Liberações de recursos do FGTS e do PIS/Pasep acelerarão consumo até o fim do ano – A liberação de recursos das contas do Programa de Integração Social e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep) e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) deverá estimular o consumo e elevar o nível de atividade da economia no último quadrimestre do ano. Segundo estimativa do Ministério da Economia, cerca de R$ 30 bilhões deverão ser sacados entre agosto e dezembro de 2019, sendo R$ 28 bilhões das contas do FGTS e R$ 2 bilhões a partir do PIS/Pasep. Confirmada a previsão do Ministério, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima que R$ 12,2 bilhões desses recursos (40% do total) serão utilizados para a quitação ou o abatimento de dívidas por parte dos consumidores, seguido por gastos imediatos no comércio (R$ 9,6 bilhões), e pelo consumo de serviços (R$ 3,5 bilhões). A CNC estima ainda que R$ 4,7 bilhões (16% do total) deverão ser poupados ou consumidos somente em 2020.
Produção industrial ameniza trajetória de queda – Segundo os últimos dados disponibilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção industrial teve retração de 0,3% em julho, após queda de 0,7% em junho, em comparação com o mês imediatamente anterior nos dados com ajuste sazonal. Contribuindo para esse resultado negativo, a indústria de transformação mostrou queda de 0,5% e foi a maior influência, enquanto a extrativa continuou a tendência de alta dos dois meses anteriores e aumentou 6,0% em junho. Dentre as categorias de uso analisadas, a de bens intermediários (-0,5%) e bens de capital (-0,3%) foram as únicas negativas. Bens de consumo semi e não duráveis aumentaram 1,4%, e a categoria de bens de consumo duráveis cresceu 0,5% com isso, a categoria de bens de consumo avançou 0,8%.
A Semana do Brasil – A proposta de realizar uma espécie de Black Friday fora do mês de novembro foi lançada recentemente pelo governo entre os dias 06 e 15 de setembro, com intuito de tentar animar o mercado à custa de promoções e descontos para que as vendas estejam em condições mais atrativas para os consumidores. Diante das revisões de crescimento da economia abaixo de 1,0% para 2019, em que principalmente constata-se o enfraquecimento da atividade industrial, o esforço das autoridades com esse tipo de medida é mais do que louvável para incentivar o consumo, uma vez que buscam alavancar vendas das empresas que se juntam ao evento. Até o momento, o lançamento da Semana do Brasil tem contado com o apoio de um pouco mais de três mil empresas no País. Portanto, nota-se que o movimento ainda é incipiente e pode vir a ser um sucesso ou não – pelo menos para as empresas que se inscreveram e os consumidores que conseguirem realizar boas compras. No endereço eletrônico www.brasil.gov.br/semanadobrasil, estão disponibilizadas as principais informações a respeito do período.





