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  • Comissão amplia setores beneficiados por desoneração; Maia prevê dificuldade no Plenário da Câmara

    A comissão mista da Medida Provisória n° 774/2017 concluiu nesta quarta-feira (05/07) a votação do relatório do senador Airton Sandoval (PMDB-SP), que amplia de seis para 16 os setores empresariais que poderão optar pela Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta (CPRB), mais conhecida por “desoneração da folha de pagamento”.

    A alíquota da CPRB vai variar conforme a atividade (veja na tabela). Para o restante dos setores, o recolhimento patronal para a Previdência se dará pela folha de pagamento, com alíquota de 20%.

    A comissão mista da Medida Provisória n° 774/2017 concluiu nesta quarta-feira (05/07) a votação do relatório do senador Airton Sandoval (PMDB-SP), que amplia de seis para 16 os setores empresariais que poderão optar pela Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta (CPRB), mais conhecida por “desoneração da folha de pagamento”.

    A alíquota da CPRB vai variar conforme a atividade (veja na tabela). Para o restante dos setores, o recolhimento patronal para a Previdência se dará pela folha de pagamento, com alíquota de 20%.

    O relatório também adiou de 1º de julho para 1º de janeiro de 2018 o início da reoneração para os setores não contemplados no texto aprovado nesta quarta. Na prática, as empresas que hoje adotam a sistemática da CPRB, e que ficaram de fora do relatório aprovado, poderão manter a desoneração até o final do ano.

    Esse foi um dos pontos mais polêmicos durante o debate na comissão. O governo queria manter a data inicial (1º de julho) do fim da desoneração, o que permitiria arrecadar, segundo suas previsões, R$ 4,8 bilhões até dezembro. Com o adiamento, essa receita fica comprometida.

     Dificuldade

    O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, disse que o relatório deve enfrentar dificuldades no Plenário da Casa, próxima fase da tramitação da MP. Os setores que serão reonerados alegam que terão a carga tributária elevada, o que pode provocar demissões. As empresas de tecnologias de informação e comunicação (TIC), por exemplo, afirmam que a reoneração pode levar à demissão de 83 mil pessoas no prazo de três anos.

    “A crise [econômica] é profunda, e tudo que a gente não pode é, por mais que possa gerar algum tipo de arrecadação, gerar desemprego e prejudicar a atividade econômica”, disse Maia.

    A medida provisória integra o esforço do governo para cumprir a meta fiscal de 2017, com um déficit primário de R$ 138,8 bilhões para a União. No ano passado, segundo a Receita Federal, a desoneração provocou uma perda de arrecadação de R$ 14,5 bilhões.

    Condicionantes e prazos

    O texto aprovado, que altera a Lei n° 12.546/2011, determina algumas condicionantes para as empresas manterem a contribuição patronal sobre o faturamento. Entre elas estão a redução da taxa média de acidentes de trabalho e a adoção de medidas para diminuir a rotatividade da mão de obra. Também será exigido o aumento ou a manutenção do tempo médio de permanência no emprego, tanto dos funcionários da empresa, quanto dos terceirizados.

    Como a data de vigência do fim da desoneração foi adiada para janeiro, o relatório do senador Airton Sandoval traz uma regra de transição para as empresas que, por força da medida provisória, já tinham substituído a CPRB pela contribuição patronal pela folha de pagamento.

    Essas empresas terão direito a um crédito, que será calculado pela diferença entre os dois regimes. O crédito poderá ser usado na compensação de débitos futuros relativos a qualquer das duas contribuições.

    Cofins

    Com exceção das Empresas Estratégicas de Defesa (EED), os setores beneficiados pela desoneração da folha terão o acréscimo de 1% na alíquota da Cofins-Importação, instituída pela Lei n° 10.865/2004, que incide sobre bens e serviços importados.

    O objetivo da medida, segundo o relator, é resguardar a competitividade entre os produtos nacionais e os importados, com ambos sendo tributados pela venda.

    O texto original da MP n° 774 prevê a revogação do adicional de 1% sobre a alíquota da Cofins-Importação. O adicional foi criado para fazer frente à perda de receita com a desoneração. A cobrança vem sendo questionada na Justiça por diversas empresas, pois o valor pago não pode ser creditado pelo importador. 

    Competitividade

    A CPRB foi adotada a partir de 2011 com o propósito de aumentar a competitividade externa de alguns setores, como o de tecnologia da informação, de projeto de circuitos integrados, couro, calçado e confecção. Inicialmente, as empresas desses setores eram obrigadas a adotar a CPRB.

    Aos poucos, o Congresso foi aprovando mudanças na legislação, incluindo novos setores na desoneração, que chegaram a 56. A partir de 2015, a contribuição pela receita bruta tornou-se opcional e algumas alíquotas foram elevadas.

  • Consulta pública sobre a Política Nacional de Qualificação em Turismo

    O Ministério do Turismo (MTur) abriu, em 3 de julho, consulta pública para que a população colabore e opine sobre a elaboração de uma Política Nacional de Qualificação em Turismo. A iniciativa tem como objetivo envolver a sociedade na construção de normativo de qualificação que será adotada para a formação de adultos e jovens. A previsão é que a Política Nacional de Qualificação em Turismo seja publicada até o final de 2017.

    O Ministério do Turismo (MTur) abriu, em 3 de julho, consulta pública para que a população colabore e opine sobre a elaboração de uma Política Nacional de Qualificação em Turismo. A iniciativa tem como objetivo envolver a sociedade na construção de normativo de qualificação que será adotada para a formação de adultos e jovens. A previsão é que a Política Nacional de Qualificação em Turismo seja publicada até o final de 2017. (Acesse aqui o documento).

    O documento preliminar foi concebido em parceria com a Universidade de Brasília (UnB). Para a elaboração da Política foram realizadas pesquisas, oficinas e seminários em diversos estados brasileiros, que contaram com pesquisadores de instituições de ensino públicas como as universidades de São Paulo (USP), a Federal Fluminense (UFF), do Rio Grande do Norte (UFRN), do Paraná (UFPR), do Pará (UFPA), a Federal de Ouro Preto (UFOP), Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e o Instituto Federal da Paraíba (IFPB).

    “Este é um momento extremamente importante do processo, onde teremos a chance de garantir uma política plural, que atenda a todas as especificidades do nosso setor”, afirma a secretária Nacional de Qualificação e Promoção do Turismo, Teté Bezerra.

    A consulta ficará disponível no site do Ministério do Turismo até o dia 21 de julho, para que cidadãos, estudantes, professores, empresários e entidades possam enviar sugestões, comentários ou propor alterações. As contribuições serão compiladas e analisadas pela equipe de pesquisadores responsável pelo Projeto e, posteriormente, apresentadas ao Conselho Nacional de Turismo (CNT).

    O sistema CNC-Sesc-Senac apoia a Qualificação e oferece cursos via Senac

    O via sistema CNC-Sesc-Senac apoia a Qualificação e oferece cursos no setor de turismo pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), que já capacitou mais de dois mil profissionais técnicos na modalidade a distância.

    Desde 2011, o Senac oferece cursos técnicos a distância. Conteúdo dividido em módulos permite qualificação ágil, em etapas, e a rápida possibilidade de ingresso no mercado de trabalho.

    O Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), ajudou a impulsionar a procura por esse tipo de capacitação profissional no país. E, em paralelo, as instituições de ensino ligadas ao programa do Governo Federal também se empenharam na busca por alternativas que permitissem ampliar a oferta de cursos voltados à educação profissional.

    Dentre essas instituições destaca-se o Senac, que passou a oferecer opções de cursos técnicos a distância ainda em 2011. 

    Brasil + Turismo

    A construção de uma política de Estado voltada para qualificação em turismo é uma das medidas do Brasil + Turismo, pacote de medidas para alavancar o setor de viagens no Brasil, lançado em abril deste ano pelo ministro do Turismo, Marx Beltrão.

    Também dentro do pacote, o MTur já oferece aos profissionais que atuam e àqueles que pretendem entrar no mercado de trabalho do turismo, cursos profissionais à distância – Brasil Braços Abertos e Pronatec Voluntário e técnicos presenciais e semipresenciais – MedioTec. Para mais informações sobre as ações de qualificação do MTur, acesse www.turismo.gov.br/qualificacao.

  • Boletim Informativo Diário (BID) 123/2017

    DESTAQUES:

    CEF altera para o dia 10 de julho de 2017 o prazo de saque das contas vinculadas para os trabalhadores nascidos em dezembro

    SRT aprova Enunciado estabelecendo que a Coordenação Geral de Registro Sindical considere como comprovação de endereço do subscritor do edital qualquer documento apresentado pela entidade interessada no processo de pedido de registro sindical ou de alteração estatutária

    DESTAQUES:

    CEF altera para o dia 10 de julho de 2017 o prazo de saque das contas vinculadas para os trabalhadores nascidos em dezembro

    SRT aprova Enunciado estabelecendo que a Coordenação Geral de Registro Sindical considere como comprovação de endereço do subscritor do edital qualquer documento apresentado pela entidade interessada no processo de pedido de registro sindical ou de alteração estatutária

    Arquivado o processo de pedido de registro sindical de interesse do Sindicato dos Representantes Comerciais e das Empresas de Representação Comercial no Município de Campos dos Goytacazes

  • Informe Representações 422

    Assessoria de Gestão das Representações 05/07/2017 – Ano 7, nº 422

    Ministério do Turismo (MTur)

    Consulta pública sobre a Política Nacional de Qualificação para o setor

    Setor produtivo, acadêmico e sociedade podem contribuir para a concepção do documento

    Assessoria de Gestão das Representações 05/07/2017 – Ano 7, nº 422

    Ministério do Turismo (MTur)

    Consulta pública sobre a Política Nacional de Qualificação para o setor

    Setor produtivo, acadêmico e sociedade podem contribuir para a concepção do documento

    O Ministério do Turismo abriu nesta segunda-feira (3/07) uma consulta pública para que a população colabore e opine sobre a elaboração de uma Política Nacional de Qualificação em Turismo. A iniciativa tem como objetivo envolver a sociedade na construção de normativo de qualificação que será adotada para a formação de adultos e jovens. (Acesse aqui o documento).

    O documento preliminar foi concebido em parceria com a Universidade de Brasília (UNB). Para a elaboração da Política foram realizadas pesquisas, oficinas e seminários em diversos estados brasileiros, que contaram com pesquisadores de instituições de ensino públicas como as Universidades de São Paulo (USP), a Federal Fluminense (UFF), do Rio Grande do Norte (UFRN), do Paraná (UFPR), do Pará (UFPA), a Federal de Ouro Preto (UFOP), Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e o Instituto Federal da Paraíba (IFPB).

    “Este é um momento extremamente importante do processo, onde teremos a chance de garantir uma política plural, que atenda a todas as especificidades do nosso setor”, afirma a secretária Nacional de Qualificação e Promoção do Turismo, Teté Bezerra.

    A consulta ficará disponível no site do Ministério do Turismo até o dia 21 de julho, para que cidadãos, estudantes, professores, empresários e entidades possam enviar sugestões, comentários ou propor alterações. As contribuições serão compiladas e analisadas pela equipe de pesquisadores responsável pelo projeto e, posteriormente, apresentadas ao Conselho Nacional de Turismo (CNT). A previsão é que a Política Nacional de Qualificação em Turismo seja publicada até o final de 2017.

    O Sistema CNC-Sesc-Senac apoia a qualificação e oferece cursos via Senac

    O Sistema CNC-Sesc-Senac apoia a qualificação e oferece cursos no setor de turismo pelo Senac. O Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) capacita mais de dois mil profissionais técnicos a distância.

    Desde 2011, o Senac oferece cursos técnicos a distância. O conteúdo dividido em módulos permite qualificação ágil, em etapas, e rápida possibilidade de ingresso no mercado de trabalho.

    O Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Profissional (Pronatec) ajudou a impulsionar a procura por esse tipo de capacitação profissional no País. E, em paralelo, as instituições de ensino ligadas ao programa do governo federal também se empenharam na busca por alternativas que permitissem ampliar a oferta de cursos voltados à educação profissional.

    Dentre essas instituições, destaca-se o Senac, que passou a oferecer opções de cursos técnicos a distância ainda em 2011. Ao todo, mais de dois mil profissionais técnicos de nível médio já se formaram pelo Senac EAD (ensino a distância).

    Brasil + Turismo

    Qualificação como ferramenta estratégica – A construção de uma política de Estado voltada para qualificação em turismo é uma das medidas do Brasil + Turismo, pacote de medidas para alavancar o setor de viagens no Brasil, lançado em abril deste ano pelo ministro do Turismo, Marx Beltrão.

    Também dentro do pacote, o MTur já oferece aos profissionais que atuam e àqueles que pretendem entrar no mercado de trabalho do turismo cursos profissionais a distância – Brasil Braços Abertos e Pronatec Voluntário – e técnicos presenciais e semipresenciais – MedioTec. Para mais informações sobre as ações de qualificação do MTur, acesse: www.turismo.gov.br/qualificacao.

    Assessoria de Gestão das Representações – CNC

    (61) 3329-9539 / 3329-9547 / 3329-9566

    agr@cnc.org.br

  • Reforma trabalhista ganha urgência em Plenário

    O Plenário do Senado aprovou nesta terça-feira (04/07) requerimento de urgência para a tramitação do projeto da reforma trabalhista (PLC nº 38/2017). Apesar da urgência, até a votação, prevista para a próxima terça-feira (11), todos os senadores poderão se manifestar sobre o projeto, graças a um acordo feito entre o presidente da Casa, Eunício Oliveira, e os líderes partidários.

    O Plenário do Senado aprovou nesta terça-feira (04/07) requerimento de urgência para a tramitação do projeto da reforma trabalhista (PLC nº 38/2017). Apesar da urgência, até a votação, prevista para a próxima terça-feira (11), todos os senadores poderão se manifestar sobre o projeto, graças a um acordo feito entre o presidente da Casa, Eunício Oliveira, e os líderes partidários.

    “Informo que a discussão da matéria poderá ser feita por todos os senadores, embora tenhamos aprovado aqui o requerimento de urgência que permitiria apenas a fala de cinco senadores a favor e cinco contra a matéria”, informou Eunício. Na quarta-feira (05/07), a discussão da reforma trabalhista terá início às 14h e se estenderá, no máximo até as 22h. Na quinta-feira (06/07), os senadores discutirão o texto das 11h às 14h. Na terça-feira (07/07), às 11h, será a vez dos líderes partidários, que encaminharão a votação.

    Críticas

    Apenas líderes contrários ao projeto se pronunciaram em Plenário durante a votação do requerimento de urgência nesta terça. O senador Paulo Paim (PT-RS) lamentou a pressa para votar a matéria e lembrou que, no início da tramitação do texto, a promessa era de que haveria tempo para discutir, com o rito normal de análise do projeto. Para o senador, os parlamentares estão traindo o povo brasileiro.

    “O Senado dá uma de Pôncio Pilatos: lava as mãos e deixa que Cristo – no caso, o povo – seja crucificado porque o Senado não pode mexer uma vírgula em duzentas mudanças na CLT. É Congresso bicameral ou unicameral? Vale nós só carimbarmos as matérias?”, questionou Paim.

    A crítica é a mesma feita por Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). Na visão da senadora, o único ponto sobre o qual há uma unanimidade entre os senadores é a necessidade de ajustes no texto. Em vez de promoverem essas mudanças, argumentou, os relatores preferiram esperar que o presidente Michel Temer vete partes do texto, o que faz com que o Senado abra mão do seu papel de Casa revisora.

    “Não há – eu repito quantas vezes for necessário –, não há uma alma neste Senado Federal, não há um senador que tenha coragem de defender o projeto na íntegra, tal qual aprovado na Câmara dos Deputados. Todos falam em necessidade de mudança”, argumentou a senadora.

    Impacto Orçamentário

    Após a aprovação do requerimento, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) levantou questão de ordem para tentar adiar a votação do projeto. De acordo com o senador, o projeto amplia despesas públicas e reduz receitas e, por isso, teria de trazer uma estimativa sobre o impacto orçamentário e financeiro, como prevê a Constituição. Como exemplo citou a redução de remunerações que geraria, também uma redução na arrecadação do governo.

    O presidente do senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE) afirmou que a questão de ordem não é sobre o processo legislativo, e sim sobre a constitucionalidade do projeto, tema que já foi analisado pelas comissões. Por esse motivo, a questão de ordem foi indeferida. Lindbergh prometeu recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF).

  • Comissão de Assuntos Econômicos aprova convalidação de incentivos de ICMS

    A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou projeto que autoriza o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) a convalidar créditos tributários decorrentes de isenções, incentivos e benefícios que foram dados irregularmente. O Substitutivo da Câmara dos Deputados (SCD) nº 5/2017 ao PLS nº 130/2014 também flexibiliza o quórum que exige a unanimidade na decisão autorizativa de todos os estados e do Distrito Federal para que sejam concedidos benefícios fiscais de ICMS. O substitutivo segue para a apreciação do Plenário.

    A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou projeto que autoriza o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) a convalidar créditos tributários decorrentes de isenções, incentivos e benefícios que foram dados irregularmente. O Substitutivo da Câmara dos Deputados (SCD) nº 5/2017 ao PLS nº 130/2014 também flexibiliza o quórum que exige a unanimidade na decisão autorizativa de todos os estados e do Distrito Federal para que sejam concedidos benefícios fiscais de ICMS. O substitutivo segue para a apreciação do Plenário.

    O relator, senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), afirmou que o projeto tenta resolver a “guerra fiscal” do ICMS entre os estados. Ele explicou que o substitutivo estabelece que os benefícios fiscais relativos ao ICMS, tenham sido ou não concedidos na “guerra fiscal”, serão considerados subvenção para investimento.

    “O fato objetivo é que esse projeto dialoga com a convalidação e com regras de transição para que possamos sair de um modelo e migrar para outro modelo. Esse assunto foi discutido aqui no Senado, foi discutido na Câmara, e nós estamos fazendo ajustes pontuais, de redação. Eu acho que nós precisamos votar até porque há uma súmula vinculante no Supremo Tribunal Federal, de autoria do ministro Gilmar Mendes, que pode a qualquer momento declarar a inconstitucionalidade desses incentivos, e aí a desorganização vai ser muito grande”, disse Ferraço.

    Também foi aprovado requerimento de urgência para que a matéria seja votada no Plenário do Senado.

  • Comissões do Senado aprovam propostas de emendas à LDO 2018

    Seis comissões do Senado aprovaram, nesta terça-feira (04/07), propostas de emendas ao Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) para 2018. Na Comissão de Meio Ambiente (CMA), sete propostas de emenda foram apresentadas pelos senadores Dário Berger (PMDB-SC), Ângela Portela (PDT-RR) e Jorge Viana (PT-AC).

    Seis comissões do Senado aprovaram, nesta terça-feira (04/07), propostas de emendas ao Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) para 2018. Na Comissão de Meio Ambiente (CMA), sete propostas de emenda foram apresentadas pelos senadores Dário Berger (PMDB-SC), Ângela Portela (PDT-RR) e Jorge Viana (PT-AC).

    O relator do projeto, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), escolheu duas delas após consulta ao Ministério do Meio Ambiente. “Perguntei ao ministério qual seria a prioridade de metas para o governo, para estar conectado com a disposição do Estado e trabalhar em harmonia com as emendas da LDO”, explicou Alcolumbre.

    As emendas contempladas são de autoria de Dário Berger e Ângela Portela e tratam, respectivamente, da gestão da política nacional de resíduos sólidos e da promoção de sistemas produtivos rurais sustentáveis. Quanto à emenda de Jorge Viana, dirigida ao programa de controle do desmatamento no âmbito de estados e municípios, deverá ser aproveitada na Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas.

    Assuntos Econômicos

    A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) também aprovou propostas de emendas de conteúdo ao Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias. As duas propostas foram definidas pelo relator Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE). A primeira visa à promoção do desenvolvimento de micro e pequenas empresas. A segunda é para a construção de um avião cargueiro tático militar.

    O relator informou que a CAE recebeu 59 sugestões para inclusão de metas. Apenas duas, segundo ele, podem ser enviadas para a Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização. Ele acrescentou que as duas propostas acolhidas já contemplam emendas similares.

    Defesa Nacional

    A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) aprovou proposta que prevê a implantação do Sistema de Defesa Cibernética para a Defesa Nacional, que deverá ser gerido pelo Exército Brasileiro. Esse programa contempla a aquisição e desenvolvimento de softwares e de material de tecnologia da informação, além da construção e adequação de instalações.

    Outra emenda da comissão compreende a aquisição de 28 aviões cargueiro bijato da Embraer KC-390 pela Força Aérea Brasileira. De um total de 126 emendas analisadas pelo relator, senador Jorge Viana (PT-AC), 58 buscaram incluir ações no Anexo de Prioridades e Metas e 68 propões alterações ao texto do projeto.

    Senado do Futuro

    A Comissão Senado do Futuro (CSF) aprovou proposta de emenda do senador Hélio José (PMDB-DF) que tem como o objetivo fomentar a produção de equipamentos para o setor de telecomunicações. Esta proposta acrescenta a ação “Política Produtiva e Inovação Tecnológica” ao programa “Comunicações para o Desenvolvimento, a Inclusão e a Democracia”. A segunda emenda da comissão ao PLDO prevê a implantação de projeto solar para geração de energia elétrica, a partir de painéis fotovoltáicos, e de LT associada.

    Direitos Humanos

    A Comissão de Direitos Humanos e Legislação participativa (CDH), ao analisar emendas a Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentária de 2018, decidiu recomendar o reforço das metas de duas ações programáticas: a Promoção de Políticas de Igualdade e Direitos das Mulheres e o Apoio ao Desenvolvimento Sustentável das Comunidades Quilombolas, Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais.

    A votação ocorreu com base em relatório elaborado pela senadora Regina Sousa (PT-PI), que preside a comissão. Foram apresentadas 23 emendas ao Anexo de Prioridades, dirigidas a 15 diferentes ações. Ao priorizar as duas finalmente aprovadas, Regina Sousa disse que levou em conta a frequência das sugestões, além da conveniência de se atender diferentes áreas no campo das competências da CDH.

    Agricultura

    A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) aprovou emenda que inclui como prioridade o aporte de recursos na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para pesquisas focadas no desenvolvimento de técnicas de monitoramento do uso da terra e de novas opções tecnológicas para áreas de conservação em uso.

    O relator Waldemir Moka (PMDB-MS) analisou um total de 92 emendas de inclusão de meta e dez alteração de texto. A segunda emenda de conteúdo aprovada pelo colegiado incentiva a criação de mecanismos de disseminação de sistemas de produção de agropecuária sustentável.

  • Divulgação obrigatória de balanços contábeis de grandes empresas segue para a Câmara

    Todas as empresas de grande porte, mesmo as que não são “sociedades anônimas” e sim sociedades limitadas, deverão divulgar os balanços contábeis, para promover a transparência e a publicidade empresarial. É o que determina o Projeto de Lei do Senado (PLS) nº 632/2015, aprovado nesta terça-feira (04/07) na Comissão de Assuntos Econômicos, na forma de um substitutivo. O projeto ainda deverá passar por turno suplementar de votação. Se confirmada a aprovação, o texto poderá seguir para a Câmara dos Deputados se não houver recurso para votação pelo Plenário do Senado.

    Todas as empresas de grande porte, mesmo as que não são “sociedades anônimas” e sim sociedades limitadas, deverão divulgar os balanços contábeis, para promover a transparência e a publicidade empresarial. É o que determina o Projeto de Lei do Senado (PLS) nº 632/2015, aprovado nesta terça-feira (04/07) na Comissão de Assuntos Econômicos, na forma de um substitutivo. O projeto ainda deverá passar por turno suplementar de votação. Se confirmada a aprovação, o texto poderá seguir para a Câmara dos Deputados se não houver recurso para votação pelo Plenário do Senado.

    O autor da proposta, senador Valdir Raupp (PMDB-RO), argumentou que, hoje em dia, as sociedades de grande porte – aquelas com ativo superior a R$ 240 milhões ou receita bruta anual superior a R$ 300 milhões – devem seguir as regras sobre escrituração e elaboração das demonstrações financeiras constantes da Lei das S/As( Lei nº 6.404/1976), além de passar por auditoria independente feita por auditor registrado junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

    No entanto, não está prevista a publicação das demonstrações contábeis de todas as empresas de grande porte que não são S/As, ou seja, a divulgação dos balanços é opcional, e o projeto busca alterar esse ponto.

    O relator, senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), concorda com o teor da proposta, mas apresentou um substitutivo em que atenua uma das exigências para as empresas de grande porte de sociedade limitada. Seu texto estabelece que a divulgação obrigatória dos demonstrativos financeiros poderá ser feita de forma resumida na imprensa oficial e em jornais de alta circulação, para evitar custos demasiados, e publicada na íntegra no site da CVM e no da própria empresa.

    “Dada a evolução da tecnologia nas últimas décadas, acreditamos que a melhor forma de disponibilizar as demonstrações contábeis das empresas abrangidas por esse projeto é em sítios na internet, onde o histórico de informações poderá ser consultado a qualquer momento e os dados de interesse do usuário das informações poderão ser disponibilizados inclusive em formatos mais adequados para manipulação”, defendeu.

    O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) manifestou preocupação da CVM com o fato de que, embora a comissão não fiscalize as empresas fechadas, parecer ser responsável por essa fiscalização ao divulgar os balanços. Ferraço afirmou, no entanto, que a CVM prestará um serviço à sociedade, divulgando esses balanços, mesmo não tendo responsabilidade alguma sobre a fiscalização dessas empresas.

    “A CVM continua não fiscalizando as companhias fechadas, não há alteração nisso. Apenas vai manter, no seu site, os balanços dessas grandes companhias para a consulta de quem desejar”, ressaltou Ferraço.

  • CAE aprova mudança de regra para recuperação judicial de empresas

    Por 16 votos a favor e nenhum contra, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou nesta terça-feira (04/07) parecer favorável ao PLS nº 18/2016, do senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), que visa dar mais segurança aos negócios jurídicos firmados com empresa em recuperação judicial. O projeto tramita de forma terminativa na CAE, o que dispensa análise do Plenário para ir à Câmara dos Deputados. Como recebeu um substitutivo do relator Dalírio Beber (PSDB-SC), ainda voltará à pauta da CAE para uma votação em turno suplementar.

    Por 16 votos a favor e nenhum contra, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou nesta terça-feira (04/07) parecer favorável ao PLS nº 18/2016, do senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), que visa dar mais segurança aos negócios jurídicos firmados com empresa em recuperação judicial. O projeto tramita de forma terminativa na CAE, o que dispensa análise do Plenário para ir à Câmara dos Deputados. Como recebeu um substitutivo do relator Dalírio Beber (PSDB-SC), ainda voltará à pauta da CAE para uma votação em turno suplementar.

    O PLS nº 18/2016 trata basicamente dos chamados créditos extra concursais, que são aqueles decorrentes de obrigações assumidas pela empresa em fase de recuperação judicial. Tais tipos de crédito têm prioridade na ordem de pagamento, caso haja posterior decretação de falência.

    A intenção do autor é mudar a redação da nova Lei de Falência (Lei nº 11.101/2005) de modo a deixar claro que os créditos são considerados extra concursais no momento em que o juiz decide conceder a recuperação judicial. Fernando Bezerra lembra que da forma como é a legislação, há dúvida sobre o exato momento em que surge o crédito extraconcursal: se com a apresentação do pedido de recuperação; se a partir da decisão que defere o seu processamento ou se a partir da decisão que concede a recuperação.

    O relator considerou a proposta importante para afastar conflitos de interpretações, mas apresentou emendas. Uma delas é para que a referência adotada não seja o momento em que o juiz decide autorizar a recuperação judicial, mas uma fase anterior do processo, que é quando o magistrado defere o processamento da recuperação judicial.

    Ao deferir o processamento da recuperação judicial, o juiz toma uma série de decisões importantes, como intimar o Ministério Público; comunicar as fazendas públicas; nomear um administrador judicial e ordenar a suspensão de todas as ações individuais contra o devedor.

    “Sabemos que o país vive uma de suas piores crises econômicas, que acarretou elevação de custos e restrição de crédito para o empresariado. Por esse motivo, entendemos razoável fixar como marco temporal a data do deferimento do processamento da recuperação judicial, a fim de trazer mais segurança jurídica àquela empresa que já se encontra em dificuldades financeiras e operacionais”, explicou ao ler seu relatório.

  • Comissão de Educação fará audiência sobre resultados alcançados pelo PNE

    A Comissão de Educação, Cultura e Esporte aprovou nesta terça feira (04/07) a realização de audiência pública com o objetivo de analisar os resultados relacionados às metas estabelecidas pelo Plano Nacional de Educação (PNE) 2014-2024, em seus primeiros três anos de vigência. O requerimento de audiência foi apresentado pela presidente da comissão, Lucia Vânia (PSB-GO).

    A Comissão de Educação, Cultura e Esporte aprovou nesta terça feira (04/07) a realização de audiência pública com o objetivo de analisar os resultados relacionados às metas estabelecidas pelo Plano Nacional de Educação (PNE) 2014-2024, em seus primeiros três anos de vigência. O requerimento de audiência foi apresentado pela presidente da comissão, Lucia Vânia (PSB-GO).

    Para a audiência, que ainda não tem data marcada, serão convidados representantes da ONG Todos Pela Educação, do Instituto Rodrigo Mendes, da Fundação Itaú Social, do Instituto Ayrton Senna e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

    A partir de uma sugestão da senadora Fátima Bezerra (PT-RN), também deverão ser chamados representantes da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).