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  • Problemas de Infraestrutura afetam turismo catarinense, diz pesquisa

    A falta de água e de energia elétrica foram os problemas que mais afetaram os empresários dos segmentos de turismo – hotéis, pousadas, bares e restaurantes – de Florianópolis e Balneário Camboriú na temporada de verão de 2014. Em Balneário Camboriú a falta de água atingiu 52,2% dos empresários, seguida da falta de luz (44,3%). Em Florianópolis, a ausência de infraestrutura na rede de energia elétrica acarretou prejuízos para 52,6% dos entrevistados, e a falta de água ficou sem segundo lugar, atingindo 47,4% dos empreendimentos.

    A falta de água e de energia elétrica foram os problemas que mais afetaram os empresários dos segmentos de turismo – hotéis, pousadas, bares e restaurantes – de Florianópolis e Balneário Camboriú na temporada de verão de 2014. Em Balneário Camboriú a falta de água atingiu 52,2% dos empresários, seguida da falta de luz (44,3%). Em Florianópolis, a ausência de infraestrutura na rede de energia elétrica acarretou prejuízos para 52,6% dos entrevistados, e a falta de água ficou sem segundo lugar, atingindo 47,4% dos empreendimentos. É o que mostra a “Pesquisa Fecomércio de Turismo – Investimento e Percepção do Empresário”, realizada pela da Federação do Comércio do Estado de Santa Catarina (Fecomércio-SC).

    Entre os dias 14 e 17 de janeiro deste ano, foram entrevistados 340 empresários, com o objetivo de avaliar o impacto dos problemas de infraestrutura para a atividade empresarial. Os dados da pesquisa foram apresentados em 21 de fevereiro, durante um debate promovido pela Câmara Empresarial de Turismo da Fecomércio-SC.

    A Federação convidou o presidente das Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc), Cleverson Siewert, o presidente da Empresa Municipal de Água e Saneamento de Balneário Camboriú, André Ritzmann, a secretária de Turismo de Florianópolis, Maria Cláudia Evangelista, e o vereador da Câmara Municipal da Capital, Edmilson Pereira, para debater os resultados da pesquisa. O presidente da Fecomércio-SC, Bruno Breithaupt, e o diretor Executivo da Federação, Marcos Arzua, participaram da reunião.

    Prejuízos e investimentos

    Cleverson Siewert falou sobre os planos de investimentos da Celesc – em torno de R$ 1,75 bilhão –, que, na sua visão, são “robustos”, e afirmou que o incentivo do governo federal na compra de eletrodomésticos da linha branca foi responsável pelo crescimento no consumo de energia elétrica na temporada de verão. “Durante o ano de 2013, o crescimento no uso de eletrodomésticos no Estado foi de 4%. E somente nesta temporada de verão pulou para 18%”, comentou. Para Siewert, não há problemas de abastecimento de energia elétrica de alta tensão, mas há escassez na de baixa tensão em períodos como esta temporada, que teve um número de turistas acima do esperado.

    Para o presidente da Fecomércio, Bruno Breithaupt, o incentivo fiscal do governo federal para a linha branca é um benefício da sociedade, e é necessário um trabalho conjunto para resolver os problemas de falta de água e luz, que são recorrentes. Marcos Arzua falou sobre a necessidade de investimentos e planejamento focados na alta temporada, na atividade turística, já que o abastecimento médio – durante o restante do ano – é eficiente. “O prejuízo registrado nesta temporada afugenta as pessoas. O turista passa o ano inteiro planejando a sua viagem, fazendo economias. E ele não volta mais se não é bem recebido, com infraestrutura mínima. É preciso separar as coisas. A alta temporada necessita de tratamento específico, que fuja do planejamento habitual”, diz Arzua.

    O presidente da Celesc destacou a importância de se discutir em sociedade o assunto e que não há, realmente, um planejamento específico para o turismo, mas que levará adiante a estratégia sugerida por Arzua. A secretária de turismo afirmou que a partir das pesquisas é que podem ser planejadas ações e melhorias para o futuro e a solução para os problemas diagnosticados. Por isso, ressaltou a importância da iniciativa da Fecomércio-SC.

  • Informativo Diário (BID) 037/2014

    DESTAQUES:

    Deferido o pedido de alteração de endereço da Instalação Técnica da AR FECOMERCIO MG, vinculada à AC CERTISIGN JUS, para as Políticas de Certificados credenciadas.

    Divulgado registro de duas chapas para concorrer a Diretoria da Federação Nacional dos Despachantes Aduaneiros.

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    DESTAQUES:

    Deferido o pedido de alteração de endereço da Instalação Técnica da AR FECOMERCIO MG, vinculada à AC CERTISIGN JUS, para as Políticas de Certificados credenciadas.

    Divulgado registro de duas chapas para concorrer a Diretoria da Federação Nacional dos Despachantes Aduaneiros.

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

  • Rio de Janeiro terá mais empregos em asseio e conservação na Copa 2014

    A Copa do Mundo 2014 deve gerar 20 mil novas oportunidades de trabalho – o dobro do que é registrado anualmente. A expectativa é do Sindicato das Empresas de Asseio e Conservação do Estado do Rio de Janeiro (Seac-RJ). No Brasil, o setor de prestação de serviços de limpeza e conservação tem cerca de 13 mil empresas.

    A Copa do Mundo 2014 deve gerar 20 mil novas oportunidades de trabalho – o dobro do que é registrado anualmente. A expectativa é do Sindicato das Empresas de Asseio e Conservação do Estado do Rio de Janeiro (Seac-RJ). No Brasil, o setor de prestação de serviços de limpeza e conservação tem cerca de 13 mil empresas.

    Segundo Ricardo Garcia, presidente do Seac-RJ e da Federação Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços de Limpeza e Conservação (Febrac), uma vaga temporária para a Copa do Mundo pode significar emprego fixo, pois em 2015 o Rio de Janeiro começará os preparativos para as Olimpíadas 2016. “Para o País, as perspectivas de vagas também são boas, tendo em vista que o evento de futebol mais importante do mundo proporcionará novos negócios em todas as regiões onde ele ocorrerá”, conclui Garcia.

    O setor de asseio e conservação vai além dos trabalhos em limpeza e engloba cargos que exigem diferentes níveis de escolaridade. Os profissionais contratados para a Copa vão receber cursos de treinamento e aperfeiçoamento profissional, prática comum no setor.

    Garcia explica também, que o aperfeiçoamento representa uma forma de garantir a retenção de trabalhadores e o aumento da produtividade. De 2006 a 2011, os recursos para essa atividade no Brasil saltaram de R$ 50 milhões para R$ 110 milhões – um crescimento real de quase 65%.

    Algumas contratações já começaram – caso de recepcionistas bilíngues e trilíngues, telefonistas, digitadores, porteiros, vigias, serventes e auxiliar de serviços gerais. A partir de abril a tendência é que elas se intensifiquem, sendo que grande parte dessas vagas está disponível em hotéis, resorts e restaurantes, shoppings, aeroportos e empreendimentos.

  • Parceria CNC-Panrotas no ano da Copa

    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), mais uma vez, renova a aliança institucional com o Fórum Panrotas – Tendências do Turismo 2014, que acontece nos dias 1º e 2 de abril, no Centro Fecomércio de Eventos, em São Paulo.

    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), mais uma vez, renova a aliança institucional com o Fórum Panrotas – Tendências do Turismo 2014, que acontece nos dias 1º e 2 de abril, no Centro Fecomércio de Eventos, em São Paulo.

    O evento, que está em sua 12ª edição, é um dos principais fóruns de debate sobre tendências do turismo. Em 2014, o fórum vai debater os desafios do setor e temas referentes a distribuição, marketing e vendas, em palestras como, Tendências tecnológicas e inovações no turismo e nas viagens; Olimpíada 2016 e o que é possível aprender com a experiência de Londres; Infraestrutura aeroportuária, com a participação de representantes dos aeroportos de Lisboa, Amsterdã e Dallas/EUA; entre outros assuntos. Em ano de eleições, o Fórum Panrotas também pretende trazer candidatos à Presidência para debater e conhecer seus planos para o setor.

    Para o presidente do Conselho de Turismo da CNC, Alexandre Sampaio, o fórum ganha mais relevância no ano da Copa do Mundo. “Neste ano, o Fórum Panrotas ganha uma importância adicional, em face do crescimento do setor de turismo na economia nacional e do fato de a competição poder trazer legados de imagem positiva, favorecendo o incremento de turistas estrangeiros nos próximos anos”, afirma Sampaio.

    O Sistema CNC-Sesc-Senac apoia o Fórum Panrotas desde 2008, e o presidente do Conselho de Turismo da Confederação reafirma a importância dessa parceria. “A CNC, como representante de grande parcela do setor produtivo do segmento turístico, não poderia deixar de apoiar e reconhecer a excelência do evento, sendo uma das parceiras e fomentando, por intermédio de seus sindicatos patronais, a presença do trade nos debates e apresentações”, completa Alexandre Sampaio.

    Para mais informações sobre o evento, acesse o site: www.panrotas.com.br/forum

  • Sumário Econômico 1353

    Destaque da edição:

    Destaque da edição:

    As teias da burocracia – Em Nova York, no gabinete do presidente do Banco J. P. Morgan, Lewis Preston, havia uma pequena moldura na parede com os seguintes dizeres: “Se V. não for capaz de expor o seu problema em cinco minutos, eu certamente não poderei ajudar a resolvê-lo”. Esse primor de lição de simplicidade fica a quilômetros de distância dos gabinetes oficiais de Brasília, onde está instalada, em todos os Ministérios e órgãos do governo, a mais pesada máquina burocrática. Cada um dos 39 Ministérios desdobra-se em diversas secretarias, as quais, por sua vez, desdobram-se em dezenas de departamentos e divisões, com centenas de funcionários em cada uma delas. Cabe, também, menção honrosa à atual legislação trabalhista, um cipoal de 2.496 dispositivos que regem o mercado de trabalho do País, inclusive 67 artigos da Constituição e 922 da CLT, além de 746 normas e súmulas do Tribunal Superior do Trabalho.

     

    Outras matérias:

    Intenção de Consumo das Famílias volta a registrar recuo em fevereiro – A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) apresentou recuo de 0,9% (129,8 pontos) na comparação com o mês imediatamente anterior e queda de 4,2% em relação a fevereiro de 2013. O aumento sazonal dos gastos no início do ano, além da manutenção de um elevado nível de endividamento e maior dificuldade de aquisição de crédito, manteve a intenção de consumo em um ritmo inferior ao do ano passado. Apesar do resultado, o índice mantém-se acima da zona de indiferença (100,0 pontos), indicando um nível favorável. Na comparação mensal, dois componentes da pesquisa apresentaram variações positivas – Perspectiva profissional e Momento para duráveis. O maior comprometimento da renda no início do ano com gastos relacionados a transporte, moradia e educação influenciou o resultado em fevereiro. Na comparação anual, o ICF novamente apresentou variação negativa, puxada por todos os componentes da pesquisa. Nível elevado de endividamento e crédito mais caro vêm refletindo em uma maior moderação do consumo no período. Na mesma base de comparação, o último resultado positivo foi em dezembro de 2012.

    Vendas do varejo têm o pior resultado em dez anos – As vendas do varejo encerraram 2013 com alta de 4,3%, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) divulgada recentemente pelo IBGE. No resultado do ano, destacaram-se as atividades de artigos de uso pessoal e doméstico (10,3%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (10,1%). Regionalmente, Mato Grosso do Sul (+10,9%), Rondônia (+9,3%) e Rio Grande do Norte (+9,3%) apresentaram as maiores taxas. Em relação a novembro, nas séries com ajustes sazonais, a queda de 0,2% pode ser atribuída às variações no comércio de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-12,7%) e móveis e eletrodomésticos (-3,5%). Naquele mês, a inflação no varejo foi de +0,7%. Ainda em relação ao mês anterior, o varejo ampliado, que conta com os resultados do comércio automotivo (-3,3%) e materiais de construção (-0,3%), registrou variação (-1,5%). O varejo ampliado registrou alta de 3,6% em 2013, a menor desde 2005.

    Mercado aumenta IPCA esperado para 2014 – No último relatório Focus divulgado pelo Banco Central, em 14/02, a mediana das expectativas para o IPCA aumentou pela primeira vez após duas quedas, alcançando 5,93%. Continua bem acima da meta de 4,50% (diferença de 1,43 ponto percentual). As projeções para 2015 permaneceram em 5,70% pela terceira semana, 0,8 p. p. abaixo do limite superior (6,50%). No curto prazo as projeções são de 0,65% para fevereiro e 0,50% em março, similar ao previsto nas semanas anteriores. As cinco instituições que mais acertam – TOP 5 – projetaram IPCA de 0,63% para fevereiro e 0,50% para março, próximos ao mercado. Segundo o IBGE, o IPCA de 2013 ficou em 5,91%, enquanto o IPCA de janeiro de 2014 foi de 0,55%. O índice acumulado nos últimos 12 meses foi de 5,59%. Após a taxa de juros Selic terminar o ano de 2013 em 10,0% e ter aumento de 0,50 ponto em janeiro, espera-se para a próxima reunião do Copom (dias 25 e 26 de fevereiro) que continue a aumentar a taxa, entretanto, em um nível menor. Projeta-se um novo aumento de 0,25 ponto na meta, subindo de 10,50% para 10,75%. Estima-se que a Selic termine 2014 em 11,25%, com mais aumentos ao longo do ano. Para 2015, o previsto é 12,00%.

    Reinstalação do Fórum das MPEs – Nos dias 10,11 e 12 de fevereiro, depois de meses de expectativas desde a sua criação, finalmente a Secretaria da Micro e Pequena Empresa (SMPE) reuniu-se com as lideranças representativas do segmento das MPEs, no primeiro encontro do Fórum Permanente das MPEs. As reuniões aconteceram na CNC/DF, entidade que continua a parceria para realizar os eventos, havida antes quando o Fórum era abrigado no MDIC. Os três dias de trabalho puderam ser divididos do seguinte modo. Na parte da manhã do dia 10, os antigos coordenadores dos seis comitês temáticos encontraram- se com o ministro da SMPE; na parte da tarde, o ministro coordenou a reunião com os representantes dos fóruns regionais, que passarão a chamar-se fóruns estaduais. Nos dias 11 e 12, os três comitês recém-criados foram apresentados. Essas reuniões tiveram o caráter de serem preparatórias para as próximas, que deverão acontecer nos dias 20 e 21 de maio.

  • Informativo Diário (BID) 036/2014

    DESTAQUES:

    Publicada Instrução Normativa que dispõe sobre a apresentação da Declaração de Ajuste Anual do IRPF referente ao exercício de 2014, ano-calendário de 2013.

    Exonerado a pedido o Ministro de Estado da Saúde.

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    DESTAQUES:

    Publicada Instrução Normativa que dispõe sobre a apresentação da Declaração de Ajuste Anual do IRPF referente ao exercício de 2014, ano-calendário de 2013.

    Exonerado a pedido o Ministro de Estado da Saúde.

     

     

     

     

     

     

     

     

     

  • Álcool versus gasolina

    Em artigo publicado nesta sexta-feira no Jornal do Commercio (RJ), o presidente da CNC, Antonio Oliveira Santos, faz uma abordagem sobre a evolução do uso do álcool como combustível no Brasil.

    Em artigo publicado nesta sexta-feira no Jornal do Commercio (RJ), o presidente da CNC, Antonio Oliveira Santos, faz uma abordagem sobre a evolução do uso do álcool como combustível no Brasil.

    De acordo com o artigo, entitulado “Álcool versus Gasolina”, nos dias atuais, a agroindústria do açúcar e do álcool está em regime de stress. “As dificuldades financeiras são, em parte, devidas a fatores climáticos que explicam porque entre a safra 2010/2011 e a safra de 2011/2012 houve, em ton/há, uma queda de 8,4% na produção de cana e uma perda de 11,8% em produtividade, medida em kg/ha. A menor produção de etanol foi compensada pela importação de 1.150 milhões de litros em 2011, 545 milhões em 2012 e 120 milhões em 2013. Ao lado do fator clima, a retirada da incidência da CIDE, Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico sobre a importação alterou a relação de preços relativos entre a gasolina e o etanol, reduzindo a competitividade do etanol.”

    Oliveira Santos mostra que a contenção do preço da gasolina para não impactar a taxa de inflação também comprometeu a relação de preços etanol/ gasolina. Ele defende uma política de longo prazo para o etanol, que, entre outros aspectos, deveria incorporar o incentivo à bioeletricidade. Clique aqui para ler o artigo na íntegra.

  • Carta Mensal 705

    Resultado de trabalho do mais alto teor cultural e profissional que expressa o pensamento de brasileiros ilustres – técnicos, professores, diplomatas, economistas, sociólogos, juristas e empresários – sobre os problemas econômicos, sociais e políticos, resultando numa obra notável de esclarecimento, que representa importante e desinteressada contribuição do comércio brasileiro à cultura do país.

     

    Para solicitar outras edições, clique aqui.

    Resultado de trabalho do mais alto teor cultural e profissional que expressa o pensamento de brasileiros ilustres – técnicos, professores, diplomatas, economistas, sociólogos, juristas e empresários – sobre os problemas econômicos, sociais e políticos, resultando numa obra notável de esclarecimento, que representa importante e desinteressada contribuição do comércio brasileiro à cultura do país.

     

    Para solicitar outras edições, clique aqui.

  • Alcool versus Gasolina (Jornal do Commercio de 21 de fevereiro de 2014)

    Antonio Oliveira Santos

    Presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo

     

    O uso do álcool nos motores de combustão interna (ciclo Otto) data do final do século XIX, mas não foi adiante em decorrência das crescentes descobertas de reservas de petróleo e o desenvolvimento das técnicas de exploração e refino que resultaram em preços baixos para os combustíveis líquidos.

    Antonio Oliveira Santos

    Presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo

     

    O uso do álcool nos motores de combustão interna (ciclo Otto) data do final do século XIX, mas não foi adiante em decorrência das crescentes descobertas de reservas de petróleo e o desenvolvimento das técnicas de exploração e refino que resultaram em preços baixos para os combustíveis líquidos.

    No Brasil, aconteceram diversas tentativas da indústria do açúcar e do álcool para incentivar o uso do álcool como combustível automotivo e há registro da então chamada Estação Experimental de Combustíveis e Minérios ter feito experiências, ao final dos anos 1920, com motores a álcool testados num Ford de quatro cilindros.

    A partir de 1931, sucessivos decretos determinaram a mistura do álcool anidro na gasolina, com um teor de álcool na “mistura carburante” que inicialmente era de 5% e chegou a 42% durante o período da II Guerra Mundial.

    A instituição do Programa Nacional do Álcool (Proálcool), em 1975, para incentivar o uso do álcool etílico como combustível automotivo, foi a resposta encontrada pelo do Governo para minorar os efeitos da primeira crise mundial do petróleo sobre a economia nacional. Crise iniciada dois anos antes pela forte elevação de preços imposta pelos países produtores organizados em cartel, a OPEP.

    Com o segundo choque do petróleo, em 1979, através de acordos com a indústria automobilística e as destilarias de álcool anexas às usinas de açúcar, surgiu grande número de destilarias autônomas. Essas destilarias são a fonte de produção do álcool hidratado.

    No caso das destilarias anexas, a oferta de álcool pode oscilar em função do preço alcançado pelo açúcar no mercado internacional. O açúcar em alta reduz a oferta de álcool. Tal oscilação não acontece nas destilarias de álcool direto que garantem oferta mais regular, excetuado o efeito das variações climáticas sobre os canaviais.

    Essa distinção é importante porque na década de 1990, com o forte crescimento das exportações de açúcar estimulado pelo preço no mercado internacional, houve escassez interna, que comprometeu a confiabilidade do Proálcool. A recuperação surgiu por volta de 2003, com a introdução no mercado doméstico do automóvel flex fuel cuja tecnologia incorpora aos motores de combustão interna a técnica dos computadores. Nessa inovação que poderíamos chamar de incremental, o motor bicombustível permite o uso da gasolina C com o álcool hidratado, em proporções a priori variáveis, dando flexibilidade de escolha ao usuário de combinações intermediárias entre, gasolina e álcool.

    Nas possíveis combinações, o preço para o usuário final leva em conta a diferença de poder calorífico (kcal/m3) entre o álcool e a gasolina. É da diferença de rendimento traduzida em quilômetros rodados que surge o critério que estabelece que o preço do álcool no posto de serviço deve corresponder a aproximadamente 70% do preço da gasolina.

    Nos dias atuais, a agroindústria do açúcar e do álcool está em regime de stress. As dificuldades financeiras são, em parte, devidas a fatores climáticos que explicam porque entre a safra 2010/2011 e a safra 2011/2012 houve, em ton/ha uma queda de 8,4% na produção de cana e uma perda de 11,8% em produtividade, medida em kg/ha. A menor produção de etanol foi compensada pela importação de 1.150 milhões de litros em 2011, 545 milhões em 2012 e 120 milhões em 2013. Ao lado do fator clima, a retirada da incidência da CIDE, Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico sobre a importação alterou a relação de preços relativos entre a gasolina e o etanol, reduzindo a competitividade do etanol. Mas isso não é tudo. A contenção do preço da gasolina para não impactar a taxa de inflação também comprometeu a relação de preços etanol/gasolina.

    Na realidade, as vicissitudes do setor sucroalcooleiro, no que tange ao etanol, estão na falta de uma política de longo prazo que, entre outros aspectos, deveria incorporar o incentivo à bioeletricidade. No dia de hoje, em que por força de condições climáticas adversas, o setor elétrico opera no limite da sua capacidade, não custa lembrar que as usinas e destilarias são autossuficientes em termos de energia e que o uso crescente dos excedentes de bagaço e palha como matéria prima para as termoelétricas tem efeito positivo sobre a rentabilidade da agroindústria do açúcar e do álcool.

     

    Jornal do Commercio, 21 de fevereiro de 2014.

  • Informativo Diário (BID) 035/2014

    DESTAQUES:

    Publicada a chapa para o processo eleitoral da Federação Nacional de Hotéis, Restaurantes Bares e Similares.

    Instituído Comitê Gestor do Simples Nacional e fica designado seus membros.

    Publicado, procedimentos relativos ao Cadastro Nacional de Informações Sociais – CNIS, ao Sistema Informatizado de Controle de Óbitos – SISOBI e ao Sistema Corporativo de Benefícios do INSS – SISBEN.

     

     

     

     

     

     

     

     

    DESTAQUES:

    Publicada a chapa para o processo eleitoral da Federação Nacional de Hotéis, Restaurantes Bares e Similares.

    Instituído Comitê Gestor do Simples Nacional e fica designado seus membros.

    Publicado, procedimentos relativos ao Cadastro Nacional de Informações Sociais – CNIS, ao Sistema Informatizado de Controle de Óbitos – SISOBI e ao Sistema Corporativo de Benefícios do INSS – SISBEN.