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  • Boletim Informativo Diário (BID) 157/2019

    DESTAQUES:

    Sancionada lei dispondo sobre as relações financeiras entre a União e o Banco Central do Brasil

    Divulgado o valor médio da renda mensal do total de benefícios pagos pelo INSS para o mês de abril de 2019

    Sancionada lei do Estado do Rio de Janeiro que modifica a norma dispondo sobre a proibição de cobrança por uso de banheiro instalado em shopping centers, centros comercias, galerias, supermercados e quaisquer outros estabelecimentos coletivos voltados para o comércio de modo geral

    DESTAQUES:
    •    Alterado Decreto que regulamentou o regime tributário, cambial e administrativo das Zonas de Processamento de Exportação.
    •    Submetida consulta pública para a proposta de texto para revisão das NR 07 (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO), 09 (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA) e 17 (Ergonomia), bem como da proposta de texto do Programa de Gerenciamento de Riscos.
    •    Reajustadas tarifas dos aeroportos de Salvador e Florianópolis.

  • Fecomércio-DF lança Câmara de Inovação e Tecnologia da Informação

    30/08/2019

    A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal (Fecomércio-DF) anunciou, no dia 29 de agosto, a efetivação de novos membros na Câmara de Inovação e Tecnologia da Informação da entidade. Com o objetivo de alavancar o desenvolvimento do setor de TI no Distrito Federal, a Câmara buscará soluções para as principais dificuldades enfrentadas pelos empresários do segmento.

    Convidado a apoiar o grupo, o deputado professor Israel Batista (PV-DF) elogiou a iniciativa e agradeceu ao presidente da Fecomércio-DF, Francisco Maia, pelo convite. “É fundamental que a entidade siga na valorização da área de TI e lute para que o assunto não seja tratado de maneira dogmática no Congresso. Contem comigo para apresentar propostas que contribuam para a evolução do tema, seja em âmbito regional ou nacional”, afirmou o parlamentar, integrante de comissões sobre tecnologia na Câmara dos Deputados.

    O experiente empresário da área de TI Christian Tadeu de Souza Santos foi efetivado como presidente da Câmara de Inovação e Tecnologia da Informação. Christian, que ocupa o cargo de presidente do Sindicato das Empresas de Serviços de Informática do Distrito Federal (Sindesei-DF), destacou que o desenvolvimento da área de TI fortalece também o desenvolvimento do País. “A área de tecnologia movimenta o segundo maior PIB do DF e reúne aqui empresas do Brasil e do mundo. São cerca de 6 mil empreendimentos gerando empregos, tributos e capacitação. Portanto, vamos trabalhar para tornar o setor cada vez mais competitivo”, ressaltou.

    Entre os participantes da Câmara estarão representantes da Faculdade Senac, da Federação das Indústrias do DF (Fibra), do Sebrae-DF, das Associações das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro), da Câmara Americana de Comércio (AMCHAM), da Associação de Startups e Empreendedores Digitais (Asteps) e da seção do DF da Ordem dos Advogados do Brasil, entre outros. Desde que assumiu a Presidência da Fecomércio, Francisco Maia tem buscado trabalhar em sintonia com os anseios da iniciativa privada, priorizando criar espaços de debate e encaminhamento de demandas. Um de seus primeiros atos como presidente da Federação foi instalar as câmaras empresariais no DF – a Câmara de Inovação é a terceira lançada pela entidade.

  • Sesc Goiás implanta gestão de integridade

    30/08/2019

    Eficiência operacional, segurança jurídica, diminuição dos riscos e danos à imagem da instituição, previsão de crises, alterações regulatórias, econômicas e vantagem competiti-va. Esses são alguns dos resultados já obtidos pelo Sesc Goiás com a implantação da Ges-tão de Integridade.

    Há seis meses, o Sesc-GO implementou a Diretoria de Compliance com o intuito de esta-belecer um processo amplo de conformidade, atendendo aos aspectos legais e promo-vendo mais transparência nas práticas operacionais da instituição.

    “Hoje nossos processos de compras estão mais eficientes. Da mesma forma que estamos mais rigorosos nas licitações e percebemos uma produtividade melhor”, explica o diretor de Compliance do Sesc-Senac Goiás, Alexandre Abreu.

    Segundo ele, os pilares da Gestão de Integridade estão no comprometimento e apoio da direção e da instância responsável pela análise de perfil e riscos, com estruturação das regras, instrumentos e estratégias de monitoramento contínuo. O diretor esclarece que esses fatores contribuem principalmente para a detecção de problemas, sendo possível então fazer correções, apontar caminhos e consequentemente prevenir erros.

    “Ainda dentro da Diretoria de Compliance, já implantamos um canal de denúncias e es-tamos em plena revisão e desenvolvimento do código de conduta. Além disso, estamos em um processo de constante capacitação dos trabalhadores sobre a ética profissional”, afirma Alexandre Abreu.

    O diretor regional do Sesc, Leopoldo Veiga Jardim, explica que as medidas adotadas de controle e resultados fazem parte de uma nova exigência da sociedade, que faz questão de acompanhar de perto os investimentos feitos em áreas importantes dos setores público e privado. “No nosso caso, não é diferente. Temos o dever de agir com transparência e com austeridade, de forma que todos os beneficiados do Sistema sintam que possuem o respeito da instituição”, enfatizou.
     

  • Fecomércio-TO promove atividades no futebol solidário

    30/08/2019

    Em sua 4ª edição, o Futebol Solidário de Tocantins, ação beneficente para a arrecadação de alimentos para famílias carentes do estado, contou com uma programação especial promovida pelo Sistema Fecomércio-Sesc-Senac. A partida recebeu ex-atletas e autoridades estaduais e nacionais.

    Antes do início do jogo, foram realizadas ações e serviços gratuitos como atividades de recreação e entretenimento para jovens, crianças e adultos, através do Sesc Lazer; leitura e sorteio de livros da BiblioSesc; além das unidades móveis do Sesc, Saúde da Mulher e OdontoSesc, que ofereceram atividades educativas, de prevenção, orientação e também distribuição de kits odontológicos. Os alunos do curso de Técnico em Enfermagem do Senac efetuaram aferição de pressão e teste de glicemia.

    O Mesa Brasil Sesc foi o responsável pela logística de arrecadação, separação, contabilização, armazenamento e distribuição dos alimentos para as famílias (antes, durante e pós-evento). No total, foram arrecadadas mais de 10 toneladas de alimentos e doadas para mais de 40 entidades.

    O presidente do Sistema Fecomércio Tocantins, Itelvino Pisoni, ressaltou a parceria da Federação em iniciativas ligadas ao esporte e à solidariedade. “O Mesa Brasil atua no estado há mais de 16 anos, realizando este trabalho de levar alimentos de onde sobra para onde está faltando, e nós sabemos o quanto as famílias carentes necessitam dessa ajuda”, explicou. 

    Pisoni destacou que a união das instituições do Sistema S é sinal de força, “pois somos atores fundamentais para o desenvolvimento do nosso estado e do País”, enfatizou citando a participação também do Sebrae, Sesi e Senai.

    Futebol Solidário

    O Futebol Solidário aconteceu no dia 17 de agosto, em Palmas, capital do Tocantins, e contou com a presença dos ex-atletas Alex Dias, Acelino Popó, Flávio Conceição; da dupla sertaneja João Lucas e Marcelo; dos senadores Romário e Leila do Vôlei; do presidente do Senado, Davi Alcolumbre; dos senadores Flávio Bolsonaro, Antônio Anastasia, Flávio Barreto, Weverton Rocha, Kátia Abreu, Eduardo Gomes; do organizador do evento, Irajá Abreu; dos deputados federais Dorinha Seabra, Carlos Gaguim, Tiago Dimas; do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio; do governador do Estado, Mauro Carlesse; do deputado estadual, Ricardo Ayres; e da prefeita de Palmas, Cinthia Ribeiro.

  • 52 anos do Senac-DF têm sessão especial nesta sexta

    Os 52 anos do Senac-DF vão ser comemorados no dia 30 de agosto, em uma sessão especial do Senado. A iniciativa foi do senador Izalci Lucas (PSDB-DF), que apresentou requerimento nesse sentido, em reconhecimento ao trabalho desenvolvido pela instituição. A matéria foi aprovada em Plenário.

    O Serviço Nacional do Comércio do Distrito Federal já treinou mais de um milhão de alunos ao longo desses 52 anos, sendo mantido pelas empresas da área de comércio, que destinam uma contribuição compulsória para a instituição.

    O Senac iniciou suas atividades no Distrito Federal em 1967, oferecendo à população cursos de formação inicial e continuada. Em 2005, em parceria com o Senac Nacional, a instituição passou a ter cursos de pós-graduação lato sensu ministrados na modalidade de educação à distância, com credenciamento do Ministério da Educação com nota máxima. Em 2007, inaugurou sua Faculdade de Tecnologia, com cursos de graduação tecnológica e pós-graduação presencial.

    A instituição oferece mais de 300 cursos nos níveis básico, técnico e tecnológico. A cada trimestre novos cursos são incorporados. As principais áreas de atuação são as artes, o comércio, a comunicação, gestão empresarial, idiomas, imagem pessoal, informática, saúde, turismo e hospitalidade.

     

    Fonte Agência Senado

  • Agricultura aprova estímulo ao turismo rural, com foco na sustentabilidade

    A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou proposta que inclui a promoção do turismo rural entre os objetivos da Política Nacional de Turismo, prevista na Lei 11.771/08, com apelo na exploração sustentável da atividade e na valorização do patrimônio local.

    O texto aprovado é o parecer do deputado Marreca Filho (Patriota-MA), ao Projeto de Lei 1522/19, do deputado Pastor Gildenemyr (PL-MA). O substitutivo aprovado reúne a proposta a outras duas que tramitam apensadas e tratam do mesmo assunto (PLs 2204 e 2360, ambos de 2019).

    O parecer determina que hotéis fazenda e pousadas rurais deverão primar pela conservação do ambiente natural, e desenvolver atividades turísticas sustentáveis que minimizem os impactos ambientais. O agroturismo terá o mesmo regime de tributação aplicado à atividade agropecuária, resguardado o direito de opção, quando for possível, pelo Simples Nacional.

    O parecer de Marreca Filho estabelece que o turismo rural poderá oferecer diversos tipos de atrações, como a contemplação da natureza, caminhadas, pesca, cavalgadas, arborismo e trilhas.

    Pousadas e hotéis deverão valorizar o patrimônio local, histórico, cultural e natural, e promover a sustentabilidade econômica, social e ambiental dos produtores e das comunidades. A produção e o comércio locais também serão consideradas atividades do agroturismo.

    Tramitação
    O projeto (e os apensados) tramita em caráter conclusivo e será analisada agora pelas comissões de Cultura; e Constituição e Justiça e de Cidadania.

     

    Fonte Agência Câmara

  • Debatedores defendem simplificação do sistema tributário

    A simplificação e padronização de impostos foi defendida nesta quinta-feira (29) em audiência pública interativa que debateu a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 110/2019, que reformula o sistema tributário.

    Os debatedores reunidos na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) afirmaram que os ajustes e correções na repartição dos impostos favorecerão o combate à desigualdade social, a melhoria no ambiente de negócios e a justa distribuição de recursos para o desenvolvimento do país.

    Vice-presidente de Estudos e Assuntos Tributários da Associação Nacional dos Auditores da Receita Federal do Brasil (Anfip), César Roxo Machado disse que as propostas de reforma tributária que tramitam na Câmara e Senado são semelhantes ao propor a unificação de tributos de consumo. Ele ressaltou que a existência de uma legislação única é muito mais eficiente que milhares de normas sobre tributos, como ocorre no Brasil.

    — A PEC 110 atende a esse apelo de grande parte da sociedade de simplificar o sistema tributário. Mas a PEC não ataca a regressividade do sistema e precariza o financiamento da seguridade social. Nosso sistema tributário é concentrador de renda, é regressivo, e prejudica o desenvolvimento, pois acentua as desigualdades de renda e outras desigualdades. O Brasil é o país mais desigual do mundo. Só países da África são mais desiguais que o Brasil — afirmou.

    Machado ressaltou ainda que a carga tributária no Brasil equivale a 32,3% do Produto Interno Bruto (PIB), sendo 50% da distribuição sobre o consumo, e 18% sobre renda.

    — Não vemos como resolver o problema sem alterar essa pizza — disse o representante da Anfip.

    Simplificação

    Presidente do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) e secretário da Fazenda do Piauí, Rafael Tajra Fonteles defendeu a simplificação das regras tributárias. Ele explicou que o Comsefaz pretende apresentar uma proposta semelhante à PEC 110/2019, mas totalmente independente, que já conta com o apoio unânime dos secretários de Fazenda dos 27 estados brasileiros.

    Fonteles ressaltou ainda que o Congresso não pode aprovar uma reforma sem envolver o ICMS, “que é o imposto mais complicado e que gera mais dano ao país. Ele explicou que a proposta do Comsefaz levará em conta os seguintes princípios: simplificação; padronização; princípio do destino da alíquota; fim da guerra fiscal; combate à regressividade do imposto sobre consumo; adoção de política de desenvolvimento regional, a partir da criação de um fundo que não se possa contingenciar derivado dos impostos; compensação de perdas; tratamento diferenciado à Zona Franca de Manaus; e rejeição ao aumento da carga tributária.

    Secretário de Fazenda de Pernambuco, Décio Padilha afirmou que os estados pobres não podem deixar de ter um mecanismo automático para atrair empresas. Ele lembrou que todas as propostas de reforma tributária em tramitação esquecem a Zona Franca de Manaus, ao contrário do texto a ser apresentado pelo Comsefaz.

    — Se a gente for para o purismo econômico e não olhar para o social, vamos inviabilizar Manaus e o entorno da Amazônia Legal. Ninguém vai construir motos e equipamentos agrícolas em um estado que está a milhares de distância do mercado consumidor — afirmou.

    Convergência

    Presidente da Federação Nacional dos Auditores e Fiscais de Tributos Municipais (Fenafim), Célio Fernando de Souza Silva disse que há condições políticas para fazer uma reforma tributária, como apontam a situação econômica do poder público e a indignação dos contribuintes.

    — Temos uma rara convergência. Os entes federados querem a reforma tributária, os contribuintes clamam por reforma, os profissionais da área do direito concordam, a academia está envolvida nessa discussão, a classe política referenda a ideia, e o próprio mundo diz que o Brasil tem que reformar o seu sistema tributário — afirmou.

    Regressividade

    Diretor de Formação Sindical e Relações Intersindicais da Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco), Francelino das Chagas Valença Júnior defendeu uma reforma tributária solidária e disse que a raiz do sistema tributário é a regressividade (arrecadar proporcionalmente mais de quem ganha menos).

    — Para a economia gerar tem que ter renda, e a capacidade de consumo da população está ficando cada vez menor. No Brasil, a concentração de renda só perde para o Qatar, que não é uma república democrática — afirmou.

    Representante da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Talita Alves disse que a proposta de reforma tributária não pode limitar-se a questões relativas ao consumo, mas promover ajuste e correções em impostos sobre o patrimônio.

    — A PEC 110 não partilha com os municípios o imposto seletivo, diferentemente da proposta que tramita na Câmara, e essa é uma pauta histórica dos municípios — alertou.

    “Imbróglio”

    Autor do requerimento de debate, o senador Roberto Rocha (PSDB-MA) apontou a necessidade urgente de simplificar “o imbróglio em que se transformou o Brasil” em seu sistema tributário. Ele reconheceu que há um grande desafio de compatibilizar tantos interesses na reforma.

    — Há interesse federal, estadual, municipal e privado, que inclui indústria, comércio, serviços, cooperativas, sindicatos, um mundo de interesses. E a vida é feita disso, de interesses e interessados. Passou da hora de fazer a reforma. É uma tarefa necessária. Não dá mais para colocar debaixo do tapete. A tecnologia favorece a adoção de um sistema digital no Brasil, que já conta com um sistema bancário aperfeiçoado. Temos que introduzir tecnologia — afirmou.

     

    Fonte Agência Senado

  • Debatedores pedem que mudanças na reforma não sejam feitas por PEC paralela

    Participantes da audiência pública que debateu mais uma vez a reforma da Previdência na Comissão de Direitos Humanos (CDH), nesta quinta-feira (29), criticaram o relatório à PEC 6/2019 apresentado pelo senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). Para eles, as mudanças deveriam ser feitas ao corpo da proposta, e não em uma proposição paralela, que não tem garantia de aprovação na Câmara dos Deputados, o que pode até mesmo criar um ambiente de instabilidade jurídica.

    — Sou contra a PEC Paralela, sou a favor de uma reforma bem feita, com um texto polido, juridicamente estável. Vamos parar de procrastinar o processo legislativo — disse Diego Cherulli, diretor do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP).

    Segundo Cherulli, com a apresentação da PEC paralela, o próprio Senado reconhece que o texto como veio da Câmara não é ideal. A alternativa de aprovar a PEC 6/2019 e esperar na sequência por novas alterações, só aumenta o ambiente de instabilidade jurídica, criando um “vácuo legislativo perigosíssimo” entre uma aprovação e outra e criando dificuldades para aplicar normas originárias de um projeto frágil que, espera-se, logo será alterado novamente, explicou.

    — Vamos inserir a PEC paralela nessa original, vamos sensibilizar os senadores — apelou Aurora Borges, presidente da Fundação ANFIP de Estudos Tributários e da Seguridade Social.

    Celso Malhani de Souza, da Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco), lamentou que o Senado tenha aberto mão de atuar como Casa revisora no processo legislativo, contrariando as grandes expectativas da população, que esperavam mudanças significativas ao texto. O senador Paulo Paim (PT-RS), presidente da CDH, pediu esperança até o fim.

    — O correto é fazer tudo numa PEC, esse é nosso objetivo, mas se não passar, e se tiver uma PEC paralela, eu não posso jogar a toalha, peleamos até o fim – disse Paim.

    Tributária

    Para Célio Silva, residente da Federação Nacional dos Auditores e Fiscais de Tributos Municipais (Fenafim), antes de se tentar retirar direitos e dificultar o acesso à aposentadoria — especialmente dos cidadãos vulneráveis — alegando falta de recursos, o Brasil deveria discutir formas de obter o orçamento ideal para bancar essas aposentadorias. E isso ocorrerá não reformando a Previdência, mas ajustando o sistema tributário e desenhando um novo pacto federativo. Cortar recursos, fazer economia com quem ganha salário mínimo é intolerável, é preciso melhorar o trato com o dinheiro público antes de qualquer mudança drástica, opinou.

    — No Brasil o que se tem que discutir em primeiro lugar é a reforma tributária, porque não existe problema da Previdência, existe uma necessidade de se estabelecer o financiamento do Estado, não só na Previdência, nas demais áreas também. A discussão que deveria estar sendo travada na sociedade hoje é a do pacto federativo e do financiamento do Estado, quais são as obrigações que cabem à União, estados e municípios, discutir tamanho e como vamos providenciar recursos para financiar esse Estado. A partir daí, em um segundo momento, discutimos a questão previdenciária — explicou.

    BPC

    Único representante do governo na audiência, o chefe da Assessoria de Cadastros Previdenciários do Ministério da Economia, Alessandro Ribeiro, lamentou a retirada dos dispositivos que tratavam do Benefício da Prestação Continuada (BPC) da PEC 6/2019, no relatório de Tasso.

    Segundo ele, são necessárias regras mais claras que evitem o alto nível de judicialização, de ações civis públicas para acesso ao benefício. O trecho retirado, opinou, era importante porque conseguia equilibrar o quesito de miserabilidade, em um quarto de salário mínimo, e também considerava outras dimensões para atestar a vulnerabilidade das famílias.

    — Um quarto [de salário] ainda era a melhor relação, desde que eu pudesse colocar outros quesitos sobre vulnerabilidade, e o texto que veio da Câmara era exatamente isso, falava de um quarto de salário mínimo e abrindo a possibilidade de outros quesitos de vulnerabilidade serem feitos, isso conseguia fazer uma separação de águas entre as situações — opinou.

    Alessandro frisou que os pedidos de acesso ao benefício assistencial cresceram exponencialmente na última década, e apontou a existência de um círculo vicioso, com o aumento vertiginoso de pagamentos previdenciários pelo Estado, aumento de tributos para conseguir bancar esses benefícios e a fuga dos contribuintes que, com o desemprego, entram para a informalidade, não contribuem com a Regime Geral da Previdência Social (RGPS) e depois requerem o BPC.

    — Se tem muita ação civil pública é porque está errado, é porque é cruel — reagiu a senadora Zenaide Maia (Pros-RN).

    A PEC 6/2019 ainda precisa passar por votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de seguir para o Plenário. A PEC paralela ainda é uma sugestão de Tasso e só passa a valer a partir do apoio de 27 senadores.

     

    Fonte Agência Senado

  • Aprovada proposta que exige data de validade e lote de forma legível nos remédios

    A Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados aprovou proposta que determina que o número de lote e as datas de fabricação e validade dos medicamentos deverão ser impressos nos rótulos e embalagens de forma visível, ostensiva e acessível para o consumidor. O objetivo é permitir a rastreabilidade dos produtos e melhorar a informação ao consumidor.

    Trata-se do Projeto de Lei 8910/17, do ex-deputado Antonio Carlos Mendes Thame (SP), que recebeu parecer favorável do deputado Eli Borges (SOLIDARIEDADE-TO). A proposta inclui dispositivo na Lei de Vigilância Sanitária sobre Produtos Farmacêuticos (Lei 6.360/76).

    “Muitos medicamentos têm sido colocados no mercado sem que tais informações constem em suas embalagens de forma adequada, de modo que, por vezes, o consumidor não consegue sequer identificá-las com clareza”, disse Borges.

    Versão aprovada

    O relator recomendou a aprovação do substitutivo aprovado no ano passado pela Comissão de Seguridade Social e Família. Em relação à proposta original, o substitutivo acrescenta a determinação de que as informações sobre lote e datas apareçam “em negrito e destacado” e “em cores que mantenham nítido contraste entre as informações impressas e o respectivo suporte da inscrição, sendo vedado o uso exclusivo de relevo positivo ou negativo.”

    O substitutivo incorpora ainda sugestão do PL 10237/18, do deputado Celso Russomanno (REPUBLICANOS-SP), que tramita apensado, para que seja negado registro ao medicamento que não atenda as especificações relativas ao lote e às datas de fabricação e validade.

    O texto aprovado determina ainda que as novas exigências entrarão em vigor 180 dias após a publicação da lei, para dar tempo à indústria farmacêutica se adaptar.

    Tramitação
    A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada agora pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

     

    Fonte Agência Câmara

  • Proposta atualiza tabela e deduções do IR e tributa lucros e dividendos

    O Projeto de Lei 3129/19 atualiza os valores da tabela e das deduções aplicáveis à tributação do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), reduz as alíquotas de tributação desse importo para pessoas jurídicas, institui tributação sobre lucros e dividendos e revoga a possibilidade de a empresa distribuir aos sócios juros sobre o capital próprio.

    A proposta está em tramitação na Câmara dos Deputados. “O projeto se alinha a objetivo de campanha do presidente Jair Bolsonaro de isentar do imposto de renda contribuintes com renda de até cinco salários mínimos, aliviar a carga tributária das empresas e tributar lucros e dividendos”, disse o autor, deputado Luis Miranda (DEM-DF).

    Conforme o texto, a partir de 2020 estarão isentos os rendimentos mensais de até R$ 3.992, o equivalente atualmente a quatro vezes o salário mínimo (R$ 998). Na tabela progressiva, também cria uma alíquota de 37% para os rendimentos mensais acima de R$ 33.932,01, o equivalente a cerca de 34 salários mínimos.

    A proposta prevê a cobrança de 20%, a título de imposto de renda, sobre os lucros e dividendos. “Essa oneração cobre omissão prejudicial na legislação, que permite que altas rendas sejam recebidas sem o pagamento de imposto – 67% dos rendimentos isentos declarados em 2017 correspondem a lucros e dividendos”, disse Miranda.

    Para as pessoas jurídicas, o texto propõe a redução da alíquota de imposto de renda de 15% para 10%. Parte dessa redução para as empresas virá do aumento das alíquotas das pessoas físicas.

    Tramitação
    A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

     

    Fonte Agência Câmara