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  • Sumário Econômico 1389

    Destaque da edição:

     

    Destaque da edição:

     

    O petróleo, o Brasil e a Rússia – Deixando de lado as vicissitudes por que passa a Petrobras e o imperativo da revisão de seu cronograma de investimentos, cabe fazer uma reflexão sobre as perdas e ganhos em termos geopolíticos, pelo fato do preço do barril de petróleo ter caído de US$ 115 para US$ 58, entre julho e dezembro. A partir da autossuficiência energética dos Estados Unidos, impulsionada pelo fracking hidráulico na obtenção de gás de xisto, o mercado mundial tornou-se um “mercado comprador”. O que não quer dizer que a acomodação e essa nova situação estejam isentas de sobressaltos. A Arábia Saudita com suas imensas reservas e baixo custo de extração do petróleo tem sido historicamente um regulador do mercado, aumentando ou reduzindo sua oferta para determinar o preço. Desta vez, com o olhar a longo prazo, joga na baixa, com o objetivo de desencorajar a expansão da produção nos Estados Unidos e tornar inviável, no futuro imediato, as “energias limpas”, a eólica e a solar. De imediato, três Países são os grandes afetados pela intensidade da queda do preço do barril de petróleo: Irã, Rússia e Venezuela. No plano mundial, deixando de lado a questão do enriquecimento do urânio, a presença do Irã está confinada ao Oriente Médio, e a da Venezuela, circunscrita à América do Sul e ao Caribe. Em escala mundial, a pergunta que se impõe é a do reflexo sobre a Rússia do novo mercado mundial de petróleo e gás.

     

    Outras matérias:

    Natal de 2014 gerou 139,5 mil vagas no varejo – A criação de postos de trabalho para o Natal de 2014 apresentou crescimento de 0,7% em relação ao mesmo período do ano passado, menor taxa de crescimento desde 2009, quando a entidade passou a realizar o levantamento. O ciclo de contratações de trabalhadores temporários para o Natal compreende os meses de setembro a novembro de cada ano, sendo que esse último mês responde, historicamente, por 65% da geração de vagas. Para o Natal de 2014, dos 139,5 mil contratos temporários, 62,6% (89,5 mil) tiveram início no mês passado. O menor crescimento do emprego temporário encontra-se diretamente relacionado à expansão mais modesta do volume de vendas, que no último Natal deverá perfazer um total de R$ 31,5 bilhões, o que representa um aumento real de 2,3% ante a mesma festividade de 2013. O segmento de vestuário respondeu pela maior parcela do emprego temporário no período (47,0% do total, ou 65,5 mil postos). Em seguida, vieram os artigos de uso pessoal e doméstico, como eletrônicos, brinquedos e materiais esportivos (17,3% ou 24,1 vagas) além do ramo de hiper e supermercados (17,3% do total ou 24,0 postos temporários). Merecem destaque ainda os segmentos de farmácia e perfumarias e o de móveis e eletrodomésticos, que juntos geraram 15,5 mil vagas temporárias (11,1% do total).

    Percentual de famílias endividadas eleva-se em dezembro – O percentual de famílias que relataram ter dívidas, entre cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro alcançou 59,3% em dezembro de 2014, o que representa leve alta em relação aos 59,2% observados em novembro de 2014. No entanto, o percentual ainda ficou abaixo de dezembro de 2013 (62,2%). A elevação do percentual de famílias endividadas foi acompanhada pelo percentual de famílias com dívidas ou contas em atraso, na comparação mensal, de 18,0% para 18,5% do total. Entretanto, houve queda do percentual de famílias inadimplentes em relação a dezembro de 2013, quando esse indicador alcançou 20,8% do total. O percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso e que, portanto, permaneceriam inadimplentes também apresentou leve alta na comparação mensal, recuando, contudo, na comparação anual, alcançando 5,8% em dezembro de 2014, ante 5,5% em novembro de 2014 e 6,5% em dezembro de 2013. A alta do número de famílias endividadas na comparação com o mês imediatamente anterior foi observada na faixa de renda acima de dez salários mínimos. Na comparação anual, ambas as faixas de renda apresentaram recuo. Para as famílias que ganham até dez salários mínimos, o percentual daquelas com dívidas foi de 60,6% em dezembro de 2014, ante 60,7% em novembro de 2014, e 63,9% em dezembro de 2013. Para o grupo com renda acima de dez salários mínimos, o percentual de famílias endividadas passou de 52,1%, em novembro de 2014, para 52,2% em dezembro de 2014. Em dezembro de 2013 o percentual de famílias com dívidas nesse grupo de renda era de 53,9%.

    Comércio exterior em 2014 – O comércio exterior brasileiro registrou saldo negativo de US$ 3,9 bilhões em 2014, ante resultado positivo de US$ 2,4 bilhões acumulados em 2013. A retração, que já era esperada, foi a maior desde 1998, quando o valor da balança comercial (BC) foi negativo em US$ 6,6 bilhões. Desde o início do século XXI e após a mudança no regime de câmbio, o comércio entre o Brasil e o mundo não obtinha déficit. O último ano de saldo negativo registrado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), foi em 2000, quando a BC somou -US$ 718 milhões. O déficit comercial de 2014 ficou um pouco acima das expectativas: a Funcex projetava -US$ 3,5 bilhões, enquanto o Banco Central esperava que o valor das transações com o exterior chegaria a -US$ 2,5 bilhões. Apenas a AEB esperava um saldo negativo mais acirrado, em torno de -US$ 4,5 bilhões. O desempenho da balança comercial em 2014 foi resultado de exportações que acumularam US$ 225,1 bilhões, e de importações da ordem de -US$ 229 bilhões. A redução nas vendas ao exterior foi de 7%, comparativamente a 2013, enquanto as importações reduziram- se 4,9% no mesmo período. Com isso, a corrente de comércio (soma das exportações e importações) acumulou US$ 454,1 bilhões, -5,7% em relação ao ano anterior, o menor volume de comércio com o exterior desde 2010.

    A importância do segmento – Nada como iniciar 2015 recordando duas notícias de dezembro do ano passado que deixaram subentendida a importância do papel das MPEs, na maior economia do mundo e em Cuba, para a formação do produto interno e para a geração de novos negócios, reconhecendo que as políticas públicas para o segmento resultam em melhorias sociais e oxigenação das atividades, como distribuição mais equitativa da renda, desenvolvimento e expansão de novos negócios, acompanhados da geração de emprego. Nesse contexto, foi noticiada a revisão da taxa anual relativa ao terceiro trimestre do PIB norte-americano, que passou de 3,9% para 5%, a mais elevada em onze anos. Evidentemente, fruto do esforço do governo em estimular as empresas e o empreendedorismo no sentido do take off, a fim de deixar cada vez mais para trás a forte recessão. Em novembro de 2014, foram incorporados 321 mil empregados na economia estadunidense, prosseguindo a tendência de adição iniciada há 57 meses. Também neste mês, houve o registro do décimo mês consecutivo da criação de empregos acima de 200 mil. A função dos pequenos negócios assume vulto diante dos números gerados: dos 10,9 milhões de empregos nos últimos anos, as micros e pequenas empresas e as startups foram responsáveis por cerca de sete milhões. A força das contratações de pessoal decorreu do incentivo às empresas nas compras públicas e ao desempenho/recuperação do setor da construção: oito em cada dez empregos foram criados pelas pequenas.

  • Boletim Informativo Diário (BID) 006/2015

    DESTAQUES:

    Prorrogado o prazo para conclusão dos trabalhos do Grupo de Trabalho – Tramitação de Processos no Conselho de Relações do Trabalho

    Aprovada instruções para a declaração da RAIS ano-base 2014

    Reajustados os benefícios pagos pelo INSS

    Estabelecidas novas regras de funcionamento para estabelecimentos de exposição e comércio de animais

  • Secretário-geral da CNC participa do Retail’s Big Show 2015

    O secretário-geral da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Marcos Arzua, integra a comitiva de quase 50 empresários e colaboradores de empresas catarinenses que está em Nova York para participar da Retail’s Big Show, a maior feira de varejo do mundo, voltada para o debate das tendências para o setor, para a troca de informações, palestras e workshops. O evento acontece de 11 a 13 de janeiro.

    O secretário-geral da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Marcos Arzua, integra a comitiva de quase 50 empresários e colaboradores de empresas catarinenses que está em Nova York para participar da Retail’s Big Show, a maior feira de varejo do mundo, voltada para o debate das tendências para o setor, para a troca de informações, palestras e workshops. O evento acontece de 11 a 13 de janeiro.

    A presença de mais de 30 mil empresários nesta edição da feira mostra o interesse pelos temas e empresas participantes – do total, 1.877 são brasileiros. “Pelo segundo ano consecutivo, o Brasil possui o maior número de participantes no evento. É a prova de que o nosso varejo está atento à necessidade de mudança, já que esta feira reúne os principais personagens do varejo mundial e discute as principais tendências para o setor”, afirma Marcos Arzua, que participa do evento com a delegação do Senac-SC. Para ele, que também é diretor executivo da Fecomércio-SC, é indispensável que os empresários se matenham informados e atualizados sobre as melhores práticas, os recursos e as facilidades que a tecnologia pode fornecer para facilitar e otimizar um negócio.

  • Boletim Informativo Diário (BID) 005/2015

    DESTAQUES:

    Divulgados os resultados finais do Censo Escolar de 2014

    Divulgado o preço médio dos combustíveis a partir de 16 de janeiro de 2015

    Deferido registro provisório ao Sindicato das Empresas Administradoras de Imóveis, Corretoras de Imóveis, Incorporadoras de Imóveis e Urbanizadoras da Região Metropolitana de Belo Horizonte/MG

    Nomeado novo Secretário da Receita Federal do Brasil

  • Boletim Informativo Diário (BID) 004/2015

    DESTAQUES:

    Estabelecidos procedimentos de permanência definitiva de estrangeiros e prorrogação de visto temporário

    Instituído princípios de avaliação da gestão e organização do Sistema Nacional de Comércio Justo e Solidário

    Instituído Grupo de Trabalho para apresentação de proposta de atualização dos valores relativos à contribuição sindical a que se referem os incisos II e III do artigo 580 da CLT

  • Boletim Informativo Diário (BID) 003/2015

    DESTAQUES:

    ANS facilita acesso de gestantes às informações dos percentuais de cirurgias cesáreas e de partos normais afim de desestimular a prática de cesarianas

    Contran prorroga substituição dos extintores automotivos com carga de pó BC pelos com carga de pó ABC

  • TV CNC – Previsões da AEB para o comércio exterior em 2015

    Depois de um 2014 em que o Brasil contabilizou déficit na balança comercial – o primeiro desde 2000, no pior resultado desde 1998 -, o ano começa com previsões preocupantes para o comércio exterior. Segundo estimativa da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), em 2015 a balança comercial brasileira aponta para uma queda de 4,3% nas exportações e para uma redução de 9,8% nas importações. Para o presidente da Associação, José Augusto de Castro, o País precisa se tornar mais competitivo, promovendo reformas estruturais e investindo maciçamente em infraestrutura.

    Depois de um 2014 em que o Brasil contabilizou déficit na balança comercial – o primeiro desde 2000, no pior resultado desde 1998 -, o ano começa com previsões preocupantes para o comércio exterior. Segundo estimativa da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), em 2015 a balança comercial brasileira aponta para uma queda de 4,3% nas exportações e para uma redução de 9,8% nas importações. Para o presidente da Associação, José Augusto de Castro, o País precisa se tornar mais competitivo, promovendo reformas estruturais e investindo maciçamente em infraestrutura.

  • Boletim Informativo Diário (BID) 002/2015

    DESTAQUES:

    Sancionada lei que isenta aposentado e pensionista do exame médico-pericial após 60 (sessenta) anos de idade

    Sancionada, com vetos, lei que dispõe sobre as diretrizes para a elaboração e execução da Lei Orçamentária de 2015

    Divulgado Manual de Orientação ao Empregador Recolhimentos Mensais e Rescisórios ao FGTS e das Contribuições Sociais

    Aprovada a proposta orçamentária do Senac para o exercício de 2015

    SRT estabelece a rotina de procedimentos a ser cumprida, acerca do cumprimento dos requisitos atinentes ao número mínimo de entes filiados, para a manutenção do cadastro ativo das entidades sindicais de grau superior

    Cancelado o registro sindical do Sindicato do Comércio de Araxá – MG

    Deferido o registro sindical ao Sindicato das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança do Estado do Amazonas

    FENACON notifica os filiados para procederem o recolhimento da Contribuição Sindical patronal do exercício de 2015

  • CNC Notícias

    A edição de dezembro da CNC Notícias apresenta as ações e as expectativas dos empresários do comércio de bens, serviços e turismo para 2015.

    A edição de dezembro da CNC Notícias apresenta as ações e as expectativas dos empresários do comércio de bens, serviços e turismo para 2015.

    A matéria de capa traz a opinião dos presidentes de federação estaduais e nacionais que elencam expectativas para este ano e indicam o que é preciso para torná-lo o primeiro de um ciclo de desenvolvimento. Em entrevista, o presidente da CNC, Antonio Oliveira Santos, aborda a burocracia, um dos grandes entraves ao crescimento do País e, em artigo, fala da produtividade nacional. Já o consultor econômico da Presidência da Confederação e ex-ministro da Fazenda, Ernane Galvêas, aponta em artigo os ingredientes para estimular a economia e tirar o País da estagnação.

    Confira ainda nesta edição o lançamento do Empresômetro, ferramenta que disponibiliza em tempo real dados das micros e pequenas empresas brasileiras, a criação do Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur), nova frente que passa a integrar todas as iniciativas de turismo existentes na Confederação, e a realização pela CNC do Seminário sobre o Projeto do Novo Código de Processo Civil (CPC), além as ações do Sistema Comércio em todo o País.

  • Confiança do comércio fecha 2014 em queda histórica, mostra Icec

    O Índice de Confiança dos Empresários do Comércio (Icec), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), fechou 2014 com queda de 13,4% na comparação com dezembro de 2013. Esse foi o maior recuo anual do indicador em toda a série histórica da pesquisa, iniciada em março de 2011. Na comparação mensal, o Icec registrou queda de 2,5%, a quarta queda seguida e a maior desde fevereiro de 2014.

    O Índice de Confiança dos Empresários do Comércio (Icec), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), fechou 2014 com queda de 13,4% na comparação com dezembro de 2013. Esse foi o maior recuo anual do indicador em toda a série histórica da pesquisa, iniciada em março de 2011. Na comparação mensal, o Icec registrou queda de 2,5%, a quarta queda seguida e a maior desde fevereiro de 2014.

    Para a CNC, a estagnação da economia e o menor crescimento das vendas nos últimos 11 anos são responsáveis pela perda de confiança por parte dos empresários do comércio. Segundo o economista da entidade, Fabio Bentes, desde 2003 o comércio não tem um desempenho tão fraco. “Dadas a trajetória recente do índice e a ausência de sinais claros de recuperação dos fatores de sustentabilidade das vendas do setor, o ano de 2015 deverá impor novos desafios à retomada da confiança por parte dos empresários”, afirma Bentes. Para 2015, a entidade projeta alta de 3,6% nas vendas.

    Na opinião de três em cada quatro empresários do comércio, a economia atualmente está pior do que há um ano. O subíndice que mede as condições atuais teve seu pior nível (76,6 pontos) desde o início da pesquisa, no comparativo mensal o recuou foi de 6,7%. A contínua desaceleração do comércio também levou os empresários a avaliar os investimentos para os próximos meses. O subíndice de Investimentos do Empresário do Comércio recuou 10,3% na comparação anual e 1,5% na comparação mensal. “A queda na intenção de investimentos em máquinas e equipamentos esbarra não somente no ritmo mais fraco das vendas, como no custo mais elevado de captação de recursos por parte das empresas”, avalia o economista da Confederação.

    O economista Fabio Bentes atenderá os jornalistas pelo telefone (21) 3804-9264.