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  • CARF/Unimed-Rio Cooperativa de Trabalho Médico do Rio de Janeiro X Fazenda Nacional

    1ª Turma da Câmara Superior

    Operadoras de plano de saúde / intercâmbio

    Processo 16682.721218/2013-32

    O processo discute a tributação do chamado “intercâmbio” entre unidades das operadoras de planos de saúde. São situações em que uma operadora atende beneficiários de outra, havendo posteriormente o ressarcimento.

    1ª Turma da Câmara Superior

    Operadoras de plano de saúde / intercâmbio

    Processo 16682.721218/2013-32

    O processo discute a tributação do chamado “intercâmbio” entre unidades das operadoras de planos de saúde. São situações em que uma operadora atende beneficiários de outra, havendo posteriormente o ressarcimento.

  • Informe Representações 435

    Assessoria de Gestão das Representações 10/08/2017 – Ano 7, nº 435

    MINISTÉRIO DO TRABALHO

    Fórum Nacional de Aprendizagem Profissional (FNAP)

    Ana Paula Tomazzetti Urroz Maciel Pinheiro, advogada, e Cristiane de Souza Soares, assessora, representarão a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), na qualidade de titular e suplente, respectivamente, no Fórum Nacional de Aprendizagem Profissional (FNAP), biênio 2017-2018.

    Assessoria de Gestão das Representações 10/08/2017 – Ano 7, nº 435

    MINISTÉRIO DO TRABALHO

    Fórum Nacional de Aprendizagem Profissional (FNAP)

    Ana Paula Tomazzetti Urroz Maciel Pinheiro, advogada, e Cristiane de Souza Soares, assessora, representarão a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), na qualidade de titular e suplente, respectivamente, no Fórum Nacional de Aprendizagem Profissional (FNAP), biênio 2017-2018.

    O Fórum tem como competência promover o contínuo debate entre instituições formadoras, órgãos de fiscalização e representação de empregadores e trabalhadores; desenvolver, apoiar e propor ações de mobilização pelo cumprimento de contratação de aprendizes, conforme disposto na CLT; além de monitorar e avaliar o alcance das metas de contratação e efetividade na oferta de programas de aprendizagem profissional.

    Assessoria de Gestão das Representações – CNC

    (61) 3329-9539 / 3329-9547 / 3329-9566

    agr@cnc.org.br

  • Empresas deverão oferecer agendamento para entrega de produtos e serviços

    Ao comprar um móvel ou eletrodoméstico, o consumidor terá a opção de agendar a entrega na data e turno de entrega mais conveniente. Essa é a ideia do Projeto de Lei do Senado (PLS) n° 635/2015, aprovado nesta quarta-feira (9) na Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC).

    Se o projeto virar lei, a modalidade de entrega agendada também será obrigatória para a prestação de serviços.

    Ao comprar um móvel ou eletrodoméstico, o consumidor terá a opção de agendar a entrega na data e turno de entrega mais conveniente. Essa é a ideia do Projeto de Lei do Senado (PLS) n° 635/2015, aprovado nesta quarta-feira (9) na Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC).

    Se o projeto virar lei, a modalidade de entrega agendada também será obrigatória para a prestação de serviços.

    Conforme a proposta, apresentada pelo ex-senador Douglas Cintra, a empresa poderá cobrar pela entrega ou visita agendada, mas deverá explicitar o preço do serviço no momento da compra ou contratação.

    Se descumprir o horário, a empresa abrirá a possibilidade de o consumidor rescindir o contrato e deverá devolver o valor pago pelo agendamento. Também estará sujeita a outras sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor.

    “Embora alguns consumidores residam em prédios com porteiros ou disponham de pessoas que podem, sem prejuízo de suas rotinas, receber mercadorias ou serviços de acordo com a grade de distribuição das empresas, a vida moderna impõe muitas vezes que todos os membros de determinadas famílias trabalhem fora, não sendo raras as situações em que o consumidor se vê obrigado a deixar de lado seus afazeres para aguardar a entrega de um produto ou serviço”, defende o senador no texto do projeto.

    O texto de Douglas Cintra, que altera o Código de Defesa do Consumidor, apenas autorizava a empresa a fornecer, de forma onerosa, o serviço de entrega agendada. A relatora substituta, senadora Regina Sousa (PT-PI), apresentou uma emenda substituindo a palavra “autorizar” por “obrigar”.

    O projeto é terminativo e por isso seguirá para a Câmara dos Deputados caso não haja recurso para votação no Plenário.

     

  • Congresso e governo buscam acordo sobre MP que refinancia dívidas tributárias

    Os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Eunício Oliveira, informaram nesta quarta-feira (09/08) que vão criar uma comissão informal de deputados, senadores e técnicos da área econômica do governo para buscar um consenso sobre a Medida Provisória n° 783/2017, que permite o parcelamento de dívidas com a União, tanto de pessoas físicas quanto de pessoas jurídicas.

    Os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Eunício Oliveira, informaram nesta quarta-feira (09/08) que vão criar uma comissão informal de deputados, senadores e técnicos da área econômica do governo para buscar um consenso sobre a Medida Provisória n° 783/2017, que permite o parcelamento de dívidas com a União, tanto de pessoas físicas quanto de pessoas jurídicas.

    Em junho, o governo editou a MP com a previsão de arrecadação de aproximadamente R$ 13 bilhões, mas o relatório apresentado na comissão mista alterou os descontos propostos pelo Executivo para multas, juros de mora, encargos legais e honorários advocatícios.

    Segundo o relator, deputado Newton Cardoso Jr (PMDB-MG), os descontos, que no texto original giravam em torno de 25% a 90%, passariam a ser de 85% a 99%. O Ministério da Fazenda não concorda com as modificações.

    O deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) criticou o governo por não aceitar as mudanças propostas pelo Congresso. Segundo ele, o governo vai conseguir obter arrecadação com o texto da comissão mista, mas o objetivo principal é recuperar a saúde financeira das empresas e reativar a economia, diante da “maior crise econômica do País”.

    Já Eunício Oliveira lembrou que, como a vigência da MP n° 783 foi prorrogada até outubro, é importante que haja mais discussão. Ele reiterou que não vai pautar, no Plenário do Senado, medidas provisórias com prazo próximo do vencimento. “Já disse que necessito do prazo, porque não aprovaremos mais MP de afogadilho. O sistema é bicameral.”

    Impostos

    Rodrigo Maia destacou a importância de se aprovar um texto para a MP n° 783 que ajude o governo a melhorar a arrecadação, mas evite o envio de propostas que aumentem impostos. Ontem, o governo recuou da ideia de aumentar a alíquota do Imposto de Renda após Maia afirmar que a proposta não seria aprovada na Câmara.

    “Há uma expectativa de R$ 13 bilhões e, ao mudar o texto e ficar longe do previsto, a responsabilidade será do Congresso. Tenho certeza que nem deputados e nem senadores estão dispostos a aumentar impostos. Temos é que buscar um entendimento que garanta ao governo a confirmação da arrecadação”, afirmou.

    Previdência

    O presidente da Câmara reafirmou ainda a importância da reforma da Previdência (PEC n° 287/2016), mas reconheceu a dificuldade em aprovar a proposta devido à falta de apoio de partidos da base do governo. Segundo Maia, que cobra uma reorganização na base aliada, não depende só dele a definição de um calendário para votação da reforma.

    “É legítimo, é melhor falar do que ficar com uma expectativa que não é verdadeira. Eu falei desde o dia da votação da denúncia [contra o presidente Michel Temer] que o resultado mostrava que tínhamos um longo caminho”, afirmou.

     

  • Fecomércio-SC completa 69 anos em cenário desafiador

    A Fecomércio-SC completa 69 anos de atuação e representatividade nesta quinta-feira, 10 de agosto, com conquistas a comemorar e mais desafios pela frente, entre eles o novo panorama sindical, com a reforma trabalhista, as flutuações do mercado e as incertezas no Congresso Nacional. 

    A Fecomércio-SC completa 69 anos de atuação e representatividade nesta quinta-feira, 10 de agosto, com conquistas a comemorar e mais desafios pela frente, entre eles o novo panorama sindical, com a reforma trabalhista, as flutuações do mercado e as incertezas no Congresso Nacional. 

    “Será uma nova fase de amadurecimento da relação sindical no País, um momento de reinvenção. A reforma trabalhista traz ferramentas para as entidades demonstrarem aos representados sua importância e razão de existência, uma vez que são detentoras de prerrogativas legais exclusivas. A prevalência do negociado sobre o legislado é um exemplo de como a atuação efetiva das entidades sindicais será primordial”, pondera Bruno Breithaupt, presidente da Federação catarinense. Segundo o líder empresarial, a aproximação com base de representação por meio de produtos e serviços competitivos pode significar o impulso necessário para a sobrevivência e crescimento dos sindicatos. 

    Bandeiras do setor terciário 

    A Fecomércio-SC vem encampando grandes bandeiras ao longo do ano, como a de caráter nacional intitulada Por um Novo Brasil, em apoio às reformas estruturantes. Agora, mirando o segundo semestre de 2017, a Federação reforça o trabalho com os empresários, sindicatos e parlamentares no encaminhamento da agenda previdenciária. “É neste momento que a reforma se confirmará como o teste de fogo para o governo e sua base aliada. Há também a reforma tributária, que o governo se comprometeu a desenterrar no segundo semestre. A Federação estará com os empresários na construção deste novo país que deve emergir após toda essa contestação social que vivemos”, afirma o presidente. 

    Para Breithaupt, a reforma política só sairá do papel quando houver mobilização social das entidades de classe responsáveis: “O que vem sendo debatido atualmente no Congresso trata de uma reforma eleitoral de mera acomodação de interesses de alguns setores da classe política”.

     

  • CARF/Enfil S/A Controle Ambiental X Fazenda Nacional

    1ª Turma da Câmara Superior

    Despesa necessária / Serviços

    Processo 19515.006820/2008-07

    A companhia produz sistemas de controle de poluição ambiental e tratamento de água. Alega que seriam necessárias – e portanto dedutíveis da base de cálculo do IRPJ – as despesas com serviços de engenharia e consultorias.

    1ª Turma da Câmara Superior

    Despesa necessária / Serviços

    Processo 19515.006820/2008-07

    A companhia produz sistemas de controle de poluição ambiental e tratamento de água. Alega que seriam necessárias – e portanto dedutíveis da base de cálculo do IRPJ – as despesas com serviços de engenharia e consultorias.

    A cobrança fiscal foi feita ao contribuinte após a fiscalização considerar que os contratos apresentados pela companhia são genéricos, sem detalhar os serviços prestados. A empresa defende que com base em seu objeto social seria possível considerar que as despesas são necessárias. Na Câmara Superior, a empresa perdeu por cinco votos a três. Para a maioria dos julgadores, as despesas devem ser efetivamente comprovadas, não bastando os registros dos serviços nas notas fiscais.

    “A nota pode ser genérica, mas o contrato, para lastrear a efetividade de uma despesa, não é uma formalidade”, afirmou o conselheiro André Mendes de Moura.

    Ficaram vencidos os conselheiros Gerson Macedo Guerra, Luis Flávio Neto e Daniele Souto Amadio

  • Câmara aprova acesso à contabilidade da empresa por sócio, sem restrição de prazo

    A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara aprovou projeto de lei que permite aos sócios de empresas examinar, a qualquer tempo, livros e documentos e o estado do caixa e da carteira da sociedade. A proposta (PL nº 5281/2016) altera o Código Civil (Lei nº 10.406/2002), que hoje permite que a empresa estipule época determinada para esse exame.

    A proposta é de autoria do deputado Carlos Bezerra (PMDB-MT) e recebeu parecer favorável do deputado Fábio Sousa (PSDB-GO).

    A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara aprovou projeto de lei que permite aos sócios de empresas examinar, a qualquer tempo, livros e documentos e o estado do caixa e da carteira da sociedade. A proposta (PL nº 5281/2016) altera o Código Civil (Lei nº 10.406/2002), que hoje permite que a empresa estipule época determinada para esse exame.

    A proposta é de autoria do deputado Carlos Bezerra (PMDB-MT) e recebeu parecer favorável do deputado Fábio Sousa (PSDB-GO).

    Ele explicou que a prática é de que a época própria para que os sócios exerçam o direito de fiscalização seja por ocasião da apresentação do balanço patrimonial anual.

    “Se um sócio investe recursos numa empresa, ou se ele é responsabilizado em caso de processos, ele tem de estar a par dos livros de caixa”, disse.

    Como tramita em caráter conclusivo e já foi aprovada na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços, a proposta seguirá para análise do Senado, a menos que haja recurso aprovado para que sua tramitação continue pelo Plenário.

  • CARF/Sadia X Fazenda Nacional

    1ª Turma da Câmara Superior

    Atividade rural / Depreciação incentivada

    Processo 10925.001519/2006-31

    Os conselheiros da Câmara Superior consideraram que as atividades da companhia não podem ser enquadradas como rurais. O entendimento levou à manutenção de uma cobrança fiscal decorrente da utilização da chamada depreciação incentivada, que permite que os bens do ativo imobilizado relacionados à atividade rural sejam depreciados integralmente no ano da aquisição.

    1ª Turma da Câmara Superior

    Atividade rural / Depreciação incentivada

    Processo 10925.001519/2006-31

    Os conselheiros da Câmara Superior consideraram que as atividades da companhia não podem ser enquadradas como rurais. O entendimento levou à manutenção de uma cobrança fiscal decorrente da utilização da chamada depreciação incentivada, que permite que os bens do ativo imobilizado relacionados à atividade rural sejam depreciados integralmente no ano da aquisição.

    Para a fiscalização, o abate de porcos e frangos pela companhia, seguida do resfriamento e embalagem para venda, não seriam atividades rurais. Prova disso, para o fiscal, seria a tecnologia empregada no processo.

    Na Câmara Superior, por cinco votos a três, foi mantida a decisão da turma ordinária. O colegiado considerou que “o uso de equipamentos e utensílios que contrastam com aqueles usualmente empregados nas atividades rurais descaracteriza a atividade de transformação de produtos decorrentes da atividade rural, para efeitos do Imposto de Renda Pessoa Jurídica”.

    Em julho, quando o caso começou a ser analisado, os julgadores finalizaram a análise de outro ponto tratado no caso, e que está relacionado a uma consulta feita pela companhia à Receita Federal. Isso porque no documento a Receita diz que a atividade da companhia é rural, porém posteriormente houve a autuação fiscal.

    Por unanimidade, porém, os conselheiros da Câmara Superior consideraram que o fato não leva à nulidade do auto de infração, já que após a consulta ocorreram alterações legislativas.

  • CAS decide que aposentadoria não extingue contrato de trabalho

    A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) rejeitou nesta quarta-feira (09/08) uma emenda de Plenário a projeto que altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) explicitando que a concessão da aposentadoria a pedido do trabalhador não rescinde o contrato de trabalho a qual ele estiver submetido no momento. Com a rejeição, o projeto (PLC nº 137/2015) retorna ao Plenário.

    A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) rejeitou nesta quarta-feira (09/08) uma emenda de Plenário a projeto que altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) explicitando que a concessão da aposentadoria a pedido do trabalhador não rescinde o contrato de trabalho a qual ele estiver submetido no momento. Com a rejeição, o projeto (PLC nº 137/2015) retorna ao Plenário.

    O relatório aprovado foi elaborado pelo senador José Pimentel (PT-CE) e lido na reunião pela senadora Fátima Bezerra (PT-RN). Pimentel explica que o objetivo do projeto é adequar a CLT ao que já foi decidido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ainda em 2006, a partir de uma ação direta de inconstitucionalidade movida por PT, PDT e PCdoB contra artigo introduzido na CLT em 1997.

    O objetivo desses partidos na época, explica o senador, era derrubar a interpretação do Tribunal Superior do Trabalho (TST) de que o trabalhador aposentado, mesmo que continuasse a trabalhar na empresa, não teria mais direito à multa de 40% do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) referente ao período anterior à aposentadoria.

    A emenda rejeitada foi apresentada pelo senador Elmano Férrer (PMDB-PI) para acrescentar na lei um parágrafo que explicita que a concessão de benefício de aposentadoria compulsória rescinde o contrato de trabalho.

    “Esta hipótese não foi contemplada pelo PLC, até porque a Lei nº 8.213, de 1991, já estabelece a possibilidade de extinção do contrato de trabalho no caso da aposentadoria compulsória a pedido do empregador”, explica Pimentel do relatório aprovado pela CAS.

  • Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2018 é sancionada com vetos

    O presidente Michel Temer sancionou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2018 com uma série de vetos. A Lei nº 13.473/2017 com os vetos foram publicados no Diário Oficial da União desta quarta-feira (9). A lei é decorrente do PLN nº 1/2017, aprovado em sessão conjunta do Congresso Nacional no último dia 13.

    O presidente Michel Temer sancionou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2018 com uma série de vetos. A Lei nº 13.473/2017 com os vetos foram publicados no Diário Oficial da União desta quarta-feira (9). A lei é decorrente do PLN nº 1/2017, aprovado em sessão conjunta do Congresso Nacional no último dia 13.

    Para 2018, foi mantida a meta fiscal definida pela equipe econômica do governo, que prevê déficit primário de R$ 131,3 bilhões. A expectativa do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) é de 2,49%. Já a inflação deve ficar em 4,5% — dentro da meta estabelecida pelo governo, e a taxa básica de juros (Selic) em 9%. Também há previsão de crescimento de 4,5% do salário mínimo. Com isso, o piso pago atualmente de R$ 937 deve subir para R$ 979.

    Prioridades

    O primeiro veto à LDO foi ao trecho que incluía, no rol de prioridades do governo federal as metas do Plano Nacional de Educação, a conclusão de obras inacabadas com percentual de execução física superior a 50% e as ações relativas a iniciativas como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o Plano Brasil Sem Miséria, o programa de promoção da igualdade e ao enfrentamento à violência contra a mulher de 2018 e a implantação do Acordo de Paris sobre Clima.

    Entre as razões para o veto, Temer alegou que a ampliação de prioridades “dispersa os esforços do governo para melhorar a execução, o monitoramento e o controle de suas prioridades já elencadas afetando, inclusive, o contexto fiscal que o País enfrenta.”

    No texto aprovado pelo Congresso constava também que o Executivo teria que adotar providências (como o envio de projetos de lei) para reduzir incentivos e benefícios tributários, financeiros, creditícios ou patrimoniais. A medida foi vetada porque “poderia tornar ilegal medidas de caráter concessivo” e gerar conflito com a legislação atual.

    Reserva

    Foi vetada a reserva de parte do Orçamento para o pagamento de salários de agentes comunitários de saúde e para a conclusão de hospitais regionais. Na educação, foi retirada da LDO a obrigatoriedade de alocação de recursos para cumprir as metas do Plano Nacional de Educação. E foi excluída também a previsão de recursos para a implementação de sistema de emissão de visto eletrônico. Entre as razões para esses vetos, está a necessidade de flexibilizar a destinação dos recursos do governo.

    Auditoria

    Também estava previsto no texto vindo do Congresso uma auditoria da dívida pública, com a participação de entidades da sociedade civil, no âmbito do Ministério da Fazenda e do Banco Central. Isso foi vetado porque, entre outras razões, compete ao Tribunal de Contas da União a auditoria externa nas contas públicas, inclusive na Dívida Pública Federal, o que já ocorre regularmente. Esse controle externo, conforme definido pela Constituição, recebe apoio do Sistema de Controle Interno, que realiza auditorias internas através da Controladoria-Geral da União.

    Também foi vetada a obrigação da União de disponibilizar consulta informatizada unificada de todas as obras custeadas pelo orçamento de 2018. Temer alegou que tal medida é desnecessária, pois já existem mecanismos de transparência e monitoramento dos programas mais relevantes do governo, como o PAC (monitorado pelo SISPAC). Sem contar que a própria LDO estabelece a divulgação de relatório semestral, com metas, resultados e estágio de todas as ações dos programas. Temer acrescentou ainda que “a divulgação de algumas dessas informações acarretaria o acesso, por concorrentes e fornecedores das empresas estatais federais, a dados comerciais considerados sigilosos, gerando potencial prejuízo às mesmas.”

    Ainda quanto à transparência, foi vetada a elaboração de demonstrativo específico e atualização no Portal da Transparência de dados sobre a elaboração e a execução orçamentária e financeira do Fundo Constitucional do Distrito Federal.

    Reajuste de servidores

    O texto enviado pelo Congresso proibia o reajuste de servidores públicos posterior ao término do mandato presidencial vigente. Essa proibição foi vetada também, porque “prejudica a negociação das estruturas salariais”. De acordo com Temer, “tem sido a praxe da Administração Pública federal que eventuais reajustes sejam concedidos de forma parcelada, muitas vezes em mais de um exercício fiscal”.

    Foram vetados trechos relativos a emendas parlamentares individuais ou de bancada estadual. Um deles possibilitava às despesas administrativas decorrentes dessas emendas obter recursos próprios ou tirados das respectivas emendas. O dispositivo foi vetado porque deixa dúvidas de onde o dinheiro virá. Caso ele não venha das emendas aumentaria a despesa do governo.

    Novo regime fiscal

    Todos os anos são analisados pelo Congresso os projetos da Lei de Diretrizes Orçamentárias e, no segundo semestre, da Lei Orçamentária Anual (PLOA). A LDO define as prioridades que vão servir de base para o PLOA, que traz o orçamento de forma mais detalhada. O PLOA abrange, por exemplo, o orçamento fiscal da administração direta e indireta, o orçamento de investimento de estatais e o orçamento da seguridade social.

    Esta LDO foi a primeira aprovada dentro do Novo Regime Fiscal, estabelecido por uma mudança na Constituição feita em dezembro passado (EC nº 95/2016). Conforme as regras, as despesas primárias (obrigatórias e não obrigatórias) de um ano devem ser equivalentes à do ano anterior acrescidas da inflação (IPCA) medida entre julho e junho. Assim, se quiser aumentar uma despesa sujeita ao teto de gastos, o governo vai ter que tirar de outra despesa obrigatória.