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  • ‘Carona’ atrasa edição da MP do cadastro positivo

    O governo federal aproveitará a medida provisória (MP) que vai regulamentar o cadastro positivo – uma das providências anunciadas para reduzir os juros e o spread cobrados nos bancos – para dar carona a outras mudanças, como a isenção da CPMF para a portabilidade do crédito entre bancos e, eventualmente, algumas das medidas propostas no pacote da educação.


    Segundo fontes da equipe econômica, esse é o principal motivo para a demora da MP do cadastro positivo sair do forno. A previsão do Ministério Fazenda era de que ela seria enviada ao Congresso no começo deste mês.

    O governo federal aproveitará a medida provisória (MP) que vai regulamentar o cadastro positivo – uma das providências anunciadas para reduzir os juros e o spread cobrados nos bancos – para dar carona a outras mudanças, como a isenção da CPMF para a portabilidade do crédito entre bancos e, eventualmente, algumas das medidas propostas no pacote da educação.


    Segundo fontes da equipe econômica, esse é o principal motivo para a demora da MP do cadastro positivo sair do forno. A previsão do Ministério Fazenda era de que ela seria enviada ao Congresso no começo deste mês. O cadastro positivo é considerado a principal medida do ‘pacote do spread’, lançado em setembro com o objetivo de reduzir as taxas cobradas pelas instituições financeiras dos clientes.


    Os técnicos do governo também trabalham em ajustes pontuais no texto para torná-lo juridicamente mais redondo. O conteúdo da MP que regula esse tipo de cadastro não terá grandes diferenças em relação ao projeto de lei que trata do mesmo assunto e tramita na Câmara dos Deputados.


    O governo resolveu editar uma MP para acelerar a implantação do cadastro, já que a tramitação do projeto no Legislativo está sendo mais demorada do que o previsto, segundo algumas fontes, em boa medida por conta do lobby dos cartórios no Congresso.


    O cadastro positivo é um banco de dados de proteção ao crédito que conterá informações completas do consumidor com o histórico das suas operações de crédito. Com acesso a informações detalhadas sobre os bons tomadores de crédito, bancos e comércio em geral poderão reduzir a diferença entre os juros pagos nas captações de recursos e os juros cobrados nos financiamentos, o chamado spread.


    Mau Pagador


    É essa diferença que torna alto o custo do dinheiro no País. No novo modelo de cadastro, há uma classificação positiva dos clientes, diferente dos atuais, que apenas dizem quem está adimplente ou inadimplente. Segundo as fontes, parte da dificuldade na definição da MP reside no fato de todo o arcabouço jurídico envolvendo os cadastros se relacionar somente ao ‘mau pagador.’


     


     

  • O Brasil no Século XXI

    Coletânea de artigos do Presidente da CNC sobre temas relacionadas às questões fiscais, previdência social, desenvolvimento econômico e social, Sesc e Senac, bem como pronunciamentos realizados em solenidades no ano de 2006.

    Ano: 2006

    Coletânea de artigos do Presidente da CNC sobre temas relacionadas às questões fiscais, previdência social, desenvolvimento econômico e social, Sesc e Senac, bem como pronunciamentos realizados em solenidades no ano de 2006.

    Ano: 2006

  • Parlamento do Mercosul será inaugurado em 14 de dezembro

    A realização no dia 14 de dezembro da sessão inaugural do Parlamento do Mercosul representará um importante passo político em direção à consolidação do bloco, acredita o senador Sérgio Zambiasi (PTB-RS), presidente da Comissão Parlamentar Conjunta do Mercosul (CPCM). E o fortalecimento do bloco, a seu ver, indica uma nova etapa do trabalho de construção da unidade da América do Sul.


    – Podemos ter agora uma visão mais ampliada e imaginar um Mercosul estendido da Patagônia ao Caribe.

    A realização no dia 14 de dezembro da sessão inaugural do Parlamento do Mercosul representará um importante passo político em direção à consolidação do bloco, acredita o senador Sérgio Zambiasi (PTB-RS), presidente da Comissão Parlamentar Conjunta do Mercosul (CPCM). E o fortalecimento do bloco, a seu ver, indica uma nova etapa do trabalho de construção da unidade da América do Sul.


    – Podemos ter agora uma visão mais ampliada e imaginar um Mercosul estendido da Patagônia ao Caribe. O Parlamento do Mercosul permitirá a interlocução com todos s países da região – prevê Zambiasi.


    A decisão de se realizar a sessão inaugural em dezembro, juntamente com a cúpula de chefes de Estado do Mercosul a ser realizada em Brasília, foi adotada durante a última reunião da comissão diretora da CPCM, ocorrida a 10 de outubro em Montevidéu. Um outro encontro da comissão ocorrerá no dia 31, quando serão acertados os últimos detalhes da sessão, que será promovida no Congresso Nacional. Deverão estar presentes os presidentes do Senado, Renan Calheiros, e da Câmara, Aldo Rebelo, além dos atuais integrantes da CPCM.


    A rápida aprovação pelo Congresso brasileiro do protocolo de constituição do novo parlamento, antes do primeiro turno das eleições, foi decisiva para que se cumprisse a meta de instalação do organismo ainda neste ano. Logo após a decisão brasileira, o protocolo – que já havia recebido o aval do Legislativo paraguaio – foi aprovado pelo Congresso da Argentina. Em seguida, passou também pelo Senado uruguaio, onde havia maiores resistências à proposta. Agora precisa apenas passar pela Câmara uruguaia, onde o governo dispõe de maioria mais folgada, para entrar em vigor.


    O início efetivo dos trabalhos do Parlamento do Mercosul deverá ocorrer em março ou abril de 2007, na opinião de Zambiasi. As providências finais para a implantação do novo órgão ficarão por conta do Paraguai, que assumirá no final do ano a presidência pro tempore do Mercosul e da CPCM. Uma vez definitivamente instalado, em Montevidéu, o parlamento deverá realizar sessões plenárias mensais.


    Na primeira etapa de transição para a implantação do organismo, de 2007 a 2010, os parlamentares serão indicados pelo Legislativo dos países integrantes do bloco – 18 para cada um. Durante esse período, em eleições coincidentes com as eleições gerais de cada sócio, em datas independentes, serão escolhidos os parlamentares que estarão em Montevidéu para a segunda etapa de transição, de 2011 a 2014. E, finalmente, em 2014 serão realizadas eleições simultâneas em todos os países do Mercosul para a escolha dos integrantes do parlamento a partir de 2015, quando estará encerrada a etapa de transição. (Agência Senado, 19 de outubro de 2006)


     

  • Real valorizado impulsiona gastos de brasileiros no exterior

    A valorização do real frente ao dólar elevou em 21,5% o total dos gastos do brasileiro em viagens ao exterior. De janeiro a setembro deste ano, estas despesas somaram US$ 4,215 bilhões e atingiram o maior resultado desde 1998, época em que o real valia aproximadamente R$ 1.


    Os números deste ano, divulgados hoje pelo Banco Central, mostram que a as despesas com o turismo internacional estão voltando aos níveis atingidos no período 1995/1998, quando os brasileiros gastaram US$ 19 bilhões em suas visitas a outros países.

    A valorização do real frente ao dólar elevou em 21,5% o total dos gastos do brasileiro em viagens ao exterior. De janeiro a setembro deste ano, estas despesas somaram US$ 4,215 bilhões e atingiram o maior resultado desde 1998, época em que o real valia aproximadamente R$ 1.


    Os números deste ano, divulgados hoje pelo Banco Central, mostram que a as despesas com o turismo internacional estão voltando aos níveis atingidos no período 1995/1998, quando os brasileiros gastaram US$ 19 bilhões em suas visitas a outros países. Em 1999, um ataque especulativo levou o real, até então mantido em equiparidade com o dólar por meio de câmbio controlado, a uma maxidesvalorização, e a moeda norte-americana ultrapassou a cotação de R$ 2.


    Já os gastos dos estrangeiros no Brasil não foram afetados pela valorização do real e continuam em alta. Entre janeiro e setembro deste ano, o gasto dos turistas vindos de outros países alcançou US$ 3,207 bilhões – ou 12,7% a mais do que no mesmo período de 2005.


     

  • Inflação medida pelo IGP-M vai a 0,24% na segunda prévia de outubro

    O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) aponta uma inflação de 0,24% na segunda prévia de outubro, ante variação de 0,21% na medição anterior. O indicador foi divulgado hoje pela Fundação Getúlio Vargas.


    Dos índices que compõem o IGP-M, o Índice de Preços por Atacado (IPA) teve alta de 0,32%, ante 0,27% registrado no mesmo período de setembro. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) sofreu alta de 0,07% na segunda prévia de outubro, ante alta de 0,13% de igual período de 2005.

    O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) aponta uma inflação de 0,24% na segunda prévia de outubro, ante variação de 0,21% na medição anterior. O indicador foi divulgado hoje pela Fundação Getúlio Vargas.


    Dos índices que compõem o IGP-M, o Índice de Preços por Atacado (IPA) teve alta de 0,32%, ante 0,27% registrado no mesmo período de setembro. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) sofreu alta de 0,07% na segunda prévia de outubro, ante alta de 0,13% de igual período de 2005. O Índice Nacional da Construção Civil (INCC) subiu para 0,15%, ante 0,07% no índice anterior.

  • Emprego formal cresce pelo nono mês seguido

    O número de novos empregos do setor privado, com carteira assinada, cresceu pelo nono mês seguido em setembro, quando foram criados 176.735 vagas. Mas o aumento deve arrefecer no quarto trimestre, quando a maior parte dos novos empregos surge no setor informal, por causa do aquecimento sazonal do comércio, disse ontem o ministro do Trabalho, Luiz Marinho.


    De janeiro a setembro, foi criado 1,3 milhão de novos postos de trabalho, contra 1,4 milhão no mesmo período de 2005.

    O número de novos empregos do setor privado, com carteira assinada, cresceu pelo nono mês seguido em setembro, quando foram criados 176.735 vagas. Mas o aumento deve arrefecer no quarto trimestre, quando a maior parte dos novos empregos surge no setor informal, por causa do aquecimento sazonal do comércio, disse ontem o ministro do Trabalho, Luiz Marinho.


    De janeiro a setembro, foi criado 1,3 milhão de novos postos de trabalho, contra 1,4 milhão no mesmo período de 2005. Entre janeiro de 2003, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tomou posse, e setembro de 2006, foram criados 4.806.495 postos de trabalho, quase a metade da promessa de campanha de criar 10 milhões de novas vagas.


    Segundo Marinho, o número de novas vagas neste ano deve ser próximo ao de 2005 -1,2 milhão: “Como contamos com um crescimento de 5% da economia no ano que vem, a criação de empregos deve continuar forte em 2007, mas pode até crescer menos, porque já estará sobre base alta.”


    Essa foi também a explicação para o número menor de empregos criados em setembro em comparação com igual mês de 2005 -189.458 novas vagas.


    O Sudeste é a região com mais vagas novas neste ano, alta de 6,37%. No Norte, o número de vagas cresceu 5,28%; no Nordeste, 3,85%; no Sul, 3,63%, e no Centro-Oeste, 4,63%.

    Marinho admitiu que o Bolsa Família tem ajudado a criar vagas no Nordeste por fomentar o comércio, mas acrescentou: “O Nordeste tem recebido investimentos em estradas, aeroportos e da Petrobras. Tudo isso cria um ciclo de desenvolvimento que gera emprego”.


    Dos 11,118 milhões de benefícios do Bolsa Família pagos em julho, último dado disponível, 5,535 milhões são do Nordeste.


    Em setembro, a expansão do emprego formal ocorreu em quase todos os setores. Na indústria da transformação, foram criados 81.981 postos; no setor de serviços, 54.553 vagas; no comércio, 46.381, e na construção civil, 12.570. O único setor que apresentou redução no nível do emprego foi a agricultura, que eliminou 21.229 postos. Segundo Marinho, devido a fatores sazonais vinculados à entressafra do café em Minas.


    No ano, a construção civil e a indústria extrativa mineral tiveram o melhor desempenho, com 131.409 e 11.368 novos postos, respectivamente.

  • Superávit externo sobe para US$ 2,27 bi

    O superávit nas contas externas do País voltou a crescer em setembro e ficou nos US$ 2,276 bilhões. Esse número surpreendeu o Banco Central (BC), que esperava algo em torno de US$ 1,9 bilhão.


    O saldo da balança comercial, o aumento das reservas cambiais e a redução nas remessas de lucros e dividendos contribuíram para o resultado, explicou o chefe do Departamento Econômico (Depec) do BC, Altamir Lopes, ontem. No ano, o superávit soma US$ 10,136 bilhões (1,48% do PIB).

    O superávit nas contas externas do País voltou a crescer em setembro e ficou nos US$ 2,276 bilhões. Esse número surpreendeu o Banco Central (BC), que esperava algo em torno de US$ 1,9 bilhão.


    O saldo da balança comercial, o aumento das reservas cambiais e a redução nas remessas de lucros e dividendos contribuíram para o resultado, explicou o chefe do Departamento Econômico (Depec) do BC, Altamir Lopes, ontem. No ano, o superávit soma US$ 10,136 bilhões (1,48% do PIB). O superávit comercial em setembro chegou aos US$ 4,427 bilhões.


    O mercado financeiro esperava um resultado melhor nas contas externas. A maioria das projeções estava em US$ 2,350 bilhões. A frustração, na opinião de analistas, foi o fato de o pagamento de juros da dívida externa ter ficado acima do esperado.


    ‘O cronograma de pagamentos de juros do BC indicava um valor próximo de US$ 1 bilhão, quando, na verdade, foi de US$ 1,4 bilhão’, disse o economista Guilherme Loureiro, em comentário divulgado pela Tendências Consultoria.


    A surpresa, segundo Lopes, foi resultado das recompras de títulos da dívida externa. ‘As recompras implicam antecipação de pagamento de juros’, explicou.


    Para este mês, o chefe do Depec projeta um superávit maior, ao redor de US$ 2,7 bilhões. Caso se confirme, o superávit no ano até hoje atingirá os US$ 12,8 bilhões, superior aos US$ 11,9 bilhões estimados para todo o ano.


    ‘Temos dois caminhos: ou revisamos a nossa projeção em dezembro ou o resultado do último mês do ano pode ficar deficitário, o que não é algo incomum’, comentou o chefe do Depec.


    A possibilidade de déficit manteria o saldo do ano na previsão do BC. Em geral, as contas externas apresentam déficit em dezembro. Em 2001, foi a última vez que o déficit de dezembro ficou acima dos US$ 1 bilhão.


    Mas, caso se confirme o saldo positivo de US$ 2,7 bilhões, o superávit acumulado em 12 meses vai para o nível recorde de US$ 15,1 bilhões. ‘Nunca tivemos esse valor antes’, disse.


     


     

  • Investimento é o maior em 14 meses

    O fluxo de investimentos estrangeiros diretos (IED) para o Brasil surpreendeu em setembro e atingiu US$ 1,75 bilhão, o melhor desempenho desde julho do ano passado. O resultado superou as expectativas dos analistas do mercado financeiro e até mesmo do Banco Central (BC), que contava com um ingresso líquido (entradas menos saídas) de US$ 1,3 bilhão.

    O fluxo de investimentos estrangeiros diretos (IED) para o Brasil surpreendeu em setembro e atingiu US$ 1,75 bilhão, o melhor desempenho desde julho do ano passado. O resultado superou as expectativas dos analistas do mercado financeiro e até mesmo do Banco Central (BC), que contava com um ingresso líquido (entradas menos saídas) de US$ 1,3 bilhão. Investimentos no setor de produção de álcool e energia elétrica, que não foram contemplados na previsão inicial do BC, acabaram sendo realizados, aumentando em US$ 450 milhões o ingresso de dólares para o País.


    Apesar do fluxo favorável no mês passado, dificilmente a previsão do BC de um ingresso de US$ 18 bilhões para 2006 será atingida. Como o fluxo de investimentos diretos no País acumulado em 2006 está em US$ 11,9 bilhões, será preciso um ingresso mensal de ao menos US$ 2 bilhões até o fim do ano, volume considerado elevado pelos analistas econômicos. Para outubro, o próprio BC estima um ingresso menor, de US$ 1,2 bilhão. Até ontem, o BC já contabilizava ingressos de US$ 700 milhões em outubro.


    A melhora do IED ocorre na mesma semana em que a Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad) divulgou estudo mostrando queda no fluxo de IED para o Brasil. No ranking da Unctad, que usou dados de 2004 e 2005, a economia brasileira ficou numa posição desfavorável em comparação a outros países da América Latina.


    A Unctad estima que o País receberá apenas US$ 14,8 bilhões em 2006. O estudo alimentou ainda mais as incertezas sobre a dificuldade que o Brasil vem tendo em atrair investimentos, justamente num momento de redução da queda dos juros, inflação e risco País.


    ‘A única rubrica das contas externas que tem ficado aquém do esperado, diante da queda acentuada do prêmio de risco e do abundante fluxo de recursos no mundo, são os investimentos estrangeiros diretos’, comentou o economista Guilherme Loureiro, da Tendências Consultoria. Na sua avaliação, o aumento do IED no futuro estará condicionado às perspectivas de lucratividade das empresas, andamento das reformas microeconômicas e redução da burocracia. Do contrário, disse ele, o IED não vai deslanchar.


    Para o chefe do Departamento Econômico (Depec) do BC, Altamir Lopes, o fluxo está subindo dentro do esperado. Mas ele não arriscou afirmar que a previsão de US$ 18 bilhões será alcançada. Ele chamou atenção para o aumento dos investimentos no setor de produção de álcool, que em setembro foi de US$ 173 milhões, enquanto em todo o ano passado não passou de US$ 8 milhões. Em 2006, os investimentos para esse setor somam US$ 192 milhões. ‘É um setor que está ganhando relevância.’ Ele destacou que movimento semelhante já vem ocorrendo no setor imobiliário.


    O fluxo de investimentos estrangeiros neste ano está ligeiramente superior ao verificado no período de janeiro a setembro de 2005, que foi de US$ 11,66 bilhões. O resultado de setembro também foi maior do que o registrado no mesmo mês de 2005, quando ingressaram no País apenas US$ 31 milhões.


    Naquele mês, ocorreram três operações de ‘desinvestimento’ – empresas que deixaram o País – no valor de US$ 781 milhões. Segundo o BC, o IED em 12 meses até setembro atingiu US$ 15,3 bilhões, voltando a esse nível depois de ficado cinco meses em torno de US$ 13 bilhões. Em 2005, o fluxo de IED totalizou US$ 15,06 bilhões.




    Remessas de lucros caem e surpreendem BC


    A redução das remessas de lucros e dividendos das empresas estrangeiras surpreendeu o Banco Central (BC) e contribuiu para o superávit em conta corrente de setembro . Em relação a agosto, o valor recuou de US$ 1,030 bilhão para US$ 864 milhões.


    Nos meses anteriores, o câmbio valorizado e o aumento da rentabilidade das empresas provocou aumento das remessas. Foram US$ 11,608 bilhões de janeiro a setembro, 36,1% acima dos US$ 8,529 bilhões remetidos em igual período do ano passado.


    O BC estima que as remessas atinjam US$ 14,2 bilhões no ano. A expectativa é de que, daqui para frente, as remessas mensais fiquem ao redor de US$ 800 milhões.

  • Rombo da Previdência cresce 34,4% e já atinge R$ 34,18 bilhões neste ano

    Pressionado pela antecipação de metade do décimo terceiro salário a aposentados e pensionistas, o déficit da Previdência disparou em setembro e atingiu R$ 8,57 bilhões. O volume foi 207% superior em termos reais ao resultado de setembro de 2005. Também sentindo o efeito da antecipação, o déficit acumulado de janeiro a setembro somou R$ 34,18 bilhões, com crescimento de 34,4% ante igual período de 2005.


    A antecipação foi acertada entre o governo e sindicatos durante a negociação para o reajuste do salário mínimo, que é a base dos benefícios previdenciários.

    Pressionado pela antecipação de metade do décimo terceiro salário a aposentados e pensionistas, o déficit da Previdência disparou em setembro e atingiu R$ 8,57 bilhões. O volume foi 207% superior em termos reais ao resultado de setembro de 2005. Também sentindo o efeito da antecipação, o déficit acumulado de janeiro a setembro somou R$ 34,18 bilhões, com crescimento de 34,4% ante igual período de 2005.


    A antecipação foi acertada entre o governo e sindicatos durante a negociação para o reajuste do salário mínimo, que é a base dos benefícios previdenciários. Para fechar um acordo de aumentar em 5% o piso salarial neste ano, mas também de olho no calendário eleitoral, o governo topou antecipar para setembro o pagamento de metade do décimo terceiro, que até hoje só era pago em dezembro. Assim, o resultado negativo do mês passado explodiu.


    ‘Em dezembro, no entanto, o movimento deve ser inverso e o déficit deve ficar bem abaixo dos anos anteriores’, disse o secretário de Previdência Social, Helmut Schwarzer, destacando que no último mês do ano as receitas também crescem por causa do efeito do décimo terceiro pago pelas empresas nas contribuições à Previdência.


    As despesas com benefícios em setembro foram de R$ 18,99 bilhões, 44,5% mais do que em agosto e 61% mais comparado a setembro de 2005. Sem os R$ 5,8 bilhões de antecipação, o aumento nas despesas seria de 12,06% ante setembro de 2005, pouco abaixo dos 15,8% de aumento real nas receitas do mês, na mesma comparação.


    Vale ressaltar, porém, que o mês passado contou com receitas extraordinárias, por causa do Refis 3. Foram cerca de R$ 500 milhões que fizeram a arrecadação líquida do mês bater o recorde e alcançar R$ 10,42 bilhões. Sem esse dinheiro, o crescimento real seria de 10,2%.


    Desconsiderando-se a despesa extra da antecipação, os gastos aumentaram 10,2% de janeiro a setembro, ante uma alta de 9,8% nas receitas – sem desconsiderar a arrecadação extraordinária do Refis 3.


    Apesar disso, Schwarzer considera dispensável, por enquanto, uma nova reforma da Previdência. Segundo ele, antes de se discutir o tema, existe espaço para uma melhora na gestão da Previdência, que tenha impacto positivo no controle do déficit. Para o secretário, é possível melhorar mais a arrecadação, por meio não só da formalização do mercado de trabalho, que vem ocorrendo com o crescimento da economia, mas também por ganhos de eficiência na arrecadação.


    Schwarzer afirmou que ainda há espaço para melhorar a concessão de benefícios, eliminando fraudes e concessões indevidas. Com isso, é possível evitar um crescimento explosivo no déficit. Segundo ele, a expansão no déficit nos últimos anos é decorrência de uma política de redistribuição de renda, que beneficia toda a sociedade.


    O secretário avaliou ainda que a reforma realizada em 2003 na Previdência dos servidores públicos já surte efeito e estabilizou o déficit no setor. Em 2003, foi de R$ 46 bilhões – 3% do PIB. Em 2005, ficou em R$ 45,9 bilhões, ou 2,4% do PIB. Com isso, todo o déficit previdenciário, que inclui o regime geral e a previdência do setor público, caiu de 4,7% do PIB para 4,3% do PIB em 2005.

  • Importação de bens duráveis cresce 93% no terceiro trimestre

    A valorização do real provocou uma substituição de bens de consumo duráveis nacionais por importados. O Brasil está aumentando as importações e reduzindo as exportações de produtos como automóveis, eletroeletrônicos, eletrodomésticos e móveis. Impulsionadas pela recuperação das vendas no varejo, essas importações até se aceleraram nos últimos meses, o que ajuda a explicar o descompasso entre a indústria nacional e o comércio.


    A quantidade importada de bens de consumo duráveis cresceu 74% nos 12 meses acumulados até setembro em relação a igual período do ano anterior.

    A valorização do real provocou uma substituição de bens de consumo duráveis nacionais por importados. O Brasil está aumentando as importações e reduzindo as exportações de produtos como automóveis, eletroeletrônicos, eletrodomésticos e móveis. Impulsionadas pela recuperação das vendas no varejo, essas importações até se aceleraram nos últimos meses, o que ajuda a explicar o descompasso entre a indústria nacional e o comércio.


    A quantidade importada de bens de consumo duráveis cresceu 74% nos 12 meses acumulados até setembro em relação a igual período do ano anterior. A alta foi ainda mais expressiva no terceiro trimestre: 93%. Já a quantidade exportada pelo país desses produtos caiu 6% no acumulado de 12 meses até setembro e 12% apenas no terceiro trimestre. Os dados são da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex).


    As importações de carros em valores aumentaram 200% no terceiro trimestre e 109% no primeiro semestre, enquanto as exportações cresceram apenas 12% no primeiro e caíram 2,3% no terceiro trimestre. O total das exportações de automóveis, que chegou a quase US$ 3,5 bilhões de janeiro a setembro, ainda supera com folga o US$ 1,3 bilhão em importações, mas a diferença de performance entre vendas e compras no exterior é clara.


    Nos eletrodomésticos, as importações cresceram expressivos 60% no primeiro semestre e 70% entre julho e setembro, sempre na comparação com igual período de 2005. As exportações desses produtos caíram 4,6% no semestre, mas se recuperaram um pouco no terceiro trimestre e subiram 8%. As importações de eletrônicos de som e vídeo, como televisores e DVDs, cresceram 50% no primeiro semestre, puxadas pela demanda provocada pela Copa do Mundo. Passada a euforia, as compras externas desses produtos aumentaram 15% no terceiro trimestre.


    “Os produtos eletroeletrônicos nunca estiveram tão baratos”, afirma Valdemiro Hafenann, diretor corporativo da Salfer, rede de 42 lojas espalhadas por Santa Catarina e Paraná. Ele calcula que, em média, os preços desses itens caíram 20% no último ano, o que tornou os produtos mais acessíveis. A alta do real, que incentivou a importação, ajudou na queda dos preços. Com produtos mais competitivos, a companhia espera encerrar o ano com vendas similares as de 2005, o que pode ser considerada uma boa performance, pois o Sul do país sofreu com a crise agrícola.


    De acordo com Hafenann, “hoje é difícil distinguir o nacional do importado”. O empresário diz que muitos produtos importados – batedeiras, ventiladores, aparelhos de som – são comprados de indústrias nacionais, que preferem trazer da China do que produzir no Brasil. Segundo ele, já é viável trazer de fora lava-roupas e secadoras – itens cujo frete alto funciona como barreira à importação.


    Pierre Courty, diretor-geral das lojas Fnac no país, diz que os produtos eletrônicos mais sofisticados – câmeras fotográficas de alta tecnologia, MP3, alguns aparelhos de som – ficaram mais baratos no Brasil. Não apenas por conta do câmbio, avalia o executivo, mas também por conta da queda de preços “natural” nesse tipo de mercado. “Uma TV de plasma custa hoje um terço do que um ano e meio atrás”, diz. Nas linhas mais simples de televisores ou aparelhos de som, os fabricantes da Zona Franca de Manaus ainda são maioria nas lojas. Em setembro, a rede aumentou em 20% as vendas, depois de três meses fracos.


    Em seu mix de livros e CDs, a Fnac oferece entre 20% e 30% de produtos importados. Courty afirma que a participação dos importados já foi menor na linha de CDs. Além do efeito cambial, esse fenômeno é conseqüência do enxugamento dos catálogos das gravadoras, que estão sofrendo com a concorrência da internet e da pirataria. “Temos que importar CDs de música clássica e jazz, por exemplo”, diz. Nos livros, o percentual de importados se mantém estável, porque fica restrito a volumes de arte, fotografia ou em língua estrangeira.


    A equipe de economistas do Bradesco aponta três fatores principais para o aumento das importações: câmbio valorizado, que torna o produto importado mais competitivo; aquecimento do mercado interno, que aumenta a demanda por esse produto; e a crença do empresário brasileiro de que esse câmbio veio para ficar, o que o leva a alterar sua estratégia de produção.


    Para Fernando Ribeiro, economista da Funcex, está ocorrendo uma substituição da produção doméstica pelos importados em bens de consumo duráveis e também em bens de capital. Ele lembra, no entanto, que o país ainda não retornou aos patamares observados no auge do Plano Real. Nos 12 meses acumulados até setembro, as importações de bens de consumo duráveis somaram US$ 2,8 bilhões, muito acima do US$ 1 bilhão registrado em 2003, mas abaixo dos US$ 3,9 bilhões do ano de 1997.