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  • Comissão debate mudanças no estatuto da micro e pequena empresa

    A Comissão Especial que analisa alterações no Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (Lei complementar nº 123/2006) debate nesta terça-feira (15/08) a importância da proposta (PLP nº 341/2017) para as micro e pequenas empresas. O debate atende a requerimento dos deputados Jorginho Mello (PR-SC) e Otavio Leite (PSDB-RJ).

    A Comissão Especial que analisa alterações no Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (Lei complementar nº 123/2006) debate nesta terça-feira (15/08) a importância da proposta (PLP nº 341/2017) para as micro e pequenas empresas. O debate atende a requerimento dos deputados Jorginho Mello (PR-SC) e Otavio Leite (PSDB-RJ).

    “Para melhor visualizar os reais impactos com as alterações propostas pelo projeto é necessário ouvir aqueles que detêm o condão de administrar e gerir os recursos e os repasses originários da lei do Simples”, afirma Mello. Ainda segundo o deputado, é importante ouvir a Federação das Juntas Comerciais por estarem ligadas ao trâmite de criação e registro das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte.

    Foram convidados:

    – O secretário-Executivo do Comitê Gestor do Simples Nacional, Silas Santiago; e

    – O presidente da Federação Nacional das Juntas Comerciais, Rafael Bastos Lousa Vieira.

    O debate será realizado às 14h30, no plenário 5.

  • Relator da reforma da Previdência defende regra sobre idades mínimas

    Arquivada a denúncia contra o presidente Michel Temer pela Câmara dos Deputados, a prioridade do governo volta a ser a aprovação da reforma da Previdência. Em conversa com o Correio Braziliense, o deputado Arthur Maia (PPS-BA), relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 287, que mudará as regras de aposentadoria e pensão dos brasileiros, explicou quais são os próximos passos para garantir apoio ao texto.

    Arquivada a denúncia contra o presidente Michel Temer pela Câmara dos Deputados, a prioridade do governo volta a ser a aprovação da reforma da Previdência. Em conversa com o Correio Braziliense, o deputado Arthur Maia (PPS-BA), relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 287, que mudará as regras de aposentadoria e pensão dos brasileiros, explicou quais são os próximos passos para garantir apoio ao texto.

    Embora não considere que uma reforma mais simples, mantendo basicamente a idade mínima para aposentadoria e a equiparação de regras entre iniciativa privada e serviço público, seria “o pior dos mundos”, o deputado fez questão de defender o relatório de autoria dele, aprovado em maio pela comissão especial. Entre outros pontos, o texto propõe regras diferentes para acúmulo de pensão por morte e aposentadoria, obrigatoriedade de contribuição para trabalhadores rurais e aumento da idade mínima para quem recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Mas “o âmago da proposta, de qualquer forma, é idade mínima”, ressaltou.

    Na visão do deputado, o principal obstáculo para que a matéria avance não é a eventual necessidade de novas concessões nem a falta de publicidade positiva, mas a desunião da base governista depois do desgaste de arquivar a denúncia contra Temer no mês passado. Para garantir os 308 votos necessários para aprovar a reforma da Previdência no plenário da Câmara, é urgente que os aliados “voltem a falar a mesma língua”, ressaltou Maia.

    Esse é um grande desafio, já que a desestruturação da base resultou em ameaças, por parte de alguns deputados antes vistos como votos garantidos, de não apoiarem a reforma, ao mesmo tempo que começam a surgir propostas alternativas ao parecer. Juntos, esses fenômenos são, ao mesmo tempo, sintoma da desunião da base e evidência da necessidade de novas conversas com os aliados. “Tanto quem se posiciona contra como quem vota a favor sabe que a decisão correta é aprovar a reforma”, afirmou.

    Mesmo que a nova rodada de negociações seja bem-sucedida, a ameaça de novas denúncias contra o presidente por parte do procurador Geral da República, Rodrigo Janot, é outra preocupação no radar, já que a primeira, por corrupção passiva, foi o principal motivo para a reforma ter ficado na gaveta nos últimos dois meses. Além de explicar pontos controversos, o relator comentou até que ponto as próximas denúncias podem prejudicar o futuro da Previdência Social e das contas públicas.

    O principal impacto, caso o País não aprove a reforma ainda este ano, será, segundo ele, um ajuste fiscal que pode incluir de aumento de impostos a congelamento de salários. Confira os principais trechos da entrevista:

    Agora que o assunto voltou à tona, quais são os próximos passos para garantir a aprovação da reforma da Previdência?

    Primeiro, tem que recompor a base do governo. Sem dúvida, é preciso que haja uma conversa, para que todos voltem a falar a mesma língua.

    Quanto tempo deve demorar para reunir a base e votar a proposta no plenário?

    É difícil dizer. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), está falando em outubro na Câmara, e eu acho razoável. Se for aprovada na primeira votação da Câmara, certamente passará na segunda e, com muito mais facilidade, no Senado. A primeira é a decisiva.

    A negociação para recuperar o apoio da base pode demorar. Seria possível segurar a votação até o ano que vem, por exemplo? Qual seria a consequência de não aprovar dentro desse prazo?

    Sempre dá para postergar. Daria para segurar até 2019, só não é razoável. O problema é como vamos chegar lá. A gente viu como ficaram Grécia, Espanha e Portugal até tomarem as medidas necessárias. Se não aprovar este ano, vai ficar só para 2019, porque ninguém acha que será possível aprovar no ano que vem, que é de eleição. E, se não fizermos a reforma agora, vai ter ajuste fiscal. Isso inclui aumento de impostos, congelamento de salários e o fim de qualquer investimento. Vai parar tudo. No fundo, temos duas opções: ou fazemos a reforma e teremos sustentabilidade na Previdência Social ou vamos ter que fazer um ajuste fiscal que vai se exaurir em seis meses, porque os gastos com Previdência continuam crescendo.

    Mas mesmo essas soluções seriam paliativas, acabariam por ficar insustentáveis depois de um tempo…

    Sim, isso é um paliativo, o que é mais grave. Vai, talvez, segurar a economia até o primeiro semestre do ano que vem, quando certamente será necessário um novo ajuste fiscal. Quanto mais se empurra a reforma, mais a gente fica nessa situação, porque a Previdência está expulsando do orçamento os outros gastos. Por exemplo, um prefeito cuja cidade tem Previdência própria não tem como não pagá-la, faz parte da folha de pagamento. Todo mês, esse gasto cresce. Do outro lado, a arrecadação do município está caindo. O jeito é cortar em outros lugares. Se tem um posto de saúde com dois médicos, tira um. Daqui a seis meses, com o gasto previdenciário ainda crescendo, tem que tirar o outro, ficar só com enfermeiras. Daqui a pouco, fecha o posto. Estamos caminhando de maneira rápida para uma situação na qual, em breve, a Previdência ocupará 100% do orçamento brasileiro.

    Muitos especialistas avaliam que, como a situação política agora não é muito favorável, o ideal seria aprovar uma reforma mais simples, com idade mínima para aposentadoria e equiparação de regras, e deixar o resto para depois. O que acha disso?

    Não acho que seja o pior dos mundos, não. Não adianta eu fazer apenas o que está na minha cabeça. É preciso conversar e ouvir opiniões para chegar a um texto que a gente tenha certeza de que, na hora da votação, será aprovado. Mas eu defendo que a gente deve aprovar a reforma como passou na comissão.

    Há votos para isso? O governo teve 263 votos para arquivar a denúncia contra o presidente, mas precisa de 308 para aprovar a reforma da Previdência. Como reconquistar votos e conseguir mais, em um cenário difícil como o atual?

    Acho importante a ideia de fazer um debate qualificado, uma exposição muito consolidada e fundamentada em dados da realidade fiscal do país, como tem feito o Rodrigo Maia. Mas também penso que o governo terá que rever os apoios que teve durante o processo de votação do arquivamento da denúncia, claro que levando em consideração que tem gente que não votou a favor do presidente, mas pode eventualmente votar a favor da Previdência. É um cenário muito complexo e que tem que ser considerado com muito cuidado.

    Partidos da base aliada planejam uma reforma alternativa, que seria mais enxuta. Isso pode dividir ainda mais a base?

    Isso tudo é suposição, não aconteceu até hoje. Não acho que haja essa possibilidade, não tem tempo hábil para apresentar uma nova PEC. E, além disso, o que seria diferente? O âmago da PEC é a questão da idade mínima para aposentadoria, de 62 anos para mulheres e 65 para homens, o que é essencial em uma reforma da Previdência. Fora isso, o que traz economia é a questão do não acúmulo de pensão e aposentadoria. Não há muito o que fazer de diferente em uma proposta alternativa.

    Seria mais fácil fazer mais concessões? O que ainda poderia mudar?

    O relatório já é bastante razoável, se estamos pensando em justiça social. É um relatório que acaba com privilégios, porque não permite mais que funcionários públicos, que são os grandes vilões do gasto previdenciário, se aposentem com idade muito precoce. Acaba também com a questão da inadimplência, de pessoas que não pagam a Previdência. Fazer mudanças que não sejam supressivas é muito difícil. Para sugerir alguma mudança por emendas, o deputado tem que colher 171 assinaturas e apresentar na comissão, que já se encerrou. Depois que acaba o prazo de emenda na comissão, não pode mais. O que vai a plenário é, no máximo, um destaque de emendas que já foram apresentadas. Não há espaço para grandes modificações.

    Então, se aprovar só idade mínima, já resolve?

    A questão do acúmulo de aposentadorias do jeito que existe hoje também é muito grave. A pessoa morre e outra continua a receber o benefício. Quando não tem outra fonte de renda, é razoável. Mas, quando tem, não é. Somar os benefícios, mesmo depois de um não estar mais vivo, não faz sentido, a não ser quando o valor total é muito baixo. Por isso, unificamos até dois salários mínimos. Já ajustamos essa questão.

    Qual obstáculo para conseguir os votos que faltam?

    Da minha parte, nenhum. Acho que as pessoas têm os mais variados motivos para não votarem a favor. Mas é uma questão de decisão política. Todo mundo sabe — tanto quem vota contra como quem vota a favor — que a decisão correta é aprovar a reforma da Previdência. Alguns se recusam porque tem eleição no ano que vem ou porque têm pensamento de esquerda. Eu acho lamentável que fiquem associando a reforma a alguma eventual dificuldade que A ou B possa ter na eleição no ano que vem. Essa conta eu nunca fiz. Talvez, se tivesse feito, não seria relator da reforma. Eu me exponho a ponto de ser o relator porque acho que isso é necessário para o Brasil.

    Mas não há pressão negativa por parte dos eleitores?

    Claro que há uma rejeição ao tema, mas tem que ter coragem de enfrentar. Eu não estou aqui para fazer apenas o que os meus eleitores querem que eu faça, porque eu tenho de convicção que eu conheço mais a realidade das contas do Brasil e da Previdência do que eles. Então, eu vou votar de acordo com o que eu estou absolutamente convencido de que é o melhor para o Brasil. É uma questão de responsabilidade que todos temos que ter. Sobretudo nós, que votamos a favor do impeachment, temos responsabilidade com como o Brasil vai chegar no ano que vem. Se nós ficarmos em uma agenda que não tem reforma por causa da eleição, vamos para as urnas com a economia destroçada. O que é pior para quem votou o impeachment: ter a reforma, falar a verdade e ir para a eleição enfrentando o debate com firmeza e falando a verdade, ou não votar e ir ano que vem com inflação, depressão, desemprego acima de 15 milhões de brasileiros?

    O texto ficou parado mais de dois meses por conta da denúncia contra o presidente Michel Temer. A expectativa de novas denúncias pode atrapalhar de novo o andamento?

    Está claro que a denúncia foi devastadora para as reformas e para o Brasil, principalmente. Se não tivéssemos tido a denúncia, certamente estaríamos caminhando com as reformas e, neste momento, com outro quadro na economia. Porque a economia vive muito de expectativas. Na medida em que tínhamos no horizonte a esperança de que fosse votada a reforma da Previdência, as pessoas estavam investindo. Se a reforma for suspensa, como ficou esse período, vai parar tudo de novo. Seria devastador. Se mais uma denúncia for apresentada, eu realmente fico com muita pena do Brasil.

    Alguns especialistas avaliam que, se o presidente tivesse sido afastado, talvez fosse melhor para a agenda de reformas, porque um governo novo entraria com mais força. Na sua opinião, se o presidente saísse agora, pioraria o quadro, mesmo se isso aumentasse a chance de aprovação da reforma?

    A minha avaliação é que uma mudança dessa natureza traria mais desgaste, mais problema. Eu, como votei contra a denúncia, pensando sobretudo que o Brasil precisa ter paz, não posso concordar que a saída seria benéfica, porque renegaria meu voto. Conversei com 50 prefeitos na Bahia para saber o que acham e nenhum deles é a favor do afastamento do presidente. Os prefeitos, que estão vendo queda de arrecadação vertical, estão apavorados, e com razão.

    O fato de tocar no funcionalismo público afeta muito na rejeição por parte dos deputados? Eles têm um lobby muito forte?

    O que me impressiona é o receio que o parlamento tem desse tipo de lobby, que é muito forte e muito curioso. Porque, quando eles vão para audiências públicas, os pedidos são sempre em favor dos mais pobres. Mas aqui, nesta sala, nunca vi um deles mencionar o sujeito que ganha um salário mínimo. Eles só vêm aqui tratar da corporação que representam. É triste que, no Brasil, uma parcela tão pequena seja tão influente nas decisões do parlamento apenas porque tem mais acesso do que outros.

    A questão da paridade e integralidade ainda causa preocupação?

    A integralidade e a paridade acabaram no governo do presidente Lula, em 2003, na reforma que ele fez. Mas, naturalmente, que acabou dali para a frente. Tem gente, entretanto, que entrou antes de 2003 e está se aposentando ou ainda vai se aposentar nos próximos anos. Essas pessoas, no nosso relatório, têm direito adquirido à paridade e integralidade, mas colocamos que só caso se aposentem com 65 anos. Isso tem sido muito atacado pelo lobby.

    De quais outros pontos o senhor discorda no relatório?

    Eu sou contra que a mulher se aposente com idade inferior à do homem, mas senti que, pelo bem do projeto, era razoável que fizéssemos essa concessão. Tem também a questão da filantropia, que eu gostaria de ter colocado e não coloquei.

    Recentemente surgiu o rumor de que a reforma tributária deveria ser votada primeiro, porque seria menos polêmica e serviria como termômetro. O que acha?

    Não vejo essa possibilidade. Eu acho que, com toda a desgraça, a previdenciária é menos polêmica. É mais fácil chegar em um consenso. Aprovar depois da tributária é não aprovar, porque o debate sobre a reforma tributária nem começou ainda. O deputado Luiz Carlos Hauly (relator da tributária) tem ideias extraordinárias, mas todos sabemos que, na hora que apresentar o parecer, vai ter crítica do Amazonas ao Rio Grande do Sul.

    Fonte: Correio Braziliense

  • Reforma trabalhista endurece regras para cálculo de hora extra

    A Reforma trabalhista vai endurecer as regras para contabilização de horas extras. O texto, que começa a valer em novembro, detalha as situações em que, caso um funcionário fique mais tempo na empresa — antes ou depois do expediente —, não poderá cobrar remuneração adicional. Entre os itens listados estão atividades como estudo, práticas religiosas e “atividades de relacionamento social”.

    A Reforma trabalhista vai endurecer as regras para contabilização de horas extras. O texto, que começa a valer em novembro, detalha as situações em que, caso um funcionário fique mais tempo na empresa — antes ou depois do expediente —, não poderá cobrar remuneração adicional. Entre os itens listados estão atividades como estudo, práticas religiosas e “atividades de relacionamento social”.

    Advogados da área trabalhista afirmam que a nova legislação dá mais segurança a empregadores, que reclamam de processos judiciais indevidos. E também alertam para a necessidade de se firmar acordos por escrito, para evitar fraudes dos dois lados: empresas que se neguem a pagar e trabalhadores que tentem receber a mais.

    A restrição vale apenas para a contabilidade de horas extras. Isso porque o texto deixa claro que as situações descritas não serão computadas como “período extraordinário” à disposição do empregador. Ou seja, não vale para o que acontece dentro do horário de expediente. Apesar de citar itens como “relacionamento social” na lista do que não conta nesse cálculo, as paradas para cafezinho ou ida ao banheiro não estão ameaçadas por lei.

    Segundo especialistas, um exemplo clássico é o do funcionário que prefere chegar mais cedo ou sair mais tarde para resolver problemas pessoais, como estudar para a faculdade ou pagar uma conta pela internet. Também há casos em que o empregado prefere esperar um pouco para evitar a hora do rush.

    Por estarem nas dependências das empresas, alguns trabalhadores usam os registros de ponto para pedir horas extras, relatam os advogados, com base em casos em que trabalharam. De acordo com levantamento do Tribunal Superior do Trabalho (TST), os litígios sobre horas extras representaram de 16% a 19% das ações na Justiça no ano passado.

    “A reforma só está reforçando o óbvio. Se você está na empresa e não está trabalhando, não pode cobrar hora extra”, explica Juliana Bracks, professora da FGV Direito.

    Na avaliação dela, no entanto, a edição do texto não resolve completamente os possíveis conflitos. Por isso, afirma que continuará a recomendar empresas a não permitir que seus funcionários fiquem no trabalho após o expediente.

    “Independentemente do artigo ter destacado isso, o ônus da prova continua do patrão. A presunção é de que quem está dentro da empresa, está para trabalhar. É o extraordinário que precisa ser provado. É aquela ideia de que soldado no quartel quer serviço. Vou continuar orientando a não permanência na empresa após o expediente.”

    Troca de uniforme não conta para jornada

    Funcionários que precisam trabalhar uniformizados serão afetados pela reforma trabalhista. De acordo com o texto, o tempo usado para trocar de roupa não poderá ser considerado como hora extra, a menos que o empregador exija que a essa troca seja realizada na empresa.

    Para especialistas, há divergências sobre a regra dos uniformes, uma vez que pode ser considerado que o empregado já está à disposição da empresa no momento da troca de roupa. Há também crítica à extinção da chamada “hora in itinere”, a inclusão do tempo de deslocamento no cálculo da jornada de trabalho. Hoje, a CLT prevê que o tempo de deslocamento vale como jornada nos casos em que o posto de trabalho é de difícil acesso e o empregador fornece o transporte. “Em alguns itens, o empregado de fato está à disposição do empregador, quando troca de roupa ou se dirige ao posto dentro da empresa”, opina Ivan Garcia, professor de Direito do Ibmec/RJ.

    Acordo evita fraudes

    Domingos Fortunato, especialista na área trabalhista do escritório Mattos Filho, avalia que, no caso dos uniformes, a exigência de troca na empresa deve ficar restrita a serviços relacionados a segurança e à saúde. “É o caso de hospitais, por exemplo”, cita o advogado.

    A restrição em relação a troca de uniformes está no mesmo artigo que define que não contam para remuneração adicional atividades como práticas religiosas, descanso, lazer, relacionamento social. Para esses casos, a recomendação de Fortunado é formalizar acordos. Isso porque a lei não deve impedir a existência de fraudes. O maior risco é de empresas que tentem se livrar do pagamento de horas extras, com base nas restrições previstas na nova lei.

    “O texto está bom. Não há como impedir as fraudes. A maioria das empresas do país é séria. As que vão fraudar já são conhecidas por isso. Não existe legislação que impeça o ilícito”, avalia o especialista.

    Caroline Marchi, sócia do escritório Machado Meyer, também defende a formalização de acordos. A especialista sugere que, caso funcionários precisem ficar além do horário de expediente na empresa, sejam encaminhados para áreas comuns, em vez de permanecerem nos postos de trabalho. Seria outra forma de evitar dor de cabeça na Justiça.

    “Para ter mais segurança jurídica, o ideal é que as empresas limitem essa permanência a salas de convívio. Se a empresa quer evitar esse tipo de discussão, que depende de testemunha, o melhor é ter isso claro em suas políticas de acordo com os empregados”, afirma Caroline.

    Fonte: Época Negócios

  • Recuperação do emprego já atingiu mais da metade dos estados no País

    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostra, por meio de levantamento feito com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego, que, nos seis primeiros meses de 2017, o saldo entre admissões e desligamentos de trabalhadores no Brasil ficou positivo em 67.358 postos de trabalho. Esse resultado apresenta uma recuperação em relação ao mesmo período do ano passado, quando o saldo foi negativo (-513.057).

    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostra, por meio de levantamento feito com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego, que, nos seis primeiros meses de 2017, o saldo entre admissões e desligamentos de trabalhadores no Brasil ficou positivo em 67.358 postos de trabalho. Esse resultado apresenta uma recuperação em relação ao mesmo período do ano passado, quando o saldo foi negativo (-513.057). Os números também confirmam a primeira geração líquida de vagas celetistas para este período desde 2014, quando 669.697 vagas foram criadas.

    O setor terciário destacou-se pela geração de empregos no ensino (+54.207), na administração imobiliária (+6.312) e no comércio atacadista (+1.814), respondendo por 25% da recuperação da ocupação no primeiro semestre. A reversão no processo de eliminação de vagas tem se concentrado, no entanto, nos setores primário e secundário da economia. A agropecuária criou 117.013 vagas e respondeu por 40% do saldo total entre os setores com avanço de ocupação. De forma semelhante, as cinco atividades do setor fabril em processo de regeneração do mercado de trabalho responderam por 27% do saldo positivo dentre os nove subsetores da economia que conseguiram reverter ou acelerar o processo de geração de empregos. Destacaram-se as indústrias têxtil de vestuário e artefatos de tecidos (+20.084), além das atividades responsáveis pela fabricação de produtos químicos, farmacêuticos veterinários e de perfumaria (+16.423) e a indústria da borracha, fumo, couros e peles (+15.048 vagas).

    “Além dos resultados mais favoráveis do mercado de trabalho no curtíssimo prazo, a trajetória recente da inflação já abriu as portas para quedas mais ousadas nas taxas de juros, e isso será fundamental para o processo de regeneração das condições de consumo na segunda metade do ano”, aponta Fabio Bentes, economista da CNC. “O desempenho mais favorável da agropecuária e da indústria em detrimento do setor terciário está associado ao maior aquecimento da demanda externa. A produção industrial brasileira cresceu 0,5% na primeira metade de 2017, e o preço médio das exportações nacionais avançou 15,2% ante o mesmo período do ano passado”, complementa o economista.

    Geração de postos de trabalho por unidades da federação

    Ao contrário da primeira metade de 2016, quando apenas quatro unidades da federação registraram diferenças positivas entre admissões e desligamentos, nos seis primeiros meses deste ano quatorze estados registraram criação líquida de vagas. Entre eles, nove conseguiram reverter os saldos negativos da primeira metade do ano.

    A geração de emprego tem ocorrido predominantemente nas unidades federativas com maior concentração de produção industrial e agropecuária tais como Sul, Centro-Oeste (exceto Distrito Federal) e Sudeste (excluindo-se o Rio de Janeiro, que respondeu por 35% dos cortes em vagas). Desse modo, ao contrário do ciclo anterior de geração de postos de trabalho, a recuperação do emprego deverá ser impulsionada pelas regiões economicamente mais dinâmicas do País.

    Perfil das contratações

    Das 67.358 vagas criadas nos seis primeiros meses de 2017, 99% (66.516) foram preenchidas por trabalhadores do sexo masculino. Esse comportamento desproporcional na distribuição de vagas pode ser explicado, em parte, pela característica na composição dessas atividades quanto ao gênero do trabalhador onde se observa predominância de homens. As novas vagas formais de emprego também têm se concentrado nas faixas etárias inferiores da força de trabalho. No primeiro semestre de 2017, foram abertas 402.052 vagas para profissionais com até 24 anos de idade – mais do que o dobro registrado nos seis primeiros meses de 2016 (196.642).

    No acumulado do ano, foram eliminadas 334.694 vagas nas demais faixas etárias contra 709.696 no primeiro semestre de 2016. Em média, o salário dos empregados menos experientes é 52,5% menor do que das pessoas ocupadas com 25 anos ou mais de idade.

    Geração de postos de trabalho por grau de instrução

    Do ponto de vista do nível de escolaridade, a geração de vagas favoreceu os trabalhadores mais qualificados. De janeiro a junho deste ano, foram abertas 76.014 vagas para empregados com nível superior completo (140% mais que em igual período de 2016). Entre aqueles com nível superior incompleto, houve reversão do saldo negativo do início do ano passado. De forma ainda mais evidente, entre aqueles com nível médio completo, houve um forte contraste na geração líquida de vagas no comparativo entre os primeiros semestres de 2016 (-209.341) e de 2017 (+104.303).

    Entre as 2.619 profissões analisadas, o salário médio de admissão ficou em R$ 1.417,70, abaixo da média global. Apesar disso, as remunerações de oito das dez profissões com maior geração de postos de trabalho em 2017 registraram ganhos reais nos 12 meses encerrados em junho de 2017.

    Acesse a nota com a análise completa da Divisão Econômica da CNC

    O economista Fabio Bentes está disponível para atender os jornalistas pelo telefone (21) 3804-9264.

     

  • Recuperação do emprego já atingiu mais da metade dos estados no País

    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostra, por meio de levantamento feito com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego, que, nos seis primeiros meses de 2017, o saldo entre admissões e desligamentos de trabalhadores no Brasil ficou positivo em 67.358 postos de trabalho. Esse resultado apresenta uma recuperação em relação ao mesmo período do ano passado, quando o saldo foi negativo (-513.057).

    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostra, por meio de levantamento feito com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego, que, nos seis primeiros meses de 2017, o saldo entre admissões e desligamentos de trabalhadores no Brasil ficou positivo em 67.358 postos de trabalho. Esse resultado apresenta uma recuperação em relação ao mesmo período do ano passado, quando o saldo foi negativo (-513.057). Os números também confirmam a primeira geração líquida de vagas celetistas para este período desde 2014, quando 669.697 vagas foram criadas.

    O setor terciário destacou-se pela geração de empregos no ensino (+54.207), na administração imobiliária (+6.312) e no comércio atacadista (+1.814), respondendo por 25% da recuperação da ocupação no primeiro semestre. A reversão no processo de eliminação de vagas tem se concentrado, no entanto, nos setores primário e secundário da economia. A agropecuária criou 117.013 vagas e respondeu por 40% do saldo total entre os setores com avanço de ocupação. De forma semelhante, as cinco atividades do setor fabril em processo de regeneração do mercado de trabalho responderam por 27% do saldo positivo dentre os nove subsetores da economia que conseguiram reverter ou acelerar o processo de geração de empregos. Destacaram-se as indústrias têxtil de vestuário e artefatos de tecidos (+20.084), além das atividades responsáveis pela fabricação de produtos químicos, farmacêuticos veterinários e de perfumaria (+16.423) e a indústria da borracha, fumo, couros e peles (+15.048 vagas).

    “Além dos resultados mais favoráveis do mercado de trabalho no curtíssimo prazo, a trajetória recente da inflação já abriu as portas para quedas mais ousadas nas taxas de juros, e isso será fundamental para o processo de regeneração das condições de consumo na segunda metade do ano”, aponta Fabio Bentes, economista da CNC. “O desempenho mais favorável da agropecuária e da indústria em detrimento do setor terciário está associado ao maior aquecimento da demanda externa. A produção industrial brasileira cresceu 0,5% na primeira metade de 2017, e o preço médio das exportações nacionais avançou 15,2% ante o mesmo período do ano passado”, complementa o economista.

    Geração de postos de trabalho por unidades da federação

    Ao contrário da primeira metade de 2016, quando apenas quatro unidades da federação registraram diferenças positivas entre admissões e desligamentos, nos seis primeiros meses deste ano quatorze estados registraram criação líquida de vagas. Entre eles, nove conseguiram reverter os saldos negativos da primeira metade do ano.

    A geração de emprego tem ocorrido predominantemente nas unidades federativas com maior concentração de produção industrial e agropecuária tais como Sul, Centro-Oeste (exceto Distrito Federal) e Sudeste (excluindo-se o Rio de Janeiro, que respondeu por 35% dos cortes em vagas). Desse modo, ao contrário do ciclo anterior de geração de postos de trabalho, a recuperação do emprego deverá ser impulsionada pelas regiões economicamente mais dinâmicas do País.

    Perfil das contratações

    Das 67.358 vagas criadas nos seis primeiros meses de 2017, 99% (66.516) foram preenchidas por trabalhadores do sexo masculino. Esse comportamento desproporcional na distribuição de vagas pode ser explicado, em parte, pela característica na composição dessas atividades quanto ao gênero do trabalhador onde se observa predominância de homens. As novas vagas formais de emprego também têm se concentrado nas faixas etárias inferiores da força de trabalho. No primeiro semestre de 2017, foram abertas 402.052 vagas para profissionais com até 24 anos de idade – mais do que o dobro registrado nos seis primeiros meses de 2016 (196.642).

    No acumulado do ano, foram eliminadas 334.694 vagas nas demais faixas etárias contra 709.696 no primeiro semestre de 2016. Em média, o salário dos empregados menos experientes é 52,5% menor do que das pessoas ocupadas com 25 anos ou mais de idade.

    Geração de postos de trabalho por grau de instrução

    Do ponto de vista do nível de escolaridade, a geração de vagas favoreceu os trabalhadores mais qualificados. De janeiro a junho deste ano, foram abertas 76.014 vagas para empregados com nível superior completo (140% mais que em igual período de 2016). Entre aqueles com nível superior incompleto, houve reversão do saldo negativo do início do ano passado. De forma ainda mais evidente, entre aqueles com nível médio completo, houve um forte contraste na geração líquida de vagas no comparativo entre os primeiros semestres de 2016 (-209.341) e de 2017 (+104.303).

    Entre as 2.619 profissões analisadas, o salário médio de admissão ficou em R$ 1.417,70, abaixo da média global. Apesar disso, as remunerações de oito das dez profissões com maior geração de postos de trabalho em 2017 registraram ganhos reais nos 12 meses encerrados em junho de 2017.

  • Geração de empregos no primeiro semestre de 2017

    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostra, por meio de levantamento feito com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego, que, nos seis primeiros meses de 2017, o saldo entre admissões e desligamentos de trabalhadores no Brasil ficou positivo em 67.358 postos de trabalho. Esse resultado apresenta uma recuperação em relação ao mesmo período do ano passado, quando o saldo foi negativo (-513.057).

    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostra, por meio de levantamento feito com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego, que, nos seis primeiros meses de 2017, o saldo entre admissões e desligamentos de trabalhadores no Brasil ficou positivo em 67.358 postos de trabalho. Esse resultado apresenta uma recuperação em relação ao mesmo período do ano passado, quando o saldo foi negativo (-513.057). Os números também confirmam a primeira geração líquida de vagas celetistas para este período desde 2014, quando 669.697 vagas foram criadas.

  • CBMC debate temas diversos em prol da manutenção do setor

    A Câmara Brasileira de Materiais de Construção (CBMC) realizou reunião na Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em Brasília, no dia 9 de agosto, para trocar ideias sobre assuntos de interesse do setor, como o Construcard (linha de crédito da Caixa Econômica Federal); a nova legislação trabalhista – com foco no trabalho intermitente e na negociação coletiva -; o fim da Contribuição Sindical Compulsória; e a parceria entre a CBMC e o Senac.

    A Câmara Brasileira de Materiais de Construção (CBMC) realizou reunião na Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em Brasília, no dia 9 de agosto, para trocar ideias sobre assuntos de interesse do setor, como o Construcard (linha de crédito da Caixa Econômica Federal); a nova legislação trabalhista – com foco no trabalho intermitente e na negociação coletiva -; o fim da Contribuição Sindical Compulsória; e a parceria entre a CBMC e o Senac.

    Ao abrir os trabalhos, o coordenador da CBMC, Cláudio Elias Conz, enfatizou que o Construcard é um programa de incentivo por meio do qual a Caixa Econômica Federal (CEF) pretende estimular negócios de interesse do empreendedor construtor. Ele explicou que o Construcard é uma importante linha de crédito para compra de material de construção em lojas credenciadas pela CEF. O comprador, quando contratar um financiamento com a CEF receberá um cartão e o utilizará para todo tipo de material de construção.

    Conz explicou aos empresários do ramo as oportunidades de favorecimento à população (em melhoria da qualidade de vida) e ao empresário: “A regularização fundiária, por exemplo, vai ser muito interessante do ponto de vista do aumento da venda dos materiais de construção. Dar um título de certificação de propriedade aos moradores em novos bairros criados, a fim de conceder uma melhoria na vida da população, vai exigir melhorá-los em infraestrutura, por exemplo”.

    O governo do Estado de São Paulo, disse Conz, anunciou no ano passado um pacote de medidas para estimular o mercado imobiliário e de construção. A principal iniciativa é a criação de um programa habitacional que destinará subsídios para a compra de 12 mil lotes para famílias com renda de até cinco salários mínimos.

    “Ontem em São Paulo, foi anunciado mais um projeto de loteamentos, com financiamento. O interessado terá linhas de crédito para construção em loteamentos”, disse Conz.

    Cartão Reforma

    Convidado pela Câmara, o diretor do departamento de desenvolvimento institucional e cooperação técnica da Secretaria Nacional de Habitação do Ministério das Cidades, Álvaro César Lourenço, ao ser questionado sobre como se encontra o cartão reforma, criado há um ano, afirmou:

    “Criado para famílias de baixo nível social, especificamente para melhorar sua habitação, o cartão reforma tem uma concepção de servir como benefício pago pelo governo para compra de materiais de construção. A ideia é que as famílias possam reformar, aumentar ou terminar de construir a casa própria”, disse.

    Ao explicar que as vendas e controles serão realizados via internet, Álvaro declarou: “Em hipótese alguma o lojista oferecerá venda sem garantia de recebimento do pagamento via internet”.

    E complementou: “O controle através da Nota Fiscal com rastreamento dela mostrará ao governo quais são os materiais de construção adquiridos”.

    Segundo ele, nos estados do Rio Grande do Sul, Alagoas e Pernambuco, cerca de 100 municípios serão atendidos pelo governo, por conta de desastres naturais esse ano. Serão destinados recursos de mão de obra pelas prefeituras. Já foram escolhidas 200 famílias em Caruaru, Pernambuco, que serão beneficiadas (mesmo não se tratando de um programa social).

    “Estamos trabalhando com a Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco) para melhor qualificar as lojas de materiais de construção, visando produtos de boa qualidade e precificação”, disse.

    Álvaro afirma que “toda a construção dessa solução foi feita com o governo em comum acordo com a Anamaco, que foi essencial para o êxito desse programa. E estamos abertos a críticas e dicas de soluções para melhoria desse trabalho”, finalizou.

    Mecanismo de credenciamento – cartão reforma

    Os empresários estão interessados e desejam saber de que forma será possível realizar proposta de credenciamento em seu estado. “Queremos saber a respeito do mecanismo de credenciamento das lojas no site”, resumiu Conz.

    Segundo Álvaro, todo o cadastramento do cartão reforma, pelas prefeituras, de pessoas físicas, lojistas é 100% digital. “Ainda estamos trabalhando na segurança para evitar fraude. Já recebemos prefeituras interessadas em participação financeira para ampliar o número de famílias beneficiadas”. Há no site do ministério uma seção para certificação/credenciamento.

    Conz informou: “Da nossa parte, empresarial, estamos tentando deixar claro ao lojista que já há uma cartilha para balizar nosso varejo a respeito”.

     

    Nova lei trabalhista – Trabalho intermitente

    A reunião contou com a participação do advogado da Divisão Sindical da CNC, Roberto Lopes, – diretamente do Rio de Janeiro – dado o interesse dos empresários em debater o trabalho intermitente que afeta diretamente os setores atacadista e varejista.

    Ele apresentou os principais impactos da Lei nº 13.467/2017, e apontou os desafios para as empresas.

    Como impactos mediatos, citou que a complexidade da reforma exigirá tempo para as adaptações.

    E como impactos imediatos apontou a redução de gastos com conflitos, redução do custo do trabalho, eficiência no uso dos recursos, segurança jurídica, redução de conflitos, equilíbrio entre direitos e deveres. No médio prazo: regulação de novos contratos e ambiente de negócios mais favorável. No longo prazo: aumento da formalização e redução do medo de empregar.

    Sobre os desafios para as empresas, Lopes apontou: compreensão do novo ambiente (visão dos empresários X visão dos juízes); maior demanda para os recursos humanos (atenção com pessoas jurídicas, produtividade, comissão de empregados, pautas laborais); nova atuação dos advogados; nova vida sindical (necessidade imperiosa de focar na representatividade dos sindicatos).

    “A Lei nº 13.497, de 13/07/2017 promoveu alteração em mais de 117 dispositivos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), adequando-a ao avanço socioeconômico e tecnológico ao qual chegou à sociedade brasileira, sem a extinção de direitos dos trabalhadores”, informou o advogado.

    Lopes pontuou: os novos modelos de contrato de trabalho (por tempo parcial, de 26 ou 30 horas (garantias: hora extra, férias, 13º, etc.); o teletrabalho (disciplinado de forma simples); o trabalho intermitente (sem jornada definida); terceirização; autônomo; assim como a racionalização do uso de trabalho (o empregado decide o período para ficar na empresa fora da jornada; ajustes do banco de horas por acordo individual; redução de jornada e salário, mas com garantia de emprego pelo empregador); a autorresolução de impasses com a representação dos empregados (que é definida dependendo do número de empregados – empresas com 200 a 3.000 empregados: três membros; de 3.001 a 5.000 empregados: cinco membros; a partir de 5.001 empregados: sete membros – comissões eleitas para mandatos de dois anos).

    Há também outros destaques, como o equilíbrio entre deveres e direitos; a desburocratização, como simplificação da quitação -; a redefinição de salário; a promoção e regras de saúde; a valorização da negociação coletiva; entre outras questões.

    As alterações previstas na Lei nº 13.467/2017 entram em vigor decorridos 120 dias de sua publicação, ou seja, a partir de 14 de novembro de 2017.

    Nova lei Trabalhista – O contrato de trabalho intermitente na nova CLT

    O contrato de trabalho intermitente na nova CLT é um dos destaques da reforma trabalhista – por horas, dias ou mês.

    Segundo o Art. 443, o contrato individual de trabalho poderá ser acordado tácita ou expressamente, verbalmente ou por escrito, por prazo determinado ou indeterminado, ou para prestação de trabalho intermitente.

    Lopes exemplificou na prática esse modelo de serviço. “Bares e restaurantes que poderão fixar esse tipo de contrato com garçons, cozinheiros e seguranças para atuarem nos períodos que demandarem maior público. Outro exemplo pode ocorrer no comércio varejista que pode fixar contrato com vendedores para trabalhar em datas cujo movimento do comercio é maior (Natal, Dias das Mães, Namorados, Crianças, etc)”. Segundo Art. 452-A, “O contrato de trabalho intermitente deve ser celebrado por escrito e deve conter especificamente o valor da hora de trabalho, que não pode ser inferior ao valor horário do salário mínimo ou àquele devido aos demais empregados do estabelecimento que exerçam a mesma função em contrato intermitente ou não”.

    Em seu parágrafo 1º, “o empregador convocará, por qualquer meio de comunicação eficaz, para a prestação de serviços, informando qual será a jornada, com, pelo menos, três dias corridos de antecedência”.

    O parágrafo 2º explica que “recebida a convocação, o empregado terá o prazo de um dia útil para responder ao chamado, presumindo-se, no silêncio, a recusa”.

    Já o parágrafo 3º aponta: “a recusa da oferta não descaracteriza a subordinação para fins do contrato de trabalho intermitente”.

    Nova lei Trabalhista – O Negociado sobre o Legislado

    O negociado sobre o legislado é uma questão que tem dado um nó da cabeça dos empresários e trabalhadores. Por esse motivo, Roberto Lopes trouxe uma apresentação para esclarecer aos membros da Câmara as dúvidas mais básicas.

    Dentro da consolidação da nova lei, citou exemplos do que pode ser negociado por convenção coletiva ou acordo individual diretamente com o empregador: a hora extra e banco de horas para compensação em até seis meses; e a compensação da jornada no mesmo mês; jornada de trabalho 12×36.

    Somente por acordo individual – direto com o empregador foram instituídos: parcelamento de férias em até três vezes; horário de intervalo de descanso para lactantes; contrato de trabalho do empregado portador de diploma de nível superior e cuja remuneração seja superior a duas vezes o limite máximo estabelecido para os benefícios da Previdência Social; a demissão em comum acordo.

    Já em relação à jornada de trabalho, observados os limites constitucionais; e o banco de horas anual – as alterações serão somente por convenção coletiva; entre outros definidos na Lei da Reforma Trabalhista. 

    Contribuição Sindical

    Outro tópico ressaltado na reunião foi o fim da contribuição sindical compulsória.

    Sobre o tema, Roberto Lopes explicou que a contribuição sindical não foi extinta, passou a ser facultativa e não mais compulsória. “A contribuição sindical passa a ser facultativa (nova redação arts. 578 e 579 da CLT) condicionada à autorização expressa dos que participarem de uma categoria econômica ou profissional, ou de uma profissão liberal”, disse. Ou seja, sua cobrança não mais poderá ser efetuada como sempre foi, de forma compulsória (obrigatória).

    Como exemplo, ele citou o artigo 545, que determina que os empregadores ficam obrigados a descontar a contribuição da folha do empregado, desde que devidamente autorizados pelos trabalhadores, previamente.

    “Diante dessa nova situação, caberá às entidades sindicais se mostrarem mais atrativas e representativas, para angariar associados e, com isso, manter ou aumentar sua receita. Produtos e serviços poderão fazer a diferença, assim como a participação efetiva na negociação coletiva”, aconselhou.

    Parceria CBMC e Senac

    O Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) oferta, por programa gratuito, quatro tipos de cursos, por estado, para os sindicatos do setor ligados à CBMC.

    Entre os cursos mais procurados estão: Processos Logísticos de Estoques e Compras, Técnicas de Liderança, Ações Eficazes em Vendas, Gerência em Lojas. Eles já estão sendo aplicados nas unidades do Senac nos estados de São Paulo, Amazonas, Espirito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Piauí e Santa Catarina.

    Encerramento

    Após a reunião, a CNC ofereceu um almoço aos participantes. Na opinião do grupo a reunião foi produtiva. Outro tema abordado ainda que de modo superficial, é o que se refere à “reforma tributária”, a ser objeto de abordagem em próximas reuniões.

    Nesse sentido, consultor da Presidência da CNC, Roberto Nogueira Ferreira, ofereceu aos participantes o livro de sua autoria, “A Reforma Essencial II – Esqueçam a Reforma Tributária”.

  • Boletim Informativo Diário (BID) 149/2017

    DESTAQUES:

    Secex amplia o rol de entidades habilitadas a emitir Certificados de Origem Digital (COD) no comércio com a Argentina, no âmbito dos Acordos de Complementação Econômica (ACE) n.ºs 14 e 18

    CCFGTS define o índice aplicado para a realização da distribuição do resultado positivo do FGTS referente ao exercício de 2016

    DESTAQUES:

    Secex amplia o rol de entidades habilitadas a emitir Certificados de Origem Digital (COD) no comércio com a Argentina, no âmbito dos Acordos de Complementação Econômica (ACE) n.ºs 14 e 18

    CCFGTS define o índice aplicado para a realização da distribuição do resultado positivo do FGTS referente ao exercício de 2016

  • Fecomércio-BA celebra 70 anos de história

    A celebração dos 70 anos da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado da Bahia reuniu parceiros, colaboradores e autoridades em um dia histórico para o comércio baiano. A cerimônia aconteceu no Pupileira, espaço para eventos no bairro de Nazaré, em Salvador, no dia 9 de agosto. Durante a cerimônia, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e os Correios, por meio da Diretoria Regional da Bahia, lançaram um carimbo comemorativo e um selo personalizado celebrando o aniversário da Fecomércio-BA.

    A celebração dos 70 anos da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado da Bahia reuniu parceiros, colaboradores e autoridades em um dia histórico para o comércio baiano. A cerimônia aconteceu no Pupileira, espaço para eventos no bairro de Nazaré, em Salvador, no dia 9 de agosto. Durante a cerimônia, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e os Correios, por meio da Diretoria Regional da Bahia, lançaram um carimbo comemorativo e um selo personalizado celebrando o aniversário da Fecomércio-BA. O evento também foi palco do lançamento da medalha comemorativa da Fecomércio-BA, feita pela Casa da Moeda do Brasil. 

    Na ocasião, o presidente da Fecomércio-BA, Carlos de Souza Andrade, destacou o apoio dos sindicatos filiados, da Diretoria, Superintendência e dos funcionários da Federação como alicerce dentro do processo de trabalho focado na defesa dos interesses dos empresários do setor. “Sinto-me enobrecido de ser presidente desta casa e ter a oportunidade de fazer parte da sua história, juntamente a toda a nossa equipe, desenvolvendo parceiros, representantes políticos e toda a comunidade empresarial do setor terciário”, ressaltou o presidente. Segundo Gil Siuffo, vice-presidente e representante da CNC na cerimônia, os resultados dos investimentos da Fecomércio-BA na economia da cidade são notáveis: “Como baiano e soteropolitano, posso dizer que a Fecomércio desempenha um papel decisivo no comércio brasileiro. Parabéns à Federação pelos seus 70 anos e ao presidente Carlos Andrade pela valiosa contribuição ao inovar trazendo modernidade no seu mandato”, disse Gil.

    O prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães Neto, destacou que é uma satisfação ver a Fecomércio-BA chegar a essa marca histórica. “Agradeço, em nome dos três milhões de soteropolitanos, por esses 70 anos de luta em prol de uma economia sólida para a cidade. Tenho prazer em dizer que trabalho em diversos projetos junto ao presidente Carlos Andrade e que a nossa aliança continua se fortalecendo em prol do comércio e da prosperidade de Salvador”, salientou.

  • Eunício anuncia comissão para discutir nova versão para MP do Refis

    O presidente do Congresso Nacional, Eunício Oliveira (PMDB-CE), anunciou nesta quarta-feira (09/08) a criação de uma comissão mista, formada por deputados e senadores, para discutir uma nova versão para o texto da medida provisória do Refis (programa de refinanciamento de dívidas tributárias com o governo).

    Eunício deu a informação após oferecer um almoço ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a parlamentares e ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

    O presidente do Congresso Nacional, Eunício Oliveira (PMDB-CE), anunciou nesta quarta-feira (09/08) a criação de uma comissão mista, formada por deputados e senadores, para discutir uma nova versão para o texto da medida provisória do Refis (programa de refinanciamento de dívidas tributárias com o governo).

    Eunício deu a informação após oferecer um almoço ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a parlamentares e ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

    “Tiramos aqui [no almoço] uma comissão. Eu indiquei dois senadores e Rodrigo [Maia] indicou três ou quatro deputados para fazer o entendimento final em relação a essa questão do Refis o mais rapidamente possível”, declarou Eunício Oliveira.

    Conforme o presidente do Congresso, ainda na tarde desta quarta haverá uma reunião dos integrantes da comissão com Henrique Meirelles, representantes da Receita e o relator da MP, deputado Newton Cardoso Júnior (PMDB-MG), para chegar a um consenso sobre o texto.

    Segundo Eunício, se não for possível chegar a uma versão que contemple as modificações dos parlamentares e o que o governo espera, Rodrigo Maia pautará a votação da MP mesmo assim no plenário da Câmara.

    Também presente ao encontro, Rodrigo Maia defendeu a construção de um entendimento para garantir a arrecadação de R$ 13 bilhões prevista com o Refis.

    “Se nós mudarmos muito o texto, e a arrecadação ficar longe dos R$ 13 bilhões, a responsabilidade será do Congresso. E tenho certeza que nem deputados nem senadores estão dispostos a aumentar impostos. Então, nós precisamos construir um entendimento”, disse.

    Entenda o caso  

    A medida provisória que institui a nova etapa do Refis foi enviada em maio ao Congresso Nacional. Mas a comissão que analisou a MP aprovou a redação com modificações. O texto está pronto para ser votado pelo plenário da Câmara.

    O projeto aprovado na comissão não prevê desconto no valor dos juros e de multas, ao contrário de programas anteriores.

    A comissão mista, contudo, aprovou parecer que concede desconto nas multas e nos juros das dívidas parceladas, acaba com restrições ao uso de créditos fiscais, autoriza empresas em recuperação judicial a participarem do programa e dobra o prazo máximo de parcelamento.

    As alterações desagradaram a equipe econômica do governo. A arrecadação com o Refis cairia de R$ 13 bilhões para menos de R$ 500 milhões em 2017 e, entre 2018 e em 2020, o governo também perderia recursos.

    A equipe econômica espera, por meio da nova etapa do Refis, garantir arrecadação o suficiente para evitar ou minimizar a mudança na meta fiscal de 2017, que prevê déficit de R$ 139 bilhões.

     

    Fonte Portal G1