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  • IPC-Fipe é o maior desde janeiro

    O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) no município de São Paulo teve alta de 0,39% em outubro, ante 0,25% em setembro, informou ontem a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). É o maior índice do ano desde janeiro, quando subiu 0,50%. O aumento dos preços dos alimentos foi a maior surpresa, segundo o coordenador do índice, Paulo Picchetti. Dos 25 itens com as altas individuais mais expressivas do IPC, 20 pertencem a esse grupo.

    O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) no município de São Paulo teve alta de 0,39% em outubro, ante 0,25% em setembro, informou ontem a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). É o maior índice do ano desde janeiro, quando subiu 0,50%. O aumento dos preços dos alimentos foi a maior surpresa, segundo o coordenador do índice, Paulo Picchetti. Dos 25 itens com as altas individuais mais expressivas do IPC, 20 pertencem a esse grupo. “Como sempre, a surpresa vem de alimentação”, comentou.


    Foi justamente a alimentação que levou Picchetti a elevar, em meados de setembro, a projeção para a inflação na capital paulista, de 0,2% para 0,3%. Mesmo assim, o indicador ficou acima desse prognóstico e também das projeções do mercado financeiro, de 0,27% a 0,33%. Segundo Picchetti, a alimentação teve peso de 0,06 ponto percentual no IPC. Mesmo assim, em 12 meses até outubro, o grupo acumula deflação de 0,14%.


    Picchetti lembrou que as carnes continuam sendo o grande vilão. O frango subiu 14,69% no mês passado, o que representou impacto de 0,12 ponto percentual. Outro exemplo é o preço do coxão mole, que ficou 6,85% mais alto em outubro, contribuindo com 0,04 ponto.


    Taxa do Núcleo


    O núcleo do IPC-Fipe dobrou de setembro para outubro, acompanhando a alta do índice cheio no período. No fechamento de setembro, o núcleo estava em 0,09%, passando para 0,18% no fechamento do mês passado.


    Apesar dessa alta, em relação a setembro, a taxa do núcleo ficou muito próxima da divulgada na terceira quadrissemana (0,17%) e idêntica à da segunda. “O núcleo não só acompanhou a alta do índice cheio como também é um bom indicador de que a tendência é de elevação dos preços nos próximos meses”, analisou Picchetti.


     




     

  • Natal com aumento de 10,3% nas vendas

    O comércio da Região Metropolitana do Rio de Janeiro prevê crescimento de 10,3% nas vendas deste Natal, em relação ao ano passado, de acordo com pesquisa realizada pela Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ). Foram entrevistados 1.943 empresários de 26 setores, dos quais 64,1% calculam que venderão mais do que no ano passado; 23,5% esperam atingir a mesma meta de vendas e 6,8% trabalham com a possibilidade de um resultado pior do que o de 2005.

    O comércio da Região Metropolitana do Rio de Janeiro prevê crescimento de 10,3% nas vendas deste Natal, em relação ao ano passado, de acordo com pesquisa realizada pela Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ). Foram entrevistados 1.943 empresários de 26 setores, dos quais 64,1% calculam que venderão mais do que no ano passado; 23,5% esperam atingir a mesma meta de vendas e 6,8% trabalham com a possibilidade de um resultado pior do que o de 2005.


    Os maiores movimentos devem ser registrados pelos artigos de vestuário (16,8%), joalheria (16,7%) e perfumaria (13,7%). Também esperam crescimento acima da média os setores de cabeleireiro (13,6%), calçados (13,4%), supermercados (12,9%), ótica (12,8%), decoração (11,5%), CD (11,0%), restaurante (11,0%), magazine (10,8%) e eletrodoméstico (10,8%). Apenas o segmento de hotelaria está esperando um resultado negativo (-2,3%) na comparação com o Natal de 2005.


    “A possibilidade de maior presença do consumidor nas lojas pode ser explicada pela forte desaceleração da inflação, pelo crescimento do emprego e, principalmente, pelo avanço do crédito, que mantém intenso ritmo de crescimento”, explica o presidente da Fecomércio-RJ, Orlando Diniz.


    Em outubro, 40% dos entrevistados já tinham feito as encomendas para o Natal e 46,3% responderam que solicitariam as unidades aos fornecedores em novembro. Em 2006, 40,7% dos empresários vão aumentar os estoques na comparação com o ano passado para aguardar a temporada de final de ano.


    Tarifa da Light tem reajuste autorizado


    A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou, ontem, reajuste médio de 0,35% na tarifa de luz dos 3,8 milhões de consumidores atendidos pela Light. Para consumidores residenciais, a conta fica 3,99% mais barata, enquanto para consumidores industriais, o preço deve subir 7,35%.


    O resultado, segundo a companhia, deve-se ao realinhamento tarifário determinado pela Aneel em 2003, que deve durar até 2007. A tendência, ainda segundo a Light, é de redução dos preços para o consumidor residencial durante todo o ano que vem.


    Segundo o diretor vice-presidente de Finanças da Light, Ronnie Vaz, até 2003, os consumidores residenciais subsidiavam os industriais, até que a Aneel autorizou o realinhamento, que reajusta as tarifas separadamente, de acordo com a faixa de tensão de cada consumidor, e retira gradativamente o subsídio.


     

     

  • Indústria reage e vendas aumentam 1,9%

    Depois do fraco desempenho do segundo trimestre, a indústria de transformação registrou uma retomada da atividade no terceiro trimestre. Os dados divulgados ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostram que as vendas reais cresceram 1,90% e as horas trabalhadas na produção subiram 1,51% em relação ao trimestre anterior, descontados os efeitos sazonais.

    Depois do fraco desempenho do segundo trimestre, a indústria de transformação registrou uma retomada da atividade no terceiro trimestre. Os dados divulgados ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostram que as vendas reais cresceram 1,90% e as horas trabalhadas na produção subiram 1,51% em relação ao trimestre anterior, descontados os efeitos sazonais. A boa notícia, segundo o economista da CNI Paulo Mol, é que a utilização da capacidade instalada das empresas não foi afetada, o que afasta riscos de restrição da oferta de produtos e uma eventual pressão inflacionária.


    ‘Isso indica que houve maturação de investimentos que aumentaram a produtividade das empresas’, avaliou Mol. A utilização da capacidade instalada ficou em 81,8% no terceiro trimestre, depois de ter se mantido em 81,6% por três trimestres consecutivos.


    Para a CNI, a intensificação da atividade industrial vai se manter no quarto trimestre. ‘O fim de ano estará melhor do que a média do ano’, afirmou Mol. Ele destacou, no entanto, que o crescimento ainda será moderado quando comparado com um período de forte expansão, como 2004. ‘Mas existe um movimento de crescimento em curso’, disse.


    A recuperação do terceiro trimestre melhorou os indicadores da indústria, mas não foi suficiente para delinear uma situação de expansão mais robusta no acumulado do ano. Tanto assim que, de janeiro a setembro, as vendas reais registraram alta de apenas 0,38% na comparação com o mesmo período do ano passado. As horas trabalhadas na produção subiram 1,05%. Melhor desempenho teve o indicador do emprego gerado, que cresceu 1,73%.


    Embora o terceiro trimestre deste ano tenha sido o quarto período consecutivo de expansão nas vendas, Mol destacou que, no período, o ritmo de crescimento foi mais de duas vezes superior ao verificado no segundo trimestre, quando a evolução foi de 0,87% ante o primeiro trimestre. Segundo ele, a recuperação nas vendas poderia ter sido maior, não fosse a valorização do real ter limitado o faturamento das empresas exportadoras. O indicador de vendas reais mostra o comportamento do faturamento das empresas.


    O emprego industrial teve alta de 0,72% em relação ao segundo trimestre. Segundo o economista, o indicador é a grande surpresa do ano, porque cresceu em 8 dos 9 primeiros meses de 2006. O emprego industrial vem se expandindo a uma taxa média de 0,9% ao trimestre, ritmo que se aproxima de períodos de forte crescimento econômico.


    Mol alertou, no entanto, que o bom desempenho dos indicadores industriais não é uma radiografia da indústria como um todo. Enquanto vários setores têm apresentado crescimento, outros vêm registrando queda nos indicadores. O gerente-executivo da área de pesquisa da CNI, Renato da Fonseca, disse que os setores afetados pelo real valorizado enfrentam problemas de competitividade, além do fato de o crescimento da atividade industrial ainda não ter alcançado o segmento de pequenas e médias empresas.


     

  • Brasil fica em 70º no ranking da corrupção

    Os escândalos do mensalão, do valerioduto, da máfia dos sanguessugas, entre muitos outros, custaram caro à imagem do Brasil no exterior. Pesquisa divulgada ontem pela ONG Transparência Internacional mostra que o País teve uma ‘piora significativa’ no nível de percepção de corrupção. Na pesquisa passada, o Brasil ficou em 62º lugar em uma lista de 159 países. Agora, caiu para 70º em 163 nações pesquisadas.


    Em 2005, o Brasil teve nota 3,7 no índice de percepção da corrupção, medido a partir de pesquisas feitas com pessoas que têm ligação direta ou indireta com negócios internacionais.

    Os escândalos do mensalão, do valerioduto, da máfia dos sanguessugas, entre muitos outros, custaram caro à imagem do Brasil no exterior. Pesquisa divulgada ontem pela ONG Transparência Internacional mostra que o País teve uma ‘piora significativa’ no nível de percepção de corrupção. Na pesquisa passada, o Brasil ficou em 62º lugar em uma lista de 159 países. Agora, caiu para 70º em 163 nações pesquisadas.


    Em 2005, o Brasil teve nota 3,7 no índice de percepção da corrupção, medido a partir de pesquisas feitas com pessoas que têm ligação direta ou indireta com negócios internacionais. Em 2006, com a maior repercussão das denúncias envolvendo integrantes do governo, parlamentares e partidos políticos, o País caiu para 3,3 na avaliação geral.


    Para fazer o ranking mundial, a Transparência Internacional usa como base de dados várias pesquisas feitas em diferentes países por instituições como o Banco Mundial, o Fórum Econômico Mundial e agências de avaliação de risco. A pontuação vai de zero (pior situação) a dez (situação ideal).


    ‘É difícil não atribuir em boa medida a deterioração no índice à repercussão internacional dos escândalos que afetaram o governo no período recente’, diz análise do ranking feita pela ONG Transparência Brasil. ‘Não se sabe como a opinião das pessoas é formada. O Brasil se destacou mais pelos escândalos do que pelas melhorias’, resume o diretor-executivo da ONG brasileira, Claudio Weber Abramo.


    O Brasil divide o 70º lugar com China, Egito, Gana, Índia, México, Peru, Arábia Saudita e Senegal. ‘Conforme a Transparência Internacional, o movimento do Brasil no índice deste ano correspondeu a real deterioração da imagem do País, e não a um efeito numérico’, ressalta a análise da ONG brasileira.


    O pior desempenho na lista dos países percebidos como mais corruptos é do Haiti (nota 1,8). Logo em seguida, vem o Iraque (1,9), dominado pela violência desde a ocupação pelos Estados Unidos, há três anos, que divide o 160º lugar com Mianmá e Guiné.


    Entre as nações percebidas como menos corruptas, estão empatadas Finlândia, Islândia e Nova Zelândia, com 9,6 pontos.


    Foto Simbólica


    No portal da Transparência Internacional, uma fotografia feita no Brasil ilustra o relatório dos corruptos: uma pichação que ironiza o mensalão e a prisão do assessor petista Adalberto Vieira da Silva, flagrado com US$ 100 mil e R$ 200 mil, em dinheiro vivo, escondidos na cueca e em uma bolsa de viagem.


    O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, reagiu ontem à pesquisa da Transparência Internacional. ‘Não acredito que houve aumento da corrupção. Houve diminuição da impunidade e aumento do combate à corrupção’, declarou ele. ‘Houve, isto sim, aumento da publicidade da corrupção. Creio que este é o sentido do relatório.’


    O controlador-geral da União, Jorge Hage, disse não ter se surpreendido com o aumento na percepção de corrupção, ‘após um ano de campanha eleitoral em que o governo foi acusado diuturnamente pelos opositores nas tribunas do Congresso, na mídia toda e nos programas eleitorais’.


     

  • Clipping CNC: o resumo das principais notícias publicadas nos jornais durante o final de semana

    Veja no Clipping CNC os detalhes do levantamento realizado por uma consultoria suíça sobre o sistema de tributação de quase cem países, e a posição ocupada pelo Brasil neste ranking. E mais: desemprego atinge 2,29 milhões de pessoas em seis capitais.

    Veja no Clipping CNC os detalhes do levantamento realizado por uma consultoria suíça sobre o sistema de tributação de quase cem países, e a posição ocupada pelo Brasil neste ranking. E mais: desemprego atinge 2,29 milhões de pessoas em seis capitais.

  • Nova audiência sobre combustíveis pode ser marcada

    A Comissão Especial do novo Código de Combustíveis (PL 2316/03) decide amanhã se realiza uma nova audiência pública para debater o tema. O deputado Max Rosenmann (PMDB-PR) apresentou requerimento para ouvir o presidente do Sindicato Nacional do Comércio Transportador-Revendedor-Retalhista de Óleo Diesel, Óleo Combustível e Querosene (SindTRR), Álvaro Rodrigues Antunes Farias.

    A comissão ainda pode definir o prazo para votação do relatório final, que deve ser apresentado em breve pelo deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA).

    A Comissão Especial do novo Código de Combustíveis (PL 2316/03) decide amanhã se realiza uma nova audiência pública para debater o tema. O deputado Max Rosenmann (PMDB-PR) apresentou requerimento para ouvir o presidente do Sindicato Nacional do Comércio Transportador-Revendedor-Retalhista de Óleo Diesel, Óleo Combustível e Querosene (SindTRR), Álvaro Rodrigues Antunes Farias.

    A comissão ainda pode definir o prazo para votação do relatório final, que deve ser apresentado em breve pelo deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA). O relator deve aproveitar as sugestões que recolheu nas 11 audiências públicas realizadas com representantes de segmentos do setor de combustíveis.


    A reunião começará às 14h30, no plenário 8. (Agência Câmara, 6 de novembro de 2006)


     

  • Ministros poderão depor sobre acordo de gás com a Bolívia

    A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio analisa, na quarta-feira (8), requerimento do deputado Júlio Redecker (PSDB-RS) para convocação dos ministros de Minas e Energia, Silas Rondeau, e das Relações Exteriores, Celso Amorim; e do presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli. O deputado pede que eles prestem esclarecimentos sobre o novo acordo firmado pelo Brasil para exploração e produção de gás nos campos de San Alberto e de San Antonio, na Bolívia.

    O acordo foi fechado em 28 de outubro, na véspera do segundo turno das eleições para presidente da República.

    A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio analisa, na quarta-feira (8), requerimento do deputado Júlio Redecker (PSDB-RS) para convocação dos ministros de Minas e Energia, Silas Rondeau, e das Relações Exteriores, Celso Amorim; e do presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli. O deputado pede que eles prestem esclarecimentos sobre o novo acordo firmado pelo Brasil para exploração e produção de gás nos campos de San Alberto e de San Antonio, na Bolívia.

    O acordo foi fechado em 28 de outubro, na véspera do segundo turno das eleições para presidente da República. “O documento assinado pelo governo brasileiro com a Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) a poucas horas da eleição no Brasil precisa ser melhor detalhado. A Petrobras afirmou que o contrato determina as novas condições para a exploração e a produção de gás, mas não deu detalhes sobre o acordo”, observa Redecker. (Agência Câmara, 6 de novembro de 2006)




     

  • Empresas poderão alfabetizar empregados

    Item importante da pauta da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio para esta quarta-feira (8), é o Projeto de Lei 5348/05, do Senado, que institui o Programa de Alfabetização e Cidadania na Empresa (Pace).

    Item importante da pauta da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio para esta quarta-feira (8), é o Projeto de Lei 5348/05, do Senado, que institui o Programa de Alfabetização e Cidadania na Empresa (Pace). Por meio dessa iniciativa, as empresas oferecerão aulas de alfabetização aos empregados, preferencialmente nos locais de trabalho, ministradas por professores ou alfabetizadores capacitados.


    De acordo com o projeto, as empresas que aplicarem bem o programa terão preferência em pedidos de financiamento que atendam a todos os critérios e exigências estabelecidos pelas instituições federais de crédito. Essas empresas receberão ainda o selo “Empresa Formadora da Cidadania”, que poderá ser utilizado em peças publicitárias, placas informativas e papéis timbrados, como forma de demonstrar à sociedade sua contribuição no combate ao analfabetismo.

    As aulas serão custeadas pela empresa. O custo não poderá ser incorporado à remuneração do trabalhador nem constituir base de incidência de contribuição providenciaria ou do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço.

    O relator, deputado Reinaldo Betão (PL-AC), recomenda a aprovação do projeto mas sugere a rejeição do PL 5769/05, do ex-deputado Osório Adriano, que também trata de programas de alfabetização de adultos em empresas e tramita apensado à proposta do Senado. (CNC, 6 de novembro de 2006)


     

  • SF retoma votações. Na pauta, “Supersimples” e 4 MPs

    O Senado deve retomar nesta terça-feira (7) as votações em Plenário com a deliberação sobre o Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (PLC 100/06 – Complementar), também conhecido como “Supersimples”, e com a apreciação de quatro medidas provisórias (MPs 310/06 a 313/06).


    O projeto de lei que cria o “Supersimples” foi apontado pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, como matéria prioritária na pauta de votações.

    O Senado deve retomar nesta terça-feira (7) as votações em Plenário com a deliberação sobre o Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (PLC 100/06 – Complementar), também conhecido como “Supersimples”, e com a apreciação de quatro medidas provisórias (MPs 310/06 a 313/06).


    O projeto de lei que cria o “Supersimples” foi apontado pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, como matéria prioritária na pauta de votações. O projeto já tramita em regime de urgência, o que significa que nenhuma outra proposição, excetuando as medidas provisórias, pode ser votada antes dele. O Supersimples, entretanto, não é assunto consensual, tendo suscitado divergências entre os empresários e o setor público.


    A proposição autoriza o recolhimento em uma guia única de seis impostos e contribuições federais, um imposto estadual (ICMS) e um imposto municipal (ISS). A empresa que aderir ao sistema vai passar a pagar uma alíquota única, variando de 4% a 17,4% do seu faturamento, a ser definida em função do tamanho do empreendimento, do estado onde se localiza e do setor econômico explorado.


    Pelos cálculos do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), que encaminhou a sugestão do “Supersimples” ao Congresso, a medida deverá reduzir em até 40% a carga tributária das novas empresas. Os empreendimentos que já aderiram ao Simples deverão contar, entretanto, com uma queda de 15% a 20% no pagamento de impostos. Entretanto, de acordo com parlamentares governistas, essas medidas poderão resultar em perda de R$ 5 bilhões anuais aos cofres públicos. Por isso, representantes de governos estaduais e municipais têm pressionado por mudanças no texto do projeto.


    A votação do “Supersimples”, no entanto, deverá ser precedida pela apreciação das quatro medidas provisórias que aguardam leitura em Plenário. As MPs 310/06 e 311/06 abrem créditos extraordinários em favor, respectivamente, da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (R$ 14,87 milhões) e dos Ministérios da Justiça e da Integração Nacional (R$ 208 milhões). Já a MP 312/06 prorroga para 2008 o prazo para os trabalhadores rurais vinculados ao extinto Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural) requererem aposentadoria por idade. Quanto à MP 313/06, viabilizou crédito extraordinário de R$ 10 milhões para o Ministério da Integração Nacional em favor das vítimas da estiagem na Região Sul.


    Há ainda outros itens na pauta, entre os quais o projeto de lei do Senado (PLS 262/06) que determina o pagamento de bônus natalino aos beneficiários do Programa Bolsa-Família; o projeto (PLS 175/01) que dispõe sobre a possibilidade de participação de capital estrangeiro em empresas concessionárias do serviço de TV a Cabo em percentual passível de chegar a 100%; a proposta de emenda à Constituição (PEC 64/99) que torna obrigatório o comparecimento anual do presidente da República ao Congresso Nacional e a que modifica o rito de apreciação dos vetos presidenciais (PEC 57/05). (Agência Senado, 6 de novembro de 2006)


     

  • Sinopse: veja as principais notícias da segunda-feira

    US$ 38,381 bilhões. Este é o saldo acumulado da balança comercial brasileira no ano, o que representa um crescimento de 3,2% sobre o mesmo período de 2005. Veja esta e outras notícias na Sinopse.

    US$ 38,381 bilhões. Este é o saldo acumulado da balança comercial brasileira no ano, o que representa um crescimento de 3,2% sobre o mesmo período de 2005. Veja esta e outras notícias na Sinopse.