Inadimplência da pessoa física recua 1,1% de janeiro a agosto

Jornal do Commercio Editoria: Economia  Página: B-2


A inadimplência dos consumidores caiu 1,1% nos oito primeiros meses de 2007, na comparação com igual período do ano passado, segundo o Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Física, divulgado nesta quinta-feia. Este é o quarto recuo consecutivo desde o acumulado de janeiro a abril, que fechou com uma ligeira evolução de 0,4%.

Jornal do Commercio Editoria: Economia  Página: B-2


A inadimplência dos consumidores caiu 1,1% nos oito primeiros meses de 2007, na comparação com igual período do ano passado, segundo o Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Física, divulgado nesta quinta-feia. Este é o quarto recuo consecutivo desde o acumulado de janeiro a abril, que fechou com uma ligeira evolução de 0,4%. De acordo com a Serasa, a maior atividade econômica, a redução das taxas de juros, a evolução do emprego com carteira assinada (formal) e a recuperação da renda são fatores atenuantes da inadimplência do consumidor.


Segundo os técnicos da Serasa o recuo de 1,1% na inadimplência é mais relevante quando considerada a evolução do crédito no País. Até julho, de acordo com os últimos dados divulgados pelo Banco Central, o crédito acumula um crescimento de 17,2% no ano. Em 2006, o crescimento do crédito nesse mesmo período foi de 14,5% e a inadimplência das pessoas físicas, no comparativo janeiro a agosto de 2006 ante 2005, de 14,2%.


Assim, o decréscimo de 1,1% na inadimplência no período, quando comparado ao crédito, é um indicador positivo, mas quando relacionado com a própria série histórica da inadimplência ocorre sobre uma base elevada, evidenciando que a qualidade do crédito ainda deve ser melhorada para se traduzir em menores taxas de juros para o consumidor.


Na comparação de agosto deste ano com agosto de 2006, a inadimplência das pessoas físicas subiu 3,5%. Quando considerada a variação mensal (agosto sobre julho de 2007), o indicador da Serasa também verificou alta, de 1%. A relação agosto de 2007 com agosto de 2006, reflete, em um ritmo muito menor, a expansão do crédito. Na comparação agosto sobre julho de 2007, o aumento registrado ocorreu devido ao maior número de dias úteis em agosto e aos maiores gastos realizados nas férias escolares do meio do ano.


Mais uma vez as dívidas com os bancos registraram o maior peso na inadimplência dos consumidores, com participação de 38,7% no índice, de janeiro a agosto. Em igual período do ano passado, os registros representavam 31,8% da inadimplência das pessoas físicas.


O segundo lugar no ranking de representatividade da inadimplência dos consumidores ficou com as dívidas com cartões de crédito e financeiras, que nos oito meses desse ano tiveram peso de 30,7%. A participação foi inferior à registrada em igual período de 2006, quando as dívidas com cartões e financeiras representaram 32,6% da inadimplência.


Os cheques sem fundos foram responsáveis por 27,9% da inadimplência dos consumidores, no acumulado de janeiro a agosto de 2007, contra 32,7% de participação nos oito primeiros meses de 2006. Por fim os títulos protestados, que têm menor peso na inadimplência das pessoas físicas, apresentaram de janeiro a agosto de 2007 um peso de 2,6%, inferior ao do mesmo período de 2006, que foi de 2,9%. Os registros das dívidas com o sistema financeiro tiveram valor médio de R$ 1.270,43 e aumento de 14,7% em relação ao acumulado de janeiro a agosto de 2006.