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  • Normas de proteção ao trabalho serão debatidas na quinta-feira

    A Subcomissão Temporária do Estatuto do Trabalho discutirá em audiência pública, na quinta-feira (22), às 9h, normas destinadas à tutela (proteção) do trabalhador. O foco do debate será na relação de emprego, abordando questões como responsabilidade patronal, direito ao emprego e formas de rescisão do contrato de trabalho.

    A Subcomissão Temporária do Estatuto do Trabalho discutirá em audiência pública, na quinta-feira (22), às 9h, normas destinadas à tutela (proteção) do trabalhador. O foco do debate será na relação de emprego, abordando questões como responsabilidade patronal, direito ao emprego e formas de rescisão do contrato de trabalho.

     

    O pedido de realização do debate é do senador Paulo Paim (PT-RS), vice-presidente do colegiado. Entre os convidados, estão o presidente da Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho, Ângelo Fabiano Farias da Costa; o presidente da Associação Latino-Americana de Juízes do Trabalho, Hugo Melo Filho; a vice-presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho, Noemia Aparecida Garcia Porto; a pesquisadora do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho da Universidade de Campinas, Marilane Oliveira Teixeira; e o representante do Comando Nacional de Mobilização do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho, Rogério Silva.

     

    Presidida pelo senador Telmário Mota (PTB-RR), a subcomissão foi instalada em agosto de 2017. É composta por três senadores titulares e três suplentes e conta com o auxílio de um grupo de especialistas da área. O colegiado funciona no âmbito da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) e tem o objetivo de criar um Estatuto do Trabalho para substituir a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), alterada recentemente pela reforma.

     

    A reunião será na sala 6 da Ala Nilo Coelho, no Anexo 2 do Senado. A audiência será em caráter interativo, com participação popular pelo portal e-Cidadania e pelo Alô Senado (0800-612211).

     

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  • Senado autoriza intervenção na segurança pública do Estado do Rio de Janeiro

    O plenário do Senado Federal aprovou pouco antes da meia-noite de terça-feira (20) o decreto do presidente da República, Michel Temer, que impõe intervenção do governo federal na área de segurança pública do Estado do Rio de Janeiro. Foram 55 votos a favor, 13 contrários e uma abstenção. A matéria será promulgada.

     

    O plenário do Senado Federal aprovou pouco antes da meia-noite de terça-feira (20) o decreto do presidente da República, Michel Temer, que impõe intervenção do governo federal na área de segurança pública do Estado do Rio de Janeiro. Foram 55 votos a favor, 13 contrários e uma abstenção. A matéria será promulgada.

     

    Aprovada na madrugada anterior pela Câmara dos Deputados, a medida iniciada em 16 de fevereiro tem agora o aval do Congresso Nacional para seguir até o último dia de 2018. Enquanto estiver em vigor, ficarão paralisadas as discussões e votação de qualquer proposta de emenda à Constituição (PEC) tanto na Câmara quanto no Senado. Essa é a primeira intervenção federal em um ente federado desde a promulgação da Constituição Federal em 1988. O ministro da Defesa, Raul Jungmann, estava presente no plenário do Senado durante os debates.

     

    É a própria Constituição que determina que a intervenção federal é competência da União, só podendo ser decretada e executada pelo presidente da República. A norma máxima do País também dá poderes para o Congresso Nacional aprovar ou suspender a intervenção federal.

     

    Senadores de partidos da oposição tentaram impedir a aprovação da medida, a qual classificaram de desnecessária, mal justificada, dispendiosa, mal planejada, politiqueira e eleitoreira. Afirmaram também que a intervenção foi decidida contra a vontade dos militares e que não resolverá os problemas do Estado. Também foi criticada a possibilidade de uso de mandados de busca e apreensão coletivos, considerados inconstitucionais por vários senadores.

     

    O Decreto nº 9.288/2018 foi aprovado por meio do Projeto de Decreto Legislativo (PDS) nº 4/2018, relatado em plenário pelo senador Eduardo Lopes (PRB-RJ). Em substituição à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), Lopes apresentou parecer favorável à aprovação do decreto, o qual considerou como medida extrema e excepcional, porém necessária diante da realidade do Estado.

     

    Segundo o relator, o Estado do Rio de Janeiro enfrenta onda grave de violência e a população vive com medo e em “situação de paranoia”. Ele afirmou que a situação da segurança pública no Estado atingiu tal patamar que exige medidas fortes e efetivas do poder central para garantir os direitos à vida, liberdade, igualdade, segurança e propriedade previstos pela Constituição a todos os brasileiros.

     

    “A situação não é exclusiva do Rio de Janeiro, mas, quando vemos bandidos assaltando carrinho de cachorro-quente com fuzil, vemos que a situação é grave. A população vive assustada e com medo”, disse o relator.

     

    Eduardo Lopes explicou o inteiro teor do decreto presidencial e fez referência aos artigos constitucionais que regem o ato. Ele informou que, de acordo com o Decreto nº 9.288/2018, a intervenção se limita à área de segurança pública do Estado e tem por objetivo extinguir o “grave comprometimento da ordem pública no Estado do Rio de Janeiro”.

     

    O interventor nomeado pelo documento é o general Walter Souza Braga Netto. O decreto estabelece que esse cargo é de natureza militar. As atribuições governamentais fora da área de segurança pública permanecem nas mãos do governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, acrescentou Lopes.

     

    Explicou ainda que o documento determina que o interventor é subordinado ao presidente da República e “não está sujeito às normas estaduais que conflitarem com as medidas necessárias à execução da intervenção”. Além disso, o interventor poderá requisitar “os recursos financeiros, tecnológicos, estruturais e humanos”, ligados à segurança pública e que sejam necessários para o objetivo da intervenção. O decreto também estabelece que o interventor poderá pedir auxílio de qualquer órgão da administração pública federal, civil ou militar.

     

    A medida autoriza ainda que o interventor requisite “bens, serviços e servidores” das áreas das Secretarias Estaduais de Segurança e de Administração Penitenciária e do Corpo de Bombeiros Militar para emprego nas ações por ele determinadas. Também ficam subordinadas ao interventor as polícias civil, militar e penitenciária do Estado.

     

    O relatório favorável à aprovação do decreto foi apoiado em discursos pelos senadores Lasier Martins (PSD-RS), Magno Malta (PR-ES), Marta Suplicy (PT-SP), Lúcia Vânia (PSB-GO) e Cássio Cunha Lima (PSDB-PB). Falaram contrários à aprovação os senadores Roberto Requião (PMDB-PR), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Humberto Costa (PT-PE) e Lindbergh Farias (PT-RJ).

     

    Lindbergh chegou a pedir questão de ordem para tentar parar a análise do decreto, argumentando que o Executivo não apresentou cálculos dos impactos financeiros e orçamentários da intervenção. Mas o presidente do Senado, Eunício Oliveira, indeferiu o pedido do parlamentar. Lindbergh criticou o governo por não ter planejado de maneira eficaz a medida e de apresentá-la sem previsão de recursos e sem análise das repercussões financeiras.

     

    “Como pode o presidente da República decretar intervenção sem os recursos necessários para que a medida seja conduzida? É uma jogada político-eleitoral de um governo acuado. Não há compromisso do governo Temer com a segurança pública. Temer cortou recursos da segurança pública de todo o País, inclusive no controle de fronteiras. O governo precisa dizer de onde vão sair esses recursos. É necessário um estudo de impacto financeiro”,  afirmou Lindbergh.

     

    Por sua vez, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) comentou a nota técnica conjunta de procuradores federais que apontam equívocos no decreto presidencial. Segundo a nota, poderá haver graves violações à ordem constitucional e aos direitos humanos, como mandados coletivos de busca, apreensão e captura. Os procuradores também defendem que estabelecer o cargo de interventor como de natureza militar é inconstitucional.

     

    Randolfe apresentou ainda requerimento, pedindo a criação de uma comissão externa do Senado composta de 10 senadores titulares e 10 suplentes para acompanhar de perto a execução da intervenção federal. Eunício disse que o requerimento será votado futuramente.

     

    O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) classificou a intervenção de decorativa, simulacro e incompleta por não atingir o poder político do Estado. Para Renan, a intervenção teria de atingir todo o governo, não apenas a área de segurança pública.

     

    “É uma loucura, um tiro no pé, uma exposição desnecessária das Forças Armadas. Não acredito que o Senado da República se disponha a votar um decreto que descaracteriza a intervenção federal ao não apresentar as condições de sua execução. É uma intervenção meia-boca”,  disse Renan que, entretanto, declarou voto favorável ao decreto.

     

    Os senadores Raimundo Lira (PMDB-PB), Jorge Viana (PT-AC), Paulo Bauer (PSDB-SC), Benedito de Lira (PP-AL), João Capiberibe (PSB-AP), Ronaldo Caiado (DEM-GO), Lídice da Mata (PSB-BA), Omar Aziz (PSD-AM), Armando Monteiro (PTB-PE), José Medeiros (Pode-MT), Pedro Chaves (PSC-MS), Hélio José (Pros-DF), Pastor Bel (PRTB-MA), Romero Jucá (PMDB-RR) e outros também falaram durante as orientações de voto para as bancadas partidárias.

     

    Na Câmara

     

    Quando da aprovação do decreto na Câmara dos Deputados, a relatora, deputada Laura Carneiro (PMDB-RJ), incluiu duas sugestões ao Poder Executivo em seu parecer. Ela pediu que o governo federal apresente recursos federais em caráter continuado, a serem usados na segurança pública e nas áreas de assistência social.

     

    A deputada também sugere que o Poder Executivo regulamente o poder de polícia das Forças Armadas e estabeleça diálogos com o Ministério Público e com o Judiciário para o controle externo da operação. Os dois pedidos foram feitos na forma de indicação, que são opinativos e não vinculam a atuação do Executivo federal, já que não é possível apresentar emendas ao decreto de intervenção.

     

  • Veto ao Refis das micro e pequenas empresas será votado no dia 6, anuncia José Pimentel

    Em pronunciamento na sessão do Congresso nesta terça-feira (20), o senador José Pimentel (PT-CE) informou que a sessão para analisar o veto do presidente da República, Michel Temer, ao Refis para micros e pequenas empresas (PLC 164/2017) será no dia 6 de março. Pimentel disse ter se reunido com o presidente do Senado, Eunício Oliveira, e entidades que representam o setor.

     

    Em pronunciamento na sessão do Congresso nesta terça-feira (20), o senador José Pimentel (PT-CE) informou que a sessão para analisar o veto do presidente da República, Michel Temer, ao Refis para micros e pequenas empresas (PLC 164/2017) será no dia 6 de março. Pimentel disse ter se reunido com o presidente do Senado, Eunício Oliveira, e entidades que representam o setor.

     

    Pimentel disse confiar que o veto total de Temer a esta política de refinanciamento de dívidas, que foi aprovada pelo Congresso por unanimidade, será derrubado.

     

    — É o primeiro Refis da história para as micros e pequenas, após 17 políticas como estas para as grandes e médias de 10 anos para cá. Só no último Refis, as maiores empresas do país conseguiram se livrar de mais de R$ 38 bilhões em dívidas — afirmou o senador.

     

    Pimentel acrescentou, com base em informações da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que empresas como a JBS e a Ambev abateram cada uma cerca de R$ 1 bilhão em dívidas somente no último Refis. Ele ainda lembra que as micro e pequenas companhias são as maiores geradoras de postos de trabalho no Brasil.

  • Comissão discute uso de grades na proteção de condomínios residenciais

     

     

    A Comissão Senado do Futuro (CSF) promove na quinta-feira (22) audiência pública interativa para discutir os mecanismos adotados na proteção de condomínios residenciais, em face do aumento da violência urbana. A reunião começa às 17 horas, na sala 15 da Ala Alexandre Costa. 

    Na audiência, serão abordadas as legislações federal e estaduais sobre o tema, bem como o uso de grades adotadas por moradores do Cruzeiro, em Brasília, como exemplo da questão em debate. 

    Foram convidados para a audiência representantes dos Ministérios da Justiça e das Cidades, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), da Secretaria de Gestão do Território e Habitação do Governo do Distrito Federal (Segeth), do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), do Movimento em Defesa do Cruzeiro Novo, do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), entre outros. 

    A Comissão Senado do Futuro é presidida pelo senador Hélio José (Pros-DF).

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  • ‘Vou trabalhar para derrubar veto ao Refis’, afirma Eunício

     

     

    Em entrevista coletiva concedida na tarde de terça-feira (20/02), o presidente do Senado, Eunício Oliveira, afirmou que deixou claro ao presidente Michel Temer “não ver sentido” ao veto total feito por ele ao refinanciamento das dívidas das micro e pequenas empresas (conhecido como Refis), aprovado pelo Congresso no fim do ano passado. 

    Eunício disse ser contrário a esse tipo de renegociação, mas lembrou que nos últimos 10 anos foram aprovados 17 Refis para setores “que têm poder de pressão”, e entende que agora as micro e pequenas empresas “não devem ser desprezadas”. 

    “Deixei claro ao presidente Temer que, se não houver um entendimento até a próxima reunião do Congresso, vou trabalhar pela derrubada deste veto. As micro e pequenas empresas geram cerca de 90% dos empregos deste país, é um setor de enorme relevância, disse, acrescentando que a próxima reunião do Congresso deverá ocorrer entre 10 e 15 de março.

     

  • STJ/H Kuntzler e Companhia Ltda X Fazenda Nacional

    2ª Turma

    Compensação / IPI / PIS

    REsp 1.432.794

    Relator: Og Fernandes

    2ª Turma

    Compensação / IPI / PIS

    REsp 1.432.794

    Relator: Og Fernandes

    A turma começou a analisar o pedido de uma exportadora que tentava incluir na base de cálculo do crédito presumido de IPI valores referentes aos serviços prestados por terceiros (custo da mão-de-obra de terceiros que beneficiam as matérias-primas).

    O pedido foi negado em 1ª e 2ª instâncias, sob o entendimento de que a Lei 9.636/96 não previu essa inclusão.

    O relator do caso, ministro Og Fernandes, decidiu por dar provimento ao recurso especial por entender que a lei não fez restrição quando há terceiro envolvido desde que seja para aquisição de insumos para produtos que serão destinados à exportação.

    No entanto, como o mesmo assunto é discutido no REsp 1.474.353, que está com vista do ministro Herman Benjamin. Ele também pediu vista deste processo para analisar o tema.

     

  • STJ/Município do Rio de Janeiro X DMS Publicidade Mídia Interativa S.A

    2ª Turma

    ISS / Crédito Tributário

    REsp 1.718.981

    Relator: Herman Benjamin

    2ª Turma

    ISS / Crédito Tributário

    REsp 1.718.981

    Relator: Herman Benjamin

    O caso trata da incidência de ISS sobre a cessão onerosa de espaço publicitário, bem como sobre a atividade de publicidade e propaganda.

    O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro entendeu que a atividade de veiculação da propaganda contratada por terceiros faz parte do pressuposto fático da isenção previsto no decreto 26.825/2006 consistindo essa atividade em divulgação de publicidade e propaganda.

     No STJ, o relator, ministro Herman Benjamin, afirmou que o julgamento do caso depende de análise na legislação local, ou seja, do Decreto 26.825/2006 o que não é permitido pela na súmula 280 do STF.

     

  • STJ/Unimed Piraqueaçu Cooperativa de Trabalho Médico X Fazenda Nacional

    2ª Turma

    PIS / Cofins / Isenção

    REsp 686.282

    Relator: Og Fernandes

    2ª Turma

    PIS / Cofins / Isenção

    REsp 686.282

    Relator: Og Fernandes

     A turma negou provimento a um recurso que discutia a isenção para PIS e Cofins concedida pela Lei Complementar 70/1991 às sociedade cooperativas. De acordo com a decisão dos ministros, deve incidir tais contribuições sobre os negócios jurídicos praticados pelas cooperativas com terceiros tomadores de serviço.

     O Supremo Tribunal Federal analisou a matéria em repercussão geral (RE 598.085) e julgou constitucionais as alterações feitas pela MP 1.858/1999, que revogou a isenção da contribuição para PIS e Cofins.

     O ministro Og Fernandes, relator do caso, seguiu o entendimento do Supremo e negou provimento ao recurso da Unimed. A decisão foi unânime.

     

  • Intenção de consumo registra alta de 4,2% em fevereiro

    A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), alcançou 87,1 pontos em fevereiro de 2018, um aumento de 4,2% em relação ao mês passado. Na comparação com o mesmo período de 2017, o índice apresentou alta de 13%. No entanto, o resultado abaixo dos 100 pontos ainda indica uma recuperação lenta do otimismo das famílias.

    A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), alcançou 87,1 pontos em fevereiro de 2018, um aumento de 4,2% em relação ao mês passado. Na comparação com o mesmo período de 2017, o índice apresentou alta de 13%. No entanto, o resultado abaixo dos 100 pontos ainda indica uma recuperação lenta do otimismo das famílias.

    “A desaceleração do número de demissões, aliada à trajetória favorável da inflação e queda, ainda que suave, das taxas de juros, impactou positivamente a confiança das famílias no início de 2018”, explica Bruno Fernandes, economista da CNC.

    Mercado de trabalho

    O componente Emprego Atual registrou 112,3 pontos e aumento de 2,3% em relação ao mês anterior. É o maior valor desde junho de 2015. O percentual de famílias que se sentem mais seguras em relação ao emprego atual é de 33,8%, ante 33,4% em janeiro.

    Em relação às perspectivas de mercado de trabalho, houve aumento de 5,3% na comparação com janeiro e 3,3% no comparativo anual. É a primeira vez desde abril de 2017 que o indicador fica acima da zona de indiferença, alcançando 105,1 pontos.

    Consumo

    Três indicadores relevantes ligados ao consumo apresentaram alta, tanto na comparação mensal como na anual. O Nível de Consumo Atual registrou aumento de 4,8% em relação a janeiro e 19,9% na comparação anual.

    O componente Momento para Duráveis apresentou elevação de 5,8% no comparativo mensal e 23,5% em relação a 2017. Outro indicador que registrou alta foi Perspectiva de Consumo: aumento de 3,6% em relação ao mês passado e 25,7% na comparação com o mesmo período de 2017.

    O levantamento mostra ainda que o subíndice Renda Atual alcançou 99,8 pontos e o componente Acesso ao Crédito teve aumento de 3,6% na comparação mensal e 16,8% em relação a fevereiro de 2017.

    Apesar da melhora de todos os subíndices, a maior parte das famílias, 54,1%, declarou estar com o nível de consumo menor do que no ano passado.

    Perspectivas para o varejo em 2018

    A melhora recente das vendas em relação ao ano anterior levou a CNC a projetar crescimento de 5% para 2018 no desempenho das vendas do varejo ampliado. Esse cenário se baseia na percepção de continuidade de menor pressão de preços no curto prazo, além de uma expectativa de recuo no custo do crédito e recuperação do emprego e da renda ao longo do ano.

    O economista Bruno Fernandes está disponível para atender os jornalistas pelo telefone (21) 3804-9471.

  • Intenção de consumo registra alta de 4,2% em fevereiro

    A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), alcançou 87,1 pontos em fevereiro de 2018, um aumento de 4,2% em relação ao mês passado. Na comparação com o mesmo período de 2017, o índice apresentou alta de 13%. No entanto, o resultado abaixo dos 100 pontos ainda indica uma recuperação lenta do otimismo das famílias.

    A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), alcançou 87,1 pontos em fevereiro de 2018, um aumento de 4,2% em relação ao mês passado. Na comparação com o mesmo período de 2017, o índice apresentou alta de 13%. No entanto, o resultado abaixo dos 100 pontos ainda indica uma recuperação lenta do otimismo das famílias.

    “A desaceleração do número de demissões, aliada à trajetória favorável da inflação e queda, ainda que suave, das taxas de juros, impactou positivamente a confiança das famílias no início de 2018”, explica Bruno Fernandes, economista da CNC.

    Mercado de trabalho

    O componente Emprego Atual registrou 112,3 pontos e aumento de 2,3% em relação ao mês anterior. É o maior valor desde junho de 2015. O percentual de famílias que se sentem mais seguras em relação ao emprego atual é de 33,8%, ante 33,4% em janeiro.

    Em relação às perspectivas de mercado de trabalho, houve aumento de 5,3% na comparação com janeiro e 3,3% no comparativo anual. É a primeira vez desde abril de 2017 que o indicador fica acima da zona de indiferença, alcançando 105,1 pontos.

    Consumo

    Três indicadores relevantes ligados ao consumo apresentaram alta, tanto na comparação mensal como na anual. O Nível de Consumo Atual registrou aumento de 4,8% em relação a janeiro e 19,9% na comparação anual.

    O componente Momento para Duráveis apresentou elevação de 5,8% no comparativo mensal e 23,5% em relação a 2017. Outro indicador que registrou alta foi Perspectiva de Consumo: aumento de 3,6% em relação ao mês passado e 25,7% na comparação com o mesmo período de 2017.

    O levantamento mostra ainda que o subíndice Renda Atual alcançou 99,8 pontos e o componente Acesso ao Crédito teve aumento de 3,6% na comparação mensal e 16,8% em relação a fevereiro de 2017.

    Apesar da melhora de todos os subíndices, a maior parte das famílias, 54,1%, declarou estar com o nível de consumo menor do que no ano passado.

    Perspectivas para o varejo em 2018

    A melhora recente das vendas em relação ao ano anterior levou a CNC a projetar crescimento de 5% para 2018 no desempenho das vendas do varejo ampliado. Esse cenário se baseia na percepção de continuidade de menor pressão de preços no curto prazo, além de uma expectativa de recuo no custo do crédito e recuperação do emprego e da renda ao longo do ano.