Blog

  • Sumário Econômico 1364

    Destaque da edição:

     

    Destaque da edição:

     

    A substituição tributária no âmbito do ICMS – No substancioso e conciso estudo Usos e abusos da substituição tributária no âmbito do ICMS, ilustrado com numerosos gráficos, o economista José Teófilo Oliveira, com a ampla experiência de ter exercido os cargos de secretário da Fazenda do Estado do Espírito Santo e de secretário de Orçamento e Finanças do Ministério do Planejamento, discorre sobre a realidade da tributação do ICMS no que se refere ao instrumento da substituição tributária, particularmente quanto aos efeitos sobre as micros e pequenas empresas e quanto à grande disparidade das alíquotas efetivas médias entre as diversas unidades da Federação. No preâmbulo do trabalho, ele afirma que “A substituição tributária é um regime de tributação no qual a responsabilidade do ICMS é atribuída, compulsoriamente, a outro contribuinte que não aquele responsável pelo fato gerador do imposto”. E acrescenta que “foi pensada como um instrumento no combate à sonegação fiscal, ao mesmo tempo em que minimizaria o custo de fiscalização e controle” e que “seria aplicada a alguns segmentos econômicos que possuem certas especificidades, a saber: produção oligopolizada (poucos produtores), comercialização pulverizada, produtos razoavelmente homogêneos nos quesitos qualidade e preço”.

     

    Outras matérias:

    A crise da dívida europeia ainda não acabou – Em maio deste ano, participei do Frankfurt Finance Summit (Cúpula Financeira de Frankfurt), quando profissionais do mercado financeiro, acadêmicos e representantes do setor público discutiram os desafios do setor na cidade alemã, atualmente o segundo maior centro financeiro da Europa. Os desafios da recém-nascida união bancária europeia e as significativas mudanças nos rumos da regulação e da supervisão das instituições financeiras foram o principal tema do evento. Também não se pôde deixar de discutir a crise das dívidas soberanas e os riscos macroprudenciais e da política monetária dentro e fora da zona do euro. Em um dos painéis, quando os debatedores foram questionados quanto a se a crise da dívida europeia havia acabado, a resposta foi unânime. A crise ainda não acabou. A atuação do Banco Central Europeu (BCE), sinalizando a intenção de prover liquidez ilimitada por meio de um possível programa de compra de títulos, foi eficaz em reduzir os prêmios de risco. No entanto, além da própria viabilidade política de tal atuação – pois muitos acham que o BCE estaria, desse modo, excedendo seu mandato –, tal programa gera novos riscos econômicos, particularmente à estabilidade do sistema financeiro.

    Confiança do comércio atinge mínima histórica em maio – Em maio a confiança dos empresários do comércio atingiu o menor nível desde o início da pesquisa, em 2011. Descontados os efeitos sazonais, a queda de 1,4% em relação a abril foi puxada pela deterioração do nível de satisfação com as condições econômicas correntes (-1,5%), especialmente por meio da retração no quesito que avalia as condições atuais do comércio (-2,1%). Os subitens que medem as expectativas (-1,3%) e as intenções de investimentos (-1,4%) também registraram recuos nessa base comparativa. Em relação a maio de 2013, houve queda de 9,0% – a maior desde julho de 2012. A queda na confiança tem acompanhado a desaceleração do volume de vendas do varejo, que, no acumulado do primeiro trimestre de 2014, registrou o desempenho mais fraco desde o quarto trimestre de 2008, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio do IBGE. A queda anual de 12,6% – a maior desde agosto de 2012 – levou a percepção em relação às condições econômicas correntes a um novo piso histórico, mantendo-se, pelo quarto mês seguido, no nível de insatisfação (abaixo dos 100 pontos). Aos 70,3 pontos, a avaliação da economia segue como o quesito com nível mais baixo na avaliação dos empresários dentre os nove itens pesquisados mensalmente pelo Icec.

    Indústria recua 1,2% no ano – Segundo os últimos dados disponibilizados pelo IBGE, a produção industrial reduziu-se 0,3% em abril deste ano, após queda de 0,5% em março e aumento de 0,2% no mês anterior – em comparação com o mês imediatamente anterior, dados com ajuste sazonal. Entre as categorias de uso, a maioria registrou retração. A de Bens de consumo semi e não duráveis (+0,4%) foi a única exceção. Entretanto. A de Bens de consumo em geral caiu 0,8% e permaneceu estável. Na comparação com abril de 2013 houve uma queda ainda mais acentuada, de 5,8% – mais intensa que a taxa do mês anterior, de -0,7%. A indústria de transformação, com recuo de 7,0%, foi a principal influência, sendo que a Indústria extrativa acelerou 4,8%. Bens de capital foi o maior destaque, com resultado negativo de -14,4%. A categoria de Bens intermediários também demonstrou queda (-4,5%). Já a de Bens de consumo recuou 6,0%, influenciada pela queda de 12,0% nos bens duráveis e queda de 3,9% em Bens semi e não duráveis.

  • Informe Representações 280

    Assessoria de Gestão das Representações |13/06/2014 – Ano 4, nº 280

     

    MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE

    Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental (SAIC)

    Cristiane de Souza Soares, assessora da CNC, foi indicada para representar a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) no Comitê de Acompanhamento das Deliberações da 4ª Conferência Nacional do Meio Ambiente.

    Assessoria de Gestão das Representações |13/06/2014 – Ano 4, nº 280

     

    MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE

    Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental (SAIC)

    Cristiane de Souza Soares, assessora da CNC, foi indicada para representar a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) no Comitê de Acompanhamento das Deliberações da 4ª Conferência Nacional do Meio Ambiente.

    O Comitê foi criado pela Portaria nº 109, de 26 de março de 2014, com o objetivo de acompanhar a implementação das deliberações da 4ª Conferência Nacional do Meio Ambiente (CNMA) e contribuir no que for necessário para a implementação das deliberações da 4ª CNMA. No âmbito de suas instituições e esferas de competência, será composto por oito integrantes da sociedade civil; um representante da comunidade acadêmica; dois representantes de cooperativas de catadores; um representante dos trabalhadores; dois representantes das entidades empresariais; e cinco representantes do poder público.

     

    Assessoria de Gestão das Representações – CNC

    (61) 3329-9539 / 3329-9547 / 3329-9566

    agr@cnc.com.br

  • Vendas do comércio varejista devem ter alta de 4,7% em 2014

    O volume de vendas do comércio varejista teve queda de 0,3% em abril – a segunda queda consecutiva em 2014, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada hoje pelo IBGE. No entanto, na comparação anual o setor apresentou alta de 6,7% em relação ao mesmo mês do ano passado.

     

    As maiores altas ocorreram nos ramos de artigos de uso pessoal e doméstico (+16,0%) e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (+10,1%). Já o setor que apresentou o pior desempenho em maio foi o de jornais, revistas e papelaria, com queda de 10,6% em relação a abril de 2013.

     

    Com base nos dados, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revisou para baixo a expectativa do volume de vendas para 2014, passando de 4,9% para 4,7%. Ao final do ano deverão se sobressair os ramos de artigos de uso pessoal e doméstico (+11,0%) e de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (+7,8%). Apesar do momento ainda favorável do mercado de trabalho, a inflação dos alimentos e o encarecimento do crédito têm dificultado a recuperação do ritmo das vendas no varejo. Acesse a nota completa.

     

    O economista Fabio Bentes atenderá os jornalistas pelo telefone (21) 3804-9264.

     

     

  • Vendas do comércio varejista devem ter alta de 4,7% em 2014

    O volume de vendas do comércio varejista teve queda de 0,3% em abril – a segunda queda consecutiva em 2014, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada hoje pelo IBGE. No entanto, na comparação anual o setor apresentou alta de 6,7% em relação ao mesmo mês do ano passado.

    As maiores altas ocorreram nos ramos de artigos de uso pessoal e doméstico (+16,0%) e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (+10,1%). Já o setor que apresentou o pior desempenho em maio foi o de jornais, revistas e papelaria, com queda de 10,6% em relação a abril de 2013.

    O volume de vendas do comércio varejista teve queda de 0,3% em abril – a segunda queda consecutiva em 2014, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada hoje pelo IBGE. No entanto, na comparação anual o setor apresentou alta de 6,7% em relação ao mesmo mês do ano passado.

    As maiores altas ocorreram nos ramos de artigos de uso pessoal e doméstico (+16,0%) e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (+10,1%). Já o setor que apresentou o pior desempenho em maio foi o de jornais, revistas e papelaria, com queda de 10,6% em relação a abril de 2013.

    Com base nos dados, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revisou para baixo a expectativa do volume de vendas para 2014, passando de 4,9% para 4,7%. Ao final do ano deverão se sobressair os ramos de artigos de uso pessoal e doméstico (+11,0%) e de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (+7,8%).  Apesar do momento ainda favorável do mercado de trabalho, a inflação dos alimentos e o encarecimento do crédito têm dificultado a recuperação do ritmo das vendas no varejo.

  • Boletim Informativo Diário (BID) 107/2014

    DESTAQUES:

    Codefat disciplina pagamento do Abono Salarial 2014/2015

    SRT dá ciência do pedido de registro sindical requerido pelo Sindicato Patronal do Comércio Atacadista e Varejista e Bens e Serviços de Vera Cruz, Itaparica, Salinas das Margarida, Nazaré e Valença-BA – SINDIPAVABES

    Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado de Pernambuco convoca todos associados para as eleições no dia 14 de julho de 2014

  • Senac: preparando um time de campeões

    O caderno especial do Jornal do Commercio do Rio sobre a Copa do Mundo, publicado hoje, 12 de junho, traz o anúncio “Senac: preparando um time de campeões”, mostrando a atuação da entidade na formação profissional na área do turismo.

    Somente nos últimos quatro anos, cerca de 900 mil alunos se formaram ou iniciaram seus estudos no Senac nas áreas de Turismo, Saúde, Gestão, Gastronomia e Idiomas, preparando-se para bater um bolão no atendimento aos mais de 3,6 milhões de turistas que são esperados no evento esportivo.

    Confira o anúncio:

     

    O caderno especial do Jornal do Commercio do Rio sobre a Copa do Mundo, publicado hoje, 12 de junho, traz o anúncio “Senac: preparando um time de campeões”, mostrando a atuação da entidade na formação profissional na área do turismo.

    Somente nos últimos quatro anos, cerca de 900 mil alunos se formaram ou iniciaram seus estudos no Senac nas áreas de Turismo, Saúde, Gestão, Gastronomia e Idiomas, preparando-se para bater um bolão no atendimento aos mais de 3,6 milhões de turistas que são esperados no evento esportivo.

    Confira o anúncio:

     

  • Boletim Informativo Diário (BID) 106/2014

    DESTAQUES:

    Designados representantes indicados pela CNC para comporem o Conselho Gestor do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social

    MPS estabelece os fatores de atualização dos benefícios para junho de 2014

    Reajustadas as tarifas postais nacionais e internacionais

    Criado Grupo de Trabalho para promover a modernização da vitivinicultura brasileira

    Arquivado o pedido de Alteração Estatutária do Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado de Pernambuco

    SRT arquiva impugnação e remete para procedimentos de Mediação o Sindicato do Comércio Varejista da Mata Sul do Estado de Pernambuco – SINCOMATA; o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Pernambuco – SINDICOMBUSTÍVEIS/PE; o Sindicato Nacional do Comércio de Produtos Odontológicos Varejo e Atacado; o Sindicato do Comércio de Autopeças de Estado de Pernambuco-SINCOPEÇAS-PE; o Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêutico do Estado de Pernambuco – SINCOFARMA-PE; o Sindicato do Comércio de Hortifrutigranjeiros, Flores e Plantas do Estado de Pernambuco; e o Sindicato das Empresas do Comércio de Bens e Serviços do Cabo de Santo Agostinho

  • Carta Mensal 708

    Resultado de trabalho do mais alto teor cultural e profissional que expressa o pensamento de brasileiros ilustres – técnicos, professores, diplomatas, economistas, sociólogos, juristas e empresários – sobre os problemas econômicos, sociais e políticos, resultando numa obra notável de esclarecimento, que representa importante e desinteressada contribuição do comércio brasileiro à cultura do país.

     

    Para solicitar outras edições, clique aqui.

    Resultado de trabalho do mais alto teor cultural e profissional que expressa o pensamento de brasileiros ilustres – técnicos, professores, diplomatas, economistas, sociólogos, juristas e empresários – sobre os problemas econômicos, sociais e políticos, resultando numa obra notável de esclarecimento, que representa importante e desinteressada contribuição do comércio brasileiro à cultura do país.

     

    Para solicitar outras edições, clique aqui.

  • Tipologia do turista visitante da Copa do Mundo e seu perfil de consumo em debate hoje no Conselho de Turismo da CNC

    O Conselho de Turismo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) receberá hoje, dia 11 de junho, no Rio de Janeiro, André Meyer Coelho, gerente de Projetos do Núcleo de Turismo da FGV Projetos, que abordará o tema: “Tipologia do Turista Visitante da Copa do Mundo 2014 e seu Perfil de Consumo”. A reunião será realizada às 17h30, na CNC, na Avenida General Justo, 307 – 4º andar, Castelo, Rio de Janeiro.

     

    Sobre o Conselho de Turismo e a Confederação

    O Conselho de Turismo da CNC reúne representantes de entidades empresariais, instituições educacionais e organizações governamentais para promover a discussão e a análise das diretrizes para o desenvolvimento da indústria turística, bem como o estudo dos problemas relativos ao turismo nacional. A CNC é a entidade sindical que representa o empresariado do comércio de bens, serviços e turismo, categorias que, juntas, respondem por cerca de 1/4 do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e geram 16 milhões de empregos diretos e formais. A Confederação trabalha de forma integrada com 34 federações patronais (27 estaduais e sete nacionais), que agrupam mais de 950 sindicatos, e também administra o Serviço Social do Comércio (Sesc), com atuação nas áreas de educação, saúde, cultura e lazer, e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), principal agente da educação profissional voltada para o setor do comércio de bens, serviços e turismo.

     

  • Divergência sobre decreto dos conselhos populares cancela votações

    PSDB, DEM, PPS, SD e PSD declararam obstrução a todas as votações até que seja analisado o projeto (PDC 1491/2014) que anula os efeitos do decreto presidencial (8.243/2014) sobre a Política Nacional de Participação Social. A manobra inviabilizou as votações do Plenário da Câmara dos Deputados durante a semana. Nesta quarta-feira (11), às 14 horas, será realizada sessão apenas para debates.

    PSDB, DEM, PPS, SD e PSD declararam obstrução a todas as votações até que seja analisado o projeto (PDC 1491/2014) que anula os efeitos do decreto presidencial (8.243/2014) sobre a Política Nacional de Participação Social. A manobra inviabilizou as votações do Plenário da Câmara dos Deputados durante a semana. Nesta quarta-feira (11), às 14 horas, será realizada sessão apenas para debates.

    A oposição e o PSD criticam o decreto sobre política social que, na avaliação dos partidos, invade competências do Congresso Nacional. O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, e os líderes da base do governo tentaram, sem sucesso, mudar a opinião dos oposicionistas.

    Alves ressaltou que está negociando a transformação do decreto em um projeto de lei, a ser enviado pelo Executivo à Câmara dos Deputados. Ele deu um prazo até esta quarta-feira para o avanço das negociações. “O meu estilo é, antes da radicalização, tentar uma negociação política republicana”, disse.

    O presidente da Câmara criticou a obstrução que, segundo ele, vai passar a impressão de que a Câmara não trabalha. “Com a obstrução, não vamos trabalhar hoje [terça-feira] nem amanhã, e já há desgaste demais nesta Casa”, afirmou.

    Direito de resposta

    O Plenário votaria na terça-feira o projeto que regulamenta o direito de resposta nos meios de comunicação (PL 6446/2013), mas as manobras da oposição derrubaram a votação. A aprovação do projeto seria a resposta legislativa à reportagem divulgada no último domingo pelo programa Fantástico, da Rede Globo, baseada em livro do juiz Marlon Reis, que narra práticas de um deputado corrupto fictício. A reportagem afirma que parlamentares desviam dinheiro das emendas parlamentares para custear as campanhas políticas.

    O líder do PMDB, deputado Eduardo Cunha (RJ), lamentou a obstrução. “Não podemos paralisar esta Casa e impedir a votação de uma matéria que não tem oposição”, criticou.

    Conselhos Populares

    O decreto presidencial que cria a Política Nacional de Participação Social institui conselhos populares para assessorar a formulação de políticas públicas pelo governo. Os integrantes dos conselhos serão indicados pelo governo federal.

    Para Mendonça Filho, o decreto contraria a Constituição e as prerrogativas do Congresso. Segundo ele, os conselhos populares são um “eufemismo para o aparelhamento ideológico, por meio de movimentos sociais, filiados ao PT e sindicalistas ligados ao governo”. O líder do DEM também disse que a oposição já tinha anunciado a pretensão de paralisar a Casa até a derrubada do decreto, pela presidente da República ou pelo Congresso. Ele declarou ainda que a posição política marcada pela obstrução faz parte do trabalho do Parlamento.

    “Esta Casa não trabalha só quando vota, mas quando se posiciona politicamente, colocando de forma clara que houve invasão do nosso espaço institucional. Anunciamos na semana passada que, se não houvesse recuo, iríamos estabelecer obstrução. Não foi surpresa para ninguém”, explicou.

    O deputado Nilson Leitão (PSDB-MT) chegou a dizer que a falta de votações é menos constrangedora do que o fato de o Executivo invadir uma competência dos parlamentares. “Não é este momento que vai desmoralizar esta Casa; o que deixa esta Casa desmoralizada são atitudes como essa da presidente Dilma. Esse decreto é um tapa na cara do Congresso”, criticou.

    Líderes governistas lamentaram a obstrução e acusaram a oposição de se aproveitar do decreto para antecipar o debate eleitoral. O líder do governo, deputado Henrique Fontana (PT-RS), disse que a regulamentação da participação social, como determina o decreto, fortalece as estruturas de representação da sociedade e vai melhorar o processo de formulação e implementação de políticas de governo.

    “Toda ampliação possível da democracia representativa é louvável. Essa obstrução é inexplicável, nós queremos votar aqui um projeto que dá direito de resposta a quem não tem voz”, disse Fontana.

    Já o líder do PT, deputado Vicentinho (SP), rebateu os argumentos de que o decreto é inconstitucional, já que a Constituição permite que a presidente edite decretos que tratem da organização da administração pública. Para ele, as críticas da oposição fazem parte de uma estratégia eleitoral. “Desafio os deputados a debater essa questão de maneira sincera. Não é contra um decreto, é a velha e politiqueira selvageria eleitoral”, afirmou Vicentinho.