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  • CNC: adiamento do eSocial mostra a complexidade do tema

    A decisão da Receita Federal de adiar para outubro a implantação do Programa de Escrituração Fiscal Digital Social (eSocial), previsto anteriormente para entrar em vigor em abril, mostra que o assunto é de grande complexidade e deve ser avaliado com muito cuidado pelas autoridades, devido ao impacto que provocará no comércio, em especial nas micros e  pequenas empresas.

    A decisão da Receita Federal de adiar para outubro a implantação do Programa de Escrituração Fiscal Digital Social (eSocial), previsto anteriormente para entrar em vigor em abril, mostra que o assunto é de grande complexidade e deve ser avaliado com muito cuidado pelas autoridades, devido ao impacto que provocará no comércio, em especial nas micros e  pequenas empresas. Com a adoção do sistema,  todos os empregadores (pessoas jurídicas e físicas) serão obrigados a prestar informações tributárias, trabalhistas, previdenciárias e de folha de pagamento ao governo federal via internet.

    Antonio Oliveira Santos, presidente da  Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), já havia se manifestado anteriormente sobre a adoção do eSocial, em carta à presidente Dilma Rousseff, na qual lembrava que existem muitas localidades onde não há internet disponível. Na carta, Oliveira Santos enfatizou que, da forma que está, o eSocial implicará na reformulação de vários processos internos das empresas, como alteração do sistema de gestão, treinamento de pessoal e contratação de recursos humanos, o que oneraria excessivamente os custos operacionais. Além disso, informações estratégicas das empresas, disponíveis em meio eletrônico, estariam sujeitas ao conhecimento e à consequente interferência externa.

    A CNC não é contrária à prestação de informações, mas sim à forma pela qual a implementação do programa está sendo conduzida e à complexidade do preenchimento dessas informações, bem como às inadequações encontradas no complexo manual do eSocial, composto de 207 páginas, identificadas pelas federações e pelos sindicatos do comércio de bens, serviços e turismo.

  • Partidos indicam integrantes da Comissão de Orçamento

    O presidente do Senado, Renan Calheiros, leu ontem em Plenário os nomes dos deputados e senadores que integrarão a Comissão Mista de Orçamento (CMO) em 2014. Ainda falta a indicação de dois senadores suplentes, seis deputados titulares e 13 deputados suplentes.

    O presidente do Senado, Renan Calheiros, leu ontem em Plenário os nomes dos deputados e senadores que integrarão a Comissão Mista de Orçamento (CMO) em 2014. Ainda falta a indicação de dois senadores suplentes, seis deputados titulares e 13 deputados suplentes.

    A CMO é composta por 46 titulares (sendo 34 deputados e 12 senadores) e igual número de suplentes. A distribuição das vagas segue o critério da proporcionalidade, baseada no tamanho das bancadas. PT e PMDB têm o maior número de integrantes. A determinação está prevista na Resolução de nº 1/2006 do Congresso Nacional, que disciplina o trabalho do colegiado. A norma prevê ainda a instalação da CMO e a eleição da Mesa para 2014 até a última terça-feira do mês de março, data em que termina o mandato dos membros que atuaram ao longo de 2013.

    Uma reunião marcada para hoje foi cancelada e novo encontro deve ser convocado para a próxima semana.

     

    SENADORES TITULARES

    SENADORES SUPLENTES

    Bloco Parlamentar da Maioria (PMDB/PP/PSD/PV)

    Eunício Oliveira (PMDB/CE)

    1.       João Alberto Souza (PMDB/MA)

    Romero Jucá (PMDB/RR)

    2.       Vital do Rêgo (PMDB/PB)

    Waldemir Moka (PMDB/MS)

    3.       Luiz Henrique (PMDB/SC)

    Ana Amélia (PP/RS)

    4.       (não indicado)

    Bloco de Apoio ao Governo (PT/PDT/PSB/PCdoB/PSOL)

    Gleisi Hoffmann (PT/PR)

    1.       João Capiberibe (PSB/AP)

    Jorge Viana (PT/AC)

    2.       Ângela Portela (PT/RR)

    Zeze Perrella (PDT/MG)

    3.       Vanessa Grazziotin (PCdoB/AM)

    Bloco Parlamentar da Minoria (PSDB/DEM)

    Cyro Miranda (PSDB/GO)

    1.       Rubens Figueiró (PSDB/MS)

    Flexa Ribeiro (PSDB/PA)

    2.       (não indicado)

    Bloco Parlamentar União e Força (PTB/PR/PSC/PRB)

    Antônio Carlos Rodrigues (PR/SP)

    1.       Gim (PTB/DF)

    Marcos Crivella (PRB/RJ)

    2.       Mozarildo Cavalcanti (PTB/RR)

    SDD*

    Vicentinho Alves (SDD/TO)

    1.       Ataídes Oliveira (PROS/TO)

     

    DEPUTADOS TITULARES

    DEPUTADOS SUPLENTES

    PT

    Beto Faro (PA)

    1.       Assis Carvalho (PI)

    Devanir Ribeiro (SP)

    2.       Márcio Macêdo (SE)

    Luiz Alberto (BA)

    3.       Marco Maia (RS)

    Pedro Uczai (SC)

    4.       Reginaldo Lopes (MG)

    Waldenor Pereira (BA)

    5.       Ronaldo Zulke (RS)

    PMDB

    Alexandre Santos (RJ)

    1.       Alveu Moreira (RS)

    Geraldo Resende (MS)

    2.       (não indicado)

    (não indicado)

    3.       (não indicado)

    (não indicado)

    4.       (não indicado)

    (não indicado)

    5.       (não indicado)

    PSDB

    Luiz Fernando Machado (SP)

    1.       (não indicado)

    Nilson Leitão (MT)

    2.       (não indicado)

    Rodrigo de Castro (MG)

    3.       (não indicado)

    PSD

    Eduardo Sciarra (PR)

    1.       Eliene Lima (MT)

    Jaime Martins (MG)

    2.       Roberto Dorner (MT)

    Moreira Mendes (RO)

    3.       Urzeni Rocha (RR)

    PP

    Betinho Rosado (RN)

    1.       Aline Corrêa (SP)

    Dimas Fabiano (MG)

    2.       Lázaro Botelho (TO)

    Vilson Covatti (RS)

    3.       Sandes Júnior (GO)

    PR

    Luciano Castro (RR)

    1.       João Carlos Bacelar (BA)

    Milton Monti (SP)

    2.       João Maia (RN)

    PSB

    Alexandre Toledo (AL)

    1.       Alexandre Roso (RS)

    Sandra Rosado (RN)

    2.       Paulo Foletto (ES)

    DEM

    Felipe Maia (RN)

    1.       (não indicado)

    Professora Dorinha Seabra Rezende (TO)

    2.       (não indicado)

    SDD

    (não indicado)

    1.       (não indicado)

    PTB

    Wilson Filho (PB)

    1.       Arzon Bezerra (CE)

    Bloco PV/PPS

    Eurico Júnior (PV/RJ)

    1.       Arnaldo Jardim (PPS/SP)

    PROS

    (não indicado)

    1.       Miro Teixeira (RJ)

    PDT

    Félix Mendonça Júnior (BA)

    1.       Marcos Rogério (RO)

    PCdoB

    Daniel Almeida (BA)

    1.       João Ananias (CE)

    PSC

    Silvio Costa (PE)

    1.       (não indicado)

    PRB

    Cleber Verde (MA)

    1.       (não indicado)

    PSOL*

    (não indicado)

    1.       (não indicado)

    *Vaga destinada ao rodízio, nos termos do art. 10-A do Regimento Comum. 

  • Marco civil da internet pode ser votado na próxima semana

    Apesar da mudança, as críticas à regulamentação da neutralidade de rede dominaram a discussão do projeto em Plenário. Vários parlamentares do PSDB criticaram o poder dado ao governo para regulamentar o tema. O governo minimizou as críticas.

    Para os deputados do PSDB, essa prerrogativa pode permitir a limitação da internet. “Com o decreto, a neutralidade deixa de ser neutra, porque alguém do governo haverá de distorcer a neutralidade”, avaliou o deputado Duarte Nogueira (PSDB-SP).

    Apesar da mudança, as críticas à regulamentação da neutralidade de rede dominaram a discussão do projeto em Plenário. Vários parlamentares do PSDB criticaram o poder dado ao governo para regulamentar o tema. O governo minimizou as críticas.

    Para os deputados do PSDB, essa prerrogativa pode permitir a limitação da internet. “Com o decreto, a neutralidade deixa de ser neutra, porque alguém do governo haverá de distorcer a neutralidade”, avaliou o deputado Duarte Nogueira (PSDB-SP).

    Já o deputado Emanuel Fernandes (PSDB-SP) disse que o governo poderá usar o decreto “para o bem ou para o mal”. “O decreto pode servir para impedir, ou melhor, para promover um oligopólio? Pode. O grande medo que há ao abrir a porteira da regulamentação da internet é que isso pode ser feito para o bem ou para o mal”, disse.

    O líder da minoria, Domingos Sávio (PSDB-MG), também criticou esse ponto do projeto. “Esse decreto é uma pegadinha, para fazer o que o Irã e a China fizeram – vetar conteúdo”, criticou.

    Defesa

    O líder do governo, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), defendeu a proposta. Ele disse que a oposição estaria usando a regulamentação da neutralidade como justificativa contra o texto. “[A oposição] está tentando atribuir interesse menor ao ponto do projeto de fazer apenas o que a Constituição determina [a regulamentação da lei]”, argumentou.

    Apesar de ser da oposição, o líder do Psol, deputado Ivan Valente (SP), também defendeu o marco civil. “A lei precisa ser regulamentada, e isso não pode ser feito por outro processo que não seja decreto”, disse. Para ele, a discussão da neutralidade está sendo contaminada pelas empresas de telefonia, interessadas na venda segmentada de acesso à internet.

    Ampliação de direitos

    O deputado Jorge Bittar (PT-RJ) ressaltou que o marco civil vai ampliar os direitos e garantias dos cidadãos que navegam diariamente na rede. “A internet não é mais aquele universo romântico, é uma esfera em que interesses de grandes empresas e provedores de internet atuam. Portanto, a regulamentação desse espaço é vital para garantir a privacidade dos cidadãos”, disse.

    Deputados do PT ressaltaram que o marco civil é necessário para garantir os direitos na internet. O deputado Fernando Ferro (PT-PE) lembrou que os dados dos usuários brasileiros já circulam pelas empresas sem proteção. “O que estamos discutindo é como a sociedade brasileira pode interferir para ter algum grau de privacidade”, disse.

    Para o líder do PT, deputado Vicentinho (SP), segmentar a rede pode inviabilizar organizações sociais. “A não regulamentação põe em risco a natureza descentralizada, livre e neutra da internet. Não queremos transformar a internet em uma TV a cabo segmentada para os ricos. Sem a internet neutra, os movimentos sociais correm o risco de serem abortados”, disse.

    A discussão em Plenário não foi encerrada, e a proposta volta à pauta na próxima terça-feira (25). Até lá, as bancadas terão tempo para apresentar emendas tentando mudar o projeto ou destaques para excluir pontos sem consenso.

  • Acordo permite que PEC da Zona Franca de Manaus seja votada hoje pela Câmara

    A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (19), em primeiro turno, a proposta que prorroga os benefícios da Zona Franca de Manaus até 2073. O texto aprovado em Plenário é o da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 103/2011, do Poder Executivo. Foram 364 votos a favor e três contra, com três abstenções.

    A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (19), em primeiro turno, a proposta que prorroga os benefícios da Zona Franca de Manaus até 2073. O texto aprovado em Plenário é o da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 103/2011, do Poder Executivo. Foram 364 votos a favor e três contra, com três abstenções.

    A votação em segundo turno da proposta será marcada somente depois que os partidos concordarem sobre a aprovação de projetos que tratam da vigência das áreas de livre comércio na Região Norte do País e da nova Lei de Informática. A prorrogação dessa lei constava da PEC 506/2010, de autoria do Senado, que tramita em conjunto com a PEC 103.

    Para o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, a votação em segundo turno da PEC precisará, além do acordo quanto ao mérito, do compromisso do governo de não vetar os demais temas. “Eu, como presidente da Câmara, assumo o compromisso de não colocar em votação no segundo turno enquanto não houver o equacionamento dessas questões.”

    Para o deputado Pauderney Avelino (DEM-AM), a prorrogação da Zona Franca é essencial. “O estado do Amazonas vive da receita da Zona Franca de Manaus. O governo brasileiro, nos últimos dez anos, recebeu mais de R$ 50 bilhões de tributos arrecadados na Zona Franca de Manaus. Se não houvesse o benefício fiscal, não haveria esse volume de negócios”, afirmou.

     

    Livre comércio

     

    O líder do governo, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), explicou que o acordo entre os partidos previu a votação apenas da prorrogação da Zona Franca, porque as outras matérias não podem ser tratadas na Constituição. “As áreas de livre comércio precisam de regras homogêneas para evitar confrontos no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC). No Acre, o prazo é indeterminado. Em Roraima, é por 30 anos”, declarou.

    Da mesma maneira, Chinaglia disse que a prorrogação dos benefícios da Lei de Informática (Lei nº 11.077/2004) não poderia ocorrer por meio de PEC por causa do vício de iniciativa. “A proposta do governo é de prorrogação por dez anos”, lembrou o líder do governo.

    O líder do DEM, deputado Mendonça Filho (PE), é autor do Projeto de Lei nº 6727/2013, que prorroga a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em 70% para as empresas de informática até 31 de dezembro de 2029. Essa redução hoje está prevista até 2019.

     

    Redução de impostos

     

    A Lei nº 11.077/2004 prorroga, até 2019, benefícios previstos em leis anteriores para empresas fabricantes de bens de informática (computadores pessoais, discos de memória, circuitos eletroeletrônicos, etc).

    Os benefícios são na forma de redução do IPI, com aplicação mínima do faturamento bruto anual em atividades de pesquisa e desenvolvimento.

    Essa redução procura manter empresas do setor em outros estados que possuem polos tecnológicos, e que, de outra forma, migrariam para Manaus em busca dos benefícios da Zona Franca.

     

  • Boletim Informativo Diário (BID) 052/2014

    DESTAQUES:

    Autorizada a portabilidade de financiamentos habitacionais concedidos com recursos do FGTS

    Arquivado pedido de Alteração Estatutária do Sindicato do Comércio Atacadista e Distribuidores do Estado do Amapá – SCAGAP

    Fecomércio-TO comunica que no dia 28 de abril de 2014 serão realizadas Eleições para o mandato 2014/2018

    Fecomércio-RJ comunica que foram registradas chapas concorrentes às eleições do dia 29 de abril de 2014

  • TV CNC – Novidades e tendências do Varejo

    A TV CNC mostra quais serão as tendências para o varejo no futuro, apresentadas no maior evento do setor, a Retail’s Big Show 2014, a feira mundial de novidades para o varejo em Nova York, promovida pela National Retail Federation (NRF).

    A TV CNC mostra quais serão as tendências para o varejo no futuro, apresentadas no maior evento do setor, a Retail’s Big Show 2014, a feira mundial de novidades para o varejo em Nova York, promovida pela National Retail Federation (NRF).

  • Marco civil será votado na terça sem acordo sobre regulamentação da neutralidade

    O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse nesta manhã que os líderes partidários concordam com o princípio da neutralidade de rede previsto no Projeto do marco civil da internet (PL 2.126/2011). Segundo esse princípio, fica proibida a venda de pacotes diferenciados por serviços pelos provedores de acesso ou o bloqueio de alguns sites ou aplicativos pelas empresas que gerenciam conteúdo (provedores de aplicação).

    A divergência, segundo Cardozo, estaria em relação a como essa neutralidade será regulamentada. O governo quer ter a possibilidade de regulamentar a Lei por decreto. Já a oposição quer que o próprio texto da Lei trate de todos os aspectos da neutralidade.

    Polêmica

    A neutralidade de rede é o ponto mais polêmico do marco civil da internet. Em busca de um acordo, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, desde ontem tem defendido a votação da proposta na próxima terça-feira (25).

    Hoje os deputados vão apenas começar a discutir o parecer do deputado Alessandro Molon (PT-RJ), que foi lido no Plenário no dia 12 de fevereiro. Tanto o DEM como o PMDB apresentaram emendas com textos alternativos ao parecer, com mudanças no conceito de neutralidade.

    O governo insiste em manter a regulamentação da neutralidade por decreto. Segundo o ministro, essa é uma competência privativa do presidente da República e, portanto, deveria ser regulamentada por decreto.

    Segundo Cardozo, o governo vai manter a regulamentação por decreto, mas, antes de editá-lo, a presidente Dilma Rousseff terá de ouvir a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e o Comitê Gestor da Internet. “Para ouvir tanto a sociedade quanto um órgão técnico”, esclarece o ministro. A necessidade de ouvir esses setores deverá constar no Projeto.

    Data centers

    Já em relação aos data centers, a negociação avançou um pouco mais. O líder do DEM, deputado Mendonça Filho (PE), disse que o governo vai retirar do Projeto do marco civil a obrigatoriedade de usar data centers localizados no Brasil para armazenar dados de navegação realizada no País. “Seria um ônus a mais para o usuário da internet”, explicou o líder, comemorando o que considerou uma conquista da oposição.

    Esse era um dos pontos mais polêmicos da proposta. A exigência não constava do texto original; foi incluída pelo relator, deputado Alessandro Molon, após o escândalo da espionagem dos Estados Unidos em diversos países.

    “Não houve flexibilização de nenhum ponto, apenas uma maior clareza de redação para produzir um acordo”, explicou o líder do governo na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP). Ele ressaltou que o texto deixará claro que as empresas que coletam dados e informações de brasileiros serão regidas pelas leis brasileiras.

     

  • Empresas têm até sexta-feira para entregar a Rais 2013

    ermina na sexta-feira (21) o prazo legal para entrega da declaração da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), ano-base 2013. Todos os empregadores devem declarar a RAIS, com ou sem empregados, com registro ou não nas juntas comerciais, e preciso relacionar os empregados contratados sob o regime da CLT, por prazo indeterminado ou determinado, inclusive os contratados a título de experiência.

    ermina na sexta-feira (21) o prazo legal para entrega da declaração da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), ano-base 2013. Todos os empregadores devem declarar a RAIS, com ou sem empregados, com registro ou não nas juntas comerciais, e preciso relacionar os empregados contratados sob o regime da CLT, por prazo indeterminado ou determinado, inclusive os contratados a título de experiência.

    O empregador que não entregar a Rais no prazo legal ficará sujeito à multa a partir de R$ 425,64, acrescidos de R$ 106,40 por bimestre de atraso, dependendo da quantidade de funcionários da empresa.

    Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em 2012, foram informados à coordenação da Rais/MTE um total de 73.326 milhões vínculos empregatícios, enviados por 7.885.436 estabelecimentos em todo país. A expectativa para o ano de 2013 é que 8 mil estabelecimentos informem a Rais, totalizando 75 mil vínculos empregatícios.

    Certificação Digital

    A partir desse ano, todos os estabelecimentos que possuírem onze (11) ou mais vínculos empregatícios deverão transmitir a declaração utilizando um certificado digital válido pelo padrão ICP Brasil. A obrigatoriedade também inclui os órgãos da Administração Pública.

    As declarações poderão ser transmitidas com o certificado digital de pessoa jurídica (nome do estabelecimento), ou com certificado digital do responsável pela entrega da declaração, que pode ser um CPF ou um CNPJ. Para os estabelecimentos que não se enquadram nessa obrigatoriedade, o uso do certificado digital para transmissão da declaração continuará facultativa.

    A RAIS, criada pela Instituída pelo Decreto nº 76.900, de 23/12/75, tem o objetivo de possibilitar o controle da atividade trabalhista no País; prover dados para a elaboração de estatísticas do trabalho; e a disponibilizar informações do mercado de trabalho às entidades governamentais.

    Para mais informações sobre a Rais visite o site do MTE: http://portal.mte.gov.br/rais/

  • Boletim Informativo Diário (BID) 051/2014

    DESTAQUES:

    SRF dispõe sobre os preços praticados nas operações de compra e de venda de bens, serviços ou direitos efetuadas por pessoa física ou jurídica residente ou domiciliada no Brasil, com pessoa física ou jurídica residente ou domiciliada no exterior

    Sancionada Lei do Estado do Rio de Janeiro proibindo o ingresso ou permanência de pessoas utilizando capacete nos estabelecimentos comerciais, públicos ou aberto ao público, como também nos prédios que funcionam no sistema de condomínio

  • Novo Código do Consumidor: relatório será apresentado nesta quarta

    A Comissão Temporária de Modernização do Código de Defesa do Consumidor (CDC – Lei 8.078/1990) reúne-se nesta quarta-feira (19), às 14 horas, para votar seu relatório final. Criada em agosto de 2012, a Comissão é presidida pelo senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e tem o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) como relator. Para a atualização da legislação, os senadores estudaram três projetos de lei (PLS 281, 282 e 283, de 2012), apresentados pela comissão especial de juristas que analisou o tema.

    A Comissão Temporária de Modernização do Código de Defesa do Consumidor (CDC – Lei 8.078/1990) reúne-se nesta quarta-feira (19), às 14 horas, para votar seu relatório final. Criada em agosto de 2012, a Comissão é presidida pelo senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e tem o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) como relator. Para a atualização da legislação, os senadores estudaram três projetos de lei (PLS 281, 282 e 283, de 2012), apresentados pela comissão especial de juristas que analisou o tema.

    O relatório já foi apresentado no final do ano passado, mas, segundo o relator, foram necessários ajustes no texto. Ele ressalta, porém, que não há mudanças na essência da proposta. Ferraço acrescenta que o texto manteve as “preocupações em relação às adequações que este código precisa ter para enfrentar os problemas contemporâneos da população brasileira”.

    O senador prevê que na reunião de quarta deverá haver pedido de vista coletivo, mas reafirma que sua expectativa é de concluir os trabalhos até o fim de março – prazo final da comissão. Ferraço lembra que, no ano passado, foram realizadas muitas audiências públicas sobre o tema, com a participação de entidades ligadas à defesa do consumidor. “Este relatório não é da minha lavra. É um relatório que foi construído de forma coletiva”, enfatiza o senador.

    Para Ferraço, é importante modernizar o CDC. Ele lembra que, quando o código foi publicado, há mais de 20 anos, o comércio eletrônico era “irrelevante”, e hoje é uma ferramenta cada vez mais utilizada. Assim, argumenta o relator, é preciso que se estabeleçam limites, deveres e responsabilidades na compra e na venda de produtos e serviços que são ofertados pela plataforma eletrônica.

    “Nosso compromisso fundamental é incorporar pontos que possam representar avanços às conquistas que foram asseguradas no nosso código”, diz o senador, acrescentando que o CDC é respeitado e já foi “apropriado” pela população brasileira.

     

    Principais pontos

     

    Ricardo Ferraço destaca o comércio eletrônico, as ações coletivas, a questão do superendividamento e o fortalecimento dos Procons como os pontos principais do seu relatório. Os três projetos analisados pela Comissão são fruto do trabalho de uma comissão especial de juristas criada em dezembro de 2010, presidida pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Herman Benjamin. A comissão especial realizou 37 audiências públicas com senadores, procuradores e organismos de defesa do consumidor.

    O PLS 281/2012 regulamenta as compras pela internet, ao criar uma nova seção no código para tratar de comércio eletrônico. As novas regras tratam da divulgação dos dados do fornecedor; da proibição de spams; do direito de arrependimento da compra, ampliado de 7 para 14 dias; e das penas para práticas abusivas contra o consumidor.

    Outro projeto, o PLS 283/2012, trata do crédito ao consumidor e previne o superendividamento. Entre as medidas propostas no texto estão a proibição de publicidade com referência a expressões como “crédito gratuito”, “sem juros”, “sem acréscimo”; a exigência de informações claras e completas sobre o serviço ou produto oferecido; a criação da figura do “assédio de consumo”, quando há pressão para que o consumidor contrate o crédito; e a criação da “conciliação”, para estimular a renegociação das dívidas dos consumidores.

     Já o PLS 282/2012 disciplina as ações coletivas. A proposta assegura a agilidade do andamento na Justiça e prioridade para o julgamento, além de garantir eficácia nacional para a decisão dos casos, quando tiverem alcance em todo o território brasileiro. O novo texto do Código de Defesa do Consumidor ainda deve regulamentar o consumo sustentável, obrigando as empresas a fornecer informações sobre o impacto ambiental dos produtos e o correto descarte deles após a sua vida útil. O código também vai fortalecer os Procons, órgãos que, por meio de conciliação, resolvem questões entre consumidores e fornecedores de produtos e serviços.