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  • Comissão rejeita medida Medida provisória Provisória que desobriga publicação de balanços em jornais

    A comissão mista que analisa a Medida Provisória (MP) nº 892/2019, que dispensa a publicação de balanços de grandes empresas nos jornais impressos, rejeitou nesta terça-feira (12), por 13 votos a cinco, o relatório da senadora Soraya Thronicke (PLS-MS). A matéria altera a Lei das Sociedades por Ações para permitir que empresas de sociedades anônimas, abertas ou fechadas, divulguem seus balanços e demais documentos de publicação obrigatória apenas nos sites da Comissão de Valores Mobiliários (CMV), da própria empresa e da bolsa de valores onde suas ações são negociadas.

    Na tentativa de flexibilizar a matéria, a relatora ainda acatou emenda apresentada pelo senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) para retomar a necessidade de publicação dos atos e demonstrações financeiras, na forma resumida, em jornal de grande circulação editado na localidade sede da companhia, com divulgação simultânea da íntegra dos documentos no site do mesmo jornal na internet. Parlamentares da base do governo apontaram a redução de custos como uma das justificativas para a MP, que desobriga as empresas de pagar pela divulgação dos balanços e demais documentos.

    “Só nos últimos cinco anos, dez empresas públicas gastaram R$ 50 milhões. Então a urgência está na economia”, disse Soraya.

    Perdas aos jornais

    Ao desobrigar a publicação em veículos impressos, a mudança reduz custo para as empresas, mas causa perdas aos jornais, que deixam de vender o espaço em suas páginas.

    “Hoje temos um grupo de empresários que estão ‘mordidos’ com isso, porque vão perder uma ‘boquinha’”, afirmou o deputado David Soares (DEM-SP).

    O deputado Alessandro Molon (PSB-RJ) observou que “nenhuma empresa está proibida de publicar balanço na internet”, ao considerar que a MP é “desnecessária e inconstitucional”.

    “Se o governo quer propor o fim da exigência para a publicação de balanços, que o faça por meio de um projeto de lei e não através de medida provisória, que já entra com força de lei, atropelando esse Parlamento, retirando dele a possibilidade de legislar durante o prazo de vigência da MP”, disse.

    Ataque à democracia

    Rejeitado o relatório de Soraya Thronicke, a comissão mista aprovou o parecer da senadora Rose de Freitas (Podemos-ES), pela inconstitucionalidade e pela rejeição da Medida Provisória. Senadores e deputados contrários à MP atribuíram a medida à “briga” entre o presidente Jair Bolsonaro e alguns veículos de comunicação, classificando a medida como um “ataque à democracia”.

    “Quando o presidente se pronunciou dizendo que esse era um instrumento que poderia amanhã esvaziar a imprensa, isso é um demérito para essa matéria”, ressaltou Rose de Freitas, para quem o documento eletrônico pode também abrir espaço para fraudes.

    “Essa matéria tem pouco a ver com tecnologia ou recursos, mas tem a ver com a democracia, com a disputa de Jair Bolsonaro com os órgãos de imprensa. O que ele pretendeu fazer ali foi estrangular os jornais. É matéria que, de fundo, quer atacar a liberdade de imprensa”, avaliou o deputado Paulo Teixeira (PT-SP).

    Fonte Agência Câmara

  • Especialistas defendem políticas para redução de lixo hospitalar

    Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 20% do lixo hospitalar gerado no Brasil é considerado perigoso, composto por contaminantes, químicos e perfurocortantes. Para avaliar o descarte desses materiais, a Comissão de Meio Ambiente da Câmara realizou audiência pública com representantes do setor.

    O diretor-presidente da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), Carlos Roberto Filho, afirmou que as regras ambientais precisam ser respeitadas, pois do contrário os lixões serão liberados de maneira descontrolada. Ele ressaltou a importância da reciclagem dos resíduos.

    “O ponto de partida da Política Nacional de Resíduos Sólidos para qualquer resíduo gerado no País é a segregação. Então nós temos no momento da geração a segregação do que é resíduo, que é aquele material que tem potencial de aproveitamento, recuperação, reciclagem e tratamento, do que é rejeito, aquele que não tem essa possibilidade”, disse.

    Municípios
    Para o representante da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Marcelo Cavalcante, é necessário promover a substituição de materiais e de processos por alternativas de menor risco, como consta na Resolução 358 do Conselho Nacional do Meio Ambiente. Ele também considera a necessidade de ação integrada entre os órgãos federais, estaduais e municipais de meio ambiente, com o objetivo de regulamentar o gerenciamento dos resíduos de serviços de saúde.

    “Existem municípios em que a vigilância sanitária fiscaliza, que exigem o licenciamento sanitário de empresas de tratamento, mas não existe uma obrigatoriedade em norma federal. Se o código sanitário do município permitir e tiver, ele fiscaliza, mas a parte de tratamento e disposição final é, no geral, quase 100% do órgão de meio ambiente local”, observou.

    Reutilização
    A representante da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, Sandra Satiko, afirmou que o setor está incentivando políticas para reduzir os resíduos e ampliar a compostagem e reutilização.

    Autor do pedido para a realização do debate, o deputado Carlos Gomes (Republicanos-RS) disse que é essencial a separação do lixo hospitalar, porque os riscos sanitários são altíssimos e o material é extremamente tóxico.

    “É possível, sim, reduzir o custo com um plano bem feito, aumentando o índice de reaproveitamento e destinando esse material não contaminado para a reciclagem”, disse.

    O parlamentar frisou também a necessidade de incluir as cooperativas no gerenciamento dos resíduos produzidos pelos serviços de saúde, pois, na sua avaliação, isso pode reduzir, inclusive, custos.

    Fonte Agência Câmara

  • Projeto fixa horários para entrada e saída de hóspedes em hotéis

    O Projeto de Lei nº 5252/19 determina que a diária de hotéis e pousadas terá que ser iniciada às 12h30 do dia da entrada e encerrada ao meio-dia da data de saída. O texto, que altera a Lei Geral do Turismo (Lei nº 11.771/08), tramita na Câmara dos Deputados.

    Atualmente, a lei não especifica os horários de entrada e saída dos hóspedes, que ficam a critério dos hotéis. A autora do projeto, deputada Edna Henrique (PSDB-PB), afirma que estes costumam deixar uma janela de duas ou três horas entre a saída de um hóspede e a entrada de outro. O período é usado para higienização dos quartos. Isso faz com que a diária, fixada na lei em 24 horas, fique, na prática, abaixo disso.

    “Sancionou-se a prática de, no último dia da estada, o hóspede ser cobrado por 24 horas de uso da unidade, mas só usufruir, efetivamente, de 21 ou 22 horas dos serviços”, disse Edna Henrique. “A lei deve adotar um meio-termo, em que se assegure um intervalo entre duas ocupações para preparação e limpeza dos quartos e, ao mesmo tempo, se aumente o tempo de uso no último dia da permanência no hotel.”

    Tramitação

    O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Defesa do Consumidor; Turismo; e Constituição e Justiça e de Cidadania.

    Fonte Agência Câmara

  • Finanças rejeita desconto tributário para empresas do ramo vegano

    A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados rejeitou projeto do deputado Célio Studart (PV-CE), o Projeto de Lei (PL) nº 2556/19, que concede às empresas que atuam no ramo vegano 25% de desconto nos tributos federais que incidem sobre produtos e serviços.

    A rejeição do PL foi pedida pelo relator da proposta, deputado Luis Miranda (DEM-DF). Ele argumentou haver incompatibilidade e inadequação financeira e orçamentária da matéria, pois o texto afetaria a arrecadação federal.

    A legislação federal exige das propostas legislativas que criam ou alteram receita pública a demonstração da estimativa do impacto na arrecadação, o que não acontece no caso do PL nº 2556/19.

    Pelas regras da Câmara dos Deputados, a rejeição por incompatibilidade e inadequação orçamentárias implica no arquivamento da proposta, a menos que haja recurso ao Plenário da Câmara para manter a tramitação.

    O veganismo consiste na eliminação de toda e qualquer forma de utilização de animais na alimentação, vestuário, composição de produtos, trabalho, entretenimento e comércio em geral.

    Fonte Agência Câmara

  • Aprovado pelo Senado, projeto que amplia combate ao tabagismo vai à Câmara

    O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (12), em votação simbólica, o Projeto de Lei do Senado (PLS) nº 769/2015, que amplia medidas de combate ao tabagismo. De autoria do senador José Serra (PSDB-SP), a proposta foi relatada pela senadora Leila Barros (PSB-DF) e segue agora para análise da Câmara dos Deputados.

    Serra comemorou a medida como crucial para a saúde da população.

    — Hoje o Senado dá uma mensagem clara de que a saúde dos brasileiros é prioridade — afirmou o senador.

    Leila elogiou Serra pelo “trabalho incansável” contra o tabagismo há décadas, lembrando que 30% dos brasileiros fumavam nos anos 1980, enquanto hoje apenas 10% da população fumam, graças às restrições à propaganda de cigarro.

    — Mas existe uma campanha, uma política ferrenha da indústria do tabagismo, que tenta assediar de forma insistente, com vários artifícios, a juventude do nosso País, e a gente tem que estar o tempo todo em alerta. Eu acho que o maior papel dentro desse Parlamento é estarmos sempre alertas de modo que não tenhamos retrocessos dentro dessa política — disse a senadora.

    Os senadores Eduardo Braga (MDB-AM), Rogério Carvalho (PT-SE), Eduardo Girão (Podemos-CE) e Humberto Costa (PT-PE) elogiaram o projeto e o empenho do autor e da relatora, dizendo que a proposta ajudará a reduzir o número de fumantes no País.

    Braga afirmou que há seis milhões de mortes por ano no mundo relacionadas ao tabagismo.

    — O que o Senado da República está votando no dia de hoje, ao aumentar a restrição com relação a uma propaganda muitas vezes enganosa, que induz os jovens ao consumo inadequado do tabagismo, ao consumo inadequado do álcool, pode fazer a diferença entre a vida e a morte — disse Braga, relatando que fumou até ter um câncer de bexiga, decorrente do hábito, há 15 anos.

    O senador Luis Carlos Heinze (PP-RS), contrário ao projeto, afirmou que as 180 mil famílias que se sustentam com o plantio de fumo nos Estados de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul serão prejudicadas.

    — O que estão fazendo hoje com o cigarro, amanhã vão fazer com a cerveja e com o refrigerante — disse Heinze.

    O texto aprovado conta com várias medidas para desestimular o contato de crianças e adolescentes com o fumo. Entre as mudanças previstas no PLS, estão a proibição da exposição de produtos destinados ao fumo em pontos de venda; alterações nas embalagens de cigarros; a eliminação de substâncias que conferem sabor e aroma a esses produtos; e a punição para quem fumar em veículos com menores de 18 anos.

    O texto é polêmico e dividiu senadores com argumentos ligados à saúde dos usuários e à economia dos estados produtores de tabaco. Atualmente, a lei já proíbe a propaganda comercial de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos ou qualquer outro produto derivado ou não do tabaco. O projeto amplia esse conceito ao incluir na proibição a publicidade, a promoção e o patrocínio desses produtos.

    Outra inovação do texto é a proibição à exposição de cigarros nos pontos de venda. Para os defensores da medida, essa exposição muitas vezes é feita ao lado de produtos como balas e chicletes, para atrair crianças e adolescentes.

    O projeto proíbe, ainda, a importação e comercialização de produtos derivados do tabaco com substâncias sintéticas ou naturais destinadas a conferir, intensificar, modificar ou realçar o sabor ou aroma de cigarros, charutos, cigarrilhas e afins. O argumento também é o de que esse tipo de artifício atrai os jovens para o tabagismo. Fica igualmente proibido o uso de máquinas automáticas na comercialização de cigarros e derivados do fumo. De acordo com a relatora, o comércio por meio de máquinas facilita a aquisição do produto por vulneráveis.

    Embalagem genérica

    O texto original determinava a adoção de padrão gráfico único, com mensagens de advertência aos malefícios do consumo de produtos para o fumo, derivados ou não do tabaco. Para a relatora, a embalagem genérica, com a perda das respectivas marcas pelas empresas, fere a Constituição.

    De acordo com a versão aprovada, as embalagens terão um formato padrão, não único. Os espaços não ocupados com advertências e outras informações exigidas pelo poder público, ou seja, disponíveis para que o fabricante coloque sua marca, são 35% da face frontal e 35% da face superior. O espaço destinado a cláusulas e imagens de advertência permanece o mesmo: 100% da face posterior, 100% de uma das laterais e 30% da face frontal.

    Infração de trânsito

    A última inovação trazida pelo PLS nº 769/2015 é direcionada ao Código de Trânsito Brasileiro (Lei nº 9.503, de 1997). Qualifica-se como infração de trânsito conduzir veículo em que haja alguém fumando se houver passageiro menor de 18 anos. O delito será classificado como infração gravíssima, punido com multa.

    O projeto prevê que as medidas entrarão em vigor 90 dias após sua transformação em lei.

     

    Fonte Agência Senado

  • Sem quórum, conclusão da PEC Paralela da Previdência fica para a semana que vem

    Devido à falta de quórum no Plenário nesta terça-feira (12), e depois de ouvir apelos de vários senadores, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), decidiu adiar para a semana que vem a conclusão da votação da chamada PEC Paralela da Previdência – Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 133/2019.

    O texto-base da PEC Paralela foi aprovado em primeiro turno na semana passada, mas ficaram pendentes de votação quatro destaques de bancadas partidárias referentes a emendas rejeitadas pelo relator Tasso Jereissati (PSDB-CE).

    O texto-base foi aprovado com 56 votos a favor e 11 contra. O texto do relator altera pontos da reforma da Previdência (PEC nº 6/2019), aprovada pelo Senado em outubro e promulgada em sessão solene do Congresso Nacional nesta terça-feira (12).

    A principal mudança da PEC Paralela é a inclusão de estados e municípios no novo sistema de aposentadorias. Eles poderão adotar integralmente para os servidores públicos civis da União, por meio de lei ordinária, as mesmas regras aplicáveis ao regime próprio da Previdência Social.

    O texto estabelece regras diferentes para servidores da área de segurança pública e abre a possibilidade de criação do benefício universal infantil, aprofundando a Seguridade Social para as crianças, o que estava previsto na proposta inicial da reforma da Previdência. O benefício, que deverá ser criado posteriormente por lei, concentrará recursos nas famílias mais pobres e na primeira infância.

    Ficaram pendentes de votação quatro destaques de bancadas partidárias que propõem alterações no texto principal.

    O destaque do PT visa assegurar, no caso de aposentadoria por invalidez permanente, o valor de 100% da média de contribuições do segurado. A PEC nº 6/2019 garante o valor integral apenas em caso de acidente de trabalho ou doença profissional.

    A Rede apresentou destaque para incluir na reforma da Previdência regras de transição para o cálculo de benefícios de aposentadoria. O objetivo é estabelecer um processo progressivo para atenuar as perdas provocadas pela alteração no cálculo da média salarial.

    O destaque do PSDB visa garantir o chamado abono permanência para os servidores públicos que, antes da promulgação da PEC nº 6/2019, já tinham esse direito incorporado.

    O Pros, por sua vez, apresentou destaque para suprimir da reforma da Previdência a idade mínima para aposentadoria especial decorrente do exercício de atividade com efetiva exposição a agentes nocivos à saúde (como mineiros e operadores de raio-x).

    Depois de a votação em primeiro turno ser completada, antes de seguir para a apreciação da Câmara dos Deputados, a PEC Paralela ainda terá de ser confirmada pelo Plenário em votação em segundo turno.

    Fonte Agência Câmara

  • Especialistas apontam formas sustentáveis para a preservação do Pantanal

    Doze de novembro é o Dia do Pantanal. A data é comemorada desde 2015 para lembrar de Francisco Anselmo de Barros, ambientalista que ateou fogo ao próprio corpo para protestar contra as ameaças sofridas pelo bioma.

    De lá para cá, o Pantanal vem sofrendo com a ocupação desordenada de seu entorno. Atualmente, está ameaçado pela revogação do decreto que delimita as áreas de plantio de cana-de-açúcar.

    O presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados, deputado federal Rodrigo Agostinho (PSB-SP), que realizou seminário nesta terça-feira (12) para discutir o tema, destacou que a Câmara já discute uma proposta para reverter a revogação.

    “Foi um erro do governo revogar o decreto. A cana produz álcool, é um combustível limpo, mas a gente não quer ver a cana incentivando o desmatamento, incentivando o assoreamento dos rios do Pantanal”, disse o deputado.

    Assoreamento
    O coordenador do programa Cerrado Pantanal da ONG World Wide Fund for Nature (WWF), Júlio César Sampaio, afirmou que uma das principais preocupações atuais em torno do Pantanal diz respeito justamente à dinâmica de uso e de sua ocupação.

    “O caso emblemático do Pantanal é o rio Taquari, que foi totalmente assoreado em função do mau uso das suas cabeceiras. Todo o sedimento desceu para a planície pantaneira, então esse rio mudou a sua conformação, e terras que eram produtivas no passado, fazendas de pecuaristas, hoje estão completamente embaixo d’água. Então, além do impacto ambiental, do assoreamento do rio, a mudança nessa dinâmica também é um impacto econômico nas atividades que eram desenvolvidas ali”, disse.

    Turismo
    A gerente de Pesquisa e Meio Ambiente do Sesc Pantanal, Cristina Neves, destacou que o Sesc recebe anualmente 30 mil turistas, que movimentam a economia no Pantanal de forma sustentável. Mas ela alerta que esse turismo só é possível se houver preservação ambiental.

    “A proteção da biodiversidade é uma ação humana, é o uso dessa área, não é a proteção da natureza intocada. E são muitos os pantanais, acho que somos muitos os pantaneiros. Nós somos hoje aqui a voz daqueles que não têm voz”, disse.

    Incêndios
    O coordenador estadual do Mato Grosso do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (PrevFogo), Márcio Yule, destacou que a brigada apagou dois incêndios por dia em 2019, e 99% deles foram causados por mãos humanas.

    Segundo dados do PrevFogo, com a estiagem prolongada deste ano, somente no mês de outubro 518 mil e 800 hectares do Pantanal pegaram fogo, destruindo a flora e matando os animais da região.

    Fonte Agência Câmara

  • Seminário na CNC debate futuro do setor de óleo e gás no Brasil

    12/11/2019

    A arrecadação do setor de petróleo e gás poderá chegar a R$ 300 bilhões ao final da próxima década, segundo estimativa do diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Decio Oddone. A estimativa foi apresentada no encontro “E Agora Brasil? Megaleilão do pré-sal e seus impactos na economia brasileira”, realizado pelos jornais O Globo e Valor Econômico, na sede da Confederação Nacional de Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) – patrocinadora do evento –, no Rio de Janeiro. O encontro contou também com a participação da presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), Clarissa Lins.

    “A mudança de patamar da indústria de petróleo do Brasil nas próximas décadas está contratada”, disse Oddone. No ano passado, por exemplo, a arrecadação do setor totalizou R$ 54 bilhões, o que significa que o valor poderá aumentar mais de cinco vezes nos próximos anos.

    Novos postos de trabalho

    O presidente da CNC, José Roberto Tadros, comemorou as projeções otimistas da ANP e do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) e explicou que a geração de novas vagas no mercado de trabalho é uma das mais importantes perspectivas do segmento de óleo e gás nos próximos anos.  “A certeza de que logo vão se criar, através do pré-sal, quase 500 mil empregos, num país com 12 milhões de desempregados, é música para os nossos ouvidos. A CNC apoia esse evento porque os temas são sempre palpitantes e atuais”, disse.

    O diretor da CNC e presidente da Fecomércio-RJ, Antonio Florencio de Queiroz Junior, ressaltou a importância da realização do encontro para esclarecimento da sociedade e de investidores sobre os rumos do setor de óleo e gás no País. “A CNC, ao apoiar eventos como esse, busca atuar de forma firme e segura e fornecer informações importantes para as decisões de investimento no nosso país”, afirmou. 

    A presidente do IBP, Clarissa Lins, disse que, para que o Brasil aproveite todas as oportunidades de investimentos, será preciso simplificar as regras para o setor, inclusive dos leilões de petróleo. “Os entulhos regulatórios são fator de incerteza quando se discute investimentos no Brasil”, afirmou.

    Futuro do setor

    Para Clarissa Lins, o cenário é de um aumento na demanda por petróleo nos próximos 20 anos, iniciando, a partir do final das próximas duas décadas, uma trajetória de queda. “Temos que nos preparar para sermos o mais competitivos possível. A indústria tem que atuar de forma absolutamente responsável, como já tem feito no Brasil”, afirmou.

    A presidente do IBP também mostrou os números da indústria de óleo e gás no Brasil. São 400 mil empregos diretos e indiretos e a estimativa é que, em 10 anos, o número de vagas dobre no setor. Hoje, segundo ela, há cerca de 50 mil empresas “orbitando em torno da indústria”, de forma direta ou indireta. Além disso, o setor gerou R$ 1 trilhão em arrecadação nos últimos 10 anos e a perspectiva é de um aumento de 30% nesse valor na próxima década.

    Decio Oddone, da ANP, observou que o setor de óleo e gás está vivenciando a maior transformação, no Brasil, desde a criação da Petrobras. Segundo ele, nesse cenário de mudanças um dos principais desafios será o uso dos recursos gerados pelo petróleo para o combate à pobreza.

    Sobre a perspectiva para novos leilões de petróleo, após os R$ 75 bilhões em bônus arrecadados na semana passada, Oddone avalia que o risco geológico das novas áreas que serão licitadas é maior, o que poderá reduzir um pouco o apetite dos investidores. “É o fim da era dos bônus elevados e o início da fase planejada e desejada de desenvolvimento de produção. Agora não é mais a fase de aquisição de bloco de exploração, mas de transformar isso em dinheiro”, disse.

    Oddone também defende a simplificação de regras em um mercado no qual o petróleo deverá competir, cada vez mais, com outras fontes de energia. “As grandes empresas de petróleo estão se transformando em empresas de energia e temos que correr se quisermos aproveitar esses recursos”, alertou.

  • Boletim Informativo Diário (BID) 204/2019

    DESTAQUES:

    Sancionada lei dispondo sobre as relações financeiras entre a União e o Banco Central do Brasil

    Divulgado o valor médio da renda mensal do total de benefícios pagos pelo INSS para o mês de abril de 2019

    Sancionada lei do Estado do Rio de Janeiro que modifica a norma dispondo sobre a proibição de cobrança por uso de banheiro instalado em shopping centers, centros comercias, galerias, supermercados e quaisquer outros estabelecimentos coletivos voltados para o comércio de modo geral

    DESTAQUES:
    •    Divulgados os fatores atualização para cálculo das contribuições, dos pecúlios e dos salários-de-contribuição para o mês de novembro de 2019.
    •    Conselho de Recursos da Previdência Social revisa e atualiza Enunciados do Conselho Pleno.
    •    Sancionada, com vetos, Lei Orçamentária de 2020.
    •    Sancionada, com vetos, Lei que altera normas dispondo sobre a organização básica dos órgãos da Presidência da República e dos Ministérios.
    •    Medida Provisória extingue o DPVAT e o DPEM.
    •    Governo edita Medida Provisória que institui o Contrato de Trabalho Verde e Amarelo e altera a legislação trabalhista.
    •    Instituída a Estratégia Nacional de Qualificação para a Produtividade e o Emprego e o Conselho de Desenvolvimento do Capital Humano para a Produtividade e o Emprego.

  • Senac e Sincalco-MT articulam Academia do Varejo para 2020

    12/11/2019
     
    Com objetivo de capacitar e aperfeiçoar colaboradores e empresários do segmento de calçados no Mato Grosso, o Senac e o Sindicato do Comércio Varejista de Calçados e Couros de Mato Grosso (Sincalco-MT) estão programando a Academia do Varejo para o próximo ano. O programa contemplará quatro eixos de conhecimento: marketing e vendas; comercio exterior; finanças; e logística.
     
    A primeira reunião ocorreu no dia 7 de novembro, entre a diretora regional do Senac-MT, Eliana Salomão, e o presidente do Sincalco-MT, Junior Macagnam, que explicou o programa. “Poderemos preparar melhor os trabalhadores do comércio, inclusive os próprios empresários. O varejo do micro, pequeno e médio empresário precisa se capacitar, e através dos cursos do Senac vamos buscar a profissionalização da mão de obra.”
     
    O programa faz parte da nova gestão do Sistema S do comércio no Mato Grosso e, segundo Macagnam, busca oferecer o melhor serviço aos filiados à entidade. “Temos que oferecer a melhor experiência aos nossos clientes, que são os empresários, através da capacitação e treinamento daqueles que trabalham em nosso segmento.”.
     
    Para Eliana, os cursos, que serão flexíveis e de curta duração, e atenderão exclusivamente ao segmento. “Nas próximas reuniões serão definidos os cursos com objetivo do total aproveitamento dos participantes, buscando como resultado o aumento nas vendas e o engajamento dos clientes.”
     
    O mesmo programa oferecido para o Sindicato também já foi explorado neste ano pelo segmento de materiais de construção – Sindcomac-MT e Acomac-MT –,capacitando aproximadamente 120 profissionais em diversas áreas de atuação. Boa parte dos cursos ofertados foram via Programa Senac de Gratuidade (PSG).