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  • Projeto amplia profissões para microempreendedor individual

    O Projeto de Lei Complementar PLP 229/19 determina que, com exceção das atividades de grau de risco elevado, qualquer profissão poderá ser registrada como microempreendedor individual (MEI). O texto tramita na Câmara dos Deputados.

    Atualmente, uma resolução do Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN) detalha as atividades que podem ser enquadradas como MEI. Autor da proposta, o deputado Lucas Gonzalez (Novo-MG) defende que essa categoria empresarial tenha uma abrangência maior. Ele lembra que o Brasil tem cerca de 8,1 milhões de microempreendedores formalizados.

    “Os números revelam o enorme potencial de geração de emprego e renda das modalidades empresárias mais simples do País”, disse. “É imprescindível criar um cenário propício para o empreendedor, livre de burocracias desnecessárias, que apenas tornam o processo de crescimento mais moroso.”

    Para reduzir os custos de formalização do MEI, o projeto estabelece que as operações de abertura, inscrição, registro, alvará, licença e baixa, entre outras, deverão ser realizadas, preferencialmente, em modo eletrônico. Além disso, os municípios poderão criar um sistema simplificado para emissão de nota fiscal do MEI.

    Criado pelo Estatuto da Micro e Pequena Empresa, o microempreendedor individual é o pequeno empresário individual que exerce as atividades de industrialização, comercialização e prestação de serviços no âmbito rural, e que tem faturamento anual de até R$ 81 mil.

    Tramitação

    O projeto será avaliado pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois seguirá para o Plenário da Câmara.

     

    Fonte: Agência Câmara

  • CAE analisa fim de ICMS para trânsito de produtos entre empresas de mesmo dono

    Um dos projetos de lei em análise na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) acaba com a cobrança de ICMS sobre transferências de mercadorias entre estabelecimentos de um mesmo titular. Esse entendimento já existe entre tribunais superiores. O projeto (PLS 332/2018) é de autoria do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB–PE). 

    Fonte: Agência Senado

  • Intenção de consumo das famílias tem melhor janeiro desde 2015

    22/01/2020

    De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) chegou a 97,1 pontos em janeiro de 2020, alcançando seu melhor resultado para um mês de janeiro desde 2015. Em relação ao mesmo período de 2019, houve crescimento de 1,2%. Mesmo com a alta, o indicador ainda permanece abaixo do nível de satisfação (100 pontos), patamar que ocupa desde abril de 2015, quando mediu 102,9 pontos.

    Com o ajuste sazonal, o ICF apresentou uma retração mensal de 0,3%. Apesar de ser a segunda consecutiva na série dessazonalizada, a queda foi menos intensa do que a registrada em dezembro de 2019 (-0,8%). De acordo com o presidente da CNC, José Roberto Tadros, os números mostram que os consumidores estão cautelosos com seus gastos no curto prazo, mas representam um cenário mais otimista no longo prazo, além de serem um indicativo de que a economia brasileira deve ter um 2020 melhor que 2019. “Os resultados estão alinhados com uma melhora da percepção econômica, já sinalizada pelo aumento da confiança dos empresários do comércio, que também teve seu melhor janeiro em anos. Os indicadores medidos neste primeiro mês traduzem uma recuperação gradual, impulsionados pela inflação baixa e redução nas taxas de juros”, afirma.

    Crédito

    O item Acesso ao Crédito apresentou aumento mensal de 0,3%, após queda de 1,2% em dezembro. O indicador atingiu 91,7 pontos, o maior nível desde maio de 2015. Na comparação anual, o crescimento foi de 5,6%. A melhora na percepção das famílias em relação ao mercado de crédito também pode ser constatada pela redução da quantidade de brasileiros que acredita que comprar a prazo está mais difícil: 39%, contra 39,7% em dezembro último e 40,5% em janeiro de 2019.

    Na esteira do crédito, a situação para aquisição de Bens Duráveis também se apresentou mais propícia. A parcela de brasileiros que avaliou o momento como positivo para comprar este tipo de bem atingiu 34,6%, o maior percentual desde abril de 2015 e acima tanto dos 32,7%, observados no mês anterior, quanto dos 32% aferidos em janeiro passado. Dos sete componentes do ICF, este foi o item que apresentou as maiores variações positivas em ambas as bases de comparação – mensal (+3,3%) e anual (+7,4%) –, chegando ao melhor patamar desde abril de 2015: 77,5 pontos.

    Renda

    Outro destaque foi o indicador Renda Atual, que apresentou crescimento de 3,8% em relação ao mesmo mês do ano passado, chegando a 112,7 pontos e alcançando o maior nível desde maio de 2015. Este item, bem como Emprego Atual, registrou retração no comparativo mensal. Segundo Catarina Carneiro da Silva, economista da CNC responsável pelo estudo, tais quedas podem ser explicadas pelo fato de janeiro ser um mês no qual uma parte dos contratos de empregos temporários é encerrada: “Normalmente, também há uma redução de renda neste período, visto que os funcionários não sentem os efeitos do benefício do décimo terceiro e da disponibilidade do saque do FGTS, como em dezembro. Além, claro, dos gastos sazonais no início do ano, como IPTU, IPVA e matrículas escolares”.

  • Exposição internacional gera oportunidades na República Dominicana

    21/01/2020

    A Expo Multisetorial HUB Santo Domingo 2020, plataforma expositora de abrangência internacional que reúne anualmente os principais setores comerciais e produtivos da República Dominicana, será realizada de 17 a 19 de março, no hotel El Embajador, na capital do país. É a chance de participação em um evento que gera oportunidades de negócios e intercâmbio comercial na segunda maior economia da região do Caribe e América Central.

    Com o apoio do Ministério das Relações Exteriores dominicano, essa edição deverá contar com mais de 200 empresas locais e internacionais. Inovação Tecnológica, Energia, Construção Civil, Manufatura e Indústria, Beleza, Agricultura e Agroindústria são alguns dos principais setores representados.

    O conceito inovador de exposição comercial, o HUB, sob o formato business to business (B2B), aproxima empresas de diversos portes e origens, em espaço para exposição seus produtos e serviços. A programação também conta com rodadas de negócios, palestras, workshops, apresentação de novas tendências e lançamentos de produtos, de modo que os compradores internacionais possam trocar contatos e fazer novos negócios.

    Para programação, inscrições e informações adicionais acesse o site do evento ou contate a Embaixada da República Dominicana no Brasil – Seção Comercial: embaixada@republicadominicana.org.br

  • Fecomércio-PE pede apoio do governo pernambucano para o comércio em 2020

    21/01/2020

    No dia 20 de janeiro, o presidente do Sistema Fecomércio-Sesc-Senac-PE, Bernardo Peixoto, esteve no Palácio do Campo das Princesas, em Recife, acompanhado de uma comitiva de representantes de entidades comerciais do Estado de Pernambuco, para apresentar ao governador Paulo Câmara os pleitos dos empresários do comércio para o ano de 2020.

    O governador ouviu as demandas dos representantes do setor, e o encontro tratou com mais ênfase dos assuntos considerados emergenciais, como segurança pública, investimentos em abastecimento de água e saneamento, geração de empregos e recuperação de equipamentos e estradas públicas. “Temos muita coisa a fazer e já vamos começar por uma agenda de trabalho com o segmento para o primeiro trimestre e priorizar as questões levantadas aqui pelo setor “, afirmou Paulo Câmara.

    A reunião foi articulada pelo secretário estadual do Trabalho, Emprego e Qualificação, Alberes Lopes, e contou também com a presença do secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Bruno Schwambach.

    O presidente da Fecomércio-PE comentou queuma agenda de trabalho será criada com o governo para o ano de 2020. “Vamos criar uma agenda de incentivo ao segmento do comércio de bens, serviços e turismo, com o objetivo de gerar emprego e renda para o Estado e desenvolver a classe comercial de Pernambuco, que precisa de apoio do poder público para continuar crescendo”, enfatizou Bernardo Peixoto.

    Participantes do Sistema Comércio de Pernambuco

    Do Sistema Fecomércio-Sesc-Senac-PE, participaram da reunião o 1º vice-presidente, Frederico Leal; o 3º vice-presidente, Milton Tavares de Melo; o vice-presidente para o Comércio Armazenador, Manoel Santos; o diretor para Assuntos de Relações do Trabalho, José Carlos de Santana; e o diretor para Assuntos de Desenvolvimento Comercial, Eduardo Melo Catão. Também estiveram presentes representantes de entidades de classe de Caruaru, Toritama e Timbaúba. 

  • Boletim Informativo Diário (BID) 010/2020

    DESTAQUES:

    Sancionada lei dispondo sobre as relações financeiras entre a União e o Banco Central do Brasil

    Divulgado o valor médio da renda mensal do total de benefícios pagos pelo INSS para o mês de abril de 2019

    Sancionada lei do Estado do Rio de Janeiro que modifica a norma dispondo sobre a proibição de cobrança por uso de banheiro instalado em shopping centers, centros comercias, galerias, supermercados e quaisquer outros estabelecimentos coletivos voltados para o comércio de modo geral

    DESTAQUES:
    •    Homologado o Regimento Interno do Conselho Nacional do Trabalho, composto, entre outros, por conselheiros representantes da bancada dos empregadores, indicados pelas seis confederações empresariais com registro ativo no Cadastro Nacional de Entidades Sindicais – CNES com maior número de sindicatos filiados.
    •    Sancionada Lei que estima a receita e fixa a despesa da União para o exercício financeiro de 2020.

  • Carta Mensal – 773

    Resultado de trabalho do mais alto teor cultural e profissional, que expressa o pensamento de brasileiros ilustres – técnicos, professores, diplomatas, economistas, sociólogos, juristas e empresários – sobre os problemas econômicos, sociais e políticos, resultando numa obra notável de esclarecimento, que representa importante e desinteressada contribuição do comércio brasileiro à cultura do País.

     

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  • Proposta eleva limite para acesso ao microcrédito produtivo orientado

    O Projeto de Lei 5873/19 eleva para R$ 500 mil o limite de faturamento bruto anual para enquadramento no Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO), linha de crédito que fornece empréstimos de baixo valor a pequenos empreendedores sem acesso ao sistema financeiro tradicional. A proposta tramita na Câmara dos Deputados.

    O PNMPO foi criado pela Lei 13.636/18, que fixou em R$ 200 mil o limite de faturamento para acesso ao programa. Em novembro, entrou em vigor a Medida Provisória 905/19, que subiu o valor para R$ 360 mil, o mesmo para enquadramento como microempresa.

    Para o deputado Kim Kataguiri (DEM-SP), a ampliação do valor-limite para R$ 500 mil deverá elevar o universo de pequenos empresários que poderão tomar empréstimos do PNMPO. Segundo ele, existe uma demanda reprimida no País por linhas de crédito baratas para microempreendimentos.

    “A experiência vivida desde a criação do PNPMO mostra que pequenas mudanças na legislação que rege este instrumento de crédito, se implementadas, tornariam o programa mais ágil e eficiente, o que permitiria ampliar o seu alcance, incluindo um maior número de beneficiários e direcionando maior volume de recursos”, disse.

    O projeto promove ainda outras mudanças no PNMPO: inclui as Empresas Simples de Crédito (ESCs) entre as instituições autorizadas a operar ou participar do PNMPO; autoriza as instituições a oferecerem microsseguros e serviços de adquirência (conexão às bandeiras que processam operações com cartão de crédito/débito); e estabelece que o profissional que atua em operações de microcrédito produtivo orientado não estará sujeito ao controle de jornada.

    Tramitação

    O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania.

    Fonte: Agência Câmara

     

  • Novo Código Comercial deve ser votado em comissão no primeiro semestre

    O Novo Código Comercial pode ser aprovado na comissão temporária ainda no primeiro semestre de 2020. Essa é a expectativa da relatora do Projeto de Lei do Senado (PLS) 487/2013, senadora Soraya Thronicke (PSL-MS). Em entrevista à Agência Senado, Soraya afirmou que ainda não há uma agenda de audiências públicas na Comissão Temporária para a Reforma do Código Comercial (CTRCC), mas elas poderão ocorrer.

    — Novas audiências públicas poderão acontecer, sim. Legislação empresarial é um tema que sempre merece o melhor debate.

    De acordo com a senadora, o Novo Código Comercial deverá ser simplificado. Liberdade, boa-fé e simplificação das relações serão as características do novo texto, segundo a relatora.

    — A perspectiva global do novo texto é a simplificação. Estou batalhando junto aos demais senadores da comissão especial para aprovar um texto fluido, observando a experiência dos países mais desenvolvidos, que simplificam e respeitam a atividade empresarial. Por isso, o texto contemplará a liberdade, a boa-fé e a simplificação das relações — disse.

    O presidente da comissão temporária que analisa o projeto, senador Angelo Coronel (PSD-BA), afirmou à Agência Senado que os membros do colegiado vão se debruçar no primeiro semestre para se aprofundarem sobre o assunto. A intenção é elaborar um código que atenda aos interesses dos empresários e comerciantes.

    — Evidentemente, quando você atende o comércio, você atende também o povo, a sociedade como um todo. Não temos pressa. Temos que estudar. Não queremos fazer um código só regido por acadêmicos, mas um código também onde os empresários falem. Porque os empresários são os atores principais. São os empresários que geram emprego, que geram renda, que levam comida para o povo brasileiro — afirmou o senador.

    Segundo Coronel, ainda há vários assuntos para ser discutidos, especialmente a segurança jurídica. O presidente da comissão disse que quer ouvir todos os senadores, especialmente os que são empresários.

    — Nós temos que ter um código que dê segurança jurídica ao comércio brasileiro. Este vai ser o legado dessa comissão que eu presido. E vamos também nos reunir com todos os senadores. Porque os senadores que compõem essa comissão têm de ser ouvidos, são senadores empresários, que têm know-how, que têm noção, e que sabem muito bem quais são as necessidades da empresa, da indústria e do comércio — ressaltou.

    Até o momento, a CTRCC realizou apenas uma audiência pública, no dia 5 de novembro de 2019. Nela, especialistas do direito divergiram sobre a necessidade de um novo Código Comercial, mas concordaram sobre a necessidade de modernizar as normas existentes.

    Uma parte dos expositores considera importante ter um novo Código Comercial para que o setor tenha mais segurança jurídica e uma força simbólica que atraia investimentos e iniciativas. Outra parte acredita que o custo de transição será muito alto e que seria melhor criar leis independentes e melhorar normas para os problemas específicos do setor. Os que defendem a renovação do código, no entanto, também pensam que ele não deve ser muito amplo e extenso.

    Histórico

    O Brasil teve seu primeiro e único Código Comercial criado durante o reinado do imperador Dom Pedro II, em 1850, depois de 15 anos de tramitação na Assembleia Geral 9 (Lei 556, de 1850). Ele foi baseado nos códigos de comércio de Portugal, França e Espanha. Mas, atualmente, esse código vale apenas para o direito comercial marítimo, pois, em 2002, o novo Código Civil (Lei 10.406, de 2002) trouxe matéria comercial em seu conteúdo, revogando a primeira parte do Código Comercial.

    Desde 2011, na Câmara, e desde 2013, no Senado, tramitam projetos de lei para instituir um novo Código Comercial no Brasil. De acordo com o presidente do Conselho de Direito da Fecomércio-SP e ex-professor de Direito Constitucional, Ives Gandra Martins, em artigo escrito para o Estadão, o tempo de tramitação não é excessivo, pois está na média de duração para projetos de codificação.

    No Senado, a comissão de 19 juristas que elaborou o anteprojeto foi instituída pelo então presidente, senador Renan Calheiros (MDB-AL), em maio de 2013. Ao final de seis meses, a comissão concluiu seus trabalhos e apresentou um texto com 1.102 artigos, contendo “o que há de mais moderno no mundo” em questão comercial, como disseram à época.

    O anteprojeto se transformou no PLS 487/2013, apresentado por Renan, e em 2014 foi composta a primeira comissão temporária para analisar o projeto. No entanto, apenas no final de 2017 a comissão composta, já com outros membros, apresentou um plano de trabalho. O relator era o ex-senador Pedro Chaves e, em 2018, foram realizadas 14 audiências públicas sobre o tema. Em novembro, Chaves apresentou seu relatório, que foi aprovado e enviado ao Plenário. No entanto, o Plenário do Senado não conseguiu aprová-lo antes do encerramento da legislatura. Por isso, nova comissão temporária foi criada em setembro de 2019 e o projeto, devolvido a ela.

    Inovações

    O projeto traz inovações como a figura do empresário individual, que poderá se inscrever no Registro Público por meio eletrônico. Ele deverá exercer a atividade em regime fiduciário: no caso de falência, o patrimônio pessoal não poderá ser usado para pagar dívidas da atividade empresarial. O texto trata de temas como concorrência desleal, concorrência parasitária, comércio eletrônico, tipos de sociedade, registro contábil, processo empresarial, falência, operações societárias, contratos empresariais e comércio marítimo.

    Na instalação da nova comissão temporária no ano passado, Soraya elogiou o trabalho feito em 2018, mas afirmou que o código comercial precisa ser revisto mais uma vez e reestruturado dentro de um liberalismo econômico. Segundo a parlamentar, os mecanismos de proteção criados por governos anteriores dificultam a geração de empregos.

    A comissão é composta de nove membros titulares. Além de Angelo Coronel e Soraya Thronicke, estão os senadores Eduardo Gomes (MDB-TO), Vanderlan Cardoso (PP-GO), Antonio Anastasia (PSDB-MG), Acir Gurgacz (PDT-RO), Telmário Mota (Pros-RR), Wellington Fagundes (PL-MT) e Oriovisto Guimarães (Podemos-PR).

    Fonte: Agência Senado

  • Estatuto da Segurança Privada deve avançar no Senado neste ano

    Depois de mais de dois anos parado no Senado, o Estatuto da Segurança Privada (PLS 135/2010) deve avançar em 2020. Os senadores precisam avaliar as mudanças sugeridas pela Câmara (SCD 6/2016) sobre o texto. A próxima etapa é na Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC).

    A versão original do projeto apenas estabelece um piso salarial nacional para a categoria dos vigilantes, e foi aprovada pelo Senado em 2012. Na passagem pela Câmara, porém, o texto ganhou mais abrangência e passou a tratar de temas como atuação das empresas de segurança, regras para formação de profissionais e uso de armas e outros equipamentos controlados.

    O substitutivo da Câmara precisa passar por quatro comissões. Por enquanto ele tem apenas o aval da Comissão de Assuntos Sociais (CAS), que aprovou a maior parte das mudanças em 2017. Depois disso, o projeto, do então senador Marcelo Crivella, ficou paralisado até o fim de 2019, quando enfim recebeu o relatório para votação na CTFC.

    Transporte de valores

    Uma polêmica que circunda o Estatuto é a atuação de bancos no mercado de transporte de valores. Um dos dispositivos do projeto proíbe que instituições financeiras tenham participação no capital de empresas de segurança privada. O assunto foi debatido pela CTFC numa audiência pública em novembro.

    O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), relator do substitutivo na CTFC, optou por remover a proibição. Ele argumenta que essa regra reduziria as possibilidades de concorrência e prejudicaria os consumidores. Para ele, o resultado prático da medida seria “promover um oligopólio”.

    “Não há no projeto qualquer justificativa plausível para essa medida de limitação da concorrência. Não há qualquer incompatibilidade econômica ou social no fato de as instituições financeiras serem proprietárias de empresas de segurança privada”, escreve o senador em seu relatório.

    Randolfe já havia tentado retirar esse dispositivo do substitutivo na sua passagem pela CAS, mas a iniciativa foi derrotada.

    Outra mudança promovida pelo senador foi sobre a regra de capital social mínimo que as empresas de segurança privada precisam comprovar antes de obterem autorização para operar. Na versão da Câmara, esse capital deveria ser comprovado em cada estado onde a empresa desejasse atuar. Randolfe também considerou que essa norma prejudicaria a ampla concorrência, e removeu a parte que se referia a cada estado, estabelecendo uma única verificação de capital mínimo.

    O SCD 6/2016 já pode ser incluído na pauta da CTFC. A comissão já sinalizou que a proposta será uma das primeiras tarefas do ano. Depois dela, as comissões de Direitos Humanos (CDH) e de Constituição e Justiça (CCJ) também deverão se manifestar.

    A palavra final sobre as intervenções da Câmara será do Plenário. Como o projeto se iniciou no Senado, não há necessidade de remetê-lo novamente para os deputados, e o texto final já poderá seguir para a sanção presidencial.

    Fonte: Agência Senado