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  • Petrobrás comenta redução do preço dos combustíveis

    “A atual relação dos preços (interno e externo) não justifica ajustes no curto prazo”, afirmou o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli.


    Houston – O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, comentou nesta quarta-feira que a queda no preço do barril de petróleo ainda não permite uma redução de preços dos combustíveis no Brasil. Para ele, “a atual relação dos preços (interno e externo) não justifica ajustes no curto prazo”.

    “A atual relação dos preços (interno e externo) não justifica ajustes no curto prazo”, afirmou o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli.


    Houston – O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, comentou nesta quarta-feira que a queda no preço do barril de petróleo ainda não permite uma redução de preços dos combustíveis no Brasil. Para ele, “a atual relação dos preços (interno e externo) não justifica ajustes no curto prazo”. “Do mesmo jeito que vínhamos afirmando que é necessário o estabelecimento de um patamar mundial para que mexamos no preço para cima, também dizemos o mesmo em relação a reduzir o preço. A Petrobras mantém sua posição de não repassar para os preços da gasolina e do diesel no mercado interno a volatilidade verificada no mercado externo”, afirmou a jornalistas após encerrar conferência no Clube do Petróleo, em Houston, para cerca de 400 executivos, onde apresentou os planos de investimentos da empresa para os próximos cinco anos.


    Sobre o mesmo assunto, o diretor de Abastecimento e Refino da estatal, Paulo Roberto Costa, comentou nesta quarta, também em Houston, que acha “precipitado” mexer atualmente nos preços dos combustíveis no Brasil. “Temos uma política de longo prazo. Nada garante que o preço do barril de petróleo não vá subir novamente amanhã ou depois”, comentou. Em sua análise, a queda se deve principalmente ao final do verão americano. “É histórico este movimento, da mesma maneira que há uma tendência de aumento de preço na chegada do inverno americano”, disse. O último reajuste repassado pela Petrobras para a gasolina e para o diesel ocorreu há um ano, respectivamente de 10% e 12%.


    Gás

    Gabrielli afirmou que a estatal estuda uma forma de fazer swap nos contratos de aquisição de Gás Natural Liquefeito (GNL). Segundo ele, seria uma forma de garantir o repasse deste combustível, caso ele não venha a ser utilizado para as usinas termelétricas, de maneira mais rentável do que no mercado spot. “A idéia é que tenhamos pré-contratos com eventuais compradores do GNL para o caso de ele não precisar ser utilizado”, explicou.


    Ainda segundo ele, os contratos de swap podem servir para facilitar a entrega do produto. “Se eu comprar de um fornecedor que está no (Oceano) Pacífico e um outro possuir uma carga disponível no (oceano) Atlântico, pode haver uma troca de contratos aí, sem a necessidade de eu receber exatamente a mesma molécula adquirida”, disse.


    O executivo também comentou que a estatal já deu início ao processo de licitação para a importação do GNL a partir de 2009 e também para a planta de regaseificação que vai processar este combustível. Os dois processos estão sendo conduzidos separadamente, mas nada impede que a empresa importadora também apresente projeto para a construção da planta em um plano integrado.


    Segundo ele, entre os países estudados para serem fornecedores do combustível estão Trindad e Tobago, Líbia, Argélia, Indonésia e Qatar.


    Golfo

    A Petrobras contratou duas sondas para águas ultraprofundas destinada às suas operações de perfuração no Golfo do México. A contratação foi feita por intermédio de sua subsidiária Petrobras America, com base em Houston, Texas. O primeiro contrato foi assinado com a Larsen Oil Company, com vigência de cinco anos, para a sonda semi-submersível PetroRig 1, que tem capacidade de perfuração de poços de 10.668 metros no subsolo marinho, em águas de até 3.048 metros de profundidade.


    O segundo é um contrato de seis anos com a Sevan Marine ASA para o Sondador SSP Sevan, capaz de perfurar poços de até 12.192 metros, em águas de até 3.810 metros de profundidade. A Sevan havia feito na terça-feira a divulgação deste contrato em sua sede em Oslo e divulgou que o valor total do contrato é de US$ 880 milhões, montante equivalente ao atual valor de mercado da empresa.


    Atualmente as duas sondas estão em processo de construção e devem iniciar as operações no Golfo do México no primeiro trimestre de 2009. O projeto dessas unidades inclui tecnologia de ponta para otimizar as operações de perfuração e completação no Golfo do México.


    Com esses contratos, a Petrobras consolida sua posição como uma das principais empresas participantes em águas ultraprofundas do Golfo do México. Gabrielli afirmou que a empresa tem interesse de adquirir ainda mais uma sonda. (Agência Estado, 21 de setembro de 2006)

  • Acompanhamento com cães-guia será regulamentado hoje

    Brasília – O direito das pessoas portadoras de deficiência visual de transitar em locais públicos ou particulares coletivos com o auxílio de cães-guia será regulamentado hoje (21), Dia Nacional da Luta das Pessoas com Deficiência.


    A regulamentação define que os cães-guia podem entrar em supermercados, teatros, transportes coletivos, casas noturnas, entre outros locais.

    Brasília – O direito das pessoas portadoras de deficiência visual de transitar em locais públicos ou particulares coletivos com o auxílio de cães-guia será regulamentado hoje (21), Dia Nacional da Luta das Pessoas com Deficiência.


    A regulamentação define que os cães-guia podem entrar em supermercados, teatros, transportes coletivos, casas noturnas, entre outros locais. A entrada dos animais só não será permitida em centros de terapia intensiva (CTI) e salas de cirurgia.


    O presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência (Conade), Alexandre Baroni, considera a assinatura do decreto um avanço, já que o cão-guia é um instrumento de autonomia para as pessoas com deficiência visual.


    “As pessoas usam o cão-guia, mas com muitas dificuldades, elas muitas vezes têm que entrar em ônibus, em diversos locais, e as pessoas entendem o cão-guia como um animal como qualquer outro, que pode eventualmente morder, atacar, e isso não é verdade porque o cão-guia tem todo um sistema de treinamento que garante que isso não aconteça de fato”, disse Baroni.


    Às 16 horas, no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve assinar o Decreto de Regulamentação da Lei nº 11.126/2005, conhecida como a Lei do Cão-Guia. (Agência Brasil, em 21 de setembro de 2006)

  • Proposta prevê estacionamento grátis em centro comercial

    O Projeto de Lei 7231/06, do deputado Cezar Schirmer (PMDB-RS), exige que os centros comerciais ofereçam estacionamento gratuito ao consumidor que apresentar nota fiscal comprovando gasto superior a R$ 30. O tempo de permanência no estabelecimento, no entanto, deve ser inferior a três horas. A multa para os infratores será de R$ 500.

    Segundo o projeto, centros comerciais com menos de 20 lojas poderão continuar cobrando pelo uso da garagem.

    O Projeto de Lei 7231/06, do deputado Cezar Schirmer (PMDB-RS), exige que os centros comerciais ofereçam estacionamento gratuito ao consumidor que apresentar nota fiscal comprovando gasto superior a R$ 30. O tempo de permanência no estabelecimento, no entanto, deve ser inferior a três horas. A multa para os infratores será de R$ 500.

    Segundo o projeto, centros comerciais com menos de 20 lojas poderão continuar cobrando pelo uso da garagem. Já o valor do consumo mínimo que dá direito à gratuidade será reajustado a cada cinco anos, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Schirmer avalia que a cobrança de estacionamento em shopping centers e galerias comerciais é sinal de ganância. “Algo que antes era entendido como um diferencial, uma comodidade para os clientes desses estabelecimentos, tornou-se fonte de renda para o locador de imóveis comerciais”, diz.


    Tramitação

    O projeto foi apensado ao PL 2889/97, que trata do mesmo assunto, e será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Em seguida, as propostas serão submetidas ao Plenário. (Agência Câmara, 20 de setembro de 2006)

  • Proteção ao consumidor até julgamento final da inadimplência

    Aguarda decisão na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) projeto do senador Augusto Botelho (PDT-RR) destinado a impedir a inscrição do consumidor inadimplente em bancos de dados referentes a consumo até que haja sentença definitiva contra ele. O projeto (PLS 08/05) será votado em decisão terminativa e seu relator é o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA).


    O texto estabelece que, havendo ação judicial cujo objeto seja o inadimplemento contratual, o fornecedor não poderá proceder à inscrição do consumidor nos bancos de dados e nos cadastros relativos a isso.

    Aguarda decisão na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) projeto do senador Augusto Botelho (PDT-RR) destinado a impedir a inscrição do consumidor inadimplente em bancos de dados referentes a consumo até que haja sentença definitiva contra ele. O projeto (PLS 08/05) será votado em decisão terminativa e seu relator é o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA).


    O texto estabelece que, havendo ação judicial cujo objeto seja o inadimplemento contratual, o fornecedor não poderá proceder à inscrição do consumidor nos bancos de dados e nos cadastros relativos a isso. Também estabelece que o consumidor que propuser ação judicial para discutir a causa do inadimplemento terá seu nome excluído dos bancos de dados até que a ação transite em julgado.


    Em defesa da iniciativa, Botelho diz que seu propósito é impedir a inscrição em bancos de dados do consumidor inadimplente até que se discuta judicialmente o débito que dele se exige. O senador considera também necessário excluir esse consumidor do cadastro de inadimplentes assim que ele promova a competente ação para contestar essa dívida.


    De acordo com Botelho, os órgãos de proteção ao crédito têm por finalidade informar ao comércio e aos bancos os nomes dos consumidores inadimplentes para a devida avaliação do risco de crédito. Mas, em sua opinião, quando o nome do consumidor consta desses cadastros, ele já tem sua reputação maculada perante os bancos e o comércio.


    O senador também diz que, nessas situações em que a dívida de consumo é questionada judicialmente, o consumidor fica impropriamente impedido de realizar transações bancárias e comerciais, podendo com isso sofrer danos morais e materiais. Com esse projeto, o senador entende que contribuirá para aprimorar o Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90) e corrigir distorções da legislação em vigor. (Agência Senado, 20 de setembro de 2006)


     

  • Projeto impõe garantia mínima de seis meses a veículo novo

    A Câmara analisa o Projeto de Lei 7205/06, do deputado Elimar Máximo Damasceno (Prona-SP), que obriga as montadoras e importadoras de veículos a conceder garantia mínima de seis meses para carros novos, no valor integral pago pelo usuário. Pela proposta, a garantia deve ser equivalente a um seguro total do veículo ao primeiro comprador.

    O objetivo é proteger o consumidor em caso de defeito de fábrica e outros imprevistos.

    A Câmara analisa o Projeto de Lei 7205/06, do deputado Elimar Máximo Damasceno (Prona-SP), que obriga as montadoras e importadoras de veículos a conceder garantia mínima de seis meses para carros novos, no valor integral pago pelo usuário. Pela proposta, a garantia deve ser equivalente a um seguro total do veículo ao primeiro comprador.

    O objetivo é proteger o consumidor em caso de defeito de fábrica e outros imprevistos. “Há casos de defeitos que não podem ser corrigidos pela assistência técnica, o que deixa o comprador desamparado”, explica Damasceno.

    Segundo o projeto, no caso de defeito de fábrica ou problema técnico não solucionado pela assistência autorizada, o consumidor passa a ter direito automático a outro veículo de igual valor ou devolução integral do montante pago. A medida, no entanto, não se aplica aos casos de acidente com perda total do veículo.

    O projeto altera o Código de Defesa do Consumidor (Lei 8078/90), a fim de incluir a nova exigência no elenco dos direitos do consumidor.


    Tramitação

    O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; de Defesa do Consumidor; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. (Agência Câmara, 19 de setembro de 2006)

  • Investimentos em infra-estrutura serão maiores em 2007

    A proposta da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2007, encaminhada ao Congresso em agosto, sinaliza uma intenção do Poder Executivo de investir mais em infra-estrutura no próximo ano. O projeto prevê investimentos de cerca de R$ 5,3 bilhões no setor.

    A proposta da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2007, encaminhada ao Congresso em agosto, sinaliza uma intenção do Poder Executivo de investir mais em infra-estrutura no próximo ano. O projeto prevê investimentos de cerca de R$ 5,3 bilhões no setor. O valor traz um aumento de quase 30% em relação à proposta de 2006, que destinou R$ 4,1 bilhões para a infra-estrutura.

    Relator da proposta orçamentária de 2006, o deputado Carlito Merss (PT-SC) ressalta que o investimento em infra-estrutura é essencial para que a economia brasileira alcance em 2007 o crescimento de 4,75% previsto pelo governo. “Não é nenhum número absurdo. Acho até que o Brasil precisaria crescer acima disso, na faixa de 6%, 7%, mas as condições da infra-estrutura, principalmente, impossibilitam isso.”


    Acréscimo

    Embora a proposta orçamentária de 2006 tenha destinado R$ 4,1 bilhões para a área, a lei aprovada pelo Congresso acrescentou R$ 1,8 bilhão a esse valor. Em geral, o governo já conta com esse aumento proposto pelos parlamentares.

    No projeto de lei orçamentária para 2007, o maior montante dos recursos se volta para o Ministério dos Transportes: R$ 6,3 bilhões. Em seguida, vem o Ministério de Ciência e Tecnologia, com R$ 3,3 bilhões. (Agência Câmara, 19 de setembro de 2006)


     


     

  • Com recuo de 0,13% em agosto, emprego tem 1ª- queda do ano

    No primeiro resultado negativo do ano, o nível de emprego na indústria paulista recuou 0,13% em agosto, na comparação com julho. Essa queda reflete o fechamento de 2.862 postos de trabalho, o pior resultado para meses de agosto desde 2003, quando o indicador – calculado pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) – registrou queda de 0,31%. Em agosto de 2005 a indústria paulista criou 1.346 vagas. Os setores que mais eliminaram vagas foram metalurgia (–0,51%), indústrias diversas (–1,43%) e material de transportes (–0,34%).

    No primeiro resultado negativo do ano, o nível de emprego na indústria paulista recuou 0,13% em agosto, na comparação com julho. Essa queda reflete o fechamento de 2.862 postos de trabalho, o pior resultado para meses de agosto desde 2003, quando o indicador – calculado pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) – registrou queda de 0,31%. Em agosto de 2005 a indústria paulista criou 1.346 vagas. Os setores que mais eliminaram vagas foram metalurgia (–0,51%), indústrias diversas (–1,43%) e material de transportes (–0,34%).


    Contudo, de janeiro a agosto o nível de emprego manteve-se 2,68% acima do verificado no mesmo período do ano passado e, no acumulado dos últimos 12 meses, ainda apresenta alta de 0,29%. “O crescimento (da economia) se dá em pequenos soluços e não inspira confiança para que os empresários aumentem as contratações”, enfatiza o diretor do departamento de economia do Ciesp, Boris Tabacof, para quem essa mesma insegurança deverá se reproduzir no início do próximo ano. “No debate eleitoral, não se está tratando de política econômica. Ninguém está percebendo quais são as idéias e propostas para construir, em cima da inflação vencida, o crescimento econômico. Vamos começar 2007 nesse clima de esperar o que vai acontecer”.


    Os números de agosto levaram o Ciesp a reduzir a previsão de crescimento do emprego industrial em São Paulo de 1% para um percentual entre 0,47% e 0,84% em 2006. No ano passado, o indicador registrou aumento de 0,64%.


    Na avaliação do economista-chefe do Ciesp, Carlos Cavalcanti, o recuo do emprego industrial é atípico para o período, mas já era esperado. Para ele, além da insegurança dos empresários, o fraco crescimento do mercado interno no segundo trimestre contribuiu para o resultado. Ele ressalta, porém, que o recuo de agosto não pode ser interpretado como uma tendência para o resto do ano, apostando que os meses de setembro e outubro serão melhores. Por conta do recuo em agosto, deve haver uma menor queda do emprego industrial nos dois últimos meses do ano – período em que tradicionalmente a indústria dispensa mão-de-obra devido ao fim da produção para as festas de fim de ano e ao término da safra de cana-de-açúcar – o que ajudaria o emprego a não fechar em queda em 2006.


     

  • Faturamento do varejo teve alta de 1,6% em julho

    Impulsionado pelo crescimento das vendas dos setores de loja de departamentos, concessionárias de veículos e combustíveis e lubrificantes, o faturamento do comércio varejista no município do Rio de Janeiro registrou alta de 1,6% em julho deste ano, na comparação com julho de 2005. Para o Instituto Fecomércio-RJ, o resultado indica o início do processo de recuperação do comércio, frente a resultados negativos no primeiro semestre. No acumulado do ano, o faturamento teve variação de 1%. Os resultados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) foram divulgados ontem.

    Impulsionado pelo crescimento das vendas dos setores de loja de departamentos, concessionárias de veículos e combustíveis e lubrificantes, o faturamento do comércio varejista no município do Rio de Janeiro registrou alta de 1,6% em julho deste ano, na comparação com julho de 2005. Para o Instituto Fecomércio-RJ, o resultado indica o início do processo de recuperação do comércio, frente a resultados negativos no primeiro semestre. No acumulado do ano, o faturamento teve variação de 1%. Os resultados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) foram divulgados ontem.


    “O aumento do crédito pessoal e consignado, da massa salarial e a redução da inflação, que permite ganho real no salário, também contribuíram para o resultado positivo de julho. Para o segundo semestre, deve haver aumento da propensão ao consumo e da expectativa de compra de produtos duráveis”, avalia o economista do Instituto Fecomércio, João Carlos Gomes.


    O grupo combustíveis e lubrificantes teve o melhor desempenho, passando de uma variação negativa de 4,5% para 2,5% em julho deste ano. A alta foi estimulada pelo aumento das vendas de álcool, que, apesar de mais caro que no ano passado, ainda é atrativo para o consumidor.


    O segundo maior crescimento foi registrado pelo grupo comércio automotivo, que teve aumento de faturamento de 3,6%. O principal responsável pelo resultado foi o subgrupo concessionárias de veículos, que cresceu 5,6% em julho deste ano, principalmente pela mudança do perfil do consumidor. “Com o aumento do crédito, as pessoas passaram a consumir bens de maior valor agregado, como carros”, explica João Carlos Gomes.


    Magazines e bens duráveis crescem 2,5%

    O subgrupo lojas e departamentos, do grupo de bens duráveis, também teve desempenho positivo, com crescimento de 2,5% do faturamento. O resultado, apesar de bem abaixo da variação de 6,5% registrada em julho de 2005, foi considerado positivo, já que a base de comparação anterior era muito elevada. Para a Fecomércio, o aumento da massa salarial e das compras com cartão de crédito contribuíram para o crescimento das vendas do setor.

    As vendas do grupo bens não-duráveis tiveram aumento de 2,3% em relação a julho de 2005, principalmente pelo resultado do setor de supermercados e hipermercados. Apesar de apresentar crescimento inferior ao de julho de 2005, quando houve aumento de 5,2%, o setor ainda registrou variação positiva de 2,6%, ajudando a contrabalançar os efeitos negativos do subgrupo Outros Produtos Alimentícios, que teve redução de 2,0% em julho deste ano. O maior resultado negativo foi no grupo bens semi-duráveis, cujas vendas caíram 3,1% ante aumento de 2,3% em julho de 2005.

  • Vendas no varejo recuam pelo segundo mês, diz IBGE

    As vendas do comércio varejista recuaram 0,45% em julho, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Trata-se da segunda queda seguida em relação ao mês anterior.


    A análise de longo prazo confirma os sinais de desaceleração. Na comparação com igual mês de 2005, a expansão foi de 2,30%, o menor crescimento do ano e o pior resultado para um mês de julho desde 2003.


    Segundo o IBGE, o resultado indica que a capacidade de endividamento das famílias está próxima do limite.

    As vendas do comércio varejista recuaram 0,45% em julho, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Trata-se da segunda queda seguida em relação ao mês anterior.


    A análise de longo prazo confirma os sinais de desaceleração. Na comparação com igual mês de 2005, a expansão foi de 2,30%, o menor crescimento do ano e o pior resultado para um mês de julho desde 2003.


    Segundo o IBGE, o resultado indica que a capacidade de endividamento das famílias está próxima do limite. O crédito foi o principal fator de expansão do comércio nos últimos dois anos, com destaque para as vendas de móveis e eletrodomésticos. Em julho, as vendas desses produtos caíram 2,65%.


    O movimento de queda nas vendas foi quase generalizado. As vendas de supermercados e hipermercados caíram 0,61%. Nem mesmo a queda nos preços de alguns alimentos, devido à inflação baixa, foi capaz de elevar as vendas em volume.

    As vendas de combustíveis e lubrificantes caíram 0,44% devido aos preços elevados. Foi a sétima queda consecutiva na comparação com o mês anterior. As vendas de veículos, motos, partes e peças foram a única exceção na série com ajuste sazonal, com alta de 8,23% em relação a junho.


    A atividade de tecidos, vestuário e calçados teve queda de 0,72% nas vendas. Segundo o IBGE, o resultado está relacionado ao fim das liquidações e ao início das vendas da coleção primavera.


    Alta de 5% no ano


    Para Carlos Thadeu de Freitas, economista da CNC (Confederação Nacional do Comércio), o crescimento do setor deverá ser liderado nos próximos meses pelas vendas de bens não-duráveis, como alimentos.


    “O terceiro trimestre deve continuar fraco, mas a inflação baixa, o Natal e o 13º salário devem aquecer as vendas no fim do ano, especialmente de não-duráveis. O comércio deve fechar 2006 com alta de 5%.”


    Na avaliação de Freitas, o arrefecimento das vendas está relacionado às taxas elevadas cobradas pelos bancos na concessão de empréstimos. “Quem está endividado sofre com o custo do empréstimo.”


    Na avaliação de Maurício Moura, economista-chefe da consultoria Gouvêa de Souza & MD, a inadimplência em alta, o aumento do desemprego e a queda da renda real do trabalhador foram fundamentais para o desaquecimento do setor.


    Em julho,a renda do trabalhador caiu pela primeira vez no ano, de acordo com dados da Pesquisa Mensal de Emprego, do IBGE. “Os indicadores econômicos disponíveis indicam para agosto um cenário de manutenção da conjuntura atual de estagnação e baixo crescimento das vendas reais”, disse.


    Segundo o Instituto para Desenvolvimento do Varejo, os resultados indicam que já começam a regredir os segmentos do comércio que mais prontamente reagem ao estímulo das variações de renda real da população e de disponibilidade ou custo do crédito. “Sinais de que a política econômica tem espaço para maior ousadia no sentido de reaquecer a economia.”

  • Aumento real do mínimo reduz desigualdade, afirma economista

    A política de elevação real do poder de compra do salário mínimo precisa ser mantida nos próximos anos para que a trajetória de queda na desigualdade social brasileira continue. A opinião é do economista Antônio Prado, chefe da representação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em Brasília. Na semana passada ele publicou estudo sustentando que o salário mínimo é um instrumento eficiente de combate à pobreza e à desigualdade.

    A política de elevação real do poder de compra do salário mínimo precisa ser mantida nos próximos anos para que a trajetória de queda na desigualdade social brasileira continue. A opinião é do economista Antônio Prado, chefe da representação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em Brasília. Na semana passada ele publicou estudo sustentando que o salário mínimo é um instrumento eficiente de combate à pobreza e à desigualdade.


    Na avaliação de Prado, os dados da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílio (Pnad), divulgados na sexta-feira, que mostraram que em 2005 a desigualdade continuou caindo, reforçam sua tese. Os números da Pnad 2005 não haviam sido levados em conta no estudo publicado na semana passada porque o material foi concluído antes da pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


    Embora reconheça a dificuldade causada pelas restrições fiscais do País, Prado avalia que o combate à desigualdade deve ser prioritário na condução da política econômica e na distribuição dos recursos orçamentários. Na avaliação do economista, para os próximos anos deveriam ser feitos reajustes que combinassem pelo menos a inflação mais a variação do PIB per capita, que foi aproximadamente a regra de reajuste no período pós-estabilização.


    “A prioridade é reduzir a desigualdade e o salário mínimo como instrumento para isso está funcionando. Vai se interromper esse processo agora?”, argumenta, referindo-se aos analistas que defendem a interrupção de alta real do salário mínimo. Sobre o problema da elevação nos gastos públicos, Prado avalia que outras despesas devem ser cortadas para manter a trajetória de elevação no salário mínimo. “A gente gasta muito com serviço da dívida. É mais razoável reduzir o juro real para liberar recursos para financiar as políticas sociais”, disse.

    Caminho

    Esses aumentos no salário mínimo, na opinião de Prado, deveriam ocorrer até que ele alcance um patamar que consolide de forma sustentável a redução na desigualdade. “Não sei qual é esse valor ideal do salário mínimo que consolida a desigualdade em níveis mais baixos, só sei que hoje ele ainda está abaixo. Ainda temos um caminho para avançar.”

    Segundo o economista, desde a estabilização da economia brasileira a desigualdade vem caindo. Tal processo se acelerou nos últimos três anos com os aumentos mais pronunciados do piso salarial. Os dados da Pnad mostram que o Índice de Gini, que mede o grau de concentração da renda, recuou de 0,563 em 2002 para 0,544 em 2005. Prado destaca que essa aceleração também é explicada pelo fato de a inflação ter atingido valores muito baixos historicamente. O valor da cesta básica, por exemplo, caiu 2,83% desde 2003.

    O binômio salário mínimo em alta e inflação baixa repercutiu também, conforme Prado, na redução significativa no índice de indigência nos anos de 2004 e 2005. Dados da Pnad elaborados pelo consultor do Ipea, Antônio Ibarra, mostram que o total de indigentes no Brasil passou de 11,5% ao final de 2003 – ano em que este indicador havia subido – para 7,4% em 2005. O índice de pobreza, por sua vez, na mesma comparação, passou de 26,7% para 22% da população total.

    22% dos inadimplentes recebem de R$ 350 a R$ 700

    Levantamento da Telecheque revelou que 22% do total de inadimplentes têm renda entre R$ 350 e R$ 700. A faixa de renda seguinte – que vai de R$ 700 a R$ 1.050 – representa 21% dos inadimplentes, de acordo com a pesquisa divulgada ontem pela empresa de concessão de crédito ao varejo e que entrevistou 988 consumidores inadimplentes entre agosto e setembro.

    Com relação à ocupação, a pesquisa mostrou que 43% estão empregados em empresas privadas e que os profissionais autônomos representam 23% do total dos inadimplentes. Segundo a Telecheque, para 42% dos pesquisados, a inadimplência é conseqüência de descontrole financeiro, seguido por empréstimo do nome para terceiros, apontado como motivo por 13%, e desemprego, citado por 10%.

    De acordo com o estudo, 76% das compras que geraram inadimplência variaram entre R$ 50 a R$ 399 e 63% foram feitas para pagamento à vista. Os segmentos que sofreram maior impacto da inadimplência foram os supermercados (28%), confecções (20%) e postos de combustível (12%).

    “O processo de “bancarização” da população brasileira fez grandes progressos nos últimos anos, principalmente devido à concorrência acirrada entre as instituições financeiras, que descobriram nos brasileiros com renda mais baixa um público a ser explorado e melhor aproveitado como seus clientes”, avaliou a Telecheque.