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  • Avança projeto que aumenta valor de causas em juizados especiais cíveis

    Projeto que aumenta de 40 para 60 salários mínimos o valor das causas aceitas pelos juizados especiais cíveis estaduais foi aprovado nesta terça-feira (29) na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA). A proposta faz a equiparação com o limite das ações aceitas pelos juizados especiais federais.

    O PLS 50/2012 foi apresentado pelo ex-senador Lobão Filho (PMDB-MA) e o voto favorável do relator, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), com emenda, foi lido pelo senador Blairo Maggi (PR-MT).

    Projeto que aumenta de 40 para 60 salários mínimos o valor das causas aceitas pelos juizados especiais cíveis estaduais foi aprovado nesta terça-feira (29) na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA). A proposta faz a equiparação com o limite das ações aceitas pelos juizados especiais federais.

    O PLS 50/2012 foi apresentado pelo ex-senador Lobão Filho (PMDB-MA) e o voto favorável do relator, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), com emenda, foi lido pelo senador Blairo Maggi (PR-MT).

    Alcolumbre excluiu dispositivo que proibia a apelação a instâncias superiores da Justiça em ações individuais envolvendo relações de consumo e inferiores a 60 salários mínimos.

    Para o relator, o aumento do valor das causas aceitas por juizados especiais beneficiará os consumidores, mas a restrição a apelações, frisou, representa “um retrocesso jurídico e um incomensurável prejuízo para o direito do consumidor”.

    Davi Alcolumbre considerou insuficiente a brecha prevista no projeto, de contestação da sentença sobre ação de consumo por embargos infringentes e de declaração. Os embargos são um recurso apresentado na mesma instância judicial em que se decidiu a causa, com o objetivo de confirmação ou revisão da sentença.

    A matéria vai à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

  • Senado aprova permissão para microempreendedor exercer atividade em casa

    O microempreendedor individual poderá utilizar a sua residência como sede de seu estabelecimento comercial, quando a atividade não exigir local específico para funcionamento. É o que está previsto no Projeto de Lei da Câmara (PLC) 167/2015 Complementar, aprovado nesta terça-feira (29), por unanimidade, no Plenário do Senado. A matéria segue agora para sanção presidencial.

    O microempreendedor individual poderá utilizar a sua residência como sede de seu estabelecimento comercial, quando a atividade não exigir local específico para funcionamento. É o que está previsto no Projeto de Lei da Câmara (PLC) 167/2015 Complementar, aprovado nesta terça-feira (29), por unanimidade, no Plenário do Senado. A matéria segue agora para sanção presidencial.

    De autoria do deputado Mauro Mariani (PMDB-SC), a proposta altera o Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (Lei Complementar 123/2006). A justificativa é de que alguns empreendedores individuais que poderiam exercer a atividade em sua própria residência, sem a necessidade de dispor de estabelecimento para essa finalidade, estão impedidos de fazê-lo pela legislação de vários estados, que proíbem a coincidência entre o endereço do empreendimento e o endereço residencial.

    Na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), a matéria teve parecer favorável do relator Blairo Maggi (PR-MT), que observou ser racional e economicamente viável que o empreendedor utilize a própria residência para o exercício de sua atividade empresarial, com substancial economia de recursos. Além disso, com internet e redes sociais, fica mais fácil a adoção do trabalho em casa.

    Os senadores presentes na sessão elogiaram a proposta que, segundo eles, é importante principalmente no momento de crise econômica que o país está vivendo. De acordo com os parlamentares, mesmo sendo simples, o projeto tem impacto social muito grande, já que desburocratiza e facilita a vida das microempresas sem gerar custos para o governo.

     “Um dos grandes desafios nacionais é a modernização da nossa economia. Tornar o Brasil um país mais produtivo e competitivo é o desafio que o futuro nos reserva”, destacou o líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima.

  • Boletim Informativo Diário (BID) 054/2016

    DESTAQUES:

    União disponibiliza auxílio financeiro aos Estados, Distrito Federal e Municípios para fomentar as exportações do País

    Divulgado o Relatório Resumido da Execução Orçamentária do Governo Federal relativo ao mês de fevereiro de 2016

    ANS formaliza nomeação de representantes de órgãos e entidades que compõem a Câmara de Saúde Suplementar

    DESTAQUES:

    União disponibiliza auxílio financeiro aos Estados, Distrito Federal e Municípios para fomentar as exportações do País

    Divulgado o Relatório Resumido da Execução Orçamentária do Governo Federal relativo ao mês de fevereiro de 2016

    ANS formaliza nomeação de representantes de órgãos e entidades que compõem a Câmara de Saúde Suplementar

  • Síntese da Conjuntura 31/03/2016

    Publicação quinzenal que aborda a evolução da conjuntura econômica brasileira, examinando os resultados sob o ângulo dos interesses do setor empresarial privado.   

    Publicação quinzenal que aborda a evolução da conjuntura econômica brasileira, examinando os resultados sob o ângulo dos interesses do setor empresarial privado.   

  • Congresso instala hoje quatro comissões mistas para analisar MPs

    Nesta quarta-feira (30) serão instaladas as comissões mistas sobre as medidas provisórias 713, 714, 717 e 718, todas de 2016.

    A MP 713/16 trata do Imposto de Renda Retido na Fonte sobre a remessa de valores destinados à cobertura de gastos pessoais, no exterior, de pessoas físicas residentes no País, em viagens de turismo, negócios, serviços, treinamento ou missões oficiais, e dá outras providências.

    Nesta quarta-feira (30) serão instaladas as comissões mistas sobre as medidas provisórias 713, 714, 717 e 718, todas de 2016.

    A MP 713/16 trata do Imposto de Renda Retido na Fonte sobre a remessa de valores destinados à cobertura de gastos pessoais, no exterior, de pessoas físicas residentes no País, em viagens de turismo, negócios, serviços, treinamento ou missões oficiais, e dá outras providências.

    Também serão instaladas as comissões da MP 714/16, que extingue o adicional de tarifa aeroportuária; da MP 717/16, que cria o cargo de ministro chefe do Gabinete Pessoal do Presidente da República; e da MP 718/16, que institui normas gerais sobre desporto, para dispor sobre o controle de dopagem e sobre medidas tributárias referentes à realização dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016.

     Na ocasião também serão eleitos o presidente e vice-presidente. As reuniões estão previstas para começar a partir de 14h30, no plenário 6 da ala Nilo Coelho, no Senado Federal.

  • Boletim Informativo Diário (BID) 053/2016

    DESTAQUES:

    Receita disponibiliza calendário de liberação dos lotes de restituição do Imposto de Renda 2016

    Contran disciplina o Regimento Interno das Câmaras Temáticas

    Exonerado o Ministro de Estado do Turismo

    DESTAQUES:

    Receita disponibiliza calendário de liberação dos lotes de restituição do Imposto de Renda 2016

    Contran disciplina o Regimento Interno das Câmaras Temáticas

    Exonerado o Ministro de Estado do Turismo

  • Comissão da Desburocratização conclui proposta que altera Código Tributário Nacional

    A Comissão da Desburocratização, integrada por juristas convidados pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, concluiu nesta segunda-feira (28/3) a discussão de mudanças no Código Tributário Nacional. O texto, agora, será consolidado para que seja entregue ao presidente do Senado, em reunião prevista para o dia 4 de abril.

    A Comissão da Desburocratização, integrada por juristas convidados pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, concluiu nesta segunda-feira (28/3) a discussão de mudanças no Código Tributário Nacional. O texto, agora, será consolidado para que seja entregue ao presidente do Senado, em reunião prevista para o dia 4 de abril.

    Entre os pontos aprovados na reunião desta segunda-feira está a dispensa de apresentação de certidão negativa de quitação de débitos para que uma empresa participe de licitação. O texto, no entanto, o texto traz um dispositivo para permitir que o estado exija garantias ou reserva de recursos para o pagamento dos tributos. “Não se desqualifica a certidão. Apenas para o contribuinte honesto, trabalhador, que está procurando se manter e ficar no mercado, mantendo empregos e gerando riquezas, a comissão buscou essa alternativa”, afirmou o presidente da comissão, o ministro Mauro Campbell Marques, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

    Outra proposta aprovada foi a revogação de um artigo do Código Tributário Nacional que exige a apresentação da prova de quitação de todos os tributos para que seja concedida a recuperação judicial, processo que tem o objetivo de evitar a falência de uma empresa. Para os integrantes da comissão, é um contrassenso exigir dos credores privados a aceitação das condições especiais da recuperação e não fazer o mesmo com créditos tributários. A comissão também discutiu mudanças no Processo Administrativo Fiscal, que busca resolver, na instância administrativa, questões relativas à aplicação ou interpretação da legislação tributária.

    Trabalho

    Formada por 17 juristas, a comissão foi instituída pelo presidente do Senado para discutir projetos que simplifiquem e tornem mais ágil a administração pública. Os integrantes se dividem em cinco subcomissões, que, depois, apresentam as propostas para votação no âmbito da comissão. O prazo final para a conclusão dos trabalhos é o dia 11 de abril, mas pode haver prorrogação.

    Entre as principais contribuições da comissão deve dar à desburocratização no País está a criação de um estatuto que contenha não só normas de simplificação, mas também de punições em caso de descumprimento. Uma das previsões do texto é de que nenhum órgão poderá exigir do cidadão qualquer dado que já esteja em poder do governo. O texto também vai dar um prazo para que os órgãos criem protocolos de integração para a consulta desses dados por todos os órgãos.

    Também foi elaborada a minuta de uma Proposta de Emenda à Constituição que prevê, entre outros pontos, a regulamentação dos princípios da administração pública por lei complementar. É essa PEC que deve garantir o cumprimento, por todos os entes federados, de algumas das mudanças previstas no estatuto e em outros projetos elaborados pela comissão. A PEC já está nas mãos do Presidente do Senado, Renan Calheiros, e pode ser apresentada formalmente nos próximos dias.

  • CNC lista profissões que resistem à crise

    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mapeou mais de 600 profissões e identificou aquelas que cresceram mesmo em meio à atual crise econômica. Do total analisado, 140 setores (23,2%) registraram aumento líquido de vagas desde o início da recessão e um seleto grupo de 15 profissões se destacou com crescimento acima da média. O estudo da CNC aponta que os setores terciário e agropecuário foram os que mais abriram vagas entre julho de 2014 e dezembro de 2015.

     

    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mapeou mais de 600 profissões e identificou aquelas que cresceram mesmo em meio à atual crise econômica. Do total analisado, 140 setores (23,2%) registraram aumento líquido de vagas desde o início da recessão e um seleto grupo de 15 profissões se destacou com crescimento acima da média. O estudo da CNC aponta que os setores terciário e agropecuário foram os que mais abriram vagas entre julho de 2014 e dezembro de 2015.

     

    A pesquisa mostra que a profissão que mais gerou empregos foi a dos trabalhadores nos serviços de manutenção de edificações, com 71,5 mil novas oportunidades. Também se destacam as vagas criadas para operadores de telemarketing, 27,5 mil, e para recepcionistas, 25,4 mil. Outras atividades do setor terciário, como prestação de serviços de alimentação, saúde e cuidados pessoais, também figuram na lista das 15 profissões que resistem à crise.

     

    “Historicamente, o comportamento do mercado de trabalho sempre esteve associado ao desempenho econômico do País. Com o pior desempenho do Produto Interno Bruto desde 1990, que caiu 3,8% em 2015, é natural que exista um recuo na demanda por mão de obra. Por outro lado, áreas relevantes para a economia brasileira, como a agropecuária e serviços, continuam gerando novas oportunidades”, analisa o economista da CNC, Fabio Bentes.

     

    Predominância feminina

    O estudo também evidencia a predominância feminina em 10 das 15 profissões destacadas. É o caso dos professores de nível médio na educação infantil (94,4%), cuidadores de crianças, jovens, adultos e idosos (90,8%) e enfermeiros de nível superior (85,3%). Do total de profissionais em atuação nos segmentos analisados, 66,6% é do sexo feminino. Já a força de trabalho masculina predomina entre os trabalhadores de cargas e descargas de mercadorias (95,7%), trabalhadores na agropecuária em geral (85,8%) e profissionais agrícolas na fruticultura (70,7%).

     

    Maturidade

    A pesquisa aponta ainda que há mais oportunidade para quem tem entre 30 e 39 anos. Das 15 profissões do estudo, 13 são ocupadas principalmente por essa faixa etária. Entretanto, caixas e bilheteiros, recepcionistas e operadores de telemarketing mostram a predominância de uma força de trabalho mais jovem – na faixa dos 18 aos 24 anos. Já os auxiliares nos serviços de alimentação se concentram entre os 40 e 49 anos.

     

    Salário médio

    Dentre as quatro profissões com maior salário médio, três acusam predominância de profissionais com nível superior, são elas: Farmacêuticos, com média salarial de R$ 3.590,00; enfermeiros de nível superior e afins, com média de R$ 4.494,00; e técnicos auxiliares de enfermagem, com média de R$ 2.015,00. Por outro lado, trabalhadores da agricultura de pequeno porte e da fruticultura revelaram menor nível de qualificação (até o 5º ano do ensino fundamental) e, consequentemente, rendimento mensal abaixo da média ao final do ano passado (R$ 1.016,65 e R$ 1.025,79, respectivamente).

     

    Clique aqui para acessar a análise completa.

     

    O economista Fabio Bentes atenderá os jornalistas pelo telefone (21) 3804-9264.

     

     

     

     

     

  • CNC lista profissões que resistem à crise

    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mapeou mais de 600 profissões e identificou aquelas que cresceram mesmo em meio à atual crise econômica. Do total analisado, 140 setores (23,2%) registraram aumento líquido de vagas desde o início da recessão e um seleto grupo de 15 profissões se destacou com crescimento acima da média. O estudo da CNC aponta que os setores terciário e agropecuário foram os que mais abriram vagas entre julho de 2014 e dezembro de 2015.

    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mapeou mais de 600 profissões e identificou aquelas que cresceram mesmo em meio à atual crise econômica. Do total analisado, 140 setores (23,2%) registraram aumento líquido de vagas desde o início da recessão e um seleto grupo de 15 profissões se destacou com crescimento acima da média. O estudo da CNC aponta que os setores terciário e agropecuário foram os que mais abriram vagas entre julho de 2014 e dezembro de 2015.

    A pesquisa mostra que a profissão que mais gerou empregos foi a dos trabalhadores nos serviços de manutenção de edificações, com 71,5 mil novas oportunidades. Também se destacam as vagas criadas para operadores de telemarketing, 27,5 mil, e para recepcionistas, 25,4 mil. Outras atividades do setor terciário, como prestação de serviços de alimentação, saúde e cuidados pessoais, também figuram na lista das 15 profissões que resistem à crise.

    “Historicamente, o comportamento do mercado de trabalho sempre esteve associado ao desempenho econômico do País. Com o pior desempenho do Produto Interno Bruto desde 1990, que caiu 3,8% em 2015, é natural que exista um recuo na demanda por mão de obra. Por outro lado, áreas relevantes para a economia brasileira, como a agropecuária e serviços, continuam gerando novas oportunidades”, analisa o economista da CNC, Fabio Bentes.  

    Predominância feminina

    O estudo também evidencia a predominância feminina em 10 das 15 profissões destacadas. É o caso dos professores de nível médio na educação infantil (94,4%), cuidadores de crianças, jovens, adultos e idosos (90,8%) e enfermeiros de nível superior (85,3%). Do total de profissionais em atuação nos segmentos analisados, 66,6% é do sexo feminino. Já a força de trabalho masculina predomina entre os trabalhadores de cargas e descargas de mercadorias (95,7%), trabalhadores na agropecuária em geral (85,8%) e profissionais agrícolas na fruticultura (70,7%).

    Maturidade

    A pesquisa aponta ainda que há mais oportunidade para quem tem entre 30 e 39 anos. Das 15 profissões do estudo, 13 são ocupadas principalmente por essa faixa etária. Entretanto, caixas e bilheteiros, recepcionistas e operadores de telemarketing mostram a predominância de uma força de trabalho mais jovem – na faixa dos 18 aos 24 anos. Já os auxiliares nos serviços de alimentação se concentram entre os 40 e 49 anos.

    Salário médio

    Dentre as quatro profissões com maior salário médio, três acusam predominância de profissionais com nível superior, são elas: Farmacêuticos, com média salarial de R$ 3.590,00; enfermeiros de nível superior e afins, com média de R$ 4.494,00; e técnicos auxiliares de enfermagem, com média de R$ 2.015,00. Por outro lado, trabalhadores da agricultura de pequeno porte e da fruticultura revelaram menor nível de qualificação (até o 5º ano do ensino fundamental) e, consequentemente, rendimento mensal abaixo da média ao final do ano passado (R$ 1.016,65 e R$ 1.025,79, respectivamente).

    Acesse abaixo o estudo na íntegra. 

  • O “fantasma” da volta da CPMF

    Já tramita no Congresso Nacional desde setembro de 2015 a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 140/2015, que dispõe sobre a criação de novo tributo nos moldes da antiga CPMF, extinta em 2008.

    O governo federal tenta obter apoio dos governadores e prefeitos, ao propor que os recursos da arrecadação da CPMF sejam repartidos com estados e municípios. A intenção do Planalto é recriar a contribuição antes de maio de 2016, para a cobrança começar em setembro.

    Já tramita no Congresso Nacional desde setembro de 2015 a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 140/2015, que dispõe sobre a criação de novo tributo nos moldes da antiga CPMF, extinta em 2008.

    O governo federal tenta obter apoio dos governadores e prefeitos, ao propor que os recursos da arrecadação da CPMF sejam repartidos com estados e municípios. A intenção do Planalto é recriar a contribuição antes de maio de 2016, para a cobrança começar em setembro.

    A proposta prevê que a “nova CPMF” seja provisória, durando até quatro anos, com alíquota de 0,20% (ou 0,38%, se estados e municípios forem contemplados) sobre as movimentações financeiras. O discurso da presidente da República, Dilma Rousseff, conclama todos aos esforços para combater o déficit fiscal do governo. Diante da real ameaça do retorno da cobrança da CPMF, empresários líderes de federações do comércio, de norte a sul do País, de federações nacionais e de câmaras do comércio ligadas à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) são majoritariamente contra a volta da CPMF e sugerem outras ações para frear a crise e reverter o quadro econômico negativo.

    Acesse o índice abaixo e navegue pela matéria:

    Turismo e combustíveis sugerem corte de gastos

    Empresas e trabalhadores fragilizados

    Centro-Oeste teme desemprego

    Sul questiona o excesso de tributos

    Sudeste acredita em ajuste sem CPMF

    Norte receia desestímulo à produção

    Nordeste enfatiza redução de despesas

    Efeitos perversos

    Ação legislativa

    Turismo e combustíveis sugerem corte de gastos

    O presidente da Federação Nacional de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares (FNHRBS), Alexandre Sampaio, afirma que “um aumento na carga tributária brasileira é inaceitável, além de inviável no contexto econômico atual”.

    Para ele, o eventual retorno da CPMF inibiria os investimentos e dificultaria o pleno desenvolvimento dos negócios do setor produtivo, atrasando ainda mais a saída do País da crise e a retomada do crescimento da economia. “Para equilibrar suas contas, o governo deveria promover um rigoroso corte nos gastos públicos, tornando a máquina mais eficiente e menos burocrática, além de realizar uma profunda reforma no sistema de recolhimento de impostos do País, de forma a torná-lo justo para as empresas e a incentivar o empreendedorismo, o qual gera os empregos e a renda que têm sido perdidos em decorrência da crise”, sugere o empresário.

    O presidente da Fecombustíveis, Paulo Miranda, declarou que o setor desaprova o retorno do tributo. “Somos contra a volta da CPMF, assim como todos os empresários do País. Temos uma carga tributária que chega a 36% do PIB – uma das mais altas do mundo –, e o governo só pensa em aumentar impostos. Se considerarmos os 40 mil postos, só nosso setor pagaria de CPMF aproximadamente R$ 110 milhões por mês, de forma direta, sem considerar o efeito cascata.”

    “Não acreditamos que o pagamento de mais esse tributo vá melhorar a situação do País. O governo deveria dar o exemplo e cortar gastos”, avalia Miranda.

    CPMF - história

    Empresas e trabalhadores fragilizados

    Para o presidente da Federação Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços de Limpeza e Conservação (Febrac), Edgar Segato, o retorno da CPMF vai onerar as empresas em um momento difícil da economia, com inflação e desemprego em alta e elevada taxa de juros. Portanto, é um total retrocesso na economia do País criar novo imposto em um momento de crise e fragilidade das empresas no Brasil. “O governo precisa reduzir gastos, e não aumentar impostos que vão prejudicar ainda mais o povo brasileiro. Sem dúvida alguma, o trabalhador é quem mais sofrerá os efeitos da CPMF. Primeiramente, pelo impacto inflacionário, que reduzirá a sua capacidade financeira”, afirma Segato.

    De acordo com o presidente da Febrac, é preciso repensar a provável elevação de preços, uma vez que o brasileiro tenderá a segurar mais seu dinheiro, o que pode contribuir para o esfriamento da economia. “O governo acha que ganha com a CPMF porque vai melhorar a arrecadação no curto prazo, mas a menor circulação de dinheiro é um freio grande para a economia.”

    Pedro Wähmann, diretor da CNC e coordenador da Câmara Brasileira de Comércio e Serviços Imobiliários (CBCSI) da entidade, defende que o posicionamento das classes empresariais deve ser contrário. Na visão do empresariado do setor de imóveis, as ações prioritárias são aquelas que produzem efeitos duradouros, estão ligadas a questões estruturais e trarão benefícios de longo prazo, como a reforma da Previdência e o enxugamento da máquina estatal.

    “Entendemos que a recriação da CPMF como medida de curto prazo seria um tributo tapa-buraco das contas do governo e que a transitoriedade acaba sendo prorrogada, como já aconteceu no passado. Além de mascarar o debate da redução do tamanho do Estado, que é o grande problema.”

    O coordenador da Câmara Brasileira de Serviços Terceirizáveis (CBST), Jerfferson Simões, afirma que “os empresários brasileiros não suportam mais o peso dos impostos”. Para ele, o retorno da CPMF significa aumento de uma carga que já está insuportável, não só para os empresários, mas para a sociedade em geral. “O governo terá que fazer sua lição de casa, reduzindo os gastos públicos, que, nos últimos 12 anos, subiram assustadoramente – causa do descontrole das contas públicas.”

    João Micelli, coordenador da Câmara Brasileira do Comércio de Gêneros Alimentícios (CBCGAL), resumiu: “O impacto do retorno da CPMF deve retirar do bolso do contribuinte elevada soma, que, ao ser destinada aos cofres da União, deixa de circular, enfraquecendo a já combalida atividade econômica. Como consequência, temos alta da inflação, crescimento do desemprego, queda na renda e recessão”.

    CPMF - história

    Centro-Oeste teme desemprego

    O vice-presidente da CNC e presidente da Fecomércio-DF, Adelmir Santana, declarou: “A consequência de mais um tributo significa aumento de carga tributária, que, em última análise, significa aumento de preços tanto dos produtos quanto dos serviços. Alta de preços, portanto, representará menos consumo, mais inflação e até mesmo o crescimento do desemprego.

    O atual momento econômico exige uma solução pelo lado da redução de despesas, e não pela elevação da receita via aumento de impostos. A população não suporta mais nem há mais espaço para a elevação dos preços no País”.

    Seguindo o mesmo raciocínio, o presidente da Fecomércio-MS, Edison Araújo, afirma que os empresários de Mato Grosso do Sul entendem que, ao recriar a CPMF, o governo penaliza não só os empresários, mas também a população. “A volta da CPMF é um remédio amargo e não traz solução para os problemas. É uma decisão unilateral, sem a contrapartida que tanto esperamos do governo, que é a de uma governança eficaz para a redução de custos”, diz Edison Araújo.

    Segundo ele, “o Estado de Mato Grosso do Sul sofre com as ações dos governos. Precisamos de uma política de expansão. O saldo negativo de emprego é a resposta da ineficiência do aumento de impostos. O governo precisa equilibrar as finanças com austeridade”.

    Sul questiona o excesso de tributos

    Darci Piana, presidente do Sistema Fecomércio-PR e vice-presidente Administrativo da CNC, ressalta que o brasileiro precisa trabalhar, em média, cinco meses só para custear a fatia do governo, “que abocanha 35,42% do PIB, segundo cálculo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT). Somos o País com a maior quantidade de impostos e taxas diferentes do mundo: se a CPMF for ressuscitada, teremos 93 tributos em vigor. Ainda assim, o governo não consegue fechar as contas nem oferecer serviços de qualidade à população. Há algo de muito errado nessa ânsia arrecadadora”.

    Bruno Breithaupt, presidente da Fecomércio-SC, argumenta: “Nosso sistema tributário já é burocrático e oneroso, impactando diretamente a competitividade do setor produtivo. Assim como uma parcela bastante expressiva da sociedade, a Fecomércio-SC é contra ressuscitar a CPMF, que só em Santa Catarina poderia retirar R$ 1,3 bilhão da economia, se aprovada com a alíquota de 0,28 sugerida pelo Executivo federal”.

    Breithaupt salienta que o efeito da CPMF é especialmente prejudicial ao comércio e aos serviços, que estão na ponta das cadeias produtivas. Por ser regressiva, afeta os preços para o consumidor final. E por se incorporar aos custos de produção, não pode ser desonerada. “Representa uma dupla tributação, já que o recolhimento de qualquer outro tributo embute a sua cobrança ao movimentar recursos para tal.” Ele defende ainda que o ajuste fiscal seja pautado pela redução do gasto e pela revisão das funções do Estado.

    Sudeste acredita em ajuste sem CPMF

    O presidente da Fecomércio-SP, Abram Szajman, entende que o desequilíbrio das contas públicas é estrutural e não será revertido com medidas pontuais. “Este é o momento propício para repensarmos a organização do Estado brasileiro”. Para Szajman, uma das formas de reverter a situação é começar a avançar em um ajuste fiscal de longo prazo, evitando propostas economicamente improdutivas, como o aumento de carga tributária (especialmente via CPMF), bem como concretizar medidas que reduzam efetivamente as despesas públicas.

    “A CPMF, em especial, é um imposto cumulativo e regressivo, que potencializa a carga tributária – principalmente nas cadeias produtivas mais extensas – e reduz a competitividade da produção nacional.”

    Além disso, Abram afirma que o aumento de impostos neste momento representa o prolongamento da recessão, com mais inflação e desemprego. “A situação é cada vez mais crítica; e já passou da hora de as lideranças costurarem um grande pacto para tentar reverter esse quadro. O resultado será altamente negativo, com o encarecimento de produtos e, consequentemente, a queda no consumo e uma crise cada vez mais potencializada”, alerta.

    Na opinião do presidente da Fecomércio-ES, José Lino Sepulcri, a volta da CPMF representa uma ação a ser repudiada, não só pelos consumidores, mas também pelo setor produtivo. “É retroceder, é penalizar o sistema que vivencia uma economia em recessão. O governo brasileiro é o que mais cobra impostos dos seus cidadãos. Somos a quinta maior nação do mundo em índice populacional e pagamos cerca de 13 trilhões em impostos entre 2005 e 2015, de acordo com o Impostômetro.”

    Para ele, é fato que ocorrerá o efeito cascata. Com o aumento da carga tributária, a sociedade e a classe empresarial se veem obrigadas a pagar altas cargas de impostos, reduzindo-se o consumo e, consequentemente, a circulação de dinheiro no mercado. “Isso desestimula a economia e tem como resultado o desemprego, a diminuição da intenção de consumo – que leva muitos empreendimentos à falência e ocasiona a diminuição da arrecadação de impostos.”

    CPMF - história

    Norte receia desestímulo à produção

    José Roberto Tadros, presidente da Fecomércio-AM, diz que as consequências imediatas serão mais desemprego e menos produção. “A CPMF é um tributo abominável em todos os sentidos, cumulativo, que incide em cada operação, o que sobrecarrega o bolso do consumidor e o caixa do empresário. Isso quer dizer redução da produção por impossibilidade de capital de giro, redução de compras em consequência da inflação que estamos vivendo e aumento de forma exponencial nos preços dos produtos para o consumo.”

    Para Sebastião de Oliveira Campos, presidente da Fecomércio-PA, não cabe aos empresários e à sociedade em geral arcar com “o ônus” de mais impostos. “O projeto está sendo apresentado de forma unilateral, sem discussão com o setor produtivo. A posição da Fecomércio-PA é claramente contrária à recriação da CPMF.”

    Segundo Campos, a carga tributária, que, anualmente, cresce no País, com a possível volta da CPMF pode, no ano de 2016, ultrapassar o patamar de 40% do PIB. Levando-se em conta o atual cenário, o aumento vai afetar ainda mais as atividades econômicas e provocar impactos mais danosos e retrocesso para a economia. “Vide o que já está acontecendo, com fechamento de 100 mil lojas no País em 2015, redução no nível de emprego e decréscimo nas vendas.”

    Para o presidente da Fecomércio-PA, “a saída deve perpassar por redução de gastos, e não por aumento de impostos”.

    O presidente da Fecomércio-AC, Leandro Domingos, alertou para o excesso de tributos. “O que se paga de imposto no Brasil está acima da capacidade contributiva da população, ocasionando falta de poupança capaz de gerar o crescimento tanto das pessoas quanto das empresas. O resultado é falta de investimento, baixa produção e produtividade. Criar mais imposto, a exemplo da CPMF, é desestimular ainda mais a produção nacional.”

    Nordeste enfatiza redução de despesas

    Segundo o presidente da Fecomércio-PE e vice-presidente da CNC, Josias Albuquerque, a CPMF representa mais um imposto para onerar o setor e retirar a competitividade das empresas em um ano de economia difícil. “A reativação da CPMF é mais uma política que terá impactos negativos na atividade. O imposto tem um poder regressivo, pois gera custos na movimentação do capital, retirando liquidez da economia. Tributa o investimento e desincentiva, assim, produção e consumo.”

    O deputado federal Laércio Oliveira, vice-presidente da CNC, presidente da Fecomércio-SE e coordenador da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Setor de Serviços, acredita que a tentativa de retomar a CPMF é um erro do governo federal. “Se há redução na arrecadação, é porque a atividade privada se retraiu. E o remédio para isso não é aumentar a carga tributária. As empresas pagaram menos impostos porque o governo ‘empurrou’ o Brasil para uma recessão, exatamente pelo descontrole no gasto público”, enfatizou.

    José Arteiro da Silva, presidente da Fecomércio-MA, acredita que aumentar a carga tributária neste momento não é a solução para tirar o Brasil da crise econômica. “A taxação sobre as transações bancárias inevitavelmente vai recair sobre os preços finais dos produtos, enfraquecendo ainda mais o atual poder de compra dos brasileiros, que já se encontra debilitado pela inflação de dois dígitos. Este seria o momento de o governo federal propor uma reforma política eficiente e concreta na máquina pública, reduzindo despesas em todas as esferas”.

    Efeitos perversos

    Roberto Nogueira Ferreira, consultor da Presidência da CNC e especialista em tributação, afirma que, se a movimentação financeira fosse uma base de boa qualidade para imposição tributária, ela seria utilizada em todo o mundo. “É indiscutível que a CPMF tem alta capacidade de gerar receita a baixo custo e sonegação zero, mas não é desconhecida sua capacidade de produzir efeitos perversos nas empresas e injustiça para os cidadãos. A CPMF é uma contribuição que não se enquadra nas três bases clássicas de tributação: renda, patrimônio e consumo. Se não há nem produção nem consumo nem geração de renda, mas apenas uma simples movimentação financeira, não seria exagero dizer que ela está mais para confisco do que para tributo. Para atender ao governo, como contribuição para o fim do descalabro fiscal, seria necessário pactuar um grande acordo – governo x sociedade –, inimaginável no atual contexto político.”

    Ação legislativa

    A tramitação da proposta no Congresso não será fácil. A aprovação de uma PEC é uma das ações que exigem mais tempo de preparo, elaboração e votação, uma vez que modifica a Constituição Federal. E essa, em específico, não tem apoio da maioria dos parlamentares e, principalmente, da sociedade, que guarda na memória os 11 anos de um tributo que “assombrou” os cidadãos.

    Segundo o chefe da Assessoria Legislativa da CNC, Roberto Velloso, apesar de o governo federal prometer dividir os resultados da arrecadação com estados e municípios, a CPMF deve ter grande dificuldade para ser aprovada no Congresso Nacional. “Trata-se de um ‘imposto cascata’, que não existe em nenhum lugar do mundo, nocivo ao comércio e à sociedade. O bom senso deve prevalecer”, afirmou Velloso.

    (Matéria publicada originalmente na revista CNC Notícias, n° 185)