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  • Abril e CNC divulgam pesquisa sobre o perfil do turista brasileiro

    A maioria dos turistas brasileiros pertence às classes A e B, tem entre 31 e 40 anos e coloca a qualidade dos serviços antes do preço. Esse perfil foi traçado pela pesquisa “Quem é o Viajante Brasileiro”, realizada pela Editora Abril com apoio da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo e do IBOPE. Os dados inéditos foram divulgados no 39° Congresso Brasileiro de Agentes de Viagens, no dia 20 de outubro.      

    A maioria dos turistas brasileiros pertence às classes A e B, tem entre 31 e 40 anos e coloca a qualidade dos serviços antes do preço. Esse perfil foi traçado pela pesquisa “Quem é o Viajante Brasileiro”, realizada pela Editora Abril com apoio da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo e do IBOPE. Os dados inéditos foram divulgados no 39° Congresso Brasileiro de Agentes de Viagens, no dia 20 de outubro.      

    Representando a CNC, o gerente de projetos estratégicos do Senac, Antônio Henrique Borges Paula, afirmou que os dados representam um “antes e depois” no turismo nacional. “De posse dessas informações, o empresariado pode estruturar a sua oferta de serviços, uma vez que o cliente é o melhor cartão de visitas do estabelecimento. Claro que grande parte disso vem de uma esfera cultural, já que o Brasil tem tanto a oferecer naturalmente, mas a adequação às necessidades dos turistas é de suma importância no atual cenário do turismo nacional”, disse Antonio Henrique.

    O levantamento foi realizado com base em entrevistas com leitores da revista Viagem e Turismo. Segundo Caco de Paula, editor do Núcleo de Turismo da Editora Abril, a experiência dos leitores em suas próprias viagens garante o diferencial da pesquisa. “Os dados estão mais voltados para a percepção dos turistas sobre os produtos e serviços oferecidos, porque foi essa a visão geral que tivemos nos resultados. Os leitores da revista são turistas ativos e que podem relatar com confiabilidade aquilo que vivenciaram”, afirmou.

    Classe C ainda viaja pouco

    A pesquisa revelou que a Classe C emergente ainda viaja bem pouco pelo Brasil, representando apenas 4% de todos os turistas. Segundo Caco de Paula, a nova classe média ainda não se acostumou em realizar viagens constantes, o que pode ser um alerta aos empresários para focarem nesse nicho. “Os produtos e serviços ainda não são totalmente voltados para a classe C. O setor ainda está se adaptando aos novos consumidores, o que pode trazer uma nova linha de investimento”, concluiu.

    Ainda segundo o levantamento, o turista brasileiro viaja em média duas vezes por ano, sendo que 41% viajam três vezes ou mais no período. Entre os entrevistados, 81% já viajaram para o exterior e destinos de praia, e as grandes cidades lideram a preferência dos viajantes. Nos últimos cinco anos, 94% viajaram de avião, 82% hospedaram-se em hotéis, 73% compraram pacotes turísticos e 57% alugaram automóveis.

    Foram ouvidas mais de 10 mil pessoas em 17 estados brasileiros e o Distrito Federal. A metodologia ouviu a opinião dos leitores da Viagem e Turismo sobre destinos, serviços e estabelecimentos, além de hábitos de viagem, avaliação de concorrentes e características específicas sobre resorts, cruzeiros, operadoras de viagens, entre outros.

    Veja na íntegra os resultados da pesquisa sobre o perfil do viajante brasileiro, realizada em parceria pela CNC, Editora Abril e IBOPE.

  • Pesquisa “Quem é o Viajante Brasileiro”

    Levantamento inédito, realizado pela CNC em parceria com o Grupo Abril e IBOPE, mostra os hábitos do turista brasileiro e suas percepções sobre os produtos e serviços oferecidos.

    Levantamento inédito, realizado pela CNC em parceria com o Grupo Abril e IBOPE, mostra os hábitos do turista brasileiro e suas percepções sobre os produtos e serviços oferecidos.

  • Senac participa de competição internacional de educação

    O Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) participou da 41ª edição do WorldSkills, a maior competição de educação profissional e tecnológica do mundo, que aconteceu entre os dias 4 e 8 de outubro, em Londres. Competiram 51 países em 46 áreas de formação profissional, com a participação de mais de 900 jovens.

    O Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) participou da 41ª edição do WorldSkills, a maior competição de educação profissional e tecnológica do mundo, que aconteceu entre os dias 4 e 8 de outubro, em Londres. Competiram 51 países em 46 áreas de formação profissional, com a participação de mais de 900 jovens.

    A delegação brasileira ficou em segundo lugar no quadro comparativo de média total de pontos por número de competidores (média de 1,88 medalha/competidor) e obtendo a quarta colocação por número de medalhas. Foram 11 medalhas – seis de ouro, três de prata e duas de bronze – além de dez certificados de excelência.

    A equipe composta por cinco alunos do Senac e outros 23 alunos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), competiu em 25 categorias. Para auxiliar os alunos durante a competição, estiveram presentes representantes do Departamento Nacional e dos Departamentos Regionais da Bahia e do Rio Grande do Sul, além de professores e intérpretes.

    Entre os participantes, a baiana Laysa Barretto de Menezes, do Senac-BA, conquistou o quarto lugar na Ocupação de Cozinha, deixando 27 países pra trás. Já seu conterrâneo, Hemilton Heverton, ficou em 13° entre 23 competidores de Serviço de Restaurante. Jéssica Amaral e Renata Machado, do Rio Grande do Sul, ficaram em quinto entre 13 nas provas de Caring (Técnico em Enfermagem). A também gaúcha Daniela Mello ficou em 19º na disputa pela ocupação de Cabeleireiro que envolveu 25 jovens.

    A WorldSkills é uma oportunidade para jovens profissionais de diversos países trocarem conhecimentos técnicos e tecnológicos, além de experiências sobre suas ocupações. Mais do que medalhas e certificados de excelência, os competidores são referência internacional em suas profissões, os melhores em cada país. A participação é, portanto, uma importante credencial para o mercado de trabalho. A próxima edição será em 2013, em Leipzig, na Alemanha. 

  • Parecer sobre terceirização deve ser votado em 15 dias pela Câmara dos Deputados

    O projeto que regulamenta o trabalho terceirizado no Brasil – Projeto de Lei (PL) nº 4.330/2004) – deverá ser votado em 15 dias na comissão especial que analisa o tema na Câmara dos Deputados. O relator da matéria, deputado Roberto Santiago (PV-SP), apresentou seu relatório final na quarta-feira (19/10). Porém, um pedido de vista feito por cinco deputados adiou a votação do texto.

    O projeto que regulamenta o trabalho terceirizado no Brasil – Projeto de Lei (PL) nº 4.330/2004) – deverá ser votado em 15 dias na comissão especial que analisa o tema na Câmara dos Deputados. O relator da matéria, deputado Roberto Santiago (PV-SP), apresentou seu relatório final na quarta-feira (19/10). Porém, um pedido de vista feito por cinco deputados adiou a votação do texto.

    O presidente da comissão especial, deputado Sandro Mabel (PR-GO), se comprometeu a promover uma reunião na próxima quarta-feira (26/10) para que representantes das centrais sindicais e de entidades patronais negociem mudanças no substitutivo apresentado pelo relator aos 26 projetos sobre a terceirização que tramitam na Câmara.

    Santiago afirmou ter elaborado um marco regulatório mais genérico sobre a prestação de serviços, porque, se fosse mais específico, não conseguiria aprovar o texto. O relator afirmou que existe pressão, a seu ver, legítima, dos vários setores afetados pela proposta. “A legislação brasileira não trata da terceirização. Esse projeto ficou pequeno, ele tem poucos artigos, poucos incisos, poucos parágrafos. O texto foi construído justamente para atender, em certa medida, aos pontos indicados pelas entidades que participaram dos debates”, explicou Santiago.

    A comissão especial que estuda o trabalho terceirizado tem, entre seus integrantes, o deputado Laércio Oliveira (1º vice-presidente), que é vice-presidente da CNC. A matéria tem caráter prioritário no acompanhamento da Assessoria Legislativa da Confederação.

  • Comissão realiza audiência para debater pagamento de vale-transporte

    A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio (CDEIC) promoveu nesta quarta-feira (19/10) audiência pública para instruir o Projeto de Lei (PL) nº 6.851/2010 (PLS 228/2009, no Senado), de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), que extingue a cobrança de até 6% do salário do trabalhador para custear o vale-transporte. Pela proposta do Senado, só o patrão pagaria pela locomoção de seus funcionários. Sindicalistas, representantes de confederações patronais e do Ministério do Trabalho divergiram a respeito da matéria.

    A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio (CDEIC) promoveu nesta quarta-feira (19/10) audiência pública para instruir o Projeto de Lei (PL) nº 6.851/2010 (PLS 228/2009, no Senado), de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), que extingue a cobrança de até 6% do salário do trabalhador para custear o vale-transporte. Pela proposta do Senado, só o patrão pagaria pela locomoção de seus funcionários. Sindicalistas, representantes de confederações patronais e do Ministério do Trabalho divergiram a respeito da matéria.

    Segundo dirigente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Luiz Gonzaga Negreiros, o vale-transporte mudou desde sua criação em 1985, o que justifica a aprovação da proposta. “Naquela época, existia a confecção do papel, o transporte, a guarda [dos vales-transportes]. Hoje não tem mais nada disso.”

    Os representantes das confederações do comércio e da indústria, no entanto, afirmam que, se o trabalhador deixar de pagar a sua parcela no vale-transporte, vai aumentar o custo para o empregador, encarecer o contrato de trabalho e incentivar fraudes, como o pagamento de benefício a quem não usa transporte público.

    O advogado da Divisão Sindical da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Alain Mac Gregor, afirma que a proposta prejudica também os trabalhadores, além das pequenas empresas. “97,2% das empresas são microempresas e empresas de pequeno porte, que tem um lucro muito pequeno, considerando a quantidade de impostos e tributos que são cobrados desses empregadores. Isso poderia ser um estímulo à contratação informal.”

    O auditor fiscal da Secretaria de Inspeção do Trabalho, Daniel de Matos Sampaio, discordou do advogado. “As pequenas e microempresas devem buscar junto às suas representações no Congresso o estabelecimento de alguns benefícios fiscais em virtude do porte delas. Agora, isso não deve se refletir no fato de você ter um trabalhador com um desconto maior em seu salário.”

    Tramitação

    Depois de ser votado na CDEIC, a proposta ainda precisa ser analisada pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público (CTASP); e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).

  • Comissão aprova jornada de seis horas diárias para digitadores e operadores de telemarketing

    A Assessoria Legislativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) acompanha o Projeto de Lei (PL) nº 1.686/2011, de autoria do deputado Antônio Roberto (PV-MG), que altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT – Decreto Lei 5452/43) para estabelecer jornada de trabalho de 6 horas diárias e 36 horas semanais para digitadores e operadores de telemarketing. De acordo com o texto, os digitadores ainda passariam a ter direito a repouso de 10 minutos, não deduzidos da duração normal de trabalho, a cada período de 90 minutos trabalhados de forma ininterrupta.

    A Assessoria Legislativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) acompanha o Projeto de Lei (PL) nº 1.686/2011, de autoria do deputado Antônio Roberto (PV-MG), que altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT – Decreto Lei 5452/43) para estabelecer jornada de trabalho de 6 horas diárias e 36 horas semanais para digitadores e operadores de telemarketing. De acordo com o texto, os digitadores ainda passariam a ter direito a repouso de 10 minutos, não deduzidos da duração normal de trabalho, a cada período de 90 minutos trabalhados de forma ininterrupta.

    A matéria foi aprovada na quarta-feira (19/10) pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio (CDEIC). O relator na CDEIC, deputado Carlos Roberto (PSDB-SP), afirma que, em razão de características próprias, tanto a ocupação de digitador quanto a de operador de telemarketing merecem tratamento diferenciado em relação às condições de trabalho.

    “Os operadores de telemarketing e os digitadores, devido à repetição de movimentos e à permanência em uma mesma posição por longos períodos, estão suscetíveis a uma série de doenças ocupacionais, dentre as quais lesões por esforços repetitivos (LER) e outros problemas ortopédicos”, observou.

    Tramitação

    O projeto tem caráter conclusivo e segue para análise pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público (CTASP); e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).

  • Sistema CNC-SESC-SENAC edita publicações sobre funcionamento das entidades

    O Sistema CNC-SESC-SENAC tomou a iniciativa de editar recentemente duas publicações que contribuem para reafirmar um dos compromissos fundamentais da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que é manter a sociedade informada sobre o papel e a atuação do Sistema.

    O Sistema CNC-SESC-SENAC tomou a iniciativa de editar recentemente duas publicações que contribuem para reafirmar um dos compromissos fundamentais da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que é manter a sociedade informada sobre o papel e a atuação do Sistema.

    No livreto intitulado “SESC e SENAC – Patrimônios do Brasil”, o objetivo é mostrar que a transparência é um requisito básico na administração dessas duas entidades, tão importantes para o desenvolvimento do País e para o bem-estar da população. Formulada na estrutura de perguntas e respostas, a publicação esclarece como são arrecadados, administrados e aplicados os recursos destinados ao SESC e ao SENAC, ressaltando os mecanismos de controle e as formas de divulgação dos resultados alcançados.

    A segunda publicação, também editada no formato de um livreto com perguntas e respostas, sob o título “Onde tem turismo, tem CNC-SESC-SENAC”, mostra de que forma o Sistema vem contribuindo decisivamente para o desenvolvimento do setor turístico brasileiro, com benefícios não apenas para os empresários, mas também para a população em geral. As duas publicações ajudam a deixar mais claros aos diversos setores, entre eles o legislativo, aspectos que não podem ser esquecidos ou mal compreendidos na nossa relação com a sociedade.

    Acesse a versão eletrônica do folder com as ações e o funcionamento do SESC e do SENAC. Veja também o folder “Onde tem Turismo, tem CNC-SESC-SENAC”, sobre as ações do Sistema em prol do turismo nacional.

  • MP do Fundo de Financiamento à Exportação segue à análise do Senado

    Na noite de ontem (19/10), o Plenário da Câmara aprovou simbolicamente a Medida Provisória 541/11, que cria o Fundo de Financiamento à Exportação (FFEX) para atender especificamente às micro, pequenas e médias empresas exportadoras e reformula as atribuições do Inmetro. A matéria, aprovada na forma de um projeto de lei de conversão, será enviada para análise do Senado.

    Na noite de ontem (19/10), o Plenário da Câmara aprovou simbolicamente a Medida Provisória 541/11, que cria o Fundo de Financiamento à Exportação (FFEX) para atender especificamente às micro, pequenas e médias empresas exportadoras e reformula as atribuições do Inmetro. A matéria, aprovada na forma de um projeto de lei de conversão, será enviada para análise do Senado.

    Entre as principais mudanças feitas pelo relator, deputado Ratinho Júnior (PSC-PR), está a inclusão dos fabricantes de equipamentos e insumos de reabilitação e acessibilidade entre as empresas beneficiadas com empréstimos a juros subsidiados pela União.

    O benefício foi proposto em emenda da deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP) e de outros deputados da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

    Reserva de 50%

    Outra novidade introduzida por Ratinho Júnior é a reserva de um mínimo de 50% dos recursos do novo fundo para as micro e pequenas empresas exportadoras. Caso não haja procura para esses recursos ou as empresas sejam inabilitadas, eles poderão ser direcionados às empresas de maior porte.

    A União participará do fundo com um aporte inicial de R$ 1 bilhão para formar seu patrimônio usando títulos públicos, moeda corrente ou participações minoritárias em empresas por ela controladas.

    Segundo o governo, o objetivo é agilizar o processo de financiamento das exportações para as empresas desse porte que, atualmente, precisam competir com empresas maiores pelos recursos do Programa de Financiamento às Exportações (Proex). O fundo também terá taxas de financiamento atrativas para o setor que serão definidas pelo seu estatuto, assim como os critérios, níveis de rentabilidade e de risco.

    Um banco federal administrará o fundo e representará judicialmente a União.

    Para 2011, o montante aplicado no fundo será descontado do limite destinado ao Proex. Nos anos seguintes, os recursos necessários serão previstos nos projetos de lei orçamentária.

    A MP atribui ao Conselho Monetário Nacional (CMN) a competência para estabelecer os limites de financiamentos com juros subsidiados que poderão ser concedidos pelo BNDES e pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

    Novos cargos no MDIC

    Para fazer frente ao aumento de atribuições do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, devido às medidas de estímulo à indústria, o governo propõe a criação de 120 cargos efetivos para o órgão. Os cargos da carreira de analista de Comércio Exterior serão preenchidos por concurso público. O governo calcula as despesas com os novos contratados em R$ 25,3 milhões anuais, mas o impacto só será efetivo depois de realizados os concursos.

  • Conselho de Turismo da CNC lança livro sobre turismo náutico na Abav 2011

    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) lançou em 19 de outubro, no primeiro dia da 39ª edição do Congresso Brasileiro de Agências de Viagens, promovido pela Abav (Associação Brasileira dos Agentes de Viagens), o livro Turismo Náutico – Busca da regulamentação dos cruzeiros marítimos do País.

    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) lançou em 19 de outubro, no primeiro dia da 39ª edição do Congresso Brasileiro de Agências de Viagens, promovido pela Abav (Associação Brasileira dos Agentes de Viagens), o livro Turismo Náutico – Busca da regulamentação dos cruzeiros marítimos do País.

    A publicação é resultado dos debates realizados pelo Conselho sobre o tema junto a especialistas do setor. “Ao leitor, deixamos diversas opiniões e informações relevantes, capazes de mostrar um turismo náutico não voltado para lucros de ocasião, mas para empreendimentos duradouros e comprometidos com as populações locais, com a preservação ambiental e com a sustentabilidade negocial”, afirma o presidente da CNC, Antonio Oliveira Santos, em mensagem na abertura do livro, que é encaminhado para agentes do trade, universidades, parlamentares e autoridades.

    “O livro é resultado de um trabalho intenso do Conselho de Turismo da CNC, com geração de ideias consolidadas e subsídios para o crescimento do turismo nacional. É uma coletânea de dados e depoimentos de quem atua na área”, disse o presidente do Conselho de Turismo da Confederação, Alexandre Sampaio de Abreu. O tema atual de debate no órgão é Turismo Receptivo e a Capacitação Profissional.

    André Pousada, vice-presidente administrativo da Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Abremar), elogiou a iniciativa. “Ações como essa são muito eficazes para trazer à tona informações sobre o funcionamento do setor”, disse. Segundo o executivo, é necessário que agentes do trade, autoridades públicas, usuários e outros segmentos do turismo entendam a atividade, que ainda não conta com uma lei específica. “Muitas vezes profissionais de outros segmentos defendem as mesmas ideias que nós, como a diminuição da carga tributária. Sem acesso à informação não podemos consensar objetivos e unificar reivindicações”, afirmou Pousada.

    O Sistema CNC-SESC-SENAC participa do congresso da Abav, no pavilhão de exposições no Rio de Janeiro, com um estande no Pavilhão 3 (azul), que exibe uma exposição sobre as ações desenvolvidas em prol do turismo brasileiro.

    Abertura

    A cerimônia de abertura do congresso, que vai de 19 a 21 de outubro, teve a presença do ministro do Turismo, Gastão Vieira, do presidente da Abav, Carlos Alberto Amorim, do prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, e da ministra da Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário. Durante a cerimônia, foi firmado um termo de compromisso entre a Abav, a Secretaria dos Direitos Humanos e a Fundação Xuxa Meneghel, representada pela própria apresentadora, em prol do combate à exploração sexual de menores.

  • Tsunami demográfico – O fantasma de Malthus (Jornal do Commercio de 20 de outubro de 2011)

    Antonio Oliveira Santos
    Presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo

    Antonio Oliveira Santos
    Presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo

    A Organização das Nações Unidas (ONU) acaba de anunciar ao Mundo que a população da Terra alcançou a cifra dos 7 bilhões de habitantes, três vezes mais desde que a ONU foi criada, em 1945. Mantida a mesma dinâmica, chegaremos a 9 bilhões, em 2045, produzindo enorme pressão sobre os recursos naturais e a oferta de alimentos, e pondo em cheque o conceito de desenvolvimento sustentável. Na expressão cunhada por Galbraith, da “sabedoria convencional”, vale dizer que a água será o fator escasso do século XXI.

    Essa constatação sobre o caráter exponencial do crescimento populacional, feita pelos demógrafos da ONU, nos remete, inevitavelmente, à figura do economista Thomas Malthus, membro eminente da Escola Clássica Inglesa do século XIX e doublé de pastor protestante. Em seus ensaios, Malthus verificou que entre 1650 e 1850 o ritmo do crescimento populacional dobrou, na esteira da Revolução Industrial,com acentuada melhoria das condições de vida nos centros urbanos. Contudo, esse crescimento populacional não seria sustentável, pois a produção de alimentos se expandiria numa progressão aritmética, ao passo que a população aumentaria em progressão geométrica. Essa diferença de ritmos seria a causa da fome endêmica e das guerras e um “equilíbrio natural” seria alcançado em conseqüência das altas taxas de mortalidade.

    Obviamente, no modelo de Malthus não havia espaço para a enorme expansão do comércio internacional de grãos, fruto da expansão do transporte marítimo e, menos ainda, para o avanço tecnológico e as inovações da biotecnologia. É da segunda metade do século XX a “revolução verde” que, através das variedades de alto rendimento, libertou a Índia da importação de arroz e deu a Norman Borlaugh o Prêmio Nobel. Num passo adiante ao da seleção de variedades, os transgênicos representaram um novo marco na agricultura.

    Vistos de outro ângulo, os progressos da medicina aumentaram em muito a esperança de vida ao nascer. De Edward Jenner (varíola) a Jonas Sabin (pólio), as descobertas científicas no campo da saúde pública explicam, em larga medida, o envelhecimento das populações dos países mais desenvolvidos e de nível intermediário de desenvolvimento. Em contraste, há outros países menos desenvolvidos que ostentam verdadeiros bolsões de pobreza, como no Continente Africano, onde as guerras tribais e a fome reduzem a esperança de vida ao nascer bem abaixo dos cinqüenta anos.

    Nos países mais populosos como a China e a Índia, o crescimento populacional está sendo regulado pelo controle da natalidade ou planejamento familiar. Não obstante, no caso da Índia, a população dobrou na segunda metade do século XX.

    Ao examinar a dinâmica populacional, os demógrafos consideram que um país entra num estágio de “transição demográfica” quando tanto as taxas de natalidade como as de mortalidade passam a ser baixas. Esta é a situação do Brasil. Com efeito, a taxa de crescimento populacional de 3,5%, verificadas entre os Censos de 1940 e 1950, significava dobrar a população a cada período de vinte anos. Nos dias atuais, a taxa de crescimento é em média da ordem de1,17%, com acentuadas diferenças regionais: no Norte, 2,09%, no Nordeste, 1,07%, no Sudeste 1,05% no Sul 0,87% e no Centro Oeste 1,90%. Essas taxas espelham não só o arrefecimento da expansão demográfica como intenso movimento de migrações internas.

    Olhando para o futuro, a transição demográfica coloca o Brasil numa posição privilegiada, dado a extensão da fronteira agrícola, o clima favorável, a abundância de recursos hídricos e o domínio da tecnologia. O País ainda conta com o chamado “bônus demográfico”, significando a grande massa de pessoas em idade produtiva, no mercado de trabalho.

    Entretanto, numa visão do mundo globalizado, o Brasil não poderá sustentar sua atual situação econômica se o resto do mundo for mal, em termos de carências provocadas pelo crescimento populacional. O anúncio da ONU como antecipação do futuro é para ser levado a sério, até mesmo porque com os constantes progressos da Ciência e da Tecnologia há de haver um limite populacional que o planeta será capaz de suportar. Não basta a preocupação com a pobreza e a fome. A transição demográfica tem que ser pensada como política global, para que o fantasma de Malthus não venha a assombrar as gerações futuras.

     Jornal do Comércio, 20 de outubro de 2011