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  • Liderança na transformação organizacional

    A mudança organizacional às vezes é necessária para um melhor funcionamento de uma entidade, porém nem sempre as ações são conduzidas da melhor forma. Cerca de 70% dos esforços de mudanças nas organizações fracassam. Quem afirma é o acadêmico John Kotter, doutor em Comportamento Organizacional pela Harvard Business School, que explica, em uma teoria que engloba oito passos, como empresários e líderes podem comandar a transformação e promover a mudança.

    A mudança organizacional às vezes é necessária para um melhor funcionamento de uma entidade, porém nem sempre as ações são conduzidas da melhor forma. Cerca de 70% dos esforços de mudanças nas organizações fracassam. Quem afirma é o acadêmico John Kotter, doutor em Comportamento Organizacional pela Harvard Business School, que explica, em uma teoria que engloba oito passos, como empresários e líderes podem comandar a transformação e promover a mudança.

    De acordo com Kotter, o primeiro passo é promover o senso de urgência da mudança, fazendo com que os colaboradores compreendam o porquê dessa decisão. Para ele, 50% das empresas que fracassaram nas mudanças necessárias erraram logo no início do processo, quando deveriam inspirar as pessoas a trabalharem pela mudança. Kotter recomenda trazer as informações de fora para dentro e comportar-se com urgência todos os dias, além de saber como encontrar oportunidades diante da crise e lidar com respostas negativas.

    O segundo passo seria criar uma aliança administrativa com poder suficiente para lidar com a mudança, ou seja, criar uma coligação que reúna pessoas que sejam capazes de promover as ações responsáveis pela transformação, dividindo o peso da responsabilidade. Para constituir essa aliança, Kotter recomenda que as pessoas sejam de alta credibilidade e que a equipe precisa estar enquadrada entre quatro aspectos:

    • Posição de poder: capacidade de incentivar os “colaboradores-chave”, evitando o bloqueio das ações por parte dos resistentes;
    • Atuação: alinhamento das ideias por parte da equipe, para que as ações sejam tomadas de forma inteligente;
    • Credibilidade: o grupo deve ser respeitado e as suas decisões devem ser levadas a sério pelos demais colaboradores;
    • Liderança: característica essencial, já que eles irão conduzir o processo de mudança.

    “Uma aliança administrativa com bons gestores, porém com líderes pobres tende a produzir planos e não trabalhar a visão”, afirma Kotter. Ele completa dizendo que o segredo está em “construir o time certo e, em seguida, combinar um nível de confiança com um objetivo comum, em que a equipe acredita que pode resultar em uma aliança administrativa que tem a capacidade de fazer a mudança necessária acontecer, apesar de todas as forças de inércia”.

    Conduzir a mudança dentro da organização é essencial para a excelência na gestão sindical, de forma que cabe ao líder saber administrar a melhor forma de executá-la. Identificar as características de seus diretores e colaboradores e usar isso a seu favor facilita o processo de transformação dos sindicatos, além de conhecer bem a sua entidade.

    Em sua teoria, John Kotter ainda fala de outros seis passos que serão abordados futuramente, em uma série de artigos que serão divulgados pela revista HSM.

     

    Fonte HSM Management

  • Sala vip ou da tortura fiscal? (Jornal do Commercio, 21/01/2011)

    Antonio Oliveira Santos

    Presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo


    A imprensa noticiou que a Secretaria da Receita Federal iria criar um serviço de acompanhamento especial para os cinco mil maiores contribuintes do imposto de renda.

    Muitos contribuintes entenderam que seria uma espécie do programa de integração Fisco-Contribuinte, criado na gestão do Ministro Delfim Netto, da pasta da Fazenda, na década de 1960, se bem que tal programa se destinou, como mais apropriado, a todos os contribuintes e não apenas aos maiores.

    Tratar-se-ia, agora

    Antonio Oliveira Santos

    Presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo


    A imprensa noticiou que a Secretaria da Receita Federal iria criar um serviço de acompanhamento especial para os cinco mil maiores contribuintes do imposto de renda.

    Muitos contribuintes entenderam que seria uma espécie do programa de integração Fisco-Contribuinte, criado na gestão do Ministro Delfim Netto, da pasta da Fazenda, na década de 1960, se bem que tal programa se destinou, como mais apropriado, a todos os contribuintes e não apenas aos maiores.

    Tratar-se-ia, agora, de criar, nas Delegacias da Receita, uma espécie de “sala VIP”, com ar condicionado, água gelada e cafezinho, na qual o grande contribuinte pudesse merecer um atendimento especial, para orientá-lo quanto ao cumprimento de seus deveres fiscais, com obediência às leis tributárias, de modo a evitar não só falhas e omissões nas declarações de rendimentos e bens, como também as práticas denominadas por “evasão fiscal”. Tal medida, constituir-se-ia em fecho de ouro para a Receita Federal, no atual governo, e uma contribuição para a melhoria da arrecadação no governo da Presidenta Dilma Roussef.

    Todavia, com a publicação da Portaria nº RFB 2.356, de 14 de dezembro, os contribuintes tomaram conhecimento dos verdadeiros objetivos da nova medida. Trata-se, ao contrário do que se esperava, de um serviço destinado a conceber meios de verdadeira “tortura fiscal” dos grandes contribuintes do imposto de renda, aqueles que respondem por expressiva parcela da receita desse tributo (78%).

    A portaria declara, textualmente, tratar-se do “acompanhamento econômico-tributário diferenciado de pessoas jurídicas e de pessoas físicas”. Para esse fim, o novo Serviço “deverá utilizar dados e informações” não só “disponíveis nos sistemas informatizados da RFB”, mas também os “coletados em fontes externas”, não se definindo quais seriam tais fontes, nem se esclarecendo o alcance da expressão “externas”, o que pode significar a violação da intimidade e da vida privada, garantidas pela Constituição (art. 5º, X).

    Segundo a portaria, o novo serviço “deverá levar em conta” o “comportamento” do contribuinte “em relação aos tributos administrados pela RFB”. E caberá a uma Coordenação Especial organizar a lista das pessoas físicas e jurídicas a serem “acompanhadas”, editando, para isso, um “ato interno”, possivelmente secreto. A Receita divulgou, no entanto, que 5.140 pessoas físicas e 12.153 pessoas jurídicas foram enquadradas como “maiores contribuintes”.

    As pessoas físicas e jurídicas objeto do tratamento confessadamente “diferenciado”, serão acompanhados por “Equipes de Trabalho” – EQMAC (por que “EQMAC”?), cujos integrantes, entre outras prerrogativas, terão as de “contatar os contribuintes”, com vistas a “tratar de assuntos no interesse do acompanhamento econômico-tributário diferenciado”.  Ora, é surpreendente que um ato normativo, sem base legal expressa, atribua tais poderes a um funcionário fiscal, ou seja, uma espécie de estímulo à prática da corrupção ativa ou passiva, diante da evidente situação de fraqueza e pavor do contribuinte “contatado”.

    É inacreditável que tudo isso seja feito por simples portaria, com total violação do princípio constitucional da igualdade, tanto a de todos os cidadãos perante a lei, inclusive, é claro, a lei tributária, “sem distinção de qualquer natureza” (art. 5º, caput), como a igualdade entre os contribuintes em geral (art. 150, II).

    É claro que, diante da comprovação da hipótese de sonegação fiscal ou de evasão fiscal ilegal ou, mesmo, de inadimplência fiscal, o Fisco pode e tem o dever de instaurar o competente procedimento fiscal e aplicar as penalidades previstas em lei. Como também pode e deve dispensar tratamento enérgico a tais sonegadores, como aos grandes devedores do Fisco.

    O que não se pode admitir, no entanto, é submeter uma expressiva parcela dos contribuintes do imposto de renda – os que sejam considerados “grandes contribuintes” – a um tratamento desigual, vedado pela Constituição e, pior do que isso, a uma situação de constante ameaça e constrangimento, como se todos fossem potenciais sonegadores.

    Certamente, o Presidente Lula e a Presidenta Dilma Roussef não foram previamente informados sobre o ato inconstitucional, ilegal, inconveniente e inoportuno da Receita Federal.

    Publicado no Jornal do Commercio de 21/01/2011

  • Federações avaliam adesão ao SEGS

    Após aderir ao SEGS em 2009, a Fecomércio-MS  já contabiliza bons resultados. “Precisávamos de uma ferramenta de gestão que desse suporte a nova proposta de trabalho da federação, definida em seu Plano Estratégico 2010-2020”, afirma o presidente da entidade, Edison Ferreira de Araújo. Segundo ele, a implementação do SEGS permite uma atuação mais planejada, organizada e coordenada da entidade.

    Após aderir ao SEGS em 2009, a Fecomércio-MS  já contabiliza bons resultados. “Precisávamos de uma ferramenta de gestão que desse suporte a nova proposta de trabalho da federação, definida em seu Plano Estratégico 2010-2020”, afirma o presidente da entidade, Edison Ferreira de Araújo. Segundo ele, a implementação do SEGS permite uma atuação mais planejada, organizada e coordenada da entidade. “Hoje temos melhor definido o que somos, para quem trabalhamos e o que faremos para atender as expectativas e necessidades dos nossos clientes, consequentemente os recursos foram canalizados para realizar a missão da instituição”, complementa o empresário.

    Ranieri Leitão, presidente em exercício da Fecomércio-CE, tem opinião parecida. “Com a aplicação do SEGS podemos observar, de forma clara, o desenvolvimento dos sindicatos participantes bem como a capacitação e o envolvimento dos avaliadores, buscando entender a cultura da excelência”, afirma.  

    Expectativas

    Para este ano, as entidades esperam avanços.  “São muitas as expectativas, mas com certeza os maiores resultados virão ao longo dos anos de trabalho”, afirma o presidente da Fecomércio-MS. A entidade vai trabalhar para chegar ao nível 2 do Programa. “Continuaremos investindo na capacitação dos colaboradores e da liderança, e incentivaremos os sindicatos a motivarem as empresas representadas a participarem de movimentos de qualidade”, diz Edison Ferrreira de Araújo.

    Ranieri, presidente da Fecomércio-CE, destaca a importância de novos treinamentos, com mais horas de consultoria, para fortalecimento do trabalho junto aos sindicatos de menor porte e os que ficam no interior do estado. “Nossa ideia é desenvolver, junto ao Deplan, um plano de trabalho que fortaleça e desenvolva cada vez mais os sindicatos, visando prepará-los para que possamos implementar com êxito o Programa de Desenvolvimento Associativo, disponibilizado pela CNC que, assim como o SEGS, será um marco na história das entidades sindicais”.

  • Educação e desenvolvimento nacional (Jornal do Commercio, 18/01/2011)

    Antonio Oliveira Santos

    Presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo


    Por volta dos anos 1960, Theodore Schultz elaborou o conceito de capital humano e os estudos dele derivados valeu-lhe, em 1979, o prêmio Nobel de Economia. Em síntese, esse conceito significa um valor agregado ao ser humano pelos gastos em educação e saúde.

    Antonio Oliveira Santos

    Presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo


    Por volta dos anos 1960, Theodore Schultz elaborou o conceito de capital humano e os estudos dele derivados valeu-lhe, em 1979, o prêmio Nobel de Economia. Em síntese, esse conceito significa um valor agregado ao ser humano pelos gastos em educação e saúde. Uma população que dispõe de um bom sistema educacional e bom grau de higidez tem pessoas com alta capacidade produtiva, qualquer que seja a atividade a que venham a se dedicar.

    Essa referência ao conceito de capital humano revela-se oportuna em função dos últimos resultados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA em inglês), que, num conjunto de 65 países, coloca o Brasil na 53ª posição, em aparente descompasso com sua posição no “ranking” das economias mundiais. Nas comparações internacionais, medidas pelo PIB expresso em dólares, a dimensão do PIB brasileiro coloca a economia nacional como a 8º potência econômica mundial.

    O PISA é um programa de avaliação internacional da qualidade da educação desenvolvido pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD), ao qual o Brasil aderiu no ano 2000. Visa a medir o rendimento escolar,  em Matemática, Ciências e Leitura,  dos alunos da faixa etária dos 15 anos, no pressuposto de que, nessa idade, ao término do ensino fundamental,  se encerra o primeiro ciclo do ensino básico.

    Não obstante a baixa classificação atribuída ao Brasil pelo mais recente inquérito PISA, houve, entre 2000 e 2009, avanços importantes nos três campos objeto da comparação internacional. Tomando como referência o valor 500, como o da média dos países da OECD, nosso País, tendo como ponto de partida o valor 250, avançou em Matemática para 380, em Leitura para 420 e em Ciências para 410. Foram avanços substanciais, sem dúvida, mas que não se traduziram em modificação importante na classificação ordinal, porque outros países também avançaram na educação básica.

    No inquérito de 2009, teve mais ênfase a capacidade de leitura. Novamente tendo como referência a média dos países da OECD, com o valor 100, nosso País ficou na metade do caminho, com 50. Comparando com países da nossa região, essa notação de 50 é inferior à da Argentina e do Peru e superior à do Chile, México, Uruguai e Colômbia.

    Seja como for, visto do ângulo global, aos olhos do PISA o desempenho dos estudantes brasileiros continua medíocre. Surge então uma questão intrigante. Como pode o País, em seu conjunto, ter um capital humano de pouca qualidade e, ao mesmo tempo, ter uma projeção econômica internacional que o coloca entre as grandes economias emergentes?

    As respostas estão certamente centradas no tamanho de sua população. Entre 190 milhões de habitantes, há um processo “darwiniano” de seleção natural de indivíduos, capazes até de superar condições sócio-econômicas adversas para avançar até o ensino superior. Nesse mesmo contingente populacional de 190 milhões, há de haver uma percentagem, ainda que relativamente pequena, de pessoas com alto quociente de inteligência (QI),  com testes de avaliação da capacidade cognitiva acima de 120, compondo, assim, massa crítica para aquisição de competência nas diversas áreas do conhecimento.

    São esses indivíduos os que passam pelos bancos das universidades e escolas federais, estaduais e particulares de primeira linha e que, nos laboratórios, no campo ou nas linhas de produção industrial e nos serviços, explicam a dimensão alcançada pelo nosso PIB, hoje estimado em dois trilhões de dólares. E que, em certos domínios, nos situam nas fronteiras do conhecimento, como no caso do decifrar o código genético, do processo singular de enriquecimento de urânio, da engenharia genética aplicada à agro-pecuária, da exploração do petróleo e gás em águas profundas ou das técnicas construtivas das grandes barragens.

    A julgar pelos resultados do PISA, nossa deficiência no campo educacional está traduzida naqueles que, apesar de ultrapassarem os anos do ensino fundamental, vencendo a evasão escolar, não conseguem bom desempenho ao final do ensino médio .E  isso têm travado o acesso ao nível superior.

    O que o PISA indica com maior clareza, de vez que o acesso às universidades e grandes escolas não é necessariamente o objetivo final de cada indivíduo, é que nossa debilidade maior está na formação dos chamados “quadros médios”, peça importante no conjunto do capital humano.

    Nesse sentido foi alentadora, no discurso de posse da Presidente Dilma Roussef, a afirmação que fez, certamente referindo-se ao ensino básico, de que a autoridade maior em matéria de ensino é o próprio professor. Essa é uma indicação de que o Governo pretende recuperar, nesse nível de ensino, a dignidade do exercício do magistério. Como também parece promissora a proposta, agora apresentada pelo Ministro da Educação, no sentido de um ensino médio em tempo integral, completando o tempo dedicado ao ensino das matérias tradicionais com o ensino profissionalizante, como já vem ocorrendo na  Escola SESC de Ensino Médio.


    Publicado no Jornal do Comércio de 18 de janeiro de 2011

  • Aquecimento do mercado de trabalho derruba o nível de inadimplência em janeiro

    A intenção de consumo das famílias brasileiras atingiu em janeiro 139,3 pontos – uma queda de 2,9% na comparação com dezembro, segundo a Pesquisa Nacional de Intenção de Consumo das Famílias (ICF-Nacional), divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

    A intenção de consumo das famílias brasileiras atingiu em janeiro 139,3 pontos – uma queda de 2,9% na comparação com dezembro, segundo a Pesquisa Nacional de Intenção de Consumo das Famílias (ICF-Nacional), divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). No período tradicionalmente afetado por oscilações decorrentes do efeito sazonal do final do ano, a satisfação do brasileiro com o emprego (em estabilidade em janeiro, na comparação com dezembro) e com a sua renda atual (alta de 0,1% no primeiro mês do ano, frente ao último de 2010) foram os itens que mais se destacaram na composição do índice. Na comparação com igual período de 2010, quando ainda vigoravam os incentivos fiscais para a compra de diversos produtos da chamada linha branca, o ICF registrou alta de 2,8%.

    O momento favorável do mercado de trabalho, refletido nos subitens do ICF, corrobora a queda do nível de inadimplência. Em janeiro, segundo a Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC-Nacional), 22,1% dos consumidores tem dívidas ou contas em atraso, ante 23,5% em dezembro. E 7,9% dos pesquisados fecharão o mês sem ter condições de pagar suas dívidas, ante 8,3% no mês passado. O endividamento das famílias, entretanto, aumentou – reflexo do aumento dos gastos das famílias no final do ano, sobretudo com as compras de Natal. O total de famílias brasileiras endividadas subiu para 59,4% em janeiro, ante 58,3% em dezembro. Na comparação anual, houve recuo no total de endividados (61,2% em janeiro de 2010, ante os 59,4% deste mês), no percentual de famílias com dívidas ou contas em atraso (29,8% em janeiro de 2010, ante 22,1% este mês) e no total dos brasileiros sem condições de quitar seus débitos (9,9% em janeiro de 2010 e 7,9% em igual período de 2011).

  • Resultados que apontam para o futuro

    Mais um ciclo de trabalho concluído e os resultados e experiências obtidos em 2010 comprovam que o SEGS, cada vez mais, avança no objetivo de viabilizar às entidades do Sistema Comércio a expertise para uma gestão sindical de excelência. Das 986 entidades (sindicatos e federações) filiadas atualmente ao Sicomercio, 745 já aderiram ao SEGS (76%). Destas, 588 entidades participaram de alguma atividade do SEGS em 2010, 405 delas realizaram avaliação de consenso e 394 receberão o reconhecimento de “Entidade Rumo à Excelência na Gestão Sindical”.

    Mais um ciclo de trabalho concluído e os resultados e experiências obtidos em 2010 comprovam que o SEGS, cada vez mais, avança no objetivo de viabilizar às entidades do Sistema Comércio a expertise para uma gestão sindical de excelência. Das 986 entidades (sindicatos e federações) filiadas atualmente ao Sicomercio, 745 já aderiram ao SEGS (76%). Destas, 588 entidades participaram de alguma atividade do SEGS em 2010, 405 delas realizaram avaliação de consenso e 394 receberão o reconhecimento de “Entidade Rumo à Excelência na Gestão Sindical”. A data de entrega dos certificados ficou a cargo das federações e dos sindicatos. Também por meio do SEGS foram realizadas 166 turmas de diferentes treinamentos de gestão ano passado, gerando 2.723 mil participações para 1.202 pessoas, líderes e executivos de federações e sindicatos do Sistema Comércio em todo o Brasil.

    E não é só: novidades estão programadas para o ano que começa. A equipe do Deplan está trabalhando no planejamento do ciclo 2011 do SEGS, que já possui cronograma preliminar. Em março, será realizado o VII Encontro de Multiplicadores, no Rio de Janeiro. No mesmo mês começarão os atendimentos às entidades, com treinamentos e consultorias. Já em setembro, o Deplan vai promover o VIII Encontro de Multiplicadores. De outubro a novembro deverão acontecer os Treinamentos de Avaliadores e o início, no mesmo período até dezembro, da etapa de Avaliação de Consenso pelas Entidades.

    No período de atendimento, as entidades terão ao dispor treinamentos e consultorias coletivas ou individuais, com foco no desenvolvimento efetivo das federações e sindicatos, priorizando ações de apoio na implementação de práticas e de monitoramento das melhorias geradas, que serão conduzidas por quatro assessores técnicos.

    Hora de avaliar 
    Além dos projetos para este ano, o fim de 2010 trouxe aos assessores do Deplan uma gama de experiências junto às entidades com as quais trocaram informações por todo o ano que terminou.

    “Podemos considerar que a troca de experiências foi o maior diferencial do SEGS. Os resultados podem ser verificados através dos indicadores implementados e na melhoria da gestão das entidades”, afirma Luciano Santana, da equipe do Deplan.  Segundo ele, durante o trabalho desenvolvido em 2010, as entidades em geral optaram pelo desenvolvimento de novas habilidades e competências de seu corpo funcional. “As novas habilidades estão voltadas para a gestão de relacionamento, baseadas nos fundamentos da boa comunicação, negociação e abordagem junto à categoria representada e demais partes interessadas. É, em resumo, gerir a entidade com planejamento, controles e com a utilização de indicadores”, explica Santana.

    Márcia Alves, também assessora do Deplan, complementa. Para ela, competência está ligada à formação e à capacitação dos funcionários e das lideranças que trabalham com planejamento, monitoramento e controle da gestão. E suas impressões confirmam sua teoria: “As entidades tiveram um maior comprometimento do presidente e os diretores entenderam o SEGS como uma ferramenta de diagnóstico e de melhoria da gestão da entidade, e se envolveram na implantação das práticas como verdadeiros patrocinadores do programa, além de terem gerado condições necessárias para envolver e motivar seus colaboradores”.

  • Vice-presidente da CNC tomará posse como deputado federal em fevereiro

    O vice-presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Láercio Oliveira, tomará posse como deputado federal em cerimônia solene no Plenário Ulysses Guimarães, em Brasília, no dia 1º de fevereiro. A legislatura vai até 31 de janeiro de 2015.


    O empresário sergipano é representante do setor de Asseio e Conservação no Congresso Nacional, e, quarto candidato mais votado no Estado, recebeu 79.514 votos.

    O vice-presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Láercio Oliveira, tomará posse como deputado federal em cerimônia solene no Plenário Ulysses Guimarães, em Brasília, no dia 1º de fevereiro. A legislatura vai até 31 de janeiro de 2015.


    O empresário sergipano é representante do setor de Asseio e Conservação no Congresso Nacional, e, quarto candidato mais votado no Estado, recebeu 79.514 votos. Laércio Oliveira ocupará o Gabinete 629, no Anexo IV, conforme sorteio promovido pela Câmara dos Deputados, no último dia 22, para a distribuição dos 142 gabinetes.




     

  • Fecomércio-RN e Prefeitura de Natal fazem parceria para combater o analfabetismo

    No dia 30 de dezembro de 2010, foi lançado o programa Escola do Trabalhador – Da Carteira ao Trabalho, projeto da Prefeitura de Natal em parceria com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Rio Grande do Norte (Fecomércio-RN), que tem o objetivo de erradicar o analfabetismo e o desemprego na capital potiguar.

    No dia 30 de dezembro de 2010, foi lançado o programa Escola do Trabalhador – Da Carteira ao Trabalho, projeto da Prefeitura de Natal em parceria com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Rio Grande do Norte (Fecomércio-RN), que tem o objetivo de erradicar o analfabetismo e o desemprego na capital potiguar.

    Estiveram presentes no lançamento o presidente da Fecomércio-RN, Marcelo Queiroz, a prefeita de Natal, Micarla de Sousa, e o secretário municipal de educação, Edivan Martins. O programa consiste em atrair jovens e adultos para a alfabetização com a garantia de um emprego ao final do curso. Além do ensino básico, também serão oferecidos cursos de capacitação profissional, ambos com duração de 90 dias.

    Além da Fecomércio-RN, empresas privadas, entidades de classe e outros setores da sociedade também estão engajados no projeto, que pretende alfabetizar mais de 200 mil pessoas nos próximos dois anos. A expectativa é de que em maio de 2011, cerca de 900 alunos já estejam empregados por intermédio programa.

    “Nós queremos ver os alunos com o diploma em uma mão e a carteira de trabalho assinada na outra. Esse é um programa revolucionário, que vai proporcionar o crescimento profissional e pessoal do cidadão que passar pelo curso. Nós queremos alfabetizar e empregar o cidadão e ainda suprir a necessidade de mão de obra que existe hoje no mercado”, diz o secretário Edivan Martins.

  • Atividades do comércio registraram crescimento de 10,3% em 2010

    As atividades do comércio em 2010 tiveram um crescimento de 10,3% em relação a 2009, segundo o indicador da Serasa Experian. As ofertas de crédito em condições favoráveis, o alto nível de confiança dos consumidores e o bom momento do mercado de trabalho contribuíram para o ótimo desempenho do comércio varejista no ano passado.

    As atividades do comércio em 2010 tiveram um crescimento de 10,3% em relação a 2009, segundo o indicador da Serasa Experian. As ofertas de crédito em condições favoráveis, o alto nível de confiança dos consumidores e o bom momento do mercado de trabalho contribuíram para o ótimo desempenho do comércio varejista no ano passado.

    O setor que mais contribuiu para esse crescimento foi o de materiais de construção, registrando um aumento de 17% em relação a 2009. Em seguida, aparece o setor de móveis, eletroeletrônicos e informática, com um desempenho 14,9% maior em 2010 do que no ano anterior. Veículos, motos e peças apresentaram expansão de 10,9%.

    Segundo o economista da CNC Fábio Bentes, o índice da Serasa foi impulsionado pelas vendas de Natal, mas o crescimento ficou abaixo dos anos de 2007 e 2008. “A Pesquisa Mensal do Comércio de dezembro, ainda não divulgada pelo IBGE, deve indicar um crescimento recorde das atividades varejistas em 2010. Porém, a previsão para 2011, é de que a taxa fique em 8,2%, abaixo do registrado este ano”.

    Os economistas da Serasa esperam um crescimento positivo das atividades do comércio em 2011, mas também em taxas mais moderadas, por conta das novas medidas de crédito do Banco Central no início de dezembro. Eles preveem ainda um avanço menos acelerado do consumo, devido a um possível aumento nas taxas de juros, com impacto direto nas atividades do comércio.

  • CNC lança Síntese da Economia Brasileira

    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) acaba de lançar a 39ª edição da Síntese da Economia Brasileira, publicação produzida pela Divisão Econômica da entidade que contém os principais dados e estatísticas econômicas brasileiras relativas a 2010, como balança comercial, dívida externa, reservas internacionais e taxa de câmbio, entre outros.

    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) acaba de lançar a 39ª edição da Síntese da Economia Brasileira, publicação produzida pela Divisão Econômica da entidade que contém os principais dados e estatísticas econômicas brasileiras relativas a 2010, como balança comercial, dívida externa, reservas internacionais e taxa de câmbio, entre outros.

    A Síntese mostra que o Produto Interno Bruto do País, que nos anos de 2007 e 2008 atingiu taxas de crescimento superiores a 5%, em 2009 registrou queda de 0,2% em relação ao ano anterior, numa demonstração de que, mesmo sentindo os efeitos da crise internacional, a economia brasileira se posicionou de forma muito mais estável que a maioria dos países desenvolvidos.

    Em seu texto de apresentação, o presidente da CNC, Antonio Oliveira Santos, destaca que os índices de 2010 evidenciam uma discreta elevação dos preços, resultado que pode ser creditado ao comportamento das importações. “Os números indicam a recuperação da economia. As importações refletem as aquisições de produtos de consumo direto e também de equipamentos para renovação do parque industrial e para automação comercial”, afirma.