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  • Boletim Informativo Diário (BID) 019/2013

    DESTAQUES:

    MAPA submete à consulta pública normas que aprovam os padrões de identidade e qualidade para a produção e comercialização de sementes

    INSS regulamenta conciliação no âmbito do processo administrativo de recursos de benefícios da previdência social

    DESTAQUES:

    MAPA submete à consulta pública normas que aprovam os padrões de identidade e qualidade para a produção e comercialização de sementes

    INSS regulamenta conciliação no âmbito do processo administrativo de recursos de benefícios da previdência social

  • Concessão de empréstimos e financiamentos ao consumidor pode avançar 9,1% este ano

    O volume de crédito no sistema financeiro nacional atingiu R$2,36 trilhões em 2012, o equivalente a 53,5% do PIB, segundo dados divulgados hoje pelo Banco Central. Este volume representou uma alta de 16,2% em relação ao ano passado. O crédito livre respondeu por 63,0% do total, sendo 30,7% dos recursos destinados às pessoas físicas e 32,3% para pessoas jurídicas. No ano passado a meta da taxa Selic recuou de 10,50% em janeiro para 7,25% ao ano em dezembro.

    O volume de crédito no sistema financeiro nacional atingiu R$2,36 trilhões em 2012, o equivalente a 53,5% do PIB, segundo dados divulgados hoje pelo Banco Central. Este volume representou uma alta de 16,2% em relação ao ano passado. O crédito livre respondeu por 63,0% do total, sendo 30,7% dos recursos destinados às pessoas físicas e 32,3% para pessoas jurídicas. No ano passado a meta da taxa Selic recuou de 10,50% em janeiro para 7,25% ao ano em dezembro.

    Considerando um cenário de crescimento de 3,3% do PIB e de taxa Selic em 7,25% ao final de 2013, a expectativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) é de que a concessão de empréstimos e financiamentos ao consumidor avance 9,1% sobre o ano passado e que a relação crédito total/PIB atinja 55,6% com R$2,68 trilhões em circulação no sistema financeiro nacional. Ainda neste cenário a taxa média ao consumidor deverá recuar para 31,6% ao ano com a inadimplência próxima de 7,1% em dezembro.

  • Sumário Econômico 1307

    Destaque da edição:

    Destaque da edição:

    O papel dos estoques no comércio em 2012 – Os dados definitivos acerca das vendas do varejo em 2012 serão conhecidos somente em meados de feve¬reiro, quando da divulgação da pesquisa mensal de comércio de dezembro pelo IBGE. Contudo, independente dos re¬sultados do último mês de 2012, sabe-se que no ano passado o volume de vendas do comércio cresceu aproximadamente 9%. Resultado melhor, inclusive, que o de 2011, quando houve alta de 6,7%. Curiosamente, naquele ano o produto interno bruto cresceu mais do que em 2012 (+2,7% contra 1,0%). A partir do segundo semestre, quando a valorização cambial tornou menos atraente a importação de bens de con¬sumo e cessou a acumulação de esto¬ques, as encomendas de bens duráveis à indústria nacional foram retomadas, de modo que, a partir de agosto a pro¬dução física de bens duráveis reagiu, passando a crescer 7,5% em relação ao mesmo período de 2011. Portanto, pelo lado da oferta, pode-se concluir que a demanda por bens de consumo não duráveis foi sustentada pela importação deste tipo de bem ao longo de todo o ano. O varejo de bens duráveis, por sua vez, foi abastecido pelos estoques formados no primeiro semestre que, uma vez consumidos le¬varam à novas encomendas da indústria no terço final de 2012.

     

    Outras matérias:

    Intenção de Consumo das Famílias recua 2,1% em janeiro – A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) apresentou queda de 2,1% (135,1 pontos) na comparação com o mês imediatamente anterior e -3,3% em relação a janeiro de 2012. Os efeitos sazonais no início do ano, quando há menor disposição ao consumo, além da manutenção de um nível elevado de endividamento impediram um aumento da confiança das famílias no período. Após registrar elevação em dezembro, o otimismo quanto ao mercado de trabalho voltou a influenciar negativamente no resultado da ICF em janeiro. Os índices mantêm-se acima da zona de indiferen¬ça (100,0 pontos), indicando um nível favorável de consumo. Analisando as condições atuais e as perspectivas futuras da Economia doméstica, a previsão da Divisão Eco¬nômica da CNC é de que o volume de vendas do varejo obtenha um cresci¬mento ao redor de 7,5% em 2013.

     

    Selic deve permanecer em 7,25% – Após a decisão do Copom de não alterar a meta para a taxa de juros, permanecendo em 7,25% – a mais baixa da série histórica -, o mercado acredita que esta taxa deve continuar até o final do ano. Segundo o último relatório Fo¬cus disponibilizado pelo Banco Central, os analistas não esperam modificações na Selic ao longo de 2013. Entretanto, a mediana das expectativas para 2014 é de 8,25%, contabilizando um aumento de 1 ponto para o próximo ano.

     

    Número de MPEs na economia – A partir da segunda metade do século XX, nos anos JK, as mu¬danças na estrutura produtiva da eco¬nomia brasileira diminuíram o peso das atividades primárias. Até então, o País era eminentemente agrário, exportador e bastante vulnerável às oscilações da demanda internacional. Mesmo com a industrialização, tardia, mas acelerada, o novo modelo de pro-dução não impediu que a economia continuasse concentrada. Nos últimos anos, a diminuição da in¬formalidade está diretamente ligada à importância das MPEs, que se acentua na medida em que a legislação para reduzir o setor informal aperfeiçoa-se, além de outras concessões legais para as MPEs com vantagens competitivas em relação às médias e grandes. O impacto da presença das MPEs na economia pode ser medido pelo núme¬ro de empresas. No intervalo, foram criadas 666.592 empresas, ao passo que o número de médias e grandes foi de 12.684. Em 2010 tinha-se 3.352.752 MPEs; e 50.696 médias e grandes. As primeiras correspondem a 98,5% do total. As atividades que mais cresceram foram comércio e serviços, setores da produção que expressam a performance da economia.

     

    Educação ambiental/efeitos positivos – Com o progresso da civilização, foi necessário desenvolver novas formas de educar e de agir coletivamente, buscando maneiras de fornecer soluções para os problemas da sociedade. A educação ambiental, por exem¬plo, tem a função de conscientizar a população do quanto é importante a preservação do ambiente em que se vive e demonstrar a necessidade de mudanças de comportamento, de modo a evitar prejuízos irreversíveis ao meio ambiente.

  • CNC Notícias – Janeiro de 2013

    Além de cuidar de todas as questões que envolvem seu negócio, o comerciante brasileiro tem mais uma tarefa a partir de junho: atender à Lei 12.741/2012, que exige a indicação, na nota fiscal, de todos os impostos incidentes sobre cada produto vendido.

    Além de cuidar de todas as questões que envolvem seu negócio, o comerciante brasileiro tem mais uma tarefa a partir de junho: atender à Lei 12.741/2012, que exige a indicação, na nota fiscal, de todos os impostos incidentes sobre cada produto vendido.

    O assunto é capa da edição de janeiro da CNC Notícias. Saiba o que pensa a Diretoria da Confederação sobre a nova lei, além das explicações dadas pelo consultor Roberto Nogueira em entrevista. O entendimento é de que a medida é válida, mas de difícil implementação.

    O primeiro acordo setorial assinado nos moldes da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), formalizado pela CNC e pelo Ministério do Meio Ambiente, também ganha espaço na revista. Além disso, o planejamento da Confederação na área de turismo para 2013 e as novidades das Câmaras do Comércio da entidade estão na primeira edição do ano da CNC Notícias, entre outros temas.

  • Boletim Informativo Diário (BID) 018/2013

    DESTAQUES:

    Republicado Ato que divulga o preço médio ponderado a consumidor final dos combustíveis, a partir de 1º de fevereiro de 2013

    INSS disciplina a revisão dos benefícios em cumprimento a Acordo Homologado

    Dispensado e designado representantes da Fecomércio-SE no Conselho de Previdência Social do INSS em Aracaju

    DESTAQUES:

    Republicado Ato que divulga o preço médio ponderado a consumidor final dos combustíveis, a partir de 1º de fevereiro de 2013

    INSS disciplina a revisão dos benefícios em cumprimento a Acordo Homologado

    Dispensado e designado representantes da Fecomércio-SE no Conselho de Previdência Social do INSS em Aracaju

  • Manifesto de solidariedade

    MANIFESTO DE SOLIDARIEDADE


    Os presidentes das Federações do Comércio, signatários deste Manifesto, vêm a público externar incondicional solidariedade ao presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo – CNC – e dos Conselhos Nacionais do Sesc e do Senac, Dr. Antonio Oliveira Santos, em face das graves ofensas que lhe foram recentemente assacadas.

    MANIFESTO DE SOLIDARIEDADE


    Os presidentes das Federações do Comércio, signatários deste Manifesto, vêm a público externar incondicional solidariedade ao presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo – CNC – e dos Conselhos Nacionais do Sesc e do Senac, Dr. Antonio Oliveira Santos, em face das graves ofensas que lhe foram recentemente assacadas.

    Num gesto de indisfarçável contrariedade, por força de eventuais irregularidades detectadas pelos Conselhos Fiscais do Sesc e do Senac no âmbito do Sesc-Rio de Janeiro e do Senac-Rio de Janeiro, matéria que ora se encontra sob investigação por Comissões de Inquérito, tais Administrações Regionais, em conjunto com a Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro, ingressaram com ação judicial para afastar o Presidente Antonio Oliveira Santos de suas funções, com uso inadmissível de linguagem ofensiva e injuriosa à pessoa do referido dirigente, que repudiamos integralmente, posto que atentatória à ética e ao decoro.

    Com efeito, não é aceitável que tais entidades, presididas pelo sr. Orlando Diniz, sob o pretexto de provocar a Justiça para exporem suas divergências, utilizem adjetivação indecorosa contra uma pessoa digna de admiração e respeito dos signatários, uma vez que construiu, ao longo de sua gestão, um inestimável patrimônio cultural, assistencial e educacional que legará para gerações de comerciantes e comerciários de todo o País.

    Aguardando o julgamento, ora em curso, repudiamos os ataques à honra perpetrados contra o Presidente Antonio Oliveira Santos, que sempre mereceu e merece todo o nosso respeito, servindo esta manifestação como gesto de desagravo contra expressões altamente ofensivas proferidas contra ele nas vias judiciais.

     

    Rio de Janeiro, 24 de janeiro de 2013.

     

    ABEL GOMES DA ROCHA FILHO – Fecomércio-SE

    ADELMIR ARAÚJO SANTANA – Fecomércio-DF

    ALEXANDRE SAMPAIO DE ABREU – FNHRBS

    ANTONIO OSORIO – Diretor da CNC

    ARI FARIA BITTENCOURT – Suplente da Diretoria da CNC

    BRUNO BREITHAUPT – Fecomércio-SC

    CANUTO MEDEIROS DE CASTRO – Suplente da Diretoria da CNC

    CARLOS FERNANDO AMARAL – Fecomércio-BA

    CARLOS MARX TONINI – Fecomércio-PA

    DANIEL MANSANO – Feduaneiros

    DARCI PIANA – Fecomércio-PR

    EDI ELLY BENDER KOHNERT SEIDLER – Suplente da Diretoria da CNC

    EDISON FERREIRA DE ARAÚJO – Fecomércio-MS

    EUCLIDES CARLI – Diretor da CNC

    EXPEDITO EDILSON MOTA BORGES – Suplente da Diretoria da CNC

    FRANCISCO VALDECI DE SOUSA CAVALCANTE – Fecomércio-PI

    JOÃO HELVÉCIO FAÉ – Suplente da Diretoria da CNC

    JOSÉ ARTEIRO DA SILVA – Fecomércio-MA

    JOSÉ EVARISTO DOS SANTOS – Fecomércio-GO

    JOSÉ LINO SEPULCRI – Fecomércio-ES

    JOSÉ MARCONI MEDEIROS DE SOUZA – Fecomércio-PB

    JOSÉ ROBERTO TADROS – Fecomércio-AM

    JOSIAS SILVA DE ALBUQUERQUE – Fecomércio-PE

    LADISLAO PEDROSO MONTE – Fecomércio-AP

    LÁZARO LUIZ GONZAGA – Fecomércio-MG

    LEANDRO DOMINGOS TEIXEIRA PINTO – Fecomércio-AC

    LILIANA RIBAS TAVARNARO – Suplente da Diretoria da CNC

    LUIZ GASTÃO BITTENCOURT DA SILVA – Fecomércio-CE

    LUIZ GIL SIUFFO PEREIRA –Vice-presidente Financeiro da CNC

    MARCELO FERNANDES DE QUEIROZ – Fecomércio-RN

    MARCO AURÉLIO SPROVIERI RODRIGUES – Diretor da CNC

    ODAIR DE JESUS CONCEIÇÃO – Suplente da Diretoria da CNC

    PAULO MIRANDA SOARES – Fecombustíveis

    PEDRO JAMIL NADAF – Fecomércio-MT

    RANIERY ARAÚJO COELHO – Fecomércio-RO

    WILTON MALTA DE ALMEIDA – Fecomércio-AL

  • Boletim Informativo Diário (BID) 017/2013

    DESTAQUES:

    Governo anuncia medidas reduzindo tarifa de energia elétrica

    Divulgado o preço médio ponderado a consumidor final dos combustíveis, a partir de 1º de fevereiro de 2013

    RFB fixa regras para depósitos judiciais e extrajudiciais referentes a contribuições previdenciárias

    DESTAQUES:

    Governo anuncia medidas reduzindo tarifa de energia elétrica

    Divulgado o preço médio ponderado a consumidor final dos combustíveis, a partir de 1º de fevereiro de 2013

    RFB fixa regras para depósitos judiciais e extrajudiciais referentes a contribuições previdenciárias

  • Informe Representações 221

    Assessoria de Gestão das Representações | 24/01/2013 – Ano 4, nº 221

     

    MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO

    Comissão Tripartite de Relações Internacionais

    Pedro Jamil Nadaf, diretor secretário da CNC, e Patrícia Cerqueira Coimbra Duque, chefe da Divisão Sindical da CNC, foram indicados para representar a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), como titular e suplente, respectivamente, na Comissão Tripartite de Relações Internacionais do Ministério do Trabalho e Emprego.

    Assessoria de Gestão das Representações | 24/01/2013 – Ano 4, nº 221

     

    MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO

    Comissão Tripartite de Relações Internacionais

    Pedro Jamil Nadaf, diretor secretário da CNC, e Patrícia Cerqueira Coimbra Duque, chefe da Divisão Sindical da CNC, foram indicados para representar a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), como titular e suplente, respectivamente, na Comissão Tripartite de Relações Internacionais do Ministério do Trabalho e Emprego.

    Compete à Comissão Tripartite analisar as agendas de trabalho propostas por diversos fóruns internacionais, tais como: Organização Internacional do Trabalho (OIT), Conferência Interamericana de Ministros do Trabalho da Organização dos Estados Americanos (CIMT/OEA), Mercado Comum do Sul (Mercosul), entre outros, além de se pronunciar sobre assuntos que lhe sejam submetidos pelo Ministro de Estado do Trabalho e Emprego, na sua área de competência.

     

    MINISTÉRIO DA SAÚDE

    Câmara de Saúde Suplementar

    Albucacis de Castro Pereira, gerente de relacionamento CNC-SESC-SENAC, e Alexandre Frederico de Marca, chefe da Divisão de Promoção de Saúde e Bem estar Social da CNC, foram indicados para representar a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), como titular e suplente, respectivamente, na Câmara de Saúde Suplementar (CAMSS) da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

    A Câmara de Saúde Suplementar é um órgão de participação institucionalizada da sociedade na Agência Nacional de Saúde Suplementar, de caráter consultivo e permanente, formada por representantes de todos os segmentos da sociedade que protagonizam as relações do setor, e tem por finalidade auxiliar a Diretoria Colegiada da ANS nas discussões para a construção da política regulatória de saúde suplementar no Brasil.

     

    Assessoria de Gestão das Representações – CNC

    61) 3329-9539 / 3329-9547 / 3329-9566

    agr@cnc.com.br

  • Oliveira Santos retoma presidência dos Conselhos Nacionais do Sesc e do Senac por decisão da Justiça

    A decisão que afastou o presidente dos Conselhos Nacionais do Serviço Social do Comércio (Sesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), Antonio Oliveira Santos, foi suspensa por decisão proferida pelo Desembargador Fernando Cerqueira Chagas, componente da 15ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, no dia 23/01/2012.

    A decisão que afastou o presidente dos Conselhos Nacionais do Serviço Social do Comércio (Sesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), Antonio Oliveira Santos, foi suspensa por decisão proferida pelo Desembargador Fernando Cerqueira Chagas, componente da 15ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, no dia 23/01/2012.

    Antonio Oliveira Santos, bem como o Sesc e o Senac Nacionais, representados pelo escritório Paulo Cezar Pinheiro Carneiro Advogados Associados, interpuseram Agravo de Instrumento sustentando, em síntese, que a decisão recorrida é ilegal, na medida em que as irregularidade apontadas pelo Tribunal de Contas da União, no ano de 2004, foram somente em relação a três contas e não à prestação de contas como um todo. Além disso, as referidas contas consideradas irregulares pelo TCU diziam respeito, tão somente, a 0,49% das despesas referentes ao ano de 2000 do Sesc – sendo certo que todas as contas do Presidente foram aprovadas por deliberações dos Conselhos Nacionais, com a presença e aprovação, inclusive, do Sesc Rio e Senac Rio.

    Foi também alegado que a perda do mandato não pode ser decretada sem qualquer requerimento da parte interessada, mas, somente, por proposta fundamentada do Presidente ou de qualquer Conselheiro, respeitando-se o direito à ampla defesa e ao contraditório, nos termos do art. 5º da Constituição Federal, do art. 2º da Lei 9.784/99, bem como dos arts. 12 e 13 dos Regimentos do Senac e do Sesc.

    Segundo o Desembargador, estariam presentes os requisitos capazes de autorizar o deferimento do efeito suspensivo ao recurso, uma vez que a decisão recorrida foi proferida sem a oitiva da outra parte, “sendo que a jurisprudência deste Tribunal e do Colendo Superior Tribunal de Justiça se orienta no sentido de que a concessão da tutela antecipada sem audiência da parte contrária só deve ocorrer em casos excepcionais, quando há perigo de que o réu possa, se previamente citado, frustrar o alcance da medida, o que, ao menos neste exame perfunctório, não se verifica no presente caso”.

    O Desembargador ressaltou, ainda, que esse posicionamento está de acordo com os princípios estabelecidos no inciso LV do artigo 5º da Constituição Federal.

  • A capacidade de inovar (Jornal do Commercio de 23 de janeiro de 2013)

    Antonio Oliveira Santos

    Presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo

     

    Antonio Oliveira Santos

    Presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo

     

    A inovação, um dos motores do desenvolvimento, está ligada à imagem de Schumpeter, um dos grandes economistas do Século XX que, em seus ensaios sobre o capitalismo, foi o primeiro a chamar atenção para os avanços da ciência e da tecnologia como elementos da criação de novos processos de produção de bens e serviços. A ideia da inovação significa substituir, às vezes até brusca e repentinamente, o “velho” pelo “novo”, Por isso, Schumpeter, numa linguagem metafórica, afirma que a inovação produz uma “destruição criadora”.

    Há duas categorias de inovação: as radicais e as incrementais. Exemplo de inovação radical é a máquina a vapor imaginada por Newcomen, aperfeiçoada por Watt e incorporada à locomotiva de Stephenson, que está na origem da Revolução Industrial do Século XVIII, na Inglaterra. Um bom exemplo de inovação incremental é o motor de combustão interna de quatro tempos (ciclo Otto), hoje flex, bicombustível, ao queimar, independentemente do teor da mistura, gasolina e etanol.

    Na verdade, a partir de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), as inovações são produto da mente humana e perpassam por um amplo espectro de aplicações. No plano das inovações radicais, podem ser citados: (a) a contenção das epidemias, a vacina de Jenner anti-varíola e a vacina Sabin contra a poliomielite; (b) os achados da genética e o decifrar de códigos, que abrem novos horizontes para o aumento da expectativa da vida humana; (c) as técnicas de prospecção do petróleo e a microeletrônica, que definem ciclos econômicos de longa duração, ao plasmar padrões e sistemas de produção. No plano das inovações incrementais, talvez as mais frequentes sejam as que surgem, a cada ano, no mundo da moda, os desfiles promovidos pelos grandes costureiros e estilistas, ao propor novos figurinos e materiais.

    As manifestações do intelecto fazem parte de um conjunto que, mais além do campo das tecnologias, como “maneira de fazer as coisas”, abrange as artes plásticas e a literatura. São expressões variadas do engenho humano que geram, para seus autores, direitos protegidos por leis. A Lei brasileira

    nº 9.279/1996 protege a invenção, os modelos industriais, as marcas, etc. O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) não só registra a propriedade da invenção, através da concessão de cartas-patentes, como a importação de tecnologia que, mais adiante, vai dar origem ao pagamento de royalties devidos ao exterior. Em paralelo com a legislação e o INPI, integram a Administração Pública os Institutos de Ciência e Tecnologia (ICT), instituídos pela

    Lei nº 10.973/2004, que podem interagir entre si, formando núcleos ou conglomerados institucionais, sob o manto do Ministério da Ciência e Tecnologia criado em 1989; desse modo, pode-se dizer que o País possui um Sistema Nacional da Inovação.

    O INPI produz copiosa informação contida em uma série histórica 1998/2011, da qual é possível destacar os pedidos depositados de patentes de invenção. O número de pedidos flutua, nesse intervalo de tempo, de 6 a 7mil pedidos anuais. Vale destacar que nos três primeiros anos da série o número de pedidos formulados por não residentes excedia os pedidos de residentes, mas daí em diante, de modo crescente, a prevalência se inverte. Dos 7.418 pedidos apresentados em 2011, 63% foram formulados por residentes.

    No plano mundial, o Escritório de Patentes e Marcas dos Estados Unidos (USPTO) talvez seja a fonte mais importante de informação sobre patentes de invenção. Na série histórica construída para o Brasil, o número de pedidos, a partir de 1998 até 2011, é constantemente crescente: Foram 134 pedidos em 1998 e 586 em 2011, o que, isoladamente, constituí um bom indicador da propensão à criatividade. Contudo, entre o pedido e a concessão da patente, a diferença pode ter importantes variações. Dos 165 pedidos de 1998, 67 foram transformados em concessões; em 2011, dos 586 pedidos, 254 foram efetivamente concedidos.

    Nas comparações internacionais, com base na mesma fonte, os Estados Unidos aparecem como o país com o maior número de inovações. É bem possível que a importação de cérebros vindos da Europa, em decorrência das duas grandes guerras mundiais e, mais recentemente, procedentes da Ásia, explique boa parte dessa liderança. No acumulado entre 1998 e 2011, 2,8 milhões de patentes dos Estados Unidos comparam-se com 850 mil do Japão e 345 mil da Alemanha. Mesmo sem cogitar da qualidade e finalidade das patentes, a diferença é abismal. A China, como potência emergente, juntamente com Hong Kong, teve, no mesmo período, 21 mil patentes, contrastando com 94 mil de Taiwan e 90 mil da Coréia do Sul.

    Nesse universo de nações, o Brasil tem diminuta participação, com cerca de 2.600 patentes, quase igualado ao México, mas bem acima da Argentina. Excluindo a China e a Rússia, os outros dois Brics, Índia e África do Sul, acumulam 7.000 e 4.300 patentes, respectivamente.

    A pequena participação brasileira em matéria de inovações deve ser devidamente matizada. Algumas inovações resultantes de pesquisas (P&D) desenvolvidas no Brasil têm alcance e repercussão internacional, como as pesquisas genéticas da Embrapa e a exploração do petróleo em águas profundas, liderada pela Petrobras.

    É alentador o fato de termos, hoje, à frente do MCTI, um notável físico e matemático vindo da área da exploração espacial.

     

    Jornal do Commércio, 23 de janeiro de 2013.