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  • “Brasil + Competitivo” é iniciativa positiva para pequenas e médias empresas

    A CNC considera positiva a iniciativa do Projeto de Lei 6.558/2013, que institui o programa “Brasil + Competitivo”, manifestou a economista Izis Janote, da Divisão Econômica da entidade, durante audiência pública nesta terça-feira (08/04), promovida pela Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados. Segundo ela, a proposta cria condições para aumentar recursos financeiros à disposição das empresas elegíveis ao Programa, via mercado de capitais.

    A CNC considera positiva a iniciativa do Projeto de Lei 6.558/2013, que institui o programa “Brasil + Competitivo”, manifestou a economista Izis Janote, da Divisão Econômica da entidade, durante audiência pública nesta terça-feira (08/04), promovida pela Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados. Segundo ela, a proposta cria condições para aumentar recursos financeiros à disposição das empresas elegíveis ao Programa, via mercado de capitais.

    “Essa forma de capitalização é moderna e saudável e fomenta a cultura empreendedora”, justificou. Em sua participação, Izis revelou que, atualmente, existem no Brasil cerca de seis milhões de pequenas e médias empresas, que representam 99% do total. “Mas o acesso de empresas brasileiras ao mercado de capitais é infinitamente inferior ao verificado em outros países”, incluindo China, Índia e África do Sul, três dos parceiros do Brasil no Brics, grupo econômico que reúne as cinco principais nações emergentes do mundo.

    Izis citou alguns aspectos positivos do acesso ao mercado acionário para empresas de menor porte, entre eles a oferta de alternativas de baixo custo. A capitalização por essa via, destacou a economista, pode ter efeito multiplicador sobre o crescimento, além de contribuir para a estabilidade dos pequenos e médios negócios.

    Entre os desafios, Izis Janote chamou a atenção de dirigentes, assessores, bancos e investidores na estruturação do IPO (sigla em inglês para oferta pública inicial de ações numa bolsa de valores para que uma empresa se torne de capital aberto). As ofertas subsequentes, relatou, obrigam as empresas do mercado a terem governança ajustada e práticas modernas de gerenciamento. Alertou, finalmente, para o cenário de crescimento econômico limitado em 2014.

  • Lei da Micro e Pequena Empresa será atualizada dia 29

    Foi definida para o dia 29 de abril a votação dos Projetos que permitirão mudanças na Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (Lei Complementar 123/2006) durante a reunião da Comissão geral convocada para discutir o tema no Plenário da Câmara, presidida pelo presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves. A movimentação pró-Supersimples reuniu parlamentares, micros e pequenos empresários; entidades empresariais; o Sebrae Nacional, representado pelo seu presidente, Luiz Barreto; trabalhadores; estudantes; e federações da indústria e do comércio.

    Foi definida para o dia 29 de abril a votação dos Projetos que permitirão mudanças na Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (Lei Complementar 123/2006) durante a reunião da Comissão geral convocada para discutir o tema no Plenário da Câmara, presidida pelo presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves. A movimentação pró-Supersimples reuniu parlamentares, micros e pequenos empresários; entidades empresariais; o Sebrae Nacional, representado pelo seu presidente, Luiz Barreto; trabalhadores; estudantes; e federações da indústria e do comércio.

    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turimo (CNC) esteve presente, representada por três de seus vice-presidentes – Bruno Breihaupt, também presidente da Fecomércio-SC, Adelmir Santana, presidente da Fecomércio-DF, e o deputado Laércio Oliveira –, pelo consultor da Presidência da Casa, Roberto Nogueira Ferreira, e pelo chefe da Assessoria junto ao poder Legislativo, Roberto Velloso.

    O texto a ser votado será o substitutivo do relator, deputado Cláudio Puty (PT-PA), aos Projetos de Lei Complementar 221/2012 e 237/2012, aprovado em comissão especial no fim do ano passado. Ele traz várias modificações no Supersimples, entre elas: a obrigatoriedade de tratamento diferenciado em todos os instrumentos legais; a universalização do acesso ao Simples Nacional; a limitação da substituição tributária e antecipação do ICMS para optantes do Simples Nacional; o Cadastro único por CNPJ e restrição ao impedimento por outros cadastros. “O objetivo principal é reduzir a burocracia, acabando com a multiplicidade de procedimentos para a formalização de uma MPE”, afirmou o relator.

    O presidente da Câmara comemorou a participação do público no movimento pelo Simples. “Estou nesta casa há mais de 40 anos, em 11 mandatos, já participei de diversas comissões gerais como esta, mas posso afirmar que a mais apreciada, a mais numerosa, a mais expressiva está sendo a desta manhã.”

    Segundo ele, o último anuário do trabalho das microempresas divulgado em 2012 pelo Sebrae mostra que as micros e pequenas empresas geraram, de 2000 a 2011, sete milhões de empregos com carteira assinada no Brasil, registrando média de crescimento anual de empregos formais da ordem de 5%. “Estamos buscando o aprimoramento de uma legislação que gerou um dos maiores avanços para os agentes econômicos brasileiros. A Lei Geral da Micro e Pequena Empresa tornou efetivo o tratamento diferenciado aos pequenos empresários em respeito ao artigo 179 da Constituição federal, que se ampara no princípio da igualdade”, disse.

    “A proposta que vos é apresentada traz inovações pertinentes que muito podem facilitar a atuação dos pequenos empreendedores nacionais. Entre os pontos mais significativos, destacaria a redução da burocracia, que traz obstáculos e tempo gasto pelos empresários para inscrever ou dar baixa nos registros de pequenas empresas. Esse passo é crucial para desatar um nó que mais atrapalha a vida dos empresários brasileiros”, destacou Henrique Eduardo Alvez.

    O ministro de Estado Chefe da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos, discursou: “Esse projeto não é de iniciativa do Executivo; nasceu dentro do Parlamento. Estamos ouvindo cada estado, com as caravanas da simplificação. Pensar simples é obrigação constitucional. Só as mentes simples enxergam o óbvio, e esse óbvio é um processo que faz cumprir a Constituição. O nosso relator teve a coragem de colocar que qualquer lei, norma ou regulamento na união, no estado ou no município, que não dê o tratamento diferenciado à micro e a pequena empresa não vale para elas”. E finalizou: “Este projeto é universal, e tenho certeza de que será aprovado por unanimidade. Hoje é um dia de congraçamento e de compreensão do papel do legislativo neste país”.

    Vice-presidente da CNC discursa na tribuna

    Bruno Breihaupt, na tribuna, declarou que o empreendedorismo ocupa papel-chave no desenvolvimento de qualquer sociedade. “Ele é a face criativa dotada de poder para transformar a realidade de pessoas e comunidades e o elemento-chave que impulsiona o desenvolvimento do País.”

    Segundo ele, a promulgação da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa significou um marco muito importante para o desenvolvimento econômico do País. “A partir dela, vemos que o universo das micros e pequenas empresas no Brasil aponta para uma fatia de 20% do PIB nacional, cerca de 50% dos empregos com carteira assinada e 40% da massa salarial nacional. Esses são dados que demostram a importância do tratamento diferenciado às micros e pequenas empresas, o incentivo nos âmbitos fiscal e tributário, simplificando, desburocratizando e facilitando acesso aos mercados”, finalizou.

  • Boletim Informativo Diário (BID) 066/2014

    DESTAQUES:

    Publicado Edital convocando o Conselho de Representantes da CNC a reunir-se em sessão ordinária no dia 24 de abril de 2014

    Registrada chapa para as eleições na Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores – FENAVIST

    Sancionada, com veto, lei que prevê multa para quem não assinar a carteira de trabalho do empregado doméstico

    Divulgado preço médio dos combustíveis a partir de 16 de abril de 2014

    Indeferido pedido de alteração estatutária de interesse do Sindicato do Comércio Varejista de Campinas e Região

    Pedido de alteração estatutária requerido pelo Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis e Condomínios Residenciais e Comerciais em Toda Região Sul do Estado de Santa Catarina – SECOVI-SUL/SC

  • Nona Reunião do Grupo Técnico de Trabalho de Meio Ambiente

    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) realizou, no dia 21 de março de 2014, em Salvador, a 9ª Reunião do Grupo Técnico de Trabalho sobre Meio Ambiente (GTT-MA), com apoio da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado da Bahia (Fecomércio-BA), oportunidade na qual serão discutidas as Políticas Estadual e Nacional de Resíduos Sólidos, em especial os deveres e as obrigações das empresas do comércio na gestão dos resíduos. Segue anexo as apresentações das palestras proferidas.

    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) realizou, no dia 21 de março de 2014, em Salvador, a 9ª Reunião do Grupo Técnico de Trabalho sobre Meio Ambiente (GTT-MA), com apoio da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado da Bahia (Fecomércio-BA), oportunidade na qual serão discutidas as Políticas Estadual e Nacional de Resíduos Sólidos, em especial os deveres e as obrigações das empresas do comércio na gestão dos resíduos. Segue anexo as apresentações das palestras proferidas.

  • Comissão geral debate atualização da Lei da Microempresa

    A Câmara dos Deputados realiza, nesta quarta-feira (9/4), uma comissão geral para debater o Projeto de Lei Complementar (PLP 221/2012), que atualiza a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (Lei Complementar 123/2006). O evento contará com a presença do ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos, e do presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Luiz Barreto, defensores da medida.

    A Câmara dos Deputados realiza, nesta quarta-feira (9/4), uma comissão geral para debater o Projeto de Lei Complementar (PLP 221/2012), que atualiza a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (Lei Complementar 123/2006). O evento contará com a presença do ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos, e do presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Luiz Barreto, defensores da medida.

    Quem quiser pode enviar perguntas aos deputados ou fazer comentários sobre o debate pelo Disque-Câmara (0800 619 619) ou pelo e-Democracia.

     

    Proposta

    O projeto (PLP 221/12) já foi aprovado por uma comissão especial e deve ser levado a votação no Plenário. O texto aprovado é um substitutivo do relator, deputado Cláudio Puty (PT-PA), e permite a inserção de quase 500 mil micro e pequenas empresas, que faturam até R$ 3,6 milhões por ano, no regime de tributação do Supersimples.

    O texto também prevê uma redução média de 40% em suas cargas tributárias e permite que empresas tenham um único número no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) no País e não mais um registro estadual e outro municipal, como acontece atualmente.

    Segundo dados da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, quase 3 milhões de microempreendedores individuais (MEI) serão atingidos pela alteração.

     

    Votação em abril

    O presidente da Frente Parlamentar Mista da Micro e Pequena Empresa, deputado Guilherme Campos (PSD-SP), informa que a proposta, principal reinvindicação do colegiado, deve ser votada até o final deste mês. “A comissão geral será um ato importantíssimo para que nossos objetivos sejam alcançados neste semestre. Existe um aval da presidente Dilma, com a coordenação do ministro Afif, para que o PLP seja debatido e, o que for aprovado na Câmara, sancionado pela presidência”.

    O presidente do Sebrae, Luiz Barreto, garantiu apoio à iniciativa. “Temos que melhorar o ambiente legal para que as pequenas empresas possam se desenvolver. Vamos fazer um esforço de mobilização para trazer um grupo grande de micro e pequenos empresários para a comissão geral.”

    O evento contará ainda com a presença do presidente da Frente Parlamentar da Micro e Pequena Empresa da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, deputado estadual José Sperotto (PTB-RS), e do presidente da Junta Comercial do Paraná Ardisson Naim Akel.

    A comissão geral está prevista para as 9h30, no Plenário Ulysses Guimarães.

  • Aprovado limite para responsabilização de sócio de empresa

    A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou nesta terça-feira (8/4) proposta que limita o procedimento de declaração judicial de desconsideração da personalidade jurídica – meio pelo qual se pode cobrar dos sócios ou responsáveis obrigações que uma empresa não pode cumprir.

    Como a proposta tramita em caráter conclusivo, segue para o Senado, caso não haja recurso para análise pelo Plenário.

    A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou nesta terça-feira (8/4) proposta que limita o procedimento de declaração judicial de desconsideração da personalidade jurídica – meio pelo qual se pode cobrar dos sócios ou responsáveis obrigações que uma empresa não pode cumprir.

    Como a proposta tramita em caráter conclusivo, segue para o Senado, caso não haja recurso para análise pelo Plenário.

    O texto aprovado é um substitutivo da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio que unifica o Projeto de Lei 3401/2008, do deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), e o Projeto de Lei 4298/2008, do ex-deputado Homero Pereira. Ambos os textos estabelecem regras para a desconsideração jurídica.

    A desconsideração da personalidade jurídica permite que os bens particulares de sócios ou administradores sejam usados para pagar obrigações da empresa quando ficar caracterizada a ocorrência de manobras ilícitas, por parte dos proprietários, para não pagar os credores.

    Hoje, apesar de a possibilidade ser prevista em lei, não há um trâmite específico para ela. O projeto institui um rito procedimental para a aplicação da desconsideração da personalidade jurídica e assegura o prévio direito ao contraditório em hipóteses de responsabilidade pessoal do sócio por dívida da empresa.

     

    Prazo para defesa

    O relator, deputado Danilo Forte (PMDB-CE), apresentou uma complementação de voto para alterar de 10 para 15 dias após a intimação para os sócios da empresa apresentarem defesa ao instaurar a desconsideração.

    Segundo ele, a mudança foi feita para adequar o texto ao novo Código de Processo Civil (CPC – PL 8046/10) aprovado há Câmara no final de março.

    Parlamentares do PT criticaram o projeto. O deputado Luiz Couto (PT-PB) afirmou que o texto é “desnecessário” porque eventuais abusos de juízes são rapidamente corrigidos em grau recursal. “A desconsideração é instrumento de garantia dos credores e isso será relativizado com o projeto”, disse.

    Forte defendeu o texto e disse que a medida dá segurança jurídica aos investidores. “O que não queremos é o autoritarismo, é a forma como as coisas acontecem sem o direito de defesa no litígio pelos empreendedores”. Segundo ele, a falta de regras atuais para a desconsideração da personalidade jurídica é um “entulho” que amedronta os investimentos.

    Na opinião do deputado Décio Lima (PT-SC), o benefício econômico pode gerar um prejuízo para trabalhadores. “Essa matéria privilegia o mercado em detrimento do elo mais fraco. Não sai somente o entulho, mas a boiada junto”, afirmou.

     

    Direito de defesa

    O projeto determina a obrigatoriedade de se ouvir os réus; e a indicação, em requerimento específico, dos atos que motivem a responsabilização do sócio ou responsável pela empresa. Essa indicação deverá ser feita por quem propuser a desconsideração da personalidade jurídica ou pelo Ministério Público. Além disso, o juiz não poderá decidir a questão antes de assegurar o amplo direito da defesa.

    Segundo o projeto, sócios ou administradores terão o direito de produzir provas, e o juiz só poderá decretar a desconsideração da personalidade jurídica depois de ouvir também o Ministério Público.

    Caso seja decretada a medida, ela não poderá atingir os bens particulares dos membros, instituidores, sócios ou administradores que não tenham praticado ato abusivo em prejuízo dos credores da pessoa jurídica e em proveito próprio.

     

    Administração pública

    Pelo texto, as decisões da administração pública sobre desconsideração da personalidade jurídica também ficam sujeitas a decisões judiciais. Pela legislação atual, um processo administrativo poderia ter como conclusão a mesma desconsideração que a judicial, sem os procedimentos elaborados na nova proposta.

  • CNC participa de audiência para debater o PL que institui o Programa “Brasil + Competitivo”

    A Comissão de Finanças e Tributação realizou nesta terça-feira (8/4) audiência pública para debater o Projeto de Lei nº 6558 de 2013 que institui o Programa de Aumento de Competitividade Empresarial e Melhoria no Acesso a Capital de Crescimento -“Brasil + Competitivo” – no âmbito do mercado de capitais brasileiro.

    Participaram da audiência representantes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Banco Central, entidades sindicais e do mercado de ações do Brasil.

    A Comissão de Finanças e Tributação realizou nesta terça-feira (8/4) audiência pública para debater o Projeto de Lei nº 6558 de 2013 que institui o Programa de Aumento de Competitividade Empresarial e Melhoria no Acesso a Capital de Crescimento -“Brasil + Competitivo” – no âmbito do mercado de capitais brasileiro.

    Participaram da audiência representantes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Banco Central, entidades sindicais e do mercado de ações do Brasil.

    A CNC foi representada pela economista da Divisão Econômica Izis Janote, que estruturou sua explanação contextualizando o cenário atual da economia, apontando dados que demonstram a participação de empresas de pequeno e médio porte no mercado interno e sua importância para o PIB do Brasil. Em seguida, a economista abordou os aspectos positivos do PL 6558/2013, uma vez que oferece alternativas de baixo custo aos empresários e produz um efeito multiplicador de crescimento proporcionando um aumento de emprego significativo.

    O projeto aguarda agora apresentação do parecer do relator, deputado João Magalhães (PMDB-MG), para ser deliberado na CFT.

     

    Fonte: Assessoria Junto ao Poder Legislativo

  • Comissão da Câmara dos Deputados debate mediação e arbitragem

    A Confederação Nacional do Comércio, de Bens, Serviços e Turismo (CNC) apoia a aprovação dos Projetos de Lei 7.169/2014 (mediação) e 7.108/2014 (arbitragem) na resolução de conflitos. A posição da entidade foi levada nesta terça-feira (08/04) à audiência pública promovida na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público (CTASP) da Câmara dos Deputados pela advogada da Divisão Sindical Inez Balbino.

    A Confederação Nacional do Comércio, de Bens, Serviços e Turismo (CNC) apoia a aprovação dos Projetos de Lei 7.169/2014 (mediação) e 7.108/2014 (arbitragem) na resolução de conflitos. A posição da entidade foi levada nesta terça-feira (08/04) à audiência pública promovida na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público (CTASP) da Câmara dos Deputados pela advogada da Divisão Sindical Inez Balbino.

    “Somos favoráveis, até porque não tínhamos uma regulamentação a respeito no Brasil, enquanto em outros países já existe há anos, sendo que, em alguns deles, é um instituto obrigatório”, justificou.

    Segundo Inez Balbino, há um único item ao qual a CNC é contra: o artigo 4º, parágrafo 4º, que limita as profissões que poderão se valer da arbitragem trabalhista. A posição da Confederação é no sentido de aprovação da proposta com essa ressalva.

    A advogada considera que, aprovados os projetos, “teremos um grande avanço na questão da mediação, porque é um instituto que vai auxiliar muito o comércio. Com relação à arbitragem, já vem sendo usada com excelentes resultados. Pequenas causas trabalhistas e direito de consumo são questões que estavam numa espécie de nuvem negra da arbitragem. Com a normatização, vão melhorar”.

  • Plano Nacional de Educação será votado nesta quarta-feira

    A votação do projeto do Plano Nacional de Educação (PNE – PL 8035/2010) na comissão especial que analisa o texto foi mais uma vez adiada. A nova previsão é que o texto seja votado nesta quarta-feira (9/4).

    O adiamento ocorreu por acordo entre os integrantes do colegiado na reunião desta terça-feira, depois de mais de quatro horas de debates, durante os quais cerca de 30 deputados manifestaram-se sobre a proposta.

    A votação do projeto do Plano Nacional de Educação (PNE – PL 8035/2010) na comissão especial que analisa o texto foi mais uma vez adiada. A nova previsão é que o texto seja votado nesta quarta-feira (9/4).

    O adiamento ocorreu por acordo entre os integrantes do colegiado na reunião desta terça-feira, depois de mais de quatro horas de debates, durante os quais cerca de 30 deputados manifestaram-se sobre a proposta.

    O PNE define metas para o ensino nos próximos dez anos. Um dos objetivos é aumentar a escolaridade dos brasileiros. O projeto, que já havia sido aprovado pelos deputados em 2012, voltou para exame na Câmara porque foi modificado pelos senadores.

     

    Complementação

    Ao final dos debates, o relator do PNE, deputado Angelo Vanhoni (PT-PR), informou que vai apresentar uma complementação de voto na reunião desta quarta-feira, prevista para as 13 horas.

    Vanhoni disse que o novo texto terá como base os destaques apresentados pelos parlamentares: são oito para votação em separado, apresentados por bancadas partidárias; e 18 destaques simples, apresentados pelos deputados individualmente.

    Apesar de não antecipar quais serão as mudanças, Angelo Vanhoni explicou que o voto complementar vai buscar o consenso em relação a alguns aspectos apresentados na discussão e nos destaques.

    “Se eu aceitar o destaque para reincorporar ao texto a estratégia 20.6, que consta do texto originalmente aprovado na Câmara e que diz respeito ao Custo Aluno-Qualidade (CAQ), eu não posso manter a estratégia 20.8, também sobre o CAQ, que veio do Senado e acatei em meu texto. Ou excluo uma, ou outra. Meu objetivo não era excluir nenhuma. Por isso, preciso de um tempo para poder pensar e apresentar uma proposta que possa unificá-las em alguns aspectos”, disse.

     

    Desigualdades e gênero

    Nesta terça-feira, em um plenário repleto de manifestantes, mais uma vez o foco maior das discussões foi o inciso do artigo 2º do projeto que inclui, entre as diretrizes do PNE, a superação das desigualdades educacionais.

    O texto que havia sido aprovado na Câmara definia que a superação dessas disparidades ocorreria “com ênfase na promoção da igualdade racial, regional, de gênero e de orientação sexual”.

    Os senadores mudaram o dispositivo e definiram que, na superação das desigualdades educacionais, teriam ênfase a “promoção da cidadania e a erradicação de todas as formas de discriminação”.

    Por sua vez, Angelo Vanhoni alterou os dois textos, criando uma nova redação, segundo a qual uma das diretrizes do PNE será a “superação das desigualdades educacionais, com ênfase na promoção da igualdade racial, regional, de gênero e de orientação sexual e na erradicação de todas as formas de discriminação”.

     

    Discordância

    A questão da promoção de igualdade de gênero e de orientação sexual é o maior foco de discordâncias. Uma parte dos deputados quer a manutenção do texto do relator e é contra o texto do Senado, como o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ).

    “O Senado mandou um texto que contraria, por exemplo, a ideia de uma educação inclusiva e para a diversidade, que quer colocar, no conteúdo escolar, as questões de gênero e de identidade de gênero, orientação sexual e contra a discriminação motivada por racismo”, disse Wyllys.

    Na opinião do parlamentar, o texto do relator está “em absoluto acordo” com o que a Constituição determina sobre a promoção do bem de todos, sem discriminação de origem raça, sexo, cor e idade. “Está de acordo com o que a gente imagina que deve ser a escola: um espaço de inclusão”, afirmou o parlamentar.

     

    Discriminação específica

    Por outro lado, vários integrantes da comissão defendem a manutenção do texto já aprovadono  Senado – um deles é o deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP). O parlamentar ressalta que todo o tipo de discriminação deve ser banido.

    “Entretanto, quando se coloca em destaque um tipo específico de discriminação, como é o caso do gênero e da orientação sexual, acaba-se deixando os outros de lado. O texto do Senado contempla a tudo e a todos, sem prejuízo das pessoas que são diferentes em seu gênero. São tão difíceis essas semânticas, que até falar é complicado”, destacou Marco Feliciano. Segundo ele, o termo “gênero” é muito vago.

     

    Mediação

    O relator Angelo Vanhoni afirmou ser natural que esse tipo de debate aconteça entre os parlamentares, “porque a Câmara dos Deputados é o espaço onde as mediações da sociedade devem ser consolidadas, seja por meio de um consenso amplo ou mediado por um processo de votação”. Ele disse que “vai pensar muito” antes de apresentar o novo voto.

  • Alívio na carga tributária das micros e pequenas empresas

    A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou, nesta terça-feira (8/4), projeto que alivia a carga tributária das microempresas e empresas de pequeno porte. O PLS 323/2010, que agora será votado pelo Plenário do Senado, estabelece limites ao poder dos estados de adotar a substituição tributária, mecanismo de arrecadação que obriga o contribuinte a pagar o imposto devido por seus clientes ao longo da cadeia de comercialização.

    A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou, nesta terça-feira (8/4), projeto que alivia a carga tributária das microempresas e empresas de pequeno porte. O PLS 323/2010, que agora será votado pelo Plenário do Senado, estabelece limites ao poder dos estados de adotar a substituição tributária, mecanismo de arrecadação que obriga o contribuinte a pagar o imposto devido por seus clientes ao longo da cadeia de comercialização.

    A ampliação dessa modalidade de cobrança reduz, na prática, os benefícios do tratamento diferenciado das microempresas, previsto na Constituição e na Lei Complementar 123/2006, como avalia o relator da proposta, senador Armando Monteiro (PTB-PE).

    Com a expansão da substituição tributária, fica mais fácil a fiscalização dos chamados tributos plurifásicos, como o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). São assim chamados por incidirem em diferentes fases da circulação do produto. Autor do projeto (PLS 323/2010), o ex-senador Alfredo Cotait explicou que, por esse sistema, o tributo plurifásico passa a ser recolhido de uma só vez, como se fosse monofásico.

     

    Emendas

    Na reunião da CAE nesta terça-feira, Armando Monteiro leu novo substitutivo ao projeto, incorporando ao texto, parcialmente, emendas apresentadas pelo senador Eduardo Suplicy (PT-SP) e pela senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR).

    Da emenda de Suplicy, ele aproveitou a ideia de ampliar a lista de produtos sujeitos à substituição tributária, como desejam os secretários de Fazenda. Os estados estão temerosos quanto à repercussão do projeto em suas finanças, já que cerca de 30% de suas arrecadações provêm da aplicação da substituição tributária. O resultado é que a lista de itens subiu de 18 para 44.

     

    Burocracia

    Da emenda de Gleisi Hoffmann, o relator aproveitou medidas que visam reduzir a burocracia no recolhimento do tributo. Para isso, incluiu no substitutivo a vedação da exigência, aos optantes do Simples, de “obrigações tributárias acessórias unilaterais” pelos estados. Segundo o substitutivo, as únicas exigências aceitas são as que constam do portal do Simples Nacional.

    De acordo com Armando Monteiro, as micro e pequenas empresas sujeitas à substituição tributária são obrigadas a realizar cálculos complicados para apurar o imposto a ser recolhido, por conta das grandes variações de alíquotas por setores e por estados.

    O substitutivo prevê que as informações relativas ao ICMS devido na substituição tributária sejam fornecidas por meio de aplicativo único, colocado à disposição dos empresários, de forma gratuita, no portal do Simples Nacional. Também será gratuito, como estabelece o substitutivo, o fornecimento de aplicativo para a emissão de nota fiscal eletrônica (NF-e) para microempresas e empresas de pequeno porte. Esses aplicativos deverão ser regulamentados pelo Comitê Gestor do Simples Nacional no prazo de 180 dias.

     

    Prazo

    O substitutivo também fixa prazo mínimo de 90 dias para o vencimento do imposto devido por substituição tributária. Essa medida, conforme o relator, ajuda a minimizar um dos efeitos negativos da substituição, que é a redução do capital de giro das empresas que atuam como substitutas – elas pagam o tributo antes de receberem o valor relativo à venda efetuada.

    Conforme Armando Monteiro, “o descasamento entre os prazos médios de pagamento do tributo e da realização financeira dos recebíveis resulta em maior custo financeiro para as empresas submetidas ao regime”.

     

    Perdas

    No relatório, Armando Monteiro citou uma simulação realizada pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) mostrando que a carga sobre uma empresa enquadrada no Simples quase dobra com a substituição tributária. Conforme o estudo, uma empresa com faturamento anual de R$ 1,2 milhão e que tenha 70% de suas vendas vinculadas a esse mecanismo de arrecadação desembolsaria 14% em impostos. Sem a substituição, recolheria ao Simples apenas 8,33%.

    Estudo da Fundação Getúlio Vargas, citado pelo autor do projeto, estima em R$ 1,7 bilhão a perda das micro e pequenas empresas, no ano fiscal de 2008, decorrentes da aplicação da substituição tributária.