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  • Impactos da Economia Colaborativa – Alimentação, Transporte e Agências de Viagem

    O Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) promove, em 7 de agosto, o seminário “Impactos da Economia Colaborativa – Alimentação, Transporte e Agências de Viagem”.

    O Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) promove, em 7 de agosto, o seminário “Impactos da Economia Colaborativa – Alimentação, Transporte e Agências de Viagem”.

    Amparado por novos desenvolvimentos tecnológicos, o crescimento de serviços por plataformas da economia colaborativa envolve questões sobre a justa concorrência com a economia tradicional. As inovações surgem a cada momento em serviços que oferecem passagens e pacotes de viagens, transporte e alimentação, alterando os hábitos do consumidor.

    No mundo das plataformas digitais, a oferta e a demanda estão diretamente conectadas, redesenhando o papel do intermediário. Que políticas públicas podem ser formuladas para fomentar a inovação desses serviços sem promover a concorrência desleal? De que forma o setor de turismo está fazendo frente a essa nova realidade? O seminário pretende debater essas e outras questões.

    Este será o terceiro evento da série “Turismo – Cenários em Debate”, que já abordou os impactos da economia colaborativa nos meios de hospedagem. Em junho, o tema do seminário foi “Caminhos para o Turismo Esportivo”.

    Data: 7 de agosto de 2017

    Local: CNC/RJ – Av. General Justo, 307 – auditório 9ºandar

    Horário: das 14h às 17h30 (horário de Brasília)

    (Credenciamento às 13h)

    Veja a programação completa:

    As inscrições podem ser feitas abaixo:

     

  • Boletim Informativo Diário (BID) 128/2017

    DESTAQUES:

    Sancionada lei que assegura prioridade especial aos maiores de oitenta anos

    Republicado Edital de convocação para eleição do CONADE referente à composição do biênio 2017/2019

    Convocação do Sindicato do Comércio Varejista de Imperatriz para a Assembleia Geral Extraordinária que será realizada no dia 17 de Julho de 2017

    Convocação do Sindicato das Empresas de Asseio e Conservação do Estado de Minas Gerais para a Assembleia Geral de Alteração Estatutária que será realizada no dia 8 de agosto de 2017

    DESTAQUES:

    Sancionada lei que assegura prioridade especial aos maiores de oitenta anos

    Republicado Edital de convocação para eleição do CONADE referente à composição do biênio 2017/2019

    Convocação do Sindicato do Comércio Varejista de Imperatriz para a Assembleia Geral Extraordinária que será realizada no dia 17 de Julho de 2017

    Convocação do Sindicato das Empresas de Asseio e Conservação do Estado de Minas Gerais para a Assembleia Geral de Alteração Estatutária que será realizada no dia 8 de agosto de 2017

  • Informe Representações 423

    Assessoria de Gestão das Representações 13/07/2017 – Ano 7, nº 423

    Presidência da República

    Adelmir Araújo Santana, vice-presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e presidente da Fecomércio-DF, representará a CNC na cerimônia de sanção da Lei de Modernização Trabalhista.

    O Presidente da República, Michel Temer, convidou o Presidente da CNC, Antonio Oliveira Santos, para a cerimônia, convite extensivo a todos os presidentes das Federações do Comércio.

    Assessoria de Gestão das Representações 13/07/2017 – Ano 7, nº 423

    Presidência da República

    Adelmir Araújo Santana, vice-presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e presidente da Fecomércio-DF, representará a CNC na cerimônia de sanção da Lei de Modernização Trabalhista.

    O Presidente da República, Michel Temer, convidou o Presidente da CNC, Antonio Oliveira Santos, para a cerimônia, convite extensivo a todos os presidentes das Federações do Comércio.

    A reunião será realizada hoje, 13 de julho de 2017, às 14h30, no Salão Nobre, 2º andar, do Palácio do Planalto, em Brasília-DF.

    Assessoria de Gestão das Representações – CNC

    (61) 3329-9539 / 3329-9547 / 3329-9566

    agr@cnc.org.br

  • CNC projeta queda de 3,6% no desempenho dos serviços em 2017

    O volume de receitas do setor de serviços se manteve estável (+0,1%) em maio de 2017, na comparação com abril, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada hoje (13/07) pelo IBGE. Apesar dos resultados positivos de maio e abril (+1%), as variações não repõem a perda de 2,6% registrada em março, que foi a maior queda em comparativos mensais com ajustes sazonais em mais de cinco anos.

    O volume de receitas do setor de serviços se manteve estável (+0,1%) em maio de 2017, na comparação com abril, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada hoje (13/07) pelo IBGE. Apesar dos resultados positivos de maio e abril (+1%), as variações não repõem a perda de 2,6% registrada em março, que foi a maior queda em comparativos mensais com ajustes sazonais em mais de cinco anos.

    Na comparação com maio de 2016, o setor registrou queda de 1,9%, a menor desde o último resultado positivo em março de 2015 (+2,3% sobre março de 2014). Os cinco primeiros meses de 2017 acumulam queda de 4,4%, na comparação com mesmo período de 2016, próximo à queda de 5% registrada em 2015. As receitas reais das atividades envolvidas na pesquisa acumulam 26 quedas consecutivas nas comparações anuais. As sucessivas quedas em mais de dois anos de crise levaram as receitas do setor a um nível semelhante ao da primeira metade de 2011.

    Mesmo com o comportamento favorável esperado para a inflação e para o custo do crédito, o ritmo ainda intenso de perdas do setor e a demora na recuperação do mercado de trabalho levou a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) a revisar sua projeção no volume de receitas do setor de -3% para -3,6% para 2017. “Além do fraco nível geral de atividade econômica interna, a maior resiliência dos preços dos serviços tem se colocado como um obstáculo adicional à retomada do crescimento das atividades terciárias. Nos últimos 12 meses encerrados em junho, a variação dos preços dos serviços respondeu por 2/3 da inflação medida pelo IPCA”, destacou o economista da CNC, Fabio Bentes.

    Acesse a análise completa da Divisão Econômica da CNC.

     

  • CNC projeta queda de 3,6% no desempenho dos serviços em 2017

    O volume de receitas do setor de serviços se manteve estável (+0,1%) em maio de 2017, na comparação com abril, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada hoje (13/07) pelo IBGE. Apesar dos resultados positivos de maio e abril (+1%), as variações não repõem a perda de 2,6% registrada em março, que foi a maior queda em comparativos mensais com ajustes sazonais em mais de cinco anos.

    O volume de receitas do setor de serviços se manteve estável (+0,1%) em maio de 2017, na comparação com abril, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada hoje (13/07) pelo IBGE. Apesar dos resultados positivos de maio e abril (+1%), as variações não repõem a perda de 2,6% registrada em março, que foi a maior queda em comparativos mensais com ajustes sazonais em mais de cinco anos.

    Na comparação com maio de 2016, o setor registrou queda de 1,9%, a menor desde o último resultado positivo em março de 2015 (+2,3% sobre março de 2014). Os cinco primeiros meses de 2017 acumulam queda de 4,4%, na comparação com mesmo período de 2016, próximo à queda de 5% registrada em 2015. As receitas reais das atividades envolvidas na pesquisa acumulam 26 quedas consecutivas nas comparações anuais. As sucessivas quedas em mais de dois anos de crise levaram as receitas do setor a um nível semelhante ao da primeira metade de 2011.

    Mesmo com o comportamento favorável esperado para a inflação e para o custo do crédito, o ritmo ainda intenso de perdas do setor e a demora na recuperação do mercado de trabalho levou a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) a revisar sua projeção no volume de receitas do setor de -3% para -3,6% para 2017. “Além do fraco nível geral de atividade econômica interna, a maior resiliência dos preços dos serviços tem se colocado como um obstáculo adicional à retomada do crescimento das atividades terciárias. Nos últimos 12 meses encerrados em junho, a variação dos preços dos serviços respondeu por 2/3 da inflação medida pelo IPCA”, destacou o economista da CNC, Fabio Bentes.

     

    Acesse abaixo a análise completa da Divisão Econômica da CNC.

  • Convalidação de incentivos fiscais dos estados segue para sanção

    O Senado aprovou nesta quarta-feira (12/07) a convalidação de incentivos fiscais concedidos pelos estados a empresas e indústrias. Originalmente encaminhado no início de 2015, o PLS 130/2014-Complementar passou por modificações nas mãos dos deputados, que o aprovaram na forma de um substitutivo (SCD n° 5/2017), agora confirmado pelos senadores.

    O texto (SCD n° 5/2017) recebeu 50 votos a favor e nenhum contrário, além de duas abstenções. A matéria segue para a sanção presidencial.

    O Senado aprovou nesta quarta-feira (12/07) a convalidação de incentivos fiscais concedidos pelos estados a empresas e indústrias. Originalmente encaminhado no início de 2015, o PLS 130/2014-Complementar passou por modificações nas mãos dos deputados, que o aprovaram na forma de um substitutivo (SCD n° 5/2017), agora confirmado pelos senadores.

    O texto (SCD n° 5/2017) recebeu 50 votos a favor e nenhum contrário, além de duas abstenções. A matéria segue para a sanção presidencial.

    O presidente do Senado, Eunício Oliveira, celebrou a aprovação e disse que a liberação dos incentivos será positiva para as populações dos estados beneficiados, que terão mais oportunidades para o desenvolvimento econômico. Ele lembrou o fato de que a matéria foi aprovada na última sessão deliberativa antes do recesso parlamentar.

    — Estou muito feliz porque o Plenário desta Casa, no encerramento do semestre, votou uma de suas matérias mais importantes — afirmou Eunício.

    De acordo com o substitutivo, não é mais necessário que um estado obtenha concordância unânime de todos os membros do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) para conceder incentivo fiscal. A partir de agora, será necessária a anuência de dois terços dos estados. Esse total deverá ser distribuído nacionalmente, com pelo menos um terço dos estados de cada região do País concordando com a concessão.

    O projeto trata da regularização de incentivos, isenções e benefícios fiscais oferecidos pelos estados ao longo dos anos em desacordo com a legislação vigente. As unidades da Federação buscaram, com isso, atrair empresas e indústrias para gerar empregos e crescimento econômico. A competição entre os estados por esses investimentos, com o uso dos incentivos como instrumento, é conhecida como “guerra fiscal”.

    A proposta tem o objetivo de dar fim à guerra fiscal, criando regras mais flexíveis para esses incentivos fiscais, e, ao mesmo tempo, garantir aos estados que já contam com empreendimentos atraídos através dessa prática a sua continuidade.

    Limites

    Além disso, a concessão de novos incentivos fiscais, bem como a prorrogação dos que já estejam em vigor, só poderão ter vigência por um prazo determinado, a depender do setor de negócios beneficiado. Os prazos máximos são os seguintes:

    Uma das modificações da Câmara foi a implantação um regime de reduções graduais do incentivo ao longo do tempo de validade da concessão. O senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), relator do substitutivo dos deputados, argumentou pela rejeição desse dispositivo. Em sua visão, o aumento gradativo da carga tributária — consequência da redução do tamanho do incentivo — traria “efeitos econômicos negativos”, como um impacto nos empregos gerados pela empresa ou indústria beneficiada, por exemplo.

    — É melhor que durante o prazo de vigência dos benefícios estes se mantenham integrais, a fim de que as empresas beneficiadas possam se preparar, do ponto de vista financeiro, para o fim dos incentivos fiscais — argumentou o senador, para quem, como Casa da Federação, o Senado cumpre seu papel ao aprovar o texto em favor de igualdade entre os estados.

    A senadora Lúcia Vânia (PSB-GO), autora da proposta original, destacou o papel do ex-senador Luiz Henrique (1940-2015), que foi o relator do texto primeiramente aprovado pela Casa. Luiz Henrique faleceu um mês após a primeira aprovação do projeto no Senado.

    Emenda de redação

    O senador José Serra (PSDB-SP) questionou esse trecho do relatório, ponderando que sua retirada pelo relator Ricardo Ferraço configurava uma alteração de mérito que o Senado não poderia fazer — na fase de revisão, cabem apenas emendas de redação. Serra observou que o projeto cai em insegurança jurídica.

    — É evidente que [o relatório] representa mudança no conteúdo [do substitutivo da Câmara]. Junto ao Judiciário vai cair imediatamente, pela obviedade. Não digo que essa foi a intenção do relator, mas é um mau costume fazer emendas de redação que mexem no conteúdo. É uma questão de seriedade.

    Serra apresentou questão de ordem contra essa alteração de Ferraço, que foi indeferida pelo presidente do Senado, Eunício Oliveira. O recurso de Serra foi em seguida negado pelo Plenário. 

    Transparência

    De acordo com dispositivos inseridos pela Câmara e confirmados pelo Senado, todos os incentivos fiscais em vigor na data de sanção da nova lei deverão ser validados pelo Confaz num prazo de 180 dias e ficarão disponíveis para consulta pública no Portal Nacional da Transparência Tributária (um site que será estabelecido pelo Confaz).

    Os estados que concederem incentivos fiscais em desacordo com as regras estabelecidas na nova lei ficarão sujeitos a sanções como a interrupção de transferências voluntárias de outros entes da federação e a proibição de contratar operações de crédito. Essas punições serão aplicadas caso o governo de outro estado apresente uma denúncia que seja aceita pelo Ministério da Fazenda.

    Adesão

    Na versão original aprovada pelo Senado (PLS n° 130/2014), que havia sido originalmente aprovado no início de 2015, os estados estavam autorizados a aderirem aos programas de incentivos elaborados por seus vizinhos dentro da mesma região, sem a necessidade de autorização do Confaz. A Câmara derrubou essa previsão.

    No entanto, os senadores a resgataram e a colocaram de volta no texto final, através de um destaque da bancada do PSB. Dessa forma, a versão do projeto que segue para a sanção presidencial contém essa autorização.

    Desoneração

    Outra mudança efetuada pela Câmara garante que a desoneração garantida a empresas e indústrias pelos incentivos fiscais dos estados não será tributada de outra forma. Um dos dispositivos acrescentados estabelece que esses incentivos sejam considerados como subvenções para investimento. Dessa forma, eles não são computados dentro do lucro real das empresas, e, assim, não entram no cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).

    Crítica

    O senador Omar Aziz (PSD-AM) disse ser favorável à regularização de todos os incentivos já em vigor, mas criticou a possibilidade da criação de novos. Com essa previsão, segundo ele, os estados que conseguiram atrair empresas com incentivos fiscais correm o risco de perder essas mesmas empresas para negociações futuras de outros estados.

    — Aí entra a ilegalidade e continua a guerra fiscal — questionou.

  • CARF/Antonio Carlos Canto Porto Filho x Fazenda Nacional

    1ª Turma da 3ª Câmara da 2ª Seção

    IRRF

    Processo: 19515.000899/2011-50

    A fiscalização entendeu que houve omissão do ganho de capital na alienação de ações por parte do contribuinte, que não informou ganho de capital no Imposto de Renda Retido na Fonte.

    1ª Turma da 3ª Câmara da 2ª Seção

    IRRF

    Processo: 19515.000899/2011-50

    A fiscalização entendeu que houve omissão do ganho de capital na alienação de ações por parte do contribuinte, que não informou ganho de capital no Imposto de Renda Retido na Fonte.

    Os acionistas da Pactual Participações Ltda, que detinham a Pactual Participações S.A, que controlava o Banco Pactual, desejavam ter participação direta no banco. O Banco Pactual, então, incorporou as duas holdings que detinham suas ações, com fim de conferir participação direta dos acionistas ao banco.

    Os acionistas entenderam que poderiam somar a capitalização dos lucros e dividendos das duas incorporações de acordo com o artigo 135 do Decreto 3.000/1999, que dispõe que em caso de quotas e ações distribuídas em decorrência de aumento de capital ou incorporação dos lucros apurados o custo de aquisição será igual à parcela do lucro ou reserva capitalizado que corresponder ao sócio ou acionista.

    De acordo com o conselheiro João Bellini Júnior, relator do caso e presidente do colegiado, o dispositivo não pode ser lido isoladamente e precisa ser interpretado de acordo com os artigos 10 da Lei 9249/1995 e 654 do Decreto 3.000/1999.

    Para o relator, houve um lucro que derivou das duas incorporações, portanto deve-se expurgar a duplicidade da capitalização. Seu voto foi pelo provimento parcial do recurso, para retirar a multa qualificada por não ter visto dolo na conduta visto que o contribuinte era sócio minoritário.

    Por maioria de votos, foi seguido o voto do presidente. Vencido o conselheiro Alexandre Evaristo Pinto, que deu provimento ao recurso por entender serem legais os atos praticados pelos acionistas. 

  • Comissão de Orçamento aprova LDO; relator diz que situação fiscal do País é “dramática”

    A Comissão Mista de Orçamento concluiu nesta quarta-feira (12/07) a votação do relatório final do deputado Marcus Pestana (PSDB-MG) ao projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que vai orientar a elaboração e a execução do orçamento de 2018.

    A Comissão Mista de Orçamento concluiu nesta quarta-feira (12/07) a votação do relatório final do deputado Marcus Pestana (PSDB-MG) ao projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que vai orientar a elaboração e a execução do orçamento de 2018.

    O relatório ainda será votado em sessão do Congresso Nacional. Já existe uma marcada para amanhã, às 16 horas. Antes de votar a LDO, porém, deputados e senadores têm que limpar a pauta trancada por vetos presidenciais. Pela Constituição, o recesso parlamentar do meio do ano (18 a 31 de julho) só ocorre se os congressistas aprovarem a LDO.

    Para garantir a conclusão da votação, Pestana acolheu algumas emendas que havia inicialmente rejeitado e fez mudanças no texto. Uma delas permite a execução de recursos oriundos de emendas parlamentares em entidades de saúde públicas e privadas, como as Santas Casas, no período eleitoral.

    Hoje, o Tribunal de Contas da União (TCU) tem o entendimento de que esse tipo de execução é vedado pela Lei Eleitoral (Lei n° 9.504/1997). 

    Crise fiscal

    Antes do início dos debates, Pestana fez um discurso alertando os parlamentares sobre a situação fiscal do País. “Nós vivemos uma situação dramática. O Rio de Janeiro é só a ponta do iceberg do que pode acontecer no Brasil se não houver responsabilidade fiscal”, disse.

    Ele afirmou que o cenário econômico, que inclui queda de arrecadação e aumento de despesa, é de “radicalização do estrangulamento fiscal”. “O governo só não chegou a um estrangulamento total porque tem capacidade de se financiar no mercado, pela emissão de títulos públicos”. 

    Mudança

    A situação fiscal foi, segundo ele, o pano de fundo da elaboração do parecer final. Isso o levou a rejeitar emendas que estabeleciam piso de gastos ou indexavam receitas. Inicialmente, ele também rejeitou mais de 650 emendas que protegiam despesas do contingenciamento a ser feito em 2018, que são elencadas em um anexo específico da LDO.

    O plenário da comissão divergiu do deputado e incluiu no anexo despesas para a transposição do rio São Francisco, para o projeto do submarino nuclear da Marinha e as realizadas pelo Fundo da Criança e do Adolescente, entre outras.

    Pestana ainda tentou barrar a iniciativa. “A margem de manobra já é muito curta. Não podemos engessar ainda mais o governo”, disse.

    Vários parlamentares, no entanto, defenderam os destaques blindando as despesas do contingenciamento. “Não podemos, neste momento, determinar que o orçamento é imexível”, disse o deputado Edio Lopes (PR-RR). Já o deputado Weverton Rocha (PDT-MA) disse que não podia ter “um olhar apenas fazendário e econômico”.

    Meta fiscal

    O relatório final mantém a meta fiscal proposta pelo governo. O texto prevê, para 2018, déficit primário de R$ 131,3 bilhões para o conjunto do setor público consolidado, número que Pestana chamou de “pornográfico”.

    O governo federal responderá pelo déficit de R$ 129 bilhões. Estatais federais terão como meta o déficit de R$ 3,5 bilhões, e nos estados e municípios a projeção é de superávit de R$ 1,2 bilhão.

    O projeto estabelece a possibilidade de compensação entre os resultados do governo, das estatais e dos entes federados. Com isso, desde que mantida a meta total de R$ 131,3 bilhões, o governo poderá fazer mudanças no seu esforço fiscal ou no das estatais durante a execução orçamentária.

    Se os números propostos pelo governo se confirmarem, o ano de 2018 será o quinto consecutivo de déficit primário. Os saldos negativos contribuem para o crescimento da dívida do governo.

    Medida compensatória

    O texto que sai da Comissão de Orçamento é o primeiro sob a vigência do Novo Regime Fiscal (NRF), que estabeleceu teto para os gastos públicos. O NRF determina que as despesas primárias (obrigatórias por lei e as não obrigatórias, também chamadas de discricionárias) de um ano devem ser equivalentes à do ano anterior acrescidas da inflação (IPCA) medida entre julho e junho dos dois anos.

    O substitutivo apresentado por Pestana adapta a LDO ao NRF. Um dos pontos principais do texto é a exigência de que o aumento de despesa obrigatória sujeita ao teto, em 2018, por proposta legislativa (como projeto de lei e medida provisória), terá que ser acompanhada pelo corte em outras despesas obrigatórias.

    Por exemplo, se o governo quiser conceder reajuste a uma categoria do funcionalismo, medida que eleva os gastos, terá que cortar em outras obrigatórias, para manter as despesas primárias niveladas.

    As despesas primárias sujeitas ao teto de gastos somaram R$ 1,301 trilhão em 2017. Pelos critérios do NRF, o fator de correção em 2018 será de 3% (IPCA de julho-junho), o que eleva a despesa primária para R$ 1,340 trilhão. Segundo Pestana, o ganho entre os dois anos, de R$ 39 bilhões, já está integralmente comprometido com o crescimento vegetativo dos benefícios sociais e os reajustes do funcionalismo público já concedidos.

    Campanha eleitoral

    Outra novidade do relatório final é a obrigação, para a lei orçamentária, de incluir reserva específica para as despesas com a campanha eleitoral de 2018, ano de eleições gerais. Esse ponto, segundo Pestana, visa garantir recursos caso o Congresso aprove o financiamento público de campanha, um dos temas da reforma política em discussão na Câmara.

    O deputado optou por não determinar valor, para não atropelar o debate na Câmara, que tem duas comissões especiais em curso sobre a reforma política. Pela redação proposta por ele, os recursos para a campanha vão sair do valor que será destinado às emendas de bancada de execução obrigatória, que vão somar cerca de R$ 5 bilhões em 2018.

    Durante a análise da proposta orçamentária, no segundo semestre, os parlamentares vão definir quanto deste valor será destinado às emendas e quanto irá para a campanha eleitoral. 

    Compreensão

    Com a aprovação da LDO, o foco do debate muda para o relator da proposta orçamentária de 2018, deputado Cacá Leão (PP-BA). Ele admitiu que a situação fiscal tornará o seu trabalho mais difícil, mas disse que conta com a compreensão dos integrantes da Comissão de Orçamento.

    “Já é possível notar nos membros da comissão uma preocupação com a situação da economia. Eu conto com isso para me ajudar a fechar o relatório”, disse. A proposta orçamentária chega ao Congresso Nacional em agosto.

     

  • Rodrigo Maia recusa alterações na reforma trabalhista aprovada pelo Congresso

    O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, afirmou na madrugada desta quarta-feira (12/07), que não vai aceitar nenhuma alteração no texto da reforma trabalhista aprovado pelo Congresso. “A Câmara não aceitará nenhuma mudança na lei. Qualquer MP não será reconhecida pela Casa”, anotou Maia em sua conta na rede social Twitter.

    Por 50 votos a 26, o Senado concluiu a votação sobre as mudanças na legislação trabalhista na terça-feira (11/07). O texto segue agora para a sanção presidencial.

    O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, afirmou na madrugada desta quarta-feira (12/07), que não vai aceitar nenhuma alteração no texto da reforma trabalhista aprovado pelo Congresso. “A Câmara não aceitará nenhuma mudança na lei. Qualquer MP não será reconhecida pela Casa”, anotou Maia em sua conta na rede social Twitter.

    Por 50 votos a 26, o Senado concluiu a votação sobre as mudanças na legislação trabalhista na terça-feira (11/07). O texto segue agora para a sanção presidencial.

    Para obter apoio e evitar alterações – o que levaria ao retorno do texto para a Câmara –, o governo prometeu aos senadores a edição de uma medida provisória para modificar pontos da proposta, em relação ao imposto sindical – que deixa de ser obrigatório –, à regulamentação do regime de trabalho intermitente (por hora) e às condições de trabalho para gestantes e lactantes.

    Base aliada

    A declaração de Rodrigo Maia de que não aceitará mudanças na reforma trabalhista repercutiu entre os deputados, e parlamentares da base do governo concordaram com o presidente da Câmara.

    O deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP) afirmou que a Câmara deve rejeitar qualquer MP que altere a proposta. “O governo vai cair do cavalo. Será uma MP inócua. Tem que acabar com essa balela de que a reforma foi contra o trabalhador”, disse.

    Para o deputado Izalci (PSDB-DF), não tem sentido fazer um esforço para aprovar um texto no Congresso e depois alterá-lo por meio de MP. “Seria um retrocesso qualquer mudança naquilo que foi aprovado na Câmara e no Senado. Não dá para negociar o inegociável”, afirmou.

    Oposição

    O deputado Afonso Florence (PT-BA) criticou Rodrigo Maia por propor a rejeição de uma proposta que ainda não existe. “É um fato grave que o presidente da Câmara antecipe um procedimento de obstrução”, disse. Por outro lado, Florence afirmou que, se a eventual MP devolver direitos dos trabalhadores, a oposição defenderá a aprovação.

    Já o deputado Aliel Machado (Rede-PR) afirmou que o presidente da Câmara não pode interferir nos trabalhos legislativos. Segundo Machado, o governo aceitou alterar pontos da reforma trabalhista para que o texto fosse aprovado pelo Senado sem modificações.

    “O presidente da Câmara, ao falar isso, está dando uma sinalização para setores econômicos e tenta impor uma liderança que não cabe a ele”, criticou. “Maia preside os trabalhos, não é dono deste lugar. O Plenário é soberano em todos os casos”.

    Senadores

    Nesta quarta-feira, durante a sabatina de Raquel Dodge, indicada à Procuradoria-Geral da República, senadores criticaram a declaração do presidente da Câmara. O presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), senador Edison Lobão (PMDB-MA), anunciou durante o debate que enviará a Rodrigo Maia uma cópia dos termos do acordo na reforma trabalhista.

    O 1º vice-presidente do Senado, Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), afirmou ter outra interpretação do episódio. “Claro que tem o desejo da Câmara de participar desse acordo. No sistema bicameral, Câmara e Senado se manifestam sobre as matérias. Seria a completa desmoralização do sistema político brasileiro se esse acordo não for cumprido”, disse.

  • Posicionamento CNC – aprovação da reforma trabalhista no Senado Federal

    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) avalia como um grande avanço para a sociedade brasileira a aprovação do PLC 38/2017 pelo Senado Federal.

    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) avalia como um grande avanço para a sociedade brasileira a aprovação do PLC 38/2017 pelo Senado Federal.

    Além de contribuir para a criação de um ambiente favorável ao investimento e à expansão econômica sustentada, a modernização aprovada ontem dá a empresários e trabalhadores autonomia para negociar. Isso permitirá que, respeitada a realidade de cada um dos setores e dos profissionais, melhores condições de trabalho sejam estabelecidas por meio da negociação coletiva, sem qualquer tipo de retirada de direitos dos trabalhadores.

    A CNC reafirma, no entanto, que continuará favorável à manutenção da obrigatoriedade da cobrança da contribuição sindical, principal receita das entidades sindicais.