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  • Mercado baixa mais a projeção para o IPCA

    As projeções do mercado financeiro para a inflação deste ano caíram pela segunda vez seguida e voltaram a ficar abaixo dos 3%. As apostas de analistas e consultores, de acordo com a pesquisa semanal Focus, feita pelo Banco Central com mais de 100 instituições financeiras e empresas de consultoria, passaram a se concentrar ao redor dos 2,97% para a variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), bem abaixo da meta de 4,5% fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

    As projeções do mercado financeiro para a inflação deste ano caíram pela segunda vez seguida e voltaram a ficar abaixo dos 3%. As apostas de analistas e consultores, de acordo com a pesquisa semanal Focus, feita pelo Banco Central com mais de 100 instituições financeiras e empresas de consultoria, passaram a se concentrar ao redor dos 2,97% para a variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), bem abaixo da meta de 4,5% fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A queda veio acompanhada de uma revisão para baixo da estimativa para a taxa de câmbio para o final do ano, de R$ 2,18 para R$ 2,17.


    O câmbio valorizado é apontado por analistas econômicos como uma das principais causas do bom comportamento dos preços neste ano. A estimativa de reajuste dos preços administrados, por sua vez, recuou pela terceira vez consecutiva, passando de 4,2% para 4,1%. A redução, neste caso, está vinculada à tendência de diminuição dos preços do petróleo no mercado internacional.


    De acordo com a pesquisa, divulgada ontem, a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), em contrapartida, se estabilizou em 3%. A previsão do mercado é inferior aos 3,5% esperados pelo BC, conforme consta do Relatório de Inflação divulgado no mês passado.


    Com esse cenário, o mercado manteve a previsão de queda de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros (a Selic), na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do fim de novembro. Na semana passada, o Copom reduziu a Selic em 0,5 ponto, de 14,25% para 13,75% ao ano.


    IPC-S. Com a tarifa de água e esgoto residencial subindo menos (de 1,63% para 0,86%) a inflação no varejo medida pelo Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) perdeu força na terceira semana de outubro. O índice subiu 0,14%, ante aumento de 0,18% apurado na semana anterior – o menor resultado em dois meses.


    O economista André Braz, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que calcula o índice, explicou que a tarifa de água foi reajustada já há algum tempo, e o impacto desse aumento na inflação diminuiu o ritmo. “Isso fez com que a alta nos preços de habitação passasse de 0,22% para 0,15% (entre a segunda e a terceira semana de outubro)”, acrescentou.


    A surpresa nessa edição do IPC-S foi o comportamento das carnes, cuja alta de preços perdia força, a cada apuração, mas registrou uma retomada, no índice anunciado ontem.


     

  • Votações em Plenário só após segundo turno das eleições

    As votações no Plenário do Senado só serão retomadas após o segundo turno das eleições, que acontece no dia 29 de outubro. A próxima sessão deliberativa ordinária está marcada para o dia 7 de novembro e deverá ser aberta com a leitura de quatro medidas provisórias (MPs 310/06 a 313/06) com prazo de votação vencido.

    As votações no Plenário do Senado só serão retomadas após o segundo turno das eleições, que acontece no dia 29 de outubro. A próxima sessão deliberativa ordinária está marcada para o dia 7 de novembro e deverá ser aberta com a leitura de quatro medidas provisórias (MPs 310/06 a 313/06) com prazo de votação vencido. Mais 13 itens integram a pauta da Ordem do Dia, encabeçada pelo projeto de lei da Câmara (PLC 100/06 – Complementar) que trata do Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, conhecido também como “Supersimples”.

    Alvo de divergências entre setor público e empresariado, o PLC 100/06 – Complementar deve esquentar o clima dos debates na volta das votações em Plenário. A proposição autoriza o recolhimento em uma guia única de seis impostos e contribuições federais, um imposto estadual (ICMS) e um imposto municipal (ISS). A empresa que aderir ao sistema vai passar a pagar uma alíquota única, variando de 4% a 17,4% do seu faturamento, a ser definida em função do tamanho do empreendimento, do estado onde se localiza e do setor econômico explorado.


    Segundo dados da base parlamentar governista, essas medidas poderão resultar em perda de R$ 5 bilhões anuais aos cofres públicos. Pelos cálculos do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), que encaminhou a sugestão do Supersimples ao Congresso, a iniciativa deverá reduzir em até 40% a carga tributária das novas empresas. Os empreendimentos que já aderiram ao Simples deverão contar, entretanto, com uma queda de 15% a 20% no pagamento de impostos.


    Dos demais itens da pauta, é possível destacar o projeto de lei do Senado (PLS 262/06) que determina o pagamento de bônus natalino aos beneficiários do Programa Bolsa-Família; o PLS 175/01, que dispõe sobre a possibilidade de participação de capital estrangeiro em empresas concessionárias do serviço de TV a Cabo em percentual passível de chegar a 100%; e o projeto de decreto legislativo (PDL 131/97) que aprova o texto do Acordo de Parceria e de Cooperação em Matéria de Segurança Pública entre os governos do Brasil e da França.


    Medidas Provisórias


    As MPs 310/06 e 311/06 abriram créditos extraordinários em favor, respectivamente, da Hemobrás – Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (R$ 14,87 milhões) e dos ministérios da Justiça e da Integração Nacional (R$ 208 milhões). Já a MP 312/06 prorrogou para 2008 o prazo para os trabalhadores rurais vinculados ao extinto Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural) requererem aposentadoria por idade. Quanto à MP 313/06, viabilizou crédito extraordinário de R$ 10 milhões para o Ministério da Integração Nacional em favor das vítimas da estiagem na Região Sul. (Agência Senado, 20 de outubro de 2006)


     

  • Parte da indústria prevê Natal morno

    Parte da indústria nacional espera um Natal magro para este ano. A fraca expansão da economia do país fez com que empresários de diferentes setores refizessem suas estimativas e adotassem atitude menos otimista em relação às vendas de dezembro. Para a maior parte dos setores ouvidos pelo Jornal do Commercio, os últimos dias de 2006 servirão principalmente para amenizar parte das perdas amargadas durante todo o ano.

    Parte da indústria nacional espera um Natal magro para este ano. A fraca expansão da economia do país fez com que empresários de diferentes setores refizessem suas estimativas e adotassem atitude menos otimista em relação às vendas de dezembro. Para a maior parte dos setores ouvidos pelo Jornal do Commercio, os últimos dias de 2006 servirão principalmente para amenizar parte das perdas amargadas durante todo o ano. O derrame de produtos asiáticos no mercado nacional é uma das principais queixas do setor.


    Principal indicador antecedente da economia, o setor de embalagens teve um ano apático. “Há uma mobilização das indústrias para o final do ano, mas o aquecimento ainda é morno. As encomendas para o Natal, que começaram a ser feitas no final do terceiro trimestre, devem apenas manter o ritmo que já vinha sendo observado no ano. O setor deve crescer cerca de 1,5% com as vendas de dezembro, fechando o ano com expansão de 1,2%”, comenta a diretora-executiva da Associação Brasileira de Embalagens (Abre), Luciana Pelegrino.


    Segundo Luciana, um dos segmentos de destaque é o de embalagens para refrigerantes, que promete voltar a crescer. A grande concorrência para o setor, afirma, é o aumento expressivo de produtos acabados. “Com o real valorizado, a cada ano este volume aumenta. A indústria nacional precisa se modernizar e se tornar mais competitiva para enfrentar esta concorrência”, avalia.


    Comércio varejista. O pessimismo é maior no de vestuário. O Natal é a maior data de vendas para o comércio varejista, já que roupas e acessórios estão sempre entre os produtos mais procurados nesta época do ano, seja para uso próprio, seja para dar de presente. O problema, mais uma vez, está na competição asiática.


    “Para o varejo as vendas devem ser boas, mas para nós a proporção não será a mesma. Atualmente estamos com um volume de produção negativo, em torno de 6%. O Natal amenizará este resultado, reduzindo este déficit em um ponto percentual, permitindo que no ano a queda do setor de vestuário seja de 4%”, lamenta o presidente do Sindicato da Indústria de Vestuário (Sindivest), Marcel Zelazny.


    Nos cálculos de Zelazny, entre 10% a 15% das roupas vendidas hoje no país são provenientes da China e de países vizinhos. “Há cerca de três anos, este número não passava de 3%”, diz. Segundo o presidente do Sindivest, as estatísticas oficiais não têm refletido a realidade, porque boa parte das peças entra no país de maneira ilegal.


    Já a Associação Brasileira de Refrigerantes (Abir) está mais animada para as vendas natalinas. O mês de dezembro é considerado bom para o setor porque, além das festas de fim de ano, o clima quente incentiva o consumo das bebidas. De acordo com o diretor-executivo da Abir, Paulo Mozart, no último trimestre do ano, o crescimento do setor deve ser da ordem de 4,5% em relação ao ano passado, em especial se a estação for mais quente. Ele só lamenta o pequeno crescimento da economia do país como um todo. “Poderíamos estar melhor, mas a economia ficou bem abaixo do que se esperava. Mesmo assim, vamos crescer em acima do PIB do país”, disse.


    Desempenho. No segundo semestre, o desempenho do setor de refrigerantes foi superior ao do ano passado em razão, principalmente, da realização da Copa do Mundo e de um bom número de feriados prolongados. O mês de setembro confirma estas previsões. Pesquisa realizada pela Abir com seus associados mostra que houve aumento de vendas de 4,5% em relação ao ano passado. O crescimento acumulado do segundo semestre está 3,8% acima do registrado em igual mês do ano passado.


    As projeções mais otimistas são da indústria de brinquedos. A associação do setor, a Abrinq, espera aumento da ordem de 30% na produção e nas vendas de Natal. A indústria do setor se prepara para a data com o lançamento de 800 produtos. Para o ano, a projeção é de expansão de 4%, puxados, principalmente, pelo segundo semestre (Dia das Crianças e Natal). Em 2005, a indústria de brinquedos faturou R$ 950 milhões e deve fechar este ano com R$ 1 bilhão.


    A exemplo do setor têxtil, os produtos de origem asiática também têm se apresentado como ameaça aos fabricantes locais. “O problema não é a importação, porque isto faz parte dos negócios. O problema e a entrada de produtos subfaturados e piratas, que promovem uma concorrência desleal”, comenta o presidente da Abrinq, Synesio Batista da Costa.




     

  • IPC-S sobe 0,14% na semana encerrada em 22 de outubro

    A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal, da Fundação Getúlio Vargas, subiu 0,14% no período encerrado em 22 de outubro, ante aumento de 0,18% apurado na semana anterior.


    A baixa foi influenciada por desaceleração e queda de preços em cinco dos sete grupos que formam o IPC-S, na passagem do indicador com fechamento em 15 de outubro para o de 22 de outubro: Habitação caiu de 0,22% para 0,15%; Vestuário, de 1,32% para 1,26%; Educação, Leitura e Recreação, de 0,21% para 0,09%, e Despesas Diversas, de 0,42% para 0,32%.

    A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal, da Fundação Getúlio Vargas, subiu 0,14% no período encerrado em 22 de outubro, ante aumento de 0,18% apurado na semana anterior.


    A baixa foi influenciada por desaceleração e queda de preços em cinco dos sete grupos que formam o IPC-S, na passagem do indicador com fechamento em 15 de outubro para o de 22 de outubro: Habitação caiu de 0,22% para 0,15%; Vestuário, de 1,32% para 1,26%; Educação, Leitura e Recreação, de 0,21% para 0,09%, e Despesas Diversas, de 0,42% para 0,32%. Transportes acelerou a deflação de 0,27% para 0,35%, no período. Apenas Alimentação e Saúde e Cuidados Pessoais registraram altas: 0,04% e 0,42%, respectivamente.

  • Serviço é mais concentrado que indústria

    O setor de serviços no Brasil é mais concentrado do que a indústria: dos 5.507 municípios brasileiros, apenas 134 respondem por 90% da massa salarial e do valor agregado gerado por essas empresas. Somente a região Sudeste representa 70,76% da massa de salários do setor no país, e a região metropolitana de São Paulo, 34,7%.


    A concentração da indústria é menor: essas mesmas cidades representam 65% do valor agregado gerado pelo setor industrial.

    O setor de serviços no Brasil é mais concentrado do que a indústria: dos 5.507 municípios brasileiros, apenas 134 respondem por 90% da massa salarial e do valor agregado gerado por essas empresas. Somente a região Sudeste representa 70,76% da massa de salários do setor no país, e a região metropolitana de São Paulo, 34,7%.


    A concentração da indústria é menor: essas mesmas cidades representam 65% do valor agregado gerado pelo setor industrial. Essas são algumas das conclusões apresentadas no livro “Estrutura e Dinâmica do Setor de Serviços no Brasil”, lançado na última terça-feira pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), do Ministério do Planejamento.


    Essa maior concentração dos serviços é atribuída por especialistas à demanda crescente desse setor por alta tecnologia e também por profissionais mais qualificados, o que é mais fácil de encontrar nos grandes centros. Não por acaso, 19 regiões metropolitanas concentram 81% do valor agregado gerado por serviços no Brasil.


    Para ter uma idéia, a receita líquida somada das empresas dos segmentos de informática, serviços técnicos e telecomunicações representa 38% do total da receita do setor de serviços.

    De acordo com o economista João Alberto De Negri, do Ipea, o peso desses segmentos vem aumentando. “O fato de essas empresas conviverem juntas faz com que se desenvolvam mais.” É essa uma das descobertas do estudo: as grandes aglomerações de empresas de serviços estão vinculadas com segmentos específicos da indústria, principalmente com as empresas de alta tecnologia.


    Essa ligação caracteriza, segundo ele, o país como uma nação em desenvolvimento diferente da média. “Quando existem serviços com base tecnológica e pesquisa para a indústria, isso é diferente e impulsiona o desenvolvimento. Os demais países da América Latina não possuem isso. Mesmo no México essa ligação não é tão forte”, afirma o economista. Ele aponta que, nesse sentido, o perfil brasileiro é mais próximo ao de países como China e Índia.


    “Se no Brasil os serviços de baixa intensidade tecnológica, como cortes de cabelo ou restaurantes, fossem predominantes, deveriam acompanhar proporcionalmente a população brasileira. Não é assim, porque a concentração segue a presença da indústria”, afirma.


    A concentração pode ser notada também no mapa brasileiro de diversidade de serviços: a cidade de São Paulo é a única que apresenta todas as 93 diferentes classificações. Em 770 municípios, as empresas de serviços enquadram-se em apenas uma classificação.


    “O processo de descentralização é mais fácil na indústria. Logística e fornecimento, por exemplo, têm um peso maior do que em serviços e incentivam a procura de regiões onde os custos são menores”, afirma Fernando Sarti, economista da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). “Alguns segmentos de serviços que têm crescido muito, como telecomunicações, pedem mão-de-obra mais qualificada, mais provável de encontrar nos grandes centros”, completa.


    Peso crescente


    Os serviços representaram 57% do PIB no ano passado. Dados citados no livro do Ipea mostram que o número de empresas do setor -excluindo as financeiras e as do setor público- cresceu 42% entre 1999 e 2003. A quantidade de indústrias, na mesma comparação, subiu 18%, e a das empresas do comércio, 31%.


    Atualmente, estima De Negri, as empresas de serviços empregam de 60% a 70% da população brasileira economicamente ativa.


    “É a primeira vez que se faz um estudo tão amplo quanto fizemos sobre o setor de serviços, que tem sido pouco estudado no país.”


     

  • Balança comercial tem superávit de apenas US$ 570 milhões

    Impulsionada pelo alto volume de importações, a balança comercial brasileira teve saldo de apenas US$ 570 milhões na terceira semana de outubro, contra US$ 1,002 bilhão registrado na semana anterior. No período, as exportações somaram US$ 2,877 bilhões e as importações, US$ 2,307 bilhões.

    Impulsionada pelo alto volume de importações, a balança comercial brasileira teve saldo de apenas US$ 570 milhões na terceira semana de outubro, contra US$ 1,002 bilhão registrado na semana anterior. No período, as exportações somaram US$ 2,877 bilhões e as importações, US$ 2,307 bilhões.


    No acumulado do mês, o saldo entre exportações e importações é de US$ 2,701 bilhões, resultado de US$ 8,4 bilhões em vendas ao exterior e de US$ 5,699 em compras de itens importados.


    No ano, o saldo da balança é superavitário em US$ 36,702 bilhões, o que representa um crescimento de 3,8% sobre o mesmo período do ano passado. As exportações acumulam alta de 15,9% em 2006, totalizando US$ 109,112 bilhões. Já as importações têm saldo de US$ 72,410 bilhões – valor 23,2% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.


    Os dados são do Ministério do Desenvolvimento.

  • Mantega já admite expansão abaixo de 4%

    O ministro da Fazenda, Guido Mantega, reconheceu ontem que o crescimento da economia poderá ser inferior a 4% neste ano. “A economia está aquecida e deverá continuar aquecida até o final do ano. Agora, eu não sei dizer se vai completar os 4% por causa daquele desaquecimento do primeiro semestre”, afirmou.


    Para o ministro, o crescimento será de 3,5% a 4%. “Estamos crescendo e passaremos para 2007 com uma trajetória de crescimento.

    O ministro da Fazenda, Guido Mantega, reconheceu ontem que o crescimento da economia poderá ser inferior a 4% neste ano. “A economia está aquecida e deverá continuar aquecida até o final do ano. Agora, eu não sei dizer se vai completar os 4% por causa daquele desaquecimento do primeiro semestre”, afirmou.


    Para o ministro, o crescimento será de 3,5% a 4%. “Estamos crescendo e passaremos para 2007 com uma trajetória de crescimento. [A expansão] Pode ser de 3,5% a 4% [em 2006].” Em suas últimas declarações, o ministro previa um expansão do PIB de 4% neste ano, apesar da desaceleração da economia no segundo trimestre.


    Mais importante do que o percentual de crescimento neste ano, diz Mantega, é que “todos os sinais” mostram que a economia está aquecida e que manterá o ritmo em 2007. “Posso garantir que no segundo semestre o crescimento está mais elevado do que 4%”, disse o ministro, que participou ontem de almoço com economistas e intelectuais tidos como desenvolvimentistas, no Rio.


    Entre os indicadores que apontam tal expansão, o ministro citou o crescimento do emprego com carteira, a redução da inadimplência e o aumento da confiança do consumidor.


    O PIB do terceiro trimestre ainda não foi divulgado pelo IBGE. No segundo trimestre, cresceu 0,5% na comparação livre de influências sazonais com o primeiro trimestre, quando a expansão havia sido maior (1,3%). No primeiro semestre de 2006, a economia cresceu 2,2% -menos do que em igual período de 2005 (3,4%).


    Ainda sobre sua projeção inicial de crescimento de 4% de crescimento do PIB, Mantega disse que ela poderá eventualmente ser revista, “se for o caso”, mas só após o conhecimento dos dados do 3º trimestre.


    Mantega disse ainda que a tendência é “flexibilizar” mais a política monetária num eventual segundo governo do PT, com novas reduções da taxa básica de juros. Nesta semana, o BC cortou a taxa para 13,75% ao ano, no 11º corte seguido.


     




     

  • Brasil, de novo, só cresce mais que Haiti

    Pelo segundo ano seguido, o PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas por um país) do Brasil só deve crescer mais que o do Haiti entre os países da América Latina.

    Segundo ranking de 19 países da consultoria Austin Rating a partir de dados do FMI, da Cepal e do Banco Central, se em 2006 o Brasil crescer 3%, como prevêem em média as mais de cem instituições financeiras consultadas no boletim Focus do BC, só o Haiti, que continua em guerra civil, terá uma alta menor do PIB, de 2,3%.


    Segundo a Austin, o Brasil vai empatar com o Equador (3%) e ficará atrás de países co

    Pelo segundo ano seguido, o PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas por um país) do Brasil só deve crescer mais que o do Haiti entre os países da América Latina.

    Segundo ranking de 19 países da consultoria Austin Rating a partir de dados do FMI, da Cepal e do Banco Central, se em 2006 o Brasil crescer 3%, como prevêem em média as mais de cem instituições financeiras consultadas no boletim Focus do BC, só o Haiti, que continua em guerra civil, terá uma alta menor do PIB, de 2,3%.


    Segundo a Austin, o Brasil vai empatar com o Equador (3%) e ficará atrás de países como Paraguai (3,5%), El Salvador (3,5%), Costa Rica (3,7%) e a Bolívia (4,1%) de Evo Morales.

    A situação é semelhante à do ano passado, quando o PIB brasileiro cresceu 2,3%, superando só o Haiti (1,8%) e atrás de El Salvador (2,8%) e Paraguai (2,9%). O último ano em que o


    Brasil teve crescimento significativo foi o de 2004 -4,9%


    Na média, a América Latina deve crescer 4,6% em 2006. A Argentina deve liderar o ranking com uma alta do PIB de 8%, após ter expansão de 9,2% no ano passado.


    Para o economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, os juros altos -que refletem problemas estruturais da economia do país- ainda são o principal entrave para a economia. Apesar de a Selic (taxa básica de juros) ser hoje a menor desde o início das reuniões do Copom (Comitê de Política Monetária do BC) em 1996, a taxa nominal de 13,75% ainda representa juros reais de mais de 9%, os maiores do mundo.


    “A inflação em abril já apontava para uma situação bem tranqüila, e o BC continuou a baixar de forma muito modesta a taxa de juros. Aí o investimento se concentrou no mercado financeiro. É o grande erro da política econômica”, disse.


    Já Marcio Pochmann, professor do Instituto de Economia da Unicamp, afirmou que, para “salvar a década” e o Brasil crescer entre 5% e 6% ao ano, o próximo presidente terá que reduzir os juros. Ele criticou os programas de governo dos dois candidatos a presidente, Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin, por não terem apresentado propostas concretas para a recuperação da capacidade de investimento do Estado e a melhora do gasto público.




     

  • IGP-M registra alta de 0,24% no segundo decêndio de outubro

    O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), registrou alta de 0,24% no segundo decêndio de outubro. Em setembro, para o mesmo período de coleta, a variação foi de 0,21%.


    Entre os componentes do IGP-M, o Índice de Preços no Atacado (IPA) subiu 0,32%, ante 0,27% no mesmo período de setembro. Nesta apuração, ocorreu aceleração de preços em dois dos três índices relativos aos estágios de processamento em que são agrupados os produtos componentes do IPA.

    O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), registrou alta de 0,24% no segundo decêndio de outubro. Em setembro, para o mesmo período de coleta, a variação foi de 0,21%.


    Entre os componentes do IGP-M, o Índice de Preços no Atacado (IPA) subiu 0,32%, ante 0,27% no mesmo período de setembro. Nesta apuração, ocorreu aceleração de preços em dois dos três índices relativos aos estágios de processamento em que são agrupados os produtos componentes do IPA.


    O índice de matérias-primas brutas apresentou acréscimo em sua taxa de variação, que avançou de 1,26%, em setembro, para 2,47%, em outubro. As maiores contribuições para esta aceleração partiram dos itens soja em grão (de -1,48% para 4,22%), aves (0,26% para 3,03%) e trigo em grão (2,15% para 11,68%). Apresentaram desaceleração, entre outros, os itens algodão em caroço (de 3,96% para -0,53%), tomate (21,20% para -2,70%) e bovinos (5,24% para 4,46%). Os bens finais também registraram variação mais elevada em outubro. A taxa passou de -0,35% para -0,18%.


    Em sentido inverso, o índice de bens intermediários teve sua taxa de variação reduzida de 0,20%, em setembro, para -0,41% em outubro.


    Por sua vez, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou alta de 0,07%, ante 0,13% no segundo decêndio de setembro. As maiores contribuições para a desaceleração partiram dos grupos alimentação, cuja taxa passou de 0,23% para -0,36%; habitação, de 0,26% para 0,18%, e transportes, de -0,07% para -0,35%.


    Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que havia subido 0,07% no segundo decêndio de setembro, aumentou 0,15% no mesmo período de outubro.


     


     

  • Nova lei abre discussão para Refis 4

    Projeto, que está em tramitação, será votado após 2º- turno; Receita tenta barrar a medida. Um novo Refis pode estar por vir. Se o artigo 79 do projeto da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas não for alterado, será aberta possibilidade para que mais de 90% das empresas brasileiras renegociem suas dívidas com o poder público. O texto deve ser votado depois das eleições. Na Receita Federal, há preparativos para tentar reverter a situação. Porém, alguns nomes do primeiro escalão não demonstram qualquer interesse em derrubar a matéria.

    Projeto, que está em tramitação, será votado após 2º- turno; Receita tenta barrar a medida. Um novo Refis pode estar por vir. Se o artigo 79 do projeto da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas não for alterado, será aberta possibilidade para que mais de 90% das empresas brasileiras renegociem suas dívidas com o poder público. O texto deve ser votado depois das eleições. Na Receita Federal, há preparativos para tentar reverter a situação. Porém, alguns nomes do primeiro escalão não demonstram qualquer interesse em derrubar a matéria. Na defensiva, empresários dizem que, se a proposta for retirada, a lei que cria o “Supersimples” perde boa parte do seu alcance.


    O texto do projeto é claro. A proposta é oferecer parcelamento dos débitos em até 120 meses para dívidas da empresa ou de seus sócios contraídas até 31 de janeiro de 2006. O projeto prevê, ainda, que cada parcela tenha valor mínimo de R$ 100. Com tais condições, o projeto de Lei tem condições de criar – ainda que informalmente – uma quarta versão do Programa de Refinanciamento, o Refis. Pensar nessa possibilidade tem causado calafrios na cúpula da Receita Federal. Vários nomes do órgão dizem com freqüência ser radicalmente contra qualquer possibilidade de nova renegociação.


    Na semana passada, o secretário da Receita, Jorge Rachid, evitou comentar o assunto e as possíveis conseqüências de um eventual Refis 4. Disse apenas que técnicos do órgão tratam freqüentemente de temas de interesse do Fisco com os parlamentares. Apesar do discurso ameno de Rachid, o clima não é assim tão tranqüilo nos gabinetes do Fisco. A principal preocupação é o efeito negativo que essa eventual renegociação pode causar no bom contribuinte, aquele que paga impostos em dia.


    Abertura


    Um novo Refis abriria a renegociação para mais de 90% das empresas brasileiras – as micro e pequenas, que somam cerca de 2 milhões de negócios formais. O parcelamento envolveria débitos com o Imposto de Renda, PIS, Cofins, IPI, CSLL, Previdência Social, além do estadual ICMS e o municipal ISS. Ficariam de forma, apenas, os prestadores de serviço e as médias e grandes companhias.


    Apesar da preocupação da Receita, outras áreas do governo não têm sinalizado a intenção de obstruir o tema. “Acima de tudo, o projeto é desenvolvimentista e apóia a produção. Isso faz com que o parcelamento tenha mais adeptos que inimigos em Brasília”, diz fonte que acompanha a tramitação do projeto no governo.


    A ala dos que apoiam a iniciativa teria os ministérios do Desenvolvimento, Planejamento e Casa Civil. Além disso, o tema tem sido freqüentemente tratado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como uma prioridade, pois o Supersimples traria desoneração anual de cerca de R$ 5 bilhões para o setor.


    A prioridade citada pelo presidente reforça a perspectiva de uma nova edição do Refis. Vale lembrar que a Receita Federal sempre afirmou que, apesar de o órgão ser contra o parcelamento, eles ocorreram por três vezes porque foram fruto de decisões políticas, sobre as quais cálculos e números do Fisco têm pouco efeito.


    Mudança radical


    Entre os que apoiam a idéia, um dos argumentos mais fortes é que a eventual nova versão do Refis ocorreria em ambiente diferente – pois haveria mudança radical da legislação, para um segmento específico e sem desconto. “Normalmente, somos contrários a qualquer renegociação porque favorece o mal pagador. Mas nesse caso é até aceitável”, diz a diretora do departamento de estudos técnicos do Unafisco, Clair Hickmann.


    Independentemente da tramitação no Congresso, empresários já têm demonstrado preocupação com a chance de a renegociação sair da lei que cria o Supersimples. “Como vamos ter um novo ambiente de negócio, é importante que não se traga dívidas antigas, aquelas contraídas na legislação anterior”, defende o gerente de políticas públicas do Sebrae Nacional, Bruno Quick. Ele disse ainda que o Sebrae está disposto a conversar com a Receita Federal.