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  • O Brasil, o Mercosul e a União Européia (Jornal do Commercio de 16 de maio de 2014)

    Antonio Oliveira Santos

    Presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo

     

    As negociações entre o MERCOSUL e a União Europeia ainda não conseguiram sair do papel, apesar das manifestações políticas em favor da ampliação da Zona de Livre Comércio como importante fator de expansão do comércio internacional, da movimentação dos investimentos estrangeiros, e do incentivo às pequenas e médias empresas.

    Antonio Oliveira Santos

    Presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo

     

    As negociações entre o MERCOSUL e a União Europeia ainda não conseguiram sair do papel, apesar das manifestações políticas em favor da ampliação da Zona de Livre Comércio como importante fator de expansão do comércio internacional, da movimentação dos investimentos estrangeiros, e do incentivo às pequenas e médias empresas.

    Esses entraves têm muito a ver com a retração da economia argentina, mas igualmente derivam das dificuldades enfrentadas por outros países, como o Paraguai, que ainda não teve o retorno ao bloco oficialmente informado, após o bloqueio, em função de sua incômoda oposição ao ingresso da Venezuela.

    A Venezuela, com o bizarro regime bolivariano que Nicolas Maduro herdou de Hugo Chaves, enfrenta difícil situação econômica e social, na qual a inflação acelerada e o desabastecimento dos produtos mais essenciais resultam em choques constantes entre oposição e Governo. Com quase dois meses de intensas manifestações nas ruas de Caracas, os ministros da UNASUL decidiram intervir para tentar estabelecer um diálogo entre governistas e oposicionistas.

    Também a situação econômica da Argentina desperta preocupação. Um Ministro das Finanças com forte viés ideológico, a maquiagem dos índices de inflação agora abandonada, déficit em conta corrente na faixa de US$ 12 bilhões com escassez de reservas, as restrições à compra de moeda estrangeira, o dólar paralelo 50% acima da cotação oficial, o imperativo da redução de gastos públicos na área de energia, e até mesmo a especulação de uma possível renúncia da Presidenta formam, numa síntese estreita, o quadro atual.

    O Governo brasileiro segue com a perspectiva de finalizar o acordo neste ano. Em meio à crise econômica, surpreendentemente a Argentina demonstrou recente interesse em levar adiante a negociação do Acordo, como parte de uma nova estratégia de abertura comercial. As negociações apontam que a lista atual de ofertas do MERCOSUL contemple a eliminação das tarifas de importação cobradas pelos países do bloco em 87% do volume de comércio com os europeus, que pode chegar a 90%. É muito possível que o Acordo seja assinado.

    Considera-se, entretanto, a hipótese de assinar, em primeira instância, um Acordo com o Brasil, que posteriormente seria estendido aos demais países através de cronogramas de desgravação tarifária diferenciados. Ainda que a negociação em sequência não seja, do ponto de vista da União Europeia, o melhor cenário, já que desejaria desde logo incorporar ao Acordo todos os membros do MERCOSUL. A Venezuela não participa do Acordo.

    O último encontro Brasil-UE teve, principalmente, um sentido econômico. A Agenda contemplou a cooperação dos dois blocos no domínio dos investimentos cruzados, tecnologia e educação. Foi objeto de discussão o projeto “céu aberto”, um acordo bilateral que abriria ambos mercados às companhias de aviação europeias e brasileiras, assim como um cabo submarino que um consórcio europeu-brasileiro com capitais privados pretende desenvolver entre as duas áreas, para melhorar as conexões telefônicas e da internet entre os dois lados do Atlântico.

    Entre outros objetivos, vale destacar que o acordo de associação entre os blocos busca estabelecer regras que garantam a maior segurança jurídica possível para os investimentos diretos, tanto europeus no MERCOSUL, quanto do MERCOSUL na União Europeia.

    Mais preocupante tem sido a negociação em torno do regime fiscal brasileiro no que concerne aos veículos e produtos que incorporam tecnologia de ponta, como os produzidos na zona de processamento à exportação da Zona Franca de Manaus. A UE considera tal regime discriminatório por prejudicar suas exportações com um gravame adicional, que não incide sobre os produtos da Zona Franca.

    No plano político, existe de ambos os lados preocupação sobre a instabilidade interna que assola a Venezuela, ainda que este tema não conste da agenda oficial, assunto não suscitado no último comunicado.

    Resta considerar, como importante componente na estratégia de política externa brasileira, o potencial deslocamento dos mercados que experimentará o MERCOSUL com o desdobramento da Parceria Transatlântica de Comércio e Investimentos, negociada entre União Europeia e Estados Unidos. Nos últimos oito meses as negociações do acordo têm avançado na determinação dos standards normativos e atos regulatórios para comercialização dos produtos e serviços entre as duas principais economias ocidentais. As expectativas são positivas.

     

    Jornal do Commercio, 16 de maio de 2014.

  • Rejeitada subvenção para micros e pequenas empresas pagarem juros menores

    A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara dos Deputados rejeitou na quarta-feira (14) proposta que obriga o Poder Executivo a conceder subvenção econômica, na forma de equalização de taxas de juros e encargos, às micros e pequenas empresas urbanas e rurais.

    A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara dos Deputados rejeitou na quarta-feira (14) proposta que obriga o Poder Executivo a conceder subvenção econômica, na forma de equalização de taxas de juros e encargos, às micros e pequenas empresas urbanas e rurais.

    De acordo com o texto rejeitado (Projeto de Lei6388/2013), de autoria da deputada Sandra Rosado (PSB-RN), empresas com características previstas na Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (Lei 123/2006) poderiam ter acesso a crédito em bancos oficiais com encargos financeiros ajustados para não excederem o limite de 7% ao ano.

    Relator na comissão, o deputado João Maia (PR-RN) reconheceu o empenho da autora em assegurar financiamentos com condições diferenciadas às micros e pequenas empresas. Entretanto, ao defender a rejeição do projeto, Maia argumentou que o setor público também se guia por regras de mercado ao conceder financiamentos.

    “As perspectivas de lucratividade, o histórico do devedor, o risco implícito do negócio, entre outras condições microeconômicas, definem diferentes custos de financiamento para diferentes empresas”, disse Maia, ao defender posição contrária à uniformização do custo de crédito pelo limite máximo.

    Segundo ele, ao assegurar que o custo do crédito ofertado não passaria de 7% ao ano, como pretende a proposta, o governo estaria julgando da mesma forma bons e maus projetos. “Os melhores projetos, com melhores perspectivas de lucratividade e riscos mais administráveis, já conseguiriam naturalmente taxas mais baixas”, disse. “Por outro lado, o escasso recurso público estaria também sendo mal direcionado, subsidiando os negócios de menor eficiência econômica”, explicou.

    Maia também criticou a criação de linha de crédito incondicional a micro e pequenas empresas. “Isso aumentaria a demanda de crédito por empreendimentos com viabilidade econômica mais duvidosa, já que seus custos financeiros seriam subsidiados”, completou.

    O projeto será ainda analisado conclusivamente pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

    Íntegra da proposta:

    PL-6388/2013

  • Informe Representações 274

    Assessoria de Gestão das Representações |15/05/2014 – Ano 4, nº 274

     

    PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

    Secretaria de Políticas Portuárias

    Izis Janote Ferreira, economista da CNC, foi indicada para representar a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) na “Reunião de revisão e atualização do Plano Nacional de Logística Portuária (PNLP)”, a ser realizada no dia 26 de maio de 2014, das 9h às 12h em Brasília/DF.

    Assessoria de Gestão das Representações |15/05/2014 – Ano 4, nº 274

     

    PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

    Secretaria de Políticas Portuárias

    Izis Janote Ferreira, economista da CNC, foi indicada para representar a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) na “Reunião de revisão e atualização do Plano Nacional de Logística Portuária (PNLP)”, a ser realizada no dia 26 de maio de 2014, das 9h às 12h em Brasília/DF.

    A reunião é uma iniciativa da Secretaria de Portos da Presidência da República, em cooperação com a Universidade Federal de Santa Catarina, que entende ser fundamental, para esta atualização, o envolvimento de entidades representativas do setor e de partes interessadas, que possam contribuir com informações e proposições de ação.

     

    FÓRUM NACIONAL DOS CONSELHOS ESTADUAIS DE EDUCAÇÃO

    46ª Reunião Plenária

    Antonio Airton Dias, diretor da CNC, foi indicado para representar a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) na solenidade de abertura da 46ª Reunião Plenária do Fórum Nacional dos Conselhos Estaduais de Educação (FNCE), a ser realizada nos dias 25, 26 e 27 de maio de 2014, em Boa Vista, Roraima.

    O FNCE, entidade que congrega todos os Conselhos Estaduais de Educação do Brasil, busca trabalhar em conjunto com todos os órgãos vinculados à educação brasileira. Na 46ª Reunião Plenária, serão debatidos temas relevantes para a educação nacional.

     

    MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO

    Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Infantil (Conaeti)

    Mônica Vilas Bôas Paúra, assessora técnica do Senac/DN, foi indicada para representar a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), como titular, na Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Infantil (Conaeti).

    O Conaeti tem por objetivo, entre outros, acompanhar a execução do Plano Nacional para prevenção e erradicação do trabalho infantil e proteção ao trabalhador adolescente.

     

    CONSELHO NACIONAL DE METROLOGIA, NORMALIZAÇÃO E QUALIDADE INDUSTRIAL

    Comitê de Coordenação de Barreiras Técnicas ao Comercio (CBTC)

    Jayme Quintas Perez e Izis Janote Ferreira, economistas da Divisão Econômica da CNC, foram indicados para representar a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) no Comitê de Coordenação de Barreiras Técnicas ao Comércio (CBTC) do Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro), como titular e suplente, respectivamente.

    Criado em 1983, por meio da Resolução nº 3 do Conmetro, o CBTC é um dos diversos comitês técnicos que compõem o Conselho, cuja secretaria executiva compete ao Inmetro. Entre outras competências, o CBTC deve analisar, avaliar e compatibilizar projetos de normas, regulamentos técnicos e sistemas de avaliação da conformidade, com vistas a evitar as chamadas barreiras técnicas a produtos brasileiros no comércio internacional.

     

    Assessoria de Gestão das Representações – CNC

    (61) 3329-9539 / 3329-9547 / 3329-9566

    agr@cnc.com.br

  • Previsão da CNC para crescimento de vendas este ano diminui

    Em março, o volume de vendas no comércio varejista brasileiro caiu -0,5% em comparação com fevereiro, já descontados os efeitos sazonais, a maior retração mensal desde maio de 2012. Segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) divulgada hoje (15/05) pelo IBGE, a queda no mês foi puxada pelos ramos de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-4,5%) e de combustíveis e lubrificantes (-1,5%). O varejo ampliado, que apropria os resultados do comércio automotivo (-0,6%) e materiais de construção (-3,1%) acusou variação de -1,2% na mesma base comparativa. A alta de julho foi a maior desde janeiro de 2012. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve queda de -1,1%, a maior desde outubro de 2003 (-3,0%).

     

    Para a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), apesar da conjuntura favorável ainda observada no mercado de trabalho, a persistência da inflação e o custo crescente do crédito ao consumidor podem ser apontados como os principais responsáveis pela desaceleração das vendas, após um período de recuperação do nível de atividade do setor, observado na segunda metade de 2013. Para abril, a expectativa da Confederação é de que o volume de vendas do varejo suba 0,5%. Já para o final de 2014, espera-se que o volume de vendas do varejo registre expansão de 4,9% puxada pelas vendas de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (+8,4%).

     

    O economista Fabio Bentes atenderá os jornalistas pelo telefone (21) 3804-9264.

     

  • Previsão da CNC para crescimento de vendas este ano diminui

    Em março, o volume de vendas no comércio varejista brasileiro caiu -0,5% em comparação com fevereiro, já descontados os efeitos sazonais, a maior retração mensal desde maio de 2012. Segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) divulgada hoje (15/05) pelo IBGE, a queda no mês foi puxada pelos ramos de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-4,5%) e de combustíveis e lubrificantes (-1,5%). O varejo ampliado, que apropria os resultados do comércio automotivo (-0,6%) e materiais de construção (-3,1%) acusou variação de -1,2% na mesma base comparativa.

    Em março, o volume de vendas no comércio varejista brasileiro caiu -0,5% em comparação com fevereiro, já descontados os efeitos sazonais, a maior retração mensal desde maio de 2012. Segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) divulgada hoje (15/05) pelo IBGE, a queda no mês foi puxada pelos ramos de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-4,5%) e de combustíveis e lubrificantes (-1,5%). O varejo ampliado, que apropria os resultados do comércio automotivo (-0,6%) e materiais de construção (-3,1%) acusou variação de -1,2% na mesma base comparativa. A alta de julho foi a maior desde janeiro de 2012. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve queda de -1,1%, a maior desde outubro de 2003 (-3,0%).

    Para a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), apesar da conjuntura favorável ainda observada no mercado de trabalho, a persistência da inflação e o custo crescente do crédito ao consumidor podem ser apontados como os principais responsáveis pela desaceleração das vendas, após um período de recuperação do nível de atividade do setor, observado na segunda metade de 2013. Para abril, a expectativa da Confederação é de que o volume de vendas do varejo suba 0,5%. Já para o final de 2014, espera-se que o volume de vendas do varejo registre expansão de 4,9% puxada pelas vendas de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (+8,4%).

  • Boletim Informativo Diário (BID) 087/2014

    DESTAQUES:

    Instituído o “Prêmio Direitos Humanos”, ano 2014

    Indeferido o Processo de Pedido de Registro Sindical de interesse do Sindicato do Comércio Varejista de Curitiba e Região – SINDEVE-PR

  • Sumário Econômico 1360

    Destaque da edição:

    Destaque da edição:

    O trabalho decente no Brasil – Muito se vem discutindo sobre o “trabalho decente”, embora não haja na literatura jurídica um conceito preestabelecido ou de consenso entre os atores sociais. Para a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o trabalho decente vem sendo entendido como trabalho “produtivo e adequadamente remunerado, exercido em condições de liberdade de organização sindical e negociação coletiva, equidade e segurança, sem qualquer forma de discriminação, e capaz de garantir uma vida digna a todas as pessoas que vivem de seu trabalho”. Assim, pode-se afirmar que o trabalho decente pressupõe a existência de um elo, de um equilíbrio de forças com as empresas sustentáveis, visando adotar uma política democrática condizente com o desenvolvimento econômico e social de um País. Aduz-se que a promoção do trabalho decente requer, necessariamente, a participação e o compromisso do governo com as organizações de empregadores e de trabalhadores em permanente e contínuo exercício de diálogo social.

     

    Outras matérias:

    Balança comercial: fluxos até abril – O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, e Comércio Exterior (MDIC) divulgou o resultado preliminar da balança comercial de abril. Até o quarto mês do ano, o saldo acumulado foi de -US$ 5,6 bilhões, 10,6% menor do que o registrado no mesmo período do ano passado. A balança comercial no acumulado até o quarto mês do ano foi influenciada de forma positiva pelos superávits de US$ 112 milhões e US$ 506 milhões observados, respectivamente, em março e abril. Neste ano, as exportações somam US$ 69,3 bilhões, 3% abaixo do resultado acumulado entre janeiro e abril de 2013. As importações também apresentaram queda, -3,5%, e acumularam US$ 74,9 bilhões. O volume de comércio registrado entre o Brasil e o mundo, nos quatro meses de 2014, foi de US$ 144,2 bilhões, também 3% menor do que no mesmo período do ano passado. Cresceram as exportações de básicos (+4,2%), mas retrocederam as vendas de semimanufaturados (-9,5%), e manufaturados (-7,5%). Destacaram-se as vendas de soja, produtos metalúrgicos, e papel e celulose.

    Indústria cresce 0,4% no primeiro trimestre – Segundo os últimos dados disponibilizados pelo IBGE, a produção industrial reduziu 0,5% em março deste ano, após estabilidade no mês anterior e aumento de 2,1% em janeiro. Entretanto, a taxa é melhor do que a de dezembro do ano passado (-3,4%). Em comparação com o mês imediatamente anterior, dados com ajuste sazonal. Dentre as categorias de uso, Bens intermediários (+0,1%) foi a única positiva, enquanto Bens de capital foi a única que recuou (-3,7%) e Bens de consumo permaneceu estável. Na comparação com março de 2013, houve uma queda de 0,9%, interrompendo o avanço de 4,4% do mês anterior nesta base comparativa. Com isso, retornou a tendência negativa observada em dezembro de 2013 (-2,0%), e em janeiro deste ano (-1,8%), apesar da desaceleração das taxas. A indústria de transformação, com recuo de 2,0%, foi a principal influência, sendo que a indústria extrativa acelerou 8,0%. Assim como na análise anterior, Bens de capital mostrou resultado negativo (-8,4%), contudo Bens intermediários também demonstrou queda (-0,1%). Já Bens de consumo aumentou 0,1%.

    Mercado de créditos de logística reversa – Com o objeto de promover a implantação da Logística Reversa (LR) de forma eficiente e com a efetiva remuneração dos catadores pelo serviço prestado, em conformidade com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), a Bolsa de Valores Ambientais (BVRio) desenvolveu, em parceria com o Movimento Nacional de Catadores de Material Reciclável (MNCR), um Mercado de Crédito de Logística Reversa (CLR). Os CLR são emitidos e vendidos pelos atores que efetivamente coletam resíduos (ou seja, catadores), e comprados pelos atores que precisam fazer a logística reversa para cumprir com suas obrigações perante a Lei nº 12.305/2010. O processo de criação dos créditos envolve o registro de toda a atividade de coleta, triagem e venda do material triado em um sistema de gestão eletrônico. Atualmente no Brasil, cerca de 800.000 catadores de material reciclável vêm atuando na coleta e triagem de resíduos sólidos pós-consumo. Responsáveis por mais de 70% de toda a coleta seletiva realizada no País, os catadores estão se estruturando por meio de cooperativas ou associações, e a atividade de catação, hoje reconhecida como profissão, representa um meio concreto de inclusão produtiva para uma parcela significativa da população brasileira.

    Fórum permanente – Finalmente está no ar, para ser acessado no ambiente virtual global por quem tiver interesse, no endereço eletrônico www.forumpermanente.gov.br, o site do Fórum permanente das microempresas e empresas de pequeno porte, ambiente criado por lei para discutir macro políticas para as MPEs. Antiga reivindicação do segmento empresarial de menor porte e motivo para muitas idas ao Distrito Federal para reuniões com entidades parceiras do Fórum permanente, coordenadores e consultores sobre conteúdos, criação e formato, com o estabelecimento da Secretaria (especial) da micro e pequena empresa, ligada diretamente à presidência da República, a construção do site tomou e vem tomando impulso, de modo a compreender memória e conteúdos de trabalhos relativos ao passado e ao presente do Fórum e da própria Secretaria das MPEs. Embora em fase incipiente, o principal passo já foi dado, no sentido de o Fórum permanente aparecer melhor para a sociedade e ser encontrado mais facilmente, pois o ambiente virtual encontra-se estruturado.

  • Seminário Turismo Brasil

    Fotos do evento em tempo real (Carolina Braga/CNC e Eduardo Garcia Uzal/O Globo)

    Fotos do evento em tempo real (Carolina Braga/CNC e Eduardo Garcia Uzal/O Globo)

     

     


    Seminário discute oportunidades e perspectivas do turismo no Brasil

    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e o jornal O Globo promovem, no próximo dia 26, o Seminário Turismo Brasil – Balanço Pré-Copa do Mundo, os Grandes Eventos e as Perspectivas para o País.

     

    O seminário, a ser realizado no Hotel Windsor Atlântica, em Copacabana, Zona Sul do Rio, contará com a participação do ministro do Turismo, Vinicius Lages, outros representantes do Poder Público e de entidades do setor, empresários e executivos dos segmentos de hotelaria, agências e operadoras de turismo, assim como os principais organizadores de eventos. O objetivo é discutir as oportunidades e as perspectivas que se apresentam para que o Brasil efetivamente ganhe competitividade e amplie a sua participação como destino turístico a partir da realização dos grandes eventos como a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos de 2016.

     

    De olhos abertos para o Brasil

    O Brasil registrou, em 2013, seis milhões de visitantes. A expectativa é a de receber, apenas com a Copa do Mundo, cerca de 600 mil turistas, o que poderá resultar em um recorde de visitação em 2014: 7 milhões de pessoas. O Fórum Econômico Mundial aponta o Brasil como a sexta maior potência do turismo, com 200 milhões de viagens internas e 70 milhões de brasileiros viajando todos os anos. No ranking mundial, organizado pela Associação Internacional de Congressos e Convenções, ICCA, o Brasil ocupa sétima posição na realização de eventos turísticos.

     

    Experiências anteriores

    O País baseia sua crença de que está preparado para receber os turistas nacionais e estrangeiros no sucesso de grandes eventos anteriores, como a Rio+20, a Jornada Mundial da Juventude e a Copa das Confederações. O GP Brasil da Fórmula 1, em 2013, foi escolhido o mais bem organizado em uma eleição feita com as 11 equipes que disputaram o mundial. Essa confiança parte também da premissa de que, todos os anos, algumas das cidades brasileiras recebem público equivalente ao esperado para a Copa do Mundo: réveillon do Rio de Janeiro (dois milhões de pessoas); Círio de Nazaré, em Belém do Pará (dois milhões); carnaval da Bahia (690 mil); Festival de Parintins, no Amazonas (100 mil); GP Brasil de Fórmula 1, em São Paulo (100 mil).

     

    GANHOS DE COMPETITIVIDADE NO CENTRO DOS DEBATES

    As medidas necessárias para reduzir gargalos e ampliar a competitividade do Brasil no setor de turismo estarão no centro dos debates do seminário Seminário Turismo Brasil – Balanço Pré-Copa do Mundo, os Grandes Eventos e as Perspectivas para o País. Um dos objetivos do evento é discutir soluções para questões relevantes, como aquelas de natureza tributária, de infraestrutura e de mão de obra, que resultem, efetivamente, em ganhos de competitividade para o País. De acordo com dados da Embratur, o Brasil representa 1% do turismo mundial.

    O ministro do Turismo, Vinicius Lages, participará da abertura do encontro e apresentará um balanço do que classifica como o primeiro ciclo de desenvolvimento da economia do turismo, inaugurado com a criação da pasta, em 2003, e anunciará as políticas e diretrizes para o ciclo que, segundo ele, se inicia em 2014. Entre as novidades, estímulos ao setor e a elaboração de um estudo que pretende quantificar o impacto do turismo na economia com um todo.

     

    Turismo de eventos

    Levantamento da Fundação Instituto de Pesquisa Econômica Fipe/USP revelou que, apenas o evento-teste, a Copa das Confederações, ano passado, movimentou R$ 20,7 bilhões, agregou R$ 9,7 bilhões ao Produto Interno Bruto brasileiro e gerou 303 mil empregos.

    Dos turistas internacionais que estiveram na Copa das Confederações, 75% afirmaram que desejam voltar para a Copa do Mundo, segundo a Fipe/USP. Com 18 mil jornalistas credenciados, de cerca de 500 emissoras, os jogos da Copa serão assistidos por mais de três bilhões de pessoas de todo o mundo.

     

    O Seminário será realizado na segunda- feira, 26 de maio de 2014, das 8h às 13h, no Hotel Windsor Atlântica, em Copacabana. VAGAS LIMITADAS.

     


    Programação Evento

     

    • Vinicius Lages – Ministro do Turismo

      Engenheiro agrônomo pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), é doutor em Socio-Economia do Desenvolvimento  pela Escola de Altos  Estudos  em  Ciências  Sociais  (EHESS) de  Paris, com diploma validado pela Universidade de Brasília (UNB). É, ainda, mestre em Gestão Ambiental pela  Universidade  de Salford, na Inglaterra. Ocupou diversos cargos de direção no Sebrae de Alagoas e no Sebrae Nacional. É  autor  de quatro  livros  sobre  temas  ligados  ao desenvolvimento sustentável e territorial.

    • Governador do Estado do Rio de Janeiro: Luiz Fernando Pezão

      Formado em Economia e Administração de Empresas pela Universidade Estácio de Sá (RJ), exerceu a atividade de economista e consultor de várias empresas privadas. Iniciou a vida pública como vereador, em Piraí (RJ), sendo eleito prefeito do município por duas vezes.  Foi secretário de Governo do Estado do Rio de Janeiro, eleito vice-governador em 2006, na chapa do governador Sérgio Cabral, e reeleito em 2010. Desempenhou também a função de coordenador da Coordenadoria Executiva dos Projetos e Obras de Infraestrutura do estado. No dia 4 de abril de 2014, Pezão tomou posse como governador.

    • AVIAÇÃO – DIAGNÓSTICO DO TRANSPORTE AÉREO NO ATUAL MOMENTO E PERSPECTIVAS.

      Palestrante: Jorge Eduardo Leal

      Professor Doutor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, é engenheiro de Aeronáutica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e Doutor em Engenharia Naval. Com várias passagens por empresas dos setores aéreo e aeroportuário, exerce a função de assessor da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo e presta consultoria em projetos de engenharia  de transporte e logística. .

    • DIAGNÓSTICO DA REDE HOTELEIRA INSTALADA, PRECIFICAÇÃO E A POLÍTICA PARA MANUTENÇÃO DE OCUPAÇÃO PÓS-EVENTOS.

      Palestrante: Diogo Canteras

      Engenheiro formado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, com especialização em Gestão de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas, possui mais de 20 anos dedicados ao desenvolvimento de empreendimentos hoteleiros. Em 1999, fundou a HotelInvest, da qual é sócio-diretor.

    • COMERCIALIZAÇÃO E MARKETING E O POTENCIAL TURÍSTICO DA COPA – Apresentação do estudo: Análise do potencial de viagens dos turistas estrangeiros durante a Copa do Mundo 2014

      Palestrante: Jeanine Pires

      Ex-presidente da Embratur – foi a primeira mulher a ocupar o posto –  é professora da Universidade Federal de Alagoas, graduada em história pela Universidade Federal de Santa Catarina, com pós-graduação em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Alagoas  e Economia do Turismo pela Universidade de Brasília. 

    • PARQUES TEMÁTICOS – Importância dos parques temáticos para o crescimento do turismo nacional.

      Palestrante: Alain Baldacci

      Ex-presidente da International Association of Amusement Parks and Attractions (IAAPA), fundou e preside o Sistema Integrado de Parques e Atrações Turísticas (Sindepat). É  membro titular do Conselho Nacional de Turismo e do Conselho de Turismo do Estado de São Paulo, sócio e presidente do parque aquático Wet’ n Wild. 

    • PARQUES NACIONAIS – As parcerias público-privadas nos Parques nacionais visando o aumento de visitantes e verbas para a conservação.

      Palestrante: Edilaine de Abreu

      É responsável pela coordenação de comunicação no Instituto Semeia, ONG que atua na proteção dos parques florestais brasileiros. Formada em jornalismo pela Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero, tem especialização em Cidadania Corporativa e Responsabilidade Social pela FGV e em Gestão de Projetos Culturais e Ambientais pela Escola de Comunicações e Artes  da Universidade de São Paulo.

  • Não é hora de aumentar estoques

    O presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, Antonio Oliveira Santos, abriu a reunião de diretoria da entidade, realizada no dia 13 de maio, no Rio de Janeiro, alertando para o cenário econômico. “Acontecimentos recentes têm gerado certo desânimo no empresariado”, disse, ao se referir à inflação, à oferta de crédito e à política econômica do governo. Durante a reunião, o economista chefe da entidade, Carlos Thadeu de Freitas, sinalizou que não é hora do empresariado acumular estoques.

    O presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, Antonio Oliveira Santos, abriu a reunião de diretoria da entidade, realizada no dia 13 de maio, no Rio de Janeiro, alertando para o cenário econômico. “Acontecimentos recentes têm gerado certo desânimo no empresariado”, disse, ao se referir à inflação, à oferta de crédito e à política econômica do governo. Durante a reunião, o economista chefe da entidade, Carlos Thadeu de Freitas, sinalizou que não é hora do empresariado acumular estoques. O aumento dos preços dos alimentos, taxas de juros mais altas, expectativa de uma inflação em torno de 6,5% e os aumentos de luz e gasolina previstos para o ano que vem indicam um cenário menos favorável. A economia ainda avança por conta das baixas taxas de desemprego. “Os juros devem continuar elevados. Agora é hora de cautela, sobretudo em relação aos estoques”, afirmou. 

    Outro tema abordado pelo economista durante a reunião foi o câmbio, que apresentou menor volatilidade, reduzindo as incertezas. Desde o início do ano, o real já mostra valorização em relação ao dólar de 6,6% (até 13 de maio de 2014, data da reunião). O movimento acompanha uma onda global de apreciação das moedas emergentes devido aos ajustes de política monetária e à percepção de que haverá menos surpresas. “No início deste ano, muitas empresas se beneficiaram nas operações de arbitragem, realizando empréstimos em uma moeda e investindo em outra, com ganhos significativos”, disse Carlos Thadeu de Freitas.

  • CNC: Não é hora de aumentar estoques

    O presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, Antonio Oliveira Santos, abriu a reunião de diretoria da entidade, realizada no dia 13 de maio, no Rio de Janeiro, alertando para o cenário econômico. “Acontecimentos recentes têm gerado certo desânimo no empresariado”, disse, ao se referir à inflação, à oferta de crédito e à política econômica do governo. Durante a reunião, o economista chefe da entidade, Carlos Thadeu de Freitas, sinalizou que não é hora do empresariado acumular estoques. O aumento dos preços dos alimentos, taxas de juros mais altas, expectativa de uma inflação em torno de 6,5% e os aumentos de luz e gasolina previstos para o ano que vem indicam um cenário menos favorável. A economia ainda avança por conta das baixas taxas de desemprego. “Os juros devem continuar elevados. Agora é hora de cautela, sobretudo em relação aos estoques”, afirmou.

     

    Outro tema abordado pelo economista durante a reunião foi o câmbio, que apresentou menor volatilidade, reduzindo as incertezas. Desde o início do ano, o real já mostra valorização em relação ao dólar de 6,6% (até 13 de maio de 2014, data da reunião). O movimento acompanha uma onda global de apreciação das moedas emergentes devido aos ajustes de política monetária e à percepção de que haverá menos surpresas. “No início deste ano, muitas empresas se beneficiaram nas operações de arbitragem, realizando empréstimos em uma moeda e investindo em outra, com ganhos significativos”, disse Carlos Thadeu de Freitas.