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  • CARF/Mercosul Comercial e Industrial X Fazenda Nacional

    2ª Turma da 3ª Câmara da 1ª Seção

    Simulação / Lucro presumido

    Processo 13971.724186/2013-83

    Por voto de qualidade os conselheiros consideraram que houve simulação pela companhia em uma operação que envolveu a incorporação de uma empresa. Foi vencedora a posição de que a operação foi estruturada para que o contribuinte se aproveitasse da sistemática do lucro presumido.

    2ª Turma da 3ª Câmara da 1ª Seção

    Simulação / Lucro presumido

    Processo 13971.724186/2013-83

    Por voto de qualidade os conselheiros consideraram que houve simulação pela companhia em uma operação que envolveu a incorporação de uma empresa. Foi vencedora a posição de que a operação foi estruturada para que o contribuinte se aproveitasse da sistemática do lucro presumido.

    Dentre os elementos trazidos pela fiscalização para caracterizar a simulação está o fato de a empresa que consta como parte no processo ter sido incorporada por uma companhia menor do que ela. Após a operação os diretores e o nome da empresa maior foram mantidos.

    Para o fiscal, houve apenas uma incorporação “formal”, que teve por objetivo garantir a apuração do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) pelo lucro presumido. Caso a companhia maior incorporasse a menor deveria ocorrer necessariamente a adoção do lucro real.

    A ocorrência de simulação levou a maioria dos conselheiros a manter ainda uma multa de 150% aplicada contra o contribuinte. O placar em relação a esse ponto ficou em cinco votos a três, vencidos os conselheiros Marcos Antônio Nepomuceno Feitosa, Gustavo Guimarães da Fonseca e Rogério Aparecido Gil.

  • Boletim Informativo Diário (BID) 135/2017

    DESTAQUES:

    SRT notifica o Sindicato Patronal das Empresas de Aparas de Papel e Papelão do Estado de São Paulo a realizar nova Assembleia Geral de Ratificação da Fundação, sob pena de arquivamento do processo

    Deferido o Registro de Alteração Estatutária ao Sindicato de Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares do Sudoeste do Estado do Paraná

    Arquivado o processo de Pedido de Alteração Estatutária de interesse do Sindicato do Comércio Varejista de Lins

    Deferido o registro sindical ao Sindicato das Empresas de Eventos e Afins do Estado de Mato Grosso

    DESTAQUES:

    SRT notifica o Sindicato Patronal das Empresas de Aparas de Papel e Papelão do Estado de São Paulo a realizar nova Assembleia Geral de Ratificação da Fundação, sob pena de arquivamento do processo

    Deferido o Registro de Alteração Estatutária ao Sindicato de Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares do Sudoeste do Estado do Paraná

    Arquivado o processo de Pedido de Alteração Estatutária de interesse do Sindicato do Comércio Varejista de Lins

    Deferido o registro sindical ao Sindicato das Empresas de Eventos e Afins do Estado de Mato Grosso

    Embratur regulamenta o procedimento de interessados em participar das feiras da Agenda de Promoção Comercial

  • Eunício envia LDO 2018 para sanção presidencial

    A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2018 será sancionada pelo presidente da República, Michel Temer, nos próximos dias. O presidente do Senado Federal, que também preside a Mesa do Congresso Nacional, Eunício Oliveira, assinou em 18/07 a mensagem que encaminha à sanção de Temer o Projeto de Lei do Congresso Nacional (PLN) nº 1/2017, que estabelece as diretrizes e metas orçamentárias da administração pública para o ano que vem.

    A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2018 será sancionada pelo presidente da República, Michel Temer, nos próximos dias. O presidente do Senado Federal, que também preside a Mesa do Congresso Nacional, Eunício Oliveira, assinou em 18/07 a mensagem que encaminha à sanção de Temer o Projeto de Lei do Congresso Nacional (PLN) nº 1/2017, que estabelece as diretrizes e metas orçamentárias da administração pública para o ano que vem.

    O projeto foi aprovado por deputados e senadores em 13/07, em sessão conjunta do Congresso. Em um período de 15 anos, essa foi a segunda vez em que os parlamentares aprovaram as diretrizes orçamentárias antes do recesso do meio do ano. A LDO para 2015, por exemplo, foi aprovada pelos congressistas em dezembro de 2014 e só foi sancionada no mês seguinte. A lei para 2016 foi aprovada em dezembro de 2015 e sancionada no mesmo mês. Já a LDO para 2017 foi aprovada pelo Congresso no final de agosto de 2016 e foi sancionada no final de dezembro.

    De acordo com a proposta enviada à sanção, a meta fiscal do governo está prevista como um déficit primário de R$ 131,3 bilhões para 2018. Confirmada a previsão, esse será o quinto ano consecutivo em que as contas públicas fecharão no vermelho.

    O texto, no entanto, prevê um horizonte melhor para a economia. A expectativa é de um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,49%; a inflação deve ficar em 4,5% — dentro da meta estabelecida pelo governo —, e a taxa básica de juros (Selic) em 9%.

    O projeto prevê também crescimento de 4,5% do salário mínimo. Com isso, o piso pago atualmente de R$ 937 deve subir para R$ 979. O atual formato de correção do mínimo prevê a atualização dos valores pela inflação do ano anterior e pelo crescimento do Produto Interno Bruto de dois anos antes. Como o PIB de 2016 não apresentou crescimento real (queda de 3,6%), o salário mínimo para 2018 deve sofrer apenas o reajuste correspondente ao INPC de 2017, estimado em 4,48%.

    A LDO 2018 é a primeira a ser elaborada dentro do Novo Regime Fiscal (NRF), estabelecido por uma mudança na Constituição feita em dezembro passado (EC nº 95/2016). Conforme as regras, as despesas primárias (obrigatórias e não obrigatórias) de um ano devem ser equivalentes à do ano anterior acrescidas da inflação (IPCA) medida entre julho e junho. Assim, se quiser aumentar uma despesa sujeita ao teto de gastos, o governo vai ter que tirar de outra despesa obrigatória.

    A Lei de Diretrizes Orçamentárias define as prioridades que vão servir de base para o Orçamento da União. Conforme a Constituição, o recesso parlamentar do meio do ano só ocorre se os congressistas aprovarem a norma, que é sempre enviada pelo Executivo ao Congresso em abril. No segundo semestre, o Executivo envia o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), que traz o orçamento de forma mais detalhada. Abrange, por exemplo, o orçamento fiscal da administração direta e indireta, o orçamento de investimento de estatais e o orçamento da seguridade social.

  • Comissão de Desenvolvimento Econômico rejeita proibição de cobrança de preços ‘quebrados’

    A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços rejeitou em 12/07 a proposta que pretende proibir a cobrança de preços ‘quebrados’ por serviços e produtos unitários. Tudo teria de ter preço final terminado em 0 ou 5 para permitir troco ao consumidor, já que a menor moeda produzida no País é de cinco centavos.

    O Projeto de Lei nº 7035/2017, do deputado Jorginho Mello (PR-SC), foi considerado inadequado pelo relator, deputado Herculano Passos (PSD-SP). Segundo ele, a norma ofende o princípio do livre exercício da atividade econômica.

    A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços rejeitou em 12/07 a proposta que pretende proibir a cobrança de preços ‘quebrados’ por serviços e produtos unitários. Tudo teria de ter preço final terminado em 0 ou 5 para permitir troco ao consumidor, já que a menor moeda produzida no País é de cinco centavos.

    O Projeto de Lei nº 7035/2017, do deputado Jorginho Mello (PR-SC), foi considerado inadequado pelo relator, deputado Herculano Passos (PSD-SP). Segundo ele, a norma ofende o princípio do livre exercício da atividade econômica.

    No entanto, Passos criticou a cobrança de preços não terminados em 0 ou 5. Segundo ele, tanto a prática de oferecer balas como troco quanto arredondar para cima os preços terminados em 0,99 já foram questionados na Justiça e em órgãos de Defesa do Consumidor.

    Leis gerais

    “Embora concorde com o autor quanto à necessidade de se coibir tal prática, discordo que seja mediante imposição de critério de fixação de preços na forma sugerida”, afirmou. Segundo ele, as leis precisam ser abstratas e gerais, não podendo regular pontos tão específicos da vida cotidiana.

    O caso, segundo ele, pode ser melhor solucionado pela via judicial ou por órgãos de defesa do consumidor. “Observamos que os que operam o direito em prol do consumidor estão atentos à prática abusiva de dar troco em quantidade menor que a devida ou mediante oferta de outro produto ou serviço”, afirmou.

    A proposta tramita em caráter conclusivo e agora segue para análise das comissões de Defesa do Consumidor; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

  • Projeto cria Carteira de Trabalho digital e obriga anotação de dados em meio eletrônico

    A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei nº 6850/2017, do deputado Julio Lopes (PP-RJ), que determina a emissão de carteiras de Trabalho e Previdência social apenas em meio eletrônico, com a inscrição de dados por empregadores em meio digital. O documento iria substituir a Carteira de Trabalho existente hoje.

    A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei nº 6850/2017, do deputado Julio Lopes (PP-RJ), que determina a emissão de carteiras de Trabalho e Previdência social apenas em meio eletrônico, com a inscrição de dados por empregadores em meio digital. O documento iria substituir a Carteira de Trabalho existente hoje.

    A proposta altera a Consolidação das Leis do Trabalho (Decreto-lei nº 5.452/43) e determina que a Carteira de Trabalho e Previdência Social será única para cada cidadão e terá apenas uma numeração, a qual constará em um banco de dados eletrônico que dará acesso a empregados e empregadores.

    Banco de dados

    É nesse banco de dados, com a identificação do empregado, que o empregador fará as anotações sobre as relações de trabalho, que também poderão ser acessadas pelo trabalhador. O Ministério do Trabalho será o responsável por determinar as instruções sobre os dados a serem inseridos bem como sobre a migração de dados das carteiras atuais para o meio eletrônico.

    Julio Lopes afirma que a Carteira de Trabalho atual, em formato de caderneta, não acompanhou a evolução da informação no mundo moderno. O armazenamento de dados por meio eletrônico, segundo ele, facilita o resgate de informações e o acompanhamento por parte dos empregados e empregadores.

    “As vantagens são inúmeras: será possível realizar, de forma online, consultas a respeito da vida profissional do trabalhador, como saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS); contagem de tempo de serviço; pagamento de abono salarial; pagamento de seguro-desemprego”, afirmou.

    Tramitação

    A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e Constituição e Justiça e de Cidadania.

  • Confiança cai em julho, mas comércio continua otimista

    O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), atingiu 101,5 pontos no mês de julho, apresentando leve queda de 0,9% na comparação com o mês anterior, na série com ajuste sazonal. Apesar da redução, o índice segue na zona positiva (acima dos 100 pontos), indicando otimismo dos comerciantes. Na base de comparação anual, o indicador teve aumento de 16,7%.

    O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), atingiu 101,5 pontos no mês de julho, apresentando leve queda de 0,9% na comparação com o mês anterior, na série com ajuste sazonal. Apesar da redução, o índice segue na zona positiva (acima dos 100 pontos), indicando otimismo dos comerciantes. Na base de comparação anual, o indicador teve aumento de 16,7%.

    “O acirramento da crise política reduziu a confiança dos comerciantes nos dois últimos meses, uma vez que predominam incertezas quanto à velocidade do ajuste fiscal. Sinais de retomada gradual das vendas do varejo no curto prazo, no entanto, fortalecem o cenário de um desempenho mais favorável do comércio em 2017”, aponta a economista da CNC Izis Ferreira.

    Condições atuais em alta

    O subíndice da pesquisa que mede a percepção dos comerciantes sobre as condições correntes chegou a 72 pontos, um ligeiro aumento de 0,2% na passagem de junho para julho, na série com ajuste sazonal. A base de comparação anual registrou uma importante variação positiva de 67,7%.

    Após cinco meses de crescimento, a percepção dos varejistas quanto às condições atuais da economia (-1,1%) e do desempenho do setor no comércio (-0,6%) piorou em julho. Na comparação com o mesmo período de 2016, no entanto, as avaliações desses dois itens seguem crescendo de forma expressiva, com +95,6% e +49,1%, respectivamente.

    A proporção de comerciantes que avaliam que o desempenho do comércio está melhor do que há um ano aumentou. Neste julho, foram 35,7% ante 16,2% em julho de 2016.

    “O desempenho mais favorável das vendas do comércio na base de comparação anual segue sustentando a melhora das avaliações correntes no ano. Esse movimento tem sido influenciado pela queda dos preços do varejo e pela redução dos juros e do custo do crédito para os consumidores”, acrescenta Izis Ferreira.

    Perspectivas

    Único item na zona positiva (acima dos 100 pontos do corte de indiferença) foi o subíndice que mede as expectativas do empresário do comércio, que cresceu 1,1% em relação a junho e 4,9% na comparação com julho de 2016.

    As expectativas para o curto prazo quanto ao desempenho da economia (+1,3%), do comércio (+1,3%) e da própria empresa (+0,8%) voltaram a melhorar em julho, mesmo após as incertezas geradas na política. Na comparação com julho do ano passado, as expectativas também registraram crescimento de 4,9%.

    Na avaliação de 75,8% dos entrevistados, a economia vai melhorar nos meses à frente. Em junho, porém, esse percentual foi maior, havia alcançado 77,8%, e, em maio, 81,4%.

    Menos dispostos a investir

    O subíndice que mede as intenções de investimento do comércio registrou nova queda em julho, -1,2% com ajuste sazonal, alcançando 87,7 pontos. Nessa base de comparação, destacou-se o desempenho negativo da intenção de contratar funcionários (-2,1%).

    Na comparação anual, no entanto, o subíndice aumentou 9,7%, puxado pelas intenções de investimento nas empresas (14,6%), contratação de funcionários (7,8%) e em estoques (1,8%).

    Para 29,4% dos comerciantes consultados em julho, o nível dos estoques está acima do que esperavam vender, mesma proporção apontada em junho.

    De acordo com a CNC, sinais de retomada gradual das vendas do varejo no curto prazo fortalecem o cenário de um desempenho mais favorável em 2017. Apesar de o efeito dos recursos de saques do FGTS ser temporário, a Confederação estima que o volume de vendas do comércio ampliado em 2017 deva crescer +1,6%.

    O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) detecta as tendências do setor, do ponto de vista do empresário. A amostra é composta por aproximadamente 6.000 empresas situadas em todas as capitais do País, e os índices, apurados mensalmente, apresentam dispersões que variam de zero a duzentos pontos.

    Acesse a análise completa da Divisão Econômica da CNC, os gráficos e a série histórica do Icec.

    A economista Izis Ferreira está disponível para atender os jornalistas pelo telefone (21) 3804-9384.

     

  • Confiança cai em julho, mas comércio continua otimista

    O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), atingiu 101,5 pontos no mês de julho, apresentando leve queda de 0,9% na comparação com o mês anterior, na série com ajuste sazonal. Apesar da redução, o índice segue na zona positiva (acima dos 100 pontos), indicando otimismo dos comerciantes. Na base de comparação anual, o indicador teve aumento de 16,7%.

    O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), atingiu 101,5 pontos no mês de julho, apresentando leve queda de 0,9% na comparação com o mês anterior, na série com ajuste sazonal. Apesar da redução, o índice segue na zona positiva (acima dos 100 pontos), indicando otimismo dos comerciantes. Na base de comparação anual, o indicador teve aumento de 16,7%.

    “O acirramento da crise política reduziu a confiança dos comerciantes nos dois últimos meses, uma vez que predominam incertezas quanto à velocidade do ajuste fiscal. Sinais de retomada gradual das vendas do varejo no curto prazo, no entanto, fortalecem o cenário de um desempenho mais favorável do comércio em 2017”, aponta a economista da CNC Izis Ferreira.

    Condições atuais em alta

    O subíndice da pesquisa que mede a percepção dos comerciantes sobre as condições correntes chegou a 72 pontos, um ligeiro aumento de 0,2% na passagem de junho para julho, na série com ajuste sazonal. A base de comparação anual registrou uma importante variação positiva de 67,7%.

    Após cinco meses de crescimento, a percepção dos varejistas quanto às condições atuais da economia (-1,1%) e do desempenho do setor no comércio (-0,6%) piorou em julho. Na comparação com o mesmo período de 2016, no entanto, as avaliações desses dois itens seguem crescendo de forma expressiva, com +95,6% e +49,1%, respectivamente.

    A proporção de comerciantes que avaliam que o desempenho do comércio está melhor do que há um ano aumentou. Neste julho, foram 35,7% ante 16,2% em julho de 2016.

    “O desempenho mais favorável das vendas do comércio na base de comparação anual segue sustentando a melhora das avaliações correntes no ano. Esse movimento tem sido influenciado pela queda dos preços do varejo e pela redução dos juros e do custo do crédito para os consumidores”, acrescenta Izis Ferreira.

    Perspectivas

    Único item na zona positiva (acima dos 100 pontos do corte de indiferença) foi o subíndice que mede as expectativas do empresário do comércio, que cresceu 1,1% em relação a junho e 4,9% na comparação com julho de 2016.

    As expectativas para o curto prazo quanto ao desempenho da economia (+1,3%), do comércio (+1,3%) e da própria empresa (+0,8%) voltaram a melhorar em julho, mesmo após as incertezas geradas na política. Na comparação com julho do ano passado, as expectativas também registraram crescimento de 4,9%.

    Na avaliação de 75,8% dos entrevistados, a economia vai melhorar nos meses à frente. Em junho, porém, esse percentual foi maior, havia alcançado 77,8%, e, em maio, 81,4%.

    Menos dispostos a investir

    O subíndice que mede as intenções de investimento do comércio registrou nova queda em julho, -1,2% com ajuste sazonal, alcançando 87,7 pontos. Nessa base de comparação, destacou-se o desempenho negativo da intenção de contratar funcionários (-2,1%).

    Na comparação anual, no entanto, o subíndice aumentou 9,7%, puxado pelas intenções de investimento nas empresas (14,6%), contratação de funcionários (7,8%) e em estoques (1,8%).

    Para 29,4% dos comerciantes consultados em julho, o nível dos estoques está acima do que esperavam vender, mesma proporção apontada em junho.

    De acordo com a CNC, sinais de retomada gradual das vendas do varejo no curto prazo fortalecem o cenário de um desempenho mais favorável em 2017. Apesar de o efeito dos recursos de saques do FGTS ser temporário, a Confederação estima que o volume de vendas do comércio ampliado em 2017 deva crescer +1,6%.

    O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) detecta as tendências do setor, do ponto de vista do empresário. A amostra é composta por aproximadamente 6.000 empresas situadas em todas as capitais do País, e os índices, apurados mensalmente, apresentam dispersões que variam de zero a duzentos pontos.

  • Boletim Informativo Diário (BID) 134/2017

    DESTAQUES:

    Decreto aumenta alíquota do PIS/Pasep e Cofins sobre combustíveis

    Divulgados os fatores de atualização para cálculo das contribuições, dos pecúlios e dos salários-de-contribuição, para o mês de julho de 2017

    Deferido Registro de Alteração Estatutária ao Sindicato do Comércio Varejista de Ivaiporã

    Deferido Registro de Alteração Estatutária ao Sindicato das Empresas de Loterias, Comissários e Consignatários, do Distrito Federal

    DESTAQUES:

    Decreto aumenta alíquota do PIS/Pasep e Cofins sobre combustíveis

    Divulgados os fatores de atualização para cálculo das contribuições, dos pecúlios e dos salários-de-contribuição, para o mês de julho de 2017

    Deferido Registro de Alteração Estatutária ao Sindicato do Comércio Varejista de Ivaiporã

    Deferido Registro de Alteração Estatutária ao Sindicato das Empresas de Loterias, Comissários e Consignatários, do Distrito Federal

  • Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) – julho de 2017

    O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) é indicador mensal antecedente, apurado entre os tomadores de decisão das empresas do varejo para detectar as tendências das ações do setor do ponto de vista do empresário. A amostra é composta por aproximadamente 6 mil empresas situadas em todas as capitais do País, e os índices apresentam dispersões que variam de zero a duzentos pontos.

    O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) é indicador mensal antecedente, apurado entre os tomadores de decisão das empresas do varejo para detectar as tendências das ações do setor do ponto de vista do empresário. A amostra é composta por aproximadamente 6 mil empresas situadas em todas as capitais do País, e os índices apresentam dispersões que variam de zero a duzentos pontos.

  • Sumário Econômico 1495

    Destaque da edição:

    Destaque da edição:

    Choque de produtividade – Não basta recompor a trajetória das contas públicas, varrendo da cena brasileira o que se convencionou chamar de “dominância fiscal”, para repor o País na trilha do desenvolvimento sustentado. É preciso que, em paralelo, através de mudanças na estrutura de sua economia, torne-se um país competitivo, tanto interna como externamente, o que pressupõe uma onda de investimentos bem orientados, seja em capital físico ou em capital humano. Essas reflexões são ditadas por um estudo sobre produtividade, elaborado por um seleto grupo de economistas da Fundação Getulio Vargas. Nesse estudo, a razão entre recurso empregado e resultado obtido, isto é, a produtividade, abrange um determinado grupo de países e seus principais setores de atividade econômica – Agropecuária, Indústria e Serviços – que se relacionam com o índice de produtividade total.

    Dominância previdenciária – A conjugação da Emenda Constitucional 95, que limita por 20 anos os gastos públicos, com a ausência de uma efetiva reforma da Previdência, institui um novo tipo de dominância: a dominância previdenciária. O termo é primo-irmão daquele associado ao trabalho “Aritmética Monetarista Desagradável”, publicado por Thomas Sargent e Neil Wallace em 1981, que popularizou as designações de “dominância fiscal” e “dominância monetária”. Na dominância monetária, a administração da moeda e dos juros pelo Banco Central é conduzida de forma independente da evolução dos gastos públicos, restringindo esses últimos aos recursos oriundos dos impostos e das vendas de títulos ao público. Ou seja, o governo não pode determinar o imposto inflacionário como uma terceira fonte de recursos para os seus gastos. A dominância fiscal, por outro lado, ocorre quando é a autoridade fiscal que sai na frente, fixando a evolução dos seus gastos e impostos no presente e no futuro. O problema é que, na presença de déficits fiscais elevados e inflexíveis, o público pode, a partir de certo ponto, passar a desinteressar-se pelos títulos governamentais. Nesse caso, não resta ao Banco Central outra opção senão gerar o imposto inflacionário necessário ao fechamento das contas públicas. Isso não significa necessariamente hiperinflação, mas uma inflação alheia à vontade do Banco Central.

    Expectativas de inflação continuam processo de queda – No último relatório Focus divulgado pelo Banco Central (14/07), a mediana das expectativas para o IPCA deste ano recuou para 3,29%, continuando a tendência de queda das últimas sete semanas, taxa menor do que a previsão de 3,64% de quatro semanas passadas. Continuando abaixo do limite superior da meta de inflação e da taxa de 6,29% realizada em 2016. No curto prazo, as projeções dos analistas para o IPCA são de 0,17% para julho e 0,23% para agosto deste ano. As cinco instituições que mais acertam – TOP 5 – projetam IPCA de 0,16% e 0,20%, respectivamente, valores próximos, contudo abaixo, dos estimados pelo mercado. A projeção para o IPCA de 2018 também mostra queda, reduzindo para 4,20%. Na última reunião do Copom, a meta da taxa de juros Selic foi reduzida em 1 ponto e alcançou 10,25%. A próxima reunião deste ano será nos dias 25 e 26 de julho, quando o mercado espera um corte similar, alcançando 9,25%. Para o resto do ano, a mediana das estimativas da Selic para o fim de 2017 é de 8,0%, ou seja, a previsão é que a meta da Selic continue sendo reduzida e alcance patamar de um dígito. Para 2018, a expectativa é que permaneça em 8,0%.

    Agricultura: bom demais – Está no site do IBGE que a previsão da safra de grãos para o corrente ano será 30,1% maior do que a safra de 2016. O fenômeno está muito ligado às boas condições climáticas de 2017, as quais vêm favorecendo as plantações. Também o volume de crédito cresceu, o que propiciou maior produção e melhor ocupação da terra. O resultado da safra de grãos será percebido pelas famílias pelo excesso de oferta em relação à procura e pela variação de preços, a qual deverá registrar queda de alguns cereais, leguminosas e oleaginosas. Tal fato tem como implicação o alívio do peso da alimentação no orçamento. Dessa maneira, a conjuntura de crise pode estar emitindo sinais que já começa a se modificar. Os números do IBGE são de grandeza impressionante, revelando a capacidade produtiva do setor agrícola. O que vai acontecer neste ano reforça a ideia de que o Brasil não é apenas um dos maiores celeiros do planeta. Ele se insere na economia global para ampliar o volume das trocas comerciais; ser referência na oferta de alimentos para suprir a carência dos povos; e se destacar como campeão de venda de diversos produtos primários.