Blog

  • Consequências da exploração do xisto

    O presidente da CNC, Antonio Oliveira Santos, assina o artigo no Jornal do Commercio-RJ sobre a exploração do gás de xisto no Brasil.

    O presidente da CNC, Antonio Oliveira Santos, assina o artigo no Jornal do Commercio-RJ sobre a exploração do gás de xisto no Brasil. Intitulado Consequências da exploração do xisto, o texto abre destacando que o gás de xisto, que Sergio Quintella, em recente exposição perante o Conselho Técnico da Confederação, batizou de a extraordinária “nova” fonte de energia, passou a ocupar a atenção dos meios de comunicação. “Não é de hoje que se busca explorar petróleo e gás a partir do xisto. Mas a exploração só se tornou economicamente viável como resultado de inovações introduzidas no processo de extração”, afirma.

    O texto aborda o desenvolvimento das técnicas de extração do gás de xisto desde 1990. Oliveira Santos argumenta que América do Sul, Argentina e Brasil, com reservas de xisto importantes e bem disseminadas geograficamente, teriam, em tese, a oportunidade de explorar, em terra firme, a produção de petróleo e gás, mas essa perspectiva não parece ter influído no ânimo dos investidores para a exploração do petróleo do pré-sal, na plataforma continental do Brasil. “Estima-se que as reservas correspondam a mais de 700 trilhões de pés cúbicos de gás na Argentina e 200 trilhões no Brasil. Contudo, em matéria de interesse na exploração, o Brasil está mais avançado e poderia ser o segundo maior produtor das Américas, tanto assim que a Agência Nacional do Petróleo (ANP) já estuda a regulação desse tipo de atividade”, aponta o presidente da CNC. 

  • Questões de urgência para o empresariado

    Dois pontos em especial foram citados por José Pastore, em seu discurso no Congresso do Sicomércio, nesta sexta-feira, como de extrema necessidade da atenção dos empresários. O PLP 200/2012, que dispõe sobre os 10% sobre o FGTS em caso de demissão sem justa causa, e o PL 4330/2004, sobre a terceirização.

    Dois pontos em especial foram citados por José Pastore, em seu discurso no Congresso do Sicomércio, nesta sexta-feira, como de extrema necessidade da atenção dos empresários. O PLP 200/2012, que dispõe sobre os 10% sobre o FGTS em caso de demissão sem justa causa, e o PL 4330/2004, sobre a terceirização.

    Sobre o veto integral da presidente Dilma Rousseff ao PLP 200, Pastore afirma que essa decisão requer extrema atenção do empresário, por se tratar de uma alta tributação indevida, uma vez que ela foi criada para sanar um déficit no FGTS, que se extinguiu em 2012. “Essa é a hora de o empresariado se unir. O governo federal afirma que não pode dispensar os 10%, que representam cerca de R$ 3 bilhões no orçamento, mas esse valor não é parte do orçamento do governo e sim, parte de uma dívida que já foi paga”, explicou o professor da USP, reafirmando a importância da aproximação com parlamentares.

    Já sobre a PL 4330, Pastore acredita que ele irá aumentar a segurança jurídica das empresas contratantes de serviços terceirizados, uma vez que ele irá regulamentar as contratações trabalhistas, garantindo os direitos dos trabalhadores. “O PL dispõe sobre os deveres que a empresa contratante terá: a contratante será parceira da contratada para garantir os direitos dos trabalhadores”, afirmou. “É bem provável que isso irá encarecer a terceirização, mas os empresários vão trocar esses custos adicionais pela segurança jurídica, que hoje não existe. Claro, esperamos que esse seja um preço que vale a pena pagar”, finalizou José Pastore. 

    O Congresso Regional do Sicomércio – Edição Sudeste, está sendo realizado pela CNC em parceria com a Fecomércio-MG na Estalagem das Minas Gerais, em Ouro Preto

    Acompanhe a cobertura online no:

    Facebook

    Twitter

    Picasa

  • Custos trabalhistas afetam investimento e inflação

    O que fazer diante de um cenário trabalhista cercado por uma legislação que não acompanhou as transformações nos modelos de trabalho atuais? Esse é um desafio a ser superado em conjunto pelos empresários, segundo o professor da USP, José Pastore, que apresentou a palestra “Avanços e Desafios nas Relações Trabalhistas”, no último dia do Congresso Regional do Sicomércio – Edição Sudeste.

    O que fazer diante de um cenário trabalhista cercado por uma legislação que não acompanhou as transformações nos modelos de trabalho atuais? Esse é um desafio a ser superado em conjunto pelos empresários, segundo o professor da USP, José Pastore, que apresentou a palestra “Avanços e Desafios nas Relações Trabalhistas”, no último dia do Congresso Regional do Sicomércio – Edição Sudeste.

    Pastore apontou os principais entraves ao crescimento econômico do Brasil no campo trabalhista. Segundo ele, o país presencia hoje a oferta de muitas vagas de emprego para uma mão de obra pouca qualificada, ganho real dos salários e importante aumento nos encargos trabalhistas. Ao mesmo tempo, não houve crescimento na produtividade do País, estagnada há anos.

    “Como as empresas irão contornar este problema do aumento dos custos trabalhistas e baixa produtividade? Ou elas repassam esse custo para os preços dos produtos finais ou ele é retirado dos lucros do empresário”, disse Pastore, que afirmou que esse cenário é um dos principais causadores da inflação, acarretando também pouco investimento. “Quando o empresário repassa esse custo para os preços, ele pressiona a inflação. E quando ele tira esse valor do próprio lucro, ele diminui a capacidade de novos investimentos”, completou.

    Os encargos trabalhistas hoje somam 102,46% do salário, mas esse número pode chegar a 183,15% com custos indiretos que não fazem parte do salário, como FGTS e férias. Para o professor, nenhum país consegue ter um desenvolvimento econômico sustentável com essa defasagem. “O Brasil optou por um sistema em que coloca na folha de pagamento uma série de despesas. Os outros países escolheram pagar salários mais altos e negociar os benefícios com os trabalhadores, ao invés de garantir os direitos por lei. Isso resulta em um nível maior de consumo”, disse Pastore.

    Impactos de decisões trabalhistas

    José Pastore falou ainda do impacto das decisões judiciais, como as súmulas do TST, no aumento dos custos trabalhistas. “Medir esse impacto econômico não é fácil. Estas súmulas têm a capacidade de impedir as partes de praticar a negociação para que ambos saiam ganhando. Também inibe novos investimentos, impedindo o crescimento econômico. Gera aumento direto no custo de trabalho e incertezas decorrentes das mudanças nas regras do jogo”, disse.

    Para Pastore, esse quadro só pode ser revertido com a união dos empresários junto às entidades representativas para rever esse quadro. Defendeu uma atuação proativa no ambiente democrático brasileiro, sempre cumprindo rigorosamente a legislação, de forma a aumentar a participação na modernização da legislação trabalhista brasileira junto ao executivo, legislativo e judiciário. “É isso que a CNC vem estimulando, uma mudança nas leis trabalhistas e na desoneração da folha de pagamento. Estamos vivendo um momento importante para incrementar a luta pela defesa dos interesses dos empresários”, enfatizou José Pastore.

    Veja também:

    Fim da multa de 10% do FGTS e a pauta sobre terceirização devem ser prioridades para o debate entre empresários, afirma José Pastore

    Acompanhe a cobertura online no:

    Facebook

    Twitter

    Picasa

  • Consequências da exploração do xisto (Jornal do Commercio de 09 de agosto de 2013)

    Antonio Oliveira Santos

    Presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo

     

    De repente, o gás de xisto que Sergio Quintella, em recente exposição perante o Conselho Técnico da CNC, batizou de a extraordinária “nova” fonte de energia, passou a ocupar a atenção dos meios de comunicação.

    O xisto é o nome genérico de rochas suscetíveis de transformação, identificadas pelo fato de serem nitidamente laminadas. O xisto betuminoso, uma dessas rochas, é também conhecido como folhelho ou xisto argiloso.

    Antonio Oliveira Santos

    Presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo

     

    De repente, o gás de xisto que Sergio Quintella, em recente exposição perante o Conselho Técnico da CNC, batizou de a extraordinária “nova” fonte de energia, passou a ocupar a atenção dos meios de comunicação.

    O xisto é o nome genérico de rochas suscetíveis de transformação, identificadas pelo fato de serem nitidamente laminadas. O xisto betuminoso, uma dessas rochas, é também conhecido como folhelho ou xisto argiloso.

    Não é de hoje que se busca explorar petróleo e gás a partir do xisto. Mas a exploração só se tornou economicamente viável como resultado de inovações introduzidas no processo de extração.

    Na década de 1990, o texano Georges Mitchell, à frente de uma empresa de petróleo, desenvolveu novo procedimento de exploração que combina a perfuração horizontal com a técnica do fracionamento (em inglês fracking) hidráulico da rocha. O fluído utilizado, que resulta da mistura do gel muito caro (bentonina) com o uso da água, tornou economicamente viável o fracionamento que cria fendas na rocha, das quais emanam gás metano e óleo cru, este último, mais difícil de ser extraído, por sua viscosidade.

    Segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), a partir dessas inovações, surgiu nos Estados Unidos o “boom” da exploração do petróleo e gás baseado no xisto, com projetos bilionários, que se espalharam por todo o território e geraram novos postos de emprego, até mesmo em áreas até então secundárias do Meio Oeste dos Estados Unidos. Essa exploração virou febre na Pensilvânia, a terra do “Coronel” Drake, como se fosse uma volta ao passado.

    Na América do Sul, Argentina e Brasil, com reservas de xisto importantes e bem disseminadas geograficamente, teriam, em tese, a oportunidade de explorar, em terra firme, a produção de petróleo e gás. Estima-se que as reservas correspondam a mais de 700 trilhões de pés cúbicos de gás na Argentina e 200 trilhões no Brasil. Contudo, em matéria de interesse na exploração, o Brasil está mais avançado e poderia ser o segundo maior produtor das Américas, tanto assim que a Agência Nacional do Petróleo (ANP) já estuda a regulação desse tipo de atividade.

    A mudança na matriz energética dos Estados Unidos, com a presença do gás de xisto e consequente independência das importações de hidrocarbonetos, terá, como assinalou Sergio Quintella em sua palestra, “profundas implicações na geopolítica, na localização de indústrias de energia intensivas e no preço do petróleo, gás e energia elétrica”.

    A AIE refere-se a um “choque de oferta”, ao estimar que a produção mundial de petróleo deve aumentar, entre 2012 e 2018, em 8,3 milhões de barris/dia, o que significa que o mercado de petróleo e gás está se tornando um mercado favorável aos compradores e poderá resultar em perda de poder para o cartel da OPEP, com impacto adverso para Venezuela e Equador, na América Latina.

    De imediato, contudo, essa perspectiva não parece ter influído no ânimo dos investidores para a exploração do petróleo do pré-sal, na plataforma continental do Brasil. Grandes esperanças estão depositadas nas reservas do campo de Libra, objeto do leilão previsto para outubro próximo.

    A abundância de gás para geração térmica de eletricidade poderá, em termos de longo prazo, justificar, hoje, o abandono da construção de centrais nucleares em países como Alemanha e Japão.

    Acima de tudo, a grande transformação, na matéria em foco, deverá ser de natureza geopolítica. Haverá uma provável perda relativa de interesse nas relações comerciais dos Estados Unidos com os países do Oriente Médio. A primavera árabe aumentou o nível de incertezas na região e hoje está claro que ainda há muitas inquietações políticas e religiosas que afligem os países do Oriente Médio e subordinam suas relações comerciais com o Mundo Ocidental e o Mundo Asiático. No fundo, nos dias atuais, na base dessas inquietações está o petróleo. E alguns analistas chegam a dizer que, sob muitos aspectos, o petróleo governa o mundo.

     

    Jornal do Commércio, 09 de agosto de 2013.

  • Desafio de representar bem as empresas

    A liderança como forma de melhoria da representatividade e da representação sindical é o grande desafio para o Sistema Confederativo da Representação Sindical do Comércio (Sicomércio), com destaque para a importância de se conseguir maior envolvimento das empresas com os sindicatos que as representam, ressaltou o consultor Sindical da Presidência da CNC, Renato Rodrigues, em palestra no segundo dia do Congresso Regional do Sicomércio – Edição Sudeste.

    A liderança como forma de melhoria da representatividade e da representação sindical é o grande desafio para o Sistema Confederativo da Representação Sindical do Comércio (Sicomércio), com destaque para a importância de se conseguir maior envolvimento das empresas com os sindicatos que as representam, ressaltou o consultor Sindical da Presidência da CNC, Renato Rodrigues, em palestra no segundo dia do Congresso Regional do Sicomércio – Edição Sudeste.

    Renato Rodrigues destacou os projetos já desenvolvidos no âmbito do Plano Estratégico 2007-2020 da CNC com foco no fortalecimento dos sindicatos, como o Sistema de Excelência em Gestão Sindical (Segs) e a criação de sites dos sindicatos. Atualmente está em curso o desenvolvimento do Banco de Dados da Contribuição Sindical, que visa ser um banco confiável para subsidiar a cobrança da contribuição sindical, dando acesso a informações a respeito das empresas (localização, categoria econômica, porte, capital social e número de empregados).

    O consultor Sindical da CNC mostrou também, em sua palestra, como o setor sindical teve que se adaptar, a partir da Constituição de 1988, definindo critérios que permitissem sua autogestão. De acordo com o histórico feito por Rodrigues, até a edição da atual Constituição Federal, de 1988, o governo tinha grande ingerência no setor, o que foi corrigido, tornando necessário que as entidades criassem as condições para atuar em um cenário de maior autonomia.

    Rodrigues chamou a atenção para um tema sensível e importante para os empresários do comércio, que está em discussão no Congresso e que foi vetado pela presidenta Dilma Rousseff: o fim da multa de 10% do FGTS sobre o saldo da conta vinculada do trabalhador, devida pelo empregador, no caso de despedida sem justa causa.

    A multa foi criada pela citada Lei Complementar nº 110/01, em função de uma negociação entre o governo federal, os empresários e os trabalhadores, com a finalidade exclusiva de custear um passivo – estimado à época em R$42 bilhões – gerado por decisões do Judiciário, segundo as quais os saldos das contas vinculados dos trabalhadores foram corrigidos a menor, em virtude do Plano Verão, de 1989, e do Plano Collor, de 1990.  Os empregadores assumiram o encargo de cobrir um passivo do FGTS decorrente de planos econômicos do próprio governo federal.

    O ciclo de palestras do segundo dia foi finalizado com o chefe do Departamento de Planejamento da CNC, Daniel Lopez, falando sobre as ações e resultados do Plano Estratégico CNC 2007-2020, e a chefe da Assessoria de Comunicação, Cristina Calmon, e o designer da Confederação, Marcelo Vital, mostrando o trabalho feito na implantação da nova identidade visual das entidades do Sistema e a importância da adesão dos sindicatos ao novo padrão.

  • Sumário Econômico 1329

    Destaque da edição:

    Destaque da edição:

    O veto presidencial ao fim da multa de 10% do FGTS – Atendendo, indubitavelmente, a proposta da área financeira do governo, a presidente da República apôs o veto ao Projeto de Lei Complementar nº 200, de 2012 (nº 198/2007 no Senado Federal), que, acrescentando um parágrafo ao artigo 1º da Lei Complementar nº 110, de 29/06/2001, estabeleceria a extinção da chamada “multa de 10% do FGTS”, calculada sobre o saldo da conta vinculada do trabalhador, devida pelo empregador no caso de despedida sem justa causa. Surpreendentemente, e revelando a origem da proposta – área financeira – que orientou a decisão presidencial, as razões do veto são meramente financeiras, importando na confissão de que os recursos provenientes da multa de 10%, há muito tempo, vem sendo utilizados em despesas que nada têm a ver com o passivo do FGTS. Em tais condições, e sem prejuízo do firme apoio sempre dispensado às ações do atual governo federal, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, que congrega 34 federações, 976 sindicatos e cinco milhões de empresas, confia em que o Congresso Nacional recusará o veto presidencial, de modo a que o Projeto se converta em lei complementar, para extinguir a “multa de 10% do FGTS”, como de inteira justiça.

     

    Outras matérias:

    Produção industrial volta a patamares positivos – Segundo os últimos dados disponibilizados pelo IBGE, a produção industrial voltou a mostrar taxas positivas, depois de cair 1,8% em maio. Na comparação com o mês imediatamente anterior, a indústria aumentou 1,9% em junho – dados com ajuste sazonal. A maior contribuição foi o crescimento de 2,4% na indústria extrativa. A indústria de transformação aumentou 2,1%. Entre as categorias de uso, quase todas mostraram aceleração, sendo Bens de capital (6,3%) a mais expressiva e Bens intermediários a única exceção, permanecendo estável. Na comparação com junho de 2012 houve um aumento de 3,1% – o quarto resultado positivo do ano e o terceiro consecutivo, mas menos intenso em relação ao crescimento de 8,5% ocorrido em abril. A maior influência de junho foi o crescimento de 3,5% na indústria de transformação, enquanto a indústria extrativa recuou 2,7%. Assim como na análise anterior, todas as categorias obtiveram variações positivas, e Bens de capital (+18,0%) foi o maior destaque. Caso não haja modificações nos próximos meses de 2013, o carregamento estatístico levaria a um aumento de 2,4% neste ano. O último relatório Focus divulgado pelo Banco Central mostrou que a mediana das expectativas do mercado para o crescimento da produção industrial deste ano está em 2,0% – acima dos -2,6% verificados em 2012 e +0,4% em 2011. Para 2014 a estimativa é de 3,0%.

    Vendas para o Dia dos Pais deverão registrar crescimento menor em 2013 – As vendas do varejo para o próximo Dia dos Pais deverão seguir a mesma tendência de crescimento moderado observada nas datas comemorativas do primeiro semestre. A expectativa da CNC é que o setor apure alta de 4,9% no faturamento real em relação ao mesmo período do ano passado – a menor taxa de crescimento desde 2009 (+4,7%). O Dia dos Pais, que, em 2013, deverá movimentar R$ 3,2 bilhões em vendas, disputa com o Dia das Crianças o posto de terceira data comemorativa mais importante do varejo brasileiro. Todos os segmentos normalmente afetados por essa data comemorativa deverão registrar taxas de variação menores neste ano. Os ramos de hiper e supermercados (+2,0%) e de vestuário e calçados (+3,2%) deverão responder por mais da metade (59%) das vendas voltadas para o Dia dos Pais.

    Criação de um Grupo de Trabalho para revisar a Resolução Conama 003/1990 – Será realizado, no dia 12 de agosto de 2013, a 2ª Reunião Extraordinária da Câmara Técnica de Qualidade Ambiental e Gestão de Resíduos Sólidos do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que tem como pauta a criação de um Grupo de Trabalho para revisar a Resolução Conama 03/1990, que dispõe sobre padrões de qualidade do ar, previsto no Programa Nacional de Controle da Qualidade do Ar (Pronar). O Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental (Proam) encaminhou o Ofício nº 004/2010, de 9 de novembro de 2010, solicitando à Diretoria do Conama providências para a criação de Grupo de Trabalho visando à revisão da Resolução Conama nº 003, de 28 de junho de 1990, que estabelece padrões de qualidade do ar, com justificativa apresentada pela entidade em questão no sentido de que se baseia no fato de que a matéria, nesse lapso de tempo, tenha sofrido significativo avanço no que tange aos conhecimentos científicos nas áreas epidemiológicos, clínica e de toxicidade, que, por sua vez, possibilitam a definição de novos parâmetros que garantam a qualidade saudável do ar. A principal responsável por esses desenvolvimentos foi a Organização Mundial da Saúde (OMS). Assim, alega que a revisão da Resolução em tela se faz mister à luz dos novos conhecimentos científicos adquiridos. Dessa forma, e considerando-se o que foi exposto, é necessário que o Conama crie um Grupo de Trabalho para revisão dos parâmetros nacionais de qualidade do ar. Entretanto, entendemos que tal trabalho deve se dar, numa primeira fase, com um amplo levantamento da existência de dados de campo contemplando as localidades e/ou as regiões mais críticas do País quanto à questão da poluição atmosférica gerada por fontes fixas e móveis. Tal procedimento, a nosso ver, possibilitará a minimização da margem de erros quanto aos aspectos econômicos e sociais envolvidos e a adoção dos novos parâmetros.

     

  • Empresa mineira mostra o caminho para o sucesso

    O Congresso Regional do Sicomércio – Edição Sudeste apresentou, como referência de filosofia empresarial, o case da Tambasa Atacadistas, empresa de Contagem (MG), que conta com 2 mil representantes e 2.200 funcionários, com filiais em seis estados e 22 centros de Distribuição. O diretor Comercial, Alberto Portugal Milward Azevedo, apresentou os conceitos que norteiam a administração da empresa, que foi criada em 1949, por um sapateiro, e se transformou em uma das maiores organizações do setor atacadista do Brasil.

    O Congresso Regional do Sicomércio – Edição Sudeste apresentou, como referência de filosofia empresarial, o case da Tambasa Atacadistas, empresa de Contagem (MG), que conta com 2 mil representantes e 2.200 funcionários, com filiais em seis estados e 22 centros de Distribuição. O diretor Comercial, Alberto Portugal Milward Azevedo, apresentou os conceitos que norteiam a administração da empresa, que foi criada em 1949, por um sapateiro, e se transformou em uma das maiores organizações do setor atacadista do Brasil.

    Entre as mais recentes conquistas da Tambasa está o processo de automação do novo centro de Distribuição de Belo Horizonte, que utilizará robôs no sistema de armazenagem e logística. Azevedo informou também que a meta estabelecida no plano estratégico definido há três anos é crescer de 12% a 15% ao ano, até que a empresa dobre de tamanho em seis anos. “Em 1990 faturávamos 33 milhões de reais. Este ano, devemos chegar a R$ 1,6 bilhão”, afirmou o diretor.

    Com o apoio de pequenos vídeos ilustrativos, Alberto Azevedo mostrou os requisitos necessários para o sucesso de uma empresa. Fazendo uma analogia com o funcionamento das peças de um carro, ele destacou a importância de fatores como ética, motivação, meritocracia e perfis adequados dos funcionários, para alcançar os resultados esperados. Dar feedback, compartilhar informações, premiar, recompensar e comemorar resultados e, sobretudo, dar o exemplo, foram outros dos pontos abordados por Alberto Azevedo. “Mas a última e mais importante peça é você”, destacou, enfatizando o papel dos líderes na construção do sucesso das iniciativas empresariais.

    Mediadora da apresentação, a chefe da Divisão Sindical da CNC, Patrícia Duque, destacou que o sucesso da Tambasa não ocorre por acaso. “Vimos aqui que a empresa trata de todos os aspectos relevantes para sua existência: liderança, ética, o envolvimento e a motivação dos funcionários”, observou. O presidente da Fecomércio-MG, Lázaro Luiz Gonzaga, também comentou a apresentação. “Nem sempre precisamos ir lá fora para conhecer bons exemplos empresariais. A Tambasa mostra que também temos boas referências em que Minas e o País podem se mirar”.

    O Congresso Regional do Sicomércio – Edição Sudeste, está sendo realizado pela CNC em parceria com a Fecomércio-MG na Estalagem das Minas Gerais, em Ouro Preto, e vai até 9 de agosto. 

    Acompanhe a cobertura online no:

    Facebook

    Twitter

    Picasa

  • Boletim Informativo Diário (BID) 147/2013

    DESTAQUES:

    Reconduzida representante da CNC no Conselho de Recursos da Previdência Social

    Arquivado o processo de pedido de alteração estatutária do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis, Residenciais e Condomínios do Estado de Mato Grosso

    Pedido de alteração estatutária requerido pelo Sindicato do Comércio Atacadista de Drogas, Medicamentos, Correlatos, Perfumarias, Cosméticos e Artigos de Toucador do Estado do Maranhão

    DESTAQUES:

    Reconduzida representante da CNC no Conselho de Recursos da Previdência Social

    Arquivado o processo de pedido de alteração estatutária do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis, Residenciais e Condomínios do Estado de Mato Grosso

    Pedido de alteração estatutária requerido pelo Sindicato do Comércio Atacadista de Drogas, Medicamentos, Correlatos, Perfumarias, Cosméticos e Artigos de Toucador do Estado do Maranhão

    Aviso de Eleição do Sindicato dos Corretores de Seguros e Resseguros e das Empresas Corretoras de Seguros e de Resseguros no Estado de Santa Catarina no dia 14 de outubro de 2013

  • Governo está trabalhando para atender demandas da sociedade, diz Mdic

    Ao falar sobre o Plano Brasil Maior aos líderes sindicais do comércio de bens, serviços e turismo reunidos em Ouro Preto (MG) para o Congresso Regional do Sicomércio–Edição Sudeste, Humberto Ribeiro, secretário de Comércio e Serviços do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), lembrou que, tendo experiência também como empresário, sabe exatamente das dificuldades enfrentadas no dia a dia dos empreendedores.

    Ao falar sobre o Plano Brasil Maior aos líderes sindicais do comércio de bens, serviços e turismo reunidos em Ouro Preto (MG) para o Congresso Regional do Sicomércio–Edição Sudeste, Humberto Ribeiro, secretário de Comércio e Serviços do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), lembrou que, tendo experiência também como empresário, sabe exatamente das dificuldades enfrentadas no dia a dia dos empreendedores. “Tenho a visão do outro lado do balcão, e também, como integrante do Ministério, podemos mostrar o que vem sendo realizado pelo governo da presidente Dilma”, disse.

    Humberto destacou o trabalho de redefinição estratégica da atuação do Ministério, sob o comando de Fernando Pimentel, transformando o planejamento plurianual numa política de governo, tendo como interlocutor privilegiado o empreendedor do setor privado. “O ministro Fernando Pimentel, também oriundo do setor privado, sabe a relevância que tem a interlocução com este setor da sociedade”, afirmou Humberto Ribeiro, lembrando que o governo reestruturou o bloco de representação dos empresários nas diversas instâncias, fortalecendo politicamente o setor.

    Entre as ações resultantes, o secretário lembrou a realização do primeiro Simbracs (Simpósio Brasileiro de Políticas Públicas para Comércio e Serviços), no ano passado, em Brasília, com mais de mil participantes. Ele informou que a próxima edição já esta marcada e convocou os líderes empresariais do comércio a participar do evento, nos dias 12 e 13 de novembro, também em Brasília. “É o grande fórum de discussão das questões do setor do comércio e de serviços. Em 2012, tivemos mais 150 dos participantes com cargos de presidente de associações e entidades empresariais, o que mostra a importância do evento”, declarou.

    Segundo ele, outra frente importante tem sido a melhoria do ambiente de negócios, exemplificando com a definição do Microempreendedor Individual, que já incluiu três milhões de pessoas. “Primeiro a empresa limitada, agora com a expansão para outras empresas, que já contam com o processo on-line de registro, que concede o alvará em até 48 horas”, apontou. Para o secretário, existe uma mudança acontecendo no nosso País, de uma economia menos voltada para a especulação e que valoriza mais o empreendedor: “O que nós queremos é privilegiar aquele que quer investir no sistema produtivo”.

    Outras questões foram abordadas por Humberto Ribeiro, como a capacitação do trabalhador dos setores de comércio e de serviços, por meio do Pronatec, o trabalho de redefinição dos parâmetros do nível de atendimento do consumidor brasileiro e o esforço pela desoneração da folha de pagamento das empresas. O secretário do Mdic enfatizou ainda o empenho do governo em dotar o País de uma infraestrutura adequada para alavancar o seu desenvolvimento. 

    Humberto Ribeiro sugeriu aos empresários que considerem as questões conjunturais, mas que não abram mão da visão de médio e longo prazo. Ele citou as oportunidades geradas, por exemplo, no mercado chinês, que vem se urbanizando rapidamente e exigindo novas demandas. “Temos uma oportunidade que está colocada não apenas para nós, mas para nossos filhos e netos: de que o País exerça o protagonismo que lhe cabe e possa tirar disso os benefícios dessa nova ordem global”, concluiu.

    Acompanhe a cobertura online no:

    Facebook

    Twitter

    Picasa

  • CNC recomenda cautela na formação de estoques

    No segundo dia do Congresso Regional do Sicomércio, o chefe da Divisão Econômica da CNC, Carlos Thadeu de Freitas Gomes, alertou os empresários do comércio para evitar a formação de níveis altos de estoques. “Com o crescimento das dívidas das famílias, inflação, crédito mais caro e prazos de empréstimos mais curtos, dólar em alta, teremos vendas menores e crescimento econômico fraco em 2013”.

    No segundo dia do Congresso Regional do Sicomércio, o chefe da Divisão Econômica da CNC, Carlos Thadeu de Freitas Gomes, alertou os empresários do comércio para evitar a formação de níveis altos de estoques. “Com o crescimento das dívidas das famílias, inflação, crédito mais caro e prazos de empréstimos mais curtos, dólar em alta, teremos vendas menores e crescimento econômico fraco em 2013”.

    Segundo o economista e ex-diretor do Banco Central, a evolução favorável do mercado de trabalho, embora em ritmo mais lento, é que ainda pode continuar impulsionando crescimento das vendas do varejo. Por outro lado, a mudança do perfil de endividamento das famílias e a reversão da política monetária devem reduzir o ritmo de crescimento da demanda de crédito para o consumo em relação aos últimos anos.

    Carlos Thadeu informou que a deterioração das expectativas inflacionárias já promovem ajustes na curva de juros futuros e podem impactar negativamente no mercado de crédito. “A inflação é a maior preocupação no curto prazo, assim como a alta do dólar, que já mudou de patamar”.

     

    China e Estados Unidos

    Como reflexo do cenário externo, Carlos Thadeu citou o menor crescimento da China, grande importador de commodities brasileiras, e os efeitos de uma possível alta dos juros nos Estados Unidos devido à recuperação da economia americana, o que pode estimular o dólar a voltar a apresentar uma trajetória de valorização. “Após anos de juros baixos, os Estados Unidos devem rever sua política monetária, gerando instabilidade nas moedas de alguns países, como o real no Brasil”.

    Para o economista-chefe da CNC, alguns fatores internos também atuam na direção de um Real mais desvalorizado em relação ao dólar: crescimento do déficit nas transações correntes e perspectiva de menor crescimento econômico. O crescimento do PIB não deve passar de 2,2%, informou. Devido a necessidade de recursos externos para cobrir o déficit externo, o cambio se torna uma das principais preocupações para o crescimento econômico no curto prazo, devido a mudança recente do cenário internacional. Entretanto, contamos com um nível confortável de reservas internacionais, o que minimiza esse risco.

    Alguns indicadores do novo quadro internacional

    Dólar – Com a perspectiva de redução dos intensos estímulos monetários dos Estados Unidos, devido à recuperação de sua economia o dólar volta a apresentar uma trajetória de valorização;

    China – A economia da China passa a apresentar um crescimento mais moderado e essa perspectiva tem impactado nas cotações de commodities e, por consequência, nos termos de troca da balança comercial brasileira;

    Real – Alguns fatores internos também atuam na direção de um Real mais desvalorizado, como o crescimento do déficit nas transações correntes e perspectiva de menor crescimento econômico;

    Mudança na percepção de risco dos investidores – Maiores retornos no mercado norte-americano expõe vulnerabilidade externa dos mercados emergentes, assim como as perspectivas de menor crescimento econômico nesses países.

    Cenário de longo prazo para o Brasil

    Para o Chefe da Divisão Econômica da CNC, a principal restrição ao crescimento econômico sustentável da economia brasileira é a escassez de poupança interna, que leva a um baixo nível de investimento, a baixa produtividade do trabalho num ambiente de baixo desemprego. Para o economista, as condições favoráveis da dívida brasileira diminuíram seu prêmio de risco e colocam o país em uma rota sustentável de crescimento econômico, cujo ritmo vai depender do cenário externo.

    Apesar do bônus fiscal atual, o ajuste dos desequilíbrios passa pela sustentabilidade das finanças públicas, que também atuaria sobre as expectativas inflacionárias.