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  • Comissão permite cobrança por embalagem para guardar sobra de refeição

    A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços aprovou no último dia (05/07) proposta que permite a restaurantes, bares e similares cobrar pela embalagem para transportar o resto dos pratos pedidos pelos consumidores.

    Pela proposta, os estabelecimentos devem informar os consumidores de maneira clara sobre a previsão legal.

    A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços aprovou no último dia (05/07) proposta que permite a restaurantes, bares e similares cobrar pela embalagem para transportar o resto dos pratos pedidos pelos consumidores.

    Pela proposta, os estabelecimentos devem informar os consumidores de maneira clara sobre a previsão legal.

    O texto aprovado é um substitutivo do relator, deputado Vinicius Carvalho (PRB-SP), ao Projeto de Lei n° 5235/16, do deputado licenciado Dr. João.

    Enquanto o substitutivo permite a cobrança das embalagens, o projeto original proíbe restaurantes, bares e lanchonetes de cobrar pelos recipientes usados para guardar a sobra de comida não consumida no estabelecimento. O texto apresentado pelo Dr. João também estabelece multa para quem descumprir a regra de 100 vezes o valor cobrado pela embalagem, além de outras penalidades.

    Para Carvalho, uma lei não pode obrigar um estabelecimento comercial a não cobrar por determinado bem ou serviço. “As embalagens são parte dos insumos dos serviços prestados pelo empresário e, como tal, poderão ter seu custo repassado ao consumidor”.

    O relator lembrou que os comerciantes poderiam contornar a proibição incluindo o custo da embalagem no preço da refeição. “Tal procedimento acabaria por prejudicar os consumidores que não utilizassem as embalagens”, disse Carvalho.

    Tramitação

    A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pelas comissões de Defesa do Consumidor; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

  • Reforma trabalhista é aprovada no Senado

    O Senado aprovou nesta terça-feira (11/07) o projeto de lei da reforma trabalhista. Foram 50 votos a favor, 26 contrários e uma abstenção. Como não sofreu alterações no Plenário, o PLC n° 38/2017 segue agora para a sanção do presidente Michel Temer.

    O Senado aprovou nesta terça-feira (11/07) o projeto de lei da reforma trabalhista. Foram 50 votos a favor, 26 contrários e uma abstenção. Como não sofreu alterações no Plenário, o PLC n° 38/2017 segue agora para a sanção do presidente Michel Temer.

    O Plenário rejeitou 178 emendas de senadores. O PT apresentou dois destaques para votação em separado, retirando da reforma o trabalho intermitente e a presença de gestantes e lactantes em locais insalubres. O PSB tentou derrubar a prevalência do negociado sobre o legislado. Mas o Plenário também derrubou os três destaques.

    A sessão começou tumultuada. Por quase sete horas um grupo de senadoras ocupou a Mesa do Plenário e impediu o andamento dos trabalhos. Durante a tarde, parlamentares tentaram negociar a retomada da votação. Mas não houve acordo.

    Ainda com a Mesa ocupada pela oposição, o presidente Eunício Oliveira (PMDB-CE) reabriu os trabalhos pouco depois das 18h30.

    – Já que eu fiz um apelo às senadoras e elas não me entenderam, eu vou presidir a sessão como me determina o regimento – afirmou Eunício.

    Antes de votar o texto principal, parlamentares discutiram pontos da reforma. A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) alertou para a possibilidade de trabalhadores serem substituídos por pessoas jurídicas. Segundo ela, isso provocaria perda de direitos.

    – O trabalhador perde o 13º salário, perde as férias, perde o descanso semanal remunerado. É isso que está escrito aqui. Nós não estamos inventando – afirmou Vanessa.

    O senador Benedito de Lira (PP-AL) discordou.

    – Fala-se tanto que estamos arrancando direitos do trabalhador. Mas não vi ninguém mostrar aqui um único item da Constituição onde estão encravados os direitos do trabalhador. É uma inconsequência dizer que uma lei ordinária revoga dispositivo da Constituição – afirmou Benedito.

    O senador Paulo Paim (PT-RS) lamentou a aprovação da reforma trabalhista.

    – Este momento será marcado para sempre a ferro e fogo nas nossas histórias. Jamais será esquecido. O Brasil está sangrando. Não podemos ser Judas nem Pôncio Pilatos, lavando as mãos e dizendo: “O que a Câmara decidiu, com 200 variações, está decidido, e o presidente de plantão que decida, porque nós vamos nos omitir” – disse Paim.

    O líder do governo e relator da reforma trabalhista na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, senador Romero Jucá (PMDB-RR), comemorou a aprovação. Ele voltou a afirmar que o Palácio do Planalto vai promover ajustes no projeto, seja por meio de veto ou de uma medida provisória. Para Jucá, o texto promove a geração de empregos.

    – Essa lei é moderna, vai criar oportunidade principalmente para os jovens terem a condição do primeiro emprego. Hoje o desemprego é muito grande, mas quem mais sofre é a juventude – afirmou Jucá.

    Bancada feminina

    Durante a votação do último destaque, sobre o trabalho de gestantes e lactantes em locais insalubres, senadoras favoráveis à reforma trabalhista comentaram a ocupação da Mesa por parlamentares da oposição. As senadoras Ana Amélia (PP-RS), Marta Suplicy (PMDB-SP), Rose de Freitas (PMDB-ES) e Simone Tebet (PMDB-MS) disseram defender os direitos das trabalhadoras e confiar nas mudanças prometidas pelo Palácio do Planalto.

  • I Seminário de Mediação e Arbitragem Empresarial da CNC

    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) vai realizar, em 14 de setembro de 2017, o I Seminário de Mediação e Arbitragem Empresarial, no Rio de Janeiro, reunindo especialistas e autoridades para debater de que forma a mediação e a arbitragem podem ser utilizadas na resolução de conflitos empresariais, além de fomentar o uso destes recursos por empresários do comércio de bens, serviços e turismo. 

    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) vai realizar, em 14 de setembro de 2017, o I Seminário de Mediação e Arbitragem Empresarial, no Rio de Janeiro, reunindo especialistas e autoridades para debater de que forma a mediação e a arbitragem podem ser utilizadas na resolução de conflitos empresariais, além de fomentar o uso destes recursos por empresários do comércio de bens, serviços e turismo. 

    Entre as presenças confirmadas no evento, a ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Nancy Andrighi, o desembargador Cesar Cury, do Tribunal de Justiça-RJ, e o deputado federal Laércio Oliveira, e outros convidados e especialistas no tema.

    Os sete painéis do seminário vão debater temas como: o novo contexto legislativo e a solução de controvérsias no âmbito empresarial; a mediação no TJ; os 21 anos da Lei da Arbitragem na visão dos coautores (Lei nº 9.307/96); experiências práticas na mediação empresarial; questões polêmicas na arbitragem empresarial; entre outros. 

    O I Seminário de Mediação e Arbitragem Empresarial é uma realização da CNC que contará com a presença da Consultoria Jurídica da Confederação e de advogados da entidade, além de profissionais das federações do comércio de bens, serviços e turismo.

    Participe e conheça os resultados alcançados por meio da utilização da mediação e da arbitragem na solução de conflitos empresariais.

     

    Coordenação-Geral:

    Marcelo Barreto

    Consultor Jurídico da CNC

     

    Coordenação Acadêmica:

    Inez Balbino

    Advogada da CNC

     

    Local: Auditório 9º Andar CNC

    Av. General Justo, 307 – Centro, Rio de Janeiro 

     

    Acesse a programação e preencha o formulário no final da página, caso tenha interesse.

     

    9h Credenciamento e welcome coffee
    9h30 às 10h Abertura do evento

    Dr. Laércio de Oliveira
    (Presidente da Mesa e vice-presidente da CNC)

    Senador Bernardo Cabral
    (Consultor da Presidência da CNC)

    Ministra Nancy Andrighi
    (Ministra do STJ)

    Desembargador Cesar Cury
    (Desembargador TJ/RJ e presidente do Fonamec)

    Dr. Marcelo Barreto
    (Consultor Jurídico – CNC)

    Dra. Inez Balbino
    (Advogada CNC)

    10h  às 11h

    Primeiro painel
    O NOVO CONTEXTO LEGISLATIVO E A SOLUÇÃO DE CONTROVÉRSIAS NO ÂMBITO EMPRESARIAL: VALE NEGOCIAR?

     

    Palestrantes:
    Ministra Nancy Andrighi
    (Ministra do STJ)

    Dra. Adriana Braghetta
    (Vice-presidente do ICCA desde 2014, ex-presidente do Comitê Brasileiro de Arbitragem – CBAr)

    Presidente da Mesa:
    Dr. Marcelo Barreto
    (Consultor Jurídico – CNC)

    11h  às 12h

    Segundo painel
    A MEDIAÇÃO NO TJ/RJ: DESAFIOS E INOVAÇÕES

     

    Palestrantes:
    Desembargador Cesar Cury
    (Desembargador TJ/RJ e Presidente do Fonamec)

    Dra. Fernanda Pantoja
    (Professora da PUC-Rio, Doutora em Processo Civil pela UERJ, Vicepresidente da Comissão de Mediação da OAB/RJ e sócia de Tavares Advogados)

     

    Presidente da Mesa:
    Desembargadora Luiza Bottrel
    (Desembargadora aposentada do TJ/RJ e Mediadora CEJUSC/RJ)

    12h  às 13h

    Terceiro painel
    EXPERIÊNCIAS PRÁTICAS NA MEDIAÇÃO EMPRESARIAL

     

    Palestrantes: 

    Dra. Marcia Rosa
    (Gestora do Projeto de Métodos Adequados de Solução de Conflitos do Sebrae/RJ)

    Dra. Patrícia Cardoso Maciel Tavares
    (Coordenadora do Nudecon – Núcleo de Defesa do Consumidor)

     

    Presidente da Mesa:
    Dra. Inez Balbino
    (Advogada CNC)

    13h  às 14h30 Intervalo para almoço
    14h30 às 15h30

    Quarto painel
    A MEDIAÇÃO E ARBITRAGEM SOB A ÓTICA DA ADVOCACIA

     

    Palestrante: 
    Dr. Francisco Müssnich
    (Barbosa Müssnich Aragão Advogados – BMA)

    Dr. Rodrigo Fonseca
    (Fonseca e Salles Lima Advogados Associados)

     

    Presidente da Mesa:
    Dra. Ana Carolina Weber
    (Sócia de Eizirik Advogados)

    15h30 às 16h30

    Quinto painel
    OS 21 ANOS DA LEI DE ARBITRAGEM NA VISÃO DOS CO-AUTORES DA LEI 9:307/96

     

    Palestrantes:
    Dra. Selma Lemes
    (Sócia titular de Selma Lemes Advogados, Co-autora da Lei 9.307/96)

    Dr. Pedro Batista Martins 
    (Sócio de Batista Martins Advogados, Co-autor da Lei 9.307/96)

    Presidente da Mesa:
    Dr. Octávio Fragata
    (Doutor em Direito pela UERJ; Sócio do Tozzini Freire Advogados)

    16h30 às 16h50 Coffee break
    16h50 às 17h50

    Sexto painel
    ARBITRAGEM DE INFRAESTRUTURA. EXPERIÊNCIAS RECENTES E QUESTÕES ENFRENTADAS

     

    Palestrantes:
    Dr. Fernando Marcondes
    (Presidente do Instituto Brasileiro de Direito da Construção-IBDiC, Vice-presidente da Comissão de Infraestrutura da OAB/RJ)

    Dra. Flávia Bittar
    (Sócia de Flavia Bittar Sociedade de Advogados e Presidente do Comitê Brasileiro de Arbitragem – Cbar)

    Presidente da Mesa:
    Dra. Natália Mizrahi Lamas
    (Sócia de Ferro, Castro Neves, Daltro & Gomide Advogados – FCDG)

    17h50 às 18h30

    Sétimo painel
    QUESTÕES POLÊMICAS NA ARBITRAGEM EMPRESARIAL

     

    Palestrantes:
    Dr. Matthieu de Boisseson
    (Advogado e Árbitro internacional)

    Dra. Alice Moreira Franco
    (Sócia de Ferro, Castro Neves, Daltro & Gomide Advogados – FCDG)

     

    Presidente da Mesa:
    Dra. Isabel Cantidiano
    (Cantidiano Advogados)

    Preencha para sua inscrição ser processada:

     

  • TV CNC – Endividamento recua pelo segundo mês consecutivo

    A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) registrou, em junho, o segundo recuo mensal consecutivo no percentual de famílias brasileiras endividadas. Essa queda também aconteceu na comparação com o mesmo mês de 2016. Apesar da redução do endividamento, houve aumento da inadimplência, com mais famílias com contas em atraso. A economista da CNC Marianne Hanson falou à TV CNC sobre o cenário, agravado ainda pelas altas taxas de desemprego e de juros.

    A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) registrou, em junho, o segundo recuo mensal consecutivo no percentual de famílias brasileiras endividadas. Essa queda também aconteceu na comparação com o mesmo mês de 2016. Apesar da redução do endividamento, houve aumento da inadimplência, com mais famílias com contas em atraso. A economista da CNC Marianne Hanson falou à TV CNC sobre o cenário, agravado ainda pelas altas taxas de desemprego e de juros.

  • Boletim Informativo Diário (BID) 126/2017

    DESTAQUES:

    Divulgado o preço médio dos combustíveis a partir de 16 de julho de 2017

    Alterada norma que instituiu o Sistema Integrado de Comércio Exterior de Serviços, Intangíveis e Outras Operações que Produzam Variações no Patrimônio – Siscoserv

    Altera a NR-12 – Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos

    Designados membros para compor o Comitê Gestor da Internet no Brasil – CGI.br

    DESTAQUES:

    Divulgado o preço médio dos combustíveis a partir de 16 de julho de 2017

    Alterada norma que instituiu o Sistema Integrado de Comércio Exterior de Serviços, Intangíveis e Outras Operações que Produzam Variações no Patrimônio – Siscoserv

    Altera a NR-12 – Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos

    Designados membros para compor o Comitê Gestor da Internet no Brasil – CGI.br

    Cancelamento do Edital de Convocação do Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios de Belo Horizonte, para a Assembleia Geral Extraordinária convocada para realizar-se no dia 13 de julho de 2017

  • STF rejeita recurso e votação da reforma trabalhista será nesta terça-feira; oposição pede 33 destaques

    A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, rejeitou nesta segunda-feira (10/07) um mandado de segurança do senador Paulo Paim (PT-RS) que pedia a suspensão da tramitação da reforma trabalhista (PLC nº 38/2017). Dessa forma, o projeto continua na pauta do Plenário para ser votado nesta terça-feira (11/07).

    A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, rejeitou nesta segunda-feira (10/07) um mandado de segurança do senador Paulo Paim (PT-RS) que pedia a suspensão da tramitação da reforma trabalhista (PLC nº 38/2017). Dessa forma, o projeto continua na pauta do Plenário para ser votado nesta terça-feira (11/07).

    Os senadores que se opõem à reforma trabalhista proposta pelo governo Temer já apresentaram 33 requerimentos para votação em separado e diferentes trechos. Para cada um deles, o Plenário deverá decidir se aceita a solicitação e, caso aceite, deverá decidir se mantém o dispositivo específico dentro do texto.

    Impacto orçamentário

    A argumentação de Paim é que a proposta da reforma trabalhista incorre em renúncia de receita para o governo federal e, portanto, precisaria estar acompanhada de uma estimativa de impacto orçamentário e financeiro. Caso contrário, os senadores poderiam suspender a tramitação para analisar a compatibilidade fiscal do projeto.

    Essa determinação foi criada pela Emenda Constitucional 95, que estabeleceu o Novo Regime Fiscal. Ela resultou da chamada “PEC do teto de gastos” e foi aprovada pelo Senado em dezembro de 2016.

    “Essa PEC foi aprovada aqui. [Na Emenda 95] está muito claro que sem previsão orçamentária você não pode cometer os absurdos que essa proposta está levando para o Plenário”, explicou Paim.

    Apelo

    O líder do PT, senador Lindbergh Farias (RJ), afirmou que a continuidade da reforma trabalhista sem a estimativa de impacto orçamentário “desmoraliza” o Novo Regime Fiscal recém-inaugurado. Ele disse que argumentará em Plenário contra a votação da proposta lembrando aos demais senadores que o presidente Michel Temer enfrenta uma denúncia criminal por corrupção passiva.

    “Vamos fazer um apelo político amanhã para os senadores não votarem uma reforma dessa neste momento, em que o presidente está prestes a ser afastado”, disse ele.

    Rito

    Caso a Câmara dos Deputados autorize o prosseguimento da denúncia contra Temer, o presidente deverá ser afastado do cargo por um período máximo de 180 dias, enquanto o STF julga o caso.

    A senadora Ana Amélia (PP-RS) disse que a reforma trabalhista está seguindo a tramitação normal, conforme havia sido estabelecido em acordo no Senado. Ela destacou que o presidente da Casa, Eunício Oliveira, tem garantido o andamento correto.

    “O próprio Plenário definiu que deveria ser amanhã (hoje) a votação, em regime de urgência. Portanto, todos os prazos foram obedecidos. O presidente Eunício foi extremamente correto nesse rito processual e regimental para não haver nenhuma dúvida.”

  • Comissão de Orçamento discute procedimentos para votação da LDO 2018

    O Colégio de Líderes da Comissão Mista de Orçamento (CMO) reúne-se nesta terça-feira (11) às 14h30, na sala de reuniões da comissão, para discutir a votação do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2018 (PLN nº 1/17). O presidente do colegiado, senador Dário Berger (PMDB-SC), deve propor um acordo de procedimentos aos líderes, que limite o número de destaques apresentados e garanta a votação do parecer do deputado Marcus Pestana (PSDB-MG) já nesta quarta.

    O Colégio de Líderes da Comissão Mista de Orçamento (CMO) reúne-se nesta terça-feira (11) às 14h30, na sala de reuniões da comissão, para discutir a votação do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2018 (PLN nº 1/17). O presidente do colegiado, senador Dário Berger (PMDB-SC), deve propor um acordo de procedimentos aos líderes, que limite o número de destaques apresentados e garanta a votação do parecer do deputado Marcus Pestana (PSDB-MG) já nesta quarta.

    O relatório consagra a preocupação manifestada pelo relator em diversas ocasiões com o crescimento do deficit público e contém dispositivos que visam controlar os gastos no próximo ano. O mais importante proíbe que as despesas obrigatórias sujeitas ao teto de gastos, como pagamento de pessoal, sejam elevadas sem o cancelamento equivalente de outra despesa obrigatória.

    O projeto recebeu 2.598 emendas, mas o relator não acolheu nenhuma emenda que ensejasse novos aumentos de despesas com pessoal para 2018.

  • Proposta de fim da guerra fiscal pode ser votada quarta

    Mais de três anos após o início de sua tramitação no Senado, o projeto que pretende acabar com a guerra fiscal nos estados (PLS nº 130/2014) pode ter decisão final no Plenário na quarta-feira (12/07). O texto substitutivo que veio da Câmara dos Deputados foi ajustado na Comissão de Assuntos Econômicos pelo relator, Ricardo Ferraço (PSDB-ES). E seu parecer foi aprovado na terça-feira, seguindo com urgência para a última etapa de votação.

    Mais de três anos após o início de sua tramitação no Senado, o projeto que pretende acabar com a guerra fiscal nos estados (PLS nº 130/2014) pode ter decisão final no Plenário na quarta-feira (12/07). O texto substitutivo que veio da Câmara dos Deputados foi ajustado na Comissão de Assuntos Econômicos pelo relator, Ricardo Ferraço (PSDB-ES). E seu parecer foi aprovado na terça-feira, seguindo com urgência para a última etapa de votação.

    Na avaliação de Armando Monteiro (PTB-PE), há hoje consciência de que a concessão desenfreada de incentivos do principal tributo estadual, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), provocou concorrência predatória entre os estados para atrair investimentos, perda significativa de receita e insegurança jurídica às empresas beneficiadas.

    Muitos desses convênios foram feitos sem aprovação do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que exige unanimidade de todos os secretários de Fazenda dos estados para convalidar os benefícios fiscais. Assim, tornaram-se unilaterais e inconstitucionais.

    O assunto foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF), que já deu sinais que pode aprovar uma súmula vinculante. Essa decisão do STF, se aprovada, transformaria esses benefícios em dívidas tributárias. Além disso, há muitos questionamentos na Justiça e no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) sobre cobranças da Receita.

    Portanto, diante desse cenário de litigiosidade, incertezas e prejuízos, a aposta de Armando e de vários outros senadores é que o projeto será aprovado no Plenário. “Vamos encerrar esse capítulo da guerra fiscal”, acredita o senador, que já presidiu a Confederação Nacional da Indústria e foi ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior na gestão de Dilma Rousseff.

    Igual confiança tem o relator, Ferraço. Para ele, o projeto resolve a guerra do ICMS, convalida os incentivos concedidos sem aprovação do Confaz e estabelece regras de transição para que o país possa migrar para outro modelo de estímulo aos investimentos.

    Embora a tendência seja pela aprovação, existe uma questão pendente que pode gerar polêmica no Plenário. Nesta fase da tramitação, em que o texto original do Senado recebeu substitutivo da Câmara, o relator possui margem estreita para realizar novas mudanças. Só pode excluir emendas feitas pelos deputados e voltar ao texto aprovado pelos senadores, ou fazer adequações para tornar a redação mais clara.

    Ferraço diz no seu parecer que cumpriu essa determinação regimental. Mas José Serra (PSDB-SP) levantou questão de ordem que deve ser respondida pelo presidente do Senado, Eunício Oliveira.

    Para Serra, houve alteração de mérito na redação de Ferraço ao artigo 9º do substitutivo da Câmara (SCD nº 5/2017), que trata do enquadramento como subvenção para investimento dos benefícios concedidos às empresas com faturamento bruto anual superior a R$ 78 milhões. Apesar de ser uma parcela pequena do universo de empresas do país, cerca de 3%, são exatamente as companhias de maior porte. O PLS nº 130/2014 foi originalmente aprovado pelo Senado no início de 2015.

    Divergências

    Segundo o consultor do Senado da área tributária Daniel Carvalho, divergências na interpretação desse enquadramento têm gerado situações de litigiosidade tanto no Carf quanto na Justiça.

    Pois a parte que não for considerada subvenção de investimento acaba sujeita à tributação federal, incidindo Imposto de Renda Pessoa Jurídica, Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, PIS-Pasep e Cofins. A redação do parecer de Ferraço tenta dirimir essas divergências e evitar que a Receita possa lançar mão de pareceres antigos da década de 1970, como o 112/1978, conforme explicação do consultor.

    O texto que foi articulado pelo senador Luiz Henrique, morto em 2015, a partir de projeto de lei complementar (PLS nº 130/2014) de Lúcia Vânia (PSB-GO) promoveu mudanças importantes. Primeiro, acabou com a exigência de aprovação unânime do Confaz, substituindo por quorum de dois terços das unidades federadas e com o requisito de que as cinco regiões do país estejam representadas com pelo menos um terço dos estados de cada uma delas votando a favor do convênio.

    Convalidação

    Outro ponto crucial foi perdoar os créditos tributários de ICMS decorrentes da guerra fiscal, regularizando os convênios ilegais. Além disso, o texto definiu prazos de vigência tanto para os benefícios concedidos à revelia do Confaz quanto para os novos incentivos, com diferenciação dependendo da atividade econômica.

    Essas medidas foram mantidas na Câmara, que focou no seu substitutivo dar transparência às informações dos convênios. Exigiu, por exemplo, que os estados informem e mantenham atualizados os dados sobre os convênios e seus benefícios no portal do Confaz na internet.

    Mas os deputados fizeram alterações relevantes, que exigiram o retorno do projeto a sua Casa de origem. Substituíram a punição imposta pelo Senado de perda dos efeitos do convênio para o estado que descumprir a nova legislação, atingindo diretamente as empresas beneficiadas, pelas restrições definidas na Lei de Responsabilidade Fiscal, como vedar as transferências voluntárias da União, a concessão de garantias do Tesouro Nacional e contratação de operações de crédito. A Câmara eliminou a possibilidade de um estado adotar benefício igual ao de outro da mesma região.

    Isonomia

    Talvez a mudança mais importante feita pelo parecer de Ferraço tenha sido rejeitar os parágrafos do substitutivo da Câmara que estipulavam redutores graduais nos benefícios, privilegiando determinados setores, como agropecuária, indústria e investimentos em infraestrutura de transportes, na avaliação de especialistas da área fiscal.

    Esses setores, conforme o parecer de Ferraço, teriam benefícios integrais pelo prazo de 15 anos, “contados da produção de efeitos do futuro convênio”. O relator resgatou o texto original do Senado, garantindo a isonomia fiscal.

    Outra providência que o projeto assegura é prazo de 180 dias, a partir da publicação da lei, para o Confaz aprovar os convênios, regularizando-os.

    Para Armando Monteiro, o país precisa substituir os incentivos de ICMS por benefícios fiscais federais. Além disso, lembra que os instrumentos para atrair investimentos estão mudando de natureza, no mundo, priorizando fatores como infraestrutura e capital humano.

  • Relatório final da LDO limita crescimento de despesa obrigatória

    O deputado Marcus Pestana (PSDB-MG) entregou na noite do domingo (09/07) o relatório final ao projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2018 (PLN nº 1/2017). O texto consagra a preocupação manifestada pelo relator em diversas ocasiões com o crescimento do deficit público e contém dispositivos que visam controlar os gastos no próximo ano.

    O deputado Marcus Pestana (PSDB-MG) entregou na noite do domingo (09/07) o relatório final ao projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2018 (PLN nº 1/2017). O texto consagra a preocupação manifestada pelo relator em diversas ocasiões com o crescimento do deficit público e contém dispositivos que visam controlar os gastos no próximo ano.

    O mais importante proíbe que as despesas obrigatórias sujeitas ao teto de gastos, como pagamento de pessoal, sejam elevadas por propostas legislativas, como projetos de lei e medidas provisórias, sem o cancelamento equivalente de outra despesa obrigatória. Por exemplo, se um poder ou órgão quiser reajustar o salário de uma categoria, terá que cortar em outra despesa obrigatória o montante equivalente ao aumento concedido.

    O objetivo da medida, segundo Pestana, é conter a evolução dos gastos públicos e contribuir para que a meta fiscal, hoje deficitária, se encaminhe paulatinamente para superavit nos próximos anos. Além disso, na avaliação dele, não há margem para aumento de gastos, pois o incremento das despesas primárias pelas regras do Novo Regime Fiscal (NRF) já está comprometido.

    Correção

    O NRF estabelece que a despesa primária da União não poderá se expandir em ritmo superior ao da taxa de inflação, medida pelo IPCA acumulado de julho de um ano a junho do ano seguinte.

    Por este critério, o fator de correção da despesa primária de 2018 será de 3%, o que equivale a aproximadamente R$ 39 bilhões. Este valor, segundo Pestana, está hipotecado com o crescimento vegetativo dos gastos sociais (R$ 23,4 bilhões) e os reajustes para o funcionalismo público já concedidos e com impacto em 2018 (R$ 13 bilhões), entre outras despesas.

    Para o relator, o ano de 2018, o primeiro em que o orçamento será elaborado no contexto do NRF, será de aperto fiscal. “Diante do crescimento inercial dos atuais gastos obrigatórios, recomenda-se, pela absoluta inexistência de margem líquida, que a criação ou a expansão de qualquer tipo de despesa primária obrigatória sujeita ao teto dependa necessariamente de cancelamento compensatório”, disse o relator.

    “Nesse sentido, não acolhemos qualquer emenda que ensejasse novos aumentos de despesas com pessoal para o exercício de 2018”, concluiu.

    Votação na quarta

    A LDO é a norma que disciplina a elaboração do orçamento, a execução orçamentária e define a meta fiscal da União para o exercício seguinte. A norma ganhou novas atribuições com a instituição do NRF.

    O relatório final será votado agora na Comissão Mista de Orçamento. Nesta terça, o presidente do colegiado, senador Dário Berger (PMDB-SC), vai propor um acordo de procedimentos aos líderes, que limite o número de destaques apresentados e garanta a votação do parecer na reunião marcada para quarta à tarde.

    Posse de servidores

    Além da restrição para aumento de despesa obrigatória, o parecer apresentado por Pestana proíbe a concessão de reajustes posteriores ao término do mandato presidencial e restringe as admissões de novos servidores públicos a cinco situações, que já estavam contidas no projeto enviado pelo governo.

    Com isso, a posse de novos servidores ocorrerá apenas para reposição (total ou parcial) de vagas surgidas entre 15 de dezembro de 2016 (data da entrada em vigor do NRF) e 31 de dezembro de 2017; para substituição de pessoal terceirizado; para as Forças Armadas; e para servidores custeados pelo Fundo Constitucional do Distrito Federal. “Nenhuma possibilidade de posse de pessoal foi acolhida, além do que previsto no texto original”, disse Pestana.

    Meta fiscal

    O relatório final mantém a meta fiscal contida no projeto de lei elaborado pelo governo e enviado ao Congresso em abril. O texto prevê, para 2018, deficit primário de R$ 131,3 bilhões para o setor público consolidado. O governo federal responderá pelo deficit de R$ 129 bilhões. Estatais federais terão como meta o deficit de R$ 3,5 bilhões, e os estados e municípios, a projeção é de superavit de R$ 1,2 bilhão.

    A meta fiscal está calcada, principalmente, no aumento real da receita primária de 3,3% em relação a 2017, percentual superior ao de previsão de crescimento da economia em 2018, que é de 2,5%. Caso a receita não tenha o desempenho esperado, o governo terá que garantir a meta pelo controle da despesa, que já está, segundo o relator, no limite.

    Se os números propostos pelo governo se confirmarem, o ano de 2018 será o quinto consecutivo de deficit primário. Os sucessivos saldos negativos contribuem para o crescimento da dívida pública.

  • Comissão rejeita projeto que prevê multa para fabricante que realizar recall de produtos ou serviços

    A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados rejeitou na quarta-feira (05/07) proposta que pretendia alterar o Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/1990) para impor multa ao fabricante que realizar recall de produtos ou serviços. Foi rejeitado o Projeto de Lei nº 2275/2015, do deputado Walter Alves (PMDB-RN), que estabelece multa equivalente a duas vezes o valor das peças substituídas ou dos serviços prestados.

    A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados rejeitou na quarta-feira (05/07) proposta que pretendia alterar o Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/1990) para impor multa ao fabricante que realizar recall de produtos ou serviços. Foi rejeitado o Projeto de Lei nº 2275/2015, do deputado Walter Alves (PMDB-RN), que estabelece multa equivalente a duas vezes o valor das peças substituídas ou dos serviços prestados.

    O recall é um procedimento adotado pelos fabricantes para corrigir falhas nos produtos que podem causar danos à integridade física ou à vida dos consumidores. O valor das multas, segundo o projeto, seria revertido ao consumidor.

    Relator, o deputado Augusto Coutinho (SD-PE) apresentou parecer pela rejeição por entender que, em mercados competitivos, a reiterada prática de recall fatalmente já leva a empresa a perder credibilidade junto aos clientes, bem como participação no seu segmento de atuação e, consequentemente, faturamento.

    “A realização do recall, por si só, impõe custos adicionais à empresa, uma vez que deverá dedicar parte de sua mão de obra, equipamentos e materiais para reparar aquele problema”, observou Coutinho. “A imputação de multa de duas vezes o valor do produto ou serviço multiplicará esse impacto, levando a empresa, no limite, a fechar suas portas e demitir seus empregados”, concluiu o relator.

    O projeto tem caráter conclusivo e será ainda analisado pelas comissões de Defesa do Consumidor; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.