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  • Cancelada votação do parecer do Marco Legal dos Jogos

    A Comissão Especial do Marco Regulatório dos Jogos no País cancelou a reunião que faria em 15 de junho para votação do parecer do deputado Guilherme Mussi (PP-SP). A comissão analisa, há mais de oito meses, 14 projetos de lei (PL 442/1991 e apensados), alguns deles em tramitação há 25 anos, que regulamentam atividades de cassinos, casas de bingo e jogo do bicho e tratam ainda de modalidades de aposta hoje proibidas, como as máquinas caça-níquel e os jogos online.

    A Comissão Especial do Marco Regulatório dos Jogos no País cancelou a reunião que faria em 15 de junho para votação do parecer do deputado Guilherme Mussi (PP-SP). A comissão analisa, há mais de oito meses, 14 projetos de lei (PL 442/1991 e apensados), alguns deles em tramitação há 25 anos, que regulamentam atividades de cassinos, casas de bingo e jogo do bicho e tratam ainda de modalidades de aposta hoje proibidas, como as máquinas caça-níquel e os jogos online.

    Os defensores da legalização argumentam que as casas de apostas podem gerar empregos e aumentar a arrecadação para o governo. Quem é contra afirma que os jogos facilitam crimes como lavagem de dinheiro e tráfico de drogas.

    Ainda não há nova data marcada para votação do parecer.

  • Sumário Econômico 1450

    Destaque da edição:

    Destaque da edição:

    Comércio aos domingos – A liberdade para o exercício da atividade comercial, incluindo o trabalho aos domingos e feriados, é conquista a ser preservada, e ela decorre da evolução natural das sociedades: em¬presas, cidadãos, trabalhadores, enfim, é causa e consequência do avanço e da modernidade social. Há leis apropriadas que preservam as competências dos entes federativos municipais e asseguram a preservação integral dos direitos dos trabalhadores, além de assegurar-lhes ganhos adicionais expressivos. A crescente urbanização e os problemas dela decorrentes, como segurança, locomoção, estacionamento e trans¬porte, aceleraram a consolidação dos “shopping centers” no Brasil. Em três décadas, saímos de uma dezena para mais de cinco centenas de empreendimentos dessa natureza em operação em todo o País. O ambiente de com¬pra requintou-se, agregou serviços diversos e atraiu às compras coletivas, sobretudo em fins de semana, famílias e consumidores de todas as faixas etárias e de renda. Nada mais convincente do que a realidade, e os shopping centers apresentam números que impressionam pela magnitude: quase 100.000 lojas, um milhão de empregos diretos, mais de 400 mil visitas todos os meses, enfim, o que era novidade há trinta anos, hoje é indiscutível realidade, que responde por quase um quinto do comércio varejista e mais de R$ 24 bilhões de impostos arrecadados em 2015. Pesquisas profissionais apontam que mais de 73% dos brasileiros compram aos domingos, evento que se tornou hábito das famílias, em busca de com¬pras com segurança, associadas às praças de alimentação, estacionamento, lazer, diversão e arte. 

    Outras matérias:

    • As novas relações exteriores – O político José Serra assumiu o cargo de ministro das Relações Exteriores e logo mostrou que a política externa brasileira deverá ser protagonista na busca pela retomada do crescimento econômico. Ao assumir o cargo, Serra declarou que o Itamaraty não defenderá o que classificou de “interesses de um partido” e que novos recursos serão destinados à entidade, pois o ministério deverá ser o “núcleo central do novo governo”. Com essas declarações, já se tornou perceptível a mudança de papel que a área externa deve assumir no governo Temer, uma vez que no governo Dilma era coadjuvante, como consideram alguns analistas, além de o Ministério das Relações Exteriores (MRE) ter ficado praticamente sem recursos. Em conjunto com os ajustes fiscais e reformas estruturais, a nova atuação na área externa deverá promover a cooperação do Estado com o setor privado na abertura dos mercados externos, na busca do maior número possível de alianças ou parcerias regionais. O documento Uma Ponte Para o Futuro, do PMDB, que traçou as diretrizes para o governo interino do presidente Temer, prega a “inserção plena da economia brasileira no comércio internacional, com maior abertura comercial e negociação de acordos regionais de comércio em todas as áreas relevantes ‒ EUA, União Europeia e Ásia ‒ com ou sem a companhia do Mercosul, embora preferencialmente com ele”. Os principais aspectos abordados pela nova visão das relações exteriores indicam que o processo decisório do comércio exterior será despolitizado, uma estratégia de negociação comercial deverá ser definida, além da regulamentação de políticas domésticas afinadas com o que acontece no mundo. É necessário que as normas brasileiras sejam alinhadas aos novos padrões técnicos e normativos que estão se formando no comércio internacional, como, por exemplo, as normas estipuladas pela Parceria Transpacífico. 

    • Mercado espera manutenção da Selic em 14,25% – No último relatório Focus divulgado pelo Banco Central (10/06), a mediana das expectativas para o IPCA aumentou para 7,19%, após chegar a 7,0% há quatro sema¬nas passadas, e é o quarto aumento consecutivo nesta estimativa. Continua acima do limite superior da meta de inflação, entre¬tanto abaixo da taxa de 10,67% realizada em 2015. Contudo, a projeção para 2017 continuou estável, permanecendo em 5,50%. No curto prazo, as projeções dos analistas são de 0,33% para junho e 0,28% para julho. As cinco instituições que mais acertam – TOP 5 – projetaram IPCA de 0,35% para junho e 0,30% para julho, valores acima, entretanto próximos do esperado pelo mercado. Após a quarta reunião do Copom deste ano, a meta da taxa de juros Selic permaneceu em 14,25%. A próxima reunião será nos dias 19 e 20 de julho, e se espera manutenção deste indicador. Para o resto do ano, a mediana das estimativas da Selic para o fim de 2016 foi de 13,0%, esperando novos cortes na taxa durante o segundo semestre deste ano. Já para 2017, a previsão é que a meta da Selic continue sendo reduzida e alcance 11,25%, menor do que a taxa esperada há quatro semanas (11,50%). A estimativa para o crescimento do PIB de 2016 alcançou -3,60%, após o resultado de 2015 mostrar uma retração de 3,80%, de acordo com dados do IBGE. Apesar da previsão para este ano ser ligeiramente melhor do que o realizado no ano passado, ela demonstra uma piora em relação ao crescimento de 0,1% realizado em 2014. Entretanto, para 2017 já se espera um resultado positivo, com avanço de 1,0% na economia. É a terceira semana seguida que esta estimativa tem uma melhora; o dado anterior previa um crescimento de 0,85%. 

    • IPCA apresenta alta de 0,78% em maio – O IPCA, índice balizador do sistema de metas de inflação, registrou alta de 0,78% em maio, ante 0,61% no mês anterior. Esse resultado foi o mais elevado para o período desde 2008, quando alcançou +0,79%. No ano, o índice acumulou variação de 4,05% e, em 12 meses, incremento de 9,32%. Dentre os grupos, destaque para Habitação, com variação de 1,79%, influenciada principalmente pelos preços administra¬dos (Taxa de água e esgoto +10,4%; Energia elétrica residencial +2,3%). O grupo foi o responsável por mais de um terço do IPCA de maio, com contribuição de mais de 0,30 ponto percentual. Outro grupo que afetou o índice geral foi Saúde e cuidados pessoais, com alta de 1,62%. O aumento sazonal se deu principalmente pelos reajustes de medicamentos e plano de saúde; este último, com contribuição de 0,14 pp sobre o total. Ao contrário dos meses anteriores, o grupo Transportes apresentou recuo de 0,58%, influenciado principalmente pela queda dos preços dos combustíveis (gasolina registrou variação negativa de 0,85%). O grupo obteve contribuição de -0,11 pp sobre o índice total. 

    • XXVIII Fórum Nacional (II) – No III painel do segundo dia (18/05/2016) da 28ª versão do Fó¬rum Nacional O Mercado de Capitais – Chave do Desenvolvimento Brasileiro, as apresentações foram muito atuais, mas resgatando um tema antigo. Há muito se discute mercado de capitais como alavanca do desenvolvimento brasileiro; entretanto, as condições objetivas mostram que os avanços neste sentido têm sido pequenos. No Brasil, poucas pessoas (físicas e jurídicas) arriscam-se no mercado de capitais, conformando números e valores certamente inexpressivos frente a outros países, que se utilizam deste mercado para criar riquezas, crescimento e desenvolvimento econômicos. Para o presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), existe a necessidade de repensar o mercado de capitais, principalmente inserindo o País nas diretrizes globais. Uma delas diz respeito à governança corporativa e às diretrizes estabelecidas pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) e que são endossadas pelos países ricos. Mais de 56 países possuem código de governança, e o Brasil não. A CVM acredita que o código brasileiro seja feito pelo mercado, e não pelo órgão regulador. Assim, a governança refletirá a capacidade de as empresas se relacionarem com o mercado.

  • Boletim Informativo Diário (BID) 108/2016

    DESTAQUES:

    Receita Federal esclarece que a receita bruta sujeita à Cofins e à Contribuição para o PIS/Pasep compreende as receitas oriundas do exercício de todas as atividades empresariais da pessoa jurídica

    Município do Rio de Janeiro cria feiras especializadas de ambulantes expositores

    DESTAQUES:

    Receita Federal esclarece que a receita bruta sujeita à Cofins e à Contribuição para o PIS/Pasep compreende as receitas oriundas do exercício de todas as atividades empresariais da pessoa jurídica

    Município do Rio de Janeiro cria feiras especializadas de ambulantes expositores

  • Votação do projeto do Supersimples fica para a próxima terça-feira

    A votação da atualização das regras do Supersimples foi adiada para a próxima terça-feira (21/6). A intenção era que o substitutivo de Marta Suplicy (PMDB-SP) fosse votado já nesta quarta-feira (15). A bancada do PSDB, porém, pediu mais tempo para analisar o texto.

    Ao apresentar seu substitutivo ao projeto original do ex-deputado Barbosa Neto (PLC 125/2015 – Complementar), Marta Suplicy (PMDB-SP) explicou que o objetivo das alterações é fazer mais empresas aderirem ao Simples – e, consequentemente, gerar mais empregos.

    A votação da atualização das regras do Supersimples foi adiada para a próxima terça-feira (21/6). A intenção era que o substitutivo de Marta Suplicy (PMDB-SP) fosse votado já nesta quarta-feira (15). A bancada do PSDB, porém, pediu mais tempo para analisar o texto.

    Ao apresentar seu substitutivo ao projeto original do ex-deputado Barbosa Neto (PLC 125/2015 – Complementar), Marta Suplicy (PMDB-SP) explicou que o objetivo das alterações é fazer mais empresas aderirem ao Simples – e, consequentemente, gerar mais empregos.

    Entre as mudanças está a elevação de R$ 3,6 milhões para R$ 4,8 milhões do teto da empresa de pequeno porte a ser incluída no programa. O projeto também eleva o limite de receita bruta anual para o enquadramento como microempreendedor individual, que deverá passar dos atuais R$ 60 mil para R$ 72 mil. O número de faixas de faturamento foi reduzido de 20 para seis, segundo Marta Suplicy, para simplificar a lógica de todo o sistema.

    “O projeto traz importantes alterações no Supersimples. As várias negociações permitiram um aperfeiçoamento do texto. Este projeto representa um impacto que vai ajudar as empresas a não fecharem as portas”, declarou a relatora.

    Adiamento

    O senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) elogiou a forma “sistematizada e dedicada” com que Marta Suplicy tratou do assunto. Ele disse, no entanto, que julgava ser precipitada a votação já nesta quarta. Ferraço alegou que tinha muitas dúvidas e lamentou que o relatório tenha sido disponibilizado apenas às 23h de terça-feira (14). Ele pediu que a votação ficasse para próxima terça-feira (21). “É preciso avaliar os impactos nas finanças da União, dos estados e dos municípios”, argumentou.

    Na mesma linha, Tasso Jereissati (PSDB-CE) pediu mais tempo para conferir o texto e ter a segurança necessária para votar o substitutivo. A senadora Marta Suplicy disse que adiar a votação é uma tentativa de “procrastinação”. Ela chegou a dizer que desconfiava de uma “ação política” no pedido de adiamento.

    Em resposta, Tasso disse que repudiava a declaração de Marta Suplicy. Ele acrescentou que considerava o projeto “ruim”, mas prometeu estudar as mudanças. Ferraço disse que estava procurando o diálogo e criticou a reação da relatora. O presidente do Senado, Renan Calheiros, ponderou que um prazo a mais poderia solucionar o impasse. Depois da discussão inicial, Marta Suplicy concordou com o pedido de mais prazo e a votação foi adiada. “Eu quero cumprimentar o bom senso da relatora e dizer que vamos ter tempo para debater o assunto até a próxima terça”, afirmou Renan.

    Excelente lei

    Na visão do líder do governo, senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), o substitutivo se encaminha para ser uma “excelente lei”. Ele disse que o adiamento vai permitir a análise de alguns ajustes. O senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) reconheceu o trabalho da relatora, mas questionou os critérios para decidir que categoria de trabalhadores será contemplada com o Supersimples. A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) também elogiou a atuação de Marta Suplicy, enquanto Fátima Bezerra (PT-RN) pediu que a votação não seja adiada além da próxima terça.

  • Relator propõe criação de contribuição negocial para financiar sindicatos

    O deputado Bebeto (PSB-BA) apresentou nesta quarta-feira (15/6) o relatório final da Comissão Especial sobre Financiamento da Atividade Sindical, que propõe nova contribuição a ser paga pelo trabalhador (sindicalizado ou não): a contribuição negocial. O texto não chegou a ser discutido por causa do início da Ordem do Dia do Plenário da Câmara dos Deputados.

    O deputado Bebeto (PSB-BA) apresentou nesta quarta-feira (15/6) o relatório final da Comissão Especial sobre Financiamento da Atividade Sindical, que propõe nova contribuição a ser paga pelo trabalhador (sindicalizado ou não): a contribuição negocial. O texto não chegou a ser discutido por causa do início da Ordem do Dia do Plenário da Câmara dos Deputados.

    A contribuição negocial será cobrada mensalmente tanto de empregados quanto de empregadores, com exceção do mês de cobrança da contribuição sindical. O valor a ser arrecadado será fixado em assembleia de negociação salarial ou convenção coletiva e não poderá ultrapassar 1% da remuneração bruta anual do trabalhador.

    “A contribuição tem de ser de sustentação do processo negocial por todos os beneficiários daquele resultado empreendido na negociação, quer seja pela representação econômica, quer seja pelos trabalhadores”, disse Bebeto.

    Essa contribuição, destinada ao pagamento das despesas jurídicas, técnicas e administrativas das negociações coletivas, é cobrada atualmente por alguns sindicatos, mas há questionamentos na Justiça sobre sua validade e extensão. Segundo a proposta do relator, o recurso dos trabalhadores será compartilhado entre sindicato (80%), federação (5%), confederação (5%), central sindical (5%) e também será destinado ao conselho de autorregulação sindical (4,5%) e ao aparelhamento da inspeção do trabalho (0,5%).

    Já as entidades patronais deverão destinar 85% ao sindicato, 5% para a federação, 5% para a confederação e os mesmos percentuais de trabalhadores para o conselho sindical e para inspeção e fiscalização. O texto prevê penalidades para o empregador que não repassar a contribuição negocial ou deixar de enviar a relação de trabalhadores com os valores recolhidos.

    O presidente da comissão, deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), defendeu a união das centrais sindicais para aprovar a proposta. “Se aprovarmos esse projeto, garantimos a vida do sindicalismo brasileiro por mais uns 100 anos.” O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, afirmou que a proposta vem ao encontro de sua visão de estrutura sindical.

    Contribuição sindical

    Atualmente, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT, Decreto-lei 5.452/43) prevê apenas um tipo de recolhimento compulsório a todos os trabalhadores: a contribuição sindical, descontada em folha no mês de março, correspondendo a um dia de salário. Além da contribuição sindical, a CLT estabelece como fonte de financiamento sindical as contribuições de associados, bens, doações e multas.

    A mudança faz parte de uma sugestão no relatório de projeto de lei para alterar a CLT. O texto também prevê regras para disciplinar as relações de transparência, participação, democratização e autorregulação da atividade sindical.

    Atualização da contribuição

    Para ampliar a arrecadação sindical, o projeto propõe ainda outras alterações. A primeira é a previsão de uma atualização automática na contribuição sindical de acordo com a variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), em outubro de cada ano. Por esse índice, o valor de uma contribuição de R$ 100 subiria para R$ 110,75, com INPC de 10,75% para o período.

    A segunda é a inclusão do empregado rural e do servidor público federal na obrigação de pagar um dia de trabalho como contribuição sindical. Há regra especial para o trabalhador rural autônomo, com contribuição de R$ 25, e agricultor familiar, com pagamento de R$ 50.

    Além disso, a proposta diferencia a contribuição de profissionais liberais e autônomos. Para profissionais liberais, o relator prevê contribuição de R$ 217,20 por ano. Para os autônomos, como pintores e eletricistas, o valor anual será de R$ 88,92.

    Já para as empresas, ou profissionais liberais e autônomos organizados em empresa, o texto aprovado fixa em R$ 213,42 a contribuição mínima anual. Acima desse valor, há uma tabela progressiva, calculada por meio de alíquotas variáveis em função do capital social registrado pela empresa.

    Funciona mais ou menos como no Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). O contribuinte vai calcular o percentual a partir do seu capital social e somar a parcela a adicionar. Por exemplo, se a empresa tem capital social de R$ 50 mil, ela terá de pagar R$ 366,77 (capital social x 0,2% + R$ 266,77 de parcela a adicionar).

    Pela última atualização da legislação vigente, o valor das contribuições para profissionais autônomos e liberais está congelado em R$ 5,70. Para empregadores, o mínimo é de R$ 11,40 e o máximo, de R$ 5.367,94.

    Eleição

    O texto amplia para todo trabalhador de uma determinada categoria a possibilidade de votar nas eleições de dirigente sindical. Atualmente, a CLT restringe o direito de voto aos trabalhadores sindicalizados há, pelo menos, seis meses e com dois anos de exercício profissional. Os sindicatos mantêm a prerrogativa de escolher os candidatos.

  • Câmara aprova redução do IR sobre remessas de dinheiro ao exterior

    O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (15/6) a Medida Provisória 713/2016, que reduz de 25% para 6% o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre as remessas de dinheiro ao exterior para pagar gastos pessoais em viagens de turismo e negócios, a serviço, e para treinamento ou missões oficiais, até o limite de R$ 20 mil ao mês. A matéria, aprovada na forma do projeto de lei de conversão do senador Dalirio Beber (PSDB-SC), será analisada ainda pelo Senado.

    O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (15/6) a Medida Provisória 713/2016, que reduz de 25% para 6% o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre as remessas de dinheiro ao exterior para pagar gastos pessoais em viagens de turismo e negócios, a serviço, e para treinamento ou missões oficiais, até o limite de R$ 20 mil ao mês. A matéria, aprovada na forma do projeto de lei de conversão do senador Dalirio Beber (PSDB-SC), será analisada ainda pelo Senado.

    Para as operadoras ou agências de viagens, o limite é R$ 10 mil, por passageiro. A redução da alíquota entrou em vigor em 2 de março de 2016 e valerá até 31 de dezembro de 2019.

    A isenção do imposto, prevista na Lei 12.249/2010, foi concedida a partir de 2013 e terminou em dezembro de 2015. Com isso, o imposto normal passou a ser de 25% e vigorou nos meses de janeiro e fevereiro, encarecendo os pacotes turísticos, pois as agências têm de enviar dinheiro ao exterior para pagar hotéis, transporte e hospedagem dos consumidores. O imposto foi reduzido agora após pressão das associações do setor, que alegaram estar perdendo clientes para operadoras internacionais.

    Paraíso fiscal

    Para ter acesso à redução da alíquota, as empresas deverão ser cadastradas no Ministério do Turismo, e a remessa das divisas terá de ser realizada por instituição financeira domiciliada no País. Pelo texto da MP, a alíquota de 6% não será aplicada quando o beneficiário da remessa residir em país com tributação favorecida (paraíso fiscal) ou for pessoa física ou jurídica submetida a regime fiscal privilegiado previsto na Lei 9.430/1996.

    A MP garante ainda a isenção do IRRF para as remessas ao exterior para fins educacionais, científicos ou culturais, inclusive para pagamento de taxas escolares, taxas de inscrição em congressos, conclaves, seminários ou assemelhados e de taxas de exames de proficiência. Na área de saúde, serão isentas as remessas para o pagamento de despesas médico-hospitalares com tratamento de saúde do remetente pessoa física residente no Brasil ou de seus dependentes.

    Impacto no orçamento

    Segundo o governo, a redução da alíquota do IRRF sobre as remessas vai provocar uma renúncia fiscal de R$ 627,35 milhões em 2016, R$ 746,66 milhões em 2017 e R$ 771,9 milhões em 2018. A perda de receita será compensada pelo aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidente sobre cigarros, sorvetes, chocolates e rações para cães e gatos, anunciado pelo governo em janeiro.

    Imposto sobre proventos

    Um dos temas novos incluídos pelo relator no projeto de lei de conversão foi regra que prevê a incidência das alíquotas da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (7,5%, 15%, 22,5% e 27,5%) sobre aposentadorias ou pensões pagos pela Previdência Social da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios e recebidos pelo beneficiário quando residente ou domiciliado no exterior. Atualmente, a alíquota única incidente é de 25%, independentemente do valor.

    Promoção do Brasil

    O relatório aprovado prevê ainda novos casos de isenção do imposto de renda na fonte, para residentes e domiciliados no exterior, quando do envio de recursos para custear despesas com a promoção, no exterior, de produtos, serviços e destinos turísticos brasileiros. Além de o dinheiro poder ser usado para pagar pesquisa de mercado e participação em exposições e feiras e conclaves semelhantes, incluindo custos com inscrição, aquisição de espaços para estandes, aluguéis e arrendamentos de estandes, o texto permite o uso para pagar infraestrutura, funcionamento, promoção e propaganda no âmbito desses eventos.

    Será admitida ainda a isenção para pagar publicidade que tenha como objetivo atrair para o Brasil o turismo de lazer e de negócios. Isenção valerá ainda para recursos enviados por órgãos do Executivo federal para contratar serviços de promoção do País no exterior e para a veiculação de publicidade.

    As mudanças foram feitas a partir de emenda do deputado Otavio Leite (PSDB-RJ), para quem essa “é uma medida estratégica para a geração de empregos no Brasil, o que justifica a proposta”.

  • Intenção de consumo recua 1,7% em junho e atinge nova mínima histórica

    A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), chegou a uma nova mínima histórica em junho, com 68,7 pontos, numa escala de 0 a 200. Com queda de 1,7% na comparação mensal e 25,1% na anual, é a primeira vez que todos os componentes da pesquisa se encontram abaixo da zona de indiferença, de 100 pontos, o que evidencia uma insatisfação com a situação atual. “Mesmo com a perda da força da inflação, o contínuo encarecimento do crédito, o alto nível de endividamento e o aumento do desemprego impactam profundamente o consumo das famílias”, afirma Juliana Serapio, assessora Econômica da CNC.

     

    Embora todos os componentes tenham registrado queda na comparação mensal e anual, os itens relacionados às perspectivas apresentaram recuos mais baixos. O resultado indica que, aos poucos, as expectativas para os próximos meses devem melhorar.

     

    Os componentes relacionados ao cenário atual – Renda Atual, Compra a Prazo e Nível de Consumo Atual – foram os que mais influenciaram a queda da ICF.

     

    Consumo

     

    Na comparação mensal, a maior queda foi em relação à Compra a Prazo. Em relação a maio, houve um declínio de 4%. Já em relação ao mesmo período do ano passado, a retração foi de 30,2%. O Nível de Consumo Atual apresentou queda de 2,7% em relação a maio e 38,1% ante junho de 2015. Do total das famílias brasileiras, 66,8% declararam estar com o nível de consumo menor do que no ano passado.

     

    O item Momento para Duráveis é o que está no menor patamar: 42 pontos. O resultado é de 2,1% inferior em relação a maio e 35,8% em relação ao registrado há um ano. Do total das famílias brasileiras, 76% consideram o momento atual desfavorável para a aquisição de bens duráveis.

     

    Emprego

     

    O componente Emprego Atual, que até então era o único que se mantinha acima da zona de indiferença, de 100 pontos, chegou a 99,4 pontos. As quedas foram, respectivamente, de 0,8% e 13,7% nas comparações mensal e anual. Apenas 28,3% das famílias se sentem mais seguras em relação ao emprego atual.

     

    As perspectivas em relação ao mercado de trabalho apresentaram pequena retração na comparação mensal: 0,1%. Em relação a junho do ano passado, o componente apresentou variação negativa de 13,6%. O item Perspectiva de Consumo caiu 1,5% na comparação mensal e 34,8% na anual, ficando em 54,1 pontos.

     

    Diante da tendência de evolução mais favorável da inflação nos próximos meses, a CNC manteve sua projeção de retração de 4,8% no varejo restrito ao final de 2016 e revisou de -8,8% para -9,4% sua previsão de variação das vendas no varejo ampliado, que inclui os setores de automóveis e materiais de construção.

     

     

  • Intenção de consumo recua 1,7% em junho e atinge nova mínima histórica

    A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), chegou a uma nova mínima histórica em junho, com 68,7 pontos, numa escala de 0 a 200. Com queda de 1,7% na comparação mensal e 25,1% na anual, é a primeira vez que todos os componentes da pesquisa se encontram abaixo da zona de indiferença, de 100 pontos, o que evidencia uma insatisfação com a situação atual.

    A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), chegou a uma nova mínima histórica em junho, com 68,7 pontos, numa escala de 0 a 200. Com queda de 1,7% na comparação mensal e 25,1% na anual, é a primeira vez que todos os componentes da pesquisa se encontram abaixo da zona de indiferença, de 100 pontos, o que evidencia uma insatisfação com a situação atual. “Mesmo com a perda da força da inflação, o contínuo encarecimento do crédito, o alto nível de endividamento e o aumento do desemprego impactam profundamente o consumo das famílias”, afirma Juliana Serapio, assessora Econômica da CNC.

    Embora todos os componentes tenham registrado queda na comparação mensal e anual, os itens relacionados às perspectivas apresentaram recuos mais baixos. O resultado indica que, aos poucos, as expectativas para os próximos meses devem melhorar. 

    Os componentes relacionados ao cenário atual – Renda Atual, Compra a Prazo e Nível de Consumo Atual – foram os que mais influenciaram a queda da ICF.

    Consumo

    Na comparação mensal, a maior queda foi em relação à Compra a Prazo. Em relação a maio, houve um declínio de 4%. Já em relação ao mesmo período do ano passado, a retração foi de 30,2%. O Nível de Consumo Atual apresentou queda de 2,7% em relação a maio e 38,1% ante junho de 2015. Do total das famílias brasileiras, 66,8% declararam estar com o nível de consumo menor do que no ano passado.

    O item Momento para Duráveis é o que está no menor patamar: 42 pontos. O resultado é de 2,1% inferior em relação a maio e 35,8% em relação ao registrado há um ano. Do total das famílias brasileiras, 76% consideram o momento atual desfavorável para a aquisição de bens duráveis.

    Emprego

    O componente Emprego Atual, que até então era o único que se mantinha acima da zona de indiferença, de 100 pontos, chegou a 99,4 pontos. As quedas foram, respectivamente, de 0,8% e 13,7% nas comparações mensal e anual. Apenas 28,3% das famílias se sentem mais seguras em relação ao emprego atual.

    As perspectivas em relação ao mercado de trabalho apresentaram pequena retração na comparação mensal: 0,1%. Em relação a junho do ano passado, o componente apresentou variação negativa de 13,6%. O item Perspectiva de Consumo caiu 1,5% na comparação mensal e 34,8% na anual, ficando em 54,1 pontos.

    Diante da tendência de evolução mais favorável da inflação nos próximos meses, a CNC manteve sua projeção de retração de 4,8% no varejo restrito ao final de 2016 e revisou de -8,8% para -9,4% sua previsão de variação das vendas no varejo ampliado, que inclui os setores de automóveis e materiais de construção.

  • Pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) – junho de 2016

    A Pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) é um indicador com capacidade de medir, com a maior precisão possível, a avaliação que os consumidores fazem sobre aspectos importantes da condição de vida de sua família, tais como a sua capacidade de consumo (atual e de curto prazo), nível de renda doméstico, segurança no emprego e qualidade de consumo, presente e futuro. Em outras palavras, é um indicador antecedente do consumo, a partir do ponto de vista dos consumidores, tornando-o uma ferramenta poderosa para o planejamento do comércio e de outras atividades produtivas.

    A Pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) é um indicador com capacidade de medir, com a maior precisão possível, a avaliação que os consumidores fazem sobre aspectos importantes da condição de vida de sua família, tais como a sua capacidade de consumo (atual e de curto prazo), nível de renda doméstico, segurança no emprego e qualidade de consumo, presente e futuro. Em outras palavras, é um indicador antecedente do consumo, a partir do ponto de vista dos consumidores, tornando-o uma ferramenta poderosa para o planejamento do comércio e de outras atividades produtivas.

  • CNC divulga amanhã resultados de JUNHO da ICF

    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulga amanhã, quinta-feira, dia 16 de junho, os resultados de JUNHO da Intenção de Consumo das Famílias (ICF). A partir das 10 horas, a assessora econômica da CNC Juliana Serapio estará disponível para atender os jornalistas, e análises e gráficos serão enviados por e-mail. A pesquisa também estará disponível em www.cnc.org.br.

     

    Sobre a ICF

     

    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulga amanhã, quinta-feira, dia 16 de junho, os resultados de JUNHO da Intenção de Consumo das Famílias (ICF). A partir das 10 horas, a assessora econômica da CNC Juliana Serapio estará disponível para atender os jornalistas, e análises e gráficos serão enviados por e-mail. A pesquisa também estará disponível em www.cnc.org.br.

     

    Sobre a ICF

     

    A pesquisa Intenção de Consumo das Famílias é um indicador antecedente que tem como objetivo antecipar o potencial das vendas do comércio. O indicador mede com precisão a avaliação que os consumidores fazem dos aspectos importantes da situação de vida de suas famílias, tais como capacidade de consumo atual e de curto prazo, nível de renda doméstico, condições de crédito, segurança no emprego e qualidade de consumo, presente e futuro.