Mesa Brasil Sesc debate o aumento da produção agrícola no segundo dia do Seminário

O segundo dia do Seminário Mesa Brasil Sesc – Segurança Alimentar e Nutricional: Desafios e Estratégias, realizado em Brasília pelo Sistema CNC/Sesc/Senac, teve início com o debate da expansão da oferta e a melhoria da distribuição de alimentos no Brasil.

O segundo dia do Seminário Mesa Brasil Sesc – Segurança Alimentar e Nutricional: Desafios e Estratégias, realizado em Brasília pelo Sistema CNC/Sesc/Senac, teve início com o debate da expansão da oferta e a melhoria da distribuição de alimentos no Brasil. Participaram do primeiro ciclo de debates o pesquisador da área de política agrícola e ex-diretor da Embrapa, Eliseu de Andrade Alves, e o vice-presidente de Agronegócios do Banco do Brasil, Luís Carlos Guedes.


Andrade Alves abriu a sua conferência afirmando que o aumento no consumo de países como a China e a Índia é uma das principais causas da crise mundial dos alimentos. “O aumento na renda de populações de países ricos não provoca alterações na demanda de preços porque nestas nações já existe um equilíbrio”, disse. Mas, apesar deste fator, o pesquisador afirma que a alta na demanda não é o fator dominante da crise, já que a produção vem crescendo em todo o mundo. “O efeito da demanda existe, mas há um outro fator preponderante: a crise do petróleo, que trouxe alta para os custos da produção e impactou atividades em várias áreas”, disse. No cenário interno, Alves afirmou que o maior problema do Brasil é a distribuição dos alimentos, já que a produção é suficiente para abastecer o país. “Vem daí a importância de ações como o Mesa Brasil Sesc”, finalizou.


O vice-presidente de Agronegócios do Banco do Brasil, Luís Carlos Guedes, falou sobre o comprometimento da instituição, a maior da América Latina, com o agronegócio, atividade que vem apresentando expansão nos últimos dez anos. “Os financiamentos do Banco para a agricultura familiar triplicaram de 2003 para cá, atingindo hoje o montante de R$ 6 milhões”, disse, acrescentando que a meta é atingir, na safra deste ano, R$ 7,8 bilhões. Lacerda também falou sobre os programas desenvolvidos pelo Banco do Brasil para incrementar a produção da atividade agropecuária, como o Programa Nacional de Apoio à Agricultura Familiar (Pronaf), que oferece crédito a juros baixos e carência de três anos, e o Programa de Desenvolvimento Sustentável, que tem como objetivo articular organismos governamentais para atuar de forma conjunta nas áreas de produção rural  O executivo antecipou também um projeto em desenvolvimento na instituição para fortalecer o financiamento da propriedade, que deverá estar pronto até 2009.