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  • Boletim Informativo Diário (BID) 129/2017

    DESTAQUES:

    Sancionada a Reforma Trabalhista

    Dispensada Conselheira, representante dos Contribuintes (CNC), junto a Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção de Julgamento do CARF

    Designada Conselheira, representante dos Contribuintes (CNC), junto a Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção de Julgamento do CARF

    Dispensado representante das Confederações representativas das categorias econômicas de nível nacional no Comitê de Acompanhamento, Avaliação e Seleção de Conselheiros (CSC) (CNC) do CARF

    DESTAQUES:

    Sancionada a Reforma Trabalhista

    Dispensada Conselheira, representante dos Contribuintes (CNC), junto a Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção de Julgamento do CARF

    Designada Conselheira, representante dos Contribuintes (CNC), junto a Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção de Julgamento do CARF

    Dispensado representante das Confederações representativas das categorias econômicas de nível nacional no Comitê de Acompanhamento, Avaliação e Seleção de Conselheiros (CSC) (CNC) do CARF

  • Síntese da Conjuntura 15/07/2017

    Publicação quinzenal que aborda a evolução da conjuntura econômica brasileira, examinando os resultados sob o ângulo dos interesses do setor empresarial privado.

    Publicação quinzenal que aborda a evolução da conjuntura econômica brasileira, examinando os resultados sob o ângulo dos interesses do setor empresarial privado.

  • Síntese da Conjuntura 30/06/2017

    Publicação quinzenal que aborda a evolução da conjuntura econômica brasileira, examinando os resultados sob o ângulo dos interesses do setor empresarial privado.

    Publicação quinzenal que aborda a evolução da conjuntura econômica brasileira, examinando os resultados sob o ângulo dos interesses do setor empresarial privado.

  • Sem vetos, reforma trabalhista é sancionada por Temer

    O presidente da República, Michel Temer, sancionou nesta quinta-feira (13/07), sem vetos, a lei que modifica a legislação trabalhista (Lei nº 13.467/2017). O texto flexibiliza a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT, Decreto-Lei nº 5.452/1943) para prever, entre outras medidas, a prevalência dos acordos sobre a legislação e o fim da contribuição sindical obrigatória.

    O presidente da República, Michel Temer, sancionou nesta quinta-feira (13/07), sem vetos, a lei que modifica a legislação trabalhista (Lei nº 13.467/2017). O texto flexibiliza a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT, Decreto-Lei nº 5.452/1943) para prever, entre outras medidas, a prevalência dos acordos sobre a legislação e o fim da contribuição sindical obrigatória.

    “Preservamos todos os direitos dos trabalhadores, mesmo porque a Constituição Federal assim determina”, disse Temer. Segundo ele, “o mundo de hoje não é o mundo de 1943”, quando a CLT foi criada, daí a necessidade de adaptá-la ao século 21. “Hoje, as pessoas são capazes de fazer acordo [de trabalho] ”, destacou.

    O relator na Câmara, deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), afirmou que a reforma é um avanço nas relações de trabalho. “Quem gera emprego no Brasil não são os governos, o Parlamento ou a Justiça do Trabalho. Quem gera emprego são os empreendedores, por isso eles precisam ser ajudados”, afirmou.

    Vice-líder do PT, a deputada Érika Kokay (DF), criticou a reforma trabalhista. Para ela, as relações de trabalho serão precárias. “Sabe o que foi aprovado? Que as pessoas podem trabalhar 55 horas semanais, que podem ganhar R$ 500 ou R$ 600 por mês, porque vão trabalhar por hora e sempre no momento de maior volume de trabalho”, disse Kokay, comparando a jornada de trabalho básica (44 horas semanais) e o salário mínimo (R$ 937) antes previstos na CLT.

    Mudanças

    A reforma trabalhista estabelece que a convenção coletiva e o acordo coletivo de trabalho prevalecerão sobre a legislação em 15 pontos diferentes, como jornada de trabalho, banco de horas anual, intervalo mínimo de alimentação de meia hora, teletrabalho, regime de sobreaviso e trabalho intermitente.

    Poderão ser negociados ainda o enquadramento do grau de insalubridade e a prorrogação de jornada em ambientes insalubres, sem licença prévia do Ministério do Trabalho.

    Em negociações sobre redução de salário ou de jornada, deverá haver cláusula prevendo a proteção dos empregados contra demissão durante o prazo de vigência do acordo. Esses acordos não precisarão prever contrapartidas para um item negociado.

    Mais alterações

    Após a sanção, o governo divulgou para lideranças partidárias o esboço de uma medida provisória com dez mudanças na reforma trabalhista. Para aprovar o texto no Senado e evitar alterações – o que levaria ao retorno da proposta para a Câmara –, o governo prometeu aos senadores a edição de MP para modificar alguns pontos, como aqueles em relação à regulamentação do regime de trabalho intermitente (por hora) e às condições de trabalho para gestantes e lactantes.

    No esboço de MP, está previsto que a jornada de 12 horas de trabalho por 36 horas de descanso só pode ser estipulada mediante acordo coletivo. O esboço determina que a mulher grávida poderá trabalhar em local insalubre de graus mínimo e médio quando voluntariamente apresentar autorização de um médico. No caso da mulher que amamenta, estabelece que será afastada de local insalubre se apresentar atestado médico.

    Avaliações

    O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, afirmou, após a aprovação da reforma trabalhista no Senado, que não aceitaria nenhuma alteração, por meio de medida provisória, no texto aprovado pelo Congresso. Em entrevista nesta quinta-feira (13/07), ele explicou que não participou de nenhum acordo com o governo.

    “Quis deixar claro, ainda na madrugada, que a Câmara não participou e eu não participei [do acordo]. O que está sendo sancionado é uma revolução nas relações de trabalho no Brasil. Não podemos ter nenhum tipo de retrocesso depois de uma grande vitória no Parlamento”, disse.

    O deputado Alessandro Molon (Rede-RJ) defendeu o cumprimento do acordo do governo com os senadores, a fim de retirar da reforma trabalhista itens que considera graves. “Se o presidente da Câmara se negar a votar essa MP será um rompimento inaceitável de um acordo do governo com a sociedade brasileira”, afirmou.

  • Congresso aprova primeira LDO sob vigência do teto de gastos; texto vai à sanção

    O Plenário do Congresso Nacional aprovou nesta quinta-feira (13/07) a nova Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) do País, que vai orientar a elaboração e a execução do orçamento de 2018. Deputados e senadores acolheram o relatório da Comissão Mista de Orçamento, aprovado na noite desta quarta. O texto (PLN nº 1/2017) irá agora para sanção presidencial.

    O Plenário do Congresso Nacional aprovou nesta quinta-feira (13/07) a nova Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) do País, que vai orientar a elaboração e a execução do orçamento de 2018. Deputados e senadores acolheram o relatório da Comissão Mista de Orçamento, aprovado na noite desta quarta. O texto (PLN nº 1/2017) irá agora para sanção presidencial.

    A proposta foi relatada pelo deputado Marcus Pestana (PSDB-MG). Um acordo de última hora, chancelado por diversos partidos políticos, levou o relator a apresentar um adendo no Plenário que, entre outros pontos, torna o Fundo Partidário despesa obrigatória em 2018. Isso o livra do contingenciamento realizado a cada ano, que incide apenas sobre as despesas não obrigatórias (também chamadas de discricionárias).

    Em 2017, parte da dotação do fundo é classificada como despesa obrigatória e parte é discricionária. Como 2018 é ano de eleições, os partidos querem ter acesso aos recursos sem limitações orçamentárias.

    Despesa obrigatória

    Esta é a primeira LDO aprovada pelo Congresso sob a vigência da Emenda Constitucional 95, que criou o Novo Regime Fiscal (NRF). O NRF estabeleceu um teto anual para as despesas primárias (obrigatórias e discricionárias) dos poderes, com vigência até 2036.

    O parecer de Pestana adaptou o projeto da LDO às exigências do teto de gastos. Um dos pontos principais do texto é a proibição de aumento de despesa obrigatória, sujeita ao teto, por proposta legislativa (como projeto de lei e medida provisória) sem a devida compensação orçamentária em outras despesas obrigatórias. O objetivo é manter os gastos permanentes sob controle.

    O relator explicou que as despesas do próximo ano já estão no limite, não havendo espaço para aumento sem a compensação. As despesas primárias sujeitas ao teto somaram R$ 1,301 trilhão em 2017. Pelos critérios do NRF, o fator de correção em 2018 será de 3% (equivalente ao IPCA de julho de 2016 a junho de 2017). A correção eleva a despesa primária para R$ 1,340 trilhão.

    Segundo Pestana, o ganho entre os dois anos, de R$ 39 bilhões, já está integralmente comprometido com o crescimento esperado dos benefícios sociais e com os reajustes do funcionalismo público já concedidos.

    Cenário fiscal

    A situação fiscal do País foi o ponto mais abordado pelo deputado no Plenário. Pestana reforçou os argumentos que apresentou ontem na Comissão de Orçamento, e disse que a crise fiscal é grave. “É fundamental o Congresso entender a gravíssima situação das contas públicas”, afirmou. O deputado disse ainda que o desequilíbrio fiscal está no centro da crise econômica.

    Durante a votação, que foi feita por acordo, o deputado Bohn Gass (PT-RS) comentou o fato de esta ser a primeira LDO aprovada com base na emenda do teto de gastos. “Tem três aspectos problemáticos nesse projeto. A estrutura pública, do ponto de vista dos servidores, não está garantida. A tese da LDO diz que só entra servidor se o outro sair. Mas se quisermos ampliar a educação, tem que ter mais professor, temos que ter mais servidores. O segundo aspecto é que não estimula a economia. E o terceiro: fica tudo congelado”, disse.

    Deficit primário

    Além de disciplinar o próximo orçamento, a LDO define meta fiscal do País no próximo ano. O relatório final mantém a meta proposta pelo governo. O texto prevê, para 2018, deficit primário de R$ 132,5 bilhões para a União (governo federal e estatais), uma redução de quase R$ 10 bilhões em relação a 2017. Para este ano, o deficit mirado é de R$ 142 bilhões para a União.

    O governo federal responderá pelo deficit de R$ 129 bilhões. Estatais federais terão como meta o deficit de R$ 3,5 bilhões; como já é praxe, Eletrobras e Petrobras serão isentas do esforço fiscal. Para estados e municípios, a projeção é de superavit de R$ 1,2 bilhão.

    No conjunto, a meta do setor público brasileiro é um deficit primário de R$ 131,3 bilhões, o equivalente a 1,8% do Produto Interno Bruto (PIB) estimado para o ano. “Não devemos nos acomodar diante de um deficit primário desses”, afirmou Pestana.

    O projeto estabelece a possibilidade de compensação entre os resultados do governo, das estatais e dos entes federados. Com isso, desde que mantida a meta total de R$ 131,3 bilhões, o governo poderá fazer mudanças no seu esforço fiscal ou no das estatais durante a execução orçamentária.

    Se os números propostos pelo governo se confirmarem, o ano de 2018 será o quinto consecutivo de deficit primário. Os saldos negativos contribuem para o crescimento da dívida do governo.

  • Comissão mista aprova relatório da MP que refinancia dívidas tributárias

    A comissão mista que analisou a Medida Provisória (MPV) nº 783/2017, que instituiu um novo programa de regularização tributária, aprovou o texto do relator, deputado Newton Cardoso Junior (PMDB-MG). Pela medida provisória, pessoas físicas e jurídicas podem se beneficiar do Programa Especial de Regularização Tributária junto à Secretaria da Receita Federal do Brasil e à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.

    A comissão mista que analisou a Medida Provisória (MPV) nº 783/2017, que instituiu um novo programa de regularização tributária, aprovou o texto do relator, deputado Newton Cardoso Junior (PMDB-MG). Pela medida provisória, pessoas físicas e jurídicas podem se beneficiar do Programa Especial de Regularização Tributária junto à Secretaria da Receita Federal do Brasil e à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.

    De acordo com o texto, as empresas e pessoas físicas que tenham débitos com a Receita Federal podem parcelar as dívidas em até 175 parcelas, com abatimentos de juros e multas de mora. O deputado Newton Cardoso Junior destacou a importância de iniciativas para restabelecer a saúde financeira dos contribuintes, principalmente os empreendedores que geram empregos.

    “Trabalhos como o dessa comissão permitirão que possamos resgatar alguns desses contribuintes e possamos colocá-los em condição de robustez para garantir o pagamento de seus tributos e a gente possa mudar essa mentalidade brasileira que enxerga o fim do contribuinte como solução”, defendeu.

    O senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), presidente da comissão mista, sublinhou o esforço do relator e dos demais parlamentares no sentido de ouvir todos os setores envolvidos e aprovar um texto representativo.

    “[Audiências públicas] com diversas entidades, ouvindo a Receita Federal, o governo federal, mas, sobretudo, o setor produtivo nacional e valorizando a participação dos parlamentares, tanto dos deputados federais como dos senadores”, afirmou.

    Fernando Bezerra informou que ele e o relator acompanharão o andamento do projeto de lei de conversão para garantir sua aprovação e a sanção pelo Poder Executivo. A comissão mista também encaminhou um ofício à Casa Civil solicitando a prorrogação da MP até setembro, para evitar que ela perca a validade antes da votação nos Plenários da Câmara e do Senado.

  • Sumário Econômico 1494

    Destaque da edição:

    Destaque da edição:

    Turismo do RJ já perdeu R$ 320 milhões com aumento da violência em 2017 – De janeiro a abril deste ano, o faturamento do setor de turismo do Estado do Rio de Janeiro registrou queda de 7,9% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com o Índice de Atividades Turísticas divulgado recentemente pelo IBGE. No comparativo com o ano anterior, a receita bruta das atividades tipicamente turísticas do Estado vem acumulando perdas desde o fim dos Jogos Olímpicos de 2016. Diversos fatores de natureza meramente econômica justificaram, ainda que de forma parcial, o recente desempenho negativo desse setor. A evolução desfavorável do mercado de trabalho, por exemplo, limitou a capacidade de consumo desse tipo de serviço nos últimos meses.

    Inadimplência mostra o menor resultado do ano – Dados mais recentes divulgados pelo Banco Central mostraram que o saldo das operações de crédito do sistema financeiro teve queda de 0,2% em maio deste ano contra o mês imediatamente anterior, a segunda redução consecutiva. O saldo total dos empréstimos e financiamentos alcançou o valor de R$ 3,1 trilhões no último resultado, representando 48,0% do PIB. No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em maio de 2017, a variação foi de -2,6%, 0,5 p.p. abaixo da variação de -2,1% observada no mesmo período do ano anterior. O aumento mensal de 0,6% no saldo das operações das pessoas físicas não foi o suficiente para compensar a queda de 1,0% nas operações das pessoas jurídicas. Mesmo na comparação dos últimos 12 meses, os empréstimos a pessoas físicas mantêm-se positivos, com crescimento de 4,0% e representando 51,8% do saldo total das operações de crédito. Os empréstimos a pessoas jurídicas recuaram 8,9% neste período e retratam 48,2% do saldo geral.

    Comércio internacional – Novas tendências – Na cúpula do G20, que ocorreu em Hamburgo nos dias 7 e 8 de julho, um assunto em particular ganhou destaque: o isolacionismo de Donald Trump e a perda da liderança dos Estados Unidos. O principal quesito a ser entendido é o que isso pode significar para o futuro dos negócios globais. Além disso, há o questionamento sobre quem ditará as regras do comércio internacional frente à perda de influência dos Estados Unidos. No entanto, a resposta para essa questão parece estar ficando cada vez mais clara, ao passo que a União Europeia (UE) e o Japão chegaram a um “acordo político” sobre os contornos de um novo acordo comercial. Com a administração de Trump focada na revisão de acordos já existentes – seja saindo da Parceria Transpacífico ou renegociando outros acordos com o Nafta, em vez de lançar novos tratados, abriu-se espaço para acordos como o da UE-Japão e outros que também estão sendo desenhados. Dito de outra forma: é provável que o mundo veja muitos pactos comerciais, mas em que os Estados Unidos, a voz dominante no comércio há mais de 70 anos, estarão excluídos.

    Reduzindo a meta – A Resolução Banco Central do Brasil (Bacen) nº 4.582, de 29 de junho do corrente ano, disparada no final do mês passado, correspondeu a uma boa notícia. Ela fixou a nova meta para a inflação no biênio 2019-2020 e o novo intervalo a vir a ser aceito como de tolerância. A divulgação dessa resolução pelo órgão executor da política monetária tornou pública a decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN). Os ministros da Fazenda e do Planejamento e o presidente do Bacen compõem o CMN. Para o exercício de 2019, as autoridades diminuíram o centro de 4,50% para 4,25%; enquanto, para 2020, abaixaram ainda mais: 4,00%. Elas também reduziram o patamar de tolerância, que passou de 2 pontos percentuais para 1,5. Será aceitável para o Bacen em 2019 que a inflação oscile entre 2,75% e 5,75%; para o ano seguinte, o mínimo aceitável de elevação média dos preços será de 2,50%, enquanto o teto vai até 5,50%.

  • Sancionada a Lei de Modernização Trabalhista

    O texto que promove a reforma trabalhista foi sancionado pelo presidente da República, Michel Temer, em cerimônia realizada no Palácio do Planalto, em 13 de julho. A sanção aconteceu dois dias após a aprovação do PLC n° 38/2017 pelo Senado Federal.

    O texto que promove a reforma trabalhista foi sancionado pelo presidente da República, Michel Temer, em cerimônia realizada no Palácio do Planalto, em 13 de julho. A sanção aconteceu dois dias após a aprovação do PLC n° 38/2017 pelo Senado Federal.

    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) foi representada no evento pelo vice-presidente Adelmir Santana, que também é presidente da Fecomércio-DF. “A sanção da reforma trabalhista significa efetivamente um avanço e a consagração de todos os posicionamentos da CNC e de nós que compomos o Sistema”, afirmou Santana.

    Também estiveram presentes à cerimônia o vice-presidente da CNC Laércio Oliveira que, como deputado federal (SD-SE), atuou com destaque para a aprovação da modernização da lei trabalhista; o presidente da Febrac, Edgar Segato Neto; e o vice-presidente da Fenavist, Avelino Lombardi.

    Em nota enviada à imprensa, no dia 12, a CNC classificou a aprovação da nova lei como um grande avanço para a sociedade brasileira, valorizando a autonomia da vontade das partes para a regulamentação das condições de trabalho, sem a extinção de direitos dos trabalhadores.

    Dentre as mudanças aprovadas, estão a valorização dos acordos coletivos entre patrões e empregados, a possibilidade de novas formas de contratação, como o trabalho intermitente, e a criação de regras para o teletrabalho.

    Direitos dos trabalhadores como FGTS, 13° salário e licença-maternidade, entre outros, permanecem. “O que se buscou foi privilegiar a vontade das partes”, ressaltou a chefe da Divisão Sindical (DS) da CNC, Patrícia Duque.

     

  • CNC participa de debate sobre mudanças na Lei do Aprendiz

    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) apoia qualquer iniciativa, seja parlamentar ou programa de governo, visando a inserção de jovens no mercado de trabalho, desde que por meio de formação profissional. A posição da entidade foi manifestada pelo advogado Roberto Lopes, da Divisão Sindical da entidade, que representou o presidente da CNC, Antonio Oliveira Santos, na audiência pública que debateu o Projeto de Lei nº 5.337/2013, que incentiva a contratação de aprendizes.

    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) apoia qualquer iniciativa, seja parlamentar ou programa de governo, visando a inserção de jovens no mercado de trabalho, desde que por meio de formação profissional. A posição da entidade foi manifestada pelo advogado Roberto Lopes, da Divisão Sindical da entidade, que representou o presidente da CNC, Antonio Oliveira Santos, na audiência pública que debateu o Projeto de Lei nº 5.337/2013, que incentiva a contratação de aprendizes.

    “A qualificação técnica é necessária para que, no futuro, o jovem tenha condições de concorrer a uma vaga no mercado de trabalho”, disse. Segundo ele, o que não se pode confundir é a aprendizagem com um contrato de trabalho normal. “O contrato de aprendizagem é um programa de ensino profissionalizante para o desenvolvimento de aptidões específicas para um determinado trabalho, não se confundindo com o contrato de trabalho, dirigido ao trabalhador comum”, explicou Roberto Lopes.

    “Quando se oferece oportunidade de ensino a um jovem, não se está dando emprego. Esse equívoco é muito perigoso porque ao desvirtuar o contrato de aprendizagem, aderindo regras de cunho trabalhista, acaba-se criando, para a empresa, uma série de encargos que não são devidos por conta da natureza jurídica do contrato de aprendizagem, ou seja, um programa educacional.”

    A audiência pública, realizada em 13 de julho, foi requerida pelo deputado Lucas Vergílio (SD-GO), relator do Projeto de Lei, que acrescenta § 3º ao art. 429 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para incentivar a contratação de aprendizes”. De acordo com esse parágrafo, é facultada ao empregador a contratação de mais 10% do total de empregados, na condição de aprendizes, com vagas destinadas a trabalhadores com idade entre 18 e 24 anos.

    O parlamentar se queixou da ausência de outros deputados à Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, “já que muitos deles haviam sugerido a realização da audiência”.

    Desvirtuação da lei

    A preocupação da CNC, enfatizou Roberto Lopes, é que não ocorra a desvirtuação da lei de aprendizagem, para evitar que as empresas sejam obrigadas a criar vagas de empregos para jovens mediante contratação formal, quando o objetivo da legislação é ensiná-lo. “A Confederação defende que as regras sejam claras no sentido de seguir com rigor o previsto em contrato, ou seja, o ensino.”

    O advogado sugeriu que seja feito um trabalho que envolva a sociedade, os trabalhadores, o governo e os empresários no sentido de estabelecer regras específicas. Isso evitaria, na sua avaliação, questionamento jurídico e, ao mesmo tempo, geraria segurança para que todos trabalhem em harmonia, conforme estabelece a legislação.

    “O foco seria exclusivamente a formação técnico-profissional para que, numa etapa seguinte, o jovem esteja, aí sim, preparado para entrar no mercado de trabalho”, concluiu.

    Críticas à legislação

    Edgar Segato Neto, presidente da Federação Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços de Limpeza e Conservação (Febrac), que reúne 13 mil empresas no País e dá mais de dois milhões de empregos diretos, fez fortes críticas à legislação, que “está totalmente desvirtuada” da questão do aprendizado. “O governo está mais preocupado em reduzir o desemprego no País, fazendo pressão sobre as empresas do nosso setor, que são grandes empregadores de mão de obra”, observou.

    Mas, segundo o empresário, não é apenas o governo, “que faz os decretos e as portarias”, que atrapalha a harmonia do mercado. “O legislativo, que elabora as leis, e o judiciário e o Ministério Público, que nos aplicam sentenças duras, também têm sua responsabilidade.”

    Para Segato, todos – governo, legisladores e justiça – estão pensando positivamente, mas, com suas decisões, desvirtuaram completamente os objetivos da lei. “A classe produtiva não participa de nada, é apenas cobrada para cumprir o que determinam, sem ter oportunidades, mesmo que raras como a de hoje nesta audiência pública, de mostrar a sua realidade”, ponderou.

    A Lei do Aprendiz foi aprovada em 2000 e regulamentada em 2005. Ela determina que toda empresa de grande ou médio porte deve ter de 5%, no mínimo, a 15%, no máximo, de aprendizes, com idade entre 14 e 24 anos, entre seus funcionários.

    “Temos uma preocupação muito grande com o percentual de cota. Existem dificuldades porque é sobre o montante da nossa folha de pessoal, mas não se leva em conta situações de pessoas que estão em férias, afastadas pelo INSS, trabalho noturno, que dão expediente em áreas de risco (insalubridade e periculosidade), em escalas por trabalhos diferenciados, etc. Tudo isso precisaria ser levado em conta, mas não está sendo”, queixou-se.

    “Não sou eu que mando no meu negócio, mas o meu cliente, que terceiriza atividades e define o que deseja nas suas instalações, incluindo o preenchimento das cotas de deficientes e aprendizes. Mas é preciso levar em conta – e isso não é feito – a questão da insalubridade e periculosidade, afinal não podemos colocar, por exemplo, um jovem num ambiente de trabalho de alto risco.”

    O presidente da Febrac concluiu chamando a atenção para o fato de o governo, a seu ver, não fazer a inclusão de jovens. “Se o fizesse, colocaria nos editais de licitação a obrigatoriedade do cumprimento tanto da cota do deficiente quanto a do jovem aprendiz.”

    Outros representantes

    Participaram ainda da audiência pública Larissa Leston, representando a Confederação Nacional da Indústria (CNI), e Ana Maria Ramos, procuradora do Ministério Público do Trabalho.

  • Fecomércio-SC debate retomada do crescimento com parlamentares em Brasília

    A Federação do Comércio do Estado de Santa Catarina (Fecomércio-SC) e os parlamentares da bancada do Estado se reuniram para um café da manhã, em 12 de julho, no Restaurante Senac da Câmara dos Deputados, em Brasília. No encontro, apoiado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), foram debatidas medidas para a retomada do crescimento econômico.

    A Federação do Comércio do Estado de Santa Catarina (Fecomércio-SC) e os parlamentares da bancada do Estado se reuniram para um café da manhã, em 12 de julho, no Restaurante Senac da Câmara dos Deputados, em Brasília. No encontro, apoiado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), foram debatidas medidas para a retomada do crescimento econômico.

    O evento contou com a presença do vice-presidente da CNC Laércio Oliveira e do chefe da Assessoria junto ao Poder Legislativo (Apel/CNC), Roberto Velloso. A pauta da reunião deu segmento às discussões sobre projetos e investimentos para o Estado de Santa Catarina em áreas como educação e infraestrutura. No âmbito nacional, estiveram na pauta da discussão as reformas trabalhista, previdenciária e tributária, além da situação econômica do País.

    O presidente da Fecomércio-SC, Bruno Breithaupt, chamou a atenção dos parlamentares para a importância de se pensarem medidas para retomar o crescimento sustentado da economia. “Como empresário e presidente da Fecomércio-SC, a perda de potencial na atividade econômica e o baixo poder de compra do consumidor me preocupam”, afirmou. E destacou que as entidades empresariais devem agir unidas em prol dos setores produtivos nacionais e alertou os parlamentares para a causa.

    Laércio Oliveira agradeceu o convite para contribuir para o debate da bancada catarinense e concordou que o alinhamento das entidades representativas é fundamental ao desenvolvimento do País. “Precisamos, juntos, trabalhar pelo crescimento do setor produtivo, que é o que gera empregos tão necessários à nossa sociedade. Nós amargamos momentos difíceis nos últimos anos e precisamos agir para que as empresas se fortaleçam e possam contratar mão de obra novamente”, disse.

    Ainda no âmbito econômico, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), Glauco José Côrte, destacou o crescimento que Santa Catarina tem apresentado nos últimos anos e apontou melhorias que devem ser pensadas. “O índice de desenvolvimento regional indica um crescimento do nosso estado maior que a média nacional. Nós criamos empregos e estamos exportando produtos, mas o nosso custo de produção também é maior do que a média brasileira. Precisamos trabalhar para que nossos produtos não saiam da fábrica em desvantagem”, observou.

    A rejeição a qualquer inclusão de dispositivos na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2018 que retirem recursos do Sistema S foi unanimidade entre os participantes da mesa. “Retirar um terço dos recursos do Sistema S prejudicaria muito a eficiência e eficácia dos diversos serviços prestados à sociedade pelas entidades que o compõem”, afirmou o presidente Bruno Breithaupt.

    Também foram pontos de destaque na discussão a busca de apoio do Ministério de Minas e Energia à modernização da rede elétrica do meio rural em Santa Catarina, que não está adequada ao produtor, e a garantia de recursos que permitam a conclusão das diversas obras rodoviárias que estão sendo feitas no Estado.