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  • Mesa derruba decisão da CCJ contra reforma política

    A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) rejeitou hoje o novo projeto da reforma política (PL 1210/07), mas a decisão foi anulada em seguida pela Mesa Diretora da Câmara.

    A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) rejeitou hoje o novo projeto da reforma política (PL 1210/07), mas a decisão foi anulada em seguida pela Mesa Diretora da Câmara. O 2º vice-presidente da Casa, Inocêncio Oliveira, respondendo a questão de ordem formulada no plenário pelo líder do DEM, deputado Onyx Lorenzoni (RS), afirmou: “Não paira a menor dúvida de que a matéria já estava no plenário, não cabendo votação pela comissão”.


    Apesar de estar fora da Câmara no momento da polêmica – participava de seminário sobre reforma política promovido pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social -, o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, lembrou que, como o projeto tramita em regime de urgência, toda decisão sobre constitucionalidade ou mérito cabe ao Plenário da Câmara.


    “O projeto com requerimento de urgência vai direto ao plenário. O parecer do relator trata das questões constitucionais ou inconstitucionais, bem como as questões de mérito. O parecer do relator é sempre opinativo. Ao final, cabe ao Plenário decidir quanto à constitucionalidade e também quanto ao mérito, portanto, salvo melhor avaliação, essa decisão não altera um milímetro, e o projeto continuará sendo discutido em plenário”, explicou Chinaglia.


    Repercussão

    A decisão da CCJ causou forte reação entre os parlamentares, que acusaram o presidente da comissão, deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ), de ter agido de forma “arbitrária” e “irresponsável”, uma vez que o tema já estava no Plenário da Casa desde ontem, não cabendo mais às comissões a prerrogativa de analisar o mérito do texto.


    O deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA) chegou a pedir a abertura de processo por quebra do decoro parlamentar contra Picciani. “O presidente da CCJ infringiu o Código de Ética, pois é dever dos deputados respeitar e cumprir a Constituição, as leis e as normas internas da Casa e do Congresso Nacional”, declarou.


    Segundo Aleluia, a atitude do presidente da CCJ de colocar o projeto em votação visou “fraudar o andamento dos trabalhos legislativos”. Portanto, ele deveria ser submetido a processo por quebra de decoro parlamentar. O 2º vice-presidente da Câmara, Inocêncio Oliveira (PR-PE) – que presidia a sessão no momento – disse que a Mesa irá analisar o pedido.


    A polêmica ocorreu após breve sessão da CCJ, na qual o único item da pauta votado foi o PL 1210/07. O deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), relator da proposta na comissão, pediu que o projeto fosse transferido do segundo para o primeiro item da pauta de votação e, em seguida, apresentou parecer oral pela inconstitucionalidade do mérito. Menos de dez integrantes da comissão estavam em plenário para votar o parecer, apesar de 43 deputados terem assinado a lista de presença. A CCJ tem 61 integrantes titulares, e o quorum para votação é de 31 assinaturas.


    Defesa

    Picciani defendeu sua atuação no processo de votação. Ele argumenta que o projeto constava da pauta da CCJ desde a última sexta-feira, e a inversão de pauta solicitada é comum nas reuniões da comissão. Segundo ele, a reunião transcorreu normalmente, e o parecer foi aprovado por unanimidade, inclusive com o voto do autor do projeto, deputado Regis de Oliveira (PSC-SP). “Apenas dei efeito ao que foi votado. Quem não concorda tem todo o direito de ficar contra, mas não posso admitir as ofensas pessoais e à comissão.”, justificou.


    Outros deputados também se manifestaram em Plenário com fortes críticas ao procedimento adotado por Picciani. O lider do DEM, Onyx Lorenzoni (RS), declarou que “o Parlamento brasileiro não é lugar para molecagem” e classificou a “manobra” da CCJ de “torpe e rasteira”.


    Já o deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA) defendeu uma reação “contundente” contra a “atitude arbitrária e irresponsável do presidente da Comissão, que se mostra menor do que o tamanho da Comissão, na medida em que não honra a Comissão mais importante desta Casa, e do Parlamento brasileiro, que é a Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania”.

    O líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), defendeu seu colega de partido e negou que Picciani tenha agido de “má fé”, embora admitisse possíveis “equívocos, erros e injustiças” provocados pela “emoção de presidir uma comissão complexa e difícil”.


    Agência Câmara, 14 de junho de 2007.

  • Dornelles propõe maior garantia de defesa das empresas brasileiras no mercado de exportações

    O senador Francisco Dornelles (PP-RJ) disse nesta quinta-feira (14), em Plenário, que o governo deve melhorar o sistema de defesa das empresas brasileiras no mercado de exportações. Para o parlamentar, o Brasil deve defender as empresas brasileiras no mercado externo da mesma forma que os Estados Unidos e a União Européia defendem os seus respectivos empreendimentos.


    – Deveríamos preparar melhor a defesa das empresas brasileiras no mercado norte-americano.

    O senador Francisco Dornelles (PP-RJ) disse nesta quinta-feira (14), em Plenário, que o governo deve melhorar o sistema de defesa das empresas brasileiras no mercado de exportações. Para o parlamentar, o Brasil deve defender as empresas brasileiras no mercado externo da mesma forma que os Estados Unidos e a União Européia defendem os seus respectivos empreendimentos.


    – Deveríamos preparar melhor a defesa das empresas brasileiras no mercado norte-americano. Nosso sistema de defesa comercial é lento, não garante os direitos provisórios quando uma empresa brasileira se sente prejudicada e precisa de uma medida antidumping no mercado americano- disse Dornelles.


    Dornelles lembrou que, apesar ser o maior investidor individual no Brasil e o maior importador de produtos brasileiros, os Estados Unidos são o país que coloca maior quantidade de barreiras às exportações brasileiras.


    – Os norte-americanos colocam barreiras às nossas exportações de açúcar, etanol, tabaco, carne bovina, frango, frutas, legumes, algodão, produtos siderúrgicos, sucos de frutas e outros itens importantes de nossas exportações – disse Dornelles.


    Essas medidas, lembrou Francisco Dornelles, são adotadas pelos norte-americanos e europeus quando julgam que as exportações brasileiras prejudicam suas empresas e colocam em risco seus empregos. Na avaliação do senador, o Brasil deveria agir da mesma forma na defesa de suas empresas.


    – Precisamos fazer algumas reformulações no nosso sistema de defesa comercial, agir como os Estados Unidos e a União Européia, usar os direitos antidumping toda vez que os produtores brasileiros sofrerem concorrência predatória de estrangeiros – disse Dornelles.


    Agência Senado, 14 de junho de 2007.

  • Carga tributária atinge 37,3% do PIB no trimestre

    Jornal do Commercio   Editoria: Economia   Página: A-3


    A carga tributária brasileira no primeiro trimestre do ano atingiu R$ 222,39 bilhões e chegou a 37,3% do Produto Interno Bruto (PIB), 1,03 ponto percentual a mais que o registrado em igual período do ano passado, quando estava em 36,27% do PIB e o governo arrecadou R$ 195,59 bilhões. A estimativa é do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT).

    Jornal do Commercio   Editoria: Economia   Página: A-3


    A carga tributária brasileira no primeiro trimestre do ano atingiu R$ 222,39 bilhões e chegou a 37,3% do Produto Interno Bruto (PIB), 1,03 ponto percentual a mais que o registrado em igual período do ano passado, quando estava em 36,27% do PIB e o governo arrecadou R$ 195,59 bilhões. A estimativa é do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT).


    De acordo com o estudo do IBPT, descontada a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a carga tributária elevou-se em 10,2%, ou R$ 19,96 bilhões – o crescimento nominal foi de R$ 26,8 bilhões. No mesmo período, conforme divulgou ontem o IBGE, o PIB cresceu 4,3% e atingiu R$ 596,17 bilhões.


    Segundo o IBPT, a arrecadação per capita nos primeiros três meses do ano ficou em R$ 1.190,73. Por segundo, o governo arrecadou R$ 28.599,92, e por dia, R$ 2,471 bilhões. Tradicionalmente, a maior parcela da arrecadação fica concentrada nos primeiros três meses do ano, quando vencem tributos como o Imposto de Renda, o IPVA e o IPTU, bem como são recolhidos tributos como o ICMS, PIS e Cofins referentes a dezembro do ano anterior.


    O presidente do IBPT, Gilberto Amaral, disse que a ampliação na base de incidência e das alíquotas de PIS e Cofins nos últimos três anos continua a apresentar efeitos residuais no aumento da arrecadação. Além disso, a incidência desses tributos sobre as importações tem peso importante, já que estas também têm crescido muito. “A eficiência da Receita Federal com o cruzamento de informações tem elevado o recolhimento de tributos e desestimulado a sonegação”, citou.


    Amaral disse ainda que o crescimento da economia expande a base de arrecadação e a queda dos juros diminui a inadimplência de empresários, que antes deixavam para pagar tributos somente após liquidarem dívidas.


    Desoneração


    Para Amaral, as desonerações que o governo anunciou na terça-feira para os setores têxtil, de confecções, calçadista, moveleiro, eletroeletrônico e automotivo não têm efeito sobre o total da carga tributária. “São desonerações muito tímidas, pontuais, apenas para alguns setores. Dessa forma, sem uma redução generalizada, não há como reduzir o total da carga tributária”, disse ele, lembrando que muitos dos setores não repassam as reduções tributárias aos preços para recuperar margens perdidas antes da concessão dos benefícios.


    O presidente do IBPT destacou também que todos os ajustes na tabela do Imposto de Renda feitos pelo governo Lula resultaram em aumento de arrecadação. “Ou seja, mesmo a correção da tabela não resultou em queda na arrecadação”, exemplificou. Ele disse que o dinheiro que não é recolhido pelo IR retorna ao mercado sob a forma de consumo, que também é tributado. “O aumento na arrecadação do imposto de renda se deve principalmente à expansão da economia, ao crescimento do consumo das famílias e à elevação da formalização”, acrescentou.


    Dos R$ 222,39 bilhões recolhidos em tributos no primeiro trimestre, R$ 148,50 bilhões (ou 24,91 pontos percentuais dos 37,3% da carga tributária) referem-se à arrecadação de tributos federais – tributos, INSS e FGTS -, R$ 60,78 bilhões a tributos estaduais (10,2 pontos percentuais) e R$ 13,12 bilhões a tributos municipais (2,2 pontos percentuais).


    Os tributos com maior peso na carga foram o IR (6,1 pontos percentuais), Cofins (3,9 pontos percentuais), INSS (5,67 pontos percentuais) e ICMS (7,28 pontos percentuais). Se considerado o intervalo de 1986 a 2006, a carga tributária anual evoluiu de 22,39% para 35,21% do PIB, com crescimentos quase sempre anuais, com exceção das pequenas quedas registradas em 1987, 1988, 1991, 1993, 1996 e 2003. Nos demais anos, a carga sempre mostrou elevações, com destaque para os anos de 1990 (7,75 pontos percentuais) e 1994 (3,52 pontos percentuais).

     


     




     


     

  • PIB sobe 4,3% puxado por consumo e serviço

    Folha de São Paulo  Editoria: Dinheiro   Página: B-1


    Puxado por duas forças antagônicas -para cima pela demanda interna e para baixo pelo real valorizado-, o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro cresceu 4,3% no primeiro trimestre de 2007 na comparação com igual período de 2006.


    Já a variação entre janeiro e março sobre o último trimestre de 2006 foi de 0,8%. Em preços de mercado, o PIB nacional alcançou R$ 596,2 bilhões nos primeiros três meses do ano.


    Nos últimos 12 meses, o crescimento acumulado é de 3,8%.

    Folha de São Paulo  Editoria: Dinheiro   Página: B-1


    Puxado por duas forças antagônicas -para cima pela demanda interna e para baixo pelo real valorizado-, o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro cresceu 4,3% no primeiro trimestre de 2007 na comparação com igual período de 2006.


    Já a variação entre janeiro e março sobre o último trimestre de 2006 foi de 0,8%. Em preços de mercado, o PIB nacional alcançou R$ 596,2 bilhões nos primeiros três meses do ano.


    Nos últimos 12 meses, o crescimento acumulado é de 3,8%. Em 2006, o PIB cresceu 3,7%.

    O grande destaque positivo no PIB do trimestre foi o consumo das famílias, que avançou 6% em relação ao primeiro trimestre de 2006 apoiado em mais renda, emprego e crédito.


    Foi o 14º aumento consecutivo e o maior percentual desde o segundo trimestre de 1997 (6,9%).


    Esse resultado, principalmente, já levou algumas consultorias a revisar para cima suas expectativas de crescimento da economia neste ano -de 4% a 4,5%.


    Na contramão, o setor externo pesou negativamente na contabilidade do PIB. Houve um salto de 19,9% nas importações no trimestre, enquanto as exportações subiram 5,9%.


    A contribuição do setor externo foi negativa pelo quinto trimestre consecutivo. Segundo cálculos da consultoria LCA, a economia poderia ter crescido 5,7% no primeiro trimestre sem essa influência, com a ressalva de que as importações trazem também benefícios para o crescimento econômico.


    Roberto Luís Olinto, coordenador de Contas Nacionais do IBGE, ressalta que as importações estão garantido que a oferta de bens e produtos no país atenda à maior procura sem pressionar os preços e proporcionando um considerável aumento nos investimentos (outro destaque positivo do PIB), via compras no exterior de máquinas e equipamentos.


    “O aumento das importações tem um componente negativo no cálculo final do PIB, mas tem vários aspectos positivos. São prós e contras”, disse.


    Olinto frisou que o mesmo comportamento de consumo maior das famílias e de aumento das importações vem se repetindo há vários trimestres. “Não devemos ter grandes oscilações. A tendência é de um crescimento ao redor de 1% de um trimestre para o outro.


    Além do consumo das famílias, outro destaque positivo no PIB do primeiro trimestre ficou por conta do setor de serviços (alta de 4,6% e melhor resultado desde o final de 2004).


    Esse foi o primeiro PIB calculado após mudanças de metodologia do IBGE, que apuram melhor o setor de serviços.


    Dentro dos serviços, a intermediação financeira (puxada por mais operações de crédito) aumentou 9,2%. Serviços de informação (com a telefonia celular à frente) subiram 7,3%, e o comércio atacadista e varejista evoluiu 6% -taxa idêntica à apurada no consumo.


    A indústria teve desempenho mais tímido no período, principalmente a de transformação. No geral, houve evolução de 3% na indústria, mas no setor de transformação foi de 2,8%.


    “É o efeito do câmbio e das importações sobre a indústria”, disse Edgard Pereira, economista-chefe do Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial).


    Já o setor agropecuário apresentou um crescimento de 2,1% na comparação com o primeiro trimestre de 2006, com destaque para a produção de algodão, milho e soja.


     




     


     


     




     

  • IGP-M tem alta de 0,31% na primeira leitura do mês

    Gazeta Mercantil  Editoria: Nacional  Página: A-4


    O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) teve alta de 0,31% na primeira leitura de junho, informou ontem a Fundação Getúlio Vargas (FGV). No mesmo período de maio, o indicador registrou deflação de 0,19%. No fechamento do mês passado, o índice apurou uma alta de apenas 0,04%. No ano, o IGP-M acumula alta de 1,51%. Nos últimos 12 meses, o avanço foi de 3,94%.


    O Índice de Preços por Atacado (IPA) subiu 0,15%, ante queda de 0,37% na primeira leitura de maio.

    Gazeta Mercantil  Editoria: Nacional  Página: A-4


    O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) teve alta de 0,31% na primeira leitura de junho, informou ontem a Fundação Getúlio Vargas (FGV). No mesmo período de maio, o indicador registrou deflação de 0,19%. No fechamento do mês passado, o índice apurou uma alta de apenas 0,04%. No ano, o IGP-M acumula alta de 1,51%. Nos últimos 12 meses, o avanço foi de 3,94%.


    O Índice de Preços por Atacado (IPA) subiu 0,15%, ante queda de 0,37% na primeira leitura de maio. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) avançou 0,14% na abertura de junho, contra deflação de 0,02% na primeira leitura de maio.


    O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou aumento de 1,79%, uma aceleração frente ao avanço de 0,54% registrado no mesmo período do mês anterior.


     


     

  • Consumo das famílias sobe há 14 trimestres

    Folha de São Paulo  Editoria: Dinheiro  Página: B-3


    No primeiro trimestre do ano, o consumo das famílias brasileiras cresceu 6% em relação ao mesmo período de 2006. Foi o 14º trimestre de crescimento consecutivo e o melhor resultado desde o avanço de 6,9% do segundo trimestre de 1997.


    Com o resultado, o consumo das famílias se consolida, segundo o IBGE, como um dos principais motores do crescimento do país.

    Folha de São Paulo  Editoria: Dinheiro  Página: B-3


    No primeiro trimestre do ano, o consumo das famílias brasileiras cresceu 6% em relação ao mesmo período de 2006. Foi o 14º trimestre de crescimento consecutivo e o melhor resultado desde o avanço de 6,9% do segundo trimestre de 1997.


    Com o resultado, o consumo das famílias se consolida, segundo o IBGE, como um dos principais motores do crescimento do país. Ele compensa em boa medida, por exemplo, o peso negativo que o setor externo vem tendo sobre o PIB -via aumento das importações, que subiram 19,9% no trimestre sobre o mesmo período em 2006.


    “Com certeza, a demanda interna é hoje o carro-chefe do crescimento, enquanto o setor externo vem pesando negativamente”, afirmou Claudia Dionísio, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE.


    Um dos fatores que contribuíram para o resultado positivo no consumo das famílias foi o aumento de 6,4% da massa salarial real no trimestre, acima dos 5,5% do trimestre anterior. Também cresceu 2,7% o total da população ocupada.


    No primeiro trimestre do ano, as famílias brasileiras direcionaram R$ 368,2 bilhões para o consumo. Esses gastos cresceram em linha com a evolução geral do comércio no período, que vendeu 6% mais.


    “O fato de o consumo ter crescido na mesma faixa da evolução do comércio é mais uma prova do acerto na mudança de metodologia para o cálculo do PIB”, diz Sérgio Vale, economista da MB Associados, sobre as recentes mudanças que o IBGE promoveu nos cálculos das contas nacionais.


    O consumo em ascensão também cresce impulsionado pelo crédito. Entre janeiro e março houve crescimento, em termos nominais, de 24,6% no volume de operações de financiamento a pessoas físicas.


    “O resultado geral do PIB é bom, com boa qualidade, já que o consumo das famílias e os investimentos estão aumentando. Isso mostra que os empresários apostam em uma recuperação continuada”, diz Ana Maria Castelo, da GVconsult.


    Enquanto o consumo subiu 6% no trimestre, os investimentos do setor produtivo, com máquinas e equipamentos à frente (também por conta de importados), cresceram 7,2% no período.


     


     




     


     

  • Cai a inadimplência dos consumidores

    Jornal do Commercio  Editoria: Economia   Página: A-4


    A inadimplência dos consumidores caiu 7,5% em maio deste ano, na comparação com maio de 2006, segundo o Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Física divulgado ontem. Essa queda puxou o recuo de 1,4% na inadimplência das pessoas físicas nos primeiros cinco meses de 2007, ante o igual período do ano passado. Um dos motivos apontados para a queda foi o aumento no nível de emprego.

    Jornal do Commercio  Editoria: Economia   Página: A-4


    A inadimplência dos consumidores caiu 7,5% em maio deste ano, na comparação com maio de 2006, segundo o Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Física divulgado ontem. Essa queda puxou o recuo de 1,4% na inadimplência das pessoas físicas nos primeiros cinco meses de 2007, ante o igual período do ano passado. Um dos motivos apontados para a queda foi o aumento no nível de emprego. Quando comparada a abril deste ano, no entanto, a inadimplência dos consumidores aumentou 6,8%, indica a Serasa.


    Para os técnicos da Serasa, a queda da inadimplência das pessoas físicas pelo terceiro mês consecutivo, na comparação anual, tem sido determinada pela elevação do nível de emprego, combinado com a recuperação dos salários reais.


    As dívidas com bancos representam a maior parte da inadimplência registrada pela Serasa – tiveram uma participação de 37,5% no indicador nos cinco primeiros meses deste ano. Em igual período de 2006, o peso das dívidas com os bancos na inadimplência dos consumidores foi menor, de 31,8%.


    Em seguida, aparecem as dívidas com cartões de crédito e financeiras, com participação de 31,2% na inadimplência dos consumidores no acumulado de janeiro a maio. No entanto, o índice é inferior ao registrado nos cinco primeiros meses de 2006, de 32,2%.


    Os cheques sem fundos apareceram em terceiro lugar, com representatividade de 28,6% no acumulado de 2007, abaixo dos 33,1% registrados em igual período de 2006.


    Os protestos registram o menor peso na inadimplência das pessoas físicas, com uma participação de 2,7% até maio. No mesmo período de 2006, o peso dos protestos foi de 2,9%.


    Em relação ao valor médio das dívidas nos cinco primeiros meses de 2007, o número ficou em R$ 1.280,13 para os bancos. As dívidas com cartões de crédito e financeiras registraram valor médio de R$ 341,34. O valor médio dos cheques sem fundos foi de R$ 605,85 e os registros de títulos protestados, no mesmo período, ficaram em R$ 830,19.


     

     


     

  • Deputados mantêm aberto debate sobre reforma política

    O Plenário rejeitou, por 245 votos a 194 e 4 abstenções, o requerimento de encerramento da discussão e do encaminhamento do Projeto de Lei 1210/07, da reforma política. Os deputados discutem o assunto desde as 9 horas de hoje. Entre as alterações propostas pelo projeto estão a criação do voto em listas preordenadas de candidatos e o financiamento público de campanhas.

    O Plenário rejeitou, por 245 votos a 194 e 4 abstenções, o requerimento de encerramento da discussão e do encaminhamento do Projeto de Lei 1210/07, da reforma política. Os deputados discutem o assunto desde as 9 horas de hoje. Entre as alterações propostas pelo projeto estão a criação do voto em listas preordenadas de candidatos e o financiamento público de campanhas. A discussão do projeto prossegue.


    Em relação ao fato de o Plenário ter rejeitado o encerramento da discussão, o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, ressaltou que também fazia parte do acordo de lideranças a votação do primeiro item do projeto hoje, referente à lista preordenada. “Os líderes assumiram o compromisso de votar hoje esse ponto e sugiro que eles ajudem a resolver até quando a discussão continuará”, conclamou.


    Chinaglia decidiu não conceder os 10 minutos de fala a cada líder de partido para viabilizar a votação ainda hoje das listas preordenadas. “A partir de agora, devemos seguir o regimento”, disse, reconhecendo que foi rompido o acordo de procedimentos sobre a apreciação do projeto.


    Agência Câmara, 13 de junho de 2007.


     

  • Para Sindireceita, redução de imposto depende de superávit

    O coordenador de Política Tributária do Sindicato Nacional dos Analistas-Tributários da Receita Federal do Brasil (Sindireceita), Ronaldo Lázaro Medina, disse há pouco que a redução da carga tributária depende de uma reflexão mais ampla sobre o papel do Estado. Segundo ele, para haver essa redução é preciso gerar superávit no País.

    O coordenador de Política Tributária do Sindicato Nacional dos Analistas-Tributários da Receita Federal do Brasil (Sindireceita), Ronaldo Lázaro Medina, disse há pouco que a redução da carga tributária depende de uma reflexão mais ampla sobre o papel do Estado. Segundo ele, para haver essa redução é preciso gerar superávit no País. Entretanto, por outro lado, há uma demanda crescente por mais gastos públicos, tanto em serviços quanto em investimentos em infra-estrutura, por exemplo.


    Medina participou da audiência pública – encerrada há pouco – promovida pelas comissões de Relações Exteriores e de Defesa Nacional; de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; e de Finanças e Tributação, na qual foi discutida a situação do setor têxtil com a atual sobrevalorização do câmbio e as conseqüências da aprovação da Tarifa Externa Comum (TEC).


    O deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP), um dos autores do requerimento para a realização da audiência, ressaltou, no entanto, que esse ajuste precisa ser feito com a revisão das despesas do governo, e não das receitas – como acontece com o aumento da carga tributária.


    Agência Câmara, 13 de junho de 2007.

  • Debatedor explica pressões que afetam comércio exterior

    O diretor da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Clayton Campanhola, afirmou hoje que o comércio exterior do Brasil hoje encontra-se sob dois tipos principais de pressão por parte de competidores: a “pressão por baixo”, que vem dos países que pagam pequenos salários e, com isso, podem produzir em larga escala e a preços menores, como a China; e a “pressão por cima”, que vem de países que investem em inovação e agregação de valor aos produtos.

    O diretor da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Clayton Campanhola, afirmou hoje que o comércio exterior do Brasil hoje encontra-se sob dois tipos principais de pressão por parte de competidores: a “pressão por baixo”, que vem dos países que pagam pequenos salários e, com isso, podem produzir em larga escala e a preços menores, como a China; e a “pressão por cima”, que vem de países que investem em inovação e agregação de valor aos produtos. “A indústria brasileira encontra-se no meio”, afirmou.



    A saída, na avaliação dele, é o País investir em agregação de valor e diferenciação dos produtos. “Não há como crescer copiando a China”, destacou.



    Campanhola participa da audiência pública promovida pelas comissões de Relações Exteriores e de Defesa Nacional; de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; e de Finanças e Tributação, na qual está sendo discutida a situação do setor têxtil com a atual sobrevalorização do câmbio e as conseqüências da aprovação da Tarifa Externa Comum (TEC).


    Agência Câmara, 13 de junho de 2007.