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  • IPC-S sobe para 0,25%

    A Fundação Getúlio Vargas divulgou hoje o Índice de Preços ao Consumidor – Semanal, que subiu 0,25% na medição até 7 de outubro, ante aumento de 0,19% apurado no indicador anterior.

    A Fundação Getúlio Vargas divulgou hoje o Índice de Preços ao Consumidor – Semanal, que subiu 0,25% na medição até 7 de outubro, ante aumento de 0,19% apurado no indicador anterior. A taxa ficou dentro das expectativas do mercado, que giravam em torno de 0,20% e 0,29%.


    Das sete classes de despesas que formam o IPC-S, três registraram fim da deflação ou aceleração de preços na comparação com a medição anterior: Alimentação, que saiu de uma deflação de 0,05% para uma alta de 0,24%; Despesas Diversas, que saltou de 0,47% para 0,63%; e Vestuário, que subiu de 0,70% para 1,07%.


    Os demais grupos registraram queda mais intensa de preços: Habitação (de 0,33% para 0,26%); Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,34% para 0,33%); Educação, Leitura e Recreação (de 0,16% para 0,15%) e Transportes (de -0,03% para -0,20%).

  • Balança comercial brasileira tem saldo de US$ 1,129 bilhão na primeira semana de outubro

    O Ministério do Desenvolvimento divulgou hoje o resultado da balança comercial brasileira na primeira semana de outubro: US$ 1,129 bilhão de superávit, resultado de exportações de US$ 3,114 bilhões e de importações de US$ 1,985 bilhão.


    No acumulado destes nove meses, o saldo da balança comercial apresenta crescimento de 4,2% – ou US$ 35,131 bilhões – na comparação com o mesmo período de 2005.

    O Ministério do Desenvolvimento divulgou hoje o resultado da balança comercial brasileira na primeira semana de outubro: US$ 1,129 bilhão de superávit, resultado de exportações de US$ 3,114 bilhões e de importações de US$ 1,985 bilhão.


    No acumulado destes nove meses, o saldo da balança comercial apresenta crescimento de 4,2% – ou US$ 35,131 bilhões – na comparação com o mesmo período de 2005. As vendas de produtos ao exterior acumulam alta de 15,9% (US$ 103,827 bilhões), e as compras de produtos importados são 23,7% maiores (US$ 68,690 bilhões) do que as registradas de janeiro a outubro do ano passado. A média diária de exportações está em US$ 622,8 milhões.


    No mercado, as expectativas são de um saldo comercial de US$ 43 bilhões no fechamento de 2006. No ano passado, a balança comercial do país registrou superávit de US$ 44,764 bilhões.

  • Receita Federal modifica sistema de importação

    Uma instrução normativa publicada hoje pela Secretaria da Receita Federal reformula todos os procedimentos para a importação de produtos no Brasil. A mudança acarretará em mais velocidade na conferência das mercadorias que chegam ao país.


    A principal alteração é a que permite a retificação das importações com diferenças após o desembaraço alfandegário.

    Uma instrução normativa publicada hoje pela Secretaria da Receita Federal reformula todos os procedimentos para a importação de produtos no Brasil. A mudança acarretará em mais velocidade na conferência das mercadorias que chegam ao país.


    A principal alteração é a que permite a retificação das importações com diferenças após o desembaraço alfandegário. Ou seja, as declarações de importação poderão ser refeitas caso o produto tenha vindo errado – o que era impossível, até então.


    A instrução normativa também regulamenta a devolução de mercadorias ao exterior em casos de impossibilidade de consumo por razões de segurança, saúde pública e meio ambiente, além de reclassificar alguns produtos, como jornais e revistas, que serão considerados “bens perecíveis” e terão prioridade no desembarque no Brasil.

  • Vendas dos supermercados caem 1,05% em agosto, ante julho

    Dados divulgados hoje pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras) mostram que as vendas dos supermercados sofreram queda real de 1,05% em agosto, ante julho, e de 2,01% na comparação com agostode 2005. No acumulado do ano, as vendas do setor têm retração de 2,73%.

    Dados divulgados hoje pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras) mostram que as vendas dos supermercados sofreram queda real de 1,05% em agosto, ante julho, e de 2,01% na comparação com agostode 2005. No acumulado do ano, as vendas do setor têm retração de 2,73%.

  • Índice Nacional de Preços ao Consumidor sobe 0,16% em setembro

    O IBGE divulgou hoje o seu Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de setembro, que registrou avanço de 0,16%, ante uma deflação de 0,02% em agosto. No acumulado do ano, o índice acumula alta de 1,32% – menos da metade dos 3,47% registrados no mesmo período de 2005.

    O IBGE divulgou hoje o seu Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de setembro, que registrou avanço de 0,16%, ante uma deflação de 0,02% em agosto. No acumulado do ano, o índice acumula alta de 1,32% – menos da metade dos 3,47% registrados no mesmo período de 2005. Em 12 meses, o INPC soma 2,86%.


    A inflação medida por este índice é bem inferior à registrada em igual período do ano passado principalmente em função da queda dos preços dos alimentos, que correspondem a 26,92% do INPC.


    O INPC mede a inflação para as famílias que ganham entre um e seis salário mínimos.

  • IPC-3i: inflação dos idosos sobe para 0,5% no terceiro trimestre

    O IPC-3i, que mede a inflação para a terceira idade, registrou alta de 0,50% no terceiro trimestre de 2006. No período anterior, o índice apurado era de 0,07%. No ano, o índice acumula alta de 1,4%, e, em 12 meses, de 2,95%.


    Segundo os dados divulgados hoje pela Fundação Getúlio Vargas, entre as razões para o avanço destacam-se despesas com alimentação, taxas de água e esgoto e plano de saúde. Na classe Saúde e Cuidados Pessoais, o item Seguro-Saúde, que absorve 5,87% dos orçamentos das famílias da terceira idade, ficou em 2,15%.

    O IPC-3i, que mede a inflação para a terceira idade, registrou alta de 0,50% no terceiro trimestre de 2006. No período anterior, o índice apurado era de 0,07%. No ano, o índice acumula alta de 1,4%, e, em 12 meses, de 2,95%.


    Segundo os dados divulgados hoje pela Fundação Getúlio Vargas, entre as razões para o avanço destacam-se despesas com alimentação, taxas de água e esgoto e plano de saúde. Na classe Saúde e Cuidados Pessoais, o item Seguro-Saúde, que absorve 5,87% dos orçamentos das famílias da terceira idade, ficou em 2,15%.


    A inflação dos idosos apurada entre julho e setembro superou a inflação em todo o país, que variou 0,42% no período.

  • IPCA sobe de 0,05% em agosto para 0,21% em setembro

    O Índice de Preços ao Consumidor Amplo fechou o mês de setembro em alta de 0,21%, ante 0,05% registrado em agosto. A estimativa do mercado era a de que o índice ficasse em 0,16% em setembro.


    No acumulado do ano, o IPCA está no menor patamar desde 1998: 2,0%. Em 12 meses, o índice soma alta de 3,70% em setembro, resultado inferior aos 3,84% relativos ao mesmo período de 2005.


    Calculado pelo IBGE, o IPCA é o índice utilizado pelo governo para balizar as metas oficiais de inflação.

    O Índice de Preços ao Consumidor Amplo fechou o mês de setembro em alta de 0,21%, ante 0,05% registrado em agosto. A estimativa do mercado era a de que o índice ficasse em 0,16% em setembro.


    No acumulado do ano, o IPCA está no menor patamar desde 1998: 2,0%. Em 12 meses, o índice soma alta de 3,70% em setembro, resultado inferior aos 3,84% relativos ao mesmo período de 2005.


    Calculado pelo IBGE, o IPCA é o índice utilizado pelo governo para balizar as metas oficiais de inflação.

  • Redecard atinge marca de um milhão de bares e lojas

    A rede de lojas, bares e restaurantes que aceitam cartões de crédito não pára de crescer. Hoje, a Redecard, empresa que credencia estabelecimentos comerciais para aceitarem os cartões das bandeiras MasterCard, atinge a marca de um milhão de pontos cadastrados.


    A loja número 1 milhão fica em Belo Horizonte e vende materiais de construção. Nesta quinta-feira, ela recebe da Redecard uma placa comemorativa.

    A rede de lojas, bares e restaurantes que aceitam cartões de crédito não pára de crescer. Hoje, a Redecard, empresa que credencia estabelecimentos comerciais para aceitarem os cartões das bandeiras MasterCard, atinge a marca de um milhão de pontos cadastrados.


    A loja número 1 milhão fica em Belo Horizonte e vende materiais de construção. Nesta quinta-feira, ela recebe da Redecard uma placa comemorativa. No ano passado, as leitoras de cartões (ou POS) instalados nos cerca de 900 mil estabelecimentos cadastros pela empresa fizeram 1,5 bilhão de transações, que movimentaram R$ 70 bilhões.


    Para Alexandre Umberti, coordenar de análise da Ibope Inteligência, empresa especializada no mercado de cartões, o aumento da rede de aceitação reflete o forte crescimento do mercado nos últimos anos e, mais recentemente, a expansão para a baixa renda. Com a incorporação dos mais pobres, lugares como padarias de bairro, pequenos comércios e bares da periferia passaram a aceitar cartões. “Não adianta dar um cartão para a baixa renda se não tiver locais que aceitam cartão”, diz.


    Além disso, com a evolução da tecnologia, táxis, feiras de ruas, quiosques de praia e entregadores de pizza passaram a aceitar pagamento com os plásticos.


    Outro movimento foi a expansão territorial para outras regiões. A Redecard informa que “está presente em todos os municípios economicamente viáveis do território nacional”. A Visanet, empresa que afilia os estabelecimentos para os cartões da Visa, que também chegou a marca de 1 milhão de pontos este ano, está em 5.567 municípios do país.


    Os cartões de crédito e débito devem movimentar R$ 222 bilhões no país este ano, 22% a mais que em 2005, segundo estimativas da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). Ao todo, o país deve ter, em dezembro, 275 milhões de plásticos.

    Este forte crescimento levou o Banco Central a preparar um estudo sobre o setor, pesquisando os bancos emissores, bandeiras e as empresas que fazem o credenciamento. Os resultados devem ser divulgados nas próximas semanas. Mas no mercado já se especula que uma das recomendações do BC será o fim da exclusividade da Redecard e da Visanet para credenciar lojas para Mastercard e Visa.


    Para baixar taxas e comissões, motivo constante de reclamação de lojistas, uma das medidas do BC deve permitir que qualquer empresa possa afiliar os estabelecimentos para qualquer bandeira, semelhante ao que acontece nos Estados Unidos.


     

  • IBGE: quase um terço das mulheres são chefes de família

    O número de mulheres que sustentam o domicílio, responsáveis por, pelo menos, 70% das despesas do lar, está em crescimento no país.

    O número de mulheres que sustentam o domicílio, responsáveis por, pelo menos, 70% das despesas do lar, está em crescimento no país. Pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nas seis principais regiões metropolitanas mostra que essas mulheres já somam 2,7 milhões e trabalham, na maior parte, nos segmentos de serviços domésticos, educação, saúde e administração pública.


    Em agosto de 2006, período ao qual se refere a pesquisa, entre as 9,06 milhões de mulheres ocupadas nas seis regiões, 29,6% eram responsáveis pelo sustento dos seus domicílios, percentual superior aos 28,7% do total de ocupadas apurados em agosto de 2002. Em quatro anos, o número de mulheres nessa situação cresceu 20,9%.


    Luciene Kozovitz, analista da pesquisa, disse que o aumento da participação das mulheres principais responsáveis pelas despesas é uma tendência que vem se consolidando nos últimos anos e está relacionada a mudanças sócio-culturais, como a própria emancipação feminina, que possibilitam que as mulheres conciliem mais as responsabilidades em casa com o mercado de trabalho.




    Mudanças


     Estão ligadas ainda, segundo a analista, à redução do número de filhos e a uma “mudança nos arranjos familiares”, já que muitas mulheres vivem sozinhas ou apenas com os filhos, sem um cônjuge. De acordo com a pesquisa, 50,6% vivem sem cônjuge e com filhos; 24,4% vivem com cônjuge e 17,5% vivem sós.


    A pesquisa mostra ainda um paradoxo nesse grupo de ocupadas, que reúne baixa escolaridade com salários acima da média das mulheres que trabalham. Enquanto 55,8% da população ocupada feminina nas seis regiões têm 11 anos ou mais de estudo, esse percentual cai no caso específico das mulheres responsáveis pelo orçamento familiar: 45,2%. Além disso, 38,4% dessas mulheres não concluíram o ensino fundamental.


    Por outro lado, enquanto 78,6% das principais responsáveis ganhavam menos de três salários mínimos em agosto, na parcela da população ocupada feminina em geral esse percentual sobe para 81,6%. No grupo das trabalhadoras que ganham cinco salários mínimos ou mais lideram as principais responsáveis (12,7%) em relação às ocupadas em geral (10,4%).


    Luciene explica que a hegemonia das mulheres que sustentam a família na pirâmide do rendimento está diretamente ligada ao grupo das mulheres que vivem só, que têm maior nível de escolaridade, trabalham nas atividades mais bem remuneradas e ganham melhores salários, puxando a média do grupo para cima. De qualquer maneira, os domicílios sustentados pelas mulheres têm rendimento bem inferior aos providos pelos homens, acompanhando a tendência que ainda persiste no mercado de trabalho em geral.


    Em agosto, a renda total em domicílios cujos principais responsáveis eram homens chegava a R$ 2.116,28, muito superior ao rendimento médio de R$ 1.503,99 apurados em domicílios sustentados pelas mulheres.


    Informalidade


    Apenas 29% das mulheres que sustentam seus domicílios têm carteira assinada e a maior parte está vinculada a empregos sem carteira ou trabalham por conta própria, ambas formas de inserção consideradas informais pelo IBGE. Luciene diz que essa informalidade reflete o alto percentual (21,9%) das que trabalham em serviços domésticos, categoria com alto grau de empregos sem carteira.


    Outra conclusão da pesquisa é que as principais responsáveis têm em média 43,5 anos de idade. Além disso, o grupo específico das que vivem sem cônjuge e com filhos apresenta menor nível de escolaridade, tem menor remuneração e está nos setores que pagam menores salários.

    Em termos regionais, o maior percentual de trabalhadoras responsáveis pelo domicílio no total de mulheres ocupadas foi registrado em Salvador (35,7%), seguida de Porto Alegre (35,3%). Em São Paulo, o percentual foi de 28,1%.

  • Exportação: Brasil está entre os mais propensos a pagar propina

    Os exportadores brasileiros estão entre os mais propensos a praticar atos de corrupção para fechar negócios no exterior, segundo um levantamento da organização não-governamental Transparência Internacional. O Brasil ocupa a 23ª posição no Índice de Pagamentos de Propina (Bribers Payers Index, BPI) que avaliou as práticas de empresas sediadas em 30 países responsáveis por 82% das exportações mundiais no ano passado. A posição brasileira, no entanto, ainda é melhor do que a dos outros integrantes do Bric – Rússia, Índia e China.

    Os exportadores brasileiros estão entre os mais propensos a praticar atos de corrupção para fechar negócios no exterior, segundo um levantamento da organização não-governamental Transparência Internacional. O Brasil ocupa a 23ª posição no Índice de Pagamentos de Propina (Bribers Payers Index, BPI) que avaliou as práticas de empresas sediadas em 30 países responsáveis por 82% das exportações mundiais no ano passado. A posição brasileira, no entanto, ainda é melhor do que a dos outros integrantes do Bric – Rússia, Índia e China. Quanto melhor a posição de um país no ranking, menor a propensão de seus exportadores para a corrupção. O BPI é liderado pela Suíça, seguida pela Suécia, Austrália, Áustria, Canadá, Reino Unido, Alemanha, Holanda, Bélgica e Estados Unidos.


    Os países piores colocados que o Brasil são a África do Sul (24ª), Malásia, Taiwan, Turquia, Rússia, China e a Índia, cujas empresas são consideradas as mais corruptas ao fazerem negócios no exterior. Além do Brasil, o único país latino-americano incluído no ranking foi o México, que está no 17º lugar. No ranking anterior, realizado em 2002, o Brasil não havia sido incluído.


    Os autores do estudo dividiram os 30 países em quatro núcleos, de acordo com sua posição no ranking. O Brasil ocupa o núcleo 3, ao lado de Hong Kong, Israel, Itália, Coréia do Sul, Arábia Saudita, África do Sul e Malásia. O desempenho desses países é considerado “pobre” e somente é superior à do núcleo 4, composto pelos cinco últimos colocados.


    Corrupção


    A diretora para as Américas da Transparência Internacional, Silke Pfeiffer, disse em entrevista à Agência Estado que a posição do Brasil no ranking mostra que suas empresas exportadoras não se comportam de uma “forma limpa”, uma atitude que reflete ao clima de elevada corrupção dentro do país. Ela responsabilizou tanto as próprias empresas como o governo brasileiro pelo problema, lembrando que o Brasil aderiu à convenção antipropinas da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). “Mas apesar de ter assumido esse compromisso, o governo não tem conseguido exigir que empresas exportadoras brasileiras respeitem a lei quando fazem seus negócios no exterior”, disse Pfeiffer.


    A diretora frisou, no entanto, que a “falta de vontade política” de punir os exportadores não é uma atitude exclusiva do Brasil. “Veja o caso do Reino Unido, por exemplo, onde nos últimos cinco anos nenhuma empresa foi processada por esse motivo, apesar do país também ter aderido às regras da OCDE”. Segundo Pfeiffer, as empresas contam com vários instrumentos administrativos e legais para coibir práticas de corrupção em seus negócios em outros países. “Não há desculpa para não adotar procedimentos que evitem a corrupção”, disse.


    Pfeiffer observou que o fato de o México estar melhor posicionado no ranking do que o Brasil pode ser explicado, em parte, pela diferença no perfil das exportações dos dois países. “Cerca de 75% das exportações mexicanas são direcionadas para os Estados Unidos, um país com um grau elevado de fiscalização e respeito à legislação”, disse. “Já os destinos das exportações brasileiras são muito mais diversificados, não impondo um comportamento padrão na ação das empresas do país.”


    Pesquisa ouviu 11.232 pessoas do setor privado


    O ranking BPI da Transparência Internacional foi elaborado por meio da “Pesquisa de Opinião de Executivos”, realizada entre fevereiro e maio de 2006 pelo Fórum Econômico Mundial. Foram entrevistados 11.232 representantes do setor privado em 125 países, cujas economias combinadas representam 98% do PIB mundial. O ranking foi calculado com base nas notas dadas por 8.034 entrevistados que fizeram uma avaliação das empresas de pelo menos um país.

    Os entrevistados responderam, inicialmente à seguinte questão: “Da lista de países abaixo, por favor selecione as nacionalidades das empresas de controle estrangeiro que mais fazem negócios em seu país.” Em seguida, os entrevistados tinham que dar uma nota de 1 (propinas são comuns) a 7 (propinas nunca ocorrem) ao responder a seguinte questão: “Com base na sua experiência, até que ponto as empresas dos países que você selecionou faz pagamentos extras não-documentados ou de propinas?”


    Para facilitar a construção do ranking, a escala de pontuação de até 7 pontos foi convertida posteriormente para 10 pontos. Uma média foi calculada para cada país com base nas respostas de cada entrevistado, com exceção das avaliações para seu próprio país.


    Prática é muito utilizada em países ricos


    Segundo a Transparência Internacional, o estudo mostrou que a corrupção ainda é uma prática muito utilizada por empresas de todo o mundo, inclusive de países ricos. Prova disso é que a melhor colocada no ranking, a Suíça, responsável por 1,2% da exportação mundial, recebeu uma nota média de 7,81 pontos, sendo que ela poderia variar de 0 a 10. A nota média do Brasil, que também abocanha 1,2% das exportações mundiais, foi de 5,65 pontos.


    “As empresas que praticam suborno estão prejudicando ativamente os melhores esforços dos países em desenvolvimento para melhorar sua governança, e assim alimentando o ciclo vicioso de pobreza”, disse a presidente da Transparência Internacional, Huguette Labelle.


    O diretor-executivo da ONG, David Nussbaum, disse que “é hipocrisia o fato de as empresas sediadas em países ricos, integrantes da OCDE, continuarem a pagarem propinas ao redor do mundo, enquanto seus governos não se esforçam para fazer com que a lei seja cumprida”.