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  • CVRD torna-se a segunda maior mineradora do planeta

    Veja na Sinopse os detalhes da compra, pela Companhia Vale do Rio Doce, da mineradora canadense Inco – negócio que levou a empresa brasileira, que já era a maior produtora de minério de ferro do mundo, a tornar-se a segunda maior mineradora global.

    Veja na Sinopse os detalhes da compra, pela Companhia Vale do Rio Doce, da mineradora canadense Inco – negócio que levou a empresa brasileira, que já era a maior produtora de minério de ferro do mundo, a tornar-se a segunda maior mineradora global.

  • Farmácias poderão vender outros produtos

    Tramita na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) projeto de lei do senador Valdir Raupp (PMDB-RO) que visa a regularizar a venda de diversos produtos nas farmácias, além das drogas, medicamentos e insumos farmacêuticos e correlatos já comercializados.

    Tramita na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) projeto de lei do senador Valdir Raupp (PMDB-RO) que visa a regularizar a venda de diversos produtos nas farmácias, além das drogas, medicamentos e insumos farmacêuticos e correlatos já comercializados. A proposta prevê alterações na lei que dispõe sobre o controle sanitário do comércio nos estabelecimentos farmacêuticos (Lei 5.991/73).


    Ao justificar a proposta (PLS 282/06), Raupp registra que, segundo a Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), a participação das drogas e medicamentos no faturamento de farmácias e drogarias é de 25%. Com a introdução dos medicamentos genéricos no mercado, diz ainda o senador, houve um aumento no fluxo de consumidores nas farmácias e drogarias, que passaram a diversificar suas mercadorias em função da demanda.


    “Na região Nordeste, as farmácias passaram a vender realmente de tudo: artigos de beleza e higiene pessoal, rações para animais, material fotográfico, pão, refrigerantes, água de coco e sorvetes”, exemplifica o senador na justificação do projeto.


    De acordo com Raupp, o projeto de lei visa justamente a regularizar essa mudança no perfil dos 54 mil estabelecimentos do setor, permitindo que além dos produtos já comercializados em farmácias e drogarias sejam vendidos produtos de higiene, beleza e limpeza, apetrechos domésticos, gêneros alimentícios e outros. (Agência Senado, 20 de outubro de 2006)




     

  • Eleição modifica bancadas tradicionais da Câmara

    As eleições deste ano trouxeram novidades para muitas bancadas tradicionais da Câmara. Um dos grupos mais beneficiados foi o dos empresários, cuja representação subiu de 104 para 121 deputados – um aumento de mais de 16%, segundo o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). Entre as bancadas que perderam representantes estão a evangélica, a da saúde e a dos parlamentares ligados à produção rural.

    A Frente Parlamentar Evangélica teve a maior perda: dos 60 integrantes do grupo nesta legislatura, somente 15 foram reeleitos.

    As eleições deste ano trouxeram novidades para muitas bancadas tradicionais da Câmara. Um dos grupos mais beneficiados foi o dos empresários, cuja representação subiu de 104 para 121 deputados – um aumento de mais de 16%, segundo o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). Entre as bancadas que perderam representantes estão a evangélica, a da saúde e a dos parlamentares ligados à produção rural.

    A Frente Parlamentar Evangélica teve a maior perda: dos 60 integrantes do grupo nesta legislatura, somente 15 foram reeleitos. A eles, serão somados 12 novos deputados que professam a fé segundo a doutrina evangélica, conforme a definição adotada pelo Diap. Assembléia de Deus, Igreja Batista, Igreja Universal do Reino de Deus e Sara Nossa Terra são algumas das entidades representadas.


    Produção rural

    Outra tradicional bancada da Câmara, a dos produtores rurais e dos deputados ligados ao campo também perderá nomes importantes que não concorreram à reeleição e outros que não conseguiram assegurar a permanência na Câmara.

    A Frente Parlamentar de Apoio à Agropecuária, que tem 185 integrantes, será bastante reduzida, pois somente 89 dos deputados foram reeleitos. A eles, serão acrescidos 24 novos representantes eleitos, que podem ou não ingressar na frente parlamentar. No total, 113 deputados ligados à produção rural atuarão na próxima legislatura. O número representa uma diminuição de quase 40% na bancada.


    Proteção à saúde

    Várias frentes parlamentares tratam de assuntos relacionados à saúde. Entre elas, estão as frentes em defesa das santas casas e hospitais filantrópicos; em defesa dos portadores de hepatites e das pessoas que necessitam de transplantes; e de combate ao uso do cigarro. Somente estas três agrupam mais de 220 parlamentares, dos quais apenas 103 foram reeleitos – isto é, menos de 50% dos atuais deputados.

    Segundo o Diap, também diminuiu o número de assalariados e de sindicalistas na Câmara. Professores, bancários e funcionários públicos somavam 97 parlamentares, mas na próxima legislatura serão 86. No total, a renovação da Câmara atingiu 48% das cadeiras. (Agência Câmara, 20 de outubro de 2006)

  • Operações de crédito sobem 1,3% em setembro

    Dados divulgados hoje pelo Banco Central mostram que as operações de crédito do sistema financeiro tiveram uma expansão de 1,3% em setembro, na comparação com agosto, elevando de R$ 674,296 bilhões para R$ 682,873 bilhões o saldo dos empréstimos bancários. No ano, o crédito bancário já acumula alta de 12,5%, e, em 12 meses, de 21%.


    As operações de crédito livre tiveram alta de 0,3 pontos percentuais, elevando o spread bancário a 27,8 pontos percentuais em setembro. Nas operações com pessoas físicas, o spread aumentou 0,5 ponto percentual, para 41 ponto percentual no mês.

    Dados divulgados hoje pelo Banco Central mostram que as operações de crédito do sistema financeiro tiveram uma expansão de 1,3% em setembro, na comparação com agosto, elevando de R$ 674,296 bilhões para R$ 682,873 bilhões o saldo dos empréstimos bancários. No ano, o crédito bancário já acumula alta de 12,5%, e, em 12 meses, de 21%.


    As operações de crédito livre tiveram alta de 0,3 pontos percentuais, elevando o spread bancário a 27,8 pontos percentuais em setembro. Nas operações com pessoas físicas, o spread aumentou 0,5 ponto percentual, para 41 ponto percentual no mês. Nos empréstimos para a pessoa jurídica, o spread subiu para 13,5 ponto percentual.


     

  • IPCA-15 acelera para 0,29% em outubro

    A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15, do IBGE, subiu para 0,29% em outubro, ante 0,05% registrado em setembro. Apesar da alta, a taxa ficou dentro das expectativas do mercado. Os alimentos, que saíram de uma deflação de 0,06% em setembro para uma alta de 0,47% em outubro, representaram o maior impacto na alta do índice deste mês. No ano, o IPCA-15 acumula alta de 2,22%, e, nos últimos 12 meses, de 3,41%.

    A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15, do IBGE, subiu para 0,29% em outubro, ante 0,05% registrado em setembro. Apesar da alta, a taxa ficou dentro das expectativas do mercado. Os alimentos, que saíram de uma deflação de 0,06% em setembro para uma alta de 0,47% em outubro, representaram o maior impacto na alta do índice deste mês. No ano, o IPCA-15 acumula alta de 2,22%, e, nos últimos 12 meses, de 3,41%.

  • Montar uma empresa custa, em média, R$ 64 mil

    Guardar um dinheirinho antes de abrir um negócio não é apenas necessário – pode influenciar diretamente os resultados iniciais da empresa. Uma pesquisa do Sebrae mostrou que, nas regiões onde mais se investe na abertura de empresas, os resultados tendem a ser melhores.


    Em média, os empresários brasileiros investem R$ 64 mil reais para montar seu negócio formal. A região onde este valor é mais alto é no Centro-Oeste, onde a média é de R$ 73 mil por empresa. Em seguida aparecem o Sul (R$ 68 mil) e o Sudeste (R$63 mil).

    Guardar um dinheirinho antes de abrir um negócio não é apenas necessário – pode influenciar diretamente os resultados iniciais da empresa. Uma pesquisa do Sebrae mostrou que, nas regiões onde mais se investe na abertura de empresas, os resultados tendem a ser melhores.


    Em média, os empresários brasileiros investem R$ 64 mil reais para montar seu negócio formal. A região onde este valor é mais alto é no Centro-Oeste, onde a média é de R$ 73 mil por empresa. Em seguida aparecem o Sul (R$ 68 mil) e o Sudeste (R$63 mil). Os melhores faturamentos também estão nestas regiões, porém Sudeste e Centro-Oeste invertem posições.


    “Isso acontece porque no Centro-Oeste há maior concentração de agronegócios, que exigem muito investimento em terreno e maquinário, para ter retorno só a longo prazo”, explica a coordenadora da pesquisa do Sebrae, Magali Albuquerque. “Já no Sudeste há mais empresas de tecnologia, que conseguem começar com menor investimento, porém com resultados mais rápidos.”


    Ela disse que o valor médio de investimento pode ser considerado robusto para uma pequena empresa. “Entre estes empreendedores formalizados, apenas 16,7% começaram o negócio por pura necessidade. Os demais haviam economizado e planejado o negócio – o que explica o valor bem razoável.”


    Magali destaca, porém, que mais importante do que o valor investido é o plano de negócios. “Não adianta investir todo o dinheiro da família em um negócio feito de improviso. Sem planejamento, a empresa vai quebrar mais cedo ou mais tarde.”


    O empresário José Augusto da Silva, do Rio de Janeiro, lembra exatamente quanto investiu para criar, em 1988, a empresa de tecnologia Pipeway: R$ 42 mil. “Eu era pesquisador da PUC e vi um nicho de mercado para algumas tecnologias que pesquisávamos.” Hoje a Pipeway desenvolve dispositivos que percorrem os dutos de petróleo para identificar amassados ou rachaduras, evitando acidentes. “Começamos com três pessoas. Hoje somos 34 e exportamos para toda a América.” A Pipeway faturou R$ 4,5 milhões em 2005 – mais de cem vezes o valor do investimento inicial.


    Paulo Veras, diretor geral do instituto Empreender Endeavor, também avalia que o sucesso da empresa está ligado ao planejamento. “Quando vai investir uma quantia alta, o empreendedor quer que dê certo e planeja mais. Esse é um motivo para que essas empresas tenham melhor faturamento.”


    Veras diz que não é difícil fazer um plano de negócios – e descobrir qual a quantia a investir na empresa. “O empreendedor precisa calcular quanto será necessário comprar de matéria-prima, equipamentos, aluguel, contas de água, luz, telefone e salários dos funcionários. Com o dinheiro que tem, analisa quanto tempo consegue sustentar esta estrutura.” Veras diz que um erro comum é esquecer que é preciso um dinheiro extra para o empresário manter a própria casa.


    Para o diretor, “com planejamento bem feito e boa execução, a empresa crescerá. Especialmente se criar um modelo que gere fluxo de caixa o bastante para se manter,” diz Veras. “E não entrará na estatística de que 50% das empresas morre antes de dois anos.”


    Perfil


    A pesquisa do Sebrae identificou também o perfil do empreendedor formal nascente no Brasil. A maioria são homens (62%). Tanto para eles quanto para eolas, a idade média é de 36 anos. A maioria dos empreendedroes é casada. Quanto à escolaridade, a maior parte (44%) tem curso médio, enquanto 37% apresentam diploma de nível superior. Apenas 45% têm e-mail. “Apesar de não termos números exatos para fazer comparações, estes são indicadores muito melhores do que o de empresários que estão na informalidade”, diz Magali, do Sebrae.

  • Mantega promete ‘bondades’ para 3 setores

    O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou ontem que ainda nesta semana vai anunciar uma nova linha para capital de giro para os setores calçadista, têxtil e de móveis – os que mais têm sofrido com a valorização cambial. O dinheiro será disponibilizado pelo Banco do Brasil na forma de FAT Capital de Giro, linha que, só para empresários do Rio Grande do Sul, emprestou R$ 1,2 bilhão neste ano.


    O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já havia criado este ano uma linha para capital de giro de R$ 600 milhões para o setor calçadista.

    O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou ontem que ainda nesta semana vai anunciar uma nova linha para capital de giro para os setores calçadista, têxtil e de móveis – os que mais têm sofrido com a valorização cambial. O dinheiro será disponibilizado pelo Banco do Brasil na forma de FAT Capital de Giro, linha que, só para empresários do Rio Grande do Sul, emprestou R$ 1,2 bilhão neste ano.


    O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já havia criado este ano uma linha para capital de giro de R$ 600 milhões para o setor calçadista. Mas o próprio ministro admitiu que o dinheiro não chegou aos empresários, por conta das exigências do agente financeiro, o Banco do Brasil.


    Empresários da cidade de Franca (SP), por exemplo, que se reuniram com o ministro, obtiveram apenas R$ 25 milhões desse total. Agora, segundo Mantega, a intenção é agilizar a tramitação dos pedidos de financiamento.


    Ele afirmou que a linha do BNDES não será desativada, mas sim ampliada pela linha do Banco do Brasil, que funcionou muito bem para os empresários gaúchos. ‘Vamos ampliar essa linha de crédito do Banco do Brasil para o resto do País e para os três setores.’


    Mantega disse que não poderia adiantar os valores da nova linha porque tinha de fazer ajustes com a Receita e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O valor deve ser maior que o R$ 1,2 bilhão, mas menor que R$ 5 bilhões. Segundo o ministro, os juros da linha disponibilizada pelo Banco do Brasil serão a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), mais ‘alguma outra coisa’. O FAT Capital de Giro, que atendeu aos empresários do Sul, cobrava TJLP mais 2,8%.


    De acordo com Mantega, a linha só será regulamentada depois do dia 29, para evitar acusações de caráter eleitoral. O crédito estará disponível a todas as indústrias dos três setores e não apenas às exportadoras.


    Segundo o presidente do Sindicato das Indústrias de Calçados de Franca (SindiFranca), Jorge Donadelli, a ampliação da linha de capital de giro atende a uma reivindicação do setor e é um ‘primeiro e importante passo’ para sanar os graves problemas que o setor calçadista enfrenta.


    Crescimento


    O ministro reiterou que aposta em crescimento acima de 4% no segundo semestre. Ele afirmou que primeiro quer observar o crescimento do terceiro trimestre para decidir se mantém ou eventualmente revisa a projeção de 4% para o ano.


    Mantega disse, mais uma vez, que no terceiro trimestre, o PIB deve crescer entre 1,2% e 1,4%, número que quando anualizado resultaria em um PIB de quase 5%. ‘O segundo trimestre foi fraco, mas o terceiro está muito melhor, com aumento do consumo e produção industrial mais forte’, afirmou.


    ‘Temos tido superávit comercial com a China e o problema que atinge o setor calçadista (câmbio e concorrência chinesa) não é generalizado.’ Mantega lembrou que a massa salarial crescente puxará o PIB nos últimos seis meses do ano.

  • Dívida cresce R$ 22,8 bi e chega a R$ 1,06 trilhão em setembro

    A dívida interna em títulos públicos federais cresceu R$ 22,85 bilhões em setembro e chegou a R$ 1,062 trilhão. O valor é 2,2% superior ao de agosto. Somente a correção dos papéis pelos juros teve impacto de R$ 12,16 bilhões no mês, sendo o restante do crescimento provocado pela emissão de títulos pelo Tesouro Nacional. Em todo o ano, os juros pagos somaram R$ 105,9 bilhões, volume maior do que os R$ 82,2 bilhões de crescimento no saldo da dívida de janeiro a setembro.

    A dívida interna em títulos públicos federais cresceu R$ 22,85 bilhões em setembro e chegou a R$ 1,062 trilhão. O valor é 2,2% superior ao de agosto. Somente a correção dos papéis pelos juros teve impacto de R$ 12,16 bilhões no mês, sendo o restante do crescimento provocado pela emissão de títulos pelo Tesouro Nacional. Em todo o ano, os juros pagos somaram R$ 105,9 bilhões, volume maior do que os R$ 82,2 bilhões de crescimento no saldo da dívida de janeiro a setembro. Essa diferença mostra que, no ano, o Tesouro resgatou R$ 23,7 bilhões líquidos em títulos.


    O forte crescimento da dívida interna, entretanto, foi acompanhado de melhora no seu perfil. A parcela de papéis com remuneração prefixada (cuja taxa de juros é definida no momento da venda do título) passou de 31,49% para 32,83% do total, atingindo o maior nível da série histórica iniciada em 1999. O indicador está dentro da banda estabelecida pelo Tesouro para 2006, que vai de 28% a 37%.


    ‘Estamos tentando melhorar o perfil da dívida aumentando a participação de títulos prefixados’, disse o coordenador-geral da Dívida Pública, Ronnie Tavares. Os prefixados são considerados de melhor qualidade porque conferem maior previsibilidade para a administração da dívida pública. Tavares comentou ainda que, aproveitando o fato de setembro ter sido um mês de baixos vencimentos, o Tesouro fez emissões líquidas de prefixados e alterou a composição da dívida.


    A contrapartida ao aumento na participação de títulos prefixados foi a redução da parcela atrelada à taxa Selic, que passou de 46,14% para 44,79% do total. Sem considerar as operações de swap (em que o governo fica credor em dólar e devedor em juros), a parcela vinculada à taxa caiu de 42,5% para 41,46%, próximo do piso da meta estabelecido no Plano Anual de Financiamento da Dívida (PAF), de 39%. Esses títulos são considerados de pior qualidade porque o juro pago varia conforme a definição da taxa básica pelo BC.


    Mas a melhora no perfil da dívida teve como efeito colateral uma piora no importante indicador de prazo médio, que caiu de 29,84 meses para 29,65 meses. Quanto maior o prazo médio, melhor a percepção em torno da capacidade de o governo pagar sua dívida. Desde fevereiro, o Tesouro patina na casa dos 29 meses, sem conseguir superar a marca de 30 meses, que é o piso previsto no PAF.


    Outro indicador importante de solvência que piorou foi o de dívida a vencer em até 12 meses, de 39,19% a 39,99%. O objetivo do governo é encerrar o ano com esse índice entre 31% e 36% do total da dívida. Apesar da distância da meta, Tavares considera seu cumprimento ‘factível’.


    Os dados divulgados ontem pelo Tesouro e pelo Banco Central mostram ainda que a posição do governo credora em câmbio, em relação ao mercado, teve redução de R$ 400 milhões. Apesar desse indicador estar caindo desde maio, o chefe do Departamento de Mercado Aberto do BC, Ivan de Oliveira Lima, não vê nisso uma tendência. A parcela da dívida atrelada a índices de preços ficou estável em setembro, representando 21,5% do total.


     

  • Comércio quer o Simples Trabalhista

    Empresários do comércio vão entregar ao novo governo federal, em 2007, proposta para a criação do Simples Trabalhista, sistema que desonera a contratação de trabalhadores. A exemplo do Simples atual, com tributação especial para pequenas e microempresas, o programa incluiria, por exemplo, alíquota menor para o recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e regime previdenciário especial.


    Um dos objetivos é reduzir o número de trabalhadores na informalidade, calculado em 47,5 milhões de pessoas.

    Empresários do comércio vão entregar ao novo governo federal, em 2007, proposta para a criação do Simples Trabalhista, sistema que desonera a contratação de trabalhadores. A exemplo do Simples atual, com tributação especial para pequenas e microempresas, o programa incluiria, por exemplo, alíquota menor para o recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e regime previdenciário especial.


    Um dos objetivos é reduzir o número de trabalhadores na informalidade, calculado em 47,5 milhões de pessoas. A proposta foi discutida ontem em seminário promovido pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio). Ela deve ser incorporada a uma ampla publicação que a entidade prepara com propostas para o crescimento do país.


    Formalidade. O professor titular de Relações do Trabalho da Faculdade de Economia e Administração da USP, José Pastore, defensor do Simples Trabalhista,diz que “são necessárias”ações que reduzam o custo da formalidade e aumentem as penalidades para a informalidade. Para ele, é melhor ter uma arrecadação parcial do que não arrecadar nada.


    O benefício também seria proporcional ao recolhimento, defendeu Pastore. Em sua opinião, a informalidade – situação de 60% de todas as pessoas com trabalho atualmente – afeta a eficiência da economia e afasta investidores.


    “A informalidade é gravíssima”, concordou o professor da Universidade Federal de São Carlos, Eduardo Garuti Noronha. Em sua opinião, porém, a qualificação da mão-de-obra dá mais resultados do que a flexibilização das leis trabalhistas.


    O presidente executivo do Conselho de Relações Internacionais da Fecomercio, Mário Marconini, acha que são necessárias mudanças nas normas trabalhistas para que o Brasil possa ser competitivo e reclamou do atraso nas reformas trabalhista e sindical. A entidade, disse ele, deve incorporar em suas reivindicações ao governo as propostas do Simples e da qualificação da mão-de-obra.


    Para Márcio Pochmann, professor do Instituto de Economia da Unicamp, “só crescimento econômico mais consistente (na casa dos 5% a 6% ao ano) poderia reduzir o problema da falta de vagas para as cerca de 3 milhões de pessoas que entram no mercado de trabalho anualmente e para melhorar a questão do emprego sem registro”. O país também precisa escolher um modelo econômico diferente do atual, que privilegia a produção de produtos com maior valor agregado em detrimento de produtos de baixo valor agregado.


     


     


     

  • Importações crescem 31% no mês

    A compra de ao menos uma aeronave militar ajudou a balança comercial a registrar um recorde de importações na semana passada. Entre os dias 16 e 22 de outubro, as compras de produtos importados totalizaram US$ 2,307 bilhões, o maior volume semanal da história.


    Já as exportações somaram US$ 2,877 bilhões.

    A compra de ao menos uma aeronave militar ajudou a balança comercial a registrar um recorde de importações na semana passada. Entre os dias 16 e 22 de outubro, as compras de produtos importados totalizaram US$ 2,307 bilhões, o maior volume semanal da história.


    Já as exportações somaram US$ 2,877 bilhões. Com isso, o superávit comercial da semana passada foi de apenas US$ 570 milhões, contra US$ 1,002 bilhão da semana anterior.


    A assessoria de imprensa do Ministério do Desenvolvimento atribuiu a alta no superávit a importações de aviões, mas não informou o número de aeronaves compradas nem o valor do negócio. O Ministério da Defesa também não soube informar detalhes.


    Além dessa compra considerada atípica, tradicionalmente as importações são maiores no último trimestre devido ao maior consumo nas proximidades do Natal.


    A média diária das importações na terceira semana ficou em US$ 461,4 milhões, também o maior valor já registrado. O recorde anterior era da segunda semana de setembro (US$ 459,5 milhões). A média das exportações entre os dias 16 e 22 ficou em de US$ 575,4 milhões.


    No acumulado do mês, o saldo da balança comercial está positivo em US$ 2,701 bilhões. Esse resultado é a diferença entre as vendas ao exterior de US$ 8,4 bilhões e as compras de itens importados, que somaram US$ 5,699 bilhões.




    A média diária das importações somou US$ 407,1 milhões, ou 30,7% acima da média de outubro de 2005 (US$ 311,4 milhões). Os gastos que mais subiram foram os com aeronaves e peças, borracha e obras, siderúrgicos e produtos químicos.


    Já as exportações somam US$ 600 milhões por dia, com um crescimento de 21,2% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Foi registrado aumento de exportações nas três categorias de produtos. O maior ocorreu nos semimanufaturados, 43,6%, principalmente por conta das vendas de açúcar em bruto, ferro e aço e ligas de alumínio. O crescimento dos manufaturados foi de 20,1% impulsionado por itens como álcool etílico, óxidos e hidróxidos de alumínio e açúcar refinado. No caso dos básicos, a alta de 16% veio das vendas de minério de cobre, carne bovina, petróleo em bruto e fumo.


    Ano


    No ano, o saldo da balança comercial está em US$ 36,702 bilhões, uma alta de 3,8% sobre o mesmo período do ano passado (US$ 35,354 bilhões).


    As vendas de produtos ao exterior acumulam aumento de 15,9%, para US$ 109,112 bilhões. Já as compras de produtos importados somam no ano US$ 72,410 bilhões, 23,2% maior que o registrado no mesmo período do ano passado.


    O mercado financeiro prevê que o superávit de 2006 deva ser de US$ 44 bilhões em 2006. É a mesma previsão do Ministério do Desenvolvimento, que espera exportações de US$ 135 bilhões e importações de US$ 91 bilhões. Em 2005, a balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 44,764 bilhões, um recorde histórico.