta é continuar aproximando as empresas, os funcionários e a Previdência Social e qualquer ação que facilite esse relacionamento é bem-vinda”, afirmou, em discurso, o presidente da entidade, Josias Albuquerque. Reduzir as filas do INSS e complementar o agendamento feito por telefone e pela internet tambem são objetivos da medida.


    A cerimônia de assinatura do acordo, que aconteceu no salão de eventos do Senac, contou com a presença do ministro da Previdência Social, Nelson Machado, do presidente do INSS, Valdir Simão, e da gerente regional do INSS, Nara Castilho. O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), Jorge Côrte Real, também esteve presente, assinando termo de cooperação semelhante para a sua entidade.

  • Projeto obriga Estado a universalizar ensino médio

    O Projeto de Lei 7409/06, do Senado, inclui entre os deveres do Estado previstos na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (9394/96) a universalização do ensino médio gratuito. Atualmente, essa lei prevê a “progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio”.

    O senador Cristovam Buarque (PDT-DF), autor da proposta, afirma que a progressividade da oferta do ensino secundário já constava da Constituição de 1988 e só foi regulamentada pela LDB.

    O Projeto de Lei 7409/06, do Senado, inclui entre os deveres do Estado previstos na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (9394/96) a universalização do ensino médio gratuito. Atualmente, essa lei prevê a “progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio”.

    O senador Cristovam Buarque (PDT-DF), autor da proposta, afirma que a progressividade da oferta do ensino secundário já constava da Constituição de 1988 e só foi regulamentada pela LDB. O senador acredita, porém, que as condições de hoje são mais favoráveis à universalização de toda a educação básica (ensinos fundamental e médio) no País. O ensino fundamental, primeira etapa da vida escolar, já é universal e obrigatório no Brasil.


    Supletivo

    A universalização do ensino médio não poderá extinguir os cursos e exames supletivos. De acordo com a legislação, podem fazer as provas supletivas do ensino médio pessoas maiores de 18 anos.

    Caso a proposta de lei seja aprovada, ela entrará em vigor a partir de 1º de janeiro do ano posterior à sua publicação.


    Tramitação

    O projeto tramita em caráter conclusivo, sob regime de prioridade. Ele será analisado pelas comissões de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.


    Agência Câmara, 17 de novembro de 2006.

  • Postos de gasolina poderão informar valor de tributos

    A Câmara analisa o Projeto de Lei 7454/06, da deputada Rose de Freitas (PMDB-ES), que obriga os postos de gasolina a informar ao consumidor os valores dos impostos e contribuições embutidos no preço dos combustíveis. Segundo a proposta, os valores ou alíquotas deverão ser colocados em local visível nos estabelecimentos.

    O consumidor, destaca a deputada, tem o direito de saber quanto paga de impostos pelo combustível que compra. “No caso da gasolina, os tributos chegam a representar mais da metade de seu valor final”, afirma Rose de Freitas.

    A Câmara analisa o Projeto de Lei 7454/06, da deputada Rose de Freitas (PMDB-ES), que obriga os postos de gasolina a informar ao consumidor os valores dos impostos e contribuições embutidos no preço dos combustíveis. Segundo a proposta, os valores ou alíquotas deverão ser colocados em local visível nos estabelecimentos.

    O consumidor, destaca a deputada, tem o direito de saber quanto paga de impostos pelo combustível que compra. “No caso da gasolina, os tributos chegam a representar mais da metade de seu valor final”, afirma Rose de Freitas. Ela acredita que o acesso a informações dessa natureza amplia o exercício da cidadania, já que cidadãos bem informados poderão participar mais ativamente na escolha da utilização dos impostos pagos.


    Tramitação

    O projeto tramita em regime de prioridade, apensado ao PL 3488/97, do ex-deputado João Mellão Neto, que inclui no Código de Defesa do Consumidor a obrigatoriedade de informar a composição básica dos custos de produtos e serviços.

    Os textos estão prontos para apreciação do Plenário.


    Agência Câmara, 17 de novembro de 2006.


     

  • O segundo mandato

    Ives Gandra da Silva Martins


    Nada obstante toda a publicidade eleitoral, o primeiro mandato do presidente Lula foi, economicamente, medíocre.

    Ives Gandra da Silva Martins


    Nada obstante toda a publicidade eleitoral, o primeiro mandato do presidente Lula foi, economicamente, medíocre. Seus defensores, ao compararem períodos de estagnação com período de expansão mundial, terminaram por distorcer os dados apresentados, jamais conseguindo justificar o pífio crescimento de 2,3% (o segundo pior da América Latina) em 2005.


    Por outro lado, a absurda carga tributária de 37,5% (a maior do mundo, pelos critérios PIB, renda per capita e retorno em serviços públicos), as derrotas colecionadas no campo da política externa (não-obtenção de cadeira no Conselho de Segurança da ONU, capitulação perante a Bolívia, a perda da liderança continental para Chávez e Kirchner, a perda da cadeira na Corte Internacional de Haia, a perda de competitividade internacional perante as grandes baleias da economia mundial – China, Rússia e Índia – e uma série de outras ações menos felizes), a queda de investimentos, de 17% em 2005, ante um crescimento internacional de 29%, e muitos outros elementos configuraram um dos governos de menores resultados no cenário global, além de ter convivido com os maiores escândalos de corrupção da história democrática do Brasil, ainda não esclarecidos.


    Quando o presidente Lula diz que o seu governo propiciou a operação ‘Mãos Limpas’, não disse que a corrupção veio a público independente e contra a vontade de seu governo, de vez que a sociedade só tomou conhecimento do que se fazia para obter acordos no Congresso graças às denúncias de Roberto Jefferson e à atuação serena do procurador-geral da República. Sete casos, pelo menos, macularam seu governo (Waldomiro, mensalão, sanguessugas, vampiros, Vedoin, Correios e quebra de sigilo bancário do caseiro).


    Por outro lado, o caos nos aeroportos apenas demonstrou a falta de investimentos no setor de controle do tráfego aéreo, lembrando que as Forças Armadas, que respondem pela segurança nacional – e não pública – receberam pouquíssimos recursos para seu reaparelhamento.


    A seu favor há de se computar o Bolsa-Família, programa de maior extensão e menor qualidade que o Bolsa-Escola do governo Fernando Henrique, assim como ter o ministro Furlan – um de seus bons ministros – aproveitado a supervalorização de commodities no mundo para vender pouco mais do que se vendia no passado.


    Apesar de muitas vezes ter sido criticado por elogiar o ministro Márcio Thomaz Bastos, entendo que, graças a seu bom senso, o presidente Lula acertou na nomeação de seis ministros de excelente currículo para a Suprema Corte.


    Para o segundo mandato se espera mais do presidente Lula. Que ele seja lembrado como um grande presidente, na História do Brasil, ou que se transforme em mera referência bibliográfica é escolha sua.


    Decididamente, terá de cercar-se de melhores colaboradores. Terá de buscar grandes nomes para seus ministérios, mantendo aqueles que têm dado conta de suas missões, como Furlan, Meirelles, Patrus Ananias e Márcio Thomaz Bastos, se este quiser permanecer na pasta da Justiça. Nas suas respectivas áreas, foram bem. É de lembrar que, logo em 2007, haverá mais uma vaga de ministro para o STF. Que saiba, mais uma vez, escolher um nome à altura do Pretório Excelso.


    Terá ainda de pensar em inserir o Brasil – como o fizeram Rússia, China e Índia – no contexto das grandes nações, procurando, em matéria de parceria econômica, fazer ‘opção preferencial pelas nações ricas’ para conseguir maiores resultados e melhores oportunidades. É de rememorar que ‘a opção preferencial pelos países latino-americanos’ tem trazido péssimos resultados, com derrotas sucessivas nas negociações com a Argentina e a Bolívia, reações negativas do Uruguai e do Paraguai e perda da liderança continental, conquistada em 2003, para esse aprendiz de ditador que é Hugo Chávez.


    Se quiser passar para a História, deverá, por outro lado, fortalecer a democracia, com as corretas teses, por ele já defendidas, de fidelidade partidária e financiamento público de campanhas (elaborei texto nesse sentido, para o anteprojeto do TSE de reforma eleitoral, em 1996), pois a democracia forte é alicerce fundamental para o desenvolvimento.


    Terá, todavia, de abandonar projetos que voltam a preocupar, como os de tornar a Polícia Federal um ministério (o que, aliás, seria inconstitucional) e impor o controle à imprensa e aos artistas.


    À evidência, não deverá permitir a flexibilização da Lei de Responsabilidade Fiscal, que provocará o retorno aos precatórios não-pagos, aos calotes oficiais e à perda de credibilidade junto às instituições nacionais e internacionais.


    Por fim, terá de fazer a lei mais respeitada, e não prestigiar os estupradores da ordem que, com invasões ilegais, põem em risco a segurança jurídica. Reforma agrária se faz no Congresso, e não mediante o uso da violência. A tese que o MST defende, de apropriação de terras produtivas para culturas familiares e de combate ao agronegócio, representaria fazer a agricultura brasileira – considerada das mais avançadas no mundo, sendo essa a razão por que a União Européia não quer rever sua política de subsídios – voltar aos tempos da Idade da Pedra.


    Enfim, o presidente Lula está no limiar de segundo mandato. Se souber se livrar de seus conselheiros radicais, poderá, porque tem carisma, desempenhar um relevante papel na História do País. Para isso talvez tenha de pronunciar a prece encontrada nos escritos de um brilhante pensador: ‘Senhor, livra-me de meus amigos, pois dos inimigos sei me livrar.’


    Ives Gandra da Silva Martins, professor emérito das Universidades Mackenzie, UniFMU, Unifieo e Unip e da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, é presidente do Conselho de Estudos Jurídicos da Federação do Comércio do Estado de São Paulo, da Academia Paulista de Letras e do Centro de Extensão Universitária (CEU)

  • Dívida pública chega a R$ 1,063 trilhão

    A correção da dívida em R$ 11,6 bilhões por conta da incorporação de juros impediu que o endividamento do Tesouro Nacional em títulos tivesse redução em outubro, apesar de o governo ter resgatado R$ 10,4 bilhões em papéis que estavam no mercado. No mês passado, o valor total da dívida teve ligeira alta, passando de R$ 1,062 trilhão para R$ 1,063 trilhão. No ano, a incorporação de juros ao estoque da dívida soma R$ 117,5 bilhões e o débito total só não cresceu na mesma proporção devido aos resgates líquidos efetuados pelo Tesouro no período.

    A correção da dívida em R$ 11,6 bilhões por conta da incorporação de juros impediu que o endividamento do Tesouro Nacional em títulos tivesse redução em outubro, apesar de o governo ter resgatado R$ 10,4 bilhões em papéis que estavam no mercado. No mês passado, o valor total da dívida teve ligeira alta, passando de R$ 1,062 trilhão para R$ 1,063 trilhão. No ano, a incorporação de juros ao estoque da dívida soma R$ 117,5 bilhões e o débito total só não cresceu na mesma proporção devido aos resgates líquidos efetuados pelo Tesouro no período.


    Um dos destaques do comportamento da dívida em outubro, cujos dados foram divulgados nesta quinta-feira pelo Tesouro, foi o aumento da demanda dos investidores por papéis prefixados. Esse movimento permitiu que a fatia desses títulos no total da dívida ficasse estável, com pequena variação, de 32,83% para 32,85%, de setembro para outubro.


    Normalmente, em outubro, a participação desses papéis costuma cair, por causa da forte concentração de vencimentos. Segundo o coordenador-geral da dívida pública, Ronnie Tavares, o apetite dos investidores pelos prefixados foi aguçado pela conjuntura econômica favorável, tanto no Brasil quanto no exterior. Assim, o governo conseguiu cobrir com títulos da mesma natureza todo o vencimento de R$ 34,3 bilhões desses papéis.


    Tavares observou que a eleição presidencial não teve nenhum impacto no apetite dos investidores. “Provavelmente foi a eleição mais tranqüila do ponto de vista da dívida”, disse. Ele acredita que a participação dos prefixados deve continuar crescendo também devido à preferência dos investidores estrangeiros por esses papéis. O Tesouro prefere trabalhar com papéis prefixados porque eles permitem maior previsibilidade à administração da dívida e dos gastos com juros. No entanto, como tem o rendimento definido no momento da emissão, os prefixados têm feito com que a despesa do Tesouro com juros caia mais lentamente do que a taxa básica de juros, a Selic.


    queda da selic. Segundo o estrategista da ARX Capital, Sérgio Goldenstein, a parcela prefixada da dívida vai continuar aumentando à medida que a taxa Selic continuar caindo. Goldenstein, que já foi chefe do Departamento de Mercado Aberto (Demab) do Banco Central, explica que a queda dos juros torna mais atrativos os papéis com renda fixa e de prazos mais extensos, já que eles garantem ao investidor uma remuneração elevada, por mais tempo, enquanto os rendimentos das aplicações em geral tendem a diminuir. “O apetite do cliente final vai aumentar por ativos de prazos mais longos”, afirmou.


     


    No mês passado, o prazo médio da dívida mobiliária subiu para 30,27 meses, ante 29,65 meses em setembro. Enquanto vai se consolidando o aumento da parcela prefixada da dívida, a participação dos títulos com remuneração atrelada à Taxa Selic teve mais uma redução em outubro. A parcela passou de 41,46% para 41,20% do total. A fatia dos títulos indexados à inflação, por sua vez, subiu de 21,51% para 22,13%.


    Outro destaque da dívida em outubro foi a redução na parcela a vencer nos próximos 12 meses, que passou de 39,99% para 37,82% da dívida. Mesmo assim, esse indicador continua fora da meta do Plano Anual de Financiamento (PAF), que é alcançar um indicador entre 31% a 36% do estoque total. Segundo Tavares, a meta será atingida até o final do ano.


    BC resgata últimos títulos de dívida


    Os últimos títulos da dívida emitidos pelo Banco Central (BC) foram resgatados nesta quinta-feira, marcando o fim de um processo iniciado em 2000 com a aprovação da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). A lei, um marco na política fiscal do país, proibiu o BC de emitir papéis por conta própria. Desde 2001, o BC já não emitia papéis, mas só agora os últimos títulos foram resgatados. O BC usava esses papéis como instrumento da política monetária e também para conter a volatilidade no mercado de câmbio.


    Hoje, o controle da liquidez bancária é feito com papéis do Tesouro que estão na carteira do BC. Na política cambial, o órgão utiliza outros instrumentos, como, por exemplo, compras de dólares no mercado à vista.


    A proibição das emissões foi incluída na LRF para dar mais transparência às contas do BC e segregar os papéis utilizados para política monetária daqueles usados para a refinanciamento da dívida pública. Segundo o chefe de Departamento do Mercado Aberto do Banco Central (Demab), Ivan de Oliveira Lima, os últimos títulos desse período somavam US$ 1,3 bilhão e eram de NBC-E, papéis corrigidos pela taxa de câmbio. As NBC-E foram muito utilizados pelo BC como instrumento de política cambial nos momentos de turbulência no mercado financeiro e crise econômica.

     


     


     

  • Fatia de SP no PIB cai para 30,9%

    A participação de São Paulo no Produto Interno Bruto (PIB) nacional despencou de 36,1%, em 1985, para 30,9%, em 2004, segundo pesquisa divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apenas de 2003 para 2004, a participação paulista na economia brasileira caiu de 31,8% para 30,9%.

    A participação de São Paulo no Produto Interno Bruto (PIB) nacional despencou de 36,1%, em 1985, para 30,9%, em 2004, segundo pesquisa divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apenas de 2003 para 2004, a participação paulista na economia brasileira caiu de 31,8% para 30,9%. Como cada ponto porcentual do PIB equivalia a R$ 17,6 bilhões em 2004, a queda de 0,9 ponto porcentual significa que o Estado perdeu cerca de R$ 16 bilhões em 2004.


    O gerente do Projeto de Contas Regionais do IBGE, Frederico Cunha, disse que a perda da fatia de São Paulo no PIB acompanha a queda de participação da indústria paulista no total do setor no País de 51%, em 1985, para 40%, em 2004. Ele explica que outros fatores contribuíram para isso. Um deles é o fato de o Estado não ter como expandir suas fronteiras agrícolas, ao contrário do que ocorre com o Centro-Oeste.


    Para Cunha, a perda de espaço de São Paulo decorre de mudança estrutural do País, pois a redução do peso paulista no PIB brasileiro se deve também à desconcentração econômica. ‘O Brasil está menos concentrado, com projetos no Norte e Nordeste, incentivos fiscais nos Estados para novas fábricas e a guerra fiscal, com incentivos para migração de empresas para outras regiões’, disse.


    Cunha disse também que São Paulo, que tem uma indústria ‘completa e integrada’, reflete com precisão os movimentos da economia, seja de expansão ou de queda na atividade. Desse modo, a perda de dinamismo da economia brasileira nos últimos anos teve forte impacto na atividade paulista.


    De 2003 para 2004, a perda de participação do Estado ocorreu mesmo com o crescimento local de 6,4% , bem acima da média nacional, de 4,9%. Segundo Cunha, o motivo é que produtos agrícolas importantes tiveram queda de preços e, com o corte na taxa de juros Selic de um ano para o outro, houve redução também no PIB do sistema financeiro. A participação da atividade financeira paulista na do Brasil caiu de 50%, em 2003, para 48%, em 2004


    DESCONCENTRAÇÃO


    A pesquisa mostra também que, mesmo com a desconcentração em curso, os oito principais Estados no ranking do PIB brasileiro mantiveram suas posições entre 1985 e 2004 e respondem por 76,1% da economia nacional. Esses Estados são, pela ordem, São Paulo, Rio, Minas, Rio Grande do Sul, Paraná, Bahia, Santa Catarina e Pernambuco. Mas os cinco maiores Estados nesse ranking, que concentravam 66,3% de participação no PIB em 1985, reduziram a fatia para 61,1% em 2004.


    Cunha cita como exemplo do processo de desconcentração econômica o fato de que, enquanto os cinco primeiros Estados perderam participação, os Estados que ocupam do 8º ao 16º lugar no ranking do PIB elevaram a participação de 14,1% para 24,5% no período. Nesse grupo estão os Estados da fronteira agrícola, como Mato Grosso (de 0,7%, em 1985, para 1,6%, em 2004), Goiás (de 1,8%para 2,3%) e Mato Grosso do Sul (de 0,9% para 1,1%). O Amazonas elevou a participação de 1,5% para 2% com o bom desempenho da Zona Franca de Manaus.


    No que diz respeito às grandes regiões, a fatia do Sudeste no PIB nacional caiu de 60,2%, em 1985, para 54,9%, em 2004, puxada especialmente pela queda da participação paulista. Por outro lado, subiram as participações do Norte (de 3,8% para 5,3%), Sul (de 17,1% para 18,2%) e Centro-Oeste (de 4,8% para 7,5%). A do Nordeste permaneceu em 14,1%.


    Maior renda per capita é do DF


    O Estado de São Paulo permaneceu no terceiro lugar na classificação do PIB per capita brasileiro em 2004, com R$ 13.725, equivalentes a 1,4 vez o da média nacional (R$ 9.729). O cálculo do PIB per capita estadual é feito com a divisão do PIB dos Estados em valores pela sua população.


    O Distrito Federal continua em primeiro lugar, com R$ 19.071, duas vezes a média nacional. O gerente do Projeto de Contas Regionais do IBGE, Frederico Cunha, disse que a capital federal é favorecida, nesse indicador, por centralizar a administração pública e o sistema financeiro estatal, sem grande população.


    O segundo lugar manteve-se com o Rio (R$ 14.639, 1,5 vez a média nacional). Segundo Cunha, ‘a perda de dinamismo’ levou São Paulo a ceder o segundo lugar para o Rio em 2002. Em 1985, a renda per capita paulista equivalia a 1,7 vez a média nacional e, em 2004, era de 1,4 vez.


    Os piores resultados continuaram sendo os do Piauí, com renda per capita de R$ 2.748, e do Maranhão, com R$ 2.892, respectivamente o penúltimo e último colocados.