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  • Boletim Informativo Diário (BID) 224/2019

    DESTAQUES:

    Sancionada lei dispondo sobre as relações financeiras entre a União e o Banco Central do Brasil

    Divulgado o valor médio da renda mensal do total de benefícios pagos pelo INSS para o mês de abril de 2019

    Sancionada lei do Estado do Rio de Janeiro que modifica a norma dispondo sobre a proibição de cobrança por uso de banheiro instalado em shopping centers, centros comercias, galerias, supermercados e quaisquer outros estabelecimentos coletivos voltados para o comércio de modo geral

    DESTAQUES:
    •    Publicada a proposta orçamentária para o exercício de 2020 da CNC.
    •    FNHRBS cancela o Edital de Convocação do Conselho de Representantes da Entidade, que ocorreria no próximo dia 16 de dezembro de 2019.
    •    Convocação do Sindicato das Empresas de Asseio e Conservação do Estado de Minas Gerais para a Assembleia Geral Extraordinária de Alteração Estatutária que será realizada no dia 14 de janeiro de 2020.
    •    Definida em 4,50% ao ano, a meta para a Taxa Selic, a partir de 12 de dezembro de 2019.
    •    Aprovado o regimento interno do Conselho Municipal do Trabalho, Emprego e Renda do Rio de Janeiro, composto, entre outros, por representantes da Fecomércio-RJ.

  • Revista CNC Notícias – Sistema integrado e atuante

    Ânimo renovado

    O número 224 da revista CNC Notícias ficará marcado por duas boas razões: ele coincide com o fim do primeiro ano de gestão da atual Diretoria da Confederação, liderada pelo presidente José Roberto Tadros; e apresenta o novo projeto gráfico da publicação, mais moderno e funcional.

    A matéria de capa mostra que a nova Diretoria da CNC buscou, desde novembro do ano passado, cumprir da melhor forma os objetivos traçados, sempre com o propósito de trabalhar de forma integrada na valorização e no fortalecimento das entidades do comércio de bens, serviços e turismo.

    A agenda de atuação de cada integrante da Diretoria representou um reforço a mais na construção de um Sistema CNC-Sesc-Senac mais forte, presente, unido, participativo e influente.

    Nos encontros com o presidente da República, Jair Bolsonaro, com o vice-presidente, Hamilton Mourão, com o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, ou com o da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, entre outros importantes nomes da cena brasileira, a pauta principal sempre foi o Brasil e o Sistema Comércio.

    Um sistema que está presente no dia a dia da população brasileira, como tem sido mostrado pela campanha Trabalho que Valoriza o Brasil, que tem mobilizado os estados em apoio ao trabalho realizado há mais de sete décadas pela CNC, pelo Sesc e pelo Senac.

    Quanto ao novo projeto gráfico da revista, é também uma forma de renovar o entusiasmo e a confiança diante do trabalho realizado todos os dias, em cada canto deste imenso país.

    Que esse espaço informativo possa estar sempre à altura das realizações do Sistema, refletindo a qualidade e a excelência de uma atuação que ajuda o Brasil a ser maior.

    Boa leitura!

  • Congresso pode votar proposta orçamentária na terça-feira

    O Congresso Nacional pode votar na terça-feira (17) a proposta orçamentária para 2020 (PLN 22/19). A sessão está marcada para as 14h30. Antes, às 11 horas, a Comissão Mista de Orçamento (CMO) votará o texto.

    A análise dos relatórios setoriais sobre a proposta orçamentária foi concluída na última quarta-feira (11). Agora, os textos aprovados serão analisados pelo relator-geral do Orçamento, deputado Domingos Neto (PSD-CE).

    O parecer preliminar apresentado pelo relator atualizou parâmetros que serviram para as projeções de receitas e despesas e também incorporou efeitos de propostas encaminhadas ou aprovadas após o envio do texto original do Orçamento.

    A versão do Poder Executivo indica que o salário mínimo passará dos atuais R$ 998 para cerca de R$ 1.031 em janeiro, abaixo do valor inicialmente previsto (R$ 1.039). Segundo cálculos da equipe econômica, para 2020, cada R$ 1 a mais no salário mínimo eleva as despesas da União em cerca de R$ 320 milhões.

    Em 2020, a meta fiscal para o resultado primário do governo central — Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central — corresponderá a um deficit de R$ 124,1 bilhões. Desde 2014, as contas públicas estão no vermelho: descontado o pagamento dos juros da dívida, as despesas vêm superando as receitas ano a ano.

    Créditos

    Na mesma sessão, o Congresso pode votar projeto que libera crédito suplementar de R$ 561,6 milhões para vários órgãos do Executivo (PLN 33/19).

    De acordo com o texto, o Ministério da Educação vai receber cerca de R$ 255 milhões. A área de infraestrutura da educação básica será beneficiada com a maior parte desse valor: R$ 245 milhões. Outros R$ 900 mil vão para a manutenção de universidades públicas no estado de São Paulo.

    Para o Ministério da Justiça e Segurança Pública, serão destinados R$ 85 milhões. Já a Presidência da República receberá R$ 5,3 milhões, valor a ser direcionado para a segurança institucional do presidente e do vice-presidente da República e seus familiares, além de outras autoridades.

    Fonte Agência Câmara

  • Rejeitado parcelamento de dívida de microempresa que oferece cursos extracurriculares

    A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados rejeitou na terça-feira (10/12) projeto que estende o parcelamento dos débitos tributários e previdenciários previsto na Lei 11.345/06 às micro e pequenas empresas (MPEs) que oferecem cursos livres. A lei criou a loteria Timemania e permitiu a renegociação de dívidas dos clubes de futebol com o governo.

    O Projeto de Lei 3575/08, do ex-deputado e atual senador Izalci Lucas (PSDB-DF), foi relatado pelo deputado Fernando Monteiro (PP-PE), que recomendou a rejeição.

    Por ter sido foi rejeitada na única comissão de mérito, a proposta será arquivada. A menos que haja recurso para votação do texto no Plenário da Câmara.

    Motivos
    São considerados cursos livres todos aqueles que estão fora dos conteúdos curriculares oferecidos pelo ensino regular, como de línguas estrangeiras, artes, cursos técnicos e gerenciais, academias de dança e de esportes.

    O relator alegou, entre outros motivos, que desde a apresentação do projeto, em 2008, o Congresso Nacional já aprovou várias leis prevendo renegociações de dívidas tributárias e previdenciárias, como o Refis da Crise (Lei 11.941/09) e o Programa Especial de Regularização Tributária (Pert), este previsto na Lei 13.496/17.

    “As modalidades de parcelamento já instituídas atendem plenamente a necessidade dessas empresas [MPEs] para regularizar seus débitos ficais”, disse Monteiro. “Não vemos necessidade, portanto, de criar novo benefício.”

    O relator também pediu a rejeição dos dois projetos que tramitam apensados e tratam do mesmo assunto (PLs 5025/09 e 5473/09).

    Fonte Agência Câmara

  • CCJ admite PEC que prevê transferência de parte de contribuições sociais para municípios

    A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, na terça-feira (10/12), a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição 48/15, que transfere 23,5% do produto da arrecadação da Cofins e da CSLL aos municípios e ao Distrito Federal para aplicação em ações e serviços de saúde.

    A proposta, do ex-deputado Alfredo Kaefer, recebeu parecer pela aprovação do relator na CCJ, deputado Luizão Goulart (Republicanos-PR).

    Apesar de a análise na CCJ ser restrita aos aspectos constitucionais da PEC, Luizão Goulart concordou com a justificativa de Kaefer de que os municípios brasileiros passam por uma situação “calamitosa” em razão da inadequada repartição das receitas tributárias entre os entes da Federação.

    “É imprescindível uma maior partilha por parte da União nos resultados de suas arrecadações, promovendo uma parceria saudável e visando ao crescimento social de todo o País”, defendeu o relator.

    Tramitação
    A PEC será analisada por uma comissão especial a ser criada, antes de ser votada em dois turnos pelo Plenário da Câmara.

    Fonte Agência Câmara

  • CJ aprova novas regras para distribuição de gorjetas; empregador poderá reter parte

    A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou na terça-feira (10/12) proposta que dá nova regulamentação para a distribuição das gorjetas. A versão arovada, elaborada pelo relator, deputado Gilson Marques (Novo-SC), aproveita a parte da Medida Provisória 905/19 que trata do assunto.

    Recentemente publicada e chamada pelo governo de Contrato de Trabalho Verde e Amarelo, a MP alterou diversos pontos da legislação trabalhista.

    Segundo o texto aprovado na comissão, as empresas poderão reter parte do valor das gorjetas lançado na nota fiscal para custear encargos sociais, previdenciários e trabalhistas. O percentual de retenção será de até 20% para as empresas inscritas em regime de tributação federal diferenciado, e até 33% para as demais. O valor remanescente será integralmente revertido aos empregados.

    O projeto original (PL 7443/10), oriundo do Senado, torna crime a apropriação de gorjeta pelo empregador. O relator da proposta optou por descartar essa parte por considerar a criminalização inadequada. “A questão pode ser resolvida no próprio âmbito trabalhista”, disse Marques.

    Ele apresentou um substitutivo que reúne sete projetos que tramitam apensados ao principal.

    Mudanças
    O substitutivo altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Além da possibilidade de retenção de parte das gorjetas, pelo empregador, a proposta aprovada prevê o seguinte:

    – os valores dados pelo cliente a título de gorjeta não se incorporam ao contrato de trabalho e não constituem base de incidência de encargo trabalhista ou previdenciário;

    – a gorjeta também não constitui receita própria dos empregadores;

    – os valores serão distribuídos entre os empregados segundo critérios definidos em convenção ou acordo coletivo de trabalho, ou assembleia geral dos trabalhadores do estabelecimento;

    – as empresas deverão anotar na carteira de trabalho dos empregados o salário fixo e a média dos valores das gorjetas referente aos últimos 12 meses;

    – para empresas com mais de 60 empregados, será constituída comissão de empregados, mediante previsão em convenção ou acordo coletivo de trabalho, para acompanhamento e fiscalização da regularidade da cobrança e distribuição da gorjeta; e

    – a distribuição das gorjetas fora das regras sujeitará o empregador a pagamento de multa aos trabalhadores. A multa tomará por base a média diária de gorjetas recebidas pelo empregado, multiplicada pelos dias de atraso, sendo que o valor total será limitado ao piso da categoria. O valor será triplicado caso o empregador seja reincidente.

    Tramitação
    O projeto e os seus apensados serão analisados agora pelo Plenário da Câmara.

    Fonte Agência Câmara

  • CNC estima aumento real de 5,2% nas vendas do Natal

    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revisou de +4,8% para +5,2% a expectativa de crescimento do volume de vendas de Natal de 2019. Se confirmada a projeção, o setor vai registrar o maior avanço real das vendas natalinas desde 2012 (+5,0%), aproximando-se do nível de vendas registrado antes da recessão. O Natal é a principal data comemorativa do varejo brasileiro, devendo movimentar R$ 36,3 bilhões neste ano. O nível recorde de vendas ocorreu em 2014, quando o setor registrou movimentação financeira de R$ 36,5 bilhões.

    “Essa expectativa mais favorável se deve a uma combinação particular de fatores indutores do consumo no curto prazo, neste fim de ano, tais como o atual patamar historicamente baixo da inflação, a ampliação dos prazos na concessão de crédito às pessoas físicas e a maior injeção de recursos extraordinários disponíveis para consumo após a antecipação do calendário de liberação de saques das contas do FGTS”, analisa o economista da CNC Fabio Bentes.

    Entre os segmentos do varejo, os principais destaques em relação à movimentação financeira total neste ano, pela ordem, deverão ser: hiper e supermercados (R$ 13,1 bilhões); lojas de vestuário (R$ 9 bilhões); e estabelecimentos de artigos de uso pessoal e doméstico (R$ 5,8 bilhões). Juntos, esses três ramos do varejo deverão faturar R$ 77 de cada R$ 100 gastos no Natal.

    Regionalmente, os Estados de São Paulo (R$ 10,6 bilhões), Rio de Janeiro (R$ 3,5 bilhões), Minas Gerais (R$ 3,3 bilhões) e Rio Grande do Sul (R$ 2,8 bilhões) concentrarão mais da metade da movimentação financeira prevista.

    Preços

    Os impactos da recente alta do dólar sobre os preços dos produtos mais demandados nesta época do ano deverão ser limitados ao efeito indireto decorrente dos reajustes de itens com preços administrados, como combustíveis.

    “A razão para o baixo grau de rapasse reside no comportamento da própria taxa de câmbio durante o período de formação de preços relacionados às compras de Natal, entre julho e setembro de 2019, quando o dólar esteve cotado, em média, a R$ 3,97, enquanto no ano passado o valor era de R$ 3,95”, esclarece Bentes.

    A cesta composta por 214 bens ou bens e serviços mais consumidos nesta época do ano mostra que os preços medidos pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) apresentam aumento médio de 2,2% nos 12 meses encerrados em novembro, o que representa a segunda menor variação da última década.

    Aparelhos telefônicos (-3,2%), bolsas (-3,1%) e aparelhos de TV, som e equipamentos de informática (-2,9%) se encontram mais baratos do que há um ano. Por outro lado, passagens aéreas (+14,2%), perfumes (+7,3%) e produtos para a pele (+7,2%) acusam variações significativamente maiores do que a taxa de inflação dos últimos 12 meses.

    Vagas

    A CNC também revisou para cima, de 91,4 mil para 91,6 mil, a previsão de contratação de trabalhadores formais para o Natal deste ano. Os destaques na oferta de vagas continuam sendo os segmentos de vestuário e calçados (62,8 mil vagas), os hiper e supermercados (12,5 mil) e as lojas de artigos de uso pessoal e domésticos (10,7 mil).

    As vagas ofertadas em São Paulo (23,3 mil), Minas Gerais (9,2 mil), Rio de Janeiro (9,1 mil) e Rio Grande do Sul (7,7 mil) vão corresponder a mais da metade (53,7%) do total de postos de trabalho temporário a serem criados no Natal de 2019.

    Com a recuperação gradual da atividade econômica neste fim de ano e a expectativa de um cenário positivo quanto às condições de consumo no início de 2020, a taxa de absorção dos trabalhadores temporários deverá voltar a crescer pelo quarto ano seguido. A previsão da CNC é que 26,4% dos trabalhadores contratados de forma temporária sejam efetivados após o Natal de 2019. Embora esse percentual ainda seja menor do que a média de 30% efetivados até 2014, é bem superior aos menos de 15% de efetivados, em média, nos anos de 2015 e 2016.

  • Fecomércio-MG realiza a última edição do Encontro Segs em 2019

    13/12/2019

    As novas metodologias e técnicas para efetivação das vendas foram alguns dos temas que nortearam a última edição do encontro do Sistema de Excelência em Gestão Sindical (Segs) Ciclo 2019. O evento, realizado no dia 6 de dezembro, reuniu representantes de sindicatos e colaboradores da Fecomércio-MG, que participaram do treinamento com foco no atendimento, estratégias de vendas e fidelização dos clientes.

    A multiplicadora do Segs na Federação, Nayara Alves, avalia positivamente os encontros do ciclo 2019, que promoveram uma intensa troca de experiências e muito aprendizado. “Encerramos os encontros, que neste ano contou com a parceria do Fecomércio em Conexão, com chave de ouro. As capacitações focaram em ações para potencializar o trabalho dos sindicatos e ainda valorizar os serviços prestados, tornando-os autossustentáveis, por meio dos produtos e serviços ofertados pela Federação e Sindicatos”, explica.

    A palestra “Vendas – Motivação e Relacionamento” abriu o evento e foi ministrada pelo consultor em vendas, sócio da Bellatur transportes e co-fundador do canal de humor corporativo o “Além do café”, Rodrigo Morart, que apresentou os principais pontos, conceitos e dicas para ter sucesso nas relações com os clientes.

    No decorrer da apresentação, Morart destacou a importância de se transformar em um super vendedor e assim conquistar cada vez mais os clientes. “É preciso sair da zona de conforto e ir além do que se espera, a fim de cativar e fidelizar o consumidor. Observe, estude e se aperfeiçoe sempre. São dicas simples, mas que fazem muita diferença na efetivação das vendas,” ressaltou.

    Durante a tarde, os representantes de sindicatos participaram dos treinamentos ligados ao Processo Pós-CCT (Convenção Coletiva do Trabalho) e sobre o sistema Mercurius. A analista de relacionamento da Federação, Aline Grazielle, aproveitou o momento e apresentou os produtos e serviços oferecidos pela Fecomércio-MG.

    Para 2020, Nayara explica que a proposta da CNC é retomar as avaliações nos sindicatos e federações, por meio do ciclo PDCA (Plan do check act) onde se avalia, atua e realiza o plano de melhorias e implanta as práticas, a fim de potencializar as ações realizadas pelas entidades sindicais. Tornando, assim, o sindicalismo mais inovador, atuante e forte. E para isso, os encontros terão temas diversificados, a fim de garantir que os sindicatos possam aplicar na sua realidade, todo o aprendizado adquirido no Segs.

    Sobre o Segs

    Criado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o Segs visa incentivar a excelência na gestão de federações e sindicatos, capacitando líderes e executivos sindicais para que tenham uma atuação mais eficaz em favor dos interesses de seus representados.

    O programa se estrutura em seis eixos: atuação legislativa, relações sindicais, representação, produtos e serviços, atuação gerencial e comunicação institucional. Ele preconiza a autoavaliação e o compromisso com a busca por melhorias constantes.

  • Fecomércio-MG debate impactos da tecnologia nas relações de trabalho

    13/12/2019

    O auditório da Fecomércio MG recebeu, no dia 5 de dezembro, mais uma edição do Seminário do Direito do Trabalho, que reuniu um time de especialistas que discutiram, entre outros temas, como a tecnologia e a inovação estão modificando as relações do trabalho. Em sua 11° edição, o evento promoveu uma intensa troca de experiências e discussões a cerca da quebra de paradigmas ligados as relações do trabalho e como é preciso se modernizar para estar alinhando as novas metodologias.

    A abertura do encontro foi feita pela presidente interina da Fecomércio MG, Maria Luiza Maia Oliveira, que destacou a proposta do seminário em debater as mudanças e as evoluções que a tecnologia impõe diariamente. E ressaltou o comprometimento da Federação em promover eventos de interesse da sociedade e do empresariado mineiro.

    Pela manhã, a palestra inaugural foi conduzida pelo consultor e ex-senador, Jorge Viana, que reforçou a importância da mudança de comportamento sobre as atuais relações do trabalho. Segundo Jorge Viana, o modelo analógico praticado no país precisa ser revisto para que possamos entrar em uma nova era, como a da internet das coisas. “A revolução digital que estamos vivendo é definitiva na vida das pessoas e nas organizações. Observamos que hoje, o que está em risco não é o trabalho, e sim, as profissões, que já passaram por diversas transformações. Por isso, é preciso se adaptar para acompanhar as tendências previstas para esse novo cenário”, analisa Viana.

    Atenção às mudanças

    Em seguida, o advogado Fernando Abdala, reforçou a necessidade da modernização das relações do trabalho. Segundo Abdala, o grande desafio é construir novas categorias jurídicas, que se adequem a essa realidade e, assim, consigam transformar as relações existentes. “Por tanto, é preciso atenção à essas mudanças que são essenciais para a modernização do trabalho e das relações entre empregado e empregador,” explicou o advogado.

    No início da tarde, os especialistas da área jurídica da Fecomércio MG, Dr. Thiago Magalhães e Dr. Rodrigo Ribeiro abordaram os impactos da Lei de Liberdade Econômica e a MP 905/2019 nas relações do trabalho. A palestra destacou que a Lei de Liberdade Econômica visa garantir o dinamismo das atividades econômicas, por meio da desburocratização e estímulo, permitindo assim uma maior maleabilidade para economia.

    Unicidade sindical

    Outro assunto de destaque foi debate sobre a unicidade/unidade e pluralidade sindical e os reflexos no ambiente empresarial e do trabalho. Conduzido pela chefe da Divisão Sindical da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Patrícia Duque, pela gerente executiva e de relações do trabalho na Confederação Nacional da Indústria (CNI), Sylvia Lorena, pelo advogado e professor universitário, Adriano Jannuzi, e mediação da assessora jurídica da Presidência da Fecomércio MG, Tacianny Mayara Machado, o painel apresentou o cenário atual no Brasil com relação a proposta de reforma da sindical, que prevê a criação da pluralidade. Os palestrantes discutiram ainda sobre modernização do modelo trabalhista e sindical, a liberdade sindical, além dos possíveis cenários e impactos que podem ser gerados com novo modelo.

    Resolução de conflitos

    Segundo Patrícia Duque, as relações de trabalho estão mudando rapidamente e o Brasil precisa acompanhar a tendência global. Ela ressaltou que é necessário promover mudanças, principalmente nos mecanismos de resolução de conflitos. Porém, com a pluralidade haverá a criação de vários sindicatos, o que não é bom para o trabalhador que está em busca de estabilidade. “Acreditamos que o melhor caminho é modificar a alta regulação, manter o sistema confederativo, promover o fortalecimento da unicidade e o empoderamento dos sindicatos”, reitera.

    Por fim, a palestra magna de encerramento foi ministrada por Aloysio Silva Corrêa da Veiga, ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e pelo Dr. Paulo Roberto Sifuentes, que apresentaram o tema “Análise da Reforma Trabalhista na perspectiva do Tribunal Superior do Trabalho”. A palestra destacou os desafios do movimento sindical e as ferramentas essenciais para empresas e trabalhadores, como a convenção coletiva de trabalho, que é um instrumento indispensável para negociações.

    O ministro explanou sobre a necessidade de adoção de medidas para modernização das relações do trabalho e reforçou a importância do papel da negociação coletiva. “O instrumento é um modelo de atuação marcado por uma estrutura autônoma e, que, pode ser considerado como um dos preceitos de maior exercício do regime democrático da cidadania. Mas é necessário que as forças sejam iguais, para que se possa discutir e exercer os direitos de todos. As negociações coletivas precisam partir de um pressuposto que envolve lealdade, boa-fé e solidariedade,” finalizou.

  • Intenção de gastos com o Natal é maior este ano

    13/12/2019

    O mês de dezembro traz perspectivas positivas para o comércio de São Luís. Isso é o que mostra a Pesquisa de Intenção de Consumo para o Natal 2019, realizada pela Fecomércio-MA. De acordo com o estudo, a média de intenção de gastos do consumidor ludovicense cresceu 6,5% em relação ao Natal do ano passado.

    Com isso, o valor médio dos gastos foi calculado em R$ 328,00, representando uma aceleração acima da inflação dos últimos 12 meses, que foi de +2,5%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

    Para a Fecomércio-MA, a explicação desse aumento da intenção de gastos está baseada no processo de recuperação do mercado de trabalho. “Nos primeiros 10 meses do ano, a capital maranhense alcançou um saldo positivo de 6.598 empregos formais com carteira assinada. Com mais empregos, as famílias conseguem um aumento de renda que justifica esse resultado”, avalia o presidente da Federação do Comércio, José Arteiro da Silva.

    Segundo o levantamento, formam o perfil do consumidor ludovicense mais propenso aos gastos este ano as mulheres (R$ 344,00), pessoas com mais de 36 anos (R$ 407,00), com ensino superior completo (R$ 503,00) e renda familiar mensal acima de seis salários mínimos (R$ 815,00).

    Intenção de compras

    O estudo da Fecomércio-MA mostra que metade dos consumidores de São Luís (50,5%) tem a intenção de comprar pelo menos um produto para presentear no Natal deste ano. Já 64,1% dos consumidores têm a intenção de gastar também com a comemoração da data.

    Entre os produtos com maior intenção de consumo estão os artigos de vestuário e acessórios (60,6%), brinquedos (33,8%), itens de perfumaria e cosméticos (28,0%), sapatos e bolsas (26,4%) e joias (19,5%).

    A pesquisa aponta, ainda, os locais em que os consumidores pretendem realizar as compras natalinas. A maioria dos ludovicenses (61,1%) preferem as lojas de shopping, que mantiveram a liderança desde o ano passado.

    Em segundo lugar, aparecem as lojas de rua e bairros com 33,6% das escolhas dos consumidores. Esses estabelecimentos descentralizados ganharam destaque desde o ano passado, quando foi iniciado um processo de reforma na área do Centro de São Luís. Mesmo com o fim das obras, a Rua Grande se manteve somente na terceira posição, com 29,4% da preferência. Aparecem ainda, nas escolhas dos consumidores, os supermercados (22,1%), a internet (10,1%), os catálogos (6,6%), as lojas na área do Centro Histórico (4,3%) e o comércio informal ou ambulante (2,2%).

    “O comércio da Rua Grande dobrou na intenção de consumo este ano se comparado com o ano passado, quando o índice era de apenas 15,2%. Isso mostra que o consumidor ludovicense vai retornando ao hábito de frequentar o Centro de São Luís, que foi totalmente requalificado e entregue à população”, ressalta o presidente José Arteiro da Silva.

    Pagamento

    Além da média total dos gastos calculada em R$ 328,00, a pesquisa também avaliou o gasto médio do consumidor por presente, uma vez que 52,4% dos ludovicenses que vão às compras afirmaram que deverão adquirir apenas um produto, 28,0% indicaram que deverão comprar dois produtos, 13,0% demonstraram a preferência de até três produtos, e 6,6% disseram que devem adquirir quatro ou mais produtos para presentear. Com isso, o valor médio por presente ficou estabelecido em R$ 112,00.

    Em relação à forma de pagamento, o cartão de crédito obteve 53,9% das escolhas, seguido da compra à vista com dinheiro em espécie (47,8%) e à vista com cartão de débito (25,2%). Com o cartão de crédito liderando a preferência este ano, a Fecomércio-MA avalia a necessidade de o consumidor planejar o uso dessa modalidade de pagamento. “Metade dos consumidores vai lançar mão do uso do cartão de crédito, visando ao parcelamento das compras. Com um índice de inadimplência que atinge, atualmente, 30,1% das famílias de São Luís, torna-se fundamental que o ludovicense planeje com cuidado o seu orçamento familiar para evitar começar o ano de 2020 nessa situação de inadimplência”, enfatiza José Arteiro, presidente da Federação.