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  • Receita real de serviços tem a oitava queda consecutiva

    A receita bruta nominal do setor de serviços cresceu 5,2% em outubro na comparação com o mesmo mês do ano passado, de acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada hoje (16/12) pelo IBGE. Esse resultado representa uma desaceleração ante os +6,4% do levantamento de setembro.

    No entanto, em termos reais, a variação da inflação de 8,5% nos serviços apurados pelo IPCA entre outubro de 2013 e o mesmo mês de 2014 levou o faturamento real do setor de serviços a registrar queda de 3,3% na mesma base comparativa – o oitavo resultado negativo seguido.

    A receita bruta nominal do setor de serviços cresceu 5,2% em outubro na comparação com o mesmo mês do ano passado, de acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada hoje (16/12) pelo IBGE. Esse resultado representa uma desaceleração ante os +6,4% do levantamento de setembro.

    No entanto, em termos reais, a variação da inflação de 8,5% nos serviços apurados pelo IPCA entre outubro de 2013 e o mesmo mês de 2014 levou o faturamento real do setor de serviços a registrar queda de 3,3% na mesma base comparativa – o oitavo resultado negativo seguido.

    No acumulado do ano, a receita deflacionada registrou queda de 2,1%. Isso deve-se ao fato de que, além da ausência de ajustes sazonais nos dados mensais, a PMS ainda não conta com um deflator que permita calcular a variação real do volume dos serviços consumidos pelas famílias e pelas empresas brasileiras. “A série histórica da PMS teve início em janeiro de 2012, e a ausência de um deflator específico impede a obtenção de um índice de volume”, explica Fabio Bentes, economista da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Segundo ele, os dados também não são dessazonalizados, em virtude do reduzido número de observações da série. Educação, saúde e serviços financeiros estão fora da pesquisa. Mesmo assim, as atividades investigadas respondem por mais de 1/3 do valor adicionado bruto gerado pela economia brasileira.

  • Receita real de serviços tem a oitava queda consecutiva

    A receita bruta nominal do setor de serviços cresceu 5,2% em outubro na comparação com o mesmo mês do ano passado, de acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada hoje (16/12) pelo IBGE. Esse resultado representa uma desaceleração ante os +6,4% do levantamento de setembro.

     

    No entanto, em termos reais, a variação da inflação de 8,5% nos serviços apurados pelo IPCA entre outubro de 2013 e o mesmo mês de 2014 levou o faturamento real do setor de serviços a registrar queda de 3,3% na mesma base comparativa – o oitavo resultado negativo seguido.

     

    A receita bruta nominal do setor de serviços cresceu 5,2% em outubro na comparação com o mesmo mês do ano passado, de acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada hoje (16/12) pelo IBGE. Esse resultado representa uma desaceleração ante os +6,4% do levantamento de setembro.

     

    No entanto, em termos reais, a variação da inflação de 8,5% nos serviços apurados pelo IPCA entre outubro de 2013 e o mesmo mês de 2014 levou o faturamento real do setor de serviços a registrar queda de 3,3% na mesma base comparativa – o oitavo resultado negativo seguido.

     

    No acumulado do ano, a receita deflacionada registrou queda de 2,1%. Isso deve-se ao fato de que, além da ausência de ajustes sazonais nos dados mensais, a PMS ainda não conta com um deflator que permita calcular a variação real do volume dos serviços consumidos pelas famílias e pelas empresas brasileiras. “A série histórica da PMS teve início em janeiro de 2012, e a ausência de um deflator específico impede a obtenção de um índice de volume”, explica Fabio Bentes, economista da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Segundo ele, os dados também não são dessazonalizados, em virtude do reduzido número de observações da série. Educação, saúde e serviços financeiros estão fora da pesquisa. Mesmo assim, as atividades investigadas respondem por mais de 1/3 do valor adicionado bruto gerado pela economia brasileira.

    Clique aqui para acessar a íntegra da análise da Divisão Econômica da CNC

  • Nova Lei Antifumo afeta estabelecimentos comerciais

    Entrou em vigor no dia 3 de dezembro o Decreto n° 8.262/2014, popularmente conhecido como Lei Antifumo. A legislação proíbe o consumo de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos e outros produtos fumígenos, derivados ou não do tabaco, em locais de uso coletivo, públicos ou privados, mesmo que o ambiente esteja só parcialmente fechado por parede, divisória, teto ou até toldo. Os narguilés também estão vetados. 

    Entrou em vigor no dia 3 de dezembro o Decreto n° 8.262/2014, popularmente conhecido como Lei Antifumo. A legislação proíbe o consumo de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos e outros produtos fumígenos, derivados ou não do tabaco, em locais de uso coletivo, públicos ou privados, mesmo que o ambiente esteja só parcialmente fechado por parede, divisória, teto ou até toldo. Os narguilés também estão vetados. 

    A norma também extingue os fumódromos e acaba com a possibilidade de propaganda comercial de cigarros nos display dos pontos de venda. Outra obrigatoriedade prevista é o aumento dos espaços para os avisos sobre os danos causados pelo tabaco e a presença de advertências em 30% da parte frontal das embalagens dos produtos a partir de 2016. “A Lei não está cerceando o direito do fumante de acender o seu cigarro; ela está garantindo o direito do não fumante de não ser exposto à fumaça e aos malefícios do fumo passivo”, afirmou o ministro da Saúde, Arthur Chioro.
    Segundo o ministro interino do Trabalho e Emprego, Nilton Machado, a Lei Antifumo interessa a todos. “Apesar de a fiscalização estar a cargo da vigilância sanitária e do Ministério do Trabalho e Emprego, o maior fiscalizador será o próprio cidadão. A Lei legitima o direito do trabalhador de ter um ambiente de trabalho livre do fumo”, defendeu Machado.

    Proteção ao trabalhador

    Os estabelecimentos comerciais destinados especificamente à comercialização de produtos fumígenos e os ambientes fechados onde o fumo será permitido (tabacarias, locais de pesquisas e sets de filmagens) deverão ter uma área exclusiva para o consumo, com sistema de ventilação por exaustão capaz de reduzir o acúmulo de emissões de fumaça e evitar a contaminação dos demais ambientes. Nesses ambientes, não será permitida a venda e o fornecimento de alimentos e bebidas. Os fumantes, no entanto, poderão levar para o interior do local o que forem consumir. A medida tem como objetivo garantir a proteção à saúde dos trabalhadores expostos ao fumo.

    O texto ainda diz que os estabelecimentos comerciais são responsáveis por garantir o ambiente livre do tabaco e que cabe a eles orientar os clientes sobre a Lei e pedir para que não fumem. Em casos de desrespeito à legislação, o estabelecimento poderá receber advertência e multa, além de ser interditado e ter seu alvará de funcionamento cancelado. As vigilâncias sanitárias dos Estados e Municípios e as Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego ficarão encarregadas de fiscalizar o cumprimento da legislação. 

    Saiba mais sobre a Lei no hotsite preparado pelo Ministério da Saúde.  

     

    O QUE MUDA

     ANTES DA REGULAMENTAÇÃO

    DEPOIS DA REGULAMENTAÇÃO

    •  Não havia definição sobre o que poderia ser considerado local coletivo fechado, onde é proibido fumar.

    •  O fumo é proibido em locais fechados de uso coletivo, mesmo que total ou parcialmente fechado, em qualquer de seus lados, por parede, divisória, teto, toldo ou telhado.

    •  Permitia áreas para fumantes ou fumódromos em ambientes fechados, públicos ou privados.

    •  O fumo, em qualquer circunstância, está proibido em local coletivo fechado, abolindo áreas para fumantes ou fumódromos.

      Não estabelecia condições para comercialização.

    •  Os produtos devem ficar expostos no interior do estabelecimento comercial, e 20% do mostruário visível  ao público devem ser ocupados por mensagens de advertências sobre os males do fumo, a proibição da venda a menores de 18 anos e a tabela de preços.

    •  Eram permitidas propagandas comerciais de produtos fumígenos no display.

    •  Fica proibida a propaganda comercial de produtos fumígenos em todo o território nacional. Será permitida apenas a exposição dos produtos nos locais de vendas.

    •  Não fazia referência a situações de exceção em relação a cultos religiosos, locais de venda, tratamentos de saúde, produções artísticas e pesquisa.

    •  O fumo em  lugares fechados é permitido em cinco situações, desde que adotadas condições de isolamento, ventilação e exaustão do ar, além de medidas de proteção ao trabalhador exposto:

    •  Em cultos religiosos, caso faça parte do ritual;

    •  Em tabacarias sinalizadas;

    •  Em estúdios e locais de filmagem, quando necessário à produção da obra; 

    •  Em locais destinados à pesquisa e ao desenvolvimento de produtos fumígenos;

    •  Em instituições de tratamento de saúde que tenham pacientes autorizados a fumar pelo médico que os assista.

    •  As embalagens devem ter mensagens de advertência em 100% da face posterior das embalagens e de uma de suas laterais.

    •  A partir de 2016, será incluído texto de advertência adicional sobre os malefícios do fumo em 30% da parte frontal das embalagens.

     

    ONDE SE PODE E ONDE NÃO SE PODE FUMAR

    NÃO SE PODE FUMAR (USO COLETIVO)

    PODE-SE FUMAR

     Interior de bares, boates, restaurantes, lanchonetes, escolas, universidades, museus, bibliotecas, espaços de exposições, áreas comuns de condomínios, casas de espetáculo, teatros, cinemas, hotéis, pousadas, casas de shows, açougues, padarias, farmácias e drogarias, supermercados, shoppings, praças de alimentação, centros comerciais, bancos e similares, ambientes de trabalho, estudo, de cultura, de culto religioso, de lazer, de esporte ou entretenimento, repartições públicas, instituições de saúde, hospitais, veículos públicos ou privados de transporte coletivo, viaturas oficiais e táxis.

     

    •  Em casa, em áreas ao ar livre, parques, praças, vias públicas, tabacarias, estúdios e locais de filmagem, quando necessário à produção da obra, locais destinados à pesquisa e desenvolvimento de produtos fumígenos. Nesses casos, é necessário adotar condições de isolamento, ventilação e exaustão do ar, bem como outras medidas de proteção dos trabalhadores em relação ao fumo. 

  • ICF de dezembro atinge o menor valor da série histórica’

    Após um ano de consumo desaquecido, inflação e juros elevados, a Intenção de Consumo das Famílias (ICF), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), registrou em dezembro quedas de 0,9% (119,5 pontos) na comparação com o mês imediatamente anterior e 7,7% (129,5 pontos) em relação a dezembro de 2013. As perspectivas de consumo continuam em deterioração.

    Após um ano de consumo desaquecido, inflação e juros elevados, a Intenção de Consumo das Famílias (ICF), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), registrou em dezembro quedas de 0,9% (119,5 pontos) na comparação com o mês imediatamente anterior e 7,7% (129,5 pontos) em relação a dezembro de 2013. As perspectivas de consumo continuam em deterioração. O item de Momento para Duráveis atingiu novamente o menor valor da série histórica, com 98,1 pontos, abaixo da zona de indiferença (100,0 pontos), o que pode ser justificado pela taxa de juros ao consumidor que continua se elevando.

    Há alguns meses o grupo de Alimentos e Bebidas mostrava desaceleração no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA), mas na última divulgação, referente a novembro, houve nova aceleração da inflação, com destaque para nova elevação no preço dos alimentos. O índice permanece acima da zona de indiferença (100,0 pontos), indicando um nível favorável.

    O nível de confiança das famílias com renda abaixo de dez salários mínimos mostrou queda de 0,7% na comparação mensal. As famílias com renda acima de dez salários mínimos também apresentaram queda, de 1,7%. O índice das famílias mais ricas está em 119,9 pontos, e o das demais, em 119,6 pontos. Na mesma base comparativa, os dados regionais revelaram que a maior retração ocorreu na região Sul – de 4,2% –, e a melhor avaliação ocorreu na região Norte, com leve aumento de 0,2%.

     

    Clique aqui para fazer o download da análise, gráficos e série histórica da ICF

    A assessora econômica Juliana Serapio atenderá os jornalistas pelo telefone (21) 3804-9492

     

  • Novo Código Penal está pronto para votação na CCJ

    Poderá ser votado a partir das 9h desta quarta-feira (17/12), na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), o PLS 236/2012, que institui o novo Código Penal. O texto em exame prevê penas maiores para crimes contra a vida e a instituição de um sistema mais rigoroso de progressão de regime, impondo ao condenado por crime mais grave tempo maior em regime fechado nos presídios.

    Poderá ser votado a partir das 9h desta quarta-feira (17/12), na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), o PLS 236/2012, que institui o novo Código Penal. O texto em exame prevê penas maiores para crimes contra a vida e a instituição de um sistema mais rigoroso de progressão de regime, impondo ao condenado por crime mais grave tempo maior em regime fechado nos presídios.

    O substitutivo elaborado pelo senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) tem por base relatório do senador Pedro Taques (PDT-MT) aprovado por uma comissão especial de senadores, que se debruçou sobre o anteprojeto elaborado por uma comissão de juristas instalada em 2011 no Senado, com o objetivo de atualizar o Código Penal, que é de 1940.

    Na última quarta-feira (10), Vital do Rêgo apresentou na CCJ uma síntese de seu substitutivo, destacando atualizações na lei penal, como a inclusão de novos capítulos, para tratar de crimes contra a humanidade e contra o Estado democrático de direito. Ele explicou que o PLS 236/2012 revoga a Lei de Segurança Nacional (Lei 7.170/1983), sem prever a sua substituição.

    “Mesmo essa lei sendo considerada um entulho ditatorial, não se pode simplesmente deixar de criminalizar algumas condutas, como, por exemplo, a tentativa de golpe de Estado, cuja punição é exigida na Constituição. Decidimos, por isso, incluir um novo grupo de crimes, encampando o trabalho de outra comissão de juristas, que já se debruçara sobre o assunto no passado”, frisou o relator, ao apresentar seu voto.

    Rigor contra a corrupção

    Ainda entre as mudanças sugeridas no substitutivo, Vital destacou a responsabilização penal da pessoa jurídica. O texto determina que uma empresa pode responder criminalmente por atos de seus diretores ou administradores.

    Também tipifica o crime de enriquecimento ilícito do servidor público, prevendo pena de prisão de dois a cinco anos e o confisco dos bens. E aumenta de dois para quatro anos a pena mínima para condenados por corrupção, seja ativa ou passiva, mantendo a pena máxima em 12 anos.

    Crimes hediondos

    O projeto leva para o Código Penal a previsão de crimes hediondos relacionados na Lei 8.072/1990, que não permitem fiança ou anistia. Também amplia a lista para incluir corrupção ativa e passiva, peculato e excesso de exação (crime praticado por servidor que desvia recursos públicos em proveito próprio).

    Sugere, ainda, passar à condição de hediondos os crimes de racismo, de tráfico de drogas e de financiamento ao tráfico de drogas, de tráfico de seres humanos, de terrorismo e de redução à condição análoga à de escravo.

    Após passar pela CCJ, a matéria segue para votação em Plenário, seguindo então para a Câmara dos deputados.

  • ICF de dezembro atinge o menor valor da série histórica

    Após um ano de consumo desaquecido, inflação e juros elevados, a Intenção de Consumo das Famílias (ICF), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), registrou em dezembro quedas de 0,9% (119,5 pontos) na comparação com o mês imediatamente anterior e 7,7% (129,5 pontos) em relação a dezembro de 2013. As perspectivas de consumo continuam em deterioração.

    Após um ano de consumo desaquecido, inflação e juros elevados, a Intenção de Consumo das Famílias (ICF), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), registrou em dezembro quedas de 0,9% (119,5 pontos) na comparação com o mês imediatamente anterior e 7,7% (129,5 pontos) em relação a dezembro de 2013. As perspectivas de consumo continuam em deterioração. O item de Momento para Duráveis atingiu novamente o menor valor da série histórica, com 98,1 pontos, abaixo da zona de indiferença (100,0 pontos), o que pode ser justificado pela taxa de juros ao consumidor que continua se elevando.

    Há alguns meses o grupo de Alimentos e Bebidas mostrava desaceleração no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA), mas na última divulgação, referente a novembro, houve nova aceleração da inflação, com destaque para nova elevação no preço dos alimentos. O índice permanece acima da zona de indiferença (100,0 pontos), indicando um nível favorável.

    O nível de confiança das famílias com renda abaixo de dez salários mínimos mostrou queda de 0,7% na comparação mensal. As famílias com renda acima de dez salários mínimos também apresentaram queda, de 1,7%. O índice das famílias mais ricas está em 119,9 pontos, e o das demais, em 119,6 pontos. Na mesma base comparativa, os dados regionais revelaram que a maior retração ocorreu na região Sul – de 4,2% –, e a melhor avaliação ocorreu na região Norte, com leve aumento de 0,2%.

  • MP da Lei das Organizações da Sociedade Civil pode ser votada hoje

    A comissão mista que analisa a Medida Provisória658/14, reúne-se hoje para discussão e votação do relatório da proposta, que prorroga a entrada em vigor da Lei das Organizações da Sociedade Civil (OSC – Lei 13.019/2014). O relatório é da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR). A reunião está marcada para as 14h, no plenário 6 da ala Alexandre Costa, no Senado.

    A comissão mista que analisa a Medida Provisória658/14, reúne-se hoje para discussão e votação do relatório da proposta, que prorroga a entrada em vigor da Lei das Organizações da Sociedade Civil (OSC – Lei 13.019/2014). O relatório é da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR). A reunião está marcada para as 14h, no plenário 6 da ala Alexandre Costa, no Senado.

    A relatora defende a aprovação da medida, com alterações por meio de emendas. A MP prorroga para julho de 2015 a entrada em vigor do marco legal para as Organizações da Sociedade Civil. Ao elaborar o texto final, a senadora analisou 59 emendas propostas por parlamentares e representantes da sociedade civil em audiências públicas.

    Do ponto de vista da senadora, a aprovação do marco legal é importante, no entanto, é preciso dar maior flexibilidade às normas que regem as parcerias público-privadas (PPP).

    A senadora lembrou que as Organizações da Sociedade Civil historicamente atenderam aos mais pobres e excluídos e trabalharam para amplificar vozes de diferentes grupos sociais vulneráveis, lutando pela promoção e garantia de seus direitos fundamentais. “Nesse sentido, por exemplo, boa parte da política de Assistência Social é realizada pela sociedade civil. As OSCs têm, portanto, inquestionável importância para a sociedade, mas é necessário haver razoabilidade para que as entidades não sejam transformadas em órgãos públicos, fato que prejudicaria suas funções.”

    Controle social

    No relatório final apresentado à comissão, a senadora propôs, entre as alterações à MP, a obrigação de dar publicidade aos termos da parceria como forma de facilitar o controle social; o prazo de existência reduzido para OSCs de estados e municípios, a lei fixa em três anos para a União; a dispensa da obrigatoriedade de o poder público aprovar os regulamentos de compras e contratações das OSC na celebração de parcerias; e a prestação de contas parcial restrita ao períodos superiores a um ano, e não parcela à parcela, como prevê a lei.

    A relatora optou por eximir as prestadoras de atividades de natureza continuada – áreas de assistência social e saúde – do processo seletivo de Chamada Pública.

    Segundo Gleisi Hoffman, a legislação em vigor já exige o credenciamento prévio das entidades que atendem diretamente o público. “Com a mudança, evitaremos o acúmulo de exigências para essas parcerias, porque atualmente os abrigos da rede privada já são cadastrados no Sistema Único de Assistência Social (Suas) e as empresas que atuam no atendimento à saúde já estão vinculadas ao Sistema Único de Saúde (SUS)”, disse.

    O relatório estende a dispensa para as instituições vinculadas às Nações Unidas e para a Escola de Teatro Bolshoi, que se beneficiam de recursos provenientes de acordos internacionais. E também prevê a isenção em situações de calamidade pública.

    Um dos pontos mais polêmicos da lei, a obrigatoriedade das OSC de indicar um dirigente que se responsabilize solidariamente pela execução das atividades da parceria foi excluída pelo relatório.

    Segundo Hoffman, a medida contraria as normas do Direito Civil, pelas quais o patrimônio das pessoas físicas é distinto do da pessoa jurídica. Dessa forma, os bens de um dirigente, por exemplo, não podem ser liquidados para pagar a dívidas de uma instituição privada. “A proposta também fere a isonomia em relação a outros tipos de contrato com a Administração Pública, para os quais não há essa previsão. A manutenção da medida pode, na prática, afastar os interessados em firmar parcerias com o Estado”, lembrou.

    Obras

    O texto altera regra prevista no marco das OSCs que veda a realização despesas com obras por meio da parceria público-privada.

    Para a relatora, é preciso criar uma exceção e permitir obras que ampliem a área construída, instalem novas estruturas e adaptem o espaço físico às necessidades do atendimento do cidadão nos serviços de assistência social.

    Hoffman argumenta que “não há motivos para impedir que tal tipo de despesa se realize com recursos públicos, desde que o projeto esteja no âmbito do Suas e do SUS”.

    Um dos aspectos mais importantes da nova lei é o reconhecimento do trabalho em rede, da capilaridade e presença das OSCs na vida comunitária, na opinião de Hoffman. No entanto, a senadora acredita que ao estabelecer as regras para o trabalho em rede, os dispositivos da lei impuseram requisitos burocráticos, sem justificativa razoável, retirando da OSC a prerrogativa de escolher a sua própria rede para execução de parceria.

    “A situação paradoxal fica mais evidente quando se compara as regras da Lei com aquelas, supostamente mais rigorosas, dos contratos celebrados pelo poder público. De um lado, a Lei de Licitações (Lei 8.666/1993) possibilita à empresa subcontratar partes da obra, serviço ou fornecimento e, em nenhum momento, interfere na escolha do subcontratado. De outro, a nova lei dificulta a contratação de parceiros pela própria OSCs e privilegia apenas as redes já existentes”, afirmou a senadora.

  • Pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) – dezembro de 2014

    A Pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) é um indicador com capacidade de medir, com a maior precisão possível, a avaliação que os consumidores fazem sobre aspectos importantes da condição de vida de sua família, tais como a sua capacidade de consumo (atual e de curto prazo), nível de renda doméstico, segurança no emprego e qualidade de consumo, presente e futuro. Em outras palavras, é um indicador antecedente do consumo, a partir do ponto de vista dos consumidores, tornando-o uma ferramenta poderosa para o planejamento do comércio e de outras atividades produtivas.

    A Pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) é um indicador com capacidade de medir, com a maior precisão possível, a avaliação que os consumidores fazem sobre aspectos importantes da condição de vida de sua família, tais como a sua capacidade de consumo (atual e de curto prazo), nível de renda doméstico, segurança no emprego e qualidade de consumo, presente e futuro. Em outras palavras, é um indicador antecedente do consumo, a partir do ponto de vista dos consumidores, tornando-o uma ferramenta poderosa para o planejamento do comércio e de outras atividades produtivas.

  • Política de participação social é democrática, dizem lideranças e senadores

    Senadores e os representantes do governo e de entidades sociais defenderam a manutenção do decreto presidencial que instituiu a Política Nacional de Participação Social (PNPS), durante audiência pública promovida pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), nesta segunda-feira (15/12).

    Senadores e os representantes do governo e de entidades sociais defenderam a manutenção do decreto presidencial que instituiu a Política Nacional de Participação Social (PNPS), durante audiência pública promovida pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), nesta segunda-feira (15/12).

    Editado em maio pela presidente Dilma Rousseff, o Decreto 8.243/2014 tem entre seus objetivos consolidar a participação social como método de governo; promover a articulação das instâncias e dos mecanismos de participação social; e aprimorar a relação do governo federal com a sociedade civil, respeitando a autonomia das partes. Também promove e consolida a adoção de mecanismos de participação nas políticas e programas do governo federal e incentiva a participação social nos entes federados.

    Em outubro, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de decreto legislativo para sustar os efeitos do decreto (PDS 147/2014), que está na pauta da CCJ do Senado com parecer favorável do relator, senador Pedro Taques (PDT-MT).

    Resposta às ruas

    Na abertura dos trabalhos, a presidente da CDH, senadora Ana Rita (PT-ES), lamentou o fato de a Câmara ter aprovado o projeto PDS 147/2014. Para ela, a maioria dos deputados “desprezou as vozes das ruas. Suspendeu um dos mecanismos fundamentais que pretende orientar e regulamentar a política de participação social no governo. Que o Senado não siga a Câmara em sua conduta antidemocrática, impedindo a participação da sociedade nos rumos do País”, disse.

    Ana Rita afirmou que a PNPS foi uma resposta do governo às manifestações de junho do ano passado, quando teria ficado claro que a democracia representativa por si só já não estava dando conta das reivindicações populares. Lembrou que o slogan “não me representa” foi o mais comum em referência ao modelo político nacional, e que a PNPS apenas buscou dar legitimidade a um fluxo de radicalização democrática.

    A senadora observou que já existem inúmeros conselhos e conferências atuando formalmente na área social, em parceria com o governo, e que a PNPS busca apenas dar uma maior organicidade a este modelo.

    — A PNPS dá voz a todos, independente de serem ou não parlamentares — disse Ana Rita.

    O senador Paulo Paim (PT-RS) também afirmou ter ficado perplexo com a rejeição à proposta e com as críticas que ela tem recebido. Favorável à aprovação da Política Nacional de Participação Social, ele revelou que vai propor ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), a realização de uma comissão geral em plenário sobre a matéria, ampliando o debate sobre o assunto.

    Críticas ideológicas

    Para Pedro Pontual, representante da Secretaria-Geral da Presidência da República, o decreto não invadiu nenhuma prerrogativa do Poder Legislativo. Pontual enfatizou que a norma apenas busca regular a participação de organizações livres da sociedade no Poder Executivo. Ele considera “descabidas” as críticas de que a PNPS busca implantar o “modelo soviético” ou “bolivariano” na sociedade brasileira.

    O ex-ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Gilson Dipp também afirmou ter ficado “perplexo” com a reação que a PNPS provocou. Segundo ele, sob o aspecto jurídico a política proposta não afronta a Constituição em nenhum artigo e em nenhum princípio.

    “A democracia é muito mais que uma formalidade e o partido vencedor tem o direito, quem sabe a obrigação, de buscar implementar o modelo de gestão participativa que propõe. Ou a democracia deve ser tolhida simplesmente ao processo eleitoral?”, questionou o ex-ministro.

    Também o coordenador do Núcleo de Estudos de Direitos Humanos da UNB, José Geraldo Souza, apoiou o decreto, afirmando que ele favorece uma cultura de cidadania ativa em vez de passiva, que seria a defendida pelas oligarquias e elites tradicionais.

    O representante da CNBB, Marcelo Lavenère, também manifestou-se favorável à PNPS. Para o advogado, a Câmara dos Deputados teria “usurpado” o poder do povo ao aprovar o PDS 147/2014. Ele acredita que as críticas provêm de uma visão de parte da elite contrária a qualquer processo de inclusão social e política dos mais pobres. Lavenère responsabilizou grande parte da mídia privada pelas reações que a proposta tem provocado.

    “É uma mídia que defende interesses políticos ligados ao grande capital, que vira as costas para as pautas populares, que mente, desinforma”, afirmou.

    Também a presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Maria do Socorro Souza, criticou a Câmara pela posição contrária. Para ela, essa postura contribui para o que vê como a tentativa da grande mídia de “criminalizar movimentos sociais”.

  • CDR conclui análise de políticas públicas para destinos turísticos

    A Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) se reúne nesta quarta-feira (17/12) para votar relatório da senadora Lídice da Mata (PSB-BA) sobre a estruturação dos destinos turísticos brasileiros.

    Várias audiências públicas foram realizadas desde o início do ano para analisar questões como elaboração de planos regionais de incentivo, infraestrutura, desenvolvimento das regiões turísticas e competitividade dos destinos. Os temas foram tratados pela senadora em seu texto preliminar, apresentado no dia 3.

    A Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) se reúne nesta quarta-feira (17/12) para votar relatório da senadora Lídice da Mata (PSB-BA) sobre a estruturação dos destinos turísticos brasileiros.

    Várias audiências públicas foram realizadas desde o início do ano para analisar questões como elaboração de planos regionais de incentivo, infraestrutura, desenvolvimento das regiões turísticas e competitividade dos destinos. Os temas foram tratados pela senadora em seu texto preliminar, apresentado no dia 3.

    O relatório recomenda, por exemplo, a transformação da Embratur em pessoa jurídica de direito privado para que tenha maior agilidade no desempenho de suas funções. Atualmente, a entidade é uma autarquia com personalidade jurídica de direito público. Além disso, defende a alocação de pessoal especializado no Ministério do Turismo e mais recursos orçamentários à pasta.

    Albergues

    A pauta da segunda parte da reunião inclui dois itens, entre eles o Projeto de Lei do Senado (PLS) 511/2011, do senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), que inclui os albergues entre os prestadores de serviços turísticos previstos na Lei Geral do Turismo (Lei 11.771/2008).

    Os albergues são um dos meios de hospedagem mais utilizados por jovens viajantes ao redor do mundo e não são citados expressamente na lei atual.

    A relatora da proposta também é a senadora Lídice da Mata. Ela lamenta a falta de regulamentação da matéria antes da Copa do Mundo e considera oportuno que a aprovação seja concluída pelo menos a tempo dos Jogos Olímpicos de 2016.

    A proposição já foi aprovada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). Se aprovada também na CDR, segue direto para a Câmara dos Deputados, caso não seja apresentado recurso que leve o projeto à análise do Plenário.

    O segundo item da pauta é o projeto do senador Paulo Bauer (PSDB-SC) que trata do estabelecimento de faixas não-edificáveis e limitações à construção em loteamentos urbanos (PLS 66/2014).

    A proposta extingue o limite de 15 metros de cada lado em rodovias e ferrovias e passa a fixá-lo de acordo com cada situação. A altura das edificações nessas áreas seria igualmente definida conforme as características locais.

    A relatoria é do senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP). O PLS 66/2014 também não precisa seguir para o Plenário do senado.

    A reunião da CRE começa às 9h, na sala 7 da Ala Alexandre Costa.