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  • Novas instalações do Sesc são inauguradas em Cruz Alta (RS)

    O município de Cruz Alta, na região noroeste do Rio Grande do Sul, já pode contar desde o dia 27 de outubro com as novas instalações do Sesc no município, inauguradas pelo diretor regional da entidade, Everton Dalla Vecchia, e pelo presidente da Fecomércio-RS, Flavio Sabbadini.


    As obras da nova estrutura começaram em junho deste ano: atualmente são oferecidas, em 1,4 mil metros quadrados de área construída, salas de bike in door, yoga, massoterapia, multiuso e salão de eventos com terraço, além de seviços de odontologia,

    O município de Cruz Alta, na região noroeste do Rio Grande do Sul, já pode contar desde o dia 27 de outubro com as novas instalações do Sesc no município, inauguradas pelo diretor regional da entidade, Everton Dalla Vecchia, e pelo presidente da Fecomércio-RS, Flavio Sabbadini.


    As obras da nova estrutura começaram em junho deste ano: atualmente são oferecidas, em 1,4 mil metros quadrados de área construída, salas de bike in door, yoga, massoterapia, multiuso e salão de eventos com terraço, além de seviços de odontologia, turismo social e outros. O Sesc chegou a Cruz Alta em 1958, e atividades como o Clube Sesc Maturidade Ativa continuam sendo oferecidos à população. 


    A inauguração integra as comemorações dos 60 do Sesc no Rio Grande do Sul. “A comunidade de Cruz Alta sempre correspondeu às ações do Sesc, daí a ampliação de nossas atividades”, afirmou Sabaddini, durante a cerimônia de inauguração, na presença de autoridades, colaboradores e comunidade em geral.    


     

  • Explosão Demográfica

    Publicado no Jornal do Commercio do dia 30 de outubro, o artigo Explosão Demográfica, do presidente da CNC, Antonio Oliveira Santos, aborda a influência do crescimento demográfico brasileiro sobre o desemprego e a informalidade.

    Publicado no Jornal do Commercio do dia 30 de outubro, o artigo Explosão Demográfica, do presidente da CNC, Antonio Oliveira Santos, aborda a influência do crescimento demográfico brasileiro sobre o desemprego e a informalidade.

  • Sinopse: Lula é reeleito com 58,2 milhões de votos

    Veja na Sinopse o resumo dos principais fatos do dia.

    Veja na Sinopse o resumo dos principais fatos do dia.

  • PMDB e PFL deverão ser as maiores bancadas do Senado

    Com o resultado do segundo turno das eleições, o PMDB e o PFL aparecem como os partidos que devem iniciar, em fevereiro, a sessão legislativa de 2007 com o maior número de senadores, seguidos pelo PSDB e o PT. Mas o quadro partidário para a definição final das bancadas do Senado ainda não está fechado, pois a lei permite que parlamentares, por meio de negociação política, possam migrar de legenda.

    Com o resultado do segundo turno das eleições, o PMDB e o PFL aparecem como os partidos que devem iniciar, em fevereiro, a sessão legislativa de 2007 com o maior número de senadores, seguidos pelo PSDB e o PT. Mas o quadro partidário para a definição final das bancadas do Senado ainda não está fechado, pois a lei permite que parlamentares, por meio de negociação política, possam migrar de legenda.


    No quadro desenhado apenas pelas urnas, os demais partidos que vão compor o Senado, segundo o maior número de senadores, são, pela ordem, PDT, PTB, PSB, PL, PCdoB e PPS, PRB, PP, PRTB e PSOL. Os cinco últimos serão representados na Casa por um único senador.


    Dois senadores com mandato até 2011 e que venceram eleições para o governo no primeiro turno (respectivamente, Paulo Octávio, do PFL, eleito vice-governador do Distrito Federal, e Teotonio Vilela, do PSDB, eleito governador de Alagoas) deverão ser substituídos, no início de 2007, por seus suplentes, que são do mesmo partido do titular.


    Sete senadores, com mandato até 2011, disputaram o segundo turno das eleições para os governos do Maranhão (Roseana Sarney – PFL), Pará (Ana Júlia Carepa – PT), Paraíba (José Maranhão – PMDB), Rio de Janeiro (Sérgio Cabral – PMDB), Rio Grande do Norte (Garibaldi Alves Filho – PMDB), Santa Catarina (Leonel Pavan – PSDB, vice-governador) e Paraná (Osmar Dias – PDT).


    Três foram eleitos: Ana Júlia Carepa, a ser substituída por José Nery, do PSOL; Sérgio Cabral (PMDB), pelo Rio de Janeiro, que deixará em seu lugar no Senado o também peemedebista Regis Fichtner; e Leonel Pavam (PSDB), eleito vice-governador de Santa Catarina e que será substituído por Neuto de Conto, do PMDB.


    Os senadores que foram eleitos ou reeleitos este ano – um total de 27, representando um terço da Casa – cumprirão mandato no período de 2007 a 2014. Abaixo a lista dos 13 partidos que devem ser representados no Senado a partir de 1º de fevereiro e dos 81 detentores da titularidade do mandato.


    Os titulares, que atualmente ocupam cargos no governo federal e governos estaduais, como já tomaram posse oficialmente em fevereiro de 2003, não precisam obrigatoriamente voltar a seus postos no início da sessão legislativa, em fevereiro de 2007. Nesse caso, os atuais suplentes podem continuar a exercer o mandato. (Agência Senado, 30 de outubro de 2006)


     

  • Vice do PFL pede manutenção de benefícios na Zona Franca

    O deputado Pauderney Avelino (AM), vice-líder do PFL, afirmou há pouco que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva precisa garantir a continuidade dos benefícios à Zona Franca de Manaus no seu segundo mandato.

    O deputado Pauderney Avelino (AM), vice-líder do PFL, afirmou há pouco que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva precisa garantir a continuidade dos benefícios à Zona Franca de Manaus no seu segundo mandato. “Espero que Lula respeite os interesses de meu estado e não tire da Zona Franca de Manaus benefícios fiscais que garantem a competitividade com outros estados que pretendem produzir os equipamentos para TV digital.”

    O vice-líder disse ser contra a edição de uma medida provisória que estaria sendo preparada pelo presidente e poderia prejudicar o setor eletroeletrônico do pólo industrial de Manaus.


    Apoio do governador

    Em relação a seu estado, Pauderney Avelino ressaltou que o governador Eduardo Braga (PMDB), reeleito ainda no primeiro turno, apoiou a reeleição de Lula. O presidente teve 86,8% dos votos no Amazonas.

    O deputado comentou também o desempenho de seu partido no Congresso e no governo de outros estados. Para ele, o PFL continuará tendo uma bancada forte na Câmara, já que elegeu 65 deputados, um a mais que a bancada atual. “Espero que o deputado Sabino Castelo Branco, único do PFL eleito pelo Amazonas, continue fazendo oposição ao governo. Já no Senado, embora não tenha sido eleito, considero que o partido se fortaleceu, já que elegeu um número maior de representantes.”

    O pior resultado para o PFL, na opinião do deputado, foi a perda da disputa pelos governos no Nordeste. “O PFL não foi tão bem quanto podia. Mas acredito que esses resultados negativos sejam uma contingência momentânea, pois o presidente Lula tinha vantagem sobre Alckmin e levou seus aliados a reboque.”

    Pauderney Avelino avalia, no entanto, que o PFL vai recuperar seu espaço no Nordeste nas próximas eleições. (Agência Câmara, 30 de outubro de 2006)


     

  • Clipping: governo admite aumento da carga tributária

    O aumento da carga tributária admitido na semana passada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, atingiu mais as empresas do que as pessoas físicas, e recaiu principalmente sobre as contribuições sociais – que não precisam ser repartidas com os Estados e os municípios, como os impostos. Leis mais no Clipping CNC e veja também as principais notícias publicadas nos jornais de hoje e do final de semana.

    O aumento da carga tributária admitido na semana passada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, atingiu mais as empresas do que as pessoas físicas, e recaiu principalmente sobre as contribuições sociais – que não precisam ser repartidas com os Estados e os municípios, como os impostos. Leis mais no Clipping CNC e veja também as principais notícias publicadas nos jornais de hoje e do final de semana.

  • Explosão demográfica

    Entre 1940 e 1950, a população do Brasil crescia a uma taxa explosiva de 3,2% ao ano. Nesse espaço de tempo, passou de 41,2 milhões para 51,9 milhões de habitantes em 1950. Apesar de declínio da taxa, que nos conduziu ao estágio denominado pelos demógrafos de “transição demográfica”, em 1970, éramos 93,1 milhões e, hoje, somos 186 milhões. O crescimento da população observado há 20 ou 30 anos entra hoje no mercado de trabalho, pressionando a procura de emprego formal. Não encontrando, a alternativa fica entre a informalidade ou o desemprego.

    Entre 1940 e 1950, a população do Brasil crescia a uma taxa explosiva de 3,2% ao ano. Nesse espaço de tempo, passou de 41,2 milhões para 51,9 milhões de habitantes em 1950. Apesar de declínio da taxa, que nos conduziu ao estágio denominado pelos demógrafos de “transição demográfica”, em 1970, éramos 93,1 milhões e, hoje, somos 186 milhões. O crescimento da população observado há 20 ou 30 anos entra hoje no mercado de trabalho, pressionando a procura de emprego formal. Não encontrando, a alternativa fica entre a informalidade ou o desemprego. Segundo o IPEA, a população brasileira economicamente ativa (PEA), acima de 18 anos, grosso modo, soma cerca de 90 milhões, dos quais 51,2% dos trabalhadores estão na economia informal, sem carteira assinada, desempregados ou procurando alguma forma de trabalho.


    Certamente, a questão do desemprego, no Brasil, não começa nem termina aí. Ela tem explicação, na retaguarda, nas escolas, onde estão 38,6 milhões de estudantes no ensino pré-escolar e fundamental, 9,6 milhões no ensino médio e 4,8 milhões no ensino superior. O sistema educacional brasileiro tem sério problema estrutural, não só pela baixa qualidade do ensino, como pela excessiva pressão da população estudantil em busca de um diploma do ensino superior, onde a maioria dos egressos do ensino médio não consegue passar pelo gargalo dos vestibulares e, por isso, não encontra acesso às universidades.


    Como os avanços da tecnologia estão se processando em alta velocidade e promovendo permanente economia de mão-de-obra (labor saving), o crescimento da população jovem e as deficiências do sistema educacional estão fazendo das escolas brasileiras verdadeiras “fábricas” de desemprego. O governo brasileiro, há vários anos, vem trabalhando soluções paliativas, do tipo Bolsa Escola (hoje, Bolsa Família) ou do enganoso projeto de reforma do ensino superior, que acaba de ser encaminhado ao Congresso Nacional (PL no 7200/2006).


    As universidades públicas federais, altamente dispendiosas (R$ 8,6 bilhões) e deficitárias, representam cerca de 15% do ensino superior, enquanto dos restantes 85% a grande maioria é de faculdades, centros universitários e universidades privadas. O governo Lula anunciou projeto de construir quatro universidades novas e mais 48 unidades, mas o Ministério da Educação planeja a criação de 40, deixando clara a intenção de acabar com o ensino superior privado e estabelecer um monopólio das universidades federais. Nesse embalo, os políticos não ficam atrás e os projetos de leis em curso no Congresso Nacional, propondo a criação de novas universidades, são da ordem de 92, imaginando a educação superior como forte filão eleitoral.


    Recente levantamento publicado por um jornal carioca, cobrindo três regiões, no Piauí, em Alagoas e em Minas Gerais (Vale do Jequitinhonha), trouxe-nos revelações úteis à construção de medidas viáveis, com o sentido de dar um tratamento conjugado à questão do desemprego e da educação.


    A primeira e cruel conclusão, a que chegou o professor Eduardo Rios Netto, no Vale do Jequitinhonha, é a de que “não há, para as famílias do Vale, nenhuma indicação de que a escolarização tenha qualquer serventia para elas”.


    Uma segunda alarmante conclusão diz respeito ao tamanho das famílias visitadas, quase todas com um mínimo de 5 filhos. Em Baixa Quente (MG), Ana Martins, de 49 anos, teve 7 filhos e Iranice Mendes, de 38, teve 8 filhos, dos quais 3 morreram antes de completar um ano. Tereza Pereira, viúva, de 38 anos, está com 4 filhos, sendo que o último ainda não completou um ano.


    Nas redondezas da cidade de Araçuri (MG), alguns alunos andam até três horas para chegar ao carro que os levará à escola. No ano passado, na Escola Municipal de Córrego das Gameleiras (MG), dos 52 alunos da 1a à 4a série, apenas 7 chegaram à 5a série e ninguém conseguiu chegar ao nível médio.


    A simples verificação do número de filhos por família é uma indicação clara de que o problema do desemprego e da educação não terá solução, em algumas regiões do interior do País, se não for complementado por um programa de planejamento familiar. O Governo não tem esse programa e, se tivesse, a Igreja não deixaria implementar.


    Felizmente, nos centros urbanos, a taxa de crescimento populacional não tem a gravidade apresentada no interior, embora nas famílias pobres o número de filhos, o baixo nível de educação e a taxa de desemprego sejam bem maiores que nas famílias de renda média e alta. Ainda assim, estima o IBGE que o Brasil deverá ter uma população de 230 milhões de habitantes no ano 2026. Uma trágica explosão demográfica e subdesenvolvimento.

  • Skaf espera que Lula priorize o crescimento

    O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, espera que o governo Lula dê prioridade ao crescimento em seu segundo mandato. Ele defende mudanças no Banco Central e a manutenção do ministro da Fazenda, Guido Mantega.


    “O presidente não precisa perder tempo e esperar janeiro, pode começar as mudanças já”, afirmou Skaf. “Os juros elevadíssimos custaram caro ao Brasil e gostaria de ouvir do presidente Lula que ele fará o que for necessário para criar um ambiente favorável ao crescimento”.

    O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, espera que o governo Lula dê prioridade ao crescimento em seu segundo mandato. Ele defende mudanças no Banco Central e a manutenção do ministro da Fazenda, Guido Mantega.


    “O presidente não precisa perder tempo e esperar janeiro, pode começar as mudanças já”, afirmou Skaf. “Os juros elevadíssimos custaram caro ao Brasil e gostaria de ouvir do presidente Lula que ele fará o que for necessário para criar um ambiente favorável ao crescimento”.


    Ressaltando que o presidente Lula precisará de “coragem” para promover mudanças, Skaf diz esperar novidades no Banco Central. “Espero mudanças no BC, para que tenhamos uma diretoria afinada com a Fazenda – que está em boas mãos com o ministro Guido Mantega.”


    Na opinião, o ministro Mantega “mostrou que tem a consciência de que precisa fazer o Brasil crescer” e deve ser mantido. Sobre a política do BC no primeiro mandato, Skaf afirmou: “Essa política monetária teimosa e arrogante atrasou o crescimento e nos custou 3 milhões de empregos. Precisamos de uma ruptura. Não é possível manter no cargo uma pessoa que prometeu crescimento e não cumpriu”, afirmou, em referência ao presidente do BC, Henrique Meirelles, embora sem citá-lo nominalmente.


    Skaf afirmou que a Fiesp irá trabalhar “de forma constante e permanente com o governo Lula”. Em breve, a entidade deverá entregar ao governo uma proposta concreta de medidas para acelerar o crescimento. “Vamos dar todo o apoio para melhorar o Brasil.”


    O presidente da Fiesp defendeu ainda uma redução nos gastos públicos e afirmou que a classe empresarial não irá aceitar qualquer aumento de carga tributária. “Não vamos admitir aumento de impostos. É preciso reduzir os gastos e promover uma redução na informalidade.”


    O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, em comunicado distribuído à imprensa, também disse que a indústria quer que o novo governo racionalize os gastos públicos, abrindo espaço para retomar o crescimento econômico. “A prioridade do novo governo é a questão fiscal. O governo precisa assumir uma nova postura na área fiscal, controlar, racionalizar e até mesmo cortar gastos, para que o setor público recupere sua capacidade de investimento e o setor privado possa ser desonerado gradualmente com a redução da carga tributária”


    “O Brasil precisa crescer mais e melhor. Para isso, é necessário completar o ciclo de reformas e, sobretudo, priorizar a agenda pró-crescimento”, afirma o presidente da CNI no comunidado.


    Monteiro Neto e Paulo Skaf, que além de presidente da Fiesp é vice da CNI, já haviam anunciado antes da eleição que apoiariam qualquer que fosse o vencedor. Em contrapartida, cobrariam a aprovação de reformas econômicas e reforçariam a pressão do empresariado no Congresso Nacional, pois avaliavam que o novo presidente teria dificuldades em obter maioria no Legislativo.


    No comunicado distribuído ontem, o presidente da CNI ressaltou a urgência de se retomar a reforma tributária, a redução da burocracia, o estímulo aos investimentos privados, o fortalecimento das agências reguladoras. Cobrou, também, mais investimentos na educação.

  • Países desenvolvidos usam mais a arbitragem

    Utilizado como meio alternativo ao Judiciário para solução de controvérsias a arbitragem está se consolidando e ganhando prestígio no País. Prova disso, foi a presença do presidente da Câmara de Comércio Internacional (CCI), entidade que abriga a Corte Internacional de Arbitragem, Pierre Tercier. De acordo com ele, que cerca de 80 países têm recorrido à CCI para solucionar controvérsias por meio da arbitragem. “Países da Europa e América do Norte utilizam-se muito do sistema, mas outras nações de continentes que outrora resistiam ao assunto estão se abrindo”, disse Tercier.

    Utilizado como meio alternativo ao Judiciário para solução de controvérsias a arbitragem está se consolidando e ganhando prestígio no País. Prova disso, foi a presença do presidente da Câmara de Comércio Internacional (CCI), entidade que abriga a Corte Internacional de Arbitragem, Pierre Tercier. De acordo com ele, que cerca de 80 países têm recorrido à CCI para solucionar controvérsias por meio da arbitragem. “Países da Europa e América do Norte utilizam-se muito do sistema, mas outras nações de continentes que outrora resistiam ao assunto estão se abrindo”, disse Tercier.


    Ainda segundo ele, cerca de 1/3 das 4,5 mil arbitragens registradas na corte internacional se referem a causas cujos valores ultrapassam US$ 1 milhão. “O uso da arbitragem serve para casos de baixos e altos valores. Há casos, como um da Rússia, que alcançou os US$ 5 bilhões. Casos de alta complexidade são levados à corte, pois a Justiça é muito morosa”, comentou. “O caso do Eurotúnel (ligação ferroviária oceânica que liga a França à Inglaterra) é um exemplo recente.”


    Na lista do países que mais usam a arbitragem como alternativa o Brasil ocupa a 11ª posição.


    Estados Unidos, Alemanha, França e Inglaterra encabeçam a lista. Representante brasileiro na CCI, o professor Arnold Wald, do escritório Wald Advogados Associados, destaca o crescimento desse meio alternativo de solução de casos. “O Brasil está elevando sua participação na questão da arbitragem. De apenas 18 casos (registrados no CCI) em 2002, passou para 35 no ano passado e este ano chegou a 47 disputas”, explica o advogado.


    “Arbitragem caracteriza-se pela especialidade, neutralidade e imparcialidade do árbitro e por ser ele, o árbitro, livre e voluntariamente escolhido pelas partes.”


    O professor Pierre Tercier e Arnold Wald participam, a partir de hoje até quarta-feira, do VI Congresso do Comitê Brasileiro de Arbitragem – II Jornada CCI de Arbitragem, em Salvador.


    No encontro, especialistas devem discutir a arbitragem internacional e a soberania dos Estados.

    “Neste evento, vamos mostrar que há muitos desafios e também barreiras a serem quebradas”, explica o presidente da CCI.




     

  • BNDES empresta menos para as micro e pequenas

    Apesar dos esforços para atingir firmas de menor porte, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) não teve êxito nessa empreitada: as aprovações de financiamentos para micro e pequenas empresas caíram 18,7% de janeiro a setembro deste ano. Totalizaram R$ 4,856 bilhões -menos do que os R$ 5,969 bilhões em igual período de 2005.


    Já o crédito aprovado às grandes empresas subiu 46,9%, passando de R$ 25,674 bilhões para R$ 37,713 bilhões, segundo levantamento do BNDES obtido pela Folha.

    Apesar dos esforços para atingir firmas de menor porte, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) não teve êxito nessa empreitada: as aprovações de financiamentos para micro e pequenas empresas caíram 18,7% de janeiro a setembro deste ano. Totalizaram R$ 4,856 bilhões -menos do que os R$ 5,969 bilhões em igual período de 2005.


    Já o crédito aprovado às grandes empresas subiu 46,9%, passando de R$ 25,674 bilhões para R$ 37,713 bilhões, segundo levantamento do BNDES obtido pela Folha. Entre as companhias de médio porte, houve queda de 7% -de R$ 3,269 bilhões para R$ 3,042 bilhões, variação que o BNDES considera relativamente estável.


    Sobre a queda nas aprovações de financiamentos às pequenas e empresas, o BNDES argumenta, por meio de sua assessoria de imprensa, que a crise da agricultura afetou o desempenho. É que o setor se constitui tradicionalmente de firmas de pequeno porte, diz o banco estatal.


    No caso das grandes, o volume de crédito aprovado foi inflado por grandes operações concluídas até setembro, diz o BNDES. Entre elas, o banco destaca o apoio à expansão de uma fábrica da Kabin no Paraná -R$ 1,740 bilhões, um dos maiores da história do banco.


    Brasil Telecom


    Aprovado em outubro, o financiamento à Brasil Telecom (de R$ 2,1 bilhões) não entrou na contabilização. Quando uma operação recebe o aval da diretoria do banco, nem todos os recursos ainda foram desembolsados, sendo liberados de acordo com a evolução dos projetos.


    Os dados revelam que o banco apoiou prioritariamente neste ano setores que tradicionalmente já são clientes da instituição: siderurgia, papel e celulose e petroquímica e automotivo -ou seja, indústrias de base.


    Os financiamentos aprovados à metalurgia e siderurgia aumentaram 95%, para R$ 4,254 bilhões. Nesse setor, o destaque foi a linha de crédito pré-aprovada para a Usiminas de R$ 900 milhões (pela qual a empresa recebe o apoio a vários projetos num prazo determinado) e o crédito para expansão da CST-Arcelor (R$ 720 milhões).


    No ramo de papel e celulose, destaca-se, além da Klabin, o crédito à Bahia Pulp -R$ 450 milhões. Os financiamentos aprovados para o setor subiram 393%, alcançando R$ 3,070 bilhões nos nove primeiros meses do ano.


    Montadoras


    Outro destaque foi o crescimento do apoio ao setor de material de transporte, que inclui as montadoras. A expansão foi de 96%. Os empréstimos aprovados somaram R$ 11,289 bilhões.

    O BNDES diz que cresceu especialmente o financiamento às exportações de montadoras -e não o apoio a projetos de expansão de unidades fabris-, o que explica a maior parte do incremento do ramo de material de transporte. Também ressalta o aumento do crédito para a compra de vagões.


    No caso da petroquímica, o maior financiamento aprovado foi para a PQU (Petroquímica União) -R$ 432 milhões. As aprovações somaram R$ 3,423 bilhões, com expansão de 165% ante os nove primeiros meses de 2005.


    Indústria


    Para a indústria como um todo, o valor das aprovações cresceu 67% de janeiro a setembro -de R$ 16,8 bilhões em 2005 para R$ 28,2 bilhões neste ano.


    Sob impacto da atividade de energia elétrica, o setor de infra-estrutura teve a queda de 19% -de R$ 13,2 bilhões de janeiro a setembro de 2005 para R$ 10,6 bilhões no mesmo período deste ano.


    O BNDES afirma que no caso da energia elétrica subiu o número de operações aprovadas, apesar da queda do valor a ser financiado. É que receberam apoio mais PCHs (Pequenas Centrais Elétricas), cujos investimentos são menores. Até o final do ano, diz a instituição, o quadro deve se reverter. Nesta semana, foram aprovados cinco novos financiamentos para três empresas de transmissão, uma PCHs e uma distribuidora, que totalizaram R$ 1,2 bilhão.


    Até setembro, outro destaque negativo em infra-estrutura era a telefonia, com queda de 99% no valor dos financiamentos -apenas R$ 10,4 milhões aprovados. Com a operação da Brasil Telecom, porém, a situação se inverte e os financiamento vão superar os de 2005, prevê o BNDES.