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  • CNC Notícias 170

    Reação no fim

     

    A reportagem de capa desta edição da CNC Notícias busca auxiliar os leitores a terem um melhor entendimento do atual cenário econômico e seus desdobramentos no comércio de bens, serviços e turismo.

    Reação no fim

     

    A reportagem de capa desta edição da CNC Notícias busca auxiliar os leitores a terem um melhor entendimento do atual cenário econômico e seus desdobramentos no comércio de bens, serviços e turismo.

    Não é uma tarefa fácil. Para entender o que dizem os números e indicadores em seu amplo conjunto de informações, recorremos à ajuda da Divisão Econômica da Confederação, que se tornou uma referência nacional, com estudos e análises que orientam decisões em diversos setores. Também contamos com a avaliação dos presidentes das Fecomércios, habituados a lidar com os desafios empresariais, que nunca são poucos em nosso país.

    O resultado é que, a despeito de alguns preocupantes pontos de atenção, não se desenha nenhuma catástrofe na economia nos próximos meses, havendo até mesmo uma perspectiva de melhora, por conta das festas de fim de ano.

    O cenário externo ainda é de incertezas, principalmente quanto ao afrouxamento da política monetária americana, que terá reflexos diretos na economia dos países emergentes. A inflação também preocupa, embora sem risco aparente de descontrole. E a reversão do baixo crescimento do País ainda depende de alguns ajustes na política econômica que inspirem mais confiança e melhorem o clima de negócios, favorecendo os investimentos.

    No entanto, é possível prever uma melhora até o final do ano, com o comércio contratando mais de 138 mil trabalhadores temporários – uma expansão de 0,8% em relação ao Natal passado – para atender à demanda dos clientes, que deverão proporcionar um aumento de 3,0% nas vendas de Natal deste ano, na comparação com o de 2013.

    No ano, a CNC prevê um crescimento de 3,7% no volume de vendas.

    Não é o cenário exuberante de anos anteriores, mas, ainda que mais modestos, os números apontam para uma evolução positiva no setor. Com cautela nos gastos e atenção aos estoques, será possível aos empresários atravessar este final de ano renovando a expectativa de que a situação melhore em 2015.

     

    Boa leitura!

  • CNC divulga amanhã resultados de setembro da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic)

    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgará amanhã, quarta-feira, dia 24 de setembro, os resultados de setembro da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic). A partir das 10 horas, a economista Marianne Hanson atenderá os jornalistas pelo telefone (21) 3804-9414. Análises e gráficos serão enviados por e-mail aos jornalistas, e a pesquisa também estará disponível em www.cnc.org.br.

     Sobre a Peic

    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgará amanhã, quarta-feira, dia 24 de setembro, os resultados de setembro da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic). A partir das 10 horas, a economista Marianne Hanson atenderá os jornalistas pelo telefone (21) 3804-9414. Análises e gráficos serão enviados por e-mail aos jornalistas, e a pesquisa também estará disponível em www.cnc.org.br.

     Sobre a Peic

    A Peic é apurada mensalmente pela CNC desde janeiro de 2010. Os dados são coletados em todas as capitais dos Estados e no Distrito Federal com cerca de 18 mil consumidores. Das informações obtidas são apurados importantes indicadores: percentual de consumidores endividados, percentual de consumidores com contas em atraso, percentual de consumidores que não terão condições de pagar suas dívidas, tempo de endividamento e nível de comprometimento da renda.

     

     

     

  • Fecomércio-SC entrega Carta do Comércio a candidatos ao governo do Estado

    A Fecomércio-SC promoveu ontem, 22 de setembro, em seu auditório, no Centro de Florianópolis, um painel com os candidatos ao governo do Estado, Cláudio Vignatti, Paulo Bauer e Raimundo Colombo.

    A Fecomércio-SC promoveu ontem, 22 de setembro, em seu auditório, no Centro de Florianópolis, um painel com os candidatos ao governo do Estado, Cláudio Vignatti, Paulo Bauer e Raimundo Colombo. Na ocasião, foi entregue aos candidatos a Carta do Comércio, documento elaborado após pesquisa realizada com empresários do setor terciário de todas as regiões catarinenses para identificar os principais desafios enfrentados nas diversas esferas da administração pública e que afetam a produtividade e a competitividade das empresas. 

    Na Carta do Comércio são abordados temas como educação, inovação, infraestrutura, legislação trabalhista, legislação e carga tributária, concorrência, comércio exterior, ambiente econômico e captação de recursos – questões fundamentais para o pleno desenvolvimento dos negócios. 

    De acordo com o presidente da Fecomércio-SC, Bruno Breithaupt, o documento reforça o compromisso do setor e da entidade com Santa Catarina. “O nosso objetivo, como entidade representativa do sindicalismo patronal, é colaborar e construir a sustentabilidade e a longevidade das empresas catarinenses, bem como proporcionar um ambiente propício de crescimento, agindo de forma participativa e decisiva em todos os órgãos da administração pública”, afirma Breithaupt.

  • PEC aprovada pelo Senado pode ser solução para guerra jurídica do ICMS

    No último dia 17, o Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou a proibição da cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) pelo estado a partir de onde se realiza a compra de produtos a distância. A decisão foi apenas o capítulo mais recente de um embate tributário que pode vir a ser solucionado por meio de uma proposta de emenda à Constituição (PEC) já aprovada no Senado.

    No último dia 17, o Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou a proibição da cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) pelo estado a partir de onde se realiza a compra de produtos a distância. A decisão foi apenas o capítulo mais recente de um embate tributário que pode vir a ser solucionado por meio de uma proposta de emenda à Constituição (PEC) já aprovada no Senado.

    A polêmica tem a ver com a indefinição a respeito da cobrança do ICMS em casos de compra interestadual não-presencial, ou seja, feita pela internet, telefone ou até mesmo correio.

    De acordo com as regras atuais, o estado onde está o comprador – estado de destino – não tem direito a nenhuma parcela da arrecadação do ICMS sobre o produto adquirido. O estado onde está sediada a empresa – estado de origem – fica com toda a arrecadação.

    A PEC 103/2011, do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), determina que, nos casos das compras não-presenciais, o ICMS seja dividido entre os dois estados envolvidos – o de origem e o de destino. Relatada favoravelmente por Renan Calheiros (PMDB-AL), a proposta foi aprovada pelo Plenário do Senado em 2012 e remetida à Câmara dos Deputados.

    A divisão do ICMS seria feita a partir da diferença entre a alíquota interestadual do imposto (definida pelo Senado e atualmente em 12%) e a alíquota interna de um dos estados envolvidos, dependendo do caso. Se o comprador for uma empresa, considera-se a alíquota do estado comprador; se for uma pessoa física, a do estado vendedor.

    José Patrocínio da Silveira, consultor legislativo do Senado especialista na área tributária, explica que essa divisão não burocratizará nem dificultará o comércio virtual, pois a comunicação entre os estados para assuntos tributários não é difícil.

    “Com a Nota Fiscal Eletrônica, os estados e até a Receita Federal tomam conhecimento imediato. Operacionalmente, não há dificuldade nenhuma”, tranquiliza ele. A realidade atual, sem regras definidas, prejudica a maioria dos estados brasileiros, segundo Patrocínio.

    “São poucos os estados do Brasil que têm superávit nesse tipo de comércio, ou seja, que vendem mais do que adquirem”, explica ele.

    Concentração de empresas

    Os estados mais populosos e ricos tendem a abrigar mais empresas que atuam no setor. Assim, concentram também a arrecadação. O prejuízo é dos estados que não servem de base para as lojas virtuais. Seus habitantes continuam comprando, mas eles não se beneficiam com o imposto sobre esses gastos, o que é criticado pelo senador Walter Pinheiro (PT-BA).

    “Não tenho que colocar lá no cafundó da Bahia a mesma loja que está bem instalada em São Paulo. É natural que um estado com maior demanda de consumo atraia as lojas, mas não se pode punir os outros estados por causa disso. Até porque eles também contribuem com o consumo”, alerta.

    O senador, defensor da PEC 103/2011, afirma que o critério atual para a cobrança do ICMS no comércio não-presencial é o “mais desonesto”. Segundo ele, “não é possível tratar essa questão assim. O sujeito gasta o dinheirinho dele aqui [no estado comprador] e o estado não ganha nada? Isso arrebenta a economia local”. O parlamentar calcula que somente seu estado, a Bahia, deverá perder R$ 400 milhões em 2014 devido à inexistência de uma divisão mais justa.

    O senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) também apoia a proposta aprovada pelo Senado. Para ele, os estados que não abrigam os centros de compras virtuais estão sendo penalizados.

    “Os grandes estados estão se apropriando de algo que não é deles, que é o ICMS gerado pelos compradores”, questiona. Flexa conta que até mesmo seus colegas das unidades da federação beneficiadas pelo modelo atual entenderam que é preciso dividir a arrecadação. Assim saiu o acordo que permitiu a aprovação da PEC no Senado há dois anos.

    Tramitação na Câmara

    Na Câmara, onde tramita como PEC 197/2012, a proposta já foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) e em comissão especial, mas desde abril aguarda votação no Plenário. Para ser aprovada definitivamente ela precisa passar com sucesso por duas votações, obtendo em cada uma o mínimo de 308 votos favoráveis – o equivalente a três quintos da composição da Câmara. Porém, se sofrer modificação na Câmara, voltará ao Senado.

    Para Pinheiro, questões de natureza tributária nem deveriam passar pela Câmara. O ideal, para o senador, seria que somente o Senado decidisse sobre o assunto.

    “Defendo que determinadas matérias só deveriam ser apreciadas pelo Senado. Esse assunto tem tudo a ver com os interesses das unidades da federação, dos estados. Defender esses interesses é a nossa tarefa.”

    Flexa acredita que a retomada dos trabalhos do Congresso após as eleições permitirá uma rápida aprovação da PEC. Para ele, é preciso também usá-la como ponto de partida para um debate mais amplo.

    “O ideal é agregar essa questão com a revisão do indexador das dívidas dos estados e municípios. Lamentavelmente, o governo se omite, não senta à mesa para negociar e deixa uma briga fratricida entre os estados”, avalia.

    Walter Pinheiro também vê a PEC como um primeiro passo. Para ele, é a oportunidade de dar início gradual à reforma tributária. “É um começo. Essa reforma tem que ser feita por partes. Você vê onde tem uma anomalia e ajusta as condições ali. Depois, parte para outra”, defende.

  • Acessibilidade e inclusão em debate na 42ª Expo Internacional de Turismo

    Presentes na feira da Abav desde 2009, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o Serviço Social do Comércio (Sesc) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) patrocinam o evento e participam de áreas importantes da 42ª Abav – Expo Internacional de Turismo. O evento será realizado de 24 a 28 de setembro no Centro de Convenções Anhembi, em São Paulo.

    Presentes na feira da Abav desde 2009, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o Serviço Social do Comércio (Sesc) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) patrocinam o evento e participam de áreas importantes da 42ª Abav – Expo Internacional de Turismo. O evento será realizado de 24 a 28 de setembro no Centro de Convenções Anhembi, em São Paulo.

    O Sistema CNC-Sesc-Senac patrocina o espaço de congresso Vila do Saber, onde promove debates sobre o profissional do turismo, em parceria com a ABBTUR, e discute temas relacionados a acessibilidade e inclusão no turismo. Para o presidente do Conselho de Turismo da CNC, Alexandre Sampaio, a situação atual das agências de viagens em um mercado altamente competitivo impõe a essas empresas a necessidade constante de aprimoramento profissional. “A qualificação do agente e de seu staff é fundamental para a sobrevivência desse negócio em um universo altamente competitivo, em que a perspectiva futura remete a um consultor de viagens especializado para atender sua clientela”, afirmou.

    Lançamento no estande CNC-Sesc-Senac

    Durante a Expo Internacional de Turismo, a CNC vai lançar a 21ª edição da revista Turismo em Pauta – especial sobre Turismo rural –, no dia 24 de setembro, no estande do Sistema CNC-Sesc-Senac. A publicação da CNC foi realizada com a colaboração do Instituto de Desenvolvimento do Turismo Rural (Idestur) e da Associação Brasileira de Turismo Rural (Abraturr Nacional), e terá distribuição gratuita.

    Espaço de bem-estar

    Novidade na Feira em 2014, o Sesc vai marcar presença na estação Vivências Brasil, localizado na rua central, o espaço é voltado ao turismo de bem-estar e conta com a Arena Gastronômica, SPA, Arvorismo, Canoísmo, ECO Bike, Cyber e Ação Fotográfica 180 Graus. A Arena Gastronômica, promovida pelo Senac, oferecerá oficinas de gastronomia focadas na alimentação saudável e equilibrada, assinada por chefs renomados.

    Na área da feira, o Sistema CNC-Sesc-Senac contará com um estande institucional de 80 m², onde os visitantes poderão consultar o acervo das publicações da Editora Senac nas áreas de Turismo, Hotelaria e Gastronomia, cujos títulos são referência nos cursos de formação para o setor. Em 2014, a 42ª Abav – Expo Internacional de Turismo terá cerca de 3.500 expositores em uma área de 76 mil m².

     

     

     

     

  • Há muito para avançar na questão dos direitos de pessoas com deficiência

    Em audiência pública interativa nessa segunda-feira (22/09), senadores, convidados e público avaliaram a situação das pessoas com deficiência no Brasil, na passagem do Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência (21 de setembro). Para os debatedores, embora muitos avanços tenham sido conquistados nos últimos anos, ainda há muito em que o País pode avançar na efetiva garantia dos direitos das pessoas com deficiência.

    Em audiência pública interativa nessa segunda-feira (22/09), senadores, convidados e público avaliaram a situação das pessoas com deficiência no Brasil, na passagem do Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência (21 de setembro). Para os debatedores, embora muitos avanços tenham sido conquistados nos últimos anos, ainda há muito em que o País pode avançar na efetiva garantia dos direitos das pessoas com deficiência.

    A audiência pública foi requerida pela presidente da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), senadora Ana Rita (PT-ES), mas o encontro foi conduzido pelo único senador cadeirante da Casa, senador Fleury (DEM-GO). O debate também contou com a participação do senador Cristovam Buarque (PDT-DF). A audiência também teve as poetas Onan Silva e Noemi Rocha declamando poemas sobre acessibilidade e pessoas com deficiência.

    Fleury registrou que a data comemorativa foi instituída oficialmente pela Lei 11.133/2005 para ser um “momento para reflexão em busca de novos caminhos para as pessoas com deficiência” e de divulgação de suas cobranças por mais inclusão social. O senador disse também que o Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade) comemorou 15 anos de existência este ano e que a chamada Lei de Acessibilidade completa dez anos de vigência também em 2014.

    O presidente do Conade, Antonio José Ferreira, afirmou que a importância do Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência é garantir a essas pessoas maior visibilidade perante a sociedade. Ele disse que, embora mais de 40 milhões de brasileiros afirmem possuir algum tipo de deficiência, esse contingente populacional é praticamente invisível na sociedade.

    “A gente não encontra essas pessoas com deficiência no dia a dia. Esta sociedade ainda não está preparada para que deficientes possam conviver em igualdade de condições e oportunidades. As pessoas não sabem o que somos. Portadores de necessidade espacial, excepcionais, deficientes? Somos pessoas e ponto final. E as características dessa pessoa são várias, cada um tem suas especificidades. O que limita a pessoa com deficiência não é a deficiência, mas o ambiente”, afirmou Antonio José Ferreira.

    Apesar dos avanços recentes, o presidente do Conade frisou que é preciso avançar ainda mais na melhoria das calçadas, na acessibilidade do transporte público, espaços adequados para a prática de esportes por pessoas com deficiência e políticas de turismo e cultura, por exemplo.

    O chefe da Divisão de Gerenciamento de Benefícios Assistenciais do Ministério da Previdência e Assistência Social, Raimundo Nonato Lopes de Souza, citou como avanço a Lei 12.470/2011, que alterou as regras do benefício de prestação continuada da pessoa com deficiência. Ele informou que a pessoa com deficiência que consegue um emprego deixa de receber o benefício, mas pode voltar a recebê-lo sem nenhuma burocracia em caso de desemprego graças a essa lei.

    Raimundo Nonato registrou também que o INSS criou internamente o Comitê de Acessibilidade com o objetivo de mapear as necessidades dos servidores com deficiência do órgão.

    O vice-presidente da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público de Defesa dos Direitos dos Idosos e Pessoas com Deficiência, Waldir Macieira da Costa Filho, lembrou que o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência é comemorado desde 1982 como um dia “de reflexão, de reavaliação das políticas públicas e ações em prol das pessoas com deficiência”, para que se discuta o quanto houve de avanços e quais as barreiras que ainda existem nessa luta.

    “É certo que avançamos, principalmente depois da Constituição de 1988, mas ainda vemos os graves problemas que enfrentam as pessoas com deficiência no seu dia a dia. Ainda há muito que avançar na efetividade dos direitos das pessoas com deficiência”, disse Waldir Macieira ao citar como questões que ainda precisam avançar mais a acessibilidade em geral, a educação de pessoas com deficiência e o transporte público.

    O presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Maranhão, Dylson Bessa, pontuou que as pessoas com deficiência historicamente sempre viveram à margem das sociedades. Como um dos grandes problemas pendentes de resolução ele citou a enorme evasão escolar nesse seguimento da sociedade. Segundo disse, um milhão de crianças com deficiência estão fora das salas de aula no País.

    “Falta ainda muito para que a pessoa com deficiência se empodere e participe dos espaços de luta e defesa de seus direitos. Inclusão é um processo contínuo. Além da deficiência, é uma pessoa como qualquer outra”, afirmou Dylson Bessa.

    Por sua vez, o advogado da Divisão Jurídica da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Janilton Fernandes Lima, disse que a entidade tem estreita ligação com “a luta incessante” das pessoas com deficiência e registrou que os teatros do Sesc espalhados pelo Brasil primam pela acessibilidade.

    A presidente da Federação Nacional das Associações Pestalozzi, Ester Pacheco Henriques, salientou que os dados mais recentes mostram que pelo menos 24% da população brasileira tem algum tipo de deficiência, algo em torno de 45 milhões de pessoas. Ela elogiou o Conade por incluir a pauta da pessoa com deficiência “na ordem do dia do governo federal cotidianamente”. Ela declarou que “esse tema é de todos nós, não só dos deficientes”.

    O representante da Federação Brasileira de Associações Civis de Portadores de Esclerose Múltipla, Wilson Gomiero, disse que o Brasil está caminhando para suplantar o paradigma da inclusão social e passar para o paradigma da total cidadania da pessoa com deficiência. “A sociedade precisa mudar sua atitude em relação à pessoa com deficiência”, alertou.

  • Estudo da CNC aponta: quanto menor a renda, mais endividada é a família

    Estudo da CNC aponta: quanto menor a renda, mais endividada é a família

    Estudo da CNC aponta: quanto menor a renda, mais endividada é a família

    Estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostra que em agosto de 2014 as famílias com renda entre cinco e dez salários mínimos apresentaram a maior proporção de endividadas nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Entre os entrevistados, 60,1% afirmaram ter dívidas entre cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro – 1,3 ponto percentual acima da média pesquisada, que ficou em 56,2%.

    As famílias com renda até cinco salários mínimos são as que, além de dívidas, têm mais contas em atraso (18,8%) e afirmaram não ter condições de quitar os débitos (7,9%). Segundo a economista da CNC Marianne Hanson, as famílias de menor poder aquisitivo sempre tiveram indicadores piores, mas em 2014 essa diferença aumentou. “Essa faixa de renda sofre mais com o impacto da inflação, o aumento dos juros e a restrição ao crédito”, afirma.

    Além de apresentar o menor percentual de endividados, o grupo com renda acima de dez salários mínimos também apresentou o menor percentual de famílias com contas ou dívidas em atraso (7,2%) e o menor percentual de famílias que disseram não ter condições de pagar esses atrasos e que, portanto, continuariam inadimplentes (3,0%).

    Em agosto de 2014, o cartão de crédito foi o principal tipo de dívida para todos os grupos de renda pesquisados, apontado por 73,5% do total. Em segundo lugar ficou o financiamento de carro, por 15,0% das famílias, e em terceiro, os carnês, por 13%. Acesse aqui a nota completa.

     

     

     

     

  • Estudo da CNC aponta: quanto menor a renda, mais endividada é a família

    Estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostra que em agosto de 2014 as famílias com renda entre cinco e dez salários mínimos apresentaram a maior proporção de endividadas nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Entre os entrevistados, 60,1% afirmaram ter dívidas entre cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro – 1,3 ponto percentual acima da média pesquisada, que ficou em 56,2%.

    Estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostra que em agosto de 2014 as famílias com renda entre cinco e dez salários mínimos apresentaram a maior proporção de endividadas nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Entre os entrevistados, 60,1% afirmaram ter dívidas entre cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro – 1,3 ponto percentual acima da média pesquisada, que ficou em 56,2%.

    As famílias com renda até cinco salários mínimos são as que, além de dívidas, têm mais contas em atraso (18,8%) e afirmaram não ter condições de quitar os débitos (7,9%). Segundo a economista da CNC Marianne Hanson, as famílias de menor poder aquisitivo sempre tiveram indicadores piores, mas em 2014 essa diferença aumentou. “Essa faixa de renda sofre mais com o impacto da inflação, o aumento dos juros e a restrição ao crédito”, afirma.

    Além de apresentar o menor percentual de endividados, o grupo com renda acima de dez salários mínimos também apresentou o menor percentual de famílias com contas ou dívidas em atraso (7,2%) e o menor percentual de famílias que disseram não ter condições de pagar esses atrasos e que, portanto, continuariam inadimplentes (3,0%).

    Em agosto de 2014, o cartão de crédito foi o principal tipo de dívida para todos os grupos de renda pesquisados, apontado por 73,5% do total. Em segundo lugar ficou o financiamento de carro, por 15,0% das famílias, e em terceiro, os carnês, por 13%.

  • Novo Código de Processo Civil em análise

    As bases do projeto do novo Código de Processo Civil foram temas abordados pelo Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, em sua posse na Academia Brasileira de Filosofia, evento realizado na Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), no Rio de Janeiro, em 19 de setembro. 

    As bases do projeto do novo Código de Processo Civil foram temas abordados pelo Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, em sua posse na Academia Brasileira de Filosofia, evento realizado na Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), no Rio de Janeiro, em 19 de setembro. 

    O presidente da Confederação, Antonio Oliveira Santos, recebeu Fux ao lado do consultor da Presidência da entidade e relator-geral da Constituinte, Bernardo Cabral. O ministro passou a ocupar a cadeira 56 da Academia, cujo patrono é Alfredo Augusto Becker. 

    Antes do discurso de posse, Fux falou dos trabalhos da Comissão de Juristas instituída pelo Senado Federal para elaborar o anteprojeto de um novo Código de Processo Civil, o PLS 166/2010. Em sua palestra A moderna filosofia do processo civil brasileiro, destacou que foram identificados três pontos críticos no Sistema Judiciário brasileiro: o excesso de formalidade, a prodigalidade recursal e a litigiosidade desenfreada. 

    “O governo brasileiro se propôs a estudar as causas da duração pouco razoável dos processos”, disse Fux, ao explicar os pontos sobre os quais se debruçaram os membros da comissão presidida por ele. “Buscamos aferir a demora imoderada que impedia a magistratura proceder a respostas ágeis às demandas”, complementou o ministro. O texto do PLS foi elaborado a partir de anteprojeto de lei apresentado pela comissão instituída pelo senador José Sarney quando presidente do Senado. 

    Formalidade, prodigalidade recursal e morosidade 

    Para Fux, o excesso de formalidade é um problema que aflige o Judiciário. O ministro já havia declarado, em entrevista à Agência Senado, que o Código de Processo Civil pode reduzir tempo de ações em até 70% em casos de contenciosos que apresentem teses repetidas e que já existam decisões pacificando o tema em ações com mesmas características. “Há um excesso de formalidades desnecessárias, mesmo quando existem decisões de Cortes Superiores sobre o assunto”, disse, na CNC.

    A simplificação dos ritos dos processos e do cabedal de recursos possíveis – muitas vezes meramente protelatórios – também ganhou atenção dos juristas, segundo o ministro. Fux destacou que a morosidade na justiça mundial é tema há muito estudado, e citou o Projeto Florença, pesquisa realizada para se identificar o funcionamento do Poder Judiciário e o acesso à justiça de alguns países.

    Ainda ao falar sobre a letargia do sistema brasileiro, Fux citou a Emenda Constitucional 45, de 2004, que trouxe inovações como as súmulas vinculantes e mudanças quanto aos requisitos de admissibilidade do recurso extraordinário, para otimizar o volume de trabalho dos ministros do Supremo e, com isso, dar celeridade às ações que tramitam na Corte. Fux enfatizou ainda que a Emenda garante a todos, no âmbito judicial e administrativo, a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação. “Um país que não desenvolve sua Justiça com agilidade razoável não possui Justiça”, afirmou. 

    Para o ministro Fux, quanto à disposição dos brasileiros em solicitar a tutela judicial para suas demandas, é preciso encontrar uma forma de equilibrar a litigiosidade com cidadania e a democracia embutidas na Constituição Federal. “O Brasil é um Estado democrático de Direito a partir de sua Constituição. Em uma democracia voltada para a cidadania, há uma regra pétrea: nenhuma ameaça ao Direito deve deixar de passar pelo Judiciário”, contextualizou, destacando ainda que, segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), de cada dois brasileiros, um litiga na Justiça. “Entendemos que os litigantes devem aguardar o fim do processo judicial, em vez de apresentar infinitos recursos”, comentou. 

    Novo CPC será tema de seminários para federações de comércio 

    Atenta às mudanças legais que impactam a sociedade, a CNC realizará, nos dias 27 e 28 de outubro, Seminário interno sobre o Projeto do novo Código de Processo Civil, com participação do ministro Luiz Fux, que apresentará a palestra Aspectos gerais do Projeto do Novo Código de Processo Civil. O evento vai acontecer na Confederação, no Rio de Janeiro, e será voltado exclusivamente para a área jurídica da CNC e assessores jurídicos de federações do comércio, que terão a oportunidade de estudar os princípios e inovações do novo diploma legal e promover debates sobre os temas levantados.

  • Audiência pública discute direitos das pessoas com deficiência

    A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) está realizando audiência pública interativa para discutir os avanços e perspectivas após a criação do Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência, comemorado no dia 21 de setembro.

    A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) está realizando audiência pública interativa para discutir os avanços e perspectivas após a criação do Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência, comemorado no dia 21 de setembro.

    Os convidados são o presidente do Conade, Antonio José Ferreira; o presidente da Federação Nacional das Associações Pestalozzi (Fenasp), Ester Pacheco Henriques; o advogado da Confederação Nacional do Comércio (CNC) Janilton Fernandes Lima; o vice-presidente da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público de Defesa dos Direitos dos Idosos e Pessoas com Deficiência, Waldir Macieira da Costa Filho; o presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Dylson Bessa; o representante do Ministério da Previdência e Assistência Social, Raimundo Nonato Lopes de Sousa; e o representante da Federação Brasileira de Associações Civis de Portadores de Esclerose Múltipla, Wilson Gomiero.

    O debate é interativo, com a possibilidade da participação do público por meio do portal e-Cidadania. Também é possível a interação pelo Facebook, pelo Twitter e pelo Alô Senado (0800-612211). O senador Fleury (DEM-GO) preside a reunião, na sala 2 da Ala Senador Nilo Coelho.